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27 de mai. de 2011

Deusa Ereshkigal

(autoria desconhecida)

A DEUSA DO SUBMUNDO

Ereshkigal é a Deusa Suméria, Rainha dos Mortos e do Mundo Subterrâneo. Seu nome significa "Senhora da Grande Habitação Inferior". Entretanto antes de ser relegada ao "kur" (palavra que significa Mundo Inferior), era uma Deusa dos grãos e morava na parte superior da terra. Caracterizava portanto, o crescimento dos cereais. Como Deusa dos grãos, era conhecida como Ninlil, sendo esposa de Enlil, um Deus Sol de segunda ordem. Como mulher deste Deus, foi violentada por marido diversas vezes, oculto em vários disfarces. Mas acabou sendo castigado pela violência perpetrada e mandado para o mundo inferior, onde toma o nome de Gugalana. A Deusa, entretanto, amava muito seu marido e seguiu-o, tornando-se então, Ereshkigal.
Sua violentação é análoga com a história de Perséfone, mas mostra a potência primitiva e paradoxal de forma mais crua, havendo em Ereshkigal muita das Gógonas e da Deméter Negra: o poder, o terror, as sanguessugas sobre a cabeça, o olhar terrível congelando a vida, a ligação íntima com o não-se e o destino. A Deusa contém e personifica as regras do mundo inferior, ao sentar-se frente aos sete juízes para receber aqueles que vêm até ela através dos sete portões de sua casa de lápis-lazúli. Em alguns mitos seu consorte era Ninazu (deus da cura) e em outros, Nergal (deus da peste, da guerra e da morte).
A violentação da Deusa, estabelece ainda, o domínio do masculino sobre a vida em sociedade, relegando o poder feminino e a fertilidade ao mundo inferior.
Em uma das primeiras violentações Ninlil-Ereshkigal por Enlil, nasceu Nana-Sin, o Deus Lua, nascido no mundo inferior antes de levantar-se para iluminar o Céu e medir o tempo com seus ciclos. Nana-Sin é o pai de Inanna, sendo portanto, Ereshkigal sua avó nessa genealogia. Ereshkigal tornou-se um símbolo da morte aterrorizada para o mundo patriarcal e foi banida para o subterrâneo. Como Kali, Ereshkigal, através do tempo e do sofrimento, dos quais, entretanto, jorra avida. Ela simboliza o abismo, que é a fonte e o fim, a base de todos os seres.

Os domínios de Ereshkigal representam uma única certeza: de que todos nós um dia morreremos. Mas devido esta certeza, esse reino é a manifestação do desconhecido, onde a vida consciente se encontra em estado de adormecimento.
O vizir de Ereshkigal chamava-se Namtar, "destino". O reino da Deusa tinha legalidade própria, à qual os Deuses da Suméria se curvavam. É a lei do grande subterrâneo, lei da realidade, das coisas como elas são, uma lei natural pré-ética e frequentemente aterrorizadora, que sempre precede os julgamentos do superego patriarcal e daquilo que gostaríamos que acontecesse. Mas Ereshkigal nunca aflorava em seu aspecto terrível. Quando os Deuses realizavam suas festas, pediam que alguém fosse buscar sua comida. Mas ela não é antagônica ao masculino, pois vivia rodeada de juízes, consortes e criados são homens e ela gera e dá à luz a meninos. Portanto, contrariando tudo o que já foi escrito, esta Deusa nos sugere que a consciência das camadas profundas do psique não é uma adversária da consciência patriarcal.

INANNA E ERESHKIGAL

Ereshkigal era irmã-avó de Inanna, que desce até seu território para assistir os funerais Gugalana (marido de Ereshkigal). Mas ela se enfurece e exige que a Deusa do Mundo Superior seja tratada de acordo com as leis e ritos destinados a todos que entram em seu reino: deverá ser trazida até sua presença nua e curvada.
Seu vizir acolhe suas ordens e a cada uma das setes portas de entrada, ele remova uma das vestes de Inanna. Agachada e nua, como os sumérios eram colocados em seus túmulos, ela é julgada por sete juízes. Em seguida, Ereshkigal mata-a e enfia seu corpo em um poste, onde se transforma em uma carne esverdeada pela putrefação. Só depois de três dias é que sua assistente Ninshubur coloca em execução suas instruções para resgatá-la. Mas é somente Enki, o Deus das águas e da sabedoria que se dispõe a ajudá-la. Resgata a Deusa se utilizando para isso dois carpidores que ele modela com a sujeira que se acumulou debaixo de sua unha. Esses entram no Mundo Inferior sem serem notados, levando o alimento e a água da vida que Enki lhes dera. Mas só asseguraram a libertação de Inanna quando compadeceram-se de Ereshkigal, que estava gemendo de dores de parto. Extremamente grata pela empatia dos carpidores, entrega o corpo de Inanna.
Depois Inanna precisará enviar alguém ao Mundo Inferior para ocupar seu lugar. O escolhido será Dumuzi, seu consorte que teria usurpado seu trono. Mas ele será protegido por sua irmã Gehstinana. Inanna decide então que ambos devem dividir a condenação, e passar seis meses cada um no mundo subterrâneo.
Esta história nos serve de modelo cósmico, sazonal, transformativo e psicológico. Este é o filme cuja projeção cura as feridas de todas nós mulheres que crescemos sob o patriarcalismo e lutamos com problemas semelhantes.

ERESHKIGAL COMO ARQUÉTIPO

Ereslilcigal é a Deusa que enfurece se for desrespeitada, mas ela não constrói um sistema de ataque, nem seus próprios limites. Vemos sua projeção na figura da mãe que se torna inimiga, se houver recusa no reconhecimento de sua sabedoria. Esta atitude equivale a anular a sua própria origem, pois Ereshkigal é a avó do Sol e das Estrelas. De seu ventre surgem as luzes celestes e os filhos da peste e da morte. É a fonte da consciência trazida pelas luzes orientadas do céu e pelas dores e medos mortais.
Há afeto, energia e legitimidade em Ereshkigal, mas há também seus olhos de morte. Arquetipicamente, esses olhos de morte são implacáveis e profundos, enfocando uma objetividade imediata que considera as pretensões, os ideais e mesmo a individualidade e o relacionamento como coisas irrelevantes. Eles também encerram e possibilitam o mistério de uma percepção radicalmente diferente e pré-cultural. Corno os olhos das caveiras em volta da casa da bruxa e deusa russa da natureza, a Baba Yaga, eles percebem com a objetividade própria da natureza e de nossos sonhos, escavando alma a dentro, para encontrar a verdade nua, e ver a realidade por trás de sua miríade de formas, ilusões e defesas.
Quando não reverenciadas, as forças de Ereshkigal são sentidas como depressão e uma abissal agonia de desamparo e futilidade, desejo inaceitável e energia destrutivo-transformadora, autonomia inaceitável, que desintegram, resolvem e devoram o senso individual de capacidade e valor. Uma mulher sob o domínio de Ereshkigal, acaba cortada de seus afetos primais, perdendo a consciência em relação a eles. Pode sentir-se presa em uma estase sem fim, incapaz de mover-se, sentindo o desespero pesado e o vazio de quem é violentada pelo seu "animus".

Ereshkigal não aceita ser reverenciada pelos modos convencionais, pois ela exige a morte, a destruição completa das diferenças, a transformação total. Somente um ato de rendição completa e voluntária poderá transformar o lado sombrio desta Deusa Escura.
Só quando formos reduzidas à dor de uma profunda depressão que adormece os sentidos e nos reduz ao caos é que nos encontraremos com a Deusa Ereshkigal. O contato com ela enraíza a mulher e aglutina sua potencialidade para confrontar o masculino e o patriarcado de igual para igual. As descidas mais profundas levam à reorganização e transformação radicais da personalidade consciente.
Todas as mulheres devem ter a ousadia de saltar para a escuridão. No alento frio do domínio espiritual, podemos experimentar nossa própria frieza, à fim de nos livrarmos da compulsão de relacionamentos que nos escravizam. Também para engrenarmos uma vida sobrecarregada e ir contra ela, a morte surge como um valor supremo.
Nós mulheres, temos uma longa história que está se tornando consciente. Não há modelos que se adaptem perfeitamente à nossa situação atual, mas por meio das lendas antigas, saberemos quais as forças deveremos servir. Está ainda para ser vivido ou até escrito a forma pela qual alcançaremos o equilíbrio e desenvolvimento individual, enquanto descemos e subimos, para novamente iniciarmos um novo ciclo.
Somos todos nós um pequeninho fragmento da história, mas contemos a promessa dela inteira. Como viajantes de um tempo que enterrou nossas Deusas, nossa tarefa de individualização é uma nota que se destaca como uma grande canção que vem sido cantada desde os primórdios.

RITUAL

Coloque uma vela preta no ponto sul de seu altar, uma vela branca ao norte e um cálice no centro. Trace o círculo.

Invocação:
Acenda a vela preta e diga:
Oh Grande Deusa Ereshkiga,
Junte-se a mim neste local sagrado.
Ajude-me a crescer,
Para que eu possa fazer diferença neste mundo.
Ensina-me a responder com amor e bondade,
Toda a crueldade que me é dirigida.
Passe o seu atame três vezes através o fogo da vela preta e diga:
Oh Deusa do Subterrâneo,
Com o fogo desta vela preta,
Ajuda-me a queimar e afastar de minha vida
Toda a obscuridade.

Visualize todas as coisas ruins saírem de você e fundirem-se com a chama da vela. Depois apage-a.
Tome um outro gole do cálice e diga:
Que esta bebida da purificação, Me deixe livre de qualquer mal.
Agora acenda a vela branca. Olhe para sua chama, observe sua cor demoradamente e diga
Ereshkigal, busco minha renovação interior. Ajuda-me a curar as feridas deixadas Do mundo que agora saiu de mim.
Faça com que volte a rejuvenescer meu interior, Para que eu possa ler mais compaixão e paciência Com aqueles que tentam me prejudicar.

Reflita sobre o processo desta renovação. Sinta que cada parte de seu corpo se torna mais forte, mais saudável, mais puro.
Diga então:

Oh Grande Deusa Ereshkigal,

Ajuda-me a levar este crescimento e renovação

Comigo para minha vida cotidiana

Apague a vela branca

Abra o círculo

Deusa Ke Anuenue

(não lembro a autoria, mas acredito que seja da Rosane Volpatto)

A DEUSA ARCO-ÍRIS

ARCO-ÍRIS, ALIANÇA ENTRE O CÉU E A TERRA

"Para que nossos olhos tenham a alegria de ver o arco-íris, primeiro precisamos sobreviver à tempestade ".

Desde os primórdios dos tempos o homem observou o arco-íris como uma ponte que uniria o Céu com a Terra, ou seja, que une nosso plano físico com o espiritual. Pode-se ainda acrescentar, que seria uma escada de cores que devemos subir para alcançarmos um nível de maior compreensão e compaixão.
Já na Antiguidade, quando os gregos observavam um arco colorido unindo o céu a terra, quebrando a monotonia do horizonte, acreditavam estar recebendo um sinal positivo dos deuses. Para eles, esse fenômeno estava diretamente relacionado a Deusa íris, mensageira da Deusa Juno, que surgia no céu caminhando por um arco formado por sete cores (violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho) para trazer mensagens divinas aos homens.
Essa imagem simbólica da natureza também está presente na Bíblia. No livro do Gênese, conta-se que, depois do dilúvio. um arco-íris surgiu por trás das nuvens, cruzou os céus e o seu brilho penetrou o solo. Essa aparição mágica seria uma mensagem do Criador anunciando o fim das chuvas e da grande inundação.
Portanto, desde as primeiras etapas da história da humanidade, a aparição esporádica e repentina do arco-íris já tinha um significado especial, oscilando entre o mítico e o religioso.
O arco-íris é um fenômeno que fascina os olhos humanos de todas as idades. Entretanto, a representação cognitiva que a mente humana criou a respeito dele é bem variável.

A LENDA DE MAKAHA

Conta-se, que em um certo tempo, sete anos se passaram sem que nenhuma gota de chuva caísse no vale da montanha de Waianae. Como chefe de seu povo. Makaha deveria buscar auxílio com o espírito ancestral, Mano ai Kanaka. Ao ser chamado em voz alta. rajadas de vento ergueram no mar grandes ondas e em meio a uma tênue névoa dourada, surgiu o mais temido tubarão do oceano, conhecido pelo nome de Mano ai Kanaka. Makaha então, jogou-se ao mar e montou-o. desaparecendo a seguir. nas profundezas das águas, onde lhe foi possível ver suculentos cardumes de peixes.
Soube então, que seu povo não mais morreria de fome. Retornou muito feliz ao vale para contar a nova notícia e conduzir seu povo ao lugar onde havia alimento abundante. Makaha conseguiu assim, salvar sua tribo e tornou-se ainda mais respeitado. O seu grande feito correu mundo e, os murmúrios subiram aos céus para serem ouvidos por Ke Anuenue, a Deusa do arco-íris, responsável em prover o vale com sua fértil chuva. Curiosa, do alto de seu arco-íris, passou a prestar mais atenção aos atos valorosos do corajoso chefe dos Waianae. Suas habilidades e coragem já haviam gerado fascinantes histórias e não demorou muito tempo para que a Deusa se apaixonasse pelo audaz mortal.
Um duplo arco-íris coloriu o céu do vale onde Makaha residia e ele passou a ouvir uma voz musical que dizia:
-"Makaha, Oh Makaha!
Venha até mim."
Seguindo o som e subindo pela estrada do arco-íris, jogou-se nos braços da Deusa. Makaha e Ka Anuenue tornaram-se ardentes amantes e ele, todos os dias lhe oferecia deliciosos presentes trazidos do mar com juras de amor eterno.
Entretanto, um dia, quando retornava da pescaria, encontrou seu povo que já o esperavam na praia. Entre eles, estava uma linda e jovem donzela, que chamava-se Maiili. Makaha encantou-se imediatamente com sua beleza e acabaram amando-se nas areias mornas da praia. Louco de paixão, esqueceu-se de seu sagrado compromisso com a Deusa.
Quando retornou ao local onde havia deixado o fruto de sua pesca, o povo já havia dividido entre si os peixes, restando-lhe somente as sobras que haviam sido refutadas. Apanhou-as e apressadamente, foi ao encontro de Ke Anuenue.

Ao olhar para a miserável oferenda, irritou-se, mas não desejando agir com hostilidade, agiu como se nada estivesse errado, mas decidiu conferir mais de perto todas as atividades de seu amado. Na manhã seguinte, do alto de seu arco-íris, Ke Anuenue viu Makaha encontrar-se novamente com Maiili na praia e desta vez, sua fúria não foi contida.
Grandes nuvens negras surgiram no horizonte, relâmpagos cortaram cruelmente o céu e uma forte chuva inundou todo o vale de Waianae. Casas, animais colheitas e o povo foram arrastados para o mar. Muito poucos sobreviveram para contar a história. No dia seguinte e por muitos outros anos não mais choveu.
Makaha perdeu seu poder e consequentemente seu cargo como chefe de seu povo. E, para que todos lembrassem do fatídico evento, gerou uma grande elevação de arco-íris sobre o alto do vale.
Só depois de transcorrido um longo tempo, a Deusa apiedou-se do povo, pois compreendeu que o amor não é um sentimento egoísta, mas sim um sentimento que abre as portas do coração secreto do tempo. Tempo esse, que se encarrega de assegurar que nada se perca ou seja esquecido.
Só através do amor é permitido habitar o reino eterno.
A Deusa arco-íris e Makaha desapareceram para viver nas profundezas da Sagrada Montanha quando o vale foi invadido e destruído por pessoas que não respeitam ou compreendem a beleza e a graça dos lugares sagrados.
Entretanto, sabemos através das profecias que pouco falta para que o arco-íris aqui chegue novamente, para iluminar a terra e tornar as coisas do jeito que eram.
O arco-íris exemplifica o poder da beleza, apesar de sua natureza transitória. É também um bom exemplo da ilusão que experimentamos neste mundo físico, que também é efêmera e transitória.


DEUSA KE ANUENUE
A religião era um aspecto predominante da vida havaiana que permeava cada aspecto das atividades diárias e cada evento significativo, tal como o nascimento, a união matrimonial, a morte, a pesca, a agricultura e a guerra.
Os antigos havaianos adoravam um número grande de deidades, sendo que alguns estavam associados as manifestações da natureza. Portanto, o bem estar da terra e de todos os seus ocupantes dependia de uma observância cuidadosa de oferendas e rituais que eram realizados em templos específicos, chamados de "heiau". Tais cerimoniais eram presididos por sacerdotes, denominados de "kahuna", que figuravam, em grau de importância, logo abaixo dos chefes governantes, justamente por estarem em contato direto com os Deuses. podendo assim, determinar a melhor maneira de se ganhar ou perpetuar o poder.
A força e a prosperidade do "chefe" estavam diretamente relacionadas com seu fervor religioso e o seu sucesso em manter relações amistosas com os Deuses. Seria como o seu mandato dependesse do aval divino, que seria considerado revogado somente quando houvesse uma bem sucedida invasão.
Como KE ANUENUE é a Deusa que personifica o arco-íris, estava então, associada diretamente com a chuva, a fertilidade da terra, a agricultura e a prosperidade.

PROFECIAS DO ARCO-ÍRIS
Quando a terra tornar-se extremamente doente, muitos peixes, animais e homens morrerão. Mas, será então quando uma quarta tribo de povos de todas as nações, credos e raças do mundo, terão fé em suas ações e não nas palavras, para tornar novamente a terra verde e para restaurar outra vez, nosso planeta. Esses irmãos irão viver em perfeita harmonia com a nossa Mãe Terra e falarão de amor para seus filhos. Serão eles chamados de "Guerreiros do arco-íris", os protetores da natureza.
Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.
Venerado como Deus ou Deusa, temido como um demônio, utilizado para provar teorias óticas, o arco-íris já coloriram o céu de nosso passado e permanece colorindo nosso céu da atualidade. Desde o período da Antiguidade até o nosso presente, o arco-íris segue inspirando e testando o mundo físico. Embora os cientistas já tenham compreendido o sistema ótico do arco-íris relativamente bem, sua variação sutil encontrada na natureza ainda não foi explicada integralmente.

SIMBOLOGIA
O arco-íris sempre foi símbolo de uma "nova esperança", já que ele se projeta no céu, logo após uma tempestade. É portanto, um símbolo divino que representa a harmonia. Suas cores representam nossos chacras.
Pode ainda ser considerado um símbolo de sucesso e prosperidade, já que acredita-se que no Final de cada arco-íris há um pote de outro nos aguardando.
Entretanto, para algumas culturas o arco-íris por envolvido por uma atmosfera de medo. Uma lenda popular na Finlândia, associa-o a foice do Deus Trovão. Os árabes consideram-no como sendo o "arco do demônio". Em outras tradições, existe a crença que o ato simples de apontar para um arco-íris pode custar a perda de um dedo ou uma úlcera. Já na Romênia, há uma lenda que todo aquele que passar abaixo dele, obterá uma mudança de sexo. Entre os hebreus e os cristãos, o arco-íris é considerado como o "arco da promessa", já que ele surgiu logo após o Dilúvio.
Na mitologia nórdica, Bifrost, o arco-íris, era a ponte que conectava a Terra, chamada de Midgard, com Asgard, a "Casa dos Deuses".
Só os Deuses podiam cruzar esta ponte, que era protegida pelo Deus Heindall. Essa ponte também estava associada com a Via Láctea.
Durante a Guerra dos Camponeses no século XVI na Alemanha, foi usada uma bandeira de arco-íris como sinal de esperança na Nova Era. Thomas Müntzer, sacerdote que apelou à revolta dos camponeses, é muitas vezes retratado segurando uma bandeira arco-íris. Uma bandeira arco-íris é também usada no Peru e Equador como símbolo do Tawantinsuyu, ou território Inca. E tem sido exibida em protestos contra os governos destes países.
Os achewa uma tribo africana cuja subsistência e sistema de vida estão embalados na agricultura, dependem muito da chuva para não morrerem de fome. Por isso, na escassez deste líquido precioso, toda a tribo invoca um ser supremo conhecido pelo nome de Chiuta (Grande Arco), o Senhor do Arco-íris. Para os achewa, o arco-íris representam os braços do Deus e é um símbolo de providência, que se manifesta através de nuvens carregadas de chuva.
Na atualidade, o arco-íris é símbolo de diversidade, de oposição à guerra nuclear, do movimento homossexual mundial.

24 de mai. de 2011

Deusas Nornas

Nornas, Deusas do Destino.

Começa hoje no Calendário Nórdico, o domínio da Norna Urd, uma das três Deusas do Destino na mitologia nórdica.
A função dessas deusas era controlar a sorte, o azar e a providência, dos homens e dos deuses. Elas também deviam zelar pelo cumprimento e conservação das leis que regem a realidade dos homens, dos deuses, dos elfos etc.
Urd é a guardiã do passado e representa a anciã. Ela deve guardar os mistérios do passado e é a que vive sempre olhando para trás, por sobre os ombros.
Verdandi é a vigia do presente e representa, na figura de uma mãe, o movimento, a continuidade. E tudo o que acontece é tecido por seus pensamentos. Está sempre a olhar para o presente.
Skuld, é a detentora do futuro, representada por uma virgem. É a guardiã do que está por vir. Profecias e adivinhações estão relacionadas a ela pois detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino. Vive encarapuçada e possui um pergaminho fechado que contém os segredos do futuro.
Conta a mitologia que elas nasceram da fonte de Urd, que é a fonte da vida e de onde cresce a grande “Árvore do Mundo”, que seria o próprio eixo do mundo. Todas as manhãs elas fazem chover hidromel para que as raízes da árvore permaneçam verdes.
O culto das Nornas existiu em diversas religiões europeias. Na literatura Nórdica são chamadas de Dísirs. E uma de suas funções era ajudar as mulheres em trabalho de parto. Essa tarefa, deu a elas uma posição peculiar e importante como agentes do destino.
Para o povo nórdico, as Nornas foram associadas às parteiras pois no momento do nascimento eram elas que mediavam a vida e traçavam o destino.
A palavra norna está associada ao dialeto sueco a um verbo que significa “informação Secreta”. A raiz da palavra tem o sentido de “fiar” ou de “tecer”.
É do poder divino, tecido no fio das Nornas que se traça o destino. E ainda hoje, nos tempos modernos, existe quem comemore esse dia com uma festa de tradições populares.

Deusa Hella

Hella, a Deusa do Inferno

É a rainha monstruosa do além-mundo nórdico. Foi seu nome que deu origem à palavra inglesa hell, inferno.
Na mitologia nórdica, Hella foi banida por Odin para as profundezas do mundo subterrâneo formado por gelo e fogo vulcânico. A parte que lhe cabia neste submundo foi dado o nome de Helheim.
O lar desta deusa era o palácio Slitcold, que significa chuva de granizo, e de onde ela governava as almas de homens ou mulheres que tinham morrido ou de velhice ou por acidente ou por doença.
Lá, Hella recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões. E era para esse mundo subterrâneo que todos os mortos se dirigiam. Com exceção daqueles que morriam em combate e que eram levados para as Walquírias.
Metade do corpo de Hella era de uma linda mulher e a outra parte, um corpo terrível em decomposição.
Mas ela não era boa e nem má. Era simplesmente justa.
As tribos germânicas a chamavam de Holda, ou Bertha e acreditavam que ela acompanhava Odin na "Caça-Selvagem" para recolher as almas errantes e levá-las para recuperação em seus reinos, à espera de uma nova encarnação.
Na mitologia primitiva, antes de ser banida por Odin, Hella era a deusa da Terra, mãe boa e benéfica, sustentadora do fatigado e do faminto. Talvez por isso seja também identificada com Artêmis e pode agora ajudar-nos a obter coragem e força em nossas batalhas, mesmo que estejamos cansados.

fonte: Agenda Esotérica

Deus Angus Mac Oc

O Deus do Amor.

Angus Mac Oc é o Deus da juventude, do amor e da beleza na mitologia Celta. De acordo com a tradição, no dia 5 de julho, Angus reparte entre os mortais suas qualidades. Mas só para os merecedores.
Possuía uma harpa dourada da qual saía uma música de irresistível doçura. E seus beijos se transformavam em pássaros que levavam as mensagens de amor.
Conta a lenda que Angus se apaixonou por uma moça que vira apenas em sonhos. Na busca para encontrá-la a descobre num lago junto com outras 150 jovens sendo que se destacava das demais por ser a mais alta. Ela era filha de um sidh, habitante das colinas imaginadas como o lar de um povo sobrenatural de espíritos da natureza.
Mas a moça era vítima de um encanto que a fazia se transformar em cisne a cada dois anos. Durante um ano permanecia mulher e no ano seguinte se transformava em cisne.
Para poder se casar com ela, Angus teria que se transformar em cisne também no ritual celta de Samhain, que celebra a morte e o renascimento. E assim o fez.
Foi para o lago onde sua amada estava e enquanto ela se transformava em cisne, junto com as outras jovens, ele também se transformava. Juntos voaram ao redor do lago por 3 vezes cantando uma melodia que fez o mundo adormecer por 3 dias e 3 noites.
Mas lembre-se, a juventude não é eterna. E nem a beleza que ela proporciona. Mas o amor sim. Ele resiste sempre à morte e ao renascimento.

fonte: http://agendaesoterica.blogspot.com/2010/07/o-deus-do-amor.html

Deusa Hemera

A Deusa do Dia.

Hemera na mitologia grega foi a primeira deusa a representar o sol.
Filha de Nix, a noite, e de Érebo, a escuridão, esta Deusa era a personificação do dia e do ciclo da manhã. Era também a guardiã das fronteiras entre o mundo das sombras e o mundo onde chegava a luz.
Os gregos consideravam que o dia começava com o anoitecer e com a escuridão, portanto a noite precedia o dia. Isso explicava como e porque a união de Nix com Érebo resultou no nascimento do dia e da luz.
Também segundo esse mito, Hemera e suas irmãs, as Hespérides, nasceram para ajudar Nix a não se cansar. Todas estas deidades em conjunto conduzem a dança das Horas: Hemera traz o dia; as Hespérides trazem a tarde e Nix traz a absoluta Noite.
Hemera foi casada com seu irmão Éter que representa o ar elevado, puro e brilhante, respirado pelos deuses, também chamado de Céu Superior. Os dois juntos geraram, de acordo com Hesíodo, poeta da Grécia Antiga, deuses não antropomorfizados: a Tristeza, a Cólera, a Mentira etc..
Hemera em grego significa claridade e o recado que ela nos deixa é que sempre depois da escuridão virá a luz. Portanto nunca desista de esperar por um novo amanhecer, mesmo que a noite lhe pareça trevosa demais. É só uma questão de horas.

(autoria desconhecida)

Deusa Hera

(autoria desconhecida)
A Deusa do Casamento.

Hera, a esposa do mais poderoso habitante do Olimpo.
Para conquistar Hera, Zeus apareceu para a deusa na forma de um cuco. Como era inverno, Hera se apiedou do bichinho que estava ensopado e congelado de frio. Pegou a ave cuidadosamente e a colocou junto ao seio para esquentá-la.
Imediatamente Zeus reassumiu sua forma normal e tentou amorosamente possuir Hera. Mas a união só foi consumada quando prometeu casar-se com ela.
A vida do casal era uma contínua discussão doméstica. Hera tentava em vão controlar a infidelidade do marido mas fracassava sempre. E este, a punia espancando-a ou amarrando-a. Por vezes, a fazendo pender do céu.
Por fim, se tornou submissa e dirigiu sua cólera às mulheres com quem Zeus namorava e aos filhos delas. Sua vingança lhes causava a morte, o sofrimento, a prisão ou o exílio.
Hera representa a maturidade e a dignidade. É a deusa das mulheres, do casamento e da maternidade. Teve quatro filhos com Zeus: Ares, Hephaestus, Ilythia e Hebe.
É chamada de “deusa do céu” e os templos onde ela era venerada eram construídos no topo das montanhas mais altas a fim de estar o mais próximo possível dela. Seu equivalente na mitologia romana é Juno.
A figura de Hera para o dia de hoje significa que embora não se aprove uma situação, é melhor que a deixemos seguir seu curso natural. Como se disséssemos: não há necessidade de perturbar a ordem.
Celebra-se a Deusa Hera no dia 19 de junho criando um ambiente agradável em nossa casa seja com música, uma vela aromática ou um incenso. Mentalize fortalecimento interior e crescimento espiritual. Nada é mais importante do que uma família bem cuidada e alimentada.

Eurydice

(autoria desconhecida)
Eurydice, musa de Orfeu.

Hoje celebra-se o dia de Eurydice, a amada de Orfeu. Ela era uma ninfa dríade, que inspirava o espírito das árvores, o carvalho. Tinha o rosto delicado e um passo tímido.
Conta a mitologia que Orfeu, filho de Apolo e da Musa Calíope, se apaixona pela ninfa e chamam Himeneu, deus do casamento, para abençoar-lhes a união. Mas Himeneu pressente que a felicidade de ambos durará pouco.
Logo depois das núpcias um sátiro vê Eurydice no campo e se encanta por ela. Tenta conquistá-la. E em fuga, assustada, pisa numa serpente que lhe pica o pé.
Não conseguindo permanecer viva, Eurydice é levada para as profundezas de Hades. Desesperado, Orfeu canta súplicas que fazem chorar até deuses e ninfas.
Seu canto era tão triste que ele consegue atravessar os portões do inferno fazendo todos os habitantes do submundo partilharem de sua dor. Hades comovido, cede e permite que Eurydice volte ao mundo dos vivos mas impõe uma condição: no caminho, Orfeu deve ir na frente e não olhar para trás.
Já chegando próximo à superfície, o coração inquieto de Orfeu não aguenta. Ele precisa ver seu amor e a procura com os olhos. Mas ao se virar para trás, Eurydice é arrebatada pelas trevas sendo tragada na escuridão com os braços estendidos para Orfeu.
Ele tenta mais uma vez salvar-lhe a vida mas não lhe permitem entrar novamente no mundo dos mortos. Então passa a viver à margem com seus lamentos aos rochedos e às montanhas.
Entregue à lembrança de seu infortúnio, Orfeu provoca a ira das donzelas Trácias que queriam seduzi-lo. Elas lhe atiram dardos que caem inermes aos seus pés. A música de Orfeu amansava até pedras que lhe fossem atiradas. Mas com a gritaria das mulheres o som da sua lira foi abafado e os projéteis a ele lançados o atingiram.
Orfeu finalmente vai ao encontro de Eurydice. E desta vez poderia contemplá-la sem ser castigado. Esse mito de Eurydice e Orfeu fala sobre a força do tempo, do momento oportuno para nos conscientizarmos e do valor da música como agente de transformação.