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6 de jun. de 2011

Deusa Bendis

Deusa lunar.

Bendidia - DIA DE BENDIS - Antiga Trácia: Dia de Bendis, deusa lunar Bendis é a deusa da Lua na Trácia e oferece vidência, magia e proteção àqueles que a procuram. Hoje, dê um presente a Bendis. Faça um bolo com ingredientes brancos (farinha, leite, clara de ovos, açúcar...). Deixe o bolo durante toda a noite no batente da janela, de preferência à luz da Lua. No dia seguinte, enterre-o.
Na República de Platão, esta deusa da Capadócia similar a Gaia, a Mãe Terra, é retratada vestindo um boné Phyrgian, o manto e a túnica curta de uma caçadora de pele e de botas e carregando uma lança.

No ritual em sua homenagem, as mulheres oferecer-lhe trigo.

Texto abaixo copiado do site Poeira Cósmica:


BENDÍDIA – festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis.

O festival consistia de corridas de cavalos e de procissões indo para o templo de Pireus.
Nos ritos e Mistérios de Bendis: oferecia-se bolos em forma de Lua nas encruzilhadas e também rolavam orgias regadas a bebidas e boa comida, o que a associa ao êxtase do  Senhor Dionísio...
Existe um feitiço com a participação de Benedida: Este encanto é destinado a recuperar objetos perdidos:


“Primeiro escreva “Benedida” num pedaço de papel, dobre-o, agite-o no ar, fechando-o”. À medida que for enrolando o papel diga solenemente: “Benedida, Você está presa aqui e não deixarei Você sair, se não devolver (diga qual objeto perdido).” Segure com força o papel e coloque-o cuidadosamente enrolado (para Benedida não escapar) sob a perna de uma cadeira pesada. Depois volte a procurar o objeto perdido. È tiro e queda!

Outro feitiço envolvendo Benedidia é tradicional para a Véspera de Ano Novo.

Sente-se à mesa do jantar, com uma romã cortada  e uma tira de papel branco dobrado ao meio, esperando o relógio dar Meia-Noite.

A cada toque, pegue uma semente da romã, morda-a dizendo:

“Benedida! Traga-me dinheiro!”, então deixe a semente na tira de papel, dobrando-o mais uma vez. Após as 12 badaladas, guarde o papel na carteira para atrair dinheiro durante o ano.
No segundo feitiço, o uso da romã mostra a relação da Mãe Lua (Bendis ou Hécate)  ajudando a Mãe-Terra (Deméter) a encontrar sua Filha, Perséfone, da mesma maneira em que associa o reino de Hades às riquezas.

O primeiro feitiço mostra a relação da Deusa Bendis com o povo das fadas (ou lasas) , que gostam de pegar “emprestado” as coisas das pessoas ao redor das quais vivem), e mostrar a relação de Hécate como Rainha dos daemos (gênios) que tremem ao ouvirem a Voz Dela!!!

Bendis assim como a Trivia, é uma Deusa Donzela que consegue atravessar o Reino das Sombras e Sabe como uma Avó Sábia localizar objetos perdidos em qualquer plano!!


Texto 

fonte: A Tocha de Hécate

Bendis foi uma Antiga Deusa Lunar da Trácia,Senhora da Fertilidade e Caçadora Noturna associada com Ártemis, Hécate e Perséfone.

BENDÍDIA - era o nome dado ao festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis. O festival consistia de corridas de cavalos e de procissões indo para o templo de Pireus (do site de Reconstrucionismo Helênico de minha querida amiga Alexandra).
Como de costume, fiz minhas ofertas semanais à minha Mãe Sagrada (Hécate) , e aproveitei p/saudar também Ártemis e Bendis, por ser Aliada de Hécate e Dionísio,por ser Aquela que me ajuda a encontrar meus objetos perdidos, e por me lembrar do meu lado caçador...=D
Bendis (também Conhecida como Benedidia, ou Benedida) fez questão de mostrar Sua Presença através das chamas da velas.
O texto do site Theoi fala (basicamente)  também que Bendis se assemelha à Selene, Deusa da Lua Cheia, Senhora da Magia  e Rainha dos Céus p/ os gregos!!!

Animais sagrados: cavalos e raposas
Dia da Semana: Segunda-Feira
Metal: Prata
Cristais: Pedra-da-Lua
Oferendas: bolos em formato de lua (crescente ou cheia) e relações sexuais ardentes(WOW!)

Enfim, é uma Deusa que também tá Presente em famílias de bruxas celtibericas de Portugal e tb possivelmente em famílias de streghe italianas!!!
É uma Deusa que adorei conhecer, que me fez lembrar do meu espírito livre, e também do lado Caçador de minha Senhora Hécate, que é uma Caçadora de Almas, Senhora da Caçada Selvagem!!!
Bençãos Plenas de Hécate, Bendis e Ártemis!!!=***

Texto abaixo copiado do blog Agenda Esotérica
Bendis era representante do poder destruidor da lua minguante e dos mistérios da noite e da escuridão.
Segundo a tradição, esta Deusa também proporcionava a vidência, a magia e a proteção àqueles que a procuravam. Costumavam-se fazer oferendas a ela nas encruzilhadas com bolos em forma de meia-lua.
Mais tarde, esta Deusa foi sincretizada com outras deusas lunares, como Ártemis e Hécate. Há referências desse Festival à época de Platão em que um dos eventos noturnos contava com uma corrida de cavalos com os cavaleiros segurando tochas. Era o que se podia chamar de “corrida das tochas”.

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com

3 de jun. de 2011

Deusa Hator

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

A reliogiosidade estava presente em todos os atos da vida cotidiana dos egípcios antigos. Divinizavam as forças da natureza, igual a todos os povos da Antiguidade. A cultura egípcia concebia, entretanto, o mundo físico como uma simples passagem e evolução do homem imortal, sujeito à lei da reencarnação. Era uma cultura essencialmente baseada nos mistérios da morte e toda referida ao futuro. Por isso sua influência no mundo Ocidental foi escassíssima: um povo que tinha posto seus ideais num mundo ultratumba nada podia ensinar à cultura grega, destinada a afirmar a mais alegre e luminosa glorificação da vida ativa, colorida e presente, completamente alheia à história e despreocupada com o futuro. Na cultura egípcia tudo é simbólico, desde as pirâmides e a esfinge até as pinturas e arquiteturas do império médio e novo, todas as manifestações do espírito egípcio são portadoras de significado místico e religioso.
A consciência do poder regenerativo da Natureza se refletia no culto que os egípcios rendiam as suas forças e a toda uma série de deuses e deusas zoomórficos.
A deusa Hator, por exemplo, é adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e um disco solar na cabeça, como uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu. A serpente e o corvo entram na composição dos emblemas que acompanham a sua imagem. Hator é uma das deusas mais veneradas, conhecida como "dama da embriaguez". Na mitologia Egípcia é a deusa do céu, filha do deus Sol, Ra, deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era deusa do Amor e da Beleza, muito semelhante a deusa grega Afrodite ou à Vênus dos romanos. Muitos elementos na maquiagem da deusa Afrodite é modelado no estilo do Egito de Hator.
É frequentemente descrita como a mãe de todos os Faraós do Egito.
A deusa Hator representava o amor e sexualidade e é associada com os aspectos eróticos do vinho e da dança. O Faraó era o filho de Hator e portanto, todas as sacerdotisas do Faraó eram automaticamente sacerdotisas de Hator. É considerada também como sendo uma divindade da Batalha além de ser identificada com a Estrela Sírius. Os Egípcios acreditavam que Sirius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo, cuja a forma é de uma novilha, doce e maternal. A novilha celeste, a deusa Hator e o fiel cão de guarda Anúbis, lembram sem dúvida as crenças duma população camponesa cujas ideias e cujos trabalhos se associavam intimamente aos animais da fazenda e da casa.
A imagem de Hator está presente em muitos dos antigos templos egípcios, como na cidade de Dendera. Seu templo, neste local, foi erguido no período de dominação grega e romana, embora também conservem tumbas das primeiras dinastias faraônicas. As paredes de seu templo estão cobertas de gravações dos Imperadores romanos Tibério, Calígula, Cláudio e Nero.No templo da cidade de Dendera, dedicado a Hátor, as colunas das duas salas hipóstilas têm capitéis em forma de sistro, que era o instrumento musical sagrado da divindade. No centro de uma das paredes exteriores, que era dourada, havia também um relevo representando um sistro, demonstrando a importância deste instrumento no culto da deusa, enquanto o dourado evocava outro epíteto de Hátor: o ouro dos deuses.
Hator, a Dourada, é uma das mais antigas deusas do Egito e uma espécie de deusa-mãe. Conhecida como a face do céu, a profundeza, a dama que vive num bosque no fim do mundo, era uma divindade de muitas funções e atributos. A maternidade e o dom do aleitamento eram suas propriedades principais desde os primórdios e assim permaneceram ao longo dos tempos. Entretanto, em Mênfis ela é conhecida pela designação de senhora do sicômoro, e em outras localidades ela é também a senhora das turquesas e a padroeira dos mineiros e ainda senhora dos países longínquos e protetora dos viajantes.

Os símbolos da Deusa Hator são a cada de papiro, leões e a cobra.

Deusas do Parto

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

No Antigo Egito, praticava-se a Medicina mágica, isto é, uma medicina que apresentava estreita ligação com atividades religiosas, sendo conduzida em Templos-hospitais. Um simples ato médico, sempre estava ligado ao mundo mágico, onde encontrava o seu modelo divino. Era a magia que permitia à medicina ser preventiva. O médico preparava cientificamente fórmulas, mas considerava insuficiente esta ciência. Era necessário acrescentar-lhe uma fórmula mágica para lhe dar alma. Quando alguém adoece, diziam eles, era poque Seth ou outro demônio cruzou o caminho do paciente e o assaltou, tornando-o impuro. Seria então necessário o médico apresentar-se diante da Mãe dos Deuses e aprender com ela os encantamentos formulados pelo próprio Mestre do Universo.
Ísis era entre os egípcios a deusa protetora da medicina, da espécie humana, da magia, dos encantamentos, da fecundidade, da maternidade, e protetora das mulheres em todos os problemas peculiares a este sexo. Além dela havia outras divindades que presidiam o nascimento dos homens.

O nascimento, como sabemos, pode ser um momento feliz como também extremamente perigoso, tanto para mãe como para o filho, cuja existência é ameaçada pelos maus espíritos. Compete ao médico-mago egípcio assistir a parturiente, fazendo intervir gênios bons armados com facas, dispondo de armas tão eficazes como as de seus temíveis adversários. Mas é prudente também apelar para as grandes divindades. Em um nascimento difícil, deve-se invocar uma deusa e um Hórus.O nascimento material é prelúdio do nascimento celeste. A corda de medida é assimilada ao cordão umbilical.
Todas as mulheres que passam pelas dores do parto são assistidas pelas divindades que, sendo invocadas, virão em socorro. É de grande utilidade, em um momento como este, usar amuletos protetores, nomeadamente os do alegre anão Bês. A parturiente pode também ser encomendada diretamente a Hathor para que esta venha assisti-la.
Meskhenet é outra deusa que é especialmente afetada pelo desenrolar do parto. Esta deusa é descendente de Atum, filha de Chu e Tefnut, governando o nascimento, mas não só o material, como também o renascimento dos mortos. É ela que faz penetrar o espírito no corpo do recém-nascido que vai sair do ventre materno, oferecendo ainda, os poderes celestes e terrestres que ele necessita, impedindo que qualquer malefício seja pronunciado, afastando dele todo o mal. Meskhenet era representada como uma mulher que levava sobre a cabeça algo parecido como uma antena de insetos ou brotos de palmeiras dobrados em seus extremos.Por vezes, ostentava um tijolo em sua cabeça. As mulheres egípcias se colocavam sobre dois tijolos no momento de dar a luz e logo ao nascer, colocavam os filhos sobre eles. No recinto em que se fazia o parto, Meskhenet aparecia como quatro dançarinas que inscreviam o destino da criança nas rachaduras dos tijolos, Quando Hórus nasceu, nos pântanos de papiro, ela fez o parto prevendo-lhe um grande futuro. Ela também ajudou Ìsis nos ritos funerários do marido Osíris. Deusa da reencarnação, Meshkhnet pede o renascimento do morto no Salão de Julgamento de Osíris. Ela era casada com Shai, Deusa do Destino.
Ísis é outra deusa associada à maternidade, pois ela é mãe por excelência. Se não tivesse ela um parto feliz, as consequências seriam aterradoras. O próprio princípio da vida seria posto em causa. É a razão por que toda a futura mãe coloca sua confiança na deusa, tal como obtém à assistência da deusa hipopótamo Tueris, cujo nome significa "A Grande". É ela que assegurava a fertilidade e os partos sem riscos. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea grávida erguida, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.
Duas figurinhas de Tueris estão no Museu de Berlim estão cavadas de modo a que se possa colocar pedaços de roupas pertencentes a uma mulher grávida. Outra figurinha era preenchida com leite:o líquido escorria lentamente da mama da deusa hipopótamo, garantindo à mãe que esta amamentaria o filho sem problemas. Existia uma comunidade de doze deusas hipopótamos, cada uma destinada a velar cada mês do ano. Na origem, a deusa hipopótamo era identificada com o céu, recebendo o nome de "Misteriosa do Horizonte" e era representada por uma estrela situada no hemisfério norte do céu. Até a Época Baixa, presidirá aos "mammisi", santuários especialmente consagrados aos ritos de nascimento.
Agora Tueris, com seu ventre enorme, é feia somente em aparência: sob esta forma de espantar, esconde a sua verdadeira natureza, que nos é revelada pelo texto de uma estatueta:

"Eu sou Tueris, em todo o seu poder, a que combate por aquilo que lhe pertence e afasta os que tentam fazer mal a Hórus, meu filho. Eu sou Ipet, que reside no horizonte e cuja faca protege o Mestre universal, a patrona que se teme, aquela cujo aspecto é ornado e que decapita aqueles que contra ele se revoltam."

Tueris é uma deidade doméstica, que algumas vezes é vista junto a Bês na Sala do Nascimento. Segundo Plutarco era concubina de Seth (que também pode aparecer na forma de hipopótamo macho). No entanto. Tueris se uniu as forças de Hórus na batalha contra Seth. Seus Centros de culto foram: Karnak, Heliópolis, Gebel Silsileh, Abu Simbel e Redesiyeh.
A criança recém-nascida é um ser frágil e os antigos egípcios tinham um sentido agudo de uma mágica médica em que o ambiente circundante exercia um papel importante. As forças negativas não são apenas expulsas para fora do corpo da criança, mas também para fora da casa. Não pode existir um ser saudável em um ambiente doentio. Felizmente, existia um líquido mágico que servia como um poderoso remédio: o leite materno. Era o leite da mãe, abençoado pelas deusas que expulsa tudo que é maligno para longe das crianças. Esse alimento extraordinário cura cólicas, a gripe, as queimaduras, confere vigor e potência. O leite da mãe é considerado uma "água de proteção" que põe o recém-nascido ao abrigo das doenças. Não tinha Ísis, ao sair da oficina de tecelagem, apagado o fogo que havia atingido Hórus graças ao seu leite?
Leite de mulher são excelentes suportes mágicos para se lutar contra a gripe.

Verificamos, portanto, que os poderes mágicos do leite materno, reverenciados ainda hoje, são conhecimentos muito antigos, já bastante cultuados pelos ancestrais egípcios.
Amamentar é um ato de amor, mas o mais belo é o resultado deste amor mágico: fazer de uma criança um homem.
A criança pela força deste amor, se tornará a luz do futuro.
Nunca esqueça, que o desenvolvimento psíquico sadio de uma criança dependerá exclusivamente da dedicação amorosa de sua mãe. O brilho no olhar da mãe, primeira imagem captada pela criança ao nascer, é a garantia para a exploração da capacidade de amar a criança. O homem que foi uma criança amada e bem amamentada, irá sentir a força criativa do amor e com certeza poderá transmiti-las às outras pessoas.

A Rainha Cleópatra

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

Cleópatra, a sétima rainha ptolemaica desse nome, tinha cerca de 18 anos de idade em 51 a.C, quando subiu ao trono que partilhava com seu irmão Ptlomeu XIII (tinha 9 anos de idade) que, de acordo com o costume egípcio era também seu marido. Já então Roma estava intervindo com frequência na política do Egito ptolemaico e os pretendentes ao trono procuravam a aprovação romana. Cleópatra queria reinar sozinha, mas os aliados de seu irmão se opuseram a ela e a expulsaram do reino. Indo refugiar-se na Síria, conheceu Júlio César, membro do Segundo Triunvirato Romano. Cleópatra estava disposta a conquista-lo, para com suas tropas lhe ajudaria a recuperar o trono do Egito.
Segundo conta a lenda, para conquistar César, ela se enrolou em um tapete, que o fez chegar até ele como presente. Quando ela saiu lá de dentro, o romano ficou maravilhado diante de tanta beleza e graça.
Cleópatra era uma mulher extraordinária e pouco comum. Era possuidora de uma beleza deslumbrante, acompanhada de um encanto pessoal e muita sensualidade. Enquanto alguns lhe atribuem inteligência, cultura e poder, também é descrita como uma mulher astuta, ambiciosa, manipuladora e algumas vezes, perversa. Em outras ocasiões apresentava-se como uma mulher fatal, amiga das orgias e liberta para o prazer. Com tantos atributos, Cleópatra era considerada a rainha exótica por excelência, em função de sua origem oriental.
Apesar de César estar perdido de amores por Cleópatra, decide voltar a Roma, mas deixa a mulher amada grávida de um filho que se chamaria Cesárion. Mãe e filho partem para Roma, onde Cleópatra é recebida como uma rainha, mas para os romanos ela não era mais do que uma amante de César. Esta viagem, independente de outros valores, nos revela o interesse por conhecer os costumes romanos e inclusive o desejo de uma oriental por ocidentalizar-se. Cleópatra permaneceu uma no e meio em Roma, em uma cidade que não podia se comparar com a bela Alexandria. A rainha estava protegida por César, mas tinha a esperança de alcançar uma união legal, o que nunca aconteceu.
A morte dê César, com 56 anos, truncou os planos, mais políticos que pessoais de Cleópatra. Não só o assassinato, mas também o conhecimento do testamento de César, em que tornara seu único herdeiro Otávio, filho de uma sobrinha-neta por parte de sua irmã, fizeram compreender a rainha que momentaneamente deveria renunciar ao seu sonho. Sua vida e de seu filho corriam perigo e logo retornou ao Egito, esperando o desenrolar de novos acontecimentos.
Cleópatra, de volta ao Egito, sabia que ela não poderia manter a unidade de seu reino contra a invasão dos romanos e que seria necessária uma outra aliança para que não fosse atacada. Decidiu então conquistar Marco Antônio, outro membro do Triunvirato que governava a República Romana. Contam que para conquistá-lo, preparou uma grande festa em sua honra, onde não faltaram presentes, belas mulheres e onde se utilizou de todos os seus encantos para seduzi-lo. Marco Antônio não pode resistir à Cleópatra e durante um ano viveram em festa permanente. Em Alexandria, acabou permanecendo mais tempo do que deveria, impregnado com o ambiente helenístico da cidade, abandonando temporariamente a causa do Oriente, onde supostamente teria sido enviado para preparar uni ataque contra a Pérsia.
Quando retornou a Roma, Marco Antônio teve que explicar sua atitude no Egito, pois era casado com a irmã de Otávio. O amor fatal de Marco Antônio foi explorado por Otávio que, indignado por seu comportamento, conseguiu colocar o senado contra ele. Daí iniciou-se a guerra contra Cleópatra. As duas frentes se enfrentaram na batalha naval de Áccio. Sabe-se da derrota egípcia. Foi então que Marco Antônio com seus desejos derrotados, suicidou-se com uma espada. E Cleópatra antes de ser prisioneira de Roma o que seria constrangedor demais para ela, fez o mesmo. Segundo a lenda, ela fez com que uma víbora picasse o peito, mais como vários outros fatos esse não foi comprovado. Cleópatra morreu aos 39 anos, assim sendo a última soberana do Egito Antigo.

O MITO DA MULHER DE PODER

Sem sombra de dúvida, Cleópatra jamais foi esta mulher tão hostilizada pela literatura greco-romana. Ela é, antes de tudo, uma personagem que tem despertado o interesse de um grande número de historiadores e o que sabe-se hoje, é que a imagem fornecida pela literatura antiga está impregnada de conceitos equivocados, nos forçando a encarar Cleópatra como urna governante ambiciosa e uma mulher desprovida de sentimentos que utiliza sua sexualidade para alcançar objetivos maiores. Realmente, esta rainha estava dotada do encanto próprio de toda e mulher, que se utilizando de um cérebro masculino, aspirava pelo poder.

A superioridade do Ocidente frente ao Oriente, somada à oposição do masculino pelo feminino foram os elementos que desencadearam a luta entre Cleópatra e o romano Otávio.
Graças a recentes publicações, nos foi possível conhecer um pouco mais da Rainha Cleópatra. É hoje, de nosso conhecimento, o seu paralelo papel de mãe, sempre preocupada com o futuro de seus filhos. Os alguns episódios da vida desta mulher que nasceu no ano de 69 a.C. e morreu em 30 a.C., nos permite contemplar uma rainha que refletia e calculava detidamente todas as suas decisões, tendo sempre em conta os interesses do seu reino e de seus filhos. A opção pelo suicídio é prova cabal destes fatos. Cleópatra lutou até o fim para preservar a independência de seu reino e se equivocou ao pensar que poderia derrotar Roma. Asua enorme popularidade não só no Egito, revelam que efetivamente ela havia sido uma extraordinária mulher e uma rainha-regente muito competente. Sua memória foi honrada através dos séculos pelos egípcios, porque eles sempre entenderam as atitudes e comportamento desta mulher que antes de tudo, queria reinar um Estado livre, sem a presença romana.

CLEÓPATRAS ATUAIS

Este filme é bastante repetitivo e atual. Hoje, mais do que nunca, encontramos mulheres que conseguiram posições executivas, gerenciais e profissionais, com todos os poderes e responsabilidades que isso acarreta. Seus problemas, portanto, são de mulheres importantes e, as soluções que darão a eles serão diferentes das dos homens, porque são intrinsecamente diferente deles. Biologicamente, as mulheres são diferentes em estrutura e potencialidade. Psicologicamente, os valores femininos tendem a ser ordenados de forma diferente, de forma que suas prioridades podem não se alinhar da maneira como os homens fazem. As escolhas das mulheres são estruturadas em grande parte por relacionamentos. Ao contrário, os relacionamentos entre homens tendem a ser estruturados largamente pelas escolhas que fazem.
Parece que os conflitos psíquicos mais profundos surgem quando se vive de uma forma fortemente unilateral, voltado para a identidade ou para o relacionamento. A mulher bem-sucedida no mundo masculino e que também tem conseguido manter um lar com filhos e marido, está começando a entender o preço demasiado caro que lhe é cobrado para estabelecer sua identidade. Tem sido mais difícil para ela do que jamais pensara que fosse, pois teve que fazer tudo o que os homens fazem e mais, porque ainda carrega a responsabilidade primária de cuidar da família.
Esta mulher sofre com a recusa ou impossibilidade de conviver com ela mesma. Acaba oscilando entre o desespero e a culpa: desespero de saber que nunca poderá estar completamente segura em um mundo de valores patriarcais; culpa, porque mesmo que consiga o reconhecimento neste mundo, uma parte muito importante de seu ser, seu Eros, terá que ser sacrificada no processo. A posição de um ego voltado para objetivos da identidade, reconhecimento e poder dá margem a uma sombra, uma contraparte inconsciente inferior que recusa significado e reprime o sentimento. A mulher nesta posição pode facilmente ser dominada pelos valores patriarcais ao seu redor. Ela poderá então, se tornar ausente em relação ao filho ou marido; uma mulher fria e distante. Por dentro, entretanto, ela é um caldeirão de contradições. O lado feminino, que em sua totalidade baseia-se na função maternal, será vista por esta mulher como uma ameaça à sua identidade.E, deste modo, a mulher fica dividida entre estes dois conjuntos opostos, que acredita que a sociedade impõe à ela. Mas será mesmo que a sociedade impôs isso?
Não podemos negar que em grande parte somos condicionados pela sociedade. Nossos condicionamentos começam quando nascemos, quando começamos a perceber as expectativas de nossa mãe e depois do mundo inteiro. Mesmo assim, se pudermos acreditar que somos algo mais do que condicionamento, que viemos para este mundo com padrões arquetípicos impressos, então, diante de tudo que nos é oferecido, teremos alguma escolha quanto aos padrões que vamos ultrapassar, quais aceitar e quais recusar.
Pode uma sociedade livre impor alguma coisa a alguém se a pessoa não concorda tacitamente com isso? Quando se percebe que nos foi ensinado a seguir a multidão sem querer pensar, podemos descobrir que afinal de contas ainda temos alguma escolha.

RITUAL DE ENSAIO PARA A MORTE

Sabemos que a vida neste corpo e nesta terra é curta. À medida que envelhecemos, nos tornamos mais conscientes desse simples fato. A vida acabará em breve. Já não nos sobra muito tempo dela, talvez mais vinte anos, talvez apenas mais dez, talvez haja apenas amanhã. Será que então passaremos esses poucos dias preciosos oscilando para frente e para trás entre a culpa de termos sido insuficientemente amorosas e a vergonha de não termos conseguido tudo que éramos capazes de conseguir? Será que desperdiçaremos esse tempo precioso desejando que fossemos melhores em uma coisa ou em outra?
Acho que o que necessitamos é ensaiar o último ato do nosso drama terreno, que é o único sobre o qual se tem certeza e para o qual estamos menos preparadas. Estou falando do ato de morrer. Pois vamos então ao nosso ritual.
Escolha um lugar agradável, de preferência ao ar livre ou que você possa observar o céu.
Sente-se com a coluna ereta, se preferir pode deitar-se. Mantenha os olhos fechados e esvazie sua mente. Inicie a respiração abdominal, procure encher completamente a barriga e os pulmões. Inspire pelas narinas e expire o ar pelos lábios entreabertos. Vá aumentando a intensidade respiratória por pelo menos 6 vezes.
Imgine-se agora em seu leito de morte. Sinta a vida escoando-se lentamente. Só há uma coisa para você fazer agora: deixar-se ir. Deixe as tarefas e preocupações deste mundo se esvaírem. Deixe sua própria identidade se esvaziar. Deixe tudo, sua casa, suas posses, seus sentimentos, seus pensamentos. Deixe-se levar. Você começará a se sentir mais leve. Perderá toda a carga pesada que estava levando e flutuará no espaço. Você está saindo de seu corpo, está morrendo. Você perceberá o quanto tudo é temporal quando encara a morte.
Caminhe livremente pelo espaço e tente encontrar a entrada de uma caverna, quando achá-la entre nela. Como se fosse a ponta de um aspirador o buraco negro que a(o) sugará para baixo, deixe-se cair sem medo. Pense que você está deslizando em um escorregador. No fim do túnel haverá uma luz muito forte. Tente ficar em pé e aguarde que alguém virá buscá-la (o). Quando isto acontecer, é importante avisar que você ali se encontra para uma rápida visita.
Peça então para conversar com um Mestre. Quando ele surgir, observe sua aparência, a forma com que surge, os mínimos detalhes. Conserve com o Mestre e peça-lhe o que for necessário para compreender este momento. Entregue-se a esta sensação, registre as imagens e palavras e guarde tudo em seu coração. Se Ele lhe oferecer para dar um passeio, não recuse a oferta, não tenha medo, pois você verá o que lhe for permitido ver e o conhecerá o que necessita conhecer.
Depois despeça-se do Mestre, faça-lhe uma reverência e agradeça o contato. Retorne então à saída da caverna. Agora, você será puxada(o) para cima e novamente se encontrará solta(o) no espaço. Localize seu corpo e lentamente volte para ele, carregando as mensagens recebidas e agora, consciente do caminho a seguir.
Abra os olhos, espreguice e permaneça deitada (o) alguns instantes assim.
SEJA BEM-VINDA(O) AO MUNDO DOS VIVOS!

Este ensaio de morte, não é coisa fácil, mas a consciência da morte, pode nos ajudar a contentar-nos com fazer um pouco menos e um pouco mais devagar. Talvez o que realmente importa é aceitar de bom grado o que a vida nos oferece.
Não sabemos se ainda temos vinte, quarenta anos ou apenas um dia para pôr em prática o que quer que a vida nos oferece em sua agenda. Por isso, talvez não devêssemos lutar tanto pelos aplausos, porém mais pelo prazer e a graça da dança.
PENSE NISSO!

Deusa Bast

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

Durante grande parte da história egípcia, animais vivos associados a deuses foram criados nos templos, onde viviam com mimado luxo. Um crocodilo que representava o deus do Sol, da Terra e da Água descansava no tanque do templo Crocodilópolis. O íbis de Tote era guardado em Hermópolis. Uma gata que representava uma deusa da alegria e do amor vivia preguiçosamente num templo em Bast. E, quando estes animais morriam eram mumificados como seres humanos.
O culto dos animais e da natureza é comum às sociedades primitivas, nas quais o homem é dominado pelo mundo que o cerca e existe graças a ele. Mas, a medida que este homem adquire mais experiência e aprende a enfrentar a natureza, o respeito pelos mistérios naturais diminui ao mesmo tempo que aumenta a valorização das qualidades humanas. Neste momento, seus deuses passam por um processo de transição de conceitos zoomórficos para antropomórficos, abandonando a forma animal para assumir a forma humana. Foi exatamente o que ocorreu com os egípcios. Algum tempo antes do advento da Primeira Dinastia, o antromorfismo, concepção dos deuses sob forma humana, apareceu na religião egípcia.
Mas a tradição não morre com facilidade e os velhos conceitos religiosos não são substituídos da noite para o dia. Os egípcios incorporaram o antropomorfismo pouco a pouco, fundindo as três ideias da natureza, do animal e do homem. Uma das primeiras divindades que experimentaram esta fusão foi Sekhmet com sua cabeça de leoa.
No Templo de Luxor, cães e gatos viviam em paz. Mas os egípcios não olhavam para eles com olhar indiferente ou compassivo. "Estes seres", diziam eles, "são receptáculos da alma. Não têm necessidade de conhecer os espíritos porque eles são os espíritos. "

Eu rodopio e giro
eu me escondo e procuro brinco e caminho divertindo-me e gracejando

Minhas oportunidades
de me divertir são infinitas e o prazer
que isso me dá
me faz ronronar.
Os desafios da vida nunca me detém pois eu sei como me tornar inteira BRIGANDO.

Bastet é a deusa gata de Bubastis (cidade do Delta do Nilo), era guardiã das casas, feroz defensora de seus filhos, representando o amor maternal. É também a deusa de música e da dança, protetora de todos os gatos, mas inimiga das serpentes. Filha do Sol, encarna o aspecto pacífico da deusa Sekmet. Os egípcios parecem ter tido dificuldades para dissociar estas duas divindades e dizem que Bastet e Sekhmet são uma única pessoa com personalidades e características diferentes. A primeira é amável e sossegada, enquanto que a segunda é guerreira implacável. Quando Bastet se enfurecia transformava-se na terrível Sekhmet uma leoa que punha fogo pela garganta. Passada da cólera metamorfoseava-se novamente em gata, reassumindo sua docilidade.
Em sua forma primitiva era representada como uma mulher com cabeça de leoa, que levava em uma das mãos a cruz ankl, símbolo da vida e na outra, um cetro. Mais tarde, adota a iconografia de uma gata. Esta gata aparece então, majestosamente erguida sobre suas patas traseiras e adornada com joias, ou como uma mulher com cabeça de gata.
Quando se apresenta na forma de gata, esta deusa está conectada com a Lua (seu filho Khensu, era o deus da Lua). Quando representada na forma de leoa é associada à luz solar. Bastet também é conhecida como a "Senhora do Leste", enquanto que Sehkmet é a "Senhora do Oeste". Bastet é esposa e irmã do deus Sol e a alma da Isis. Bastet era sempre representada com uma ninhada de gatinhos a seus pés para simbolizar a fertilidade.
• gato, tão amado pelos egípcios, não era apenas um felino ardiloso e inteligente. É também a encarnação de Rã, de Hathor e de Bastet. O templo de Bastet mantinha gatos sagrados que eram embalsamados em grande cerimônia quando morriam. Todo aquele que matasse um gato no Egito recebia sentença de morte. Gatos pretos eram especialmente sagrados a Bast, por isso é muito tê-los em casa. O símbolo do gato preto era utilizado pelos médicos egípcios para anunciar a sua capacidade de cura.
Pensava-se que os sacerdotes de Bastet tivessem criado o gato doméstico a partir do "cerval", felídeo africano conhecido no sul do Saara.
• sistro e o espelho de Hathor eram decorados com gatos. Este animal representava a lua (Pasht). O nome egípcio para o gato era "Mau". O gato foi domesticado logo no início e era muito valorizado por ser matador de cobras.
• gato está claramente associado à Grande Deusa e, portanto, ao ciclo Fecundidade-Fertilidade Sexualidade-Água-Lua. Segundo Robert Graves, não é muito difícil imaginar porque os gatos são considerados particularmente sagrados em relação à deusa-Lua: "Os olhos dos gatos brilham à noite, eles se alimentam de camundongos (símbolos de epidemia); copulam abertamente e se deslocam sem ruído; são prolíficos, mas podem devorar seus próprios filhos; suas cores variam, como as da Lua, do branco ao vermelho e ao preto.
Bast é a mãe de todos os felinos identificada com Ártemis ou Diana, também chamadas de mãe dos felinos.Ela pode ser honrada com a criação de um pequeno santuário em seu jardim, posicionando uma estátua de gato no centro dele. Para você pedir suas bênçãos, prepare um pequeno altar dentro de sua casa com fotos ou estátuas de gatos, pode ser qualquer tipo de felino. Coloque junto fotos de sua família e acrescente duas velas verdes em pontos distintos. Pronto, agora você estará com a proteção de Bastet.

A DANÇA COM SNUJES

Acredita-se que a dança do ventre tenha sua origem há mais de 5 mil anos no Egito Antigo. Era praticada pelas altas sacerdotisas em rituais para a deusa Ísis. No Egito, a dança contava a história dos deuses, modo bem simples de transmiti-la para o povo. A dança substituía as cartas, sendo que cada movimento do corpo tinha um significado próprio.
Em meados de abril, as sacerdotisas de BASTET (deusa que representava os poderes benéficos do Sol) desciam o rio Nilo, anunciando as festividades em homenagem à Deusa. Para tanto usavam uma espécie de sino

de metal, que mais tarde foi substituído pelos snujes (as castanholas árabes). Acreditava-se também que ao dançar com os snujes, a bailarina purificava o ambiente, espantando os maus espíritos.

TEMPLO DE BASTET

Antigamente a cidade que abrigava o templo de Bastet se chamava de Per-Bastet, "Casa de melhores descrições: "Outros templos podem até serem maiores, mas nenhum dá tanto prazer de olhar". Ele fala do santuário situado no centro da cidade e rodeado de água por grandes canais que davam ao lugar o aspecto de uma ilha. Quando em seu interior, se elevava um bosque com árvores gigantescas, que circundavam o amplo tempo onde repousa a estátua da deusa.
Heródoto, visivelmente fascinado com o culto por esta deusa, explica suas cerimônias religiosas: "quando os egípcios comemoravam as festas em Bubatis, se comportavam da seguinte maneira: vão até o rio, homens e mulheres em grande número, que lá chegando se amontoam em embarcações... Ao chegar no santuário. honravam a deusa com vários sacrifícios e bebiam então muito vinho. Segundo o povo desta região, chegavam a se reunir entre homens e mulheres mais de 70.000 pessoas. Estas festas são comemoradas até hoje no mês de abril. Cerca de 100 mil gatos mumificados eram enterrados em cada festival, em honra da felina "virgem-deusa.
Bastet lhe acaricia com sua pata convidando-a(o) para brincar. Está na hora de você se distrair, deixar de ser pessoa tão séria e preocupada e cair no mundo da brincadeira. Brincar parece infantil para você? Você ainda se lembra que alguma brincadeira de sua infância? Talvez você tenha trabalhado tão duro todo este tempo que se esqueceu de fazer uma pausa para diversão. Bastet diz que brincar é um modo de alimentar sua totalidade, pois nem só de pão vive o homem. E o alimento da alma? Está na hora de se descobrir maneiras de brincar! A primeira vez que chamei Bastet para brincar, a vi deitada em areias mornas e douradas, apreciando e sugando o calor do sol e a brisa do oceano. Ela mostrou-se para mim como uma mulher com um longo vestido todo em ouro. Bastet é o perfume mais delicado e doce da alegria, que dança a música da sensualidade. Eu usei o olho de tigre dourado para encontrá-la.

HORA DE BRINCAR COM BASTET

Procure um lugar onde você possa ficar tranquila (o). Sente-se confortavelmente com a coluna ereta e feche os olhos. Inspire profundamente e expire devagar. Respire fundo outra vez, inalando grandes porções de contentamento cor-de-rosa. À medida que solta o ar, deixe o contentamento espalha-se por todo o seu corpo.
Inspire profundamente e enquanto solta o ar, visualize um grande buraco no chão. Respire fundo outra vez e, ao expirar, fique do lado de fora do buraco. Ele é grande o suficiente para você entrar, e quando o fizer, você se verá num túnel subterrâneo. O túnel é bem iluminado, quente e confortável. Desça o mais fundo que puder até enxergar uma luz no fim do túnel. Este é o inferno. Ao entrar nele chame Bastet. Ela lhe aparecerá sob a forma de uma gata e perguntará o que você deseja. Você lhe informa que veio para brincar. Ela soltará um miado excitado e pedirá para que você suba em suas costas. Você sobe e sai voando com ela. Quando olhar para baixo verá o oceano e uma praia. Bastet aterrissará suavemente na areia e a convidará para construir castelos. Você aceita e ela se transforma numa companheira de brincadeiras. Role com ela na areia, brinque de "pegar", ou invente outras brincadeiras. Depois de algum tempo, as duas sujas de areia é hora de se jogar no mar. Bastet joga água em você e faça o mesmo com ela. Em seguida ela a convidará para jogar o jogo da mudança de forma. É bem legal, uma caça a outra enquanto mudam de forma. Primeiro vocês se transformam em golfinhos e brincam alegremente em oceano aberto. Em seguida, transformam-se em gaivotas e ganham o céu muito azul. Continuem mudando de forma até cansarem, então volte a ser você mesma e saia do mar.
Eis que chega a hora de voltar. Que pena, não é mesmo? É extremamente prazeroso brincar com Bastet, mas ela agora volta a ser gata novamente e outra vez, você sobe em suas costas. Vocês voltam até o Inferno, perto do túnel. Agradeça a Bastet os agradáveis momentos e entre no túnel.
Agora você começará a subir, subir, sentindo-se leve e refrescada. Impulsione e suba mais acima, acima, sentindo-se relaxada e turbinada, pronta para o que der e vier, subindo, até estar de volta ao buraco com os pés no chão. Expirando devagar, você deve voltar ao seu corpo. Respire profundamente outra vez e abra os olhos. Feliz retorno!

Deusa Anuket

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

DEUSA DAS CATARATAS DO NILO

Anuket é uma Deusa muito antiga, que acredita-se ter sido importada da Núbia, considerada como sendo a personificação da fonte do rio Nilo, que nascia do seu ventre. O Egito é "a dádiva do rio Nilo", sem ele, a terra teria sido infecunda. Foi o rio, que fez desde o início do Egito uma nação agrícola.Os egípcios não tinham necessidade de olhar ansiosamente para o céu à procura de chuva, pois todos anos no verão, o Nilo proporcionava a irrigação necessária. A cheia anual, que renovava a vida, nunca deixava de chegar quando o calor se aproximava, irrigando a terra dos faraós e fazendo do Egito uma das mais prósperas nações do mundo antigo e alimentando uma civilização que atravessou milênios de história.
O rio Nilo nasce no coração da África, no lago Vitória, e deságua no Mediterrâneo formando um grande delta. Em seu trajeto, corta todo o território egípcio no sentido sul-norte. Foi ao longo de seu percurso que floresceram as culturas agrícola-urbanas. Os egípcios reverenciavam o grande rio como uma divindade protetora e fertilizadora e, embora suas cheias destruíssem moradias e afogassem homens e animais, eram tidas como uma grande benção.
Anuket era conhecida também, pelos nomes: Anukis, Anqet, Anket, "Senhora da Núbia", "Senhora de Sehel" e "Senhora da Núbia". A Núbia tornou-se uma província do Egito no Novo Império. A Baixa Núbia situava-se entre Assuã e a segunda catarata. A Alta Núbia, estendia-se da segunda catarata às proximidades da quinta.
Como Deusa da água era Anuket (Aquela que Aperta), portanto, com seu abraço que durante a inundação fertilizava os campos. Assim como outras Deusas hermafroditas, acreditava-se que Anuket havia-se originado por si própria, por isso era representada, algumas vezes, com quatro braços, que representavam a união dos princípios masculinos e femininos.
Anuket era uma Deusa nutridora não só da terra, mas também do faraó. Foi retratada amamentando o jovem Ramsés II, transmitindo-lhe poder, saúde e muita alegria. Os egípcios antigos, a julgar pelas pinturas dos túmulos, era um povo muito alegre e o gosto pela vida não era limitado somente aos ricos. Até os humildes, foram mostrados pelos artistas, aparentando despreocupação e muito bom humor.
A Deusa Anuket, segundo alguns registros, foi a segunda esposa do deus Khnemu (deus lunar), possuindo morada especial na ilha de Seheil. Deu forma a uma tríade com Khenmu e Satis ( filha-mãe) e em épocas muito antigas foi identificada com Neftis. A tríade egípcia sempre era formada por um elemento feminino, um elemento masculino e um elemento formado pela união de ambos. Visualizamos na tríade a grande importância da família para o antigo egípcio. Na ilha de Elefantina, Anuket forma outra tríade com Jnun (deus cabeça carneiro), um deus local de Hípselis e Esna, cuja lenda conta que foi quem modelou o homem em sua olaria às margens do rio. Acompanhando-s encontramos a Deusa Satis(levava a coroa do Alto Egito), uma divindade da primeira catarata do Nilo que é representada adornada com chifre de antílope. Neste caso, Anuket cumpre a função de filha do casal formado por Jnun e Satis.
Só para esclarecer, a primeira catarata do Nilo é um dos seis afloramentos de granito que obstruíam o Nilo na Antiguidade e era também a tradicional fronteira meridional do Egito. O Egito estendia-se desde a quinta catarata do Nilo até o rio Eufrates, na Ásia Ocidental.
Anuket era ainda, uma Deusa da caça, cujo animal sagrado era a gazela e estava também associada a água. A ligação das Deusas da água com a gazela era provavelmente porque os egípcios sempre viam estes animais em torno da água.
Provavelmente, pelo status de Deusa da Fertilidade, Anuket, transformou-se em Deusa da Luxúria e foi relacionada com a natureza sexual. Seu símbolo, com estes atributos era vulva, usado em vários países como amuleto para a fertilidade, renascimento, cura, poder mágico ou boa sorte. Sempre Anuket que era chamada para dar as boas-vindas aos recém-nascidos ou filhotes de animais. Ela era chamada de Doadora de Vida, tanto de humanos como dos animais. Suas bênçãos se tornam eficazes nas primeiras formas da Lua Crescente.
Adorada no Reino Novo em Elefantina, onde se encontrava o seu santuário mais importante. Em Filé havia outro templo, onde era identificada com Ísis. Era representada como uma mulher vestindo uma grande coroa com plumas de avestruz, que conduzia um cetro de papiro. Como é de origem africana, suas vestes são muito

ornamentadas. Sua imagem pode ser vista no templo de Ramsés II em Abu Simbel. Em 1963 e 1968, o templo
foi transferido para longe do lago Nasser, criado pela barragem de Assuã.
Segundo algumas fontes compulsadas, Anuket, também conhecida por Anka, deu origem à palavra ankh, "A Chave da Vida", antigo símbolo feminino da Grande Deusa e da imortalidade dos deuses. Mais tarde, a ankh ficou conhecida como "A Chave do Nilo", reproduzindo a união mística de Ísis e Osíris, que provocava a inundação anual do rio.
Anuket é uma Deusa Mãe Protetora que deu vida ao faraó, à terra e ao próprio Egito.

ARQUÉTIPO DA DEUSA VIRGEM

A Deusa Anuket está associada à Lua Crescente e a característica da Deusa desta fase é ser virgem. Mas virgem, no sentido de ser essencialmente uma-em-si-mesma. Isto explica o porquê de ser considerada uma Deusa andrógina. Ela não é, portanto, a contraparte feminina de um deus masculino. Ao contrário, ela tem um papel próprio. Ela é a mais Antiga e Eterna, a Mãe do deus Ra e Mãe de todas as coisas.
Da mesma forma, a mulher contemporânea que incorpora o arquétipo de Anuket é "virgem" em sua conotação psicológica. Uma mulher que é dependente do que outras pessoas pensam, que a faz dizer e fazer coisas que realmente não aprova, não é virgem no sentido do termo. A mulher virgem é livre para ser como deseja. Ela é o que é. Mas romper leis convencionais, não pode levá-la ao egocentrismo, pois deste modo a cura se tornaria pior que a doença.
Mas, como pode então a mulher libertar-se de sua orientação egocêntrica? Quando buscar objetivos não pessoais e relacionar-se corretamente com sua Deusa Interior, terá como resultado a liberação do egotismo e do egoísmo. Ela deixará então de ser vista como uma egoísta, para consolidar uma personalidade de significação mais profunda. Para tanto, deve ser conhecedora dos ensinamentos antigos da Deusa. É entendendo a concepção primitiva das deidades lunares, que eram tanto provedoras da fertilidade, como destruidoras da vida, que poderemos incorporar os princípios femininos das Deusas, nos tornando então, "virgens", uma-em-si mesmas.

O Berço da Religião

Texto encontrado no blog: (http://betoquintas.blogspot.com)

Pillars at the temple of Göbekli TepeNós costumávamos pensar que a agricultura deu origem às cidades e depois à escrita, arte e religião. Agora o templo mais antigo sugere a importância de elogiarmos o surgimento da civilização.

Por Charles C. Mann

Fotografia de Vincent J. Musi

Desde antes e agora o surgimento da civilização é reencenada em uma colina remota no sul da Turquia.

Diante dos turistas estão dúzias de pilares de pedra arranjados em um formato de anel, um apertado contra o outro. Conhecido como Göbekli Tepe, o sítio é uma vaga lembrança de Stonehenge, exceto que Göbekli Tepe foi construído muito antes e não foi feito de blocos de pedra rústicos, mas de pilares de pedra esculpidos com baixos-relevo de animais. Verdadeiramente, Göbekli Tepe é o exemplo de arquitetura monumental mais velha conhecida. Quando estes pilares foram erigidos, pelo que sabemos, nada nessa escala existia no mundo.

No tempo da construção de Göbekli Tepe a raça humana vivia em pequenos bandos nômades que sobreviviam de coleta de frutos e da caça de animais. A construção do local teria requerido mais pessoas juntas em um lugar do que havia antes. Surpreendentemente, os construtores do templo foram capazes de cortar, formar e transportar pedras de 16 toneladas por centenas de pés [medida de distância usada nos EUA e Grâ-Bretanha-NT] a despeito de não terem rodas ou animais de carga. Os peregrinos que vieram a Göbekli Tepe viviam em um mundo sem escrita, metal ou cerâmica; aos que se aproximavam do templo de baixo, seus pilares deveriam parecer como rígidos gigantes, os animais nas pedras brilhando pelas fogueiras - emissários de um mundo espiritual que a mente humana pode ter começado a presenciar.

Arqueologistas ainda estão escavando Göbekli Tepe e debatendo seu significado. O que eles sabem é que este sítio é o mais significante em uma torrente de achados inesperados que sobreporam ideias anteriores sobre o passado oculto de nossa espécie. Há não menos de 20 anos atrás a maior parte dos pesquisadores achavam que conheciam o tempo, espaço e a sequência rústica da Revolução Neolítica - a transição crítica que resultou no nascimento da agricultura e dali para sociedades tecnologicamente sofisticadas. Mas em anos recentes múltiplas descobertas novas, Göbekli Tepe entre elas, começaram a forçar os arqueologistas a reconsiderar.

A nova descoberta sugere que a revolução foi na verdade desenvolvida por muitas mãos ao longo de uma enorme área e por milhares de anos. E pode ter sido desenvolvida não pelo ambiente mas por absolutamente outra coisa.

Göbekli Tepe pode ser o primeiro centro espiritual, o início de um padrão. O que sugere, ao menos aos arqueologistas, é que o senso humano do sagrado - e o amor humano a um bom espetáculo - pode ter dado início à civilização em si mesma.

A construção de um templo massivo por um grupo de coletores é evidência que a religião organizada pode ter vindo antes do aparecimento da agricultura e outros aspectos da civilização. Há a sugestão que o impulso humano de se reunir para rituais sagrados apareceu quando os humanos deixaram de se verem como parte do mundo natural para se verem como senhores dele.

Fonte: National Geographic [com uma pequena edição]

1 de jun. de 2011

Mulher Búfalo Branco

Acredito que seja da Rosane Volpatto

O nome sioux é uma corruptela francesa de um termo algoquim de reprovação, que significa "serpente" ou "inimigo" Os sioux são identificados com as pradarias e as planícies. Em 1600 eles viviam nas cabeceiras do rio Mississipi. Antes de 1700, começaram a migrar para as planícies e pradarias a partir das áreas das Woodlands, no Meio-Oeste. Este povo é famoso por sua busca de visões, sua dança do sol e seus homens santos.
A primeira figura santa é a Mulher Filhote de Búfalo Branco. Ela é uma heroína cultural. Foi ela quem trouxe aos sioux o cachimbo sagrado. Fonte de profundo conhecimento espiritual, a Mulher Filhote de Búfalo Branco é uma poderosa mensageira de "Wakan-Tanka", o Grande Espírito. Ela mesma é chamada de "wakan", que pode significar "sagrada" e "poderosa", além de "antiga", "velha" e "resistente". Esta personagem lendária tem a beleza da juventude e a sabedoria da eternidade.
Segundo Black Elk:
Há muito tempo atrás, dois batedores haviam saído para procurar um bisão e quando chegam ao topo de uma colina, olhando para o norte, viram que vinha de muito longe alguém. Quando chegou mais perto, gritaram:
-"É uma mulher!", e era.
Então um dos batedores, tolo que era, teve maus pensamentos e os disse. Mas o outro respondeu: -"Esta é uma mulher sagrada, jogue fora todos os maus pensamentos".
Quando ela chegou mais perto, viram que usava um traje de couro branco que brilhava ao sol. Ele estava bordado com lindos desenhos sagrados de espinhos do porco-espinho, em cores tão radiantes que nenhuma mulher seria capaz de fazer. Em suas mãos ela levava um fardo grande e um leque de folhas de sálvia. Tinha seus cabelos soltos exceto por uma trança no lado esquerdo que era amarrada com pele de búfalo. Seus olhos eram negros e brilhantes, com grande poder neles. E ela sabia os pensamentos deles e disse em uma voz que era como cantasse:
-"Vocês não me conhecem, mas se quiserem fazer o que pensam, podem vir". E o tolo foi, mas quando chegou perto dela, surgiu uma nuvem branca que o envolveu. E a linda mulher saiu da nuvem, e quando ela se afastou o homem tolo era um esqueleto coberto de vermes.
Então ela falou com o homem que não era tolo:
-"Você voltará para casa e contará ao seu povo que eu estou chegando e que uma grande tenda deverá ser construída para mim no centro da nação." E o rapaz, que estava com muito medo, foi rapidamente avisar seu povo, que imediatamente fez o que lhe fora dito. E lá, ao redor da grande tenda, eles esperaram a mulher sagrada. E depois de algum tempo ela veio, muito bonita e cantando e.. .entrou na tenda... E, enquanto cantava, de sua boca saía uma nuvem branca de cheiro bom. Então ela deu algo ao chefe: um cachimbo.
-"Olhem", disse ela. "Com isto vocês se multiplicarão e serão uma boa nação. Nada que não seja bom sairá disto. Somente as mãos dos bons deverão cuidar dele e os maus não poderão sequer olhar para ele."
A mulher colocou uma lasca de búfalo seco no fogo e acendeu o cachimbo com ela. Este era petaowihanlceshni, o fogo sem fim, a chama a ser passada de geração a geração. E então falou:
"Aqui se encontra o cachimbo sagrado, com ele, nos invernos futuros, enviarás vossa voz a Wakan-Tanl<a, vosso Avô e Pai. Com este cachimbo de mistério caminharás pela Terra, pois a terra é vossa Avó e Mãe e é sagrada. 0 fornilho desse cachimbo é de pedra vermelha. É a Terra. Este jovem bisonte que está cravado na

pedra, e que olha para o centro, representa os quadrúpedes que vivem sobre vossa mãe. A haste do cachimbo
é de madeira, e isto representa tudo o que cresce sobre a Terra. E estas doze plumas que caem do local onde a haste se encaixa no fornilho são de Águia Pintada e representam a Águia e todos os seres alados. Todos estes povos e todas as coisa do Universo estão vinculadas a ti que fumas o cachimbo; todos enviam suas vozes a Wakan-Tanka, o Grande Espírito. Quando orais com este cachimbo, orais por todas as coisa e com elas."
"Com este cachimbo sagrado," ela continuou,"vocês caminharão como uma prece viva. Com seus pés descansando sobre a terra e a haste do cachimbo alcançando os céus, os seus corpos formam uma ponte viva entre o Sagrado Abaixo e o Sagrado Acima. Wakan Tanka sorri para vocês, porque agora nós somos um: terra, céu, todas as coisas vivas, os seres de duas pernas, os de quatro pernas e os de asas, as árvores, as ervas. Juntos com o povo, estão todos relacionados, uma família. O cachimbo os mantém todos juntos."
Portanto, fumar o cachimbo é um meio de se unir com a terra e todas as suas criaturas: é um modo de enviar a voz de alguém ao Grande Espírito. Quando você reza com o cachimbo se une a todas as criaturas vivas: cada uma delas é seu parente. Todas as coisas do Universo se ligam horizontalmente à haste do cachimbo. O fogo, alimentado pelo sopro do vento e dos homens, queima dentro do fornilho e as ervas do chão são símbolos do mundo terrestre. Aromas, fumaça e vozes sobem na verticalidade ao Grande Espírito.
Enquanto ela estava dentro da tenda, a Mulher Filhote de Búfalo Branco revelou ao povo que:
"Todo amanhecer é um acontecimento sagrado, e todo dia é sagrado, pois a luz vem de seu Pai "WakanTanka"; e também vocês devem sempre se lembrar de que os de duas pernas e todos os outros povos que habitam esta terra são sagrados e devem ser tratados como tais".
Ela ensinou também, a eles as sete cerimônias sagradas. Uma delas foi a Tenda do Suor, ou Cerimônia d Purificação. A outra foi a Cerimônia de Nomeação, dando nomes às crianças. A terceira foi a Cerimônia de cura. A quarta foi a criação de parentesco ou Cerimônia de adoção.A quinta foi a Cerimônia de casamento. A sexta foi a Busca de Visão e a sétima foi a Cerimônia da Dança do Sol, a Cerimônia do povo de todas as nações.
Ao deixar o povo, ela disse:
"Olhem este cachimbo! Sempre se lembrem de como ele é sagrado. Tratem-o como tal e ele irá com vocês até o fim. Lembrem-se, em mim existem quatro eras. Estou partindo agora, mas voltarei para seu povo a cada era, e no fim eu voltarei."
Ao deixar a tenda, ela caminhou uma curta distância, sentou-se e ergueu-se na forma de um filhote de búfalo marrom e vermelho. Caminhou mais um pouco, deitou-se mais uma vez e ergueu-se como um búfalo preto. Nesta forma, ela se afastou ainda mais do povo. Então curvou-se para cada um dos cantos do universo e desapareceu no alto da colina.
Você deve estar se perguntando por que esta mulher é chamada de "Mulher Filhote de Búfalo Branco". Conforme já falamos, ela é uma figura que dá vida a seu povo e está identificada com o búfalo porque representa toda a criação, assim como o búfalo para o sioux. E este animal mais importante para este povo, pois dava-lhes comida, roupas e até mesmo casas, que eram feitas de peles curtidas. Como o búfalo continha todas estas coisas em si e, por muitas outras razões, ele era um símbolo natural do universo, a totalidade de todas as formas manifestas. Tudo está simbolicamente contido neste animal: a terra e tudo que cresce nela, todos os animais e até mesmo os povos de duas pernas; e cada parte específica do animal representa para o índio uma dessas "partes" da criação. E também o búfalo tem quatro patas, e elas representam as quatro eras, que são uma condição integral da criação.
E ainda, quando a Mulher Filhote de Búfalo Branco prometeu voltar, ela fez umas profecias. Uma delas foi o nascimento de um novilho de búfalo branco que seria um sinal de que estaria próximo o dia de sua volta para purificar o mundo novamente, trazendo harmonia e equilíbrio espiritual. Três destes animais já nasceram desde 1995. Um morreu logo após seu nascimento. o último nasceu em Dakota do Sul, EUA. Este filhote de búfalo é considerado como um presente para todos os indígenas e pessoas do mundo, capaz de unir todas as crenças no ideal de harmonia e de amor universal.
O cachimbo do Filhote de Búfalo Branco está em um lugar sagrado (Green Grass) em uma Reserva Indígena do Rio Cheyenne na Dakota do Sul mantido por um homem que é conhecido como o Guardador do Cachimbo do Novilho de Búfalo Branco, Arvol Looking Horse.Ele diz que está escrito que na próxima vez em que houver caos e disparidade, a Mulher Filhote Búfalo Branco retornará.
A Mulher Filhote de Búfalo Branco representa o conhecimento cósmico e a energia; como o bisão, ela representa a totalidade como o universo; e também a totalidade como as quatro eras. Em um certo sentido, podemos ver a Mulher Filhote de Búfalo Branco como aquela parte sábia porém oculta de nós mesmos que sempre tem acesso ao conhecimento sagrado e transcendente, conhecimento que, paradoxalmente, está
relacionado às nossas vidas no mundo cotidiano.
O nome sioux é uma corruptela francesa de um termo algoquim de reprovação, que significa "serpente" ou "inimigo" Os sioux são identificados com as pradarias e as planícies. Em 1600 eles viviam nas cabeceiras do rio Mississipi. Antes de 1700, começaram a migrar para as planícies e pradarias a partir das áreas das Woodlands, no Meio-Oeste. Este povo é famoso por sua busca de visões, sua dança do sol e seus homens santos.
A primeira figura santa é a Mulher Filhote de Búfalo Branco. Ela é uma heroína cultural. Foi ela quem trouxe aos sioux o cachimbo sagrado. Fonte de profundo conhecimento espiritual, a Mulher Filhote de Búfalo Branco é uma poderosa mensageira de "Wakan-Tanka", o Grande Espírito. Ela mesma é chamada de "wakan"; que pode significar "sagrada" e "poderosa", além de "antiga", "velha" e "resistente". Esta personagem lendária tem a beleza da juventude e a sabedoria da eternidade.
Segundo Black Elk:
Há muito tempo atrás, dois batedores haviam saído para procurar um bisão e quando chegam ao topo de uma colina, olhando para o norte, viram que vinha de muito longe alguém. Quando chegou mais perto, gritaram:
-"É uma mulher!", e era.
Então um dos batedores, tolo que era, teve maus pensamentos e os disse. Mas o outro respondeu: -"Esta é uma mulher sagrada, jogue fora todos os maus pensamentos".
Quando ela chegou mais perto, viram que usava um traje de couro branco que brilhava ao sol. Ele estava bordado com lindos desenhos sagrados de espinhos do porco-espinho, em cores tão radiantes que nenhuma mulher seria capaz de fazer. Em suas mãos ela levava um fardo grande e um leque de folhas de sálvia. Tinha seus cabelos soltos exceto por uma trança no lado esquerdo que era amarrada com pele de búfalo. Seus olhos eram negros e brilhantes, com grande poder neles. E ela sabia os pensamentos deles e disse em uma voz que era como cantasse:
-"Vocês não me conhecem, mas se quiserem fazer o que pensam, podem vir". E o tolo foi, mas quando chegou perto dela, surgiu uma nuvem branca que o envolveu. E a linda mulher saiu da nuvem, e quando ela se afastou o homem tolo era um esqueleto coberto de vermes.
Então ela falou com o homem que não era tolo:
-"Você voltará para casa e contará ao seu povo que eu estou chegando e que uma grande tenda deverá ser construída para mim no centro da nação." E o rapaz, que estava com muito medo, foi rapidamente avisar seu povo, que imediatamente fez o que lhe fora dito. E lá, ao redor da grande tenda, eles esperaram a mulher sagrada. E depois de algum tempo ela veio, muito bonita e cantando e.. .entrou na tenda... E, enquanto cantava, de sua boca saía uma nuvem branca de cheiro bom. Então ela deu algo ao chefe: um cachimbo.
-"Olhem", disse ela. "Com isto vocês se multiplicarão e serão uma boa nação. Nada que não seja bom sairá disto. Somente as mãos dos bons deverão cuidar dele e os maus não poderão sequer olhar para ele."
A mulher colocou uma lasca de búfalo seco no fogo e acendeu o cachimbo com ela. Este era petaowihankeshni, o fogo sem fim, a chama a ser passada de geração a geração. E então falou:
"Aqui se encontra o cachimbo sagrado, com ele, nos invernos futuros, enviarás vossa voz a Wakan-Tanka, vosso Avô e Pai. Com este cachimbo de mistério caminharás pela Terra, pois a terra é vossa Avó e Mãe e é sagrada. O fornilho desse cachimbo é de pedra vermelha. É a Terra. Este jovem bisonte que está cravado na pedra, e que olha para o centro, representa os quadrúpedes que vivem sobre vossa mãe. A haste do cachimbo é de madeira, e isto representa tudo o que cresce sobre a Terra. E estas doze plumas que caem do local onde a haste se encaixa no fornilho são de Águia Pintada e representam a Águia e todos os seres alados. Todos estes povos e todas as coisa do Universo estão vinculadas a ti que fumas o cachimbo; todos enviam suas vozes a Walcan-Tanka, o Grande Espírito. Quando orais com este cachimbo, orais por todas as coisa e com elas."
"Com este cachimbo sagrado," ela continuou, "vocês caminharão como uma prece viva. Com seus pés descansando sobre a terra e a haste do cachimbo alcançando os céus, os seus corpos formam uma ponte viva entre o Sagrado Abaixo e o Sagrado Acima. Wakan Tanka sorri para vocês, porque agora nós somos um: terra.. céu, todas as coisas vivas, os seres de duas pernas, os de quatro pernas e os de asas, as árvores, as ervas. Juntos com o povo, estão todos relacionados, uma família. O cachimbo os mantém todos juntos."
Portanto, fumar o cachimbo é um meio de se unir com a terra e todas as suas criaturas: é um modo de enviar a voz de alguém ao Grande Espírito. Quando você reza com o cachimbo se une a todas as criaturas vivas: cada uma delas é seu parente. Todas as coisas do Universo se ligam horizontalmente à haste do cachimbo. 0 fogo, alimentado pelo sopro do vento e dos homens, queima dentro do fornilho e as ervas do chão são símbolos do
mundo terrestre. Aromas, fumaça e vozes sobem na verticalidade ao Grande Espírito.
Enquanto ela estava dentro da tenda, a Mulher Filhote de Búfalo Branco revelou ao povo que:
``Todo amanhecer é um acontecimento sagrado, e todo dia é sagrado, pois a luz vem de seu Pai "WakanTanka"; e também vocês devem sempre se lembrar de que os de duas pernas e todos os outros povos que habitam esta terra são sagrados e devem ser tratados como tais".
Ela ensinou também, a eles as sete cerimônias sagradas. Uma delas foi a Tenda do Suor, ou Cerimônia d Purificação. A outra foi a Cerimônia de Nomeação, dando nomes às crianças. A terceira foi a Cerimônia de cura. A quarta foi a criação de parentesco ou Cerimônia de adoção.A quinta foi a Cerimônia de casamento. A sexta foi a Busca de Visão e a sétima foi a Cerimônia da Dança do Sol, a Cerimônia do povo de todas as nações.
Ao deixar o povo, ela disse:
"Olhem este cachimbo! Sempre se lembrem de como ele é sagrado. Tratem-o como tal e ele irá com vocês até o fim. Lembrem-se, em mim existem quatro eras. Estou partindo agora, mas voltarei para seu povo a cada era, e no fim eu voltarei."
Ao deixar a tenda, ela caminhou uma curta distância, sentou-se e ergueu-se na forma de um filhote de búfalo marrom e vermelho. Caminhou mais um pouco, deitou-se mais uma vez e ergueu-se como um búfalo preto. Nesta forma, ela se afastou ainda mais do povo. Então curvou-se para cada um dos cantos do universo e desapareceu no alto da colina.
Você deve estar se perguntando por que esta mulher é chamada de "Mulher Filhote de Búfalo Branco". Conforme já falamos, ela é uma figura que dá vida a seu povo e está identificada com o búfalo porque representa toda a criação, assim como o búfalo para o sioux. É este animal mais importante para este povo, pois dava-lhes comida, roupas e até mesmo casas, que eram feitas de peles curtidas. Como o búfalo continha todas estas coisas em si e, por muitas outras razões, ele era um símbolo natural do universo, a totalidade de todas as formas manifestas. Tudo está simbolicamente contido neste animal: a terra e tudo que cresce nela, todos os animais e até mesmo os povos de duas pernas; e cada parte específica do animal representa para o índio uma dessas "partes" da criação. E também o búfalo tem quatro patas, e elas representam as quatro eras, que são uma condição integral da criação.
E ainda, quando a Mulher Filhote de Búfalo Branco prometeu voltar, ela fez umas profecias. Uma delas foi o nascimento de um novilho de búfalo branco que seria um sinal de que estaria próximo o dia de sua volta para purificar o mundo novamente, trazendo harmonia e equilíbrio espiritual. Três destes animais já nasceram desde 1995. Um morreu logo após seu nascimento. o último nasceu em Dakota do Sul, EUA. Este filhote de búfalo é considerado como um presente para todos os indígenas e pessoas do mundo, capaz de unir todas as crenças no ideal de harmonia e de amor universal.
O cachimbo do Filhote de Búfalo Branco está em um lugar sagrado (Green Grass) em uma Reserva Indígena do Rio Cheyenne na Dakota do Sul mantido por um homem que é conhecido como o Guardador do Cachimbo do Novilho de Búfalo Branco, Arvol Looking Horse.Ele diz que está escrito que na próxima vez em que houver caos e disparidade, a Mulher Filhote Búfalo Branco retornará.
A Mulher Filhote de Búfalo Branco representa o conhecimento cósmico e a energia; como o bisão, ela representa a totalidade como o universo; e também a totalidade como as quatro eras. Em um certo sentido, podemos ver a Mulher Filhote de Búfalo Branco como aquela parte sábia porém oculta de nós mesmos que sempre tem acesso ao conhecimento sagrado e transcendente, conhecimento que, paradoxalmente, está relacionado às nossas vidas no mundo cotidiano.