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Abençoados sejam todos!

14 de mai. de 2011

Deusa Maia

(autoria desconhecida)
Dia de Maya (15 de maio)
Maya era a irmã mais velha das sete filhas de Atlas e Pleione.
Essas sete irmãs fugiram de Órion (o gigante), e refugiaram-se no céu, formando a constelação das Plêiades.
Ela (Maya) e suas irmãs, que nasceram no Monte Cilene - Arcádia, são também conhecidas como as deusas da montanha.
Maya era a mais bela e tímida das irmãs. Era uma ninfa
Com Zeus teve como filho Hermes, o belo mensageiro dos deuses.
(em uma caverna do Monte Cilene).
Maya e Hermes temiam a fúria de Hera, por ciúmes de Zeus.
Porém, em vez de serem odiados, os dois conseguiram a simpatia de Hera.
MAIO, é um nome dedicado à Deusa MAYA ou Maia
Nesta noite, olhe para Maya no céu e peça que sopre um segredo no ouvido de quem você ama. A pessoa que você deseja conquistar sonhará com você.
Na tradição romana, Maya era uma divindade que personificava o “despertar da natureza na primavera”.
Seria a deusa do fogo que regia o calor vital, da fecundidade, da sexualidade, da renovação da energia vital.
Em sâncrito, Maya é a deusa indiana que representa a ilusão em todas as suas manifestações.
Era considerada o princípio feminino no qual o mundo foi gerado.

13 de mai. de 2011

Deusa Atena

O Santuário de Atena está localizado em Atenas, na Grécia. As Doze Casas do Zodíaco que protegem o Santuário, devem ser percorridas para poder chegar ao Templo de Atena (Partenon). Entretanto, para atravessá-las o único meio é caminhando. Técnicas como o tele transporte são inúteis para pular as Casas do Zodíaco. Isso porque o poderoso Cosmo de Atena está concentrado nessas casas desde tempos remotos. Os doze Cavaleiros de Ouro, a elite de Atena, protegem suas respectivas casas. A Sala do Mestre é o caminho que leva até o Templo da deusa. Lá, a Armadura de Atena está adormecida em forma de Estátua. Quando o Santuário é ameaçado por invasores que ousam escalar as Doze Casas, o Relógio Zodiacal marca o tempo de doze horas para eles chegarem até a Sala do Mestre.

Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ter ele engolido seu primeira esposa Métis.
Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas.
Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada.
Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.
Fonte: geocities.yahoo.com.br

Atena
Embora a mitologia lhe reservasse várias atribuições, em todas elas Atena personificava a serenidade e a sabedoria características do espírito grego.
Zeus, segundo a Mitologia Grega, para evitar o cumprimento de uma profecia, engoliu sua amante grávida, a Oceânide Métis.
Depois ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, já armada. Acredita-se que ela era originalmente a deusa-serpente cretense, protetora do lar.
Adotada pelos micênicos belicosos, seu caráter tutelar completou-se com o de guerreira. Finalmente, transformou-se na deusa protetora de Atenas e outras cidades da Ática.
Como todos os deuses do Olimpo, Atena tinha um caráter dual: simbolizava a guerra justa e possuía uma disposição pacífica, representando a preponderância da razão e do espírito sobre o impulso irracional.
Em Atena residia a alma da cidade e a garantia de sua proteção.
Na tragédia Eumênides, Ésquilo deu expressão acabada à figura sábia e prudente de Atena, atribuindo-lhe a fundação do Areópago, conselho de Atenas.
O mito afirma que Atena inventou a roda do oleiro e o esquadro empregado por carpinteiros e pedreiros. As artes metalúrgicas e os trabalhos femininos estavam sob sua proteção; o culto a Atena se baseava no amor ao trabalho e à cidade.
Seu principal templo, o Pártenon, ficava em Atenas, onde anualmente celebravam-se em sua honra as Panatenéias e davam-lhe o nome de Atena Partênia.
Foi representada por Fídias na célebre estátua do Pártenon, de que se conserva uma cópia romana do século II da era cristã.
Os relevos desse templo apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça.
Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.
Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br


Atena
Pais: Zeus e Metis
Etimologia
Em grego (Athenâ), cuja etimologia ainda é desconhecida, sobretudo por tratar-se de uma divindade "importada" do mundo mediterrâneo ou, mais precisamente, da civilização minoica. Talvez se pudesse, segundo Carnoy, quanto ao primeiro elemento de seu nome, Ath-, fazer uma aproximação com o indo-europeu *attã, "mãe", epíteto que caberia bem a uma deusa da vegetação da ilha de Creta, a uma Grande Mãe, que recebeu dos próprios Gregos o qualificativo de *awaiã, "mãe", na forma (Athenaíe), depois reduzida a (Athenáa), fonte da forma ática (Athenâ), que já aparece em inscrições do séc. VI a.e.c.
O local de nascimento da deusa foi às margens do Lago Tritônio, na Líbia, o que explicaria um dos múltiplos epítetos da filha querida de Zeus: (Tritoguéneia) que é interpretado modernamente como nascida no mar ou na água.
Tão logo saiu da cabeça do pai, soltou um grito de guerra e se engajou ao lado do mesmo na luta contra os Gigantes, matando a Palas e Encélado. O primeiro foi por ela escorchado e da pele do mesmo foi feita uma couraça; quanto ao segundo, a deusa o esmagou, lançado-lhe em cima a ilha da Sicília. O epíteto ritual, Palas Atena, não se deve ao Gigante, mas a uma jovem amiga da deusa, sua companheira na juventude e que foi morta acidentalmente pela mesma. Daí por diante, Atena adotou o epíteto de Palas e fabricou, consoante uma variante tardia, em nome da morta, o Paládio, cujo mito é deveras complicado, porque se enriqueceu com elementos diversos, desde as Epopeia Ciclias até a época romana. Homero o desconhece. Na Ilíada só se faz menção de uma estátua cultual da deusa, honrada em Tróia, mas sentada, enquanto o Paládio é uma pequena estátua, mas de pé, com a rigidez de um ksóanon, isto é, de um ídolo arcaico de madeira. Seja como for, o importante é que se saiba ser o Paládio grandemente apotropaico, pois tinha a virtude de garantir a integridade da cidade que o possuísse e que lhe prestasse uma culto. Desse modo, toda e qualquer pólis se vangloriava de possuir um Paládio, sobre juca origem miraculosa se terciam as mais variadas e incríveis narrativas. O de Tróia, conta-se, caíra do céu e era tão poderoso que, durante dez anos, defendeu a cidadela contra as investida dos aqueus. Foi preciso que Ulisses e Diomedes o subtraíssem. Tróia, sem sua defesa mágica, foi facilmente vencida e destruída.
O mais famoso e sacrossanto dos Paládios, porém, era o de Atenas, que, noite e dia, lá do alto da Acrópole, o lar de Atena, vigiava Atenas, a cidade querida da "deusa de olhos garços".
Preterida por Páris no célebre concurso de beleza no monte Ida, pôs-se inteira, na Guerra de Tróia, ao lado dos aqueus, entre os quais seus favoritos foram Aquiles, Diomedes e Ulisses. na Odisséia, diga-se de passagem, a deusa augusta se transformará na bússola do nóstos, do retorno de Ulisses a Ítaca, e, quando o herói finalmente chegou à pátria, Palas Atena esteve a seu lado até o massacre total dos pretendentes e a decretação de paz, por inspiração sua, no seio das famílias da ilha de Ítaca. Sua valentia e coragem comparam-se às de Ares, mas a filha de Zeus detestava a sede de sangue e a volúpia de carnificina de seu irmão, ao qual, aliás, enfrentou vitoriosamente.
Sua bravura, como a de Ulisses, é calma e refletida: Atena é, antes de tudo, a guardiã das Acrópoles das cidades, onde la reina e cujo espaço físico defende, merecendo ser chamada Polías, a "Protetora", como ilustra o mito do Paládio. É sobretudo por essa proteção que é ainda cognominada Nike, a vitoriosa. Uma tabuinha da Linear B, datando de mais ou menos 1500 a.e.c., faz menção de uma A-ta-na po-ti-ni-ja, antecipando-se, assim, de sete séculos à (Pótnia Athenaíe) de Homero e demonstrando que a "Atena Soberana" era realmente a senhora das cidades, em cuja Acrópole figurasse o seu Paládio.
Sem se esquecer de suas antigas funções de Grande Mãe, deixando inteiramente de lado seu denodo bélico, Atena Apatúria, além de presidir nas Apatúrias à inscrição das crianças atenienses em sua respectiva fratria, favorecia, enquanto (Hyguíeia), Higiia, enquanto deusa das "boas condições de saúde", a fertilidade dos campos, em benfício de uma população a princípio sobretudo agrícola. É com esse epíteto que a protetora de Atenas se associava a Demeter e a Core/Perséfone numa festa denominada (Prokharistéria), que se poderia traduzir por "agradecimentos antecipados", porque tais solenidades se celebravam nos fins do inverno, quando recomeçavam a brotar os grãos de trigo. Estava também ligada a Dionisio nas (Oskhophória), quando solenemente se levavam a Atena ramos de videira carregados de uvas. Uma longa procissão dirigia-se, cantando, de um antigo santuário do deus do vinho, em Atenas, até Falero (nome de um porto da cidade), onde havia um nicho da deusa.
Dois jovens, com longas vestes femininas, o que trai um rito de passagem, encabeçavam a procissão, transportando um ramo de videira com as melhores uvas da safra.
É bom não se esquecer ainda que na disputa com Poseidon pelo domínio da Ática e, particularmente, de Atenas, Atena fez brotar da terra a oliveira, sendo, por isso mesmo, considerada como a inventora do "óleo sagrado da azeitona".
Deusa guerreira, na medida em que defende "suas Acrópoles", deusa da fertilidade do solo, enquanto Grande Mãe, Atena é antes do mais a deusa da inteligência, da razão, do equilíbrio apolíneo, do espírito criativo e, como tal, preside às artes, à literatura e à filosofia de modo particular, à música e a toda e qualquer atividade do espírito. Deusa da paz, é a boa conselheira do povo e de seus dirigentes e, como Themis, é a garante da justiça, tendo-lhe sido mesmo atribuída a instituição do Areópago. Mentora do Estado, ela é também no domínio das atividades práticas a guia das artes e da vida especulativa. E é como deusa dessas atividades, com o título de (Ergáne), "Obreira", que ela preside aos trabalhos femininos da fiação, tecelagem e bordado. E foi precisamente a arte da tecelagem e do bordado que pôs a perder uma vaidosa rival de Atena. filha de Ídmon, um rico tintureiro de Cólofon, Aracne era uma bela jovem da Lídia, onde o pai exercia sua profissão.
Ainda como (Ergáne), "Obreira", a grande deusa presidia aos trabalhos das mulheres na confecção de suas próprias indumentária, pois que ela própria dera o exemplo, tecendo sua túnica flexível e bordada. E na festa das (Khaikeia), festas dos "trabalhadores em metais", duas ou quatro meninas, denominadas Arréforas, com auxílio das "Obreiras" de Atena, iniciavam a confecção do templo sagrado, que, nove meses depois, nas Panatenéias, deveria cobrir a estátua da deusa, substituindo o do ano anterior.
Associada ainda a Hefesto e Prometeu, no Ceramico de Atenas, ainda por ocasião das (Khalkeia), era invocada como a protetora dos artesãos. Foi seu espírito inventivo que ideou o carro de guerra e a quadriga, bem como a construção do navio Argo, em que velejaram os heróis em busca do Velocino de Ouro.
A maior e mais solene das festas de Atena eram as Panatenéias, em grego (Panathénaia), solenidade de que participava Atenas Inteira, e cuja instituição se fazia remontar a um dos três maiores heróis míticos de Atenas: Erictônio, Erecteu ou Teseu, este último Atena e Crono - Pintura sobre telarealizador mítico do sinecismo. a comemoração era primitivamente anual, mas, a partir de 566-565 a.e.c. as Panatenéias tornaram-se um festival pentetérico, a saber, que se realizava de cinco em cinco anos e que congregava a cidade inteira. Um banquete público, que "re-unia" e unia todos os membros da pólis, dava início à grande festa. Seguiam*se jogos agonísticos, cujos vencedores recebiam como prêmio ânforas cheias de azeite, proveniente das oliveiras sagradas de Atena. Havia ainda corrida de quadrigas e um grande concurso de pirricas, danças guerreiras, cuja introdução em Atenas passava por ter sido da filha querida de Zeus. Precedendo a solenidade maior, realizava-se a (Lampadedromía), "corrida com fachos acesos", uma verdadeira course aux flambeaux, quando se transportava o fogo sagrado de Atena, dos jardins de Academo até um altar na Acrópole. As dez tribos atenienses participavam com seus atletas.

fonte: http://www.medicinaambientalba.com.br/atena.htm

Deusa Lakshmi

Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte de Vishnu, um Deus Protetor que é muito amada por seu povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas. A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakhsmi" é derivada da palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo".

UM POUCO DE HISTÓRIA...

A mitologia dos Deuses hindus é uma das mais ricas do mundo. A natureza complexa dos Grandes Deuses como Brahma, o Criador, Vishnu, o Protetor, e Shiva, o Destruidor e suas consortes, está representada em muitos mitos cheios de ação, aventura e romance. Esses mitos materializam o espírito subtil e generoso do próprio hinduísmo. Existem grande quantidade de textos hindus que elogiam os Deuses,e alguns deles, como o Rig Veda, são muito extensos. A Índia é um país muito grande, com uma vasta população de mais de um bilhão de pessoas, onde se fala 745 línguas distintas. Em torno de 80 por cento de sua população é hindu. O hinduísmo como religião parece ter suas primeiras raízes na civilização do vale Indus (2500 a 1500 a. C.), que já adorava Shiva, o Deus da Criação e Destruição, e Devi, a Grande Deusa. Esses Grandes Deuses logo se fusionaram com os Deuses Vedas dos arios, que invadiram a índia em torno de 1200 a. C. Os primeiros mitos hindus foram escritos em textos religiosos como o Rig Veda em torno de 1200 a. C., e as histórias continuaram desenvolvendo-se durante 2000 anos. A crença da reencarnação está presente na concepção do hinduísmo. Cada ser vivo possui uma alma que experimenta o que denomina de "samsara", ciclo que ocorre através de muitas formas corporais. O samsara dita um ritmo de nascimentos e mortes que podem repetir-se de forma indefinida. A lei do "karma" (em sânscrito "feito") dita os feitos de uma vida e determinam o caráter da próxima. Uma vida de honra aos Deuses, poderá ser recompensada na próxima reencarnação. Assim como o homem se conduz, assim será conduzido: aquele que sempre fizer o bem, não precisa ter medo do mal, pois através de suas boas obras poderá se converter em um homem santo. O hinduismo dá maior ênfase a riqueza espiritual do que a material.

LUGARES SAGRADOS

A Índia está cheia de lugares sagrados chamados "tirthas", que significam "lugares onde vadeia um rio". Os hindus creem que os rios levam poderes sagrados à terra e o mais importante desses rios é o Ganges, que nasce no Himalaia e atravessa de um extremo ao outro do norte da Índia para desembocar na baía de Bengala. Existem muitos lugares santos ao longo dos 25-7 Km do Ganges, dos quais o mais importante é Varanasi, a cidade de Shiva, onde seus fiéis vão banhar-se no rio. Os hindus dizem que banhar-se no Ganges é como estar no céu. Por isso, muitos são os peregrinos que se reúnem lavarem-se em suas águas, que se compara com amrita, o elixir da vida. -*-

NASCIMENTO DE LAKSHMI

Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, um certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto,esse último o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força. Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha.

Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la. Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios). Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante. Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi. -*-

A VIDA DE RAMA (VISHNU) E SITA (LAKSHMI)

Quando Vishnu atravessou suas reencarnações, Lakhmi reencarnava com ele. Quando Vishnu se tornou Rama, Lakhmi tornou-se Sita. Quando ele virou Krishna, ela passou a ser Radha, a menina-vaca. Tais encarnações são chamadas de avatares.Calque será o nome do décimo avatar,no qual Vishnu aparecerá no fim da época presente no mundo, para destruir todos os vícios e malvadezas e restituir à humanidade a virtude e pureza. O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana, se conta por toda a Índia. Foi escrito pela primeira vez na épica sânscrita de 50000 linhas, o Ramayana (200 aC. - 200 d. C.). No reino Ayodhya (hoje norte da Índia) há milhares de anos atrás, vivia um rei chamado Dasaratha, o qual estava casado com três esposas (algo habitual entre os reis) chamadas Kaushalya, Kaikeyi e Sumitra. Nenhuma das três havia podido lhe dar filhos. Desaratha aconselhado pelos sacerdotes brahmanas, organizou um grande sacrifício de fogo para conseguir um filho. Durante o sacrifício surgiu um ser místico que lhe entregou um tigela com arroz (se tratava de um alimento santificado) para suas esposas comerem. A Kaushalya por ser a mais importante das rainhas, comeu a metade do arroz,e dividiu o que resto entre as outras duas. Com o passar do tempo, Kaushaya deu à luz a um filho chamado Rama, Kaikeyi teve Bharata e de Sumitra nasceram os filhos chamados Lakshmana e Shatrughana. Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu e seus irmãos compartem o resto. Os irmãos cresceram desconhecendo sua origem divina. Os hindus adoram Rama como uma encarnação do Deus Vishnu. Rama apaixonou-se por Sita, a filha do rei Janaka de Mithila, que é a reencarnação da fiel esposa de Vishnu, Lakshmi. Devido a um incidente na corte, Rama, Lakshmana e Sita foram viver tranquilamente no bosque. Tudo ia bem até o demônio Ravana sequestrar a Sita, que gritou a todas as árvores do bosque para dizerem a Rama que estava sendo levada contra sua vontade. Também tirou suas jóias e seu véu de ouro a cinco macacos e Hanumen, seu general. Então o sábio Agastya o aconselhou a adorar o sol, a fonte da vida. Assim o fez e também pediu emprestado uma carruagem e um cocheiro do Deus do Céu, Indra. Logo Rama foi atrás de Ravana e de seus exército de rakshashas demoníacos, que estava cheio de guerreiros ferozes com nomes como Morte-aos-homens. Rama juntou seu exército composto de macacos e ursos e atacou o demônio, depois de haver cruzado a ponte das pedras flutuantes sobre o oceano. Após diversas batalhas, Ravana, o demônio de dez cabeças foi morto pelas flechas de Rama, e Sita foi finalmente libertada. Rama junto de sua esposa Sita, e seu irmão Lakshmana acompanhados de devotos, regressaram a Ayodhya, depois de haverem passado 14 anos em exílio. Quando os habitantes de Ayodhya escutaram a notícia da chegada do rei amado, se vestiram com as melhores roupas e as mulheres se maquiaram e vestiram suas preciosas joias. Justo aquele dia era de lua nova, tudo estava muito escuro, assim para iluminar o caminho do rei Rama, foram colocadas numerosas lamparinas de azeite por todo o trajeto, assim como no palácio e em todas as casas do reino. A palavra Diwalli significa literalmente "fileira de luzes", e foi assim, portanto, que se originou essa festa ancestral que se celebra em toda a Índia e em todo mundo onde vivem os hindus. A história de Rama e Sita é muito difundida muito além da Índia. É popular na Indonésia, na Malásia e na Tailândia. O casal Vishnu e Lakshmi regem o sentimento erótico, além de governar o elemento água. A mitologia hindu revela que desta união nasceu Kama, o Deus do amor. Kama é extremamente belo, retratado como um lindo pássaro. Em algumas ocasiões, é reverenciado durante o ato de amor. -*- O tema principal do Ramayna é a eterna luta do bem contra o mal, da luz contra a escuridão e das consequências dos nossos atos passados. Em Ramayana nos encontramos com o sacrifício da liberdade em nome do dever e da honra. Assim, como nos ensina que o amor, demanda um serviço,pois ele transcende qualquer status social. Rama não vive sem sua Sita, por isso, os grandes mestres espirituais sabem, que nunca deve-se adorar o Deus sozinho, mas sempre com sua consorte, ou seja, junto com sua energia feminina. Lakshmi é considerada como modelo da esposa hindu, unida em completa harmonia com o marido e sua família. Sempre que invocarmos Lakshmi, devemos nos recordar que ela não é só a Deusa da Fortuna material, mas sim também da espiritual que é a que realmente perdura e sobre tudo, não devemos esquecer que Lakshmi é ainda, uma Deusa do Amor. -*-

REENCARNAÇÕES DA DEUSA

A Deusa-Mãe Lakshmi é consultada pela população hindu, buscando algum tipo de riqueza. Há oito modalidades de se adorar Lakshmi, levando em conta o resultado desejado. A imagem abaixo também ilustra as oito reencarnações da Deusa Lakshmi: * Santhana lakshmi Ela protege toda a Riqueza da Família, principalmente as crianças. * Gaja laksmi Ela surge como Rainha Universal com seus dois elefantes que atendem todas as preces e orações.. * Aishwarya lakshmi Só Ela encerra a totalidade do conhecimento, tanto material quanto espiritual. * Dhanya lakshmi É Ela que alimenta o mundo nos concedendo a Riqueza da boa colheita dos grãos. * Adhi lakshmi Ela é a Mãe Divina e fonte de todo o poder de Vishnu. * Vijaya lakshmi É Ela que nos concede a vitória sobre obstáculos e problemas (vitória tb, no trabalho e aspectos legais) * Dhana lakshmi Ela é a doadora do todo tipo de riqueza * Veera lakhsmi ou Dhairyalakshmi É Ela que nos dá força e coragem para enfrentarmos qualquer sacrifício.

OS BENEFÍCIOS DA ADORAÇÃO:

Cada um dos aspectos ou reencarnações acima, são chamados de"vrata". Por exemplo, para alcançar a vitória na guerra ou em batalhas legais, deve-se ativar o vrata Vijaya-lakshmi. Para a saúde, o vrata de Veera-lakshmi da coragem e do poder deve ser ativado. Para que a casa ou comércio seja próspero o vrata indicado é o Dhanya-lakshmi. E assim por diante... Todos que empreendem a busca de um vrata da Deusa Lakshmi com fé e sinceridade, conseguirão o que desejam. -*-

ADORAÇÃO DO VRATA

Para as mulheres é importante a conexão com a Deusa Lakshmi, pois ela traz muita prosperidade para toda a família. A mulher hindu tradicional preza muito pela conservação de um lar saudável e próspero. Consequentemente, as mulheres pedem a ajuda de Lakshmi para assegurar essa harmonia, especialmente porque ela é considerada como modelo de esposa perfeita. O relacionamento de Lakhsmi e Vishnu ilustra esse aspecto. Qualquer ritual deve ser realizado em uma sexta-feira que coincida com os dias 11 ou 21 do mês. Não deve-se comer carne nesse dia. Sempre que o puja(ritual de adoração) é realizado, ele compreende três componentes importantes: ter uma imagem ou ilustração da Deusa; o ato do puja, ou adoração que inclui moedas,flores, frutas e alimentos que devem ser lhe oferecidos e no final os alimentos são abençoados e devem ser consumidos. Executando-se essas três etapas cria-se um relacionamento emocional direto com a Deusa. Você pode criar em sua casa um pequeno altar para adorar Lakshmi e pedir prosperidade e riqueza para sua vida. É só achar um cantinho ou uma mesinha vazia, cobri-la com uma toalha amarela e colocar a imagem ou uma fotografia da Deusa. Coloque então uma vasilha com água pura, duas lamparinas à óleo ou velas vermelhas, incenso indiano, moedas, uma bandeja com 5 variedades de frutas da época, um vaso com rosas vermelhas, pasta perfumada da madeira de sândalo, e Panchaamrutam, que é uma mistura de mel, manteiga purificada (ghee), coalhada, leite e açúcar. Pode ser substituído por um doce de ambrosia, que é mais conhecido por todos nós. Coloque um som ambiental com músicas indianas. Depois que o altar estiver pronto sente-se em uma cadeira ou na posição de lótus no chão e feche os olhos. Agora imagina-se flutuando em um rio em cima de uma flor de lótus vermelha gigante. Ao seu lado estará Lakshmi, linda em seu sari vermelho todo bordado de dourado. Converse com ela e diga que você lhe trouxe muitos presentes para serem trocados por sua abençoada sabedoria. Deixe que o fluxo de sua imaginação carregue você, escute as palavras da Deusa e aqueça-se com sua abundância. Quando quiser voltar é só se despedir da Deusa, respirar três vezes profundamente e abrir os olhos. Seja Bem-Vinda! -*-

DEUSA DO AMOR, DA BELEZA E DA PROSPERIDADE

Lakshmi é uma Deusa do amor e da beleza, da sorte, da prosperidade e do sucesso. No hindu moderno é representada como uma jovem de longos cabelos negros brilhantes e soltos, vestindo um sari (vestido típico das mulheres da Índia) vermelho com bordados dourados e usando diversas joias como: colares, braceletes, pingentes e um aro no nariz com incrustações. Em sua cabeça ostenta uma coroa (Mitra) que representa o Monte Meru, a "Morada dos Deuses", que se vê circundada por um aro de luz que simboliza a Luz Solar. Em suas diferentes representações, pode mostrar-se com uma tez escura, ressaltando seu caráter de consorte de Vishnu; quando sua tez é da cor dourada, simboliza fonte de riqueza; se é branca, é a forma mais pura de Prakriti (da natureza); se a tez é rosada, se mostra como a Mãe de todas as criaturas. Apesar dela aparecer em inúmeras ilustrações com quatro braços, é normalmente representada apenas com dois, segurando uma flor de lótus, ou sentada sobre ela com um cântaro que jorra moedas de ouro e flanqueada por dois elefantes. Normalmente nos templos da Índia, Lakhshmi está em pé ao lado de seu consorte, o Deus Vishnu, o segundo membro da trimurti hindu. A Trimurti ("tripla estátua"), ou trindade, da divindade hindu consiste de: Brahma, Vishnu e Shiva.

Quando é representada por quatro braços, os dois posteriores carregam flores de lótus (conhecimento desenvolvido); os braços anteriores mostram suas mãos doadoras de pepitas de ouro ou gemas, símbolos da fortuna que entrega aos homens: ouro e a gema do conhecimento. As quatro mãos significam os quatro fins da vida humana: dharma (atos de justiça e dever), kama (prazeres sensuais), artha (riqueza) e moksha (libertação espiritual final). As mãos da frente representam a atividade de mundo físico e as detrás, indicam as atividades espirituais que conduzem à perfeição espiritual. A posição das mãos: em Abhaya até Mudrá ou postura de Proteção no caminho da devoção, e em Varada até Mudra ou Doadora de dons. O assento de lótus, onde a Deusa se posiciona em cima, significa dizer que devemos apreciar a riqueza, mas não devemos nos tornar obsessivos por ela. Nossa vida deve ser análoga a um lótus, que cresce na água, mas não é molhada por ela. Os lótus, quando mostrados em vários estágios de florescimento, representam os mundos e os seres em vários estágios de evolução. A flor de lótus sustentada pela mão direita posterior nos dá a ideia de que devemos executar todos os nossos deveres de acordo com o dharma. Isso nos conduzirá ao moksha (libertação espiritual final) que está simbolizado por um lótus na mão esquerda posterior. As moedas de ouro que caem na terra da mão anterior de Lakshmi ilustram o seu poder de doar riqueza e prosperidade para seus devotos. Os dois elefantes ao fundo simbolizam o nome e a fama associados a riqueza temporal. A idéia passada é que o devoto que obtiver a graça da riqueza não é tão somente para adquirir nome e fama ou para satisfazer seu próprio desejo material, mas deve compartilhar com o outro a fim de também propiciar-lhe felicidade. As trompas dos elefantes que sustentam cânforas das quais jorram água, representam as águas do Sagrado Ganges ou também o Amrita obtido através do "Batimento ou Agitamento" do oceano do qual Lakshmi surgiu esplendorosa, com uma beleza sem par. Muitas vezes Laskhmi é mostrada portando uma cânfora com Amrita (elixir da imortalidade do espírito), coberta de Kusa (erva ritualística). -*- Como Deusa da prosperidade Lakshmi, é chamada também como Dharidranashini (a que destrói toda a pobreza) e Dharidradvamshini (àquela que se opõe a pobreza). As vezes, se faz referência a ambos (Lakshmi-Vishnu) pelo nome Lakshmi-Narayan, sendo Narayan outro nome de Vishnu. Outros nomes que são dados para Laksmi incluem Hira (joia), Indira (A Poderosa) e Lokamata (A Mãe do Mundo). Entretanto, é chamada também de Chanchala que significa "volúvel", ou aquela que não fica em um lugar por muito tempo. Isso significa que a fortuna e a riqueza não permanecem por tempo prolongado nas mãos de qualquer um. Somente aqueles que são merecedores do respeito da Deusa terão esse privilégio. Portanto, não devemos somente adorá-la, mas também não devemos desperdiçar dinheiro em artigos ou projetos desnecessários. -*-

A DEUSA E A CORUJA

Em algumas pinturas (ou desenhos) Lakshmi aparece voando montada em uma coruja. A coruja é a representação simbólica do Rei dos Reis, chamado de "Uluka" quando aparece nessa forma, personificando a riqueza, o poder e a glória. Sendo assim, Lakhsmi, como uma Deusa da Fortuna, não poderia ter encontrado alguém melhor para lhe servir de montaria. Essa associação do Deus Indra a um pássaro que é parcialmente cego à luz do dia adverte sobre a procura secular da riqueza espiritual. Lakshmi associada ao Indra-coruja torna-se Mestra da sabedoria espiritual que dá todo o suporte para a riqueza material. Outra interpretação seria de que os olhos jamais se fecham para à luz da sabedoria ou para o sol do conhecimento. Toda Deusa-Mãe mantêm a ignorância sob o seu controle. -*-

FESTIVAL DIWALLI

O festival de luzes de Lakshmi se chama Diwalli (25 outubro), que homenageia essa Deusa como a esposa de Vishnu. Nessa noite, as esposas hindus dançam particularmente para seus maridos. Lanternas de óleo são acesas por toda parte e pratos típicos são servidos. Esse é o Natal hindu, um período de boa sorte e prosperidade. Essa festa tem duração de uma semana. Um dos costumes associados com o Diwalli é o jogo, especialmente ao Norte da índia. Se diz que nesse dia a Deusa Parvati jogou os dados com seu marido Shiva e declarou que quem jogasse na noite de Diwalli, prosperaria durante todo o ano seguinte. Ainda hoje, os hindus conservam a tradição do jogo de cartas. Diwalli é de grande importância para a comunidade dos negócios. As casas e locais de trabalho se renovam e se decoram. As entradas se adoram com lindos motivos tradicionais de desenhos Rangoli para receber a Deusa da riqueza e da prosperidade. Para indicar sua tão esperada chegad se desenha por toda a casa pequenas pisadas com farinha de arroz. As lamparinas e velas devem ser mantidas acesas por toda a noite. As mulheres compram algo de ouro ou de prata, ou algum utensílio novo para ser usado nessa noite. Ao entardecer, quando se acendem as velas e lâmpadas de azeite, se venera a Deusa entoando canções de devoção e lhe é oferecido também, doces tradicionais. Os hindus devotos, creem que Lakshmi atrai a boa sorte e a prosperidade. Se uma mulher é alegre e trabalhadora, se é boa cozinheira, ama a casa e os filhos, e se seu marido prospera, então seus amigos dizem: -"Tua mulher é uma verdadeira Lakshmi", ou seja, a mulher atrai a boa sorte. Normalmente a mulher casada, particularmente a mulher jovem casada e com filhos, é considerada portadora de boa sorte, pois apresenta aspectos da Deusa Lakshmi, ou seja, o arquétipo ativo da Deusa. -*-

DEUSA DA ECONOMIA

Lakshmi representa a prosperidade mundana, é a abundância e riqueza, em particular nos aspectos domésticos. Ela é uma Deusa da Economia em geral e é muito popular entre empresários e comerciantes, os quais a adoram todos os dias antes de abrirem seus negócios. Em Nova Deli há um famoso e colossal templo de Lakshmi-Narayan. Foi construído por um multimilionário hindu moderno, um dos mais ricos da Índia em agradecimento a riqueza que já conseguiu. Mas, segundo os grandes Yoguis, se não estivemos afiançados com a pureza interior, não poderemos desfrutar do dom de Lakshmi que representa: o tesouro espiritual da iluminação. Por isso, são usadas muitas lanternas em suas festas, pois só a luz dissipa a obscuridade da ignorância, só a luz ilumina o caminho até a auto-realização, que é a maior fortuna que podemos aspirar: a paz interior. –*-

fonte: www.medicinaambientalba.com.br

Deusa Ísis

A mitologia egípcia reserva o dia de hoje para celebrar o encontro da deusa Ísis com os restos do seu amado Osíris. Hoje, deixe partir de vez algo que perdeu, ciente de que um dia retornará pra você. Acenda uma vela lilás e um incenso de mirra para Ísis.

A INVOCAÇÃO DE ÍSIS
Eu contemplei uma grande maravilha no Céu, uma mulher vestida de Sol com a Lua aos seus pés. E sobre sua cabeça estava um diadema de doze estrelas.
Ouça-me, Oh Senhora Ísis, ouça e salve.
Oh tu, rainha do amor e da misericórdia, tu coroada com o trono, tu transportada como pela Lua.
Tu cujo semblante é brando e radiante, como a relva refrescada pela chuva.
Ouça-me, nossa Senhora Ísis, ouça e salve.
Oh tu que é manifesta na matéria.
Tu és noiva e rainha assim como tu és mãe e filha do Assassinado.
Oh tu que és a Senhora da Terra.
Ouça-me, oh Senhora Ísis, ouça e salve.
Oh tu, Dama da pele âmbar.
Senhora do amor e da vitória, portal radiante de glória através dos céus sombrios.
Oh, coroada com a Luz , vida e amor.
Ouça-me, nossa Senhora, ouça e salve
Por tua sagrada flor, o Lótus da vida e beleza eternas;
Por teu amor e misericórdia; por tua ira e vingança; por meu desejo para contigo, por todos os nomes mágicos de antanho ouça-me, oh Senhora, ouça e salve.
Descubra teu peito para tua criança, estenda adiante teus braços e aperte-me contra teus seios.
Deixe que meus lábios toquem teus lábios inefáveis.
Ouça-me Senhora Ísis, ouça e salve.
Erga tua voz para ajudar-me nessa hora crítica.
Erga a tua voz mais musical.
Grite alto, oh rainha e mãe, para salvar-me daquilo que eu mais temo.
Eu te invoco para iniciar a minha alma.
O rodopio da minha dança, possa ser um espelho e um elo com tua grande luz, para que na hora mais escura, a Luz possa surgir em mim e levar-me para tua própria glória e incorruptibilidade.
Ísis sou eu, e da minha vida são alimentadas todas as torrentes e sóis, todas as luas que crescem e minguam,
todas as estrelas e correntezas, os vivos e os mortos, o mistério do prazer e da dor.
Eu sou a Mãe.
Eu sou o mar que fala.
Eu sou a Terra em sua fertilidade.
Vida, morte, amor, ódio, luz, escuridão, voltam à mim, à mim.
Ísis sou eu, e para minha beleza fluem.
Todas as glórias do Universo se curvam, a flor e a montanha e a aurora.
Frutas rosadas e mulheres são criações coroadas.
Eu sou a sacerdotisa, o sacrifício, o santuário.
Eu sou o amor e a vida do Divino.
Vida, morte, amor, ódio, luz, escuridão, certamente são meus, são meus.
Ísis sou eu, o amor e luz da Terra, a riqueza dos beijos, a delícia das lágrimas, o íntimo e o prazer nunca nascidos, o infinito e interminável desejo dos anos.
Eu sou o santuário no qual teu desejo tenaz te devora com fogo intolerável.
Eu sou a música cantada, paixão, morte sobre tua lira, tua lira.
Eu sou o cálice e eu sou a glória agora.
Eu sou a chama e o combustível do teu fôlego.
Eu sou a estrela de Deus sobre tua fronte.
Eu sou a tua rainha arrebatada e possuída.
Das alturas eu dou a estes rios doces as boas vindas ao mar, oceano de amor que te envolverá. Vida, morte, amor, ódio, luz, escuridão, voltam à mim, à mim.
Ouça, Senhora Ísis, e receba minha prece.
A ti, a ti, eu venero e invoco.
Saúdo à ti, mãe única da minha vida.
Eu sou Ísis, mestra de toda a terra.
Eu fui instruída por Hermes, e com Hermes eu inventei as escritas das nações a fim de que nem todos pudessem escrever com as mesmas letras.
Eu dei à humanidade suas leis, e consagrei o que não pode ser alterado.
Eu sou a filha mais velha de Cronos.
Eu sou a esposa e a irmã do rei Osíris.
Eu sou aquela que nasce na estrela do cão.
Eu sou aquela que é chamada de deusa, de mulher.
Eu sou aquela que separou o Céu da terra.
Eu indiquei os caminhos às estrelas.
Eu inventei a arte da navegação.
Eu uni homens e mulheres.
Eu ordenei que os mais velhos fossem amados pelas crianças.
Com meu irmão Osíris eu dei um fim ao canibalismo.
Eu instruí a humanidade nos mistérios.
Eu ensinei reverência às estátuas divinas.
Eu estabeleci os recintos do Templo.
Eu derrubei o jugo dos tiranos.
Eu fiz com que os homens amassem as mulheres.
Eu fiz a justiça mais poderosa do que prata e ouro.
Eu fiz com que a verdade fosse considerada bela.
Venha para mim e prometa-me sua lealdade como eu prometo a minha à você.
Oh mãe Ísis, grande és tu em teu esplendor, poderoso é teu nome e teu amor não tem limites.
Tu és Ísis, és tudo que sempre foi, e tudo que sempre será, pois nenhum homem mortal jamais te desvendou.
Em toda a tua graça tu produzistes o Sol, a fruta que nasceu para a redenção do homem.
Oh Ísis, Ísis, Ísis, graciosamente ouça nosso brado à ti, nós pranteamos por tuas bênçãos sobre nós neste dia, todos os dias, para nutrir, para ajudar e preencher o vazio interior, que somente você, nossa amada mãe, pode satisfazer.
À ti empenhamos nosso juramento solene de dedicação, e pelo poder e glória dele, o Um Transcendente, para testemunhar nossa devoção à ti.
Porquanto agora te recebemos em nossos corações, pedimos que nunca nos deixes, em tempos de tribulação e regozijo, e mesmo na morte.

11 de mai. de 2011

Deus Dionísio

Dionísio – Êxtase e Entusiasmo

"Da Afrodite do Hipólito é fácil descer até o que não é mais do que atração do sexo, e do Dioniso das Bacantes, até o que não ultrapassa o delírio da embriaguez. Difícil é volver à nascente”, escreve Eudoro de Souza, em sua introdução de As Bacantes, tragédia de Eurípedes que “pode ser considerada como a mais perfeita elaboração poética do mito da resistência grega à difusão do menadismo2.

Volver à nascente, à origem do culto dionisíaco, significa atravessar a camada moralizante da religião e da filosofia clássica grega, com sua desvalorização do corpo, da feminilidade e da vida. Significa recuperar a vivência direta da vida plena e indestrutível, que só pode acontecer na experiência corporal. Significa retroceder até os tempos em que predominava o culto à Grande Deusa.

Na mitologia grega, o nome de Dionísio já é mencionado nas tabuletas escritas em Linear B, oriundas de Pilos, uma cidade pertencente ao período micênico da Grécia Antiga. Oriundos da Europa Central e dos Bálcãs, os primeiros Helenos desenvolveram uma vigorosa civilização centrada na cidade de Micenas, que se expandiu pelo Peloponeso e pela Beócia, até declinar ante a invasão dos Dórios, em torno de 1200 a 900 antes da era comum.

Anterior à expansão dos micênios, no início do segundo século aec, o mundo Egeu era dominado pela cultura da Creta minoica. Estatuetas de moças e mulheres dançando, oriundas de um santuário escavado na ilha de Quiós, uma das ilhas Ciclades, não apenas testemunham a existência do culto a Dionísio, mas revelam sua procedência da antiga cultura cretense.

A ilha de Creta, a maior do Mar Egeu, se localiza entre os continentes europeu, africano e asiático, o que fazia com que para ela convergiam todas as rotas comerciais. Junto com o comércio, também se cruzaram aspectos culturais e religiosos, de modo que vamos encontrar divindades semelhantes nas culturas localizadas ao longo das rotas, com seus nomes, mitos e ritos incorporados e adaptados às mitologias locais.

Banhada pelos mares Egeu e da Líbia, a topografia de Creta consiste de maciços montanhosos, vales fluviais e planícies. Uma barreira montanhosa separa a costa setentrional da meridional, deixando apenas uma passagem transversal, região em que foram fundadas as grandes cidades antigas.

Entre elas se destaca a cidade de Cnossos, cujas escavações revelaram um estilo de vida e uma arte em que a vida secreta da natureza se propaga na criação humana e é por ela imbuída com graça e beleza especial. Revelando o amor à vida e à natureza, a arte e a cultura cretense se caracterizam por uma qualidade vegetativa, em que se destaca especialmente a figura da grande deusa, como atesta um sinete de ouro de aprox. 1450 aec, encontrado em Isopata, perto de Cnossos, que hoje se encontra no Museu Arqueológico Heráclion e onde vemos uma epifania da deusa em meio a flores e serpentes. “Um hino à natureza como Deusa ressoa em todos os lugares, um hino da alegria e da vida”, nas palavras de Nikolaos Platon em Um Guia para o Museu arqueológico de Heraclion.

Os cretenses desenvolveram uma sociedade graciosa e sofisticada, em que não havia lugar para a celebração da morte, apenas para a vida em sua plenitude. A epifania da deusa acontecia no ambiente natural, igualmente nos picos iluminados das montanhas e na escuridão das cavernas, que existiam em abundância na ilha. Nestes sítios foram encontradas estatuetas femininas de saia longa, um corpete justo que deixava os seios à mostra, chifres de boi e machados de dois gumes, conhecidos como labrys. Todos estes artefatos eram símbolos da divindade principal, a grande deusa-mãe.

Em sua relação com a natureza primordial, esta grande deusa cretense sem nome revela sua conexão com a deusa grega Réia, conhecida como a grande mãe dos deuses gregos. Mas não se pode falar da religião minóica como maternal, pois nela predominavam os aspectos vegetais e animais em seu estado natural e a dádiva desta grande deusa era a vida em sua totalidade.

No final da era cretense, as figuras femininas adquiriram uma aparência mais estática, quando comparadas com as imagens fluidas anteriores, apesar de ainda transmitirem o mesmo sentimento. Escreve Karl Kerényi que elas testemunham a importância que os cretenses atribuíam à visão e à epifania da deusa, entendendo esta como “uma dimensão mais ampla do mundo da natureza”. Uma das maiores estatuetas em postura de epifania traz como enfeite de cabeça três pericárpios de papoula, cujo plantio era amplamente difundido, de acordo com as tabuletas de argila da escrita Linear B.

A papoula, atributo da grande deusa, foi assimilada pelos gregos e pode ser encontrada nas mãos da deusa-mãe grega Deméter, junto com as espigas de trigo. Antes do advento da moderna tecnologia agrária e a utilização de defensivos químicos, os trigais eram permeados pelo vermelho das flores da papoula. É provável que Deméter ou Réia, ambas grandes deusas gregas da terra e do mundo agrário, tenham trazido a papoula de Creta para a Grécia, onde era usada nos Mistérios de Eleusis, cujas oferendas incluíam bolachas feitas de mel e papoula, um alimento altamente energético.

De Creta não temos nomes, apenas imagens que revelam, em todos os seus aspectos, a alegria e o entusiasmo pela vida em sua abundância e plenitude vegetal e animal. Com base na compreensão de que a vida não é algo contínuo, linear, mas um ciclo de eterno retorno, os antigos rituais que celebravam a fertilidade própria de toda a vida sempre incluíam também o elemento que morre e é renascido. E se a deusa representa a terra fértil, “a dimensão maior da natureza” a que se refere Kerényi, o deus primordial representa a vegetação que morre e renasce a cada ciclo, divindade que foi, desde os primórdios, compreendida como filho, amante e consorte da deusa, cuja união assegurava a continuidade da vida.

Em seu estudo dedicado a Dionísio, Kerényi afirma que “o ser humano já era um elaborador de suas experiências, antes de ser um pensador". Quer dizer com isto, que os seres humanos podem experienciar e partilhar a vida em sua plenitude, sem precisarem para isto de pensamentos e de palavras. Isto se aplica ao modo cretense de viver a vida, em que a alegria e a vivacidade não foram colocadas em palavras, mas expressas no próprio ato de viver, como bem demonstra sua arte.

A esta experiência plena e direta da vida, os gregos designaram de zoe, uma palavra que se refere à vida de todos os seres vivos, em contrapartida a bios, que se refere a uma vida específica de um ser ou espécie. Zoedesigna a primeira experiência da vida, em sua totalidade, sem definição. É nossa experiência mais íntima, simples e natural de estarmos vivos, uma experiência que não tem espaço para a extinção da vida, pois não somos capazes de experienciar seu término. Apenas podemos experienciar a vida como eterna, uma vez que depois do fim não há vida e, portanto, não há experiência. Apenas há a experiência viva.

Esta vida indestrutível (zoe) é o centro dos ritos dionisíacos, cuja origem pode ser encontrada na Creta minoica, apesar de seus mitos nos chegarem por intermédio dos gregos, para quem ele nunca deixou de ser um deus estrangeiro, aquele que vem de longe. “Tendo deixado os campos preciosos da Lídia e da Frígia, e percorrido os altiplanos da Pérsia, dardejados pelo sol, as cidades muradas da Báctria e as paragens sinistras dos Medas, a Arábia feliz, toda a Ásia que orla o mar salgado com os altos muros de suas cidades repletas de Gregos misturados com Bárbaros, venho a esta terra grega, mas só depois de fazer que todos aqueles povos dançassem e de haver fundado os mistérios meus, para que divindade manifesta me torne entre os mortais", é assim que Eurípedes deixa o próprio Dionísio relatar sua trajetória, no Prólogo de As Bacantes.

Em Creta, Dionísio está intimamente associado com a figura da Grande Deusa. Revela um antigo oráculo da deusa que, nos tempos em que a Grande Mãe educava o menino Dionísio em sua caverna, uma serpente lhe mostrou o caminho para as delícias das uvas. Tendo experimentado seu sabor, ele inventou a forma mais primitiva de fazer vinho: amassar as uvas com os pés, em uma bacia formada na rocha

Assimilado pelos gregos, ele se transformou em um deus do vinho e das mulheres, num sentido negativo, desqualificatório. Escreve Ginette Paris em Pagan Grace, que há um elemento no mito de Dionísio que é “uma celebração, uma passividade de natureza sui generis, um “fazer muito pouco”, que tem sido denegrido como feminino”. E do mesmo modo que o feminino foi denegrido, também os ritos de Dionísio, que originalmente expressavam a vida plenamente vivida, passaram a representar o devaneio da embriaguez gerada pelo consumo do vinho.

Assim, de representante da vida indestrutível, Dionísio se tornou o deus dos excessos, da embriaguez, da orgia, das emoções descontroladas, da transgressão e dos mistérios ocultos. Ou seja, das forças do mundo subterrâneo e do caos irracional, tudo que não era civilizado e era sentido como ameaçador pela cultura apolínea da Grécia Clássica.

Apesar de sua adaptação à cultura grega, expressa nos festivais dionisíacos oficiais, todos os seus ritos revelam que, na origem, Dionísio era um deus da vegetação. Na religião dionisíaca, afirma Kerényi, deve-se colocar o poderoso elemento vegetativo antes da embriaguez, pois ele é a expressão da vida indestrutível (zoe). A vinha silvestre e a serpente desempenham um importante papel no surgimento da cultura do vinho e a relação de Dionísio com Réia, um dos nomes da deusa minoica da montanha, aquela que, de acordo com a teologia órfica, se tornou Deméter, depois de se tornar a mãe de Zeus.

As serpentes sempre acompanharam a grande deusa e eram erguidas por suas sacerdotisas, assim como eram levadas pelas mênades que seguiam Dionísio pelos campos. Andrômaco, um especialista em veneno e médico pessoal de Nero, descobriu que as serpentes venenosas (como a equidna e as víboras) podiam ser capturadas sem grande perigo no começo do verão, por ocasião do surgimento matutino das Plêiades, período em que aconteciam os grandes festivais dionisíacos.

A familiaridade com as serpentes,  afirma Kerényi, certamente se origina de tempos pré-históricos, apesar de nunca ter se tornado parte característica das grandes religiões europeias. Na religião de Dionísio, contudo, esta familiaridade tinha um sentido especial, como “um fenômeno da vida, em que a própria vivacidade, conectada com frio, viscosidade, mobilidade, e muitas vezes com risco de morte, exerce um efeito altamente ambivalente.”

Mas há uma camada mais profunda da religião dionisíaca, que nos chega via Delfos e que nos remete a uma visão mais antiga da vida indestrutível, período em que o segredo da vida estava intimamente associado ao mel e sua fermentação. Os seres humanos se nutrem de mel desde tempos arcaicos, como mostram desenhos rupestres que representam pessoas escalando altas árvores para roubar e se deliciar com o produto das abelhas.

O hidromel, uma beberagem feita da mistura de mel com água e que produz euforia em vez de bebedeira, era muito apreciado pelos frígios, os sucessores dos hititas na antiga região da Anatólia, de onde nos vem o culto à grande deusa Cibele e seu filho Átis, talvez a forma primordial do culto dionisíaco, com o qual possui muita semelhança.

Entre as muitas divindades frígias se destaca Telepino, deus da agricultura que, certo dia, resolveu sumir, fazendo com que todas as plantas começassem a morrer. Depois de muitas tentativas infrutíferas de encontrá-lo, a Deusa-mãe Hannahanna (hanna=avó), a mais sensata das divindades, enviou uma abelha, que finalmente o encontrou. Uma história que faz ressoar o mito agrícola grego de Deméter e Core.

Também vem dos hititas a mais antiga variação do tema mitológico do odre de couro (Córico), nome que também designava uma montanha, uma cidade e uma caverna na Ásia Menor. Por todo o trajeto da Síria e da Cilícia até Delfos e Creta existem cavernas-templo em que eram realizadas festividades que utilizavam um saco de couro, em que era preparada uma beberagem de mel. “Baseado nas anotações de Plínio para a preparação da beberagem e da receita mitológica para o surgimento de abelhas, tudo indica que uma festa de ano novo acontecia por ocasião do surgimento da estrela Sírio. Uma festa que era mais antiga do que o cultivo do vinho em Creta, na Grécia e na Ásia Menor.”

E assim como os lábios do recém-nascido Dionísio foram molhados com mel, antes que o menino divino fosse alimentado pelas suas amas sagradas não animais, também foram amas-secas de Zeus as abelhas sagradas da caverna em Creta, onde a grande mãe Réia pariu seu filho divino.

Por isto, em As Bacantes, lemos que as mênades, as sacerdotisas de Dionísio, dançam no chão em que transbordam o leite, o vinho e o néctar das abelhas, que também transborda de seus bastões, justificando a afirmação de Kerényi de que “das abelhas veio primeiro ao ser humano o que mais tarde receberam da videira.”

Referências

1) Êxtase=sair de si mesmo; entusiasmo=ser preenchido pelo deus

2) Menadismo=culto a Dionísio, cujos adeptos eram principalmente mulheres. As sacerdotisas eram conhecidas como Mênades ou Bacantes - mulheres loucas, possuídas pelo deus

Eurípedes, As Bacantes, tradução de Eudoro de Souza, Ed.Hedra

Karl Kerény, Dionysos. Urbild des unzerrtörbaren Lebens

Ginette Paris, Pagan Grace

Monika von Koss em janeiro de 2011

10 de mai. de 2011

Deusa Iaçá

Iaçá: a Deusa Nutridora

Há muito tempo, na tribo dos Caiapós, houve uma grande seca, a comida estava acabando, os índios estavam morrendo de fome e a população da tribo aumentava cada vez mais.

O cacique avisou que, daquele dia em diante, toda e qualquer criança que nascesse morreria, pois, do contrário, a tribo desapareceria.

A filha caçula do cacique, Iaçá, ficou grávida e escondeu a gravidez durante os meses consecutivos na esperança de poder ficar com o filho.

Mas, antes de Iaçá dar à luz, sua irmãs mais velhas, Jacira e Jandira, deram à luz duas lindas meninas. O cacique, por cima dos lamentos e amarguras das mães, matou-as. No tempo certo, Iaçá foi para a floresta e lá deu à luz um lindo menino. Por lá ficou durante sete dias e sete noites.

Após os sete dias, voltou à tribo sem a criança. Levou a criança, depois de um mês, e apresentou ao pai e à tribo, pedindo-lhes que o filho ficasse na tribo. O pai, por ser o cacique, falou no meio da oca:

“Há luas, eu disse que toda e qualquer criança que nascesse morreria. Assim como morreram as filhas de Jandira e Jacira, o mesmo farei com o filho de Iaçá.”

Iaçá implorou ao pai que deixasse seu filho vivo, mas não foi atendida. Seu pai matou seu filho Tubiraçá. Iaçá chorou por vários dias a morte de seu filho. No sétimo dia após a morte do menino, Iaçá começou a ouvir choro de criança. Pediu aos espíritos que devolvessem seu filho.

Iaçá, na porta da maloca, viu uma grande luz e saiu. Para sua surpresa, no meio da oca estava o filho. Iaçá carregou a criança e agradeceu ao espírito por devolve-lo, porém, ao tentar andar, percebeu que seus pés haviam se transformado em raízes e seu corpo tomava a forma de uma bela palmeira e seu filho de um belo e lindo fruto.

Pela manhã, todos da tribo viram aquela bela árvore, e o cacique Tupi agradeceu o belo fruto, mas o pajé avisou: “Esta é Iaçá, que se juntou ao filho e nos deu um novo alimento”. Então, a palmeira ficou conhecida como açaí, que é Iaçá ao contrário.

fonte: Wicca Brasil: Guia de Rituais das Deusas Brasileiras, Mavesper Cy Ceridwen (leitura fundamental)

9 de mai. de 2011

Deusa Matsu

(autoria desconhecida)

Deusa chinesa protetora dos que trabalham no mar ou dele tiram seu sustento.
Se não puder estar perto do mar nesse dia, entre em contato com a deusa jogando pétalas de flores em uma bacia com água salgada.
também conhecida como Rainha do Paraíso.
De acordo com a lenda, ela nasceu em 960 (durante a Dinastia Sung) como a sétima filha de Lîm Goan na Ilha Meizhou, Fujian.
Há muitas lendas envolvendo ela e o mar.
Ainda que tenha começado a nadar tarde, com 15 anos, logo virou uma ótima nadadora.
Usava um vestido vermelho para guiar os barcos de pescadores para a costa, mesmo durante tempestades.
Há pelo menos duas versões envolvendo sua morte.
Em uma delas, ela morreu em 987 com 28 anos, quando escalou uma montanha, subiu aos céus e tornou-se uma deusa.
Outra versão da lenda diz que ela morreu de cansaço após nadar muito em busca de seu pai aos 16 anos.
Após sua morte, as famílias de muitos pescadores e marinheiros começaram a rezar em honra de seus atos de bravura tentando salvar aqueles ao mar.
Sua adoração espalhou-se rapidamente.
É representada normalmente usando um vestido vermelho e sentada em um trono.

7 de mai. de 2011

Deusa Pandora

ANTES DE ZEUS E DA MITOLOGIA DISTORCIDA PELOS MONGES CRISTÃOS PANDORA ERA UMA DAS FACES DA GRANDE MÃE...

Divindade criada pelos deuses do Olimpo sob a ordens de Zeus para a vingança contra a humanidade por esta ter recebido de Prometeu o segredo do fogo, o que dava a ela a possibilidade de dominar o mundo e todos os seus outros habitantes. Zeus tramou a sua vingança mandando que Hefestos moldasse uma estátua de uma linda donzela e chamou-a deu-lhe o nome, e ordenou a cada um dos deuses dessem-lhe um de seus dons. Vários encantos foram colocados na criatura, por exemplo Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apolo, a música. Em seguida Zeus pediu ainda que cada imortal escolhesse um malefício para a humanidade e os depositasse em uma caixa, que a donzela levava às mãos, a caixa de Pandora. Então ela desceu à terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu, o irmão de Prometeu, e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado um mundo sem doenças ou sofrimentos, viu-se assaltada por inúmeros malefícios. Ela tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse: a esperança. Assim o novo mito tornou-se a doadora de talentos divinos e de todos os males da humanidade. Certa manhã os homens descobriram uma colina coberta de arbustos com frutos vermelhos. Eles começaram a banquetear imediatamente. Depois de um estremecimento, uma fenda abriu-se no topo do morro, e dela emergiu a Deusa com suas serpentes terrenas. Os mortais estavam paralisados de medo, mas a deusa acalmou-os dizendo: - Eu sou Pandora, a Doadora de todos os Presentes - e retirou a tampa de seu grande jarro. Dele tirou uma romã, que se tornou uma maçã, um limão, uma pera, ... - Eu trago árvores cheias de flores que dão muitos frutos, árvores retorcidas com olivas penduradas e essa videira que irá sustentar vocês -. A deusa pegou no jarro uma porção de sementes as quais espalhou pela colina e continuou seu discurso. - Eu trago a vocês plantas para matar a fome e para curar a doença, para tecelagem e tinturaria. Sob a minha superfície vocês encontrarão minerais e argilas de inúmeras formas. Eu trago maravilhas, curiosidade e memória. Eu trago sabedoria. Eu trago justiça com misericórdia. Eu trago laços de cuidado e de comunhão. Eu trago coragem, força e persistência. Eu trago amabilidade para todos os seres. Eu trago as sementes da paz.

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