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Abençoados sejam todos!

24 de mai. de 2011

Deusa Fortuna

(autoria desconhecida)

Uma deusa romana que trazia com ela a sorte fosse esta boa ou má. Em algumas figuras ela era retratada segurando um leme de timoneiro, com o qual poderia dirigir o destino dos homens, uma cornucópia por onde fluía toda a abundância e um globo que simbolizava a oportunidade.
Mas a roda foi o símbolo mais usado da deusa pois servia como um lembrete de que a sorte pode não durar muito. Em um momento ela está no alto, em outro, em baixo. Isso quer dizer que não há certezas na vida a não ser a própria incerteza.
Era filha de Júpiter e Roma dedicava-lhe o dia 11 de junho. Naquela época os escravos eram excluídos das celebrações e dos ritos religiosos. Mas tinham permissão para assistir a este Festival dedicado à deusa da Fortuna. Uma forma de demonstrar que a sorte não respeita hierarquia e nem condição social.
Na mitologia grega, recebe o nome de Tique. A deusa que simbolizava tudo o que havia de bom e de ruim na face da terra, de forma aleatória, pois era representada com os olhos vendados, tal qual a figura da Justiça. Significava que todos os seres humanos tinham a mesma oportunidade de viver os ciclos da sorte e da má sorte que essa deusa trazia.

22 de mai. de 2011

Deusa Tríplice

(autoria desconhecida)


A tríplice deusa da tradição celta, donzela, mãe e anciã, é honrada hoje.
Coloque 3 rosas em um vaso com água representando os 3 aspectos da Deusa (uma flor em botão, uma semi-aberta e uma completamente aberta). Peça então à donzela coragem, a pureza e a busca pelo conhecimento. A mãe amor, poder, proteção e carinho maternal e à anciã, sabedoria, conhecimento e renovação.

Entendendo...
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições.

Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio feminino ou grande mãe.
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação.
É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade.
É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.
Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.
A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
A Deusa é a Mãe universal.
É fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos.
Ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante.
Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a Terra dormente, coberta de neve. Ela dá à luz em abundância.
Mas, uma vez que a vida é um presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.
Esta ( a morte) não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência não-humana entre duas encarnações.
Uma vez que a Deusa é a Natureza, toda a natureza, ela é tanto a ninfeta como a velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo.
Porém, apesar de Ela ser feita de ambas as naturezas, a Magia Natural a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor e da abundância, mesmo sabendo que seu lado obscuro também existe e tem o seu papel e importância.
Nós A vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano e no primeiro verdejar da primavera.
Ela é a incorporação da fertilidade e do amor.
A Deusa é conhecida como a rainha do paraíso, Mãe dos Deuses que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados para honrá-la, como o caldeirão, a taça, flores de cinco pétalas, o espelho, colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... para citar uns poucos.
Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas.
Algumas culturas incluíram o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha.
Todos esses animais são sagrados a Deusa!
A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça (relacionada a Ártemis ou Diana) ;
uma deidade celestial caminhando pelos céus com pó de estrelas saindo de seus pés;
a eterna mãe com o peso da criança;
a tecelã de nossas vidas e mortes;
uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres.
Mas independente de como a vemos, Ela é onipresente, imutável, eterna.
A adoração à Deusa foi a primeira Religião estabelecida pelos seres humanos.
Muitas evidências arqueológicas, que incluíam estátuas, amuletos, cerâmicas, pinturas na cavernas e outras imagens indicando a veneração à Deusa, foram descobertas comprovando a existência de um culto primordial, no qual uma Divindade Criadora feminina era adorada.
Merlin Stone, em When God was a Woman (Quando Deus era uma Mulher), relata:
“Arqueólogos localizaram evidências de adoração à Deusa antes das comunidades do período Neolítico, cerca de 7.000 a. C.; algumas das esculturas datam do Paleolítico Superior, cerca de 25.000 a. C. Desde as origens Neolíticas, sua existência foi comprovada repetidamente até os tempos romanos.”
A evidência mais convincente de adoração à Deusa vem de numerosas esculturas de mulheres grávidas com seios, quadris, coxas, nádegas e vulvas exagerados.
Essas imagens forma intituladas pelos arqueólogos como estatuetas de Vênus, ou ídolos do culto à Grande Mãe.
Elas são feitas de pedra, osso, barro e foram descobertas perto dos restos de paredes das primeiras habitações humanas.
Estas estátuas foram encontradas na Espanha, França, Alemanha, Áustria, Checoslováquia e Rússia e parecem ter pelo menos 10 mil anos.
Essas esculturas não significam meras decorações das pessoas que as criaram, mas são, sim, objetos profundamente importantes porque representam o meio pelo qual os seres humanos se expressavam antes mesmo de começarem a utilizar a fala.
A arte, através da história, sempre revelou o que as culturas valorizavam e o conhecimento que tentavam passar às gerações futuras.
Claramente o parto, a maternidade e a sexualidade feminina eram considerados sagrados.
Isso nos mostra que essas culturas tiveram pouco ou nenhum conhecimento do papel do homem na reprodução.
Para todos, a mulher concebia o bebê por ela mesma.
Sexo não era associado com o parto, e as mulheres foram consideradas as doadoras exclusivas da vida.
Até hoje, alguma culturas isoladas na Terra acreditam que o homem não tem participação nenhuma na concepção.
Além disso, como o conceito de paternidade ainda não tinha sido entendido, as crianças só pertenciam à mães e à comunidade.
Crianças “ilegítimas” não existiam.
As crianças levavam o nome de suas mães e a família descendia pela linhagem materna.
Esta estrutura social, baseada na afinidade feminina, é chamada de “matrilinear” e ainda existe em algumas partes da África, Índia, Melanésia e Micronésia.
A adoração da Deusa nas culturas antigas incluía o papel principal das mulheres nos trabalhos religiosos e nas celebrações sagradas.
As mulheres eram as grandes Sacerdotisas, Adivinhas, Parteiras, Poetisas e Curandeiras.
Elas presidiam templos erguidos somente a Deusas como Ishtar, Ísis, Brigit, Ártemis e Diana, que estão entre as mais populares.
Do envolvimento das mulheres com a religião vieram muitos avanços, como o conhecimento do poder das ervas, que curavam os doentes e aliviavam a dor do parto, até o primeiro calendário, o calendário lunar, que foi utilizado por muito tempo e que pode ter-se originado no procedimento de mulheres que observavam seus ciclos menstruais e os comparavam com os ciclos da Lua. Além da astronomia, as mulheres desenvolveram também os idiomas, a agricultura, a culinária, a cerâmica e muito mais.
As contribuições das mulheres para as culturas humanas são inúmeras e nunca tiveram o devido crédito e valor.
A Deusa é o princípio Divino Feminino, a Divindade suprema adorada nas práticas Pagãs.
É difícil definir a Deusa em alguns parágrafos, mas a versatilidade é uma de Suas características mais interessantes.
Para alguns Ela é a única Divindade existente.
A Deusa não é necessariamente vista como uma pessoa, mas uma força multifacetada de energia que se expressa em uma variedade de formas e pode ter inúmeros nomes diferentes.
Ela foi chamada Ishtar, Astarte, Inanna, Lilith, Ísis, Maat, Brigit, Cerridwen, Gaia, Deméter, Danu, Arianhod, Ceridwen, Afrodite, Vênus, Ártemis, Athena, Kali, Lakshmi, Kuan-Yi, Pele e Mary, entre muitos outros nomes.
A Ela foram atribuídos muitos símbolos, como serpentes, pássaros, a Lua e a Terra.
A Deusa é a Criadora de todas as coisas e, ao mesmo tempo, a Destruidora.
Tudo vem Dela e tudo retornará a Ela.
A Deusa está contida em tudo e vive na Terra, nos céus, no mar, em cada botão de flor, em cada pingo d’água e em cada grão de areia.
Ela não é um Ser distante e intocável, mas sim uma Divindade que está aqui conosco, vive e se manifesta em cada um de nós.
Ela é a Virgem, a Mãe e a Anciã.
Ela é você, Ela é eu, Ela é tudo e todos.
Nas práticas Pagãs, a Deusa possui três aspectos distintos.
A Triplicidade da Deusa se refere a três estados distintos da mesma divindade.
Cada um desses aspectos tem suas características particulares, distintas das outras, e cada uma delas traz a possibilidade de serem relacionadas com aspectos internos de nossa psiquê:
A Virgem, a Mãe e a Anciã, os seus aspectos reverenciados por toda a humanidade desde tempos imemoráveis.
A Virgem representa os impulsos, o começo, e está relacionada à Lua Crescente.
A Mãe é a Doadora da Vida, a Grande Nutridora, e está associada à Lua Cheia.
A Anciã é a detentora da sabedoria, a Grande Conhecedora e Transformadora, e está associada à Lua Minguante.
A Deusa é abrangente porque pode ser tudo que você quiser que Ela seja.
A maioria do seguidores da Deusa compartilha algumas convicções em comum.
Starhawk, uma das mais atuantes Bruxas modernas e autora de Dança Cósmica das Feiticeiras, afirma que três princípios da religião da Deusa são: a imanência, a interconexão e a comunidade. Imanência é o meio pelo qual todos os seres estão relacionados e a forma como estamos unidos ao Cosmo.
Como comunidade, crescimento e transformação passam por interações íntimas, basicamente, a lei da Deusa é Amor – Amor Incondicional.
Ela não tem nenhuma ordem a ser seguida a não ser o Amor, em todas as suas manifestações e formas.

A Conexão com as Três Faces da Deusa

Celebre a Deusa em todas as suas formas e aspectos divinos.
Possa suas imagens e palavras inspirar
E lembrar você que Ela está sempre presente
E merece seu respeito e cuidado.
Ouça o Seu canto, pois Ela canta em tudo o que há!

Entrar em contanto com as faces da Deusa significa saber o que esse períodos (juventude, maturidade e velhice) podem nos trazer de positivo e o que aprendemos e poderemos aprender com eles.
Conecte as três faces da Deusa através destes simples rituais.

Donzela
Dentre as três faces da Deusa, a Donzela ou, como também é chamada, a Virgem é a mais jovem, relacionada com os descobrimentos e aspectos mais criativos de nossa personalidade.
Ela é a inocência e despreocupação, a alegria de viver.
Está associada com a Primavera e é festejada em Ostara.
O termo Donzela ou Virgem não se refere ao sentido sexual, mas sim ao aspecto de inocência e independência.
A Virgem é a dona e responsável por si mesma.
Os nomes recebidos pela Donzela variam de acordo com as distintas culturas em que a encontrarmos. Damos como exemplos:
Ártemis: Deusa romana dos bosques e da caça, tida como a eterna Virgem.

Rituais que usam a face Virgem da Deusa:
Qualquer novo início, ou até mesmo esperanças e planos para novos começos.
Quando assumimos um trabalho novo ou planejamos solicitar um novo trabalho.
Durante os “primeiros passos” das novas ideias.
Sempre que você planeja ou começa um ciclo completo em sua vida.
Sempre que você começa uma fase nova em sua vida.
Quando se muda para uma nova casa ou apartamento.
Ao entrar em uma nova escola ou voltar a estudar depois de um longo tempo.
Qualquer jornada que esteja conectada com mudanças antecipadas.
Começo de uma relação nova, amor ou amizade.
Planos para engravidar.
Nascimento de uma criança.
A primeira menstruação de uma menina.
O início da puberdade de um menino.
Os animais associados ao aspecto Virgem da Deusa são os Cervos e qualquer outro animal silvestre.
O aspecto Virgem da Deusa representa a mocidade, a excitação da conquista dos desejos, e a novidade da vida e da magia. Na idade humana ela estaria entre a puberdade e os vinte anos.
As cores dela são suaves e claras, como branco, cor-de-rosa suave ou amarelo-claro.

Meditação para Conexão com a Donzela

Material necessário:
Um Cálice com água;
Duas velas brancas;
Margaridas;
Pétalas de rosas brancas.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico de forma usual e então invoque a Donzela com as seguintes palavras:

Deusa e amada Caçadora, venha a mim.
Donzela do Coração Indomado, venha a mim.
Você, que anda pelas florestas, venha a mim.
Você, que é a Grande Caçadora noturna,
De olhos brilhantes, que traz o amanhecer, venha a mim.
Oh! Crescente de prata, você que é o Sonho ousado,
aquela que caminha só, venha a mim.
Jovem, Donzela, Virgem, de cabelos enfeitados de flores e folhagens,
parceira de pássaros e cães, caçadora Selvagem dos céus, venha a mim.

Acenda as duas velas brancas, coloque o Cálice no meio das velas e preencha-o com as pétalas de rosas brancas.
Enfeite o seu Altar com as margaridas, enquanto reflete e medita sobre os atributos da Donzela: Os novos inícios
A luta
A criança
O amor
O companheirismo
A audácia
A força de vontade

Medite sobre esses atributos e o que eles significam para você.
Enquanto isso, enfeite o seu Altar com as margaridas.
Coloque algumas delas nos cabelos e continue a refletir nos atributos da face Virgem da Deusa. Entoe uma canção de sua infância, que sua mãe cantarolava para que você dormisse.
Continue refletindo sobre os atributos da Donzela e deixe o seu canto levá-lo até um bosque silencioso e repleto de paz.
Sinta a harmonia desse lugar, o cheiro, as cores e comece a caminhar pelo bosque.
Imagine uma moça jovem e bela, vestida de branco e carregando um Cálice de cristal com água, vindo em sua direção.
Ela é a Donzela que veio abençoa-lo e trazer sua magia até você.
Ela lhe oferece o Cálice, dizendo a você que beba o líquido contido nele.
Você pega o Cálice, toma a água e sente-se renovado, tranquilo e harmônico ao ingerir o conteúdo do sagrado Cálice da Donzela.
Você entrega o Cálice a Ela e agradece-lhe.
Ela toca a sua testa e você percebe que todo o seu ser brilha ao toque da Deusa.
Ela o está abençoando com a Sua energia de vida, juventude e força.
Deixe o poder da Donzela atuar sobre você.
Sinta-se preenchido pela luz da Deusa, enquanto Ela vai se afastando lentamente de você.
Volte pelo mesmo caminho pelo qual você veio e comece a cantar novamente a mesma melodia que o levou ao bosque. Cante e deixe que ela lhe traga a realidade novamente, e aos poucos, sinta-se no lugar onde você começou sua jornada.
Pegue o Cálice com água, que se encontra sobre o seu Altar, beba um gole de sua água.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo, tendo a certeza de que a Donzela o abençoou.

Deusa Mãe
A face Mãe da Deusa é tida como a da eterna doadora da vida.
Esta foi uma das primeiras representações religiosas expressas pelos seres humanos.
É a esse aspecto da Deusa que estão associadas todas as imagens que foram encontradas em escavações de sítios arqueológicos, como a Vênus de Willendorf.
Algumas imagens mitológicas atribuídas à Mãe são tidas tanto como criadoras quanto destruidoras.
Podemos ver isso como a própria Natureza em todos os seus aspectos.
Existem numerosos exemplos que poderiam ser associados ao aspecto da Deusa Mãe:
Deméter: Encarregada da fertilidade da terra e das colheitas.
Ísis: Chamada também de a Grande Mãe Criadora e Doadora da Vida.
Badb: A Deusa celta que forma uma trindade junto com Anu e Macha. Possui um caldeirão como símbolo do ventre.
Freya: Considerada a líder das Disir, as matriarcas Divinas. Está intimamente ligada à Magia e aos gatos.

Temas de Rituais que usam a face Mãe da Deusa:
Projeto de alegria e conclusão.
Quanto o parto está próximo.
Necessidade de força para finalizar algum assunto ou situação mal-resolvida.
Bênçãos e proteção.
Especialmente a mulheres que são ameaçadas por homens.
Direção em decisões da vida.
Matrimônios.
Achando ou escolhendo uma companheira ou um companheiro.
Escolhendo ou aceitando um animal.
Proteção de vida aos animais.
Fazendo escolhas de qualquer tipo.
Buscando por períodos de paz.
Intuição em desenvolvimento psíquico.
Direção espiritual.

A Mãe é aquela que se volta para a nutrição, a preocupação e a fertilidade; é uma mulher no início da vida e no cume do seu poder.
Ela protege e assegura a justiça.
Na idade humana, seria uma mulher por volta dos trinta anos.
As cores dela são um pouco mais fortes que as da Virgem, como vermelho, verde, cobre, púrpura, azul.
Os animais associados ao aspecto Mãe da Deusa são o gato e a pomba.

Meditação para Conexão com a Mãe
Material necessário:
Um cálice com vinho;
Uma vela vermelha;
Caldeirão;
Ramos de trigo.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico.
Coloque a vela vermelha no interior do Caldeirão.
Enfeite o seu altar e o Caldeirão com os ramos de Trigo e então invoque a Deusa:

Deusa Mãe, cujos ossos e sangue são a Terra, venha a mim.
Deusa nutridora e bondosa, fertilidade da Terra, fogo da Lareira, venha a mim.
Mãe natureza, criadora do mundo e poderosa frutificadora, venha a mim,
Senhora, venha com a sua força plena e brilhante,
venha a mim, Senhora.

Acenda a vela do Caldeirão e olhe para a chama, meditando sobre os atributos da face Mãe da Deusa:
Bondade
Criação
Nutrição
Bênção
Proteção
Auxílio espiritual
Frutificação.

Medite sobre esses aspectos regidos pela Deusa, olhando fixamente para a chama da vela.
Feche os olhos e visualize uma mulher madura vindo da escuridão ao seu encontro.
Ela é a Grande Mãe, a Criadora de tudo e de todos.
Ela caminha em sua direção sorrindo e carregando um ramo de trigo e uma cornucópia nas mãos. É a nutridora, a Deusa da fertilidade e da abundância.
Ela sorri para você enquanto vertem moedas, grãos e frutas de sua cornucópia, ao vir em sua direção.
Pede que você abaixe e pegue uma das moedas.
Você assim o faz e entrega a moeda a Ela.
A Deusa traça um símbolo sobre a moeda e lhe devolve, dizendo que é um presente dela para você.
Aos poucos você percebe que de sua cornucópia não vertem mais moedas e grãos, mas sim uma poderosa luz que começa a envolver todo o seu ser.
Essa luz lhe traz vida, abundância, fartura e prosperidade.
Sinta a energia da Deusa fluir para você.
Aos poucos a luz vai se dispersando e você percebe que a figura da Deusa se dispersa junto com a luz.
Agradeça a Ela e sinta-se retornando aos poucos à sua consciência normal.
Tome um gole de vinho, despeje um pouco dele dentro do Caldeirão como uma oferenda à Deusa. Agradeça à Mãe e destrace o Círculo.

Anciã
Sem a Virgem não há começos, sem a Mãe não há vida e sem a Anciã não há o fim.
A Deusa Anciã é o aspecto menos compreendido e o mais temido, já que nos leva inevitavelmente a refletir sobre a morte.
A Anciã foi reverenciada nas antigas culturas como regente do Submundo, visto antigamente como um lugar de descanso das almas entre as reencarnações.
Obviamente todos nascemos e morremos, e a função da Deusa Anciã é nos acompanhar durante a última etapa de nossa vida, preparando-se para o Outro Mundo.
Os exemplos associados à Deusa Anciã são:
Hécate: Entre os gregos, chamada de Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.
Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.
Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de “As três Morrigans”.

Temas de Rituais que usam a face Anciã da Deusa:
Relações, trabalhos, amizades e amizades que estejam terminando.
Menopausa ou sintomas de envelhecimento.
Divórcio.
Um reagrupamento de energias necessárias para o término de um ciclo de atividade ou problema.
Tranquilidade antes de pensar em novas metas e planos.
Quando as plantas estão prontas para o Inverno.
Morte de uma pessoa ou animal.
Contemplação ao término de seu próprio ciclo da vida.
Mudança de habitação ou trabalho.
Necessidade de forte proteção contra ataques nos níveis físicos ou psíquicos e aborrecimento no plano dos espíritos.
Entendimento dos mistérios mais profundos.
Desenvolvimento dos estados de transe ou comunicação com o outro mundo.

A Anciã é um ser de sabedoria da idade avançada.
Ela é a Bruxa e conselheira.
Preocupa-se com a Virgem e com a Mãe.
Ela é lógica e pode ser terrível em sua vingança.
Na idade humana, ela teria aproximadamente 45 anos ou mais.
Dos três aspecto, o mais difícil de ter correspondência com a idade humana é o da Anciã.
As cores tradicionais dessa face são: preto, cinza, púrpura, marrom ou azul da meia-noite.
O aspecto negro da Deusa nos ensina que, assim como tudo na Natureza se move em ciclos, nossa vida segue o mesmo fluxo, e devemos aceitar a morte como uma passagem a outro estado, tão válido e parte da vida quanto o próprio nascimento.
Os animais associados à Deusa Anciã são a coruja, o corvo e o lobo.

Meditação para Conexão com a Anciã
Material necessário:
Caldeirão;
Um carretel de linha preta;
Uma vela preta.
Procedimento:
Trace o Círculo Mágico e então invoque a Deusa na sua face de Anciã:

Senhora da Sabedoria, venha a mim.

Grande Transformadora e Sábia, venha a mim.
Deusa do Caldeirão sagrado, venha a mim.
Você, que nos conduz ao instinto seguro através dos seus mistérios, venha a mim.
Poderosa Bruxa, Guardiã da força da Virgem e Portadora do Amor da Mãe, venha a mim.
Você que, por entregar seu amor em liberdade, é sempre Virgem, venha a mim.
Você, que conhece a força e segredo de todos os ritos, venha a mim.
Esteja comigo, Senhora.
Grande Conhecedora dos mistérios da vida, venha a mim.

Coloque a vela preta no interior do Caldeirão e acenda-a.
Comece a desenrolar o carretel, meditando sobre os atributos da Anciã:
Mistérios
Sabedoria
Transformação
Exterminação
Poderes ocultos
Encantamentos
Força mágica

Continue desenrolando o carretel, tendo em mente que ele representa o fio de sua vida.
Coloque a linha desenrolada dentro do seu Caldeirão, circundando a vela, e continue a meditar.
Feche os olhos e sinta as batidas do seu coração.
Deixe que o pulsar dessas batidas o leve até um Círculo de pedras envolto por brumas.
Aos poucos essas brumas começam a se dissipar e você visualiza uma Anciã envolvida por um manto, vindo em sua direção.
Ela apoia-se num cajado e caminha lentamente, vindo ao seu encontro .
Ela é Anciã que atravessou os Mundos para encontrar-se com você.
Ela se aproxima e então pergunta o porquê de sua ida até aquele lugar sagrado e o que você quer dela.
Converse com Ela e responda às suas indagações.
Diga que você foi ao encontro dela para conhecer os seus mistérios.
Peça-lhe conselhos e orientações.
Deixe que Ela o oriente.
Depois de conversar tudo o que era necessário, Ela o abençoará com o seu cajado, traçando um grande Pentagrama de luz sobre você.
Deixe o poder Dela atuar sobre a sua mente e corpo.
Ela está partilhando o Seu poder com você para que se torne ainda mais poderoso e sábio.
Agradeça-lhe a bênção, enquanto Ela se afasta vagarosamente de você.
Sinta as batidas do seu coração novamente e deixe que o seu pulsar traga-o à realidade novamente.
Lentamente sinta o seu ser e abra os olhos.
Agradeça à Deusa e destrace o Círculo Mágico.

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com

20 de mai. de 2011

Deusa Flidais

Deusa Celta das Florestas e da sensualidade.


Esta deusa atua nos bosques. É um misto entre Diana e Afrodite. Nos ensina seus mistérios e nos guia pela vida com objetivo.
Flidais tem muita magia e gosta de pós e poções com gliter.
Quando invocá-la use incenso de ervas e deixe um copo com água ao lado. Peça-lhe socorro nas direções, peça-lhe que lhe ensine a ser bela e sensual. Quando precisar buscar algo, seja um emprego ou um amor ou até uma ideia para um feitiço, assim como metas e proteção.
Linda Flidais, senhora das Florestas, vinde ao meu encontro, chega perto de mim. Pegue minha mão e guie meus caminhos, cura-me com ervas, remove meus espinhos. Senhora Flidais, afasta aqueles que me querem mau, me ensina a pular as pedras, acender a fogueira que da luz, o amor divino e faz-me bela (belo) como vós.
Para cura de animais, invoque sempre Flidais. Ela virá em consolo, trará o auxílio, guiará os espíritos. Peça sempre a Flidais que todas as questões com animais ela irá solucionar.

fonte: http://dicadebruxa.blogspot.com

Deus Angus Mac Oc

O DEUS DO AMOR
Deus do Amor Celta – Cultuado na Irlanda e com outros nomes e todas as tribos celtas este deus muito namorador. Filho do deus Dagda e Boann era o filho mais jovem. Sua beleza e poder de sedução encantavam e também davam trabalho.
By Wiki: Possuía uma harpa dourada que produzia uma música de irresistível doçura e dizia-se que os seus beijos se transformavam em pássaros que transportavam as mensagens de amor.

Invoque-o toda vez que quiser viver um amor romântico, aprender a amar ou desbloquear em você as coisas que lhe impedem de amar, desde feitiços a padrões internos. Nossos medos e preceitos podem estragar muita coisa, muita coisa mesmo, então vamos a DICA DE BRUXA:

Invoque angus:
Angus Mac Og, Senhor filho de Dagda, senhor do amor e da beleza, cuja música encanta como o brilho do orvalho na primavera. Vinde até mim neste momento, concedei-me tua presença. Transforme tudo dentro e fora de mim, para que o amor apareça. Me ensine a amar de verdade, me permita se amada (o), me liberte de todas pedras, maldades e amarras, me ligue a quem me fizer feliz e a quem eu fizer feliz. Que ao todo sejamos dois, eu e ele (ou eu e ela), seres de puro amor, prosperidade e virtude, vibrando no amor de Deus e com tua benção de plenitude”.
Ofereça a ele 10 rosas, 5 vermelhas e 5 cor de rosa. Acenda uma pequena fogueira em sua homenagem (mesmo que seja de álcool dentro de uma panela velha), e enfeite sua casa com cravos e rosas.

19 de mai. de 2011

Orixá Oxalá

Oxalá: orixá da FÉ.

Domingo é o dia da semana regido por Oxalá, o mais importante, mais respeitado e valorizado de todos os orixás. Também chamado de nosso Pai Oxalá ou Obatalá.
Quem nasce num domingo recebe suas influências. São pessoas audaciosas, revolucionárias e incansáveis. A todo momento estão querendo criar coisas novas ou melhorar o que já existe. Herdam deste orixá o equilíbrio, a serenidade e o desejo de levar uma vida tranquila.
É o orixá que rege o céu, o mar e a terra. Seu poder é enorme. Foi da sua união com Iemanjá, que nasceram quase todos os outros orixás. É o portador da paz e da benevolência, símbolo da sabedoria, inteligência e engenho.
Se apresenta de duas maneiras: Oxalá jovem, chamado Oxaguiã, sincretizado com o menino Jesus, e Oxalá mais velho, chamado Oxalufã, sincretizado com o Sagrado Coração de Jesus, com a Virgem das Graças (no Caribe), com Jesus de Nazaré e o Senhor do Bonfim, no Brasil.
O símbolo de Oxaguiã é uma espada, chamada idá e sua cor é branco mesclado com azul. E o de Oxalufã é uma espécie de cajado em metal, chamado ôpá xôrô e tendo somente o branco como cor.
Seus dias de festa são 24 de dezembro, dia primeiro e 19 de janeiro. Mas essas datas podem variar de acordo com as linhas de transmissão. Até o seu dia da semana também varia. Há quem diga que é quinta-feira ou sexta-feira.
Oxalá traz a memória de outros tempos, as soluções já encontradas no passado para casos semelhantes. É o orixá que representa o conhecimento empírico. É o responsável pela existência de todos os seres do céu e da terra.
O seu campo de atuação é a religiosidade dos seres. Ele estimula a fé nas pessoas. Fé seria a palavra que melhor define Oxalá

fonte: Agenda Esotérica

Deusa Sarasvati

Sarasvati - a " DEUSA DA ARTE " - reverenciada dia 16 DE MAIO

Sarasvati

" DEUSA DA ARTE "

A imagem de Sarasvati é retratada frequentemente com o branco. 

Ela é descrita frequentemente com dois ou quatro braços. 

Nas duas mãos direitas ela segura um broto de loto e um rosário. 

Nas duas mãos esquerdas ela normalmente tem um livro e uma vara de cana de açúcar.

Além destes objetos Sarasvati pode segurar uma seta, uma concha, um sino, ou uma vina (um instrumento de fio). 

Em certas representações ela pode ter mais braços e cabeças. 

Ela pode ser assentada em um cisne, leão, ou em um loto. 

O cisne vem de Brahma que é o pai dela ou marido (dependendo de que história vocês leram). 

O cisne é um pássaro superior para representar espiritualidade é a encarnação de Vishnu. 

A palavra em sanskrito para cisne (ahamsa) é o nome de Brahma.

Ahamsa também é o nome do mantra de japa que, quando falado, representa um som supremo em realidade, este som é o conhecimento da liberdade.

O uso da cor branca é significante em seu simbolismo. 

O branco é a aparência é a beleza da lua cheia. 

Os olhos brancos são como o lótus.

Durga, Radha, Lakshmi, Savitri, e Sarasvati representam as cinco formas de Prakriti. 

Há três cores que representam o três gunas do Prakriti.

A cor branca de Sarasvati representa o guna de Sattva e representa conhecimento, refinamento, memória, e inteligência nos adoradores.

Sarasvati é a Deusa eloquente da aprendizagem e da fala como também a deidade protetora das artes. 

Além do nome de Sarasvati ela também é conhecida como Vac, Vagdevi, Vagisvari, Vani, Sarad, Bharati, e Vinapani.

Sarasvati é a cônjuge de Brahma.

Sarasvati na mitologia hindu, é uma jovem e bonita deusa da fertilidade, procriação, purificação e literatura.

A nota chave de Sarasvati é AIM.

Que de vê ser cantado assim: 

Om AIM Sarasvatie namaha.

SARASWATI é o arquétipo de Criatividade Humana.

Como cônjuge de Brahma, Sarasvati, é a Deusa da aprendizagem e das ciências criativas. 

No Hinduísmo, o aspecto Absoluto é descrito pela Divindade masculina, e a Divina Forca ativa-criativa pela energia feminina ou Shakti. Da mesma maneira que Kali representa Shakti em sua natureza preta ou feroz, Sarasvati, representa em branco ou forma moderada. Assim ela é deusa da fala, poesia, música, e ciência. 

Ela é descrita com um veena, o cisne; em uma mão segura um livro sagrado, na outra concede bênçãos.

Orações para Sarasvati, trazem inspiração artística. 

Sarasvati, é o Esclarecimento, aspecto de Sabedoria da Mente Cósmica.

Sarasvati, é a Deusa de inspiração e beleza em criação. 

Mover-se pelo yantra dela é descobrir a essência de criatividade em fala, música e nas artes visuais, e assim experimentar o estimulo destas qualidades dentro do Ego.

Sarasvati, a deusa hindu do conhecimento e cultura, é a incorporação de verdadeira sabedoria. 

Se estiver sentada no trono de lótus, ela simboliza conhecimento espiritual como também o refinamento das artes; os cisnes ao lado dela são para poder separar leite de água - um ato que simboliza a habilidade para discriminar entre ações que são boas e sábias e as que são ruins.

Sarasvati, é creditada na Índia como a criadora da civilização: do primeiro alfabeto, as artes, matemática, música, e magia.

É dito que o brilho dela representa a luz poderosa e pura da sabedoria. 

Sabedoria capaz destruir a escuridão da ignorância. 

fonte :  http://www.sintoniasaintgermain.com.br/sarasvati.htm

 

Simbolismos de Sarasvati

Sara – “essência”.

Sva – “o seu próprio”

É aquela que nos dá a nossa própria essência, a sabedoria, o conhecimento.

Sarasvati a forma feminina do criador, Brahma.

Sarasvati representa todo o conhecimento e a inteligência que rege todas as coisas. 

O universo é organizado de uma forma inteligente. 

Ele é governado por leis. 

Leis que tornam possível o nascimento do Sol todos os dias, que rege os ciclos perfeitos da natureza, que governa o nosso corpo e a nossa mente. 

Tudo é muito bem organizado.

Sarasvati aparece nos Vedas na forma do rio Sarasvati e estava associada ao conhecimento. 

Sarasvati significa também “aquela que flui”, como o rio. 

O conhecimento também é aquele que flui da boca do mestre para o ouvido do discípulo, através das palavras. 

Vac” significa “fala”. 

O rio não tem dono. 

Se você possui uma propriedade na qual um rio cruza dentro dela, você não pode dizer que aquele rio lhe pertence, as águas do rio que momentaneamente cruzam a propriedade podem ser usufruídas por você, com cautela e responsabilidade, sabendo que aquelas águas irão banhar diversas outras pessoas. 

Assim é o conhecimento. 

Ninguém o possui, ele flui e abençoa aquelas pessoas que se banham nele.

A água é considerada um elemento purificador. 

Com a água lavamos tudo, tomamos banho. 

Da mesma forma, o conhecimento é o elemento mais purificador que existe. 

Quando se diz que ao mergulhar no Ganges  a pessoa adquire a liberação, isso é um símbolo para dizer que quando você mergulha na água do conhecimento, você adquire moksha, porque a ignorância, a impureza, é removida.

É dito que antes ela, Sarasvati , foi esposa de Vishnu, que era casado também com Lakshmi. 

Elas não se entendiam e constantemente brigavam por ciúmes. 

Vishnu, então, após uma discussão entre as duas deusas, deu Sarasvati para Brahma. 

A historinha é para ilustrar a nos chamar a atenção de que devemos ter muito cuidado, porque onde existe demasiada atenção na riqueza material, a sabedoria pode ir embora. 

E onde existe sabedoria, a riqueza não é tão valorizada.

Sarasvati usa um sari branco e está sentada em um lótus branco que representa a pureza, ou seja, uma mente sáttivica. 

A mente equilibrada e tranquila é o solo fértil para que o conhecimento frutifique. 

Então de fato o conhecimento nos conduz a perceber aquilo que realmente somos. 

O conhecimento, portanto, remove a impurezas, a ignorância.

Numa das mãos a deusa carrega os Vedas, simbolizando todo o conhecimento; 

noutra traz um japa mala, simbolizando a meditação; 

segura também uma vina, representando a arte e a música. 

A vina é dito que é um instrumento muito difícil de se tocar e por isso representa também a disciplina, necessária no caminho do autoconhecimento. 

O som produzido pela vina simboliza o escutar dos ensinamentos. 

A música e principalmente o som da vina é algo capaz de nos levar ao estado de plenitude, assim como o ensinamento, que nos revela que somos a plenitude que tanto buscamos.

Sarasvati está montada em um cisne que representa a discriminação, o veiculo pelo qual o conhecimento chega é a discriminação. 

O cisne é branco e representa aquilo que é único, Brahman. 

Sempre associado a ela há um pavão. 

O pavão tem uma multiplicidade de cores que representa a criação. 

O conhecimento é a base de toda essa criação que é tão bela e variada.

Sarasvati representa o conhecimento da criação.

O lótus no qual ela está sentada representa próprio caminho espiritual da pessoa realizada. 

O lótus ergue-se da dualidade, do lodo, em busca do Sol, o conhecimento. 

Quando o alcança, desabrocha. 

Mesmo tendo desabrochado, permanece na lama, na dualidade, contudo, é intocado por ela, pois as pétalas de sua flor são impermeáveis. 

Assim é o sábio que buscou o conhecimento e nele obteve a compreensão da unidade. 

Ele permanece no mundo, na dualidade, mas sempre com a visão não-dual em mente.

Todas as deidades estão adornadas com ouro em abundância, que simboliza a unidade independente da forma. 

Ou seja, independente da forma, pode ser um brinco, um colar, uma coroa, uma pedra, o ouro continua sendo ouro.

Mantra:  Om aim sarasvatiei namah

Curiosidade:  Benzaiten – a Sarasvati japonesa

Benzaiten é considerada a Sarasvati japonesa. 

É dito que o simbolismo de Beizaiten foi introduzido no Japão durante os séculos VI e VIII, junto com o budismo e através dos chineses e as traduções, do chinês para o japonês, do Sutra da Luz Dourada, o qual fala sobre Sarasvati e Lakshmi. 

Na imagem japonesa, ela está associada tanto à fortuna quanto ao conhecimento. 

Ela segura uma Biwa, uma espécie de alaúde japonês, o que instantaneamente nos remete à imagem de Sarasvati.

Assim como Sarasvati, ela também está associada às águas, porém as águas do oceano. 

É considerada a deusa da eloquência. 

É, num sentido mais profundo a deusa de tudo aquilo que flui como a água: as palavras, o conhecimento, a eloquência, a música. 

Posteriormente ela se tornou uma das sete deidades da fortuna japonesa.

 

Os sete deuses da Fortuna

fonte : http://www.vidadeyoga.com.br/?p=1470

É a Deusa de todas as artes criativas, em especial da poesia e da música, do aprendizado e da ciência.
Protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, escritores... e tudo relacionado à eloquência.

Besant Panchami, às vezes chamado Dawat Puja, é o Festival de Sarasvati na Índia. 

Esse festival tinha início com a limpeza de todos os potes de tinta e das penas. 

Em nossa era de computadores, devemos limpar completamente tais equipamentos. 

Na verdade, limpar toda a área da escrita, tirando o pó de todos os livros e organizando os papéis pessoais, faz parte dessa categoria. 

Os hindus consideram todas as vidas como uma participação da harmonia cósmica. Consideram todas as ações como uma forma de culto divino; diz-se que é um culto interno. 

No culto externo, seus rituais consistem em sons, ritmos, gestos, flores, luzes, incenso e oferendas, tudo isso servindo como auxílio para guiar a mente o mais longe possível do material e o mais perto do espiritual. 

Ao culto individual dá-se nome de "puja". 

O ritual é considerado necessário para estabelecer e manter contato com uma divindade específica.

fonte:  http://umapitadadecor.blogspot.com/2009/04/deusa-sarasvati.html#ixzz1MVx5EDZb

16 de mai. de 2011

Alguns Deuses Célticos Galo-Britânicos

Belenos

Também conhecido como Bel, era um deus solar céltico familiar aos romanos. Iulius Caesar equiparou-o a Apolo, o deus da profecia. Assume várias formas em todo o mundo céltico: Beli para os galeses, Bile para os irlandeses e Belenos para os gauleses. Beltaine, uma das mais importantes festividades do calendário céltico, era celebrado em 1° de maio em sua honra e seu nome sobrevive em topônimos tais como Billingsgate (“o portão de Bile”, um antigo mercado de peixes em Londres). Embora seu culto fosse largamente difundido, pouco mais é o que se sabe a seu respeito.

 

Brigantia

Seu nome significa “Elevada” ou “Rainha”. Era a deusa principal da tribo dos Brigantes, que dominava o norte da Inglaterra antes da invasão romana. Estava ligada à água, à guerra, à cura e também à prosperidade. Grandemente reverenciada, sua adoração espalhava-se por todo o mundo céltico. Ficou conhecida como Brigid na Irlanda e Brigindo na França.

 

Camulos

Era o deus dos Remi, uma tribo céltica que vivia no que agora é a Bélgica, embora haja evidência de que também era adorado como divindade da guerra no norte da Grã-Bretanha e na cidade de Camulodunum (“Fortaleza de Camulos”), a moderna Colchester. O nome da cidade forneceu a base para o da mítica cidade de Camelot. Os romanos associaram Camulos ao seu deus Marte. Diz-se que brandia uma espada invencível.

 

Cernunnos

Era um deus céltico adorado na França, bem como na Grã-Bretanha. Comumente representado sentado com as pernas cruzadas e usando uma túnica sem mangas e um colar de contas. Possui um impressionante par de chifres e o nome Cernunnos significa “o Galhudo”, o que sugere ter sido um deus dos animais selvagens e da floresta, embora também tenha sido visto como um deus da abundância. Os romanos o identificaram ao seu deus Mercúrio, o mensageiro dos deuses e guia das almas para o além. Na Irlanda medieval, os chifres de Cernunnos foram transferidos ao Diabo.

 

Epona

A deus equina céltica, ganhou a preferência do exército romano e foi representada em monumentos erguidos em sus tendas de cavalaria como uma mulher cavalgando um rápido corcel, seu manto ondulando no ar atrás dela. Até mesmo recebeu se próprio festival em Roma, em 18 de dezembro. Originalmente, é quase certo que Epona foi vista pelos celtas como uma égua, talvez semelhante ao grande cavalo branco entalhado em calcário nas encostas próximas a Wantage, no sul da Inglaterra. O fato de ser frequentemente representada montando um cavalo com um potro sugere que fosse também uma deusa da fertilidade. No mito galês de Pwyll, há uma ligação entre Epona e sua esposa Rhiannon, que é obrigada a carregar os visitantes para dentro do palácio de seu marido. 

 

Maponos

Seu nome significa “Divino Jovem”, “Grande Filho”. Deus céltico da Grã-Bretanha durante a ocupação romana, aparentemente associado aos poderes da música e da poesia. Embora seu culto pareça centralizado no norte da Grã-Bretanha (a inscrição “Deo Mapono” aparece em um santuário em Chesterholm, Northumberland), seu nome também é invocado em lugares tão distantes quanto a França, incluindo-se, talvez, as inscrições de Chamalières. Como padroeiro da música e da poesia, Maponos é usualmente ligado a Apolo Citharoedus (“tocador de lira/harpa”). Muitos comentaristas sentem que Maponos contribui para a concepção do divino jovem Mabon e Patrick K. Ford assevera que Maponos é virtualmente idêntico a Pryderi. Além disso, Eric Hamp sustenta que o verdadeiro sentido da palavra “Mabinogi” seria “o material (coletivo) pertencente ao deus Maponos”. Essa deidade também é relacionada ao irlandês Angus Óg, especialmente quando é aludido pelos patronímicos Mac Óc, Mac Óg, Mac-ind-Óc, Macc Óc, etc. Adicionalmente, Maponos pode ter contribuído para a formação das figuras arturianas de Mabuz e Mabongrain. 

 

Nodens

Era o deus britânico da cura, cujos cães mágicos também se acreditava fossem capazes de curar os doentes. Nodens foi também adorado durante a ocupação romana: as ruínas de um grande templo foram encontradas nas margens do rio Severn. Na Irlanda, tornou-se Nuada da Mão de Prata e, em Gales, Nudd da Mão de Prata, também conhecido como Llud pelos britanos.

 

Taranis

Seu nome significa “Trovejante”. Era um dos poucos deuses célticos que os romanos se identificaram e geralmente o equipararam a Júpiter. Monumentos a Taranis foram encontrados em todo o mundo céltico, das costas do Adriático às regiões setentrionais da Grã-Bretanha. É comum que seja representado com seu símbolo, a roda. A palavra “taran” ainda é usada em galês e bretão moderno para designar o trovão.

 

Teutates

Também chamado Toutatis, era um dos deuses célticos mencionados pelo historiador romano Lucanus e muitas vezes equiparado ao deus Marte. Seu nome significa “povo” ou “tribo” e bem pode ser que as muitas inscrições que o mencionam sejam na realidade dedicadas a deidades locais de uma região em lugar de a uma única figura pancéltica. 

 

Fontes:

1 Para Maponos, MacKillop, James. "Maponos". A Dictionary of Celtic Mythology. 2004.

2 Para todos os demais, Cotterell, Arthur. The Enciclopedia of Mytholoy. 1999. E não concordo com tudo que ele escreveu.

Tradução: Bellovesos /|\

15 de mai. de 2011

Deusa Jörd

(desconheço a autoria)

A MÃE TERRA

Nas antigas sociedades agrárias, a Terra, rapidamente divinizada, representava tanto o reino da morte, como o lugar onde surge a vida: a Mãe-Terra, a quem eram consagradas todas as crianças que nasciam. As mulheres nórdicas pariam seus filhos de joelho e o recém-nascido caía ritualmente no solo.
Na mitologia Universal a Deusa Terra era conhecida por vários nomes que reenviam a uma mesma e muito primitiva imagem. Assim, a Gaia grega encontrava seu equivalente em Jörd para os nórdicos Jörd é uma Asynjur que personifica a Terra (Midgard) primitiva, não cultivada e vazia. Também é chamada de Fjörgyn e Hlôdyn (1997:235 de Bellinger). É considerada a esposa ou amante de Odin (na Tetralogia, como Erda, terá de Wotan nove valquírias) e mãe de Thor.
Jörd é uma palavra usada também, para designar a Terra para os velhos nórdicos.
Como Deusa-Mãe Terra que se apresentava, as vezes, como pertencente a família dos Ases e, outras, à raça dos gigantes (esta última dá uma pista de sua antiguidade, já que os gigantes são os seres primordiais destas tradições).
Ela é filha de Nott ou Nat (A Noite) e Annar (deus da água) e irmã de Auð e de Dagr. Seu segundo marido é Ánar (o Outro). Com seu terceiro marido, pertencente a família dos Ases, terá um filho chamado Dia; não é de se estranhar já que, para as antigas sociedades, a noite precedi o dia. Já Tácito nos informou que os calendários germanos eram noturnos: as sociedades do Norte da Europa contavam o tempo por noites, como a imensa maioria dos povos pré-modernos.
E é precisamente o historiador latino o que nos fala do estendido culto à Deusa Terra-Mãe, que viaja em seu carro puxado por bois, pelos povos germanos-escandinavos e intervêm nos assuntos dos homens. Quando sai de seu santuário, em todos os lugares por onde passa reina a paz, o regozijo e o descanso.
Outras denominações de Jörd na mitologia nórdica serão Hlôdyn (provavelmente a mais antiga, foi encontrado ex-votos consagrados a ela nos séculos II e III) e Fjörgyn (significando a que "Concede a Vida"), que, segundo alguns poetas, representaria o poder da produção vegetal da Grande Deusa Terra. Se acredita que Fjörgyn represente um aspecto particular de Jörd, como figuração de vínculo entre a terra e o céu tempestuoso, pois ela era reverenciada no topo das montanhas de onde, segundo o mito, ela esperava para unir-se com o céu.
Jörd é portanto, uma Deusa tão antiga quanto a própria terra, já que é sua encarnação.
O mito narrado por Snorri, em Skáldskaparmal da a Edda Menor, nos apresenta Jörd como uma giganta.
Na memória do antigo Oriente Médio é uma Deusa da fertilidade e Mãe de toda a criação simbolizada pelo milho, pelas cobras, leões e a suástica. Não há qualquer evidência que Jörd tenha sido adorada na época dos Vikings, mas sua antiga importância e fortes ligações com o Deus Trovão são frequentemente narradas na poesia nórdica. A papoula e a romã são consagradas tanto a Jörd quanto a Thor. Cruzes feitas da árvore de romã eram cravadas no solo para invocar a Bênção do deus e da Deusa para tornar os campos férteis.