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15 de fev. de 2012

Deusa Tríplice

Nas religiões pagãs, em especial na Religião Antiga, o símbolo mais importante utilizado na representação da Deusa é a própria Lua.
Dessa forma (onde é chamada de Deusa Tríplice ou Tríplice Deusa), associando-se às três fases visíveis da Lua, manifesta-se de três maneiras:

Na lua nova/crescente, A Deusa é a Donzela (representando a pureza e a busca pelo conhecimento).

Na lua cheia, Ela é a Mãe (representando poder, proteção e carinho maternal).

Na lua minguante, Ela é a Anciã (representando sabedoria, conhecimento e renovação).

Esses são os seus três diferentes aspectos.

As tradições pagãs têm como base e fio condutor a Natureza e suas forças. Os que seguem a Tradição da Deusa sabem que é Ela a responsável por tudo o que existe.
A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.
As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.

A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?
E que significam estes aspectos da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus aspectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.

A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperança, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.
A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas enumeramos algumas: Perséfone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.
Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que míngua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida.
Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As transformações podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.

O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).
Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.
“A chave da deusa tríplice abre muitas portas que dão acesso às camadas mais profundas do nosso ser".

A concepção da deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.
A Irlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a Crone.

Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brígidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos. 

O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos, de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.
O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerrar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos.

Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.
A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

Nos cultos pagãos onde sempre se reverenciou a Natureza, há o culto da Deusa Tríplice. Não se trata de três deusas distintas mas sim dos três aspectos diferentes e complementares da Deusa ou da polaridade feminina de Deus (o TODO). Esses três aspectos na verdade são imagens arquetípicas: a donzela, a mãe e a anciã.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

Os exemplos associados a Deusa Anciã são:

Hécate: Entre os gregos chamada durante a idade Média de a Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.

Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os Mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.

Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de "As três Morrigans".

A Bruxaria é uma religião lunar por excelência. Ainda que tenha elementos solares, expressos nos sabás (que celebram o ciclo de vida e morte do Deus-Sol), as suas principais características são lunares. Por isso na Bruxaria, tanto tradicional quanto moderna (Wicca) celebra-se o ciclo da Lua nos chamados esbás.
A Lua representa a Deusa Tríplice. Na lua nova e crescente ela é a Donzela, na lua cheia é a Mãe e na lua minguante é a Anciã/Deusa Negra
Ordinariamente, a única fase da lua que todo praticante da Bruxaria celebra é o plenilúnio, que é o primeiro dia da lua cheia, quando a Deusa mostra-se no máximo do seu poder.
Nesta fase, que são os últimos três dias da lua minguante, a lua acabou de minguar e desapareceu totalmente, abandonando os céus. A Deusa então mostra-se como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à bruxaria já comece a celebrá-la. Aconselha-se por volta de seis meses de experiência com o plenilúnio antes de se trabalhar a Lua Negra. A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio. Porém, o Seu poder é de uma ordem diferente.
É o poder das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade. Em geral, é um poder que assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós).
Na Lua Negra, ao contrário, não há essa obrigação da "idade" das deusas. Por exemplo, Hécate, a deusa mais comumente associada com essa fase, era normalmente retratada pelos antigos gregos como uma mulher bem jovem. Em termos de idade, ela seria uma deusa da época da lua crescente. Mas as suas características de Deusa Negra fazem com que ela seja melhor associada à fase de escuridão da Lua. De qualquer forma, as celebrações das luas crescente e minguante não é obrigatória, embora possa ser enriquecedora a quem as fizer. Em verdade, a maior parte dos praticantes da Religião Antiga preferem celebrar apenas a lua cheia e alguns também a lua negra.
Mas cada um deve fazer do modo que achar melhor e for mais produtivo para a sua vida. Mas sempre lembrando da necessidade de conhecer todas as faces da Deusa, que se repetem em nossas personalidades, assim como os Deuses, somos parte luz sombra. Para nosso completo equilíbrio, estas forças devem interagir em nosso ser de maneira harmônica, sem excessos.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/09/deusa-triplice.html

22 de mai. de 2011

Deusa Tríplice

(autoria desconhecida)


A tríplice deusa da tradição celta, donzela, mãe e anciã, é honrada hoje.
Coloque 3 rosas em um vaso com água representando os 3 aspectos da Deusa (uma flor em botão, uma semi-aberta e uma completamente aberta). Peça então à donzela coragem, a pureza e a busca pelo conhecimento. A mãe amor, poder, proteção e carinho maternal e à anciã, sabedoria, conhecimento e renovação.

Entendendo...
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições.

Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio feminino ou grande mãe.
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação.
É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.
Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
A Deusa é a Mãe universal.
É fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos.
Ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante.
Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá à luz em abundância.
Mas, uma vez que a vida é um presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.
Esta ( a morte) não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência não-humana entre duas encarnações.
Uma vez que a Deusa é a Natureza, toda a natureza, ela é tanto a ninfeta como a velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo.
Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Magia Natural a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, mesmo sabendo que seu lado obscuro também existe e tem o seu papel e importância.
Nós A vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano e no primeiro verdejar da primavera.
Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
A Deusa é conhecida como a rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados para honrá-la, como o caldeirão, a taça, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns poucos.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas.
Algumas culturas incluíram o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha.
Todos esses animais são sagrados a Deusa!
A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça (relacionada a Ártemis ou Diana) ;
uma deidade celestial caminhando pelos céus com pó de estrelas saindo de seus pés;
a eterna mãe com o peso da criança;
a tecelã de nossas vidas e mortes;
uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.
Mas independente de como a vemos, Ela é onipresente, imutável, eterna.
A adoração à Deusa foi a primeira Religião estabelecida pelos seres humanos.
Muitas evidências arqueológicas, que incluíam estátuas, amuletos, cerâmicas, pinturas na cavernas e outras imagens indicando a veneração à Deusa, foram descobertas comprovando a existência de um culto primordial, no qual uma Divindade Criadora feminina era adorada.
Merlin Stone, em When God was a Woman (Quando Deus era uma Mulher), relata:
“Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7.000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25.000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.”
A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.
Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.
Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.
Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.
Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.
A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.
Claramente o parto, a maternidade e a sexualidade feminina eram considerados sagrados.
Isso nos mostra que essas culturas tiveram pouco ou nenhum conhecimento do papel do homem na reprodução.
Para todos, a mulher concebia o bebê por ela mesma.
Sexo não era associado com o parto, e as mulheres foram consideradas as doadoras exclusivas da vida.
Até hoje, alguma culturas isoladas na Terra acreditam que o homem não tem participação nenhuma na concepção.
Além disso, como o conceito de paternidade ainda não tinha sido entendido, as crianças só pertenciam à mães e à comunidade.
Crianças “ilegítimas” não existiam.
As crianças levavam o nome de suas mães e a família descendia pela linhagem materna.
Esta estrutura social, baseada na afinidade feminina, é chamada de “matrilinear” e ainda existe em algumas partes da África, Índia, Melanésia e Micronésia.
A adoração da Deusa nas culturas antigas incluía o papel principal das mulheres nos trabalhos religiosos e nas celebrações sagradas.
As mulheres eram as grandes Sacerdotisas, Adivinhas, Parteiras, Poetisas e Curandeiras.
Elas presidiam templos erguidos somente a Deusas como Ishtar, Ísis, Brigit, Ártemis e Diana, que estão entre as mais populares.
Do envolvimento das mulheres com a religião vieram muitos avanços, como o conhecimento do poder das ervas, que curavam os doentes e aliviavam a dor do parto, até o primeiro calendário, o calendário lunar, que foi utilizado por muito tempo e que pode ter-se originado no procedimento de mulheres que observavam seus ciclos menstruais e os comparavam com os ciclos da Lua. Além da astronomia, as mulheres desenvolveram também os idiomas, a agricultura, a culinária, a cerâmica e muito mais.
As contribuições das mulheres para as culturas humanas são inúmeras e nunca tiveram o devido crédito e valor.
A Deusa é o princípio Divino Feminino, a Divindade suprema adorada nas práticas Pagãs.
É difícil definir a Deusa em alguns parágrafos, mas a versatilidade é uma de Suas características mais interessantes.
Para alguns Ela é a única Divindade existente.
A Deusa não é necessariamente vista como uma pessoa, mas uma força multifacetada de energia que se expressa em uma variedade de formas e pode ter inúmeros nomes diferentes.
Ela foi chamada Ishtar, Astarte, Inanna, Lilith, Ísis, Maat, Brigit, Cerridwen, Gaia, Deméter, Danu, Arianhod, Ceridwen, Afrodite, Vênus, Ártemis, Athena, Kali, Lakshmi, Kuan-Yi, Pele e Mary, entre muitos outros nomes.
A Ela foram atribuídos muitos símbolos, como serpentes, pássaros, a Lua e a Terra.
A Deusa é a Criadora de todas as coisas e, ao mesmo tempo, a Destruidora.
Tudo vem Dela e tudo retornará a Ela.
A Deusa está contida em tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada pingo d’água e em cada grão de areia.
Ela não é um Ser distante e intocável, mas sim uma Divindade que está aqui conosco, vive e se manifesta em cada um de nós.
Ela é a Virgem, a Mãe e a Anciã.
Ela é você, Ela é eu, Ela é tudo e todos.
Nas práticas Pagãs, a Deusa possui três aspectos distintos.
A Triplicidade da Deusa se refere a três estados distintos da mesma divindade.
Cada um desses aspectos tem suas características particulares, distintas das outras, e cada uma delas traz a possibilidade de serem relacionadas com aspectos internos de nossa psiquê:
A Virgem, a Mãe e a Anciã, os seus aspectos reverenciados por toda a humanidade desde tempos imemoráveis.
A Virgem representa os impulsos, o começo, e está relacionada à Lua Crescente.
A Mãe é a Doadora da Vida, a Grande Nutridora, e está associada à Lua Cheia.
A Anciã é a detentora da sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora, e está associada à Lua Minguante.
A Deusa é abrangente porque pode ser tudo que você quiser que Ela seja.
A maioria do seguidores da Deusa compartilha algumas convicções em comum.
Starhawk, uma das mais atuantes Bruxas modernas e autora de Dança Cósmica das Feiticeiras, afirma que três princípios da religião da Deusa são: a imanência, a interconexão e a comunidade. Imanência é o meio pelo qual todos os seres estão relacionados e a forma como estamos unidos ao Cosmo.
Como comunidade, crescimento e transformação passam por interações íntimas, basicamente, a lei da Deusa é Amor – Amor Incondicional.
Ela não tem nenhuma ordem a ser seguida a não ser o Amor, em todas as suas manifestações e formas.

A Conexão com as Três Faces da Deusa

Celebre a Deusa em todas as suas formas e aspectos divinos.
Possa suas imagens e palavras inspirar
E lembrar você que Ela está sempre presente
E merece seu respeito e cuidado.
Ouça o Seu canto, pois Ela canta em tudo o que há!

Entrar em contanto com as faces da Deusa significa saber o que esse períodos (juventude, maturidade e velhice) podem nos trazer de positivo e o que aprendemos e poderemos aprender com eles.
Conecte as três faces da Deusa através destes simples rituais.

Donzela
Dentre as três faces da Deusa, a Donzela ou, como também é chamada, a Virgem é a mais jovem, relacionada com os descobrimentos e aspectos mais criativos de nossa personalidade.
Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver.
Está associada com a Primavera e é festejada em Ostara.
O termo Donzela ou Virgem não se refere ao sentido sexual, mas sim ao aspecto de inocência e independência.
A Virgem é a dona e responsável por si mesma.
Os nomes recebidos pela Donzela variam de acordo com as distintas culturas em que a encontrarmos. Damos como exemplos:
Ártemis: Deusa romana dos bosques e da caça, tida como a eterna Virgem.

Rituais que usam a face Virgem da Deusa:
Qualquer novo início, ou até mesmo esperanças e planos para novos começos.
Quando assumimos um trabalho novo ou planejamos solicitar um novo trabalho.
Durante os “primeiros passos” das novas ideias.
Sempre que você planeja ou começa um ciclo completo em sua vida.
Sempre que você começa uma fase nova em sua vida.
Quando se muda para uma nova casa ou apartamento.
Ao entrar em uma nova escola ou voltar a estudar depois de um longo tempo.
Qualquer jornada que esteja conectada com mudanças antecipadas.
Começo de uma relação nova, amor ou amizade.
Planos para engravidar.
Nascimento de uma criança.
A primeira menstruação de uma menina.
O início da puberdade de um menino.
Os animais associados ao aspecto Virgem da Deusa são os Cervos e qualquer outro animal silvestre.
O aspecto Virgem da Deusa representa a mocidade, a excitação da conquista dos desejos, e a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos.
As cores dela são suaves e claras, como branco, cor-de-rosa suave ou amarelo-claro.

Meditação para Conexão com a Donzela

Material necessário:
Um Cálice com água;
Duas velas brancas;
Margaridas;
Pétalas de rosas brancas.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico de forma usual e então invoque a Donzela com as seguintes palavras:

Deusa e amada Caçadora, venha a mim.
Donzela do Coração Indomado, venha a mim.
Você, que anda pelas florestas, venha a mim.
Você, que é a Grande Caçadora noturna,
De olhos brilhantes, que traz o amanhecer, venha a mim.
Oh! Crescente de prata, você que é o Sonho ousado,
aquela que caminha só, venha a mim.
Jovem, Donzela, Virgem, de cabelos enfeitados de flores e folhagens,
parceira de pássaros e cães, caçadora Selvagem dos céus, venha a mim.

Acenda as duas velas brancas, coloque o Cálice no meio das velas e preencha-o com as pétalas de rosas brancas.
Enfeite o seu Altar com as margaridas, enquanto reflete e medita sobre os atributos da Donzela: Os novos inícios
A luta
A criança
O amor
O companheirismo
A audácia
A força de vontade

Medite sobre esses atributos e o que eles significam para você.
Enquanto isso, enfeite o seu Altar com as margaridas.
Coloque algumas delas nos cabelos e continue a refletir nos atributos da face Virgem da Deusa. Entoe uma canção de sua infância, que sua mãe cantarolava para que você dormisse.
Continue refletindo sobre os atributos da Donzela e deixe o seu canto levá-lo até um bosque silencioso e repleto de paz.
Sinta a harmonia desse lugar, o cheiro, as cores e comece a caminhar pelo bosque.
Imagine uma moça jovem e bela, vestida de branco e carregando um Cálice de cristal com água, vindo em sua direção.
Ela é a Donzela que veio abençoa-lo e trazer sua magia até você.
Ela lhe oferece o Cálice, dizendo a você que beba o líquido contido nele.
Você pega o Cálice, toma a água e sente-se renovado, tranquilo e harmônico ao ingerir o conteúdo do sagrado Cálice da Donzela.
Você entrega o Cálice a Ela e agradece-lhe.
Ela toca a sua testa e você percebe que todo o seu ser brilha ao toque da Deusa.
Ela o está abençoando com a Sua energia de vida, juventude e força.
Deixe o poder da Donzela atuar sobre você.
Sinta-se preenchido pela luz da Deusa, enquanto Ela vai se afastando lentamente de você.
Volte pelo mesmo caminho pelo qual você veio e comece a cantar novamente a mesma melodia que o levou ao bosque. Cante e deixe que ela lhe traga a realidade novamente, e aos poucos, sinta-se no lugar onde você começou sua jornada.
Pegue o Cálice com água, que se encontra sobre o seu Altar, beba um gole de sua água.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo, tendo a certeza de que a Donzela o abençoou.

Deusa Mãe
A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida.
Esta foi uma das primeiras representações religiosas expressas pelos seres humanos.
É a esse aspecto da Deusa que estão associadas todas as imagens que foram encontradas em escavações de sítios arqueológicos, como a Vênus de Willendorf.
Algumas imagens mitológicas atribuídas à Mãe são tidas tanto como criadoras quanto destruidoras.
Podemos ver isso como a própria Natureza em todos os seus aspectos.
Existem numerosos exemplos que poderiam ser associados ao aspecto da Deusa Mãe:
Deméter: Encarregada da fertilidade da terra e das colheitas.
Ísis: Chamada também de a Grande Mãe Criadora e Doadora da Vida.
Badb: A Deusa celta que forma uma trindade junto com Anu e Macha. Possui um caldeirão como símbolo do ventre.
Freya: Considerada a líder das Disir, as matriarcas Divinas. Está intimamente ligada à Magia e aos gatos.

Temas de Rituais que usam a face Mãe da Deusa:
Projeto de alegria e conclusão.
Quanto o parto está próximo.
Necessidade de força para finalizar algum assunto ou situação mal-resolvida.
Bênçãos e proteção.
Especialmente a mulheres que são ameaçadas por homens.
Direção em decisões da vida.
Matrimônios.
Achando ou escolhendo uma companheira ou um companheiro.
Escolhendo ou aceitando um animal.
Proteção de vida aos animais.
Fazendo escolhas de qualquer tipo.
Buscando por períodos de paz.
Intuição em desenvolvimento psíquico.
Direção espiritual.

A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade; é uma mulher no início da vida e no cume do seu poder.
Ela protege e assegura a justiça.
Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos.
As cores dela são um pouco mais fortes que as da Virgem, como vermelho, verde, cobre, púrpura, azul.
Os animais associados ao aspecto Mãe da Deusa são o gato e a pomba.

Meditação para Conexão com a Mãe
Material necessário:
Um cálice com vinho;
Uma vela vermelha;
Caldeirão;
Ramos de trigo.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico.
Coloque a vela vermelha no interior do Caldeirão.
Enfeite o seu altar e o Caldeirão com os ramos de Trigo e então invoque a Deusa:

Deusa Mãe, cujos ossos e sangue são a Terra, venha a mim.
Deusa nutridora e bondosa, fertilidade da Terra, fogo da Lareira, venha a mim.
Mãe natureza, criadora do mundo e poderosa frutificadora, venha a mim,
Senhora, venha com a sua força plena e brilhante,
venha a mim, Senhora.

Acenda a vela do Caldeirão e olhe para a chama, meditando sobre os atributos da face Mãe da Deusa:
Bondade
Criação
Nutrição
Bênção
Proteção
Auxílio espiritual
Frutificação.

Medite sobre esses aspectos regidos pela Deusa, olhando fixamente para a chama da vela.
Feche os olhos e visualize uma mulher madura vindo da escuridão ao seu encontro.
Ela é a Grande Mãe, a Criadora de tudo e de todos.
Ela caminha em sua direção sorrindo e carregando um ramo de trigo e uma cornucópia nas mãos. É a nutridora, a Deusa da fertilidade e da abundância.
Ela sorri para você enquanto vertem moedas, grãos e frutas de sua cornucópia, ao vir em sua direção.
Pede que você abaixe e pegue uma das moedas.
Você assim o faz e entrega a moeda a Ela.
A Deusa traça um símbolo sobre a moeda e lhe devolve, dizendo que é um presente dela para você.
Aos poucos você percebe que de sua cornucópia não vertem mais moedas e grãos, mas sim uma poderosa luz que começa a envolver todo o seu ser.
Essa luz lhe traz vida, abundância, fartura e prosperidade.
Sinta a energia da Deusa fluir para você.
Aos poucos a luz vai se dispersando e você percebe que a figura da Deusa se dispersa junto com a luz.
Agradeça a Ela e sinta-se retornando aos poucos à sua consciência normal.
Tome um gole de vinho, despeje um pouco dele dentro do Caldeirão como uma oferenda à Deusa. Agradeça à Mãe e destrace o Círculo.

Anciã
Sem a Virgem não há começos, sem a Mãe não há vida e sem a Anciã não há o fim.
A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.
A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do Submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações.
Obviamente todos nascemos e morremos, e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-se para o Outro Mundo.
Os exemplos associados à Deusa Anciã são:
Hécate: Entre os gregos, chamada de Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.
Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.
Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de “As três Morrigans”.

Temas de Rituais que usam a face Anciã da Deusa:
Relações, trabalhos, amizades e amizades que estejam terminando.
Menopausa ou sintomas de envelhecimento.
Divórcio.
Um reagrupamento de energias necessárias para o término de um ciclo de atividade ou problema.
Tranquilidade antes de pensar em novas metas e planos.
Quando as plantas estão prontas para o Inverno.
Morte de uma pessoa ou animal.
Contemplação ao término de seu próprio ciclo da vida.
Mudança de habitação ou trabalho.
Necessidade de forte proteção contra ataques nos níveis físicos ou psíquicos e aborrecimento no plano dos espíritos.
Entendimento dos mistérios mais profundos.
Desenvolvimento dos estados de transe ou comunicação com o outro mundo.

A Anciã é um ser de sabedoria da idade avançada.
Ela é a Bruxa e conselheira.
Preocupa-se com a Virgem e com a Mãe.
Ela é lógica e pode ser terrível em sua vingança.
Na idade humana, ela teria aproximadamente 45 anos ou mais.
Dos três aspecto, o mais difícil de ter correspondência com a idade humana é o da Anciã.
As cores tradicionais dessa face são: preto, cinza, púrpura, marrom ou azul da meia-noite.
O aspecto negro da Deusa nos ensina que, assim como tudo na Natureza se move em ciclos, nossa vida segue o mesmo fluxo, e devemos aceitar a morte como uma passagem a outro estado, tão válido e parte da vida quanto o próprio nascimento.
Os animais associados à Deusa Anciã são a coruja, o corvo e o lobo.

Meditação para Conexão com a Anciã
Material necessário:
Caldeirão;
Um carretel de linha preta;
Uma vela preta.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico e então invoque a Deusa na sua face de Anciã:

Senhora da Sabedoria, venha a mim.

Grande Transformadora e Sábia, venha a mim.
Deusa do Caldeirão sagrado, venha a mim.
Você, que nos conduz ao instinto seguro através dos seus mistérios, venha a mim.
Poderosa Bruxa, Guardiã da força da Virgem e Portadora do Amor da Mãe, venha a mim.
Você que, por entregar seu amor em liberdade, é sempre Virgem, venha a mim.
Você, que conhece a força e segredo de todos os ritos, venha a mim.
Esteja comigo, Senhora.
Grande Conhecedora dos mistérios da vida, venha a mim.

Coloque a vela preta no interior do Caldeirão e acenda-a.
Comece a desenrolar o carretel, meditando sobre os atributos da Anciã:
Mistérios
Sabedoria
Transformação
Exterminação
Poderes ocultos
Encantamentos
Força mágica

Continue desenrolando o carretel, tendo em mente que ele representa o fio de sua vida.
Coloque a linha desenrolada dentro do seu Caldeirão, circundando a vela, e continue a meditar.
Feche os olhos e sinta as batidas do seu coração.
Deixe que o pulsar dessas batidas o leve até um Círculo de pedras envolto por brumas.
Aos poucos essas brumas começam a se dissipar e você visualiza uma Anciã envolvida por um manto, vindo em sua direção.
Ela apoia-se num cajado e caminha lentamente, vindo ao seu encontro .
Ela é Anciã que atravessou os Mundos para encontrar-se com você.
Ela se aproxima e então pergunta o porquê de sua ida até aquele lugar sagrado e o que você quer dela.
Converse com Ela e responda às suas indagações.
Diga que você foi ao encontro dela para conhecer os seus mistérios.
Peça-lhe conselhos e orientações.
Deixe que Ela o oriente.
Depois de conversar tudo o que era necessário, Ela o abençoará com o seu cajado, traçando um grande Pentagrama de luz sobre você.
Deixe o poder Dela atuar sobre a sua mente e corpo.
Ela está partilhando o Seu poder com você para que se torne ainda mais poderoso e sábio.
Agradeça-lhe a bênção, enquanto Ela se afasta vagarosamente de você.
Sinta as batidas do seu coração novamente e deixe que o seu pulsar traga-o à realidade novamente.
Lentamente sinta o seu ser e abra os olhos.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo Mágico.

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com

8 de mar. de 2011

Deusa Tríplice: Ártemis, Deméter e Hécate

A Deusa em mim habita...

Quando a lua cresce no céu, sou Ártemis.
Busco os caminhos virgens e neles mostro a minha força em cada ramo.
Sou Ártemis, quando busco os montes e anseio por novos rumos, quando repudio os limites e não existe o medo.
Sou Ártemis, quando me lanço sem amparo do cume feito com todas as pedras, que tentam, inúteis, bloquear meus atos deliciosamente insanos.
Assim sou Ártemis.

Quando no céu a lua é cheia, sou Demeter.

Busco o amor imensurável e ofereço aquele que em meus infinitos braços habita.
Sou Demeter, quando procuro meu filho em cada ser.
Ave mãe e ninho em um só tempo.
Sou Demeter, quando meu colo se torna porto e suplica dolorosamente pelo lançar de âncoras de todas as embarcações.
Assim sou Demeter.

Quando a lua mingua, sou Hécate.
Busco a linguagem da alma e descubro ser eu mesma aquilo que me ameaça.
Sou Hécate, quando a solidão importa e quando o fim torna-se causa e razão.
Sou Hécate, quando penso na morte e encontro o que sou antes de torna-me outra.
Assim sou Hécate.
E assim a Deusa habita em mim!
(autoria desconhecida)