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21 de jul. de 2011

Deusa Sedna

(autoria desconhecida)

Conta a lenda que a jovem Sedna morava em companhia de seu pai, um pescador. E apesar de ser muito cortejada, não se interessava por ninguém. Mas um dia uma gaivota com poderes mágicos a enfeitiçou e prometeu à seu pai que lhe daria uma vida de princesa. No entanto, ela foi forçada a viver num mundo de sujeira e miséria, além de ser tratada como uma escrava.
Tempos depois, seu pai fora lhe visitar e ficou chocado com o que viu. Imediatamente resgatou sua filha fugindo com ela para o mar. Os pássaros os perseguiram e atacaram o barco. Desesperado, pois não queria que os pássaros levassem sua filha, o pai jogou-a no mar enquanto tentava espantar as aves.
Mas Sedna não resistiu ao frio e morreu afogada. Seu corpo submergiu e alcançou as profundezas dos mares, na terra de Adlivum, submundo dos esquimós. Sua beleza encantou as almas e os seres marinhos que acabaram transformando-a em Senhora dos Mistérios.
O culto à deusa Sedna rompeu fronteiras. Chegou à Groelândia e ao Alasca, pelo que se sabe. Ela rege as águas profundas dos mares e tem o domínio sobre a vida e a morte desempenhando o papel de protetora dos pescadores e dos navegantes.

Sedna, a Deusa Planeta.

Foi descoberto o décimo planeta do Sistema Solar. Encontrado além da órbita de Plutão, foi batizado com o nome de uma das principais deusas Inuit, da mitologia dos esquimós do Ártico, Sedna.
O Planeta Sedna, apesar de ter sido descoberto no ano 2003, só se tornou público em 15 de março de 2004. Ele é menor que a Lua e tem um diâmetro de 2 mil kilômetros. Fica numa região do espaço conhecida como Cinturão de Kuiper. É uma das regiões mais frias do cosmos.

31 de mai. de 2011

Deusa Sedna

(não consta a autoria, mas acredito que seja da Rosane Volpatto)


Meus dedos foram decepados bateram em mim fui ferida machucada mentiram para  mim fui traída fui abandonada
Meu sofrimento era imenso mas lá embaixo nas profundezas no coração do oceano onde me deixaram para morrer compreendi minha impotência o modo como vivi minha vida
desamparada e com medo sempre numa atitude passiva em vez de ativa e percebi o que fiz

A medida que a compreensão expandiu minha consciência peixes e mamíferos aquáticos
cresciam dos meus dedos cortados Transformei-me num "velho parto de comida" Aquela que sustentou sua gente
Não mais uma vítima.

As terras do Círculo Polar Ártico são estéreis e congeladas. Cultivar é praticamente impossível e até recentemente os povos que lá habitam, dependiam da caça e da pesca como única fonte de sobrevivência. Não de surpreender então, que tanto os animais como o mar, desempenham um papel importante em sua mitologia.
Não há nenhum deus supremo na mitologia dos Inuit (esquimós), mas sim diversos espíritos que controlam as forças da natureza. O mais importante deles é Sedna.
Sedna, com seus cabelos da algas, considerada a deusa do mar e das baleias, era uma bela mulher que vivia em companhia de seu pai, enfrentando muitas dificuldades. Sua vida não era realmente nada boa, pois a caça e a pesca, estavam escassas e além disso. encontrava-se muito insatisfeita com os muitos admiradores que a cortejavam. Enfeitiçada por uma gaivota que lhe prometeu muito alimento e servas, ela foi viver com o povo dos pássaros. Em vez do prometido, Sedna foi forçada a viver no meio de muita sujeira e miséria. Quando seu pai veio visitá-la, lamentou-se e pediu que ele a levasse de volta através das águas. O povo dos pássaros perseguiu os dois e, para salvar a vida da filha, o pai de Sedna derrubou-a no mar. Ela apavorou-se e tentou subir novamente ao barco, foi quando então seu pai cortou-lhe os dedos, que imediatamente se transformaram em peixes e mamíferos marinhos.
Sedna submergiu e alcançou o Adlivum, o infra mundo esquimó, onde agora governa os mortos. É no Adlivum que as almas se purificam para depois seguirem sua jornada à terra da lua (Quidlivun), onde encontrarão descanso e paz eterna. Quando um inuit morre, ele é envolvido em uma pele de caribu e enterrado. Os corpos dos idosos têm seus pés apontado para oeste ou sudoeste, os pés das crianças devem apontar para leste, dos adultos para sudoeste e dos adolescentes para o sul. Os mortos são velados pelos parentes por três dias com as narinas fechadas com pele de caribu.
Para assegurar-se da garantia de boas caçadas e fartas pescarias, os xamãs-esquimós descem para visitá-la, pintando-se e mutilando as mãos. Entretanto, esta viagem é arriscada, com muitos pedregulhos e espíritos maus

pelo caminho. Chegando até o castelo de Sedna, o xamã tem a obrigação de pentear seus cabelos e deixá-los
limpos para que ela liberte as criaturas do mar para os seres humanos.
Na Groenlândia é chamada de Arnakuagsak e no Alasca de Nerrivik. Esta deusa é a protetora dos mares profundos, senhora da vida e da morte, nutridora e guardiã de seu povo, desde que ele respeite as suas leis. Acredita-se que ela tenha o supremo controle dos destinos da humanidade, e quase todos os ritos observados pelas tribos esquimós, têm por objetivo apaziguar-lhe a ira. Sua morada é no mundo inferior, onde vive em uma casa construída de pedra e costelas de baleia. As almas das focas e das baleias procedem, ao que acreditam os esquimós, da sua morada. Quando um desses animais é morto, a alma fica com o corpo durante três dias, retornando em seguida à morada de Sedna, para que esta a mande de volta novamente. Se, durante os três dias em que a alma fica com o corpo, qualquer tabu ou lei é violada, a violação (pitssete) atinge a alma do animal, provocando-lhe dor. A alma luta, em vão, para libertar-se dessa influência, mas é obrigada a levá-la para Sedna. A violação que se prendeu à alma do animal morto provoca, de uma forma que não é explicada, feridas nas mãos de Sedna, e ela castiga as pessoas que são a causa de suas dores, mandando-lhes doenças, mau tempo e fome. Se, por outro lado, os tabus forem respeitados, os animais marinhos se deixarão pegar, e irão até mesmo de encontro ao caçador. O objetivo dos numerosos tabus em vigor depois de abatido um desses animais do mar é, portanto, impedir que a alma sofra consequências que também iriam magoar Sedna.
Os esquimós não eram um povo ambicioso, pelo contrário, acreditavam que possuir bens em demasia podia trazer azar para a comunidade. Por isso, no dia de comemoração à deusa Sedna, jovens com rostos pintados iam de casa em casa recolhendo comida e peles. No final do dia, as provisões eram distribuídas para aqueles que não tinham o necessário para sobreviver durante o inverno.
Para o olhar que receia, tudo é ameaçador, mas Sedna chega até nós para nos lembrar que em lugares profundos e esquecidos podem ser encontrados preciosos tesouros. É mergulhando em no nosso íntimo que descobriremos o senso de nossa própria beleza.
A deusa Sedna está dando também seu nome ao décimo planeta recém descoberto em nosso sistema solar. Seus símbolos: a água, o olho e os peixes.
Dentre todos os povos "primitivos" que sobreviveram na terra, os inut são os que mais fascinação continuam provocando por sua extraordinária maneira com que enfrentam as duríssimas condições de vida e também por sua peculiar cultura.

DANCE SUA VÍTIMA

Reserve um horário e um lugar em que não seja interrompida. Coloque uma música e a acompanhe com um tambor ou chocalho. Escolha um lugar bem espaçoso onde possa ter bastante liberdade para se movimentar.
Visualize a deusa Sedna e peça para que ela se faça presente. Respire fundo e relaxe. Quando estiver pronta, ligue a música e toque o tambor ou chocalho. Comece dizendo em voz alta:
"Eu sou uma vítima!"
E continue afirmando isso várias vezes. Deixe que o canto a leve para onde você precisa ir. Grite, lamente e fale tudo que lhe vier na cabeça. Deixe vir à tona o que for necessário vir. Deixe que seu corpo expresse através da dança todos os seus sentimentos. Libere total! Bata os pés com força no chão para extravasar toda a sua raiva. Não hesite em colocar para fora tudo o que está sentindo e continue dançando até se sentir liberta destes sentimentos.
Agora entoe as palavras:
Tu sou forte!" e acompanhe a música com movimentos até sentir-se totalmente poderosa, forte e segura. Respire fundo e solte o ar lentamente. Agradeça a Sedna pela sua companhia e ajuda. Seja bem vinda, agora você é uma mulher de poder!

28 de mar. de 2011

Deusa Sedna

Texto: Lara Moncay

Sedna, uma das encarnações da deusa eterna do mar, é o outro dos grandes mitos esquimós, o mito sobre a superfície do mundo onde vivem. Trata-se da lenda de uma virgem que tutela as águas do mar e todos os seres que nelas vivem. Sedna ouviu da margem a doce voz de um muito atraente e desconhecido jovem, que a chamava da sua embarcação.

Sedna se afeiçoou imediatamente por ele, jogando-se ao mar, enlouquecida pelo seu encanto; mas o jovem não era real, era apenas um espírito perturbador que queria apoderar-se, através da suposta forma humana, do amor e da vontade da ingênua donzela. Ao conhecer Sedna o engano, tentou safar-se daquele espírito que ela julgava malvado, dado que tinha torcido o seu desejo de permanecer toda a sua vida sem desposar homem algum; também o pai da donzela tentou libertá-la daquela posse e lançou-se à sua procura através do mar, até dar com ela e conseguir o seu resgate; mas o raptor também lutou para prevalecer sobre a vontade de pai e filha, lançando-os no meio de um mar que se levantava tempestuoso. Tão perdido se encontrava o pai que preferiu morrer junto da sua Sedna para salvar a honra familiar, mas a filha negava-se a morrer e tratava desesperadamente de agarrar-se à barca, enquanto o pai forçava Sedna, cortando-lhe uma e outra vez os dedos da mão com que tentava aferrar-se à vida, até conseguir afundar a sua infeliz e querida Sedna, para libertá-la -com a morte- do engano daquele espírito. Desses dedos sacrificados para preservar a virgindade de Sedna contam os esquimós que nasceram as espécies marinhas que lhes forneçam a carne e a gordura para o seu alimento, a pele para o seu vestido e os tendões para armar as suas construções; também se diz que no fundo desse mar vivem para sempre pai e filha, velando pelo mar e por todos os animais que nele se multiplicam para dar vida ao seu povo.

8 de mar. de 2011

Deusa Sedna

SEDNA Pictures, Images and Photos

O povo Inuit (os esquimós) tem em Sedna sua principal divindade. Na verdade, para os povos do Ártico Polar não existe um Deus supremo, e sim forças (espíritos) da Natureza por eles reverenciadas.
Sedna é a mais forte destas forças e sua mitologia é muito profunda, bonita e, para alguns, triste.
Sedna era uma linda jovem de pele muito branca e longos cabelos. Vivia com seu pai, um pescador, em meio a dificuldades. Embora com muitos pretendentes ela não se interessava por nenhum.
Um dia uma gaivota mágica jogou um feitiço em Sedna prometendo-lhe riqueza e uma vida confortável. A jovem aceitou o convite da gaivota e seguiu-a rumo ao lar dos pássaros.
Chegando lá Sedna se viu enganada, sendo submetida a maus tratos, pobreza e escravidão. Quando seu pai foi visitá-la ela pediu ajuda contando-lhe sua verdadeira situação naquele lugar.
O pai, então, pegou Sedna e os dois fugiram em um barco. O povo dos pássaros foi atrás de Sedna e quando estavam para pegar a jovem, o pai a jogou no mar como única salvação. Sedna tentou subir no barco e o pai cortou-lhe os dedos para impedí-la, pois sabia que seria pega pelos pássaros.
O sangue de Sedna se transformou em peixes e no lugar de seus dedos surgiram criaturas marinhas, como baleias e golfinhos. Sedna se afogou e seu corpo foi para Adlivum, o submundo esquimó, lugar onde os mortos se purificavam para poderem ingressar em Quidlivun ( Terra da Lua), onde ficavam em paz eterna.
A beleza de Sedna era tão grande que encantou os seres do mar e ela então passou a ser a rainha das profundezas do mar, Deusa do Mar. Sedna passou a ser a Deusa de morte e vida, Deusa dos mistérios profundos, Deusa da Sabedoria.
SEDNA Pictures, Images and Photos
Aparece com o aspecto de Mãe por ser a nutridora e protetora não só do povo do mar, como também de todo o povo Inuit, desde que este não infrinja as leis marítimas e de proteção e respeito aos animais.
Uma destas leis consiste no respeito a alma de focas e baleias mortas. Era preciso esperar três dias para que a alma não sofresse com a morte física, quando nenhuma lei poderia ser violada.
A morada de Sedna é num castelo feito de costelas de baleia e pedras. Segundo os esquimós as almas das focas e baleias procedem da morada de Sedna. No Alaska e na Groelândia Sedna também é cultuada, porém com outros nomes.
A Deusa Sedna é responsável por nossos tesouros mais profundos, enterrados nas profundezas de nossa psique. Só aquele que se permite a ter coragem de fazer uma viagem ao fundo de si mesmo, tem a dádiva de encontrar-se com Sedna e receber dela o reconhecimento de seus mais preciosos dons, assim como reconhecer sua própria essência.
Para uma maior conexão com esta Deusa do Mar podemos meditar ao som do canto das baleias e pedir a Sedna proteção e conselhos relacionados ao auto-conhecimento. Quem gosta de trabalhar com vela pode acender uma vela azul para a Deusa no início da meditação.
Com os olhos fechados podemos visualizar o mar e nos deixar descer até a morada de Sedna, o castelo da Deusa, e fazer um contato direto com Ela.
BOA VIAGEM!!!

Nota: antes de uma meditação é bom traçarmos um círculo protetor ao nosso redor. Podemos fazer isto de várias formas: visualizando uma energia que vem do alto, ou que sai de nosso plexo solar( região do estômago), terceiro olho (entre as sobrancelhas), dedo, ou instrumento ritualístico; podemos traçar o círculo com a fumaça de um incenso ou a chama de uma vela; pode-se também traçar o círculo isolante fisicamente, com pedras, corda, sal ou giz. O importante é criar um espaço e momento de proteção e centramento.
Nota: Sempre que sair de uma meditação procure estabelecer contato com a terra, isto chama-se aterramento, o que permite que você não fique aérea. Imagine raízes saindo se seus pés, mãos e períneo e entrando na terra, onde se transformam em energia. Você também pode comer alguma coisa ou entrar em contato direto e físico com o elemento terra, digo, mexer na terra.

Anna Leão (http://annaleao.blogspot.com/2008/11/deusa-sedna-deusa-trplice-dos-esquims.html)

7 de mar. de 2011

Deusa Sedna

Sedna é uma das principais deusas inuit, é conhecida como a Mãe dos Animais Marinhos.

Várias são as lendas sobre a origem de Sedna e todas tem em comum o fato dela ser uma bela jovem humana vivendo com seu pai.
De acordo com uma dessas lendas, Sedna surgiu como uma mortal, que foi seduzida por um belo caçador em uma canoa. Quando ela embarcou na canoa, percebeu que fora enganada, pois o belo rapaz se revelou como um espírito-pássaro e a obrigou a se casar com ele.
O tempo passou e o pai de Sedna foi visitá-la, percebendo que sua amada filha morava num lugar imundo. Ele a colocou num barco, para fugir de volta para seu lar. Porém, o espírito-pássaro invocou uma tempestade ártica para frustrar a fuga.
Então o pai se desesperou e jogou Sedna ao mar. A jovem, contudo, se agarrou na borda do barco e seu pai se sentiu obrigado a cortar seus dedos. Os dedos cortados se transformaram em animais marinhos, como focas, baleias e morsas.
Sedna foi morar no fundo do mar, de onde reina sobre os animais marinhos.
Outra versão do mito explica que Sedna, uma moça jovem e muito galanteada pelos jovens do povoado onde vivia, nunca aceitava seus pretendentes - até que se apaixonou por um cachorro e com ele casou.
Os jovens pretendentes, raivosos, levaram a moça para o mar dentro de uma canoa e a jogaram nas águas geladas. Para se salvar, Sedna agarrou-se na lateral do barco, mas os homens cortaram seus dedos para que ela morresse afogada.
Quando seus dedos caíram no mar, transformaram-se nas primeiras focas e outros seres marinhos enquanto Sedna ia para o fundo, onde se transformaria na Rainha dos Seres Marinhos.
Sedna, devido ao grande sofrimento pelo qual passou, tornou-se rancorosa, e quando alguém a ofende ela prende todos os animais para que ninguém possa pescar nem caçar. Um homem bravo, com poderes de xamã, deve então ir até o fundo do mar para pentear e desenbaraçar os cabelos de Sedna - sujos e lodosos pelos pecados humanos que afundam na água. Sedna fica agradecida ao ter seus cabelos limpos e arrumados em duas grandes tranças e, por isso, liberta os animais para que a humanidade possa se alimentar outra vez.
Curiosidades
* Sedna foi homenageada em 2003 ao ter um planetóide do Sistema Solar, além da órbita de Plutão foi batizado com seu nome.

Meus dedos foram decepados
bateram em mim
fui ferida
machucada
mentiram para mim
fui traída
fui abandonada
Meu sofrimento era imenso
mas lá embaixo nas profundezas
no coração do oceano
onde me deixaram para morrer
compreendi minha impotência
o modo como vivi minha vida
desamparada e com medo
sempre numa atitude passiva
em vez de ativa
e percebi o que fiz
À medida que a compreensão
expandiu minha consciência
peixes e mamíferos aquáticos
cresciam dos meus dedos cortados
Transformei-me num "velho parto de comida"
Aquela que sustentou sua gente
Não mais uma vítima.

As terras do Círculo Polar Ártico são estéreis e congeladas. Cultivar é praticamente impossível e até recentemente os povos que lá habitam, dependiam da caça e da pesca como única fonte de sobrevivência. Não de surpreender então, que tanto os animais como o mar, desempenham um papel importante em sua mitologia.
Não há nenhum deus supremo na mitologia dos Inuit (esquimós), mas sim diversos espíritos que controlam as forças da natureza. O mais importante deles é Sedna.
Sedna, com seus cabelos da algas, considerada a deusa do mar e das baleias, era uma bela mulher que vivia em companhia de seu pai, enfrentando muitas dificuldades. Sua vida não era realmente nada boa, pois a caça e a pesca, estavam escassas e além disso, encontrava-se muito insatisfeita com os muitos admiradores que a cortejavam. Enfeitiçada por uma gaivota que lhe prometeu muito alimento e servas, ela foi viver com o povo dos pássaros. Em vez do prometido, Sedna foi forçada a viver no meio de muita sujeira e miséria. Quando seu pai veio visitá-la, lamentou-se e pediu que ele a levasse de volta através das águas. O povo dos pássaros perseguiu os dois e, para salvar a vida da filha, o pai de Sedna derrubou-a no mar. Ela apavorou-se e tentou subir novamente ao barco, foi quando então seu pai cortou-lhe os dedos, que imediatamente se transformaram em peixes e mamíferos marinhos.
Sedna submergiu e alcançou o Adlivum, o infra mundo esquimó, onde agora governa os mortos. É no Adlivum que as almas se purificam para depois seguirem sua jornada à terra da lua (Quidlivun), onde encontrarão descanso e paz eterna. Quando um inuit morre, ele é envolvido em uma pele de caribu e enterrado. Os corpos dos idosos têm seus pés apontado para oeste ou sudoeste, os pés das crianças devem apontar para leste, dos adultos para sudoeste e dos adolescentes para o sul. Os mortos são velados pelos parentes por três dias com as narinas fechadas com pele de caribu.
Para assegurar-se da garantia de boas caçadas e fartas pescarias, os xamãs-esquimós descem para visitá-la, pintando-se e mutilando as mãos. Entretanto, esta viagem é arriscada, com muitos pedregulhos e espíritos maus pelo caminho. Chegando até o castelo de Sedna, o xamã tem a obrigação de pentear seus cabelos e deixá-los limpos para que ela liberte as criaturas do mar para os seres humanos.
Na Groenlândia é chamada de Arnakuagsak e no Alasca de Nerrivik. Esta deusa é a protetora dos mares profundos, senhora da vida e da morte, nutridora e guardiã de seu povo, desde que ele respeite as suas leis. Acredita-se que ela tenha o supremo controle dos destinos da humanidade, e quase todos os ritos observados pelas tribos esquimós, têm por objetivo apaziguar-lhe a ira. Sua morada é no mundo inferior, onde vive em uma casa construída de pedra e costelas de baleia. As almas das focas e das baleias procedem, ao que acreditam os esquimós, da sua morada. Quando um desses animais é morto, a alma fica com o corpo durante três dias, retornando em seguida à morada de Sedna, para que esta a mande de volta novamente. Se, durante os três dias em que a alma fica com o corpo, qualquer tabu ou lei é violada, a violação (pitssete) atinge a alma do animal, provocando-lhe dor. A alma luta, em vão, para libertar-se dessa influência, mas é obrigada a levá-la para Sedna. A violação que se prendeu à alma do animal morto provoca, de uma forma que não é explicada, feridas nas mãos de Sedna, e ela castiga as pessoas que são a causa de suas dores, mandando-lhes doenças, mau tempo e fome. Se, por outro lado, os tabus forem respeitados, os animais marinhos se deixarão pegar, e irão até mesmo de encontro ao caçador. O objetivo dos numerosos tabus em vigor depois de abatido um desses animais do mar é, portanto, impedir que a alma sofra consequências que também iriam magoar Sedna.
Os esquimós não eram um povo ambicioso, pelo contrário, acreditavam que possuir bens em demasia podia trazer azar para a comunidade. Por isso, no dia de comemoração à deusa Sedna, jovens com rostos pintados iam de casa em casa recolhendo comida e peles. No final do dia, as provisões eram distribuídas para aqueles que não tinham o necessário para sobreviver durante o inverno.
Para o olhar que receia, tudo é ameaçador, mas Sedna chega até nós para nos lembrar que em lugares profundos e esquecidos podem ser encontrados preciosos tesouros. É mergulhando em no nosso íntimo que descobriremos o senso de nossa própria beleza.
A deusa Sedna está dando também seu nome ao décimo planeta recém descoberto em nosso sistema solar.
Seus símbolos: a água, o olho e os peixes.
Dentre todos os povos "primitivos" que sobreviveram na terra, os inut são os que mais fascinação continuam provocando por sua extraordinária maneira com que enfrentam as duríssimas condições de vida e também por sua peculiar cultura.

DANCE SUA VÍTIMA

Reserve um horário e um lugar em que não seja interrompida. Coloque uma música e a acompanhe com um tambor ou chocalho. Escolha um lugar bem espaçoso onde possa ter bastante liberdade para se movimentar.
Visualize a deusa Sedna e peça para que ela se faça presente. Respire fundo e relaxe. Quando estiver pronta, ligue a música e toque o tambor ou chocalho. Comece dizendo em voz alta:
"Eu sou uma vítima!"
E continue afirmando isso várias vezes. Deixe que o canto a leve para onde você precisa ir. Grite, lamente e fale tudo que lhe vier na cabeça. Deixe vir à tona o que for necessário vir. Deixe que seu corpo expresse através da dança todos os seus sentimentos. Libere total! Bata os pés com força no chão para extravasar toda a sua raiva. Não hesite em colocar para fora tudo o que está sentindo e continue dançando até se sentir liberta destes sentimentos.

Agora entoe as palavras:

"Eu sou forte!" e acompanhe a música com movimentos até sentir-se totalmente poderosa, forte e segura. Respire fundo e solte o ar lentamente. Agradeça a Sedna pela sua companhia e ajuda.

Seja bem vinda, agora você é uma mulher de poder!