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9 de jun. de 2011

Deusa Cailleach

Cailleach fala:  Meus ossos são frios, meu sangue é ralo.
Eu busco o que é meu. O busco o que ainda não foi semeado. Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul. Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente. Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada. Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte. E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado. Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo. Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence.
Cailleach é a própria terra. Ela é as rochas cobertas de musgo e o pico das montanhas. Ela é a terra coberta de gelo e neve. Ela é a mais antiga ancestral, velada pela passagem do tempo. Ela é a Deusa da Morte, que deixa morrer tudo o que não é mais necessário. Mas é também quem encontra as sementes da próxima estação. Ela é a guardiã da semente, a protetora da força vital essencial ao ressurgimento da vida após o inverno. Ela guarda a própria essência do poder da vida. Ela é o poder essencial da Terra. Nos mitos Celtas representa a Soberania sobre a terra e um rei só podia reinar após realizar o casamento sagrado com Ela, que representa o Espírito da terra.
Cailleach é uma das maiores e mais antigas Deusas da humanidade, uma Deusa Anciã, principalmente na Galiza onde algumas teses apontam a raiz no etnónimo Callaici, nome de uma tribo céltica que vivia na região onde mais tarde surgiu a povoação celto-romana de Cale - Cale está na base do nome e fundação de Portugal, enquanto os Gallaici deram o nome a toda a região do Douro para cima, Galiza incluída.
Cailleach rege o céu, a terra, o Sol e a Lua, o tempo e as estações. Ela criava as montanhas com as pedras que carregava em seu avental, mas também trazia aos homens as doenças, a velhice e a morte. Ela é também um espírito protetor dos rios e lagos, garantindo que eles não secariam. Ela controla os meses de inverno, trazendo o frio, as chuvas e a neve. Mas um de seus principais títulos é Rainha da Tempestade, pois com seu cajado trazia e controlava as tempestades, particularmente as nevascas e furacões.
Cailleach é a guardiã do portal que leva à parte escura do ano, iniciada no Samhain e é invocada nos rituais de morte e transformação. Nos mitos da troca de poder entre deusas, ela recebe o bastão branco dos meses de luz e o torna negro para os meses de trevas, devolvendo-o à Bright no Imbolc. Em alguns mitos diz-se que Ela retorna à terra no Imbolc, tornando-se pedra para acordar somente no próximo Samhain.
Apesar de ser considerada uma Deusa Anciã, ela é quase sempre representada com um rosto jovem, mostra de seu poder de se rejuvenescer constantemente. Esta deusa possui um aspecto de protetora dos animais selvagens contra caçadores, principalmente o cervo e o lobo, assegurando bandos saudáveis. Há um mito antigo que conta que os caçadores oravam a Cailleach para saber onde encontrar os cervos e quantos matar. Ela os guiava para a aqueles que podiam ser mortos, desobedecê-la trazia sua fúria, em forma de ataques de alcateias para a vila dos desobedientes.
Esta deusa também possui um aspecto regedora da saúde/ enfermidade, sendo aquela a quem as mães pediam que curasse seus filhos das doenças do inverno. O Gato é um de seus animais sagrados. Em algumas lendas ela toma a forma de gato para testar o caráter das pessoas. Em sua forma humana, ela costumava ir de casa em casa no inverno pedindo abrigo e comida. Os que a acolhiam contavam com sua eterna bênção e proteção e os outros eram amaldiçoados e não atravessam o inverno incólumes. São também sagrados para ela o corvo e a gralha.
Ela carrega um caldeirão em uma das mãos e um cajado na outra. Seu cajado ou bastão lhe conferia o poder sobre o tempo, associada também a crua honestidade e à verdade.
Outro mito folclórico é de aparecer como uma mulher velha que pede ao herói que durma com ela, se o herói concorda em dormir com ela, ela se transforma em uma linda donzela.
O Livro de Lecam (cerca de 1400 E.C.) alega que Cailleach Beara era a Deusa da qual se originaram os povos da região de Kerry. Na Escócia ela representa a personificação do inverno, nasce velha no Samhain e fica cada vez mais jovem até tornar-se uma linda Donzela no Beltane.
Tese de etimologia da palavra Cailleach:
(...)
a origem do termo Cale (que logo dará lugar à forma latinizada Gallaecia) parte da Deusa mãe dos celtas Cal-leach, pois, segundo ele, era costume romano nomear aos povos conquistados pelo denominação dos seus Deuses. Isto dá, para lembrar-nos, que o nascimento da Calécia/Gallaecia como entidade política, produziu-se após a batalha do Douro e a posterior conquista romana. Para este autor, os celtas do Douro, virão a ser os Cal-laic-us (Calaicos) ou filhos da Deusa mãe dos celtas Cal-leach, cuja referência se tem encontrado numa inscrição na forma de Calaic-ia no lugar de Sobreira, perto do Porto.
Uma outra analise do radical Cale no âmbito das línguas célticas: Palomar Lapesa (1957) e Alberto Firmat (1966), liga este com o significado de «pedra», «rochedo», «duro», cuja expressão se adequa com rigor às características geológicas e graníticas da cidade, nomeadamente do morro da Sé.
Para Higino Martins (1990) o vocábulo pré-indo-europeu Kala, definido como «abrigo», «refúgio», passou à língua celta sob a forma Cale e com significação de «terra», «montanha». Para ele, o etónimo Calaico/a viria então a denominar ao «da terra», ao «do lugar».
(...)

Cordialmente,
Conselho de Bruxaria Tradicional
http://www.bruxaria tradicional. com.br

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8 de jun. de 2011

Deusa Nut

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

Tente me alcançar

Toque em mim

Estou sempre ao seu alcance

Não tente imaginar como sou porque você não pode

Sou a imensidão do cosmo que ilumina o céu noturno

Estou além da compreensão humana na amplidão do meu ser

Sou um mistério que não pode ser desvendado.

O CÉU COMO ARQUÉTIPO

"Anexo a nossa consciência imediata", escreveu Carl Jung, "existe um segundo sistema psíquico, de natureza coletiva, universal e impessoal, que se revela idêntico em todos os indivíduos". Povoando esse inconsciente coletivo, afirmava, havia o que ele chamava de "arquétipos", imagens primordiais ou símbolos, impressos na psique desde o começo dos tempos e, a partir de então, transmitida à humanidade inteira.
Um desses arquétipos é o "Céu".
Segundo Freud, o nascimento é um trauma, uma grande catástrofe que empurra o ser humano à necessidade de adaptar-se e lutar para sobreviver desde o primeiro até o último instante da vida.
Como nos sonhos, os mitos e deuses nos conduzem à um regresso ao Éden, à uma aliança com o cosmo e a energia que o configura. Estes deuses são a imagem arquetípica da alegria e felicidade, que nos fazem esquecer a nossa condição material, de miséria e de sofrimento. Nos fazem regressar à condição original, recuperando o paraíso perdido, a mãe e a imortalidade. O cosmo e o céu estrelado nos remetem a tal estado de espírito. Subir ao céu, representa não tão somente, escapar das misérias terrestres, mas também nos faz escapar das preocupações presentes e nos torna um pouco "deuses". É exatamente por isso, que o céu é a maior recompensa prometida por quase todas as religiões.
Os homens nunca mediram esforços para alcançar o céu, pois para eles vencer a gravidade é vencer a morte. Esta é causa de sermos seres terrestres tão aéreos. Escalamos montanhas, já alcançamos à Lua (hoje nos dirigimos à Marte), desbravamos os céus todos os dias, buscando sempre uma aproximação maior com nossos deuses.
No mundo imaginário, o céu é a pátria das almas, em oposição à terra, que é o pátria dos corpos. Por isso é frequente o uso do ditado: "Tenha os pés no chão". objetivando a praticidade e o sentido agudo de realidade. Ou então se diz: "Está com a cabeça nas Nuvens", padrão de comportamento que corresponde àquelas pessoas sonhadoras e descuidadas, que preferem o mundo ilusório ao real.
Todos nós temos no nosso interior o "céu"e a "terra". Nesta perfeita união visualizamos claramente o casamento do masculino com o feminino. No Antigo Egito, a Abóbada Celeste era a Deusa Nut, representada por um corpo feminino arquejado sobre a terra. E é justamente esta deusa o objetivo do nosso estudo, aqui e agora.

A CRIAÇÃO

O Egito é um oásis entre pedras e areias, é o sonho de todo o viajante. Desde a antiguidade até nossos dias, peregrinos, curiosos e aventureiros caminham sobre suas areias douradas e quentes, sem jamais terem decifrado todos os seus mistérios.
Historicamente o homem tem realizado representações associadas a milhares de divindades que povoam os quatro rincões do planeta. Algumas delas nascem de um sentimento chamado "esperança", outras do "tcmor" do homem ao invisível. Um aspecto característico da mentalidade das primeiras culturas humanas, era fazer associações com os fenômenos naturais, tipo Sol, Lua, Vento, Raio à divindades, pois, muitos deles, aos olhos dos homens, eram totalmente inexplicáveis.
Segundo a gênese egípcia, o mundo primordial era constituído de Água e Caos. Sobre as águas dançava um botão de lótus que ao se abrir libertou Rã, o deus do Sol. Ele chegou para iluminar o Caos inicial e originou seus dois filhos divinos: SHU, o deus do Ar e TEFNET, a deusa da Umidade. Deles nasceram GEB, deus da Terra e NUT, deusa do Céu Noturno, também conhecida como Grande Profundeza, a Abóbada Celestial, que faz nascer o Sol todas as manhãs, para depois devorá-lo à noite.
Geb e Nut se amaram e permaneceram por longo tempo abraçados. O céu e a terra estavam tão juntos, que não havia espaço para nada crescer ou viver entre eles. Desaprovando o incesto cometido por estes deuses, Rã, ou Sol, ou Deus Supremo, ordenou que Shu, pai deles os separassem. O poderoso deus do Ar, pisou sobre Geb e com as mãos suspendeu Nut acima de seu irmão. Geb debatia-se entre os pés do pai, enquanto que Nut balançava sobre ele, mas não conseguiam chegar a se alcançar.
A deusa ficou tão brava com seu pai, que ele acabou amaldiçoando-a, para que em nenhum dia dos 360 dias do ano, pudesse dar à luz. Foi ajudada então, pelo deus Thot, que em um jogo com a Lua, ganhou-lhe a sétima parte de cada uma das suas luminárias. Juntando essas partes, que formavam ao todo cinco dias, acrescentou-as aos trezentos e sessenta dias do ano. Dessa forma Nut pode gerar filhos. No primeiro dia nasceu Osíris; no segundo Hórus (o velho); no terceiro Seth; no quarto Íris; e no quinto dia, Néftis. Seth casou-se com Néftis e Osíris com Ísis.
Nut também é a deusa que recebe as múmias, cuidando de seu corpo até a ressurreição, por isso era pintada dentro da tampa interior dos sarcófagos.

REPRESENTAÇÃO NOS DIVERSOS PLANOS

O Plano Espiritual é invadido pelo corpo da deusa, simbolizando a proximidade do eu com o inconsciente.
No Plano Mental, a deusa Nut, é a deusa do céu. Mulher de Geb e mãe de Osíris, Seth e Néftis. Na posição, como se estivesse sobre o marido, dá proteção ao jovem Akenaton que percebendo sua cegueira em relação á sua própria vida vai em busca do contato com seus antepassados e seu mestre interior - Aton, para a solução das sua dúvidas existenciais.
No Plano Material, um escorpião voltado para o Mundo dos Mortos, representando a busca do saber adquirido.

O ABRAÇO DE NUT

Nut se expande nas nossas vidas para lembrar-nos que devemos estar abertos ao mistério. Ela declara que o caminho para totalidade agora está em confiar que o mistério que você compreendeu será exatamente o que você precisa para sua jornada rumo à totalidade.

RITUAL

E hora da nossa viagem em busca da nossa Nut interior. Para tanto, reserve um lugar ao ar livre em que você possa se sentir segura e sozinha(o), sem ser incomodada(o), à noite, é claro! Procure sentar-se ou deita-se e feche os olhos. Respire fundo e solte o ar rapidamente. Inspire outra vez e solte o ar bem devagar. Repita por 3 vezes este procedimento. Comece então a visualizar, sentir e perceber a imensidão do corpo de Nut no céu noturno acima de você. Veja-a curvada sobre você.
Ela estará sorrindo e estenderá sua mão, convidando-a(o) para se aproximar. Ela lhe apontará o caminho das estrelas para você seguir, siga-o então. Ela lhe estenderá os braços e você caminha para receber o seu abraço. Sinta o calor do seu abraço e compreenda assim o mistério de Nut. Ela a(o) convidará para abrir seu coração e confiar nela. Compartilhe com ela todos seus segredos e problemas e peça sua orientação.
Você vivenciará uma profunda sensação de unidade com o desconhecido. Neste momento se sentirá tranquila (o), segura (a), compreendida (o) e ficará abraçada (o) à ela até se sentir pronta (o) para voltar. Você deve, depois, agradecer a Nut e lhe dirá que é hora de retornar. Ela lhe ajudará a percorrer o caminho das estrelas de volta ao seu corpo. Respire fundo e quando estiver pronta abra os olhos.

O PORQUE DO ESTUDO DAS DEUSAS

A negligência do aspecto interior tem levado, particularmente as mulheres, a certa falsificação de seus valores existenciais. Hoje em dia, o sucesso ou o fracasso da vida de uma mulher não é mais julgado como antigamente pelo critério exclusivo do casamento. À sua adaptação à vida agora, pode ser feita de diversas maneiras, cada uma das quais, oferecendo alguma oportunidade para resolver problemas, sejam de trabalho, de relações sociais ou necessidades emocionais.
O maior problema, observado em nossos dias é que no mundo ocidental se dá ênfase especial à valores externos e isso tem ajusta medida à natureza do homem e não da mulher. O espírito feminino é mais subjetivo, mais relacionado com sentimentos do que com leis ou princípios externos, o que acaba regando conflitos. E a resultante destes conflitos é usualmente mais devastadora para as mulheres do que para os homens.
O despertar das deusas interiores, se faz importante, particularmente para as mulheres, mas não esqueçam os homem que este caráter feminino também lhes é peculiar (anima). A maior razão da seriedade deste tema, refere-se ao recente desenvolvimento do lado masculino da mulher (animus), que tem sido uma característica marcante nestes últimos anos. Este desenvolvimento masculino, está associado às exigências do mundo dos negócios e é até considerado pré-requisito para se ganhar a vida neste mercado tão  competitivo. Mas esta mudança, de carácter benéfico na vida profissional das mulheres têm causado alterações profundas na sua relação consigo mesma e com os outros. Este conflito interno estabelecido entre a necessidade de expressa-se através do trabalho como o homem faz e a necessidade interior de viver de acordo com a sua natureza feminina, entraram em "xeque-mate".
Se as mulheres (homens também) pretendem ter contato com seu lado feminino perdido, precisa escolher um caminho que as fará despertar estas deusas adormecidas. Estes mitos e rituais de religiões antigas representam a projeção ingênua de realidades psicológicas. Não são deturpadas pela racionalização, porque em assuntos ligados ao reino do espírito, os povos primitivos e da antiguidade não pensavam, eles somente percebiam, sentiam e intuíam, como de fato ainda fazemos hoje. Consequentemente, estes produtos do inconsciente contêm um material psicológico dos mais puros e que pode ser reunido como formas de conhecimento acerca da realidade subjacente à vida do grupo, tornando-se assim, acessíveis a nós. Pois saibam todos, que quer queiram o não, nós somos geneticamente iguaizinhos aos nossos antepassados.
Jung já no demonstrou que deuses e rituais representavam a fantasia do grupo e que esse material é interpretado psicologicamente por um método similar ao empregado no estudo dos produtos inconscientes de homens e mulheres a nível individual. E o que se constata, através da história é que mitos e rituais se equivalem até em detalhes em culturas de povos bastante separados, nos levando a concluir, que temas psicológicos gerais são verdadeiros para humanidade como um todo. E, de fato, hoje em dia os sonhos e fantasias das pessoas mostram um caráter generalizado similar, lembrando mitos antigos e primitivos Essa semelhança entre o sonho e algum mito antigo pode ocorrer em casos onde não há nenhum conhecimento da existência de tal mito, de maneira que o sonho não pode ser explicado como "empréstimo".
É, com certeza, uma criação espontânea do inconsciente, proveniente da carga hereditária contida naquela célula que é geneticamente igual à daquele nosso antigo ancestral, que nem sequer temos conhecimento de sua existência. Deu para entender? Pois é, mais uma vez, a pedra que os construtores humanos tentam continuamente rejeitar, está se tornando a pedra angular. Tirem suas próprias conclusões, pois eu já tenho a minha opinião formada, graças as minhas DEUSAS!
Que assim seja e assim será!

Deusa Néftis

(acredito que o texto é da Rosane Volpatto)

A REVELADORA

A Néftis egípcia, cujo nome significa "fim" e "vitória" era conhecida como a Senhora do Palácios, Dama da Casa e A Reveladora. Era irmã de Ísis e a esposa de deus Seth. Enquanto Ísis representava a força da vida e do renascimento. Nephtys era a deusa do pôr-do-sol, dos túmulos e da morte. Seus respectivos cônjuges também representavam energias opostas. Osíris, o consorte de Isis, era o deus da fertilidade; Seth, o cônjuge de Néftis, representava a aridez, a esterilidade e a maldade. O deus Seth é também conhecido como o assassino de Osíris. Néftis é uma deusa guardiã e ajudou Ísis a colher os pedaços de Osíris quando Seth o destroçou. Também ajudou Ísis a reanimar o corpo de Osíris por tempo o bastante para que ela concebesse um filho. Por isso é muito frequente ver juntas ambas as deusas, uma na cabeça e outra nos pés do sarcófago. A Néftis é representada junto sua irmã, chorando e velando Osíris.
A morte para os egípcios antigos era uma passagem muito perigosa, pois quando a alma abandona o corpo, tudo se desune e todos os elementos corriam o risco de se manter dissociados do outro lado do espelho.

Portanto a morte implicava necessariamente em uma ação mágica: a preservação da coerência do ser durante a passagem deste mundo para o outro, para poder fazê-lo reviver do outro lado na sua plenitude. Para tal feito, se realizava o embalsamento. Segundo o esoterismo egípcio, o ser é composto de diversas qualidades, sendo mais conhecidas o "akh", a irradiação, o "ba", o poder de encarnação, e o "ka", a potência vital. Cada elemento tem uma existência independente. É através da arte mágica do embalsamento que todas as partes passavam pelas aberturas do céu, permitindo que o ser completo pudesse ir e vir. O sarcófago não era um túmulo ou um lugar vazio. Era considerado como um navio e como um ventre do céu. O espírito do "morto' entra e sai do sarcófago.

Apesar de ser representada como uma bela mulher de olhos verdes, Néftis era chamada de a irmã obscura de Ísis. Ela se encontrou clandestinamente com Osíris e dele concebeu Anúbis, que conduzia os mortos. Por vezes, era representada com longos braços alados estendidos em proteção; em outras vezes, ela carregava uma cesta em sua cabeça. Plutarco nos deu uma explicação bastante esotérica sobre estas duas irmãs:
"Neftis designa o que está embaixo da terra e que não se vê (isto é, seu poder é de desintegração e reprodução), e Ísis representa o que está sobre a terra e é visível (a Natureza física). O círculo do horizonte que divide estes dois hemisférios e é comum a ambos é Anúbis.
Como uma deusa da Lua Nova, Néftis se compadece e compreende as fraquezas humanas. Seu aconselhamento é justo e sábio. Ela rege as artes mágicas, os conhecimentos secretos, os oráculos e as profecias. Animais como serpentes, cavalos, cães brancos, e dragões eram seus, assim como aves como a coruja e o corvo. No Egito, o pentagrama (estrela de cinco pontas) era conhecido como a estrela de Ísis e Néftis.
Essa deusa regia a morte a magia escura, coisas ocultas, conhecimentos místicos, proteção, invisibilidade ou anonimidade, intuição, sonhos e paz. Néftis, apesar de seu aspecto obscuro, oculta toda a força do feminino em sua mais abnegada e sedutora expressão e representa ainda, a compreensão que nasceu do amor sem fronteiras.
Néftis pode nos apresentar a nossa porção sombra aquela parte de nossa psique que está sempre conosco e nos influenciando. A sombra engloba tudo aquilo que temos medo, vergonha, que consideramos inadequado ou que simplesmente não apreciamos em nós mesmos. Tentamos reprimir e nos livrar dessas coisas, sem perceber que, se celebrarmos um armistício para que possamos utilizar suas forças, podemos nos tornar pessoas mais poderosas e completas.
A porção de sombra pode também ser mensageira do subconsciente e dos deuses. Ao utilizar sonhos e visões, eles podem nos revelar o que é necessário para nossa proteção, sabedoria e expansão, tanto na vida física como na espiritual.

RITUAL EM BUSCA DE SONHOS REVELADORES (deve ser realizado na Lua Nova ou Lua Cheia)

De pé, perante o altar, erga os braços em saudação:

Eu chamo por Néftis para me proteger e instruir! Néftis, Dama da Vida, Senhora dos Deuses, Deusa Obscura das poderosas palavras de poder, Eu clamo sua presença,
Que sua força eterna esteja sempre Atrás de mim,
À minha frente,
Sob mim,
Acima de mim
Proteja-me, Mãe Obscura!
Antiga Mãe, a Sagrada de muitos nomes, Mostre-me os segredos dos sonhos.
Ensina-me a Magia Lunar e o conhecimento das ervas.
Dê-me sabedoria para lidar com meu lado de sombra,
Usando suas forças e superando suas fraquezas.
Eu lhe agradeço, Grande Senhora.

Prepare-se então e coloque um caderno perto de sua cama para que possa documentar todos seus sonhos até a próxima fase da Lua, pois Néftis se comunica primariamente através de sonhos, usando o poder da Lua. Você logo perceberá um padrão nos seus sonhos. Sonhos sob influência da Lua Cheia podem lidar com eventos de natureza psíquica, enquanto aqueles sob influência da Lua Nova são de natureza mais espiritual.
Um grupo de antropólogos egípcios encontrou um curioso papiro escrito há cerca de 4.000 anos. Nele se explica o significado de um sonho que havia tido um parente do faraó. O homem sonhara que um abutre devorava-lhe o fígado e que isso lhe proporcionava uma grande alegria. O sacerdote consultado disse que era anúncio de que, em breve, essa pessoa se libertaria de um grande peso que a impedia de ser feliz. Parece difícil entender por que essa pessoa, durante o sono, tinha uma sensação de alívio em vez de dor e angústia. O sacerdote, porém, não teve dúvidas. Ainda que a história tenha ficado inacabada para sempre, pois o resto do papiro não foi achado, tudo fica mais claro quando se sabe que os egípcios acreditavam, assim como os gregos, que a alma das pessoas estava alojada no fígado. Dessa forma, fica claro que o sonho mostra o desejo daquele e diga: homem de livrar-se de algum peso que atormentava sua vida. Um tratado egípcio da XII Dinastia (1.800 a.C.) detalha a forma em que os sonhos devem ser analisados e qual o conteúdo dos símbolos mais comuns.
Você não tem posse deste tratado nem conhecimento muito grande da religiosidade egípcia, mas fique atenta, pois cada vez que sonhamos estamos recebendo uma mensagem secreta proveniente da nossa consciência. Seu significado é sempre misterioso e pode ser interpretado de modos diferentes.

Deusa Mut

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

A DEUSA ABUTRE

Mut era a Deusa Abutre, Senhora de Isheru, ao sul de Karnak. Seu nome significa "mãe" e era considerada a Grande Mãe da Núbia, aparecendo em figuras mágicas compósitas. Seu culto adquire maior importância na XVIII Dinastia.
Ela é esposa de Amon-Ra e mãe adotiva de Montei e Khonsu. Mut foi identificada com Nuu, o deus dos abismos. Originalmente, este último, não só representava o obscuridade, mas também as águas insondáveis que fluem por debaixo da terra e formam a fonte do rio Nilo. Estas correntes abismais representam a matéria primogênita da qual se originaram todos os deuses. Assim, Nuu era chamado do mais velho e sábio dos deuses, que já existia quando ainda não existia céu e terra, o possuidor de todos os segredos e pai de todos os deuses do mundo.
Mut, já era divindade de Tebas antes do aparecimento de Amon-Ra. A presença de Mut junto do deus tebano Amon-Ra se deve ao desejo de reforçar suas características solares, outorgadas a este último, junto o qual ela podia desempenhar o papel de filha do "olho de Ra". Entre as formas divinas masculinas, Amon-Ra (deus Sol) e Khonsu (deus da Lua), Mut aparecia como uma Deusa que atraía de novo a inundação: o "terceiro olho". Os três deuses anteriores formavam uma tríade.
Como Deusa Mãe se apresentava com uma coroa ornada com abutre, seu vestido era vermelho e azul e em tuna das mãos carrega um cetro de papiro. Algumas vezes é representada com asas. Como Deusa do céu aparece como um abutre que tem em suas garras o nó mágico. Um nó mágico é um ponto de convergência de forças que unem o mundo divino e o mundo humano.
Em outras ocasiões, Mut aparece com um falo, afirmando que ela é possuidora tanto dos atributos femininos e masculinos da reprodução. No aspecto que se apresenta com falo, ela é alada e possui garras de leão.
No Egito antigo, o abutre simbolizava o poder de proteção. Na arte egípcia, o abutre muitas vezes, estava associado ao poder das mães celestes, sendo Mut uma representação da Deusa-Mãe Universal, Mãe de todas as coisas. Mas, ainda assim, o abutre come os cadáveres e lhes dá novamente a vida, simbolizando o ciclo da perpétua transmutação morte-vida. Na África do Sul, o abutre egípcio estava associado aos amantes, porque os abutres como os pombos eram sempre vistos aos pares.
No Livro dos Mortos há uma passagem que diz que para o morto não se decompor, se pronunciava algumas palavras mágicas sobre uma estátua de Mut com três cabeças: uma da Deusa Pajet com plumas, outra com uma cabeça humana com uma coroa e outra com a cabeça de um abutre com plumas.
Mut identifica-se com Bastet e Sejmet para acentuar as características solares de Amon-Ra e nestas ocasiões é representada na forma de leoa, enquanto que em seu aspecto maternal já não tem nenhum caráter caráter guerreiro de nenhuma das duas deidades anteriores. Ao sul do templo de Amon-Ra de Karnak tinha um santuário, chamado de Hut-Mut, com um pequeno lado em forma de uma meia lua em que era adorado este seu aspecto de leoa. Seus outros centros de culto estavam em Tanis, Sais, no oásis de Jarga e Dajla. Era adorada também no deserto de Hammamat, Mendes e Sebenytos. Aparece ainda como instrutora e protetora de reis e rainhas, que se apresentavam com uma coroa de cabeça de abutre.
A deusa Mut era venerada em um templo próprio, ao sul do santuário principal de Karnak, como a Senhora de Isheru, Senhora do Céu e Rainha dos Deuses. Durante o festival de Mut, uma estátua da Deusa era colocada em um barco que velejava em torno de seu pequeno lago sagrado Isheru, que tinha a forma de lua crescente. Esta também foi a forma dada ao seu templo.
O templo de Luxor foi dedicado a uma forma primitiva do deus Amon-Ra construído por Amenófis III e ampliado por Ramsés ll. O templo de Mut ficava ao sul do templo de Amon-Ra.
Como a Grande Deusa do Reino Novo, Mut substituiu ou assimilou muitas Deusas Egípcias. Embora, possivelmente tenha sido inicialmente uma Deusa local do delta, ao casar-se com Amon-Ra, substituindo sua primeira esposa Amaunet, a sua popularidade e importância cresceu prodigiosamente.Passou a representar a

Deusa-Mãe do faraó, tendo a coroa real como seu principal símbolo, conseguindo então um lugar de grande
destaque em Tebas. A seguir, transforma-se de uma Deusa local em uma das Grandes Deusas do todo o Egito, adorada e venerada de 1500 a. C até a chegada da era romana. Seus seguidores, acreditavam que era Mut quem tudo tinha criado e tinha dado nascimento a todas as coisas.

FESTA DE OPET

fabianatgoulart | °° MUT, A DEUSA ABUTRE  °°

Era uma festa em que se celebrava as liturgias mais solenes que se comemorava em Tebas. Celebrada uma vez ao ano e começava quando Amon-Ra partia de seu templo em Karnak para chegar ao templo de Luxor, distante uns 3 Km. Esta viagem se realizava com a intenção de unir-se misticamente com sua esposa Mut.
Durante a XVIII Dinastia, o itinerário da festa se deslocou da terra para o rio. O rei viajava a bordo de sua barca cerimonial e cada estátua dos deuses eram transportadas em uma embarcação semelhante. Velas e sirgas impeliam o belo cortejo rio acima. No fim da festa, as correntes do Nilo carregavam as embarcações e seus passageiros de volta a Karnak. Durante o festival, ocorria o cerimonia matrimonial anual entre Mut e Amon Ra. Era um rito que assegurava a fertilidade para o novo ano que se aproximava.
As mais antigas referências disponíveis sobre a festa de Opet datam do início do Novo Império e afirmam que a celebração começava no segundo mês da época das cheias e se estendiam por 1 dias. No final do reinado de Ramsés III, porém, passara a ocupar 27 dias. É provável que tenha sido comemorada até a era romana.

Outros nomes de Mut: MONTU, MONT, MUNT

A imagem da Deusa-Mãe, Antiga e Poderosa, encontra reflexo nas mulheres de todos os tempos. Ela não mudou, nem nunca mudará, continuará para sempre a personificação do poder feminino que não decresce em sua força e sua potência provedora de vida. Quem mudou através dos tempos fomos nós mulheres, que acabamos submetidas às forças masculinas. Atualmente, o princípio feminino ingenuamente está afirmando seu poder. Tal atitude independe de um culto religioso ou mesmo de um conhecimento consciente, mas processa-se através de uma atitude psicológica, emergindo do inconsciente coletivo para, graças à Grande Deusa, mudar o destino de todos nós.
Não devemos nos esquecer que fomos trazidos para esta vida pelas mãos da Deusa-Mãe, que já nos proveu de tudo que precisamos. Você, como eu, nasceu dotada de uma grande força interior e um grande espírito. Permaneça em contato com a Deusa e assim, tudo que é certo sempre será dirigido para você. Seja sempre fiel a esta sua força interior e nunca se sentirá sozinha ou sem rumo.

Deusa Ísis

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto. Figuras internet)

Eu concebi carreguei e dei à luz a toda vida

Depois de dar-lhe todo meu amor

Dei-lhe também meu amado Osíris

Senhor da vegetação

Deus dos cereais para ser ceifado e nascer outra vez

Cuidei de você na doença fiz suas roupas observei seus primeiros passos

Estive com você até mesmo no final segurando sua mão para guiá-lo para a imortalidade

Você para mim é TUDO

E eu lhe dei TUDO

E para você eu fui TUDO

Eu sou sua Grande-Mãe, ÍSIS

Nossa amada Deusa Ísis foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Set, que espalhou seus pedaços por todo o Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles, menos
seu órgãos sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. Em seguida, ela concebe seu filho solar Hórus.
Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.

ÍSIS, DO MITO À HISTÓRIA
No começo só existia o grande, imóvel e infinito mar universal, sem vida e em absoluto silêncio. Não havia nem alturas, nem abismos, nem princípio, nem fim, nem leste, nem oeste, nem norte e nem sul. Das primeiras sombras se desprenderam as trevas e apareceu o caos. Desse ilimitado e sombrio universo surgiu a vida e, com ela, a estirpe dos Deuses.
Conta a mitologia solar que o criador de tudo foi Atum, o Pai dos Pais. A partir do momento que Atum toma consciência de si mesmo, ele tornou-se Rá.
Em sua infinita sabedoria, o Deus consciente, desejou e materializou uma separação entre si mesmo e as águas primordiais, desejando emergir a primeira terra seca em forma de colina a que os egípcios chamaram a "colina benben".
Então Atum criou os outros Deuses. Recolheu seu próprio sêmen na mão, e engolindo-o se fecundou a si mesmo. Vomitou, dando vida a Shu e Tefnut, o ar seco e o ar úmido.

ÍSIS E O NOME SECRETO DE RÁ

O Deus Sol Rá tinha tantos nomes que inclusive os Deuses não conheciam todos. Um dia, a Deusa Ísis, Senhora da Magia, se pôs a aprender o nome de todas as coisas, para tornar-se tão importante como o Deus Rá.
Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu enganá-lo para descobrir.
A cada dia, enquanto voava pelo céu, Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e modelando-a com terra, deu forma a uma serpente, que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu ao solo agonizante. Ísis disse ao Deus que poderia curá-lo, desde que ele lhe revelasse seu nome secreto. Ele se negou, porém ao notar que o veneno da cobra era potente suficientemente para matá-lo, não teve outra opção a não ser revelá-lo. Com esse conhecimento secreto, Ísis pode apropriar-se de parte do poder de Rá.

ARQUÉTIPO DA MÃE-NATUREZA

Íris, deusa da lua, também é Mãe da Natureza. Ela nos diz que para este mundo continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído. Ísis determina que não deve haver harmonia perpétua, com o bem sempre no ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os poderes do crescimento e da destruição. O processa da vida, caminha sobre estes opostos. O que chamamos de "processo da vida", não é idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a manifestação material.
Com certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotados de poderes tão grandes quanto as forças da criação, nosso mundo inteiro já teria alcançado o estado de estagnação. Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito, todas as capacidades de "fazer" teriam sido esgotadas há séculos. A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. E, assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e tornar-se-ia excesso de mal.
Ísis, tanto na forma da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. Era criadora, mãe, enfermeira de todos e também destruidora.
O nome Ísis, significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a sabedoria antiga. Isto corresponde a sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.

ÍSIS E OSÍRIS (segundo Plutarco)

No Egito, assim como na Babilônia, o culto da lua precedeu o do sol. Osíris, Deus da lua, e Ísis, a Deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a mãe de Hórus, o jovem Deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes da quinta dinastia (cerca de 3.000 a. C.).
É difícil fazer um estudo conciso sobre o significado do culto de Ísis e Osíris, pois, durante muitos séculos nos quais esta religião floresceu, aconteceram mudanças na compreensão dos homens em relação a ele.
Nos primeiros registros, Osíris, parece ser um espírito da natureza, concebido como o Nilo ou como a lua, o qual, pensava-se, controlava as enchentes periódicas do rio. Era o Deus da umidade, da fertilidade e da agricultura. Durante o período da lua minguante, Seth, seu irmão e inimigo, um demônio de um vermelho fulvo incandescente, devorava-o. Dizia-se que Seth tinha se unido a uma rainha etíope negra para ajudá-lo na sua revolta contra Osíris, provavelmente uma alusão à seca e ao calor, que periodicamente vinham do Sudão, assolavam e destruíam as colheitas da região do Nilo.
Seth era o Senhor do Submundo, no sentido de Tártaro e não de Hades, usando-se termos gregos. Hades era o lugar onde as sombras dos mortos aguardavam a ressureição, correspondendo, talvez, à ideia católica do purgatório. Osíris era o Deus do Submundo neste sentido, Tártaro é o inferno dos condenados, e era deste mundo que Seth era o Senhor.
Nas primeiras formas do mito, Osíris era a lua e Ísis a natureza, Urikitu, a Verde da história Caldéia. Mas, posteriormente, ela tornou-se a lua-irmã, mãe e esposa do Deus da lua. É neste ciclo que este mito primitivo da natureza começou a tomar um significado religioso mais profundo. Os homens começaram a ver na história de Osíris, que morreu e foi para o submundo, sendo depois restituído à vida pelo poder de Ísis, uma parábola da vida interior do homem que iria transcender a vida do corpo na terra.
Os egípcios eram um povo de mente muito concreta, e concebiam que a imortalidade poderia ser atingida através do poder de Osíris de maneira completamente materialista. Era por essa razão que conservavam os corpos daqueles que tinham sido levados para Osíris, através da iniciação, como conta o "Livro dos Mortos"; com efeito, acreditavam que, enquanto o corpo físico persistisse, a alma, ou Ka, também teria um corpo no qual poderia viver na Terra-dos-bem-aventurados, como Osíris que, no texto de uma pirâmide da quinta dinastia, é chamado de "Chefe daqueles que estão no Oeste", isto é, no outro mundo.
Ísis e Osíris eram irmãos gêmeos, que mantinham relações sexuais ainda no ventre da mãe e desta união nasceu o Hórus-mais-velho. No Egito, nesta época, era hábito entre os faraós e as divindades a celebração de núpcias entre irmãos, para não contaminar o sangue.
A história continua contando que quando Osíris tornou-se rei, livrou os egípcios de uma existência muito primitiva. Ensinou-lhes a agricultura e a feitura do vinho, formulou leis e instruiu como honrar seus deuses. Depois partiu para uma viagem por todo o país, educando o povo e encantando-o com sua persuasão e razão, com a música, e "toda a arte que as mesas oferecem".
Enquanto ele estava longe sua esposa Ísis governou, e tudo correu bem, mas tão logo ele retornou, Seth, que simbolizava o calor do deserto e da luxúria desenfreada, forjou um plano para apanhar Osíris e afastá-lo. Confeccionou um barril do tamanho de Osíris. Então convidou todos os Deuses para uma grande festa, tendo escondido seus setenta e dois seguidores por perto. Durante a festividade, mostrou seu barril que foi admirado por todos. Prometeu dá-lo de presente àquele que coubesse nele. Então todos entraram nele por sua vez, mas ele se ajustou somente a Osíris. Neste momento, os homens escondidos apareceram e, rapidamente lacraram a tampa do barril. Levaram-o e jogaram no rio Nilo. Ele boiou para longe e alcançou o mar pela "passagem que é conhecida por um nome abominável".
Este evento ocorreu no décimo sétimo dia de Hator, isto é, novembro, no décimo oitavo ano de reinado de Osíris. Ele viveu e reinou por um ciclo de vinte e oito períodos ou dias, porque ele era a lua, cujo ciclo completa-se a cada vinte e oito dias.
Quando Ísis foi sabedora dos acontecimentos fatídicos, cortou uma mecha de seu cabelo e vestiu roupas de luto e vagou por todos os lugares, chorando e procurando pelo barril. Foi seu cachorro Anúbis, que era filho de Néftis e Osíris, que levou-a até o lugar onde o caixão tinha parado na praia, no país de Biblos. Ele havia ficado perto de uma moita de urzes, que cresceram tanto com sua presença, que tornou-se uma árvore que envolveu o barril. O rei daquele país mandou cortar a tal árvore e de seu tronco fez uma viga para a cumeeira de seu palácio, sem sequer imaginar que o mesmo continha o barril.
Ísis para reaver seu marido, fez amizade com as damas de companhia da rainha daquele país e acabou como enfermeira do príncipe. Ísis criou o menino dando-lhe o dedo ao invés de seu peito para mamar.
Os nomes do rei e da rainha são: Malec e Astarte, ou Istar. Bem sugestivo, pois nos faz ver que Ísis teve que recuperar o corpo de Osíris de sua predecessora da Arábia.
Acabou tendo que revelar-se para a rainha e implorou pelo tronco da árvore que continha o corpo de Osíris. Ísis retirou o barril da árvore e levou-o consigo em sua barcaça de volta para casa. Ao chegar, escondeu o caixão e foi procurar seu filho Hórus, para ajudá-la a trazer Osíris de volta à vida.
Seth que havia saído para caçar com seus cachorros, encontra o barril. Abriu-o e cortou o corpo de Osíris em catorze pedaços espalhando-os. Aqui temos a fragmentação, os catorze pedaços que obviamente referem-se aos catorze dias da lua.
Ísis soube do ocorrido e saiu à procura das partes do corpo. Viajou para longe em sua barcaça e onde quer que achasse uma das partes fazia um santuário naquele lugar. Conseguiu reunir treze das peças unindo-as por mágica, mas faltava o falo. Então fez uma imagem desta parte e "consagrou o falo, em honra do qual os egípcios ainda hoje conservam uma festa chamada de "Faloforia", que significa "carregar o falo".
Ísis concebeu por meio dessa imagem e gerou uma criança, o Hórus-mais-jovem.
Osíris surgiu do submundo e apareceu para o Hórus-mais-velho. Treinou-o então para vingar-se de Seth. A luta foi longa, mas finalmente Hórus trouxe Seth amarrado para sua mãe.
Este é o resumo do mito.
Os cerimoniais do Egito eram relacionados com esses acontecimentos. A morte de Osíris, interpretada todos os anos, bem como as perambulações de Ísis e suas lamentações, tinham um papel conspícuo. O mistério final de sua ressureição e a demonstração pública, em procissão, do emblema de seu poder, a imagem do falo, completavam o ritual. Era uma religião na qual a participação emocional da tristeza e alegria de Ísis tinha lugar proeminente. Posteriormente, tornou-se de fato uma das religiões nas quais a redenção era atingida através do êxtase emocional pelo qual o adorador sentia-se um com Deus.

ARQUÉTIPO DA PROVEDORA DA VIDA

E pelo poder de Isis, através de seu amor, que o homem afogado na luxúria e na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de tudo, é provedora da vida. Comumente é representada amamentando seu filho Hórus,

pois ela é a mãe que nutri e alimenta tudo que gera. Ísis com seu bebê no colo, acabou transformada na
Virgem Maria com o menino Jesus.
Embora Isis fosse considerada como mãe universal ela era venerada como protetora das mulheres em particular. Sendo aquela que dá a vida, que presidia sobre vida e morte, ela era protetora das mulheres durante o parto e confortava aquelas que perdiam seus entes queridos. Em Ísis, as mulheres encontravam o apoio e a inspiração para prosseguirem com suas vidas. Ísis proclamava ser, em hinos antigos, a deusa das mulheres e dotava suas seguidoras de poderes iguais aos do homem.
Esta deusa é também frequentemente representada como uma deusa negra. Este fato está diretamente associado ao período de luto de Íris (morte de Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela própria era preta.
As estátuas pretas de Ísis tinham também um outro sentido. Plutarco declara que "suas estátuas com chifres são representações da Lua Crescente, enquanto que as estátuas com roupa preta significavam as ocultações e as obscuridades nas quais ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele. Consequentemente, invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis é quem os decide".
No Solstício de Inverno, a deusa, na forma de vaca dourada, coberta por um traje negro, era carregada sete vezes em torno do Santuário de Osíris morto, representando as perambulações de Ísis, que viajou através do mundo pranteando sua morte e procurando pelas partes espalhadas de seu corpo. Este ritual, era um procedimento mágico, que tencionava prevenir que a seca invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual a fertilidade da terra dependia.

ÍSIS E HÓRUS

Muita conhecida de todos os nós é a história de Hórus, o filho de Ísis, a deusa do Egito, tanto quanto os também tão estimados e conhecidos Maria e o menino Jesus no cristianismo. Entretanto, existem algumas diferenças entre os dois: a Ísis é adorada como uma divindade maternal muito antiga. Algumas vezes é representada com um disco do sol (ou lua) na cabeça, flanqueada à direita e à esquerda por dois chifres de vaca. A vaca era e é por seu úbere dispensador de leite o animal-mãe, usado em muitas culturas como símbolo materno. Outra diferença fundamental entre Ísis e Maria é também o fato de Ísis ter sido venerada como a grande amada. Ainda no ventre materno ela se casou com seu irmão gêmeo Osíris, que ela amava acima de tudo.
Nos rituais antigos egípcios, executados para obter a ressurreição, o olho de Hórus tinha papel muito importante e era usado para animar o corpo do morto cujos membros tinham sido reunidos. Hórus, filho e herdeiro por excelência, é invocado também, para que impeça a ação do répteis que estão no céu, na terra e na água, os leões do deserto, os crocodilos do rio.
Protetor da realeza, Hórus desempenha ainda, o papel capital do deus da cura. A magia de Hórus desvia as flechas do arco, apazigua a cólera do coração do ser angustiado.

ARQUÉTIPO DE CURA

Isis era invocada nas antigas escrituras como a senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.
À noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis, que conhece o nome secreto do deus supremo. Ísis dispõe do poder mágico que Geb, o deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger o filho Hórus. Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do filho qualquer leão do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer réptil que morda. Ela pode desviar o efeito do veneno, pode fazer recuar o seu fogo destruidor por meio da palavra, fornecer ar a quem dele necessite. Os humores malignos que perturbam o corpo humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa picada, mordida, agredida, apela a ísis, a da boca hábil, identificando-se com Hórus, que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos mágicos, mostrar-se-á tranquilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave irá lesar o filho da grande deusa.
Ísis aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar. Você tem desperdiçado sua energia maternal sem guardar um pouco para si mesma? Sua mãe lhe deu todo o amor que você precisou? Pois agora é tempo de você se dar "um colo" para curar as mágoas do passado. Todos nós precisamos de cuidados maternos, independente de sermos donzela, mãe ou mulher madura.

O VÉU DE ÍSIS
O traje de Ísis só era obtido através da iniciação, era multicolorido e usado em muitos cerimoniais religiosos.
O véu multicolorido de Ísis é o mesmo véu de Maias, que nos é familiar no pensamento hindu. Ele representa a forma sempre mutante da natureza, cuja beleza e tragédia ocultam o espírito aos nosso olhos. A ideia é a de que o Espírito Criativo vestia-se de formas materiais de grande divindade e que todo o universo que conhecemos era feito daquela maneira, como a manifestação do Espírito do Criador.
Plutarco expressa essa ideia quando diz:"Pois Ísis é o princípio feminino da natureza e aquela que é capaz de receber a inteireza da gênese; em virtude disso ela tem sido chamada de enfermeira e a que tudo recebe por Platão e, pelo multidão, a dos dez mil nomes, por ser transformada pela Razão e receber todas as formas e ideias".
Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma ideia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.
Salve, grande mãe, não foi descoberto teu nascimento!
Salve, grande deusa, dentro do submundo que é duplamente escondido, tu, a desconhecida!
Salve, grande divina, não foste aberta!
Ó, abre teu traje.
Salve, coberta, nada nos é dado como acesso a ela.
Venha receber a alma de Osíris, protege-adentro de tuas duas mãos.
O véu de Ísis, tem também significados derivados. Se diz que o ser vivo é pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a centelha divina, que está em todos nós, é preso ou incorporado na carne. Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas frequentemente consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso a teia de Ísis, acabaremos encarando a trama de nossa vida de maneira diferente, pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu barco para a próxima fase de experiência.

DANÇA SAGRADA DOS SETE VÉUS
"Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade. (...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)
A Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as sacerdotisas dançavam no templo de Isis. É uma dança forte, bela e enigmática. Ela também reverencia à vida, os elementos da natureza, imita os passos dos animais e das divindades numa total integração com o universo. O coração da bailarina é tão leve quanto a pluma da Deusa Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus, homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A Dança do Palácio, com quatro véus, representa a busca da segurança e estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação.
Os sete véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e sete planetas.Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades.

Significado das cores:

Vermelho: libertação das paixões e vitória do amor
Laranja: libertação da raiva e dos sentimentos de ira
Amarelo: libertação da ambição e do materialismo
Verde: saúde e equilíbrio do corpo físico
Azul : encontro da serenidade
Lilás: transmutação da alma, libertação da negatividade
Branco: pureza, encontro da Luz.

Toda mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas emoções reprimidas, sentimentos esquecidos, afloram. Toda e qualquer mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática, se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar.

Dançar é minha prece mais pura
Momento em que meu corpo vislumbra o divino,
Em que meus pés tocam o real
Religiosidade despida de exageros,
Desejo lascivo, bordado de plenitude
Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível
Posso sentir por todos os corpos, abraçar com todo o coração,
E amar com os olhos
Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito,
Pairando no ar, compreensão e admiração
Iniciar uma prece é como abrir uma porta
Um convite a você, para entrar em meu universo
O mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempo
Que lhe toco sem tocar
Nada a observar, só a participar
Esta prece ausente de palavras
É codificada pela alma
E faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnótica
Quando eu terminar esta dança,
Estarei certa de que não seremos os mesmos.

RITUAL DE ÍSIS PARA A LEALDADE
Você pode usar esse ritual para pedir à Ísis que reforce sua lealdade se se sentir tentada (o) a trair a confiança de alguém, ou para pedir que outra pessoa lhe seja leal.

Deve sempre ser realizado pela manhã e se possível imediatamente ao levantar-se da cama. Necessitará de uma granada, a pedra preciosa que simboliza a lealdade. A pedra pode estar solta ou presa em alguma joia.
Acenda uma vela branca e coloque à sua frente. Suspenda a vela em frente a vela, de maneira que brilhe à luz da chama. Enquanto observa a luz brilhando através da granada, pense em tudo que necessitas fortalecer no sentido da lealdade.
Imagine você, ou a pessoa que a(o) preocupa, em uma situação que possa trair a confiança. Pense que você, ou essa pessoa, resistem ao impulso. Por exemplo, pode visualizar uma situação em que um amigo pede para revelar um segredo, porém você resiste, dizendo:
"Não, não posso lhe dizer".
Agora coloque a granada em seu bolso e use-a como joia até que sinta que a ameaça da deslealdade tenha passado.

6 de jun. de 2011

Deusa Bendis

Deusa lunar.

Bendidia - DIA DE BENDIS - Antiga Trácia: Dia de Bendis, deusa lunar Bendis é a deusa da Lua na Trácia e oferece vidência, magia e proteção àqueles que a procuram. Hoje, dê um presente a Bendis. Faça um bolo com ingredientes brancos (farinha, leite, clara de ovos, açúcar...). Deixe o bolo durante toda a noite no batente da janela, de preferência à luz da Lua. No dia seguinte, enterre-o.
Na República de Platão, esta deusa da Capadócia similar a Gaia, a Mãe Terra, é retratada vestindo um boné Phyrgian, o manto e a túnica curta de uma caçadora de pele e de botas e carregando uma lança.

No ritual em sua homenagem, as mulheres oferecer-lhe trigo.

Texto abaixo copiado do site Poeira Cósmica:


BENDÍDIA – festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis.

O festival consistia de corridas de cavalos e de procissões indo para o templo de Pireus.
Nos ritos e Mistérios de Bendis: oferecia-se bolos em forma de Lua nas encruzilhadas e também rolavam orgias regadas a bebidas e boa comida, o que a associa ao êxtase do  Senhor Dionísio...
Existe um feitiço com a participação de Benedida: Este encanto é destinado a recuperar objetos perdidos:


“Primeiro escreva “Benedida” num pedaço de papel, dobre-o, agite-o no ar, fechando-o”. À medida que for enrolando o papel diga solenemente: “Benedida, Você está presa aqui e não deixarei Você sair, se não devolver (diga qual objeto perdido).” Segure com força o papel e coloque-o cuidadosamente enrolado (para Benedida não escapar) sob a perna de uma cadeira pesada. Depois volte a procurar o objeto perdido. È tiro e queda!

Outro feitiço envolvendo Benedidia é tradicional para a Véspera de Ano Novo.

Sente-se à mesa do jantar, com uma romã cortada  e uma tira de papel branco dobrado ao meio, esperando o relógio dar Meia-Noite.

A cada toque, pegue uma semente da romã, morda-a dizendo:

“Benedida! Traga-me dinheiro!”, então deixe a semente na tira de papel, dobrando-o mais uma vez. Após as 12 badaladas, guarde o papel na carteira para atrair dinheiro durante o ano.
No segundo feitiço, o uso da romã mostra a relação da Mãe Lua (Bendis ou Hécate)  ajudando a Mãe-Terra (Deméter) a encontrar sua Filha, Perséfone, da mesma maneira em que associa o reino de Hades às riquezas.

O primeiro feitiço mostra a relação da Deusa Bendis com o povo das fadas (ou lasas) , que gostam de pegar “emprestado” as coisas das pessoas ao redor das quais vivem), e mostrar a relação de Hécate como Rainha dos daemos (gênios) que tremem ao ouvirem a Voz Dela!!!

Bendis assim como a Trivia, é uma Deusa Donzela que consegue atravessar o Reino das Sombras e Sabe como uma Avó Sábia localizar objetos perdidos em qualquer plano!!


Texto 

fonte: A Tocha de Hécate

Bendis foi uma Antiga Deusa Lunar da Trácia,Senhora da Fertilidade e Caçadora Noturna associada com Ártemis, Hécate e Perséfone.

BENDÍDIA - era o nome dado ao festival realizado na Trácia, dedicado à Bendi, deusa da lua e da fertilidade, que corresponde a Ártemis. O festival consistia de corridas de cavalos e de procissões indo para o templo de Pireus (do site de Reconstrucionismo Helênico de minha querida amiga Alexandra).
Como de costume, fiz minhas ofertas semanais à minha Mãe Sagrada (Hécate) , e aproveitei p/saudar também Ártemis e Bendis, por ser Aliada de Hécate e Dionísio,por ser Aquela que me ajuda a encontrar meus objetos perdidos, e por me lembrar do meu lado caçador...=D
Bendis (também Conhecida como Benedidia, ou Benedida) fez questão de mostrar Sua Presença através das chamas da velas.
O texto do site Theoi fala (basicamente)  também que Bendis se assemelha à Selene, Deusa da Lua Cheia, Senhora da Magia  e Rainha dos Céus p/ os gregos!!!

Animais sagrados: cavalos e raposas
Dia da Semana: Segunda-Feira
Metal: Prata
Cristais: Pedra-da-Lua
Oferendas: bolos em formato de lua (crescente ou cheia) e relações sexuais ardentes(WOW!)

Enfim, é uma Deusa que também tá Presente em famílias de bruxas celtibericas de Portugal e tb possivelmente em famílias de streghe italianas!!!
É uma Deusa que adorei conhecer, que me fez lembrar do meu espírito livre, e também do lado Caçador de minha Senhora Hécate, que é uma Caçadora de Almas, Senhora da Caçada Selvagem!!!
Bençãos Plenas de Hécate, Bendis e Ártemis!!!=***

Texto abaixo copiado do blog Agenda Esotérica
Bendis era representante do poder destruidor da lua minguante e dos mistérios da noite e da escuridão.
Segundo a tradição, esta Deusa também proporcionava a vidência, a magia e a proteção àqueles que a procuravam. Costumavam-se fazer oferendas a ela nas encruzilhadas com bolos em forma de meia-lua.
Mais tarde, esta Deusa foi sincretizada com outras deusas lunares, como Ártemis e Hécate. Há referências desse Festival à época de Platão em que um dos eventos noturnos contava com uma corrida de cavalos com os cavaleiros segurando tochas. Era o que se podia chamar de “corrida das tochas”.

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com

3 de jun. de 2011

Deusa Hator

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

A reliogiosidade estava presente em todos os atos da vida cotidiana dos egípcios antigos. Divinizavam as forças da natureza, igual a todos os povos da Antiguidade. A cultura egípcia concebia, entretanto, o mundo físico como uma simples passagem e evolução do homem imortal, sujeito à lei da reencarnação. Era uma cultura essencialmente baseada nos mistérios da morte e toda referida ao futuro. Por isso sua influência no mundo Ocidental foi escassíssima: um povo que tinha posto seus ideais num mundo ultratumba nada podia ensinar à cultura grega, destinada a afirmar a mais alegre e luminosa glorificação da vida ativa, colorida e presente, completamente alheia à história e despreocupada com o futuro. Na cultura egípcia tudo é simbólico, desde as pirâmides e a esfinge até as pinturas e arquiteturas do império médio e novo, todas as manifestações do espírito egípcio são portadoras de significado místico e religioso.
A consciência do poder regenerativo da Natureza se refletia no culto que os egípcios rendiam as suas forças e a toda uma série de deuses e deusas zoomórficos.
A deusa Hator, por exemplo, é adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e um disco solar na cabeça, como uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca, cujo ventre salpicado de estrelas formava o céu. A serpente e o corvo entram na composição dos emblemas que acompanham a sua imagem. Hator é uma das deusas mais veneradas, conhecida como "dama da embriaguez". Na mitologia Egípcia é a deusa do céu, filha do deus Sol, Ra, deusa da fertilidade, protetora das mulheres, da astrologia, do casamento, dos vivos e dos mortos, também era deusa do Amor e da Beleza, muito semelhante a deusa grega Afrodite ou à Vênus dos romanos. Muitos elementos na maquiagem da deusa Afrodite é modelado no estilo do Egito de Hator.
É frequentemente descrita como a mãe de todos os Faraós do Egito.
A deusa Hator representava o amor e sexualidade e é associada com os aspectos eróticos do vinho e da dança. O Faraó era o filho de Hator e portanto, todas as sacerdotisas do Faraó eram automaticamente sacerdotisas de Hator. É considerada também como sendo uma divindade da Batalha além de ser identificada com a Estrela Sírius. Os Egípcios acreditavam que Sirius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo, cuja a forma é de uma novilha, doce e maternal. A novilha celeste, a deusa Hator e o fiel cão de guarda Anúbis, lembram sem dúvida as crenças duma população camponesa cujas ideias e cujos trabalhos se associavam intimamente aos animais da fazenda e da casa.
A imagem de Hator está presente em muitos dos antigos templos egípcios, como na cidade de Dendera. Seu templo, neste local, foi erguido no período de dominação grega e romana, embora também conservem tumbas das primeiras dinastias faraônicas. As paredes de seu templo estão cobertas de gravações dos Imperadores romanos Tibério, Calígula, Cláudio e Nero.No templo da cidade de Dendera, dedicado a Hátor, as colunas das duas salas hipóstilas têm capitéis em forma de sistro, que era o instrumento musical sagrado da divindade. No centro de uma das paredes exteriores, que era dourada, havia também um relevo representando um sistro, demonstrando a importância deste instrumento no culto da deusa, enquanto o dourado evocava outro epíteto de Hátor: o ouro dos deuses.
Hator, a Dourada, é uma das mais antigas deusas do Egito e uma espécie de deusa-mãe. Conhecida como a face do céu, a profundeza, a dama que vive num bosque no fim do mundo, era uma divindade de muitas funções e atributos. A maternidade e o dom do aleitamento eram suas propriedades principais desde os primórdios e assim permaneceram ao longo dos tempos. Entretanto, em Mênfis ela é conhecida pela designação de senhora do sicômoro, e em outras localidades ela é também a senhora das turquesas e a padroeira dos mineiros e ainda senhora dos países longínquos e protetora dos viajantes.

Os símbolos da Deusa Hator são a cada de papiro, leões e a cobra.

Deusas do Parto

(acredito que o texto seja da Rosane Volpatto)

No Antigo Egito, praticava-se a Medicina mágica, isto é, uma medicina que apresentava estreita ligação com atividades religiosas, sendo conduzida em Templos-hospitais. Um simples ato médico, sempre estava ligado ao mundo mágico, onde encontrava o seu modelo divino. Era a magia que permitia à medicina ser preventiva. O médico preparava cientificamente fórmulas, mas considerava insuficiente esta ciência. Era necessário acrescentar-lhe uma fórmula mágica para lhe dar alma. Quando alguém adoece, diziam eles, era poque Seth ou outro demônio cruzou o caminho do paciente e o assaltou, tornando-o impuro. Seria então necessário o médico apresentar-se diante da Mãe dos Deuses e aprender com ela os encantamentos formulados pelo próprio Mestre do Universo.
Ísis era entre os egípcios a deusa protetora da medicina, da espécie humana, da magia, dos encantamentos, da fecundidade, da maternidade, e protetora das mulheres em todos os problemas peculiares a este sexo. Além dela havia outras divindades que presidiam o nascimento dos homens.

O nascimento, como sabemos, pode ser um momento feliz como também extremamente perigoso, tanto para mãe como para o filho, cuja existência é ameaçada pelos maus espíritos. Compete ao médico-mago egípcio assistir a parturiente, fazendo intervir gênios bons armados com facas, dispondo de armas tão eficazes como as de seus temíveis adversários. Mas é prudente também apelar para as grandes divindades. Em um nascimento difícil, deve-se invocar uma deusa e um Hórus.O nascimento material é prelúdio do nascimento celeste. A corda de medida é assimilada ao cordão umbilical.
Todas as mulheres que passam pelas dores do parto são assistidas pelas divindades que, sendo invocadas, virão em socorro. É de grande utilidade, em um momento como este, usar amuletos protetores, nomeadamente os do alegre anão Bês. A parturiente pode também ser encomendada diretamente a Hathor para que esta venha assisti-la.
Meskhenet é outra deusa que é especialmente afetada pelo desenrolar do parto. Esta deusa é descendente de Atum, filha de Chu e Tefnut, governando o nascimento, mas não só o material, como também o renascimento dos mortos. É ela que faz penetrar o espírito no corpo do recém-nascido que vai sair do ventre materno, oferecendo ainda, os poderes celestes e terrestres que ele necessita, impedindo que qualquer malefício seja pronunciado, afastando dele todo o mal. Meskhenet era representada como uma mulher que levava sobre a cabeça algo parecido como uma antena de insetos ou brotos de palmeiras dobrados em seus extremos.Por vezes, ostentava um tijolo em sua cabeça. As mulheres egípcias se colocavam sobre dois tijolos no momento de dar a luz e logo ao nascer, colocavam os filhos sobre eles. No recinto em que se fazia o parto, Meskhenet aparecia como quatro dançarinas que inscreviam o destino da criança nas rachaduras dos tijolos, Quando Hórus nasceu, nos pântanos de papiro, ela fez o parto prevendo-lhe um grande futuro. Ela também ajudou Ìsis nos ritos funerários do marido Osíris. Deusa da reencarnação, Meshkhnet pede o renascimento do morto no Salão de Julgamento de Osíris. Ela era casada com Shai, Deusa do Destino.
Ísis é outra deusa associada à maternidade, pois ela é mãe por excelência. Se não tivesse ela um parto feliz, as consequências seriam aterradoras. O próprio princípio da vida seria posto em causa. É a razão por que toda a futura mãe coloca sua confiança na deusa, tal como obtém à assistência da deusa hipopótamo Tueris, cujo nome significa "A Grande". É ela que assegurava a fertilidade e os partos sem riscos. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea grávida erguida, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.
Duas figurinhas de Tueris estão no Museu de Berlim estão cavadas de modo a que se possa colocar pedaços de roupas pertencentes a uma mulher grávida. Outra figurinha era preenchida com leite:o líquido escorria lentamente da mama da deusa hipopótamo, garantindo à mãe que esta amamentaria o filho sem problemas. Existia uma comunidade de doze deusas hipopótamos, cada uma destinada a velar cada mês do ano. Na origem, a deusa hipopótamo era identificada com o céu, recebendo o nome de "Misteriosa do Horizonte" e era representada por uma estrela situada no hemisfério norte do céu. Até a Época Baixa, presidirá aos "mammisi", santuários especialmente consagrados aos ritos de nascimento.
Agora Tueris, com seu ventre enorme, é feia somente em aparência: sob esta forma de espantar, esconde a sua verdadeira natureza, que nos é revelada pelo texto de uma estatueta:

"Eu sou Tueris, em todo o seu poder, a que combate por aquilo que lhe pertence e afasta os que tentam fazer mal a Hórus, meu filho. Eu sou Ipet, que reside no horizonte e cuja faca protege o Mestre universal, a patrona que se teme, aquela cujo aspecto é ornado e que decapita aqueles que contra ele se revoltam."

Tueris é uma deidade doméstica, que algumas vezes é vista junto a Bês na Sala do Nascimento. Segundo Plutarco era concubina de Seth (que também pode aparecer na forma de hipopótamo macho). No entanto. Tueris se uniu as forças de Hórus na batalha contra Seth. Seus Centros de culto foram: Karnak, Heliópolis, Gebel Silsileh, Abu Simbel e Redesiyeh.
A criança recém-nascida é um ser frágil e os antigos egípcios tinham um sentido agudo de uma mágica médica em que o ambiente circundante exercia um papel importante. As forças negativas não são apenas expulsas para fora do corpo da criança, mas também para fora da casa. Não pode existir um ser saudável em um ambiente doentio. Felizmente, existia um líquido mágico que servia como um poderoso remédio: o leite materno. Era o leite da mãe, abençoado pelas deusas que expulsa tudo que é maligno para longe das crianças. Esse alimento extraordinário cura cólicas, a gripe, as queimaduras, confere vigor e potência. O leite da mãe é considerado uma "água de proteção" que põe o recém-nascido ao abrigo das doenças. Não tinha Ísis, ao sair da oficina de tecelagem, apagado o fogo que havia atingido Hórus graças ao seu leite?
Leite de mulher são excelentes suportes mágicos para se lutar contra a gripe.

Verificamos, portanto, que os poderes mágicos do leite materno, reverenciados ainda hoje, são conhecimentos muito antigos, já bastante cultuados pelos ancestrais egípcios.
Amamentar é um ato de amor, mas o mais belo é o resultado deste amor mágico: fazer de uma criança um homem.
A criança pela força deste amor, se tornará a luz do futuro.
Nunca esqueça, que o desenvolvimento psíquico sadio de uma criança dependerá exclusivamente da dedicação amorosa de sua mãe. O brilho no olhar da mãe, primeira imagem captada pela criança ao nascer, é a garantia para a exploração da capacidade de amar a criança. O homem que foi uma criança amada e bem amamentada, irá sentir a força criativa do amor e com certeza poderá transmiti-las às outras pessoas.