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20 de jun. de 2011

Deusa Brigith

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Bridge of Wings – Where He Waits
Art by. Stephanie Pui-Mun Law

Antes de falar da Deusa Brigith, quero aqui falar da complexidade existente acerca das deusas Célticas, para ser uma Deusa na antiga tradição celta, a mulher deveria ser Mãe, protetora de seus filhos, preocupada com todos os membros de sua tribo e acima de tudo, ser capaz de ensinar e transmitir sabedoria…

Algo totalmente diferente por exemplo, das Deusas Romanas, Gregas ou Egípcias – as Deusas Celtas são parte integrante da vida comum deles, estão representadas pelos elementos naturais: terra, água, fogo e ar – não são imortais, cometem erros e são humanas…

Brigith também conhecida por Brigith, Bríde, Bridget, Briid é uma Deusa muito popular na Irlanda, cultuada em todos os territórios onde os celtas se instalaram.

A palavra "Brig", em irlandês arcaico, significa força, poder. Segundo, alguns filósofos, tal correlação pode estar por detrás da existência de guerreiros chamados Brigands ou "soldados de Brighid".

Os brigantes eram uma confederação de tribos celtas que se instalou na Armórica (França) Grã-Bretanha e no sul da Irlanda… O nome dessa tribo deriva da Deusa Brigantia, que é aparentemente mais uma variação do nome Brighid. Na Gália, a Deusa Brigindo é outra faceta desta deidade, enquanto que Brigantia é o nome original das cidades de Bragança em Portugal e de La Coruña na Galícia (Espanha).

Mas é na Irlanda que encontramos os mais importantes elementos da Deusa Brigith.

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Brighith, que significa "luminosa"é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação.

As funções atribuídas a ela são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-europeia:

- Deusa da inspiração e da poesia – Classe Sacerdotal.

- Protetora dos reis e dos guerreiros – Classe Guerreira

- Deusa das técnicas – Classe de artesãos, pastores e agricultores

Brighith pertence a famosa tribo dos Tuatha De Danann, sendo filha de Dagda que é líder e o grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Ele é o mestre da vida e da morte.

Há diversas lendas acerca de Brigith, em uma delas Brigith é a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.

Outra lenda nos diz que Brigith tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura. Ao encontrá-lo sem vida, ela lamenta sua morte em uma tradição que viria a ser conhecida como "keening” (irlandês-caoineach), e que ainda hoje é preservada nas áreas rurais da Irlanda.

Os "keenings’ eram lamentos emitidos por mulheres face ao falecimento de um membro da família ou da comunidade. Se constituíam em choros pungentes, quase bestiais, descritos por observadores como o som de "um grande número de demônios infernais".

Como Deusa, Brigith esta vinculada com a inspiração e a criatividade – na tradição Britânica dos Druidas ela é conhecida como a "Deusa dos Bardos", por ser quem inspirava os grandes sacerdotes.

Brigith também é considerada a guardiã do "Awen", o sopro de seu pai (Dagda), ou a "consciência da inspiração" a qual poucos tem acesso.

Brigith esta associada a cura e as ervas, por isso é considerada uma bruxa, uma vez que as bruxas sempre possuíram tal conhecimento. Enquanto guerreira, ela afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada. Os Celtas, antes de suas batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o propósito de amedrontar os adversários que pensavam estar diante de Brigith.

Lady Gregogy, em "Gods an Fighting Men", diz dela:

" Brigith… Era uma poeta, e os poetas a adoravam, pois seu domínio era muito grande e muito nobre. E, era assim mesmo, uma curadora, e realiza trabalhos de ferreiro. Foi ela quem deu o primeiro assobio para chamar-se uns aos outros no meio da noite. Um lado de seu rosto era feio, porém o outro muito belo. E, o significado de seu nome era Breo-saighit: “flecha de fogo".

Seus símbolos são a haste e a roca de fiar, a chama sagrada, a espiral, o triskle, o torc, o pote de fogo e seus sapatos de latão.

No ano de 450, Brigith foi transformada em Santa Brígida pelo cristianismo que não conseguia impedir o culto a Deusa pagã. A biografia dessa santa foi escrita por Cogitosus – que credita a data da morte da santa cristã ao dia 01 de fevereiro, data está em que era comemorado o Festival do Fogo em homenagem a Deusa pagã.

A história da Santa Brigida é na verdade cheia de contradições, uma vez que boa parte de sua biografia é baseada na história da Deusa e alguns elementos que são facilmente compreendidos a partir do paganismo, torna-se estranhos para os fundamentos cristão…

Texto e fonte: Sacerdotisa Lu Guedes; www.meninanosotao.wordpress.com

Deusa Morrigan

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A Deusa Morrigan como acontece com a maioria das Deusas tem diferentes histórias, e também aparece em textos do chamado “Ciclo Mitológico” celta.

Por alguns é considerada uma Deusa Trina, mas essa origem é completamente desconhecida, para os Celtas, sua ligação era com os Tuatha de Danann, sendo ela uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada. Às vezes surge como uma de três irmãs, as filhas de Ernmas: Morrígan, Badbe Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb, Macha e Nemain – coletivamente conhecidas como Morrígan ou, no plural, como as Morrígan. Mas essa pode ser mais uma questão de erro na tradução ou na própria interpretação do mito.

Para alguns escritores, Morrígan é considerada “a mensageira da morte”, como podemos verificar no livro de Patrícia Lysaght:

"Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que, além do nome feérico, também é chamada de Badhb".

Como está diretamente ligada a morte, Morrígan também é descrita como sendo um monstro com formas femininas. Eu gosto bastante dessa definição quanto a essa divindade, é na verdade a que mais me agrada.

Nas lendas irlandesas, Morrígan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, se entregavam as batalhas de corpo e alma com o objetivo de realizar atos heroicos.

Contudo, nos escritos existentes atualmente sobre o Ciclo Mitológico Celta, Morrigan em momento algum recebe a alcunha de “Deusa” mas é considerada uma divindade na Irlanda e no dia de hoje são prestadas muitas homenagens a ela…

A Lu me contou uma das muitas lendas que envolvem Morrigan e a mais interessante para mim foi sobre a morte de Cúchulainn na qual ela se transforma num velha para “assistir” a morte do guerreiro:

Cuchulainn que era um mortal, nascido para morrer, separado dos demais por características curiosas e anormais e  destinado desde o princípio a um estranho destino, encontra Morrígan que está transformada em uma velha. A margem do rio, ela lava sua armadura que está coberta de sangue do inimigo e dele mesmo…
É um presságio de sua morte.

Cathbad diz então:

-Você vê Cuchulainn, a filha de Badb lavando seus restos mortais? É o prenúncio de sua morte! Entretanto, Morrigan, talvez comovida com o trágico fim de Cuchulainn, desaparece com a carruagem de combate enquanto ele dormia. Mas nada o impedirá de ir de encontro ao seu já traçado destino.

Mas ele acaba gravemente ferido em batalha. Para continuar lutando, ele amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas e seus inimigos só tomam conhecimento de usa morte quando um corvo pousa em seus ombros. Era Morrigan que aparece para ele pela última vez. Quando o guerreiro finalmente morre, o corvo salta ao chão para devorar as vísceras de seu corpo dilacerado.

Outro conto nos revela o encontro de Morrigan com Dagda:

Na véspera da Segunda Batalha de Moytura, também o rei líder dos Tuatha De Danann: Dagda – encontra Morrigan no vau do rio Unshin, lavando as armas ensangüentadas e os cadáveres dos que viriam a tombar no dia seguinte.

A Deusa então dá a Dagda informações sobre o combate, revelando seus dons proféticos. Igualmente, dá provas de coragem e poder quando afirma que ela mesma arrancará o coração do seu inimigo Fomoriano.

Em pagamento, Dagda sacia seu apetite sexual, unindo-se a ela ali mesmo, em meio aos cadáveres que morreram.

Meditando com Morrigan

meditação
É sempre muito bom meditar e isso independe de dia, hora ou lugar. Mas em alguns casos, há formas de meditações específicas que contribuem para com a nossa alta estima.

Eu gosto de meditar com a aurora e com o crepúsculo e durante minha meditação, sempre procuro estar ligado a alguma divindade com a qual eu tenha algum tipo de ligação, como é o caso de Morrigan que trás em sua história, que eu contarei num próximo post – uma ligação bem estreita com a morte.

Segundo os contos Celtas, é ela quem nos avisa quando chega o momento de nossa morte.

Essa meditação nos permite compreender o nosso momento de vida e o nosso momento de morte. Nos ajuda a libertar das amarrar criadas durante os dias. Afinal, a morte passou a ser uma espécie de mistério edificado por algumas crenças. O fato é que a morte não deve ser motivo de medo e sim de continuidade… Faz parte da nossa jornada.

A Meditação com Morrigan deve ser feita no crepúsculo, num lugar agradável, onde você se sinta bem. Pode ter uma música de fundo (instrumental), caso seja essa sua vontade… Você vai precisar de uma vela preta, um caldeirão ou panela com álcool de cereais ou comum mesmo e quatro incensos de sua preferência.

Circule o caldeirão com os incensos e coloque a vela atrás do caldeirão. Sente-se, relaxe seu corpo, sua mente. Entoe um mantra de sua preferência enquanto acende os incensos. (preferencialmente você precisa estar em um lugar completamente escuro).

Sinta os perfumes que são emanados pelo incenso, feche seus olhos, visualize a figura de Morrigan dentro de você. Sinta sua energia se misturando a sua. Pense nas “batalhas” que você trava diariamente, nas conquistas e nas derrotas. Tudo isso faz parte de um aprendizado maior…

Respire fundo e acenda a vela fazendo uma prece a Morrigan:

Eu sou a figura abençoada pela Lua.
Sou o canto das águas
A fúria dos Oceanos
A chuva nas folhas e nos campos

Sou as estrelas que brilham no alto céu.
O clarão que enfrenta a escuridão
na tempestade que varre a tarde

Sou aquela que traça o próprio destino
Sou a força que surge quando a fraqueza busca espaço e lugar
Sou uma guerreira todos os dias da minha vida.

Sou mulher que não se esconde por trás de mistérios
Sou dama da noite – Senhora da magia – Sexo forte
No meu corpo adormece e desperta a chama do desejo
Em minha pele desenho os artifícios do prazer

Não tenho medo da morte,
pois ela caminha do meu lado esquerdo
Apreciando a vida que reina soberana em mim
Enquanto eu caminho pela fina linha do meu destino

Sou a bruxa que a mão da Deusa ajudou a tecer
Sou arte, verdade, poesia, começo, meio e fim
Que assim seja e que assim se faça

Ateie fogo no caldeirão e fique apreciando a chama do fogo até que está cesse…

fonte e texto de Marco Antônio, A Casa do Mago

Deusa Befana

 

La Befana vien di notte
con le scarpe tutte rotte
col vestito alla "romana"
viva viva la Befana!!

A Deusa Befana é uma Deusa Mãe Anciã que é celebrada na Décima Segunda Noite dos “Doze Dias Sagrados” – intervalo entre as celebrações antigas do solstício de Inverno (Babbat Celta Yule) e a Epifania.

Nesse intervalo, as Mães antigas ensinavam à humanidade os segredos da agricultura e das artes domésticas: fiar, tecer, bordar, cuidar e educar as crianças, manter vivas as tradições ancestrais e os antigos ritos sagrados. Elas recebiam oferendas de pão, mel, leite e tranças de pão para substituir as oferendas feitas pelas mulheres com seu próprio cabelo, do qual se guardava uma parte para ser usada em curas ao longo do ano, sempre que necessário.

A deusa italiana e etrusca Befana era chamada de Marantega (Mãe antiga) e era celebrada no final dos Doze Dias, data que corresponde à atual festa cristã da Epifania. Na Sicília, sua memória permanece na figura e nos costumes de La Strega ou La Vecchia (bruxa, velha), a Anciã de outrora…

A história de Befana hoje se confunde um pouco, já que os cristãos a transformaram ao seu bel prazer e como diz a Lu, com um tanto de falta de criatividade (diga-se de passagem).

Os cristãos dizem que os três Reis Magos cruzaram seu caminho e a convidaram para conhecer o Menino Jesus. Como Befana estava muito ocupada com seu trabalho, declinou do convite, mas depois sentiu-se infinitamente (?) arrependida e começou à presentear todas as crianças boazinhas com doces e balas na mesma medida que punia as crianças más com carvão e sustos de arrepiar.

Eu nem pretendia escrevê-la aqui, mas achei justo fazê-lo para comparar as duas lendas sobre Befana já que o cristianismo fez uso de seus muitos artifícios maniqueístas que sempre envolvem: bem x mal x obediência x desobediência, punição ou recompensa…

Befana originalmente é uma Deusa do Inverno, da Magia, da Noite, da Lua Minguante, da Sabedoria, do Destino… Ela usava sua vassoura para varrer as energias negativas que se acumulavam ao longo dos dias…

Ela tinha um bode no qual montava para presentear as casas dignas com doçura e carinho. Então era costume ouvir o som do sino que o Bode de Befana trazia no pescoço pelas ruas… Era sinal de que casa poderia ser ou não abençoada e todos aguardavam muito por isso. Era o respeito para com sua sabedoria, sua arte, sua história…

O costume antigo era de pendurar ervas nas portas para que ela abençoasse. Então se a erva permanecesse verde e brilhante após a passagem de Befana, a casa teria fartura, felicidade, prosperidade e fertilidade. Mas se a erva secasse, o frio seria longo e seria preciso meditar sobre os passos e as direções a serem seguidas. Não havia punição e sim um aviso de que não houve dedicação suficiente para com as coisas realmente importantes…

Então, hoje, reserve um tempo no seu dia, para agradecer as coisas boas e as coisas ruins porque absolutamente tudo é consequência natural dos nossos atos, ofereça um pão e um pouco de sidra à Terra, agradecendo tudo que você receber ao longo do ano…

Coloque água de chuva ou de gelo derretido numa vasilha e caminhe pela sua casa ou local de trabalho aspergindo a água pelos quatro cantos. Acenda um incenso de mirra, benjoim ou olíbano e faça uma prece de agradecimento…

Fonte e texto de Marco Antônio; A Casa do Mago

foto: internet

18 de jun. de 2011

Mito de Esus e Tarvos

imageDeus Esus (Deus de origem Galesa) é um Deus envolto em muitas contradições porque muitas pesquisas feitas até os dias atuais, ligam a figura mística de Jesus a esse Deus, de onde supostamente teria se originado o nome do filho do Deus Cristão.
Como eu não sou o tipo de pessoa que fica procurando chifre em cabeça de veados, já aviso que não faz diferença de onde veio o nome do Deus cristão venerados atualmente pela humanidade. O que realmente importa é a crença de cada um de nós e o respeito que temos para com esta crença. Eu por exemplo não acredito no Deus Cristão e tão pouco na figura de Jesus Cristo já que nunca consegui conceber a sua existência – em minha mente: isso tudo faz muito barulho e não surge nenhuma luz que dê credibilidade aos fatos narrados por aí… Mas esse é o meu olhar e minha forma de pensar…
Dito isso, vamos ao que importa: Esus era considerado o “lenhador Divino” que corta a árvore do Touro Sagrado na saga Cuchulainn. Nos antigos rituais o animal era sacrificado em honra ao Deus, mas a natureza não ficava feliz com tal gesto e se revoltava, punindo o homem com o frio e a falta de alimento. Contudo, diante de tantos pedidos sinceros, ela reconsidera, devolvendo a vida a terra…
Esus era adorado em Paris e em Trèves, uma moeda com o AESUS foi encontrado na Inglaterra, e os nomes de pessoas como Esugenos, “filho de Esus”, e Esunertus, “aquele que tem a força de Esus” é bem comum na Inglaterra, França e Suíça, o que nos leva a crer que o culto a Esus pode ter sido relativamente generalizado. Mas não há provas de que ele era um Senhor celta ou um membro, com Teutates e Taranis eram de uma tríade pan-celta, ou que esta tríade, introduzida por gauleses, não foi aceita pelos druidas.
Depois dessa pequena explicação, vamos ao mito:
Quando o mundo era jovem e todas as coisas eram “virgens” um inesperado fato aconteceu próximo do poço de Coventina: um belo bezerro nasceu. À primeira vista você podia ver que aquele não era um bezerro comum. Seu corpo era de uma cor vermelho-dourada e sua forma era perfeita. Seus olhos eram claros e brilhantes.
Logo o bezerro estava em pé, correndo e brincando, quando do céu desceram três imponentes garças azuis. Elas dançaram ao redor dele, formando um círculo. Elas pareciam encantadas com a beleza e energia do pequeno animal que por sua vez ficou feliz em tê-las a sua volta.
Conforme a primavera deu lugar ao verão, o touro cresceu, ficando ainda mais bonito, forte e garboso. Todos falavam do animal e suas companheiras de asas e ele ficou conhecido por Tarvos Trigaranus (touro com três garças).
Seus dias eram cheios de diversão: o mundo era colorido, brilhante, iluminado, cheio de perfumes de flores. Nesse tempo o inverno não existia ainda…
Contudo, Esus, que aqui é narrado como sendo um caçador ficou sabendo da beleza desse touro e como há muito tempo procurava por um belo animal a fim de caçá-lo – partiu em direção ao local onde estava o touro…
Cedo, numa bonita manhã, ele adentrou o prado onde Tarvos e as três garças estavam dormindo. Esus tomou sua espada em mãos e foi em direção ao touro que foi avisado do perigo pelo grito de alarme das garças… Tarvos levantou-se rapidamente e lutou com Esus bravamente durante dias inteiros. Nenhum dos dois pareciam cansar-se e a disputa entre eles continuou por dias.
Então, na noite de lua escura, o touro começou a fraquejar em força. E lá, sob o grande Carvalho, Esus atingiu Tarvos com um golpe covarde e mortal. O sangue de Tarvos se derramou sobre as raízes da árvore e suas folhas ficaram vermelho-douradas naquele mesmo instante. As garças deram um grande grito de choro, uma delas voou adiante, recolhendo um pouco do sangue do animal em suas patas e em seguida voaram em direção ao Sul…
Uma escuridão desceu sobre o mundo, as flores murcharam e as árvores derramaram suas folhas. O grande sol retirou seu calor e o mundo ficou escuro e frio. Pela primeira vez, a neve caiu sobre a terra. Todos os homens e feras rezaram à Grande Mãe Terra para que ela trouxesse de volta o calor numa suplica dolorosa que acabou sendo ouvida por Ela e logo a luz começou a voltar.
As três garças vieram voando de volta do Sul, sendo que uma delas mantinha em suas patas o sangue de Tarvos que ela respeitosamente depositou junto ao grande Carvalho.  Repentinamente da poeira emergiu um bezerro, renascido da Grande Mãe Terra e toda a Natureza festejou… O calor do sol havia retornado, a grama estava crescendo e as flores perfumavam tudo a sua volta… Assim a primavera voltou ao mundo e a alegria de Tarvos e suas garças encantavam novamente a todos…
Contudo, novamente Esus retornou tempos depois após saber do renascimento de Tarvos e novamente ocorreu o embate entre eles durante dias, até que o touro fraquejasse e fosse novamente morto por Esus…
Um belo mito, mas este é apenas um que envolve o Deus Esus, há muitos outros. Escolhi esse por ter uma característica folclórica que nos explica de forma agradável a origem das estações do ano e não tem qualquer relação com outras formas de crença…
fonte e texto de Lu Guedes; www.meninanosotao.wordpress.com

17 de jun. de 2011

Deusa Cerridwen


Deusa da Lua Nova para os antigos celtas. Cerridween é representada pelo caldeirão. Hoje faça o arroz da felicidade em seu caldeirão, pedindo a deusa que lhe traga muito amor e paz.
Segundo o calendário celta, no dia 20 de junho comemora-se entre os pagãos o dia de Cerridween.
Seu símbolo é uma porca branca.
É uma deusa de Gales.
Ela domina a morte, a fertilidade, a inspiração, a magia, a ciência, a regeneração, as ervas, a poesia e os encantamentos.
Existem outras denominações como Caridwen, Deusa da Lua, Grande mãe, Deusa dos Grãos, Deusa da Natureza.
Particularmente é a deidade que consideraria completa.
Mãe dos grãos e da Inspiração
Ceridwen é um grande deusa da terra associada ao eterno ciclo de vida, morte e renascimento.
Está relacionada também com os seguintes animais: lontra, falcão ou galinha preta.
Ela foi mãe do grande bardo celta Taliesin .
Sua ervas e poções dão início a transformação, assim como minúsculos grãos tornam-se enormes campos de trigo, que, depois, transformam-se no pão do sustento.
Hoje, faça um arroz especial em seu caldeirão, pedindo à deusa que lhe traga muito amor e paz. Use arroz, leite, canela, cravo e açúcar.
Outra magia que pode fazer é para saber quanto tempo levará até realizar um desejo.
Coloque no caldeirão doze grãos de feijão branco e um preto.
De olhos fechados, pergunte quantas luas levarão até seu desejo ser realizado.
Quantos grãos brancos pegar antes do preto é o número de luas que terá que esperar.

fonte do texto: http://groups.msn.com/Osseteelementos/_whatsnew.msnw; fonte da foto: caminhandoparaaradia.blogspot.com

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"Eu lhe dou a vida, eu lhe dou a morte,
é tudo uma coisa só,
você anda pelo caminho em espiral a caminho do eterno,
que é a existencia sempre se transformando,
sempre crescendo, sempre mudando.
Nada morre que não nasça outra vez,
nada existe sem ter morrido.
Quando vir até a mim eu lhe darei as boas-vindas,
então o acolherei no meu útero,
meu caldeirão de transformação,
aonde você será misturado e peineirado,
fundido e triturado,
reconstituído e depois reciclado.
Você sempre volta para mim,
você sempre vai embora renovado,
morte e renascimento não são nada mais
que pontos de transição ao longo do caminho eterno."

fonte do texto: O Oráculo da Deusa; fonte da foto: bellovesos.multiply.com

- * -

Cerridwen me inspira grande fascinação e acredito que dentro do panteão céltico esta seria a própria representação da sabedoria e ancestralidade.
Esta divindade tão fascinante era protetora do caldeirão da sabedoria e inspiração, muitos a denotam como uma deusa negra porém acredito que como todas as divindades célticas Cerridwen possui tanto aspectos positivos como negativos nos colocando de frente ao equilíbrio com o qual via este povo suas divindades.
Os celtas no meu ponto de vista viam suas divindades como as própriasmanifestações da natureza sendo que nossa Mãe-terra pode tanto nos dar nossos grãos quanto nos amaldiçoar com a seca e a peste nas colheitas, assim eram visto as divindades célticas e por este fator eles tinha tanto contato com a natureza e sua religião era totalmente ligada aos seus ciclos.
Mas voltando a Cerridwen, vamos agora viajar em sua lenda e ver o que ela nos ensina e presenteia.
Cerridwen era esposa de Tegid - assim como nos apresentam as tradições de Gales – um gigante de um olho só -, da união de Cerridwen e Tegid surgem duas crianças:
- Creirwy descrita como a bela mulher do mundo e adorada por todos pela sua beleza e fascínio e - Affagdhu possuidor de grande feiura tal assim que ninguém gostava de permanecer ao seu lado.
Temendo a tristeza e solidão de seu filho, Cerridwen decide fazer uma poção contendo toda a sabedoria do mundo e presentear seu filho com ela, assim ele poderia ser bem visto perante os outros e não mais seria isolado por sua feiura – vemos aqui duas coisas interessantes: uma seria seus filhos sendo as duas representações dos polos para o equilíbrio: um era feio e a outra era linda. O segundo ponto é Cerridwen tentando reestabelecer o equilíbrio através da magia!
Assim Cerridwen parte em busca das ervas para sua poção deixando dois criados:
Morda (um cego) cuidaria das chamas do caldeirão atentando para que as mesmas nunca se extinguissem e Gwion, um garoto, que deveria mexer a poção durante um ano e um dia evitando que ela fervesse.
Próximo do grande dia e enquanto Cerridwen se põe a colher as ervas, a poção ferve no caldeirão deixando respingar três gotas que no dedo de Gwion que para conter a dor coloca o dedo na boca ingerindo assim toda a sabedoria do mundo. No mesmo momento graças a esses novos dons proféticos, Gwion tem a visão de Cerridwen, irada, tentando destruí-lo por vingança.
Assim Gwion foge temendo a ira de Cerridwen indo para sua terra natal.
Quando Cerridwen retorna com as ervas e percebe o acontecido , parte ferozmente atrás de Gwion correndo velozmente, o mesmo prevendo sua aproximação logo se transforma em uma lebre fazendo uso de seus dons mágicos adquiridos pela poção.
Cerridwen então se transforma em um cão e corre atrás da lebre e quando está prestes a apanha-lá esta salta em um riacho e se transforma em um veloz peixe. O cão por sua vez também salta nas águas transformado agora em uma lontra e sai em disparada atrás do peixe, que abandona as águas do rio se transformando em um pássaro.
Cerridwen faz o mesmo saltando do rio e se transformando em um falcão, que vai se aproximando rapidamente atrás de sua presa.
Gwion fica em desespero e mergulha em uma pilha de grãos se transformando em um deles e Cerridwen se transforma em uma galinha e ciscando os grãos encontra Gwion e o ingere.
Ao ingeri-lo Cerridwen volta a forma humana agora vingada por seu filho.
Nove meses depois Cerridwen dá a luz a um lindo garoto.
Ainda com o coração frio sabendo que o garoto era Gwion, Cerridwen decide matar a criança. Porém por sua beleza irradiante ela desiste, colocando a criança em um saco de couro e o jogando nas águas do mar.
O bebê logo chega a uma costa e é encontrado por um pescador que ao desenrolar o couro e contemplar o rosto da criança diz:
- Mas que rosto radiante tem esta criança!
O garoto sendo Gwion renascido e ainda detentor da sabedoria logo responde:
- Pois rosto radiante há de ser meu nome!
Ou seja em Galês, Taliesin.
No mito vemos por intermédio de Gwion que quem bebesse do liquido sagrado do caldeirão de Cerridwen seria capaz de conhecer o verdadeiro significado de todas as coisas.
Assim percebemos que para nossos ancestrais celtas os caldeirões tinham um significado especial, mesmo porque caldeirões fazem parte de muitas das lendas celtas entre estas lendas de heróis como Cu Chulain e Arthur.
O próprio Dagda – Thuata de Dannann – das lendas Irlandesas possuía um caldeirão que fazia parte de um conjunto de objetos mágicos conhecidos como tesouro dos Thuata de Dannann.
Seu caldeirão era conhecido como o Inesgotável, provendo alimento eternamente aos seus seguidores.
Assim sendo o caldeirão é a própria representação da transformação e abundância da natureza.
Quando Cerridwen se frustra em dar toda a sabedoria a seu filho, extraímos desta parte da lenda algo muito importante, que não podemos controlar e ou desequilibrar nossa Mãe Terra e seus ciclos o que hoje muito da raça humana já se esqueceu.
Depois de ser engolido por Cerridwen, Gwion entra em sua verdadeira transformação e passa pela regeneração dentro do útero de Cerridwen.
Ele renasce inspirado e com muitos talentos.
Vejo está parte da lenda nos mostrando que o espírito é imortal e que em todas as nossas encarnações adquirimos certos conhecimentos dos quais nunca são esquecidos e ficam estes guardados em nosso inconsciente, no profundo de nossas almas, essa a meu ver é a raiz da ancestralidade.
As metamorfoses de Gwion e Cerridwen na lenda nos colocam de frente com as fortes tradições Xamânicas contidas entre os celtas. Além do que se analisarmos a fundo estas transformações podemos ver o teor iniciático da situação.
Cerridwen persegue Gwion na lenda por Terra, Céu e pelos Mares nos colocando de frente com os três principais reinos vistos pelos celtas como sagrados além do que a triplicidade é sempre encontrada em artefatos e símbolos célticos um destes é o próprio triskle.
A poção de Cerridwen deveria ser mexida durante um ano e um dia, interessante notar que este conceito de um ano e um dia corresponde ao ciclo completo das estações do ano e na verdade um ano e um dia implica em um conhecimento que transcede ao tempo linear, ou seja nossos ancestrais viam a vida como um eterno ciclo sem fim. De primavera a primavera, e vivenciar um ano e um dia corresponde a conhecer os mecanismos que regem a sucessão de eventos da vida. Lembrando que muitas tradições neo-pagãs também se atentam ao ciclo de um ano e um dia para suas iniciações.
Gwion se transforma em grão e Cerridwen o ingere e logo após nove meses recebe Gwion novamente.
Nada mais interessante do que notar aqui além da questão de morte e renascimento,
a grande roda e o grande ciclo, com Cerridwen sendo a grande iniciadora.
Gwion renasce sábio com toda a ancestralidade deixada pelo grande caldeirão de Cerridwen, agora sua mãe.
Na lenda vemos as 3 faces da Grande Deusa sendo que torna-se Donzela quando é a caçadora perseguindo Gwion, transforma-se na Anciã quando devora Gwion, por fim, num ciclo de nove meses dá a luz a Gwion se tornando Mãe.
Realmente a meu ver Cerridwen pode ser vista como detentora das três faces da deusa.
A Cerridwen era também associada a porca branca, símbolo de fertilidade e fartura, assim podemos também ver Cerridwen como a grande Deusa em todos os seus aspectos, ao mostrar-se capaz de destruir e dar a luz ela nos mostra deter os poderes básicos da vida.
Assim finalizando sabendo que Cerridwen é a grande iniciadora, deusa da vida, da morte e renascimento, é nossa própria terra, vida e deusa da lua.
Seu caldeirão é símbolo da sabedoria e inspiração.
É a padroeira dos bardos e contadores de histórias.
Cerridwen nos ensina que a vida é feita de ciclos, ciclos estes que são a própria roda da vida, e que quando aprendermos a aceitá-los e vivenciá-los, estaremos ingerindo o conhecimento e inspiração contidos em nossa sagrada terra.

fonte do texto e foto: landheart.blogspot.com

Deusa Hera

FOTO INTERNET

19 de junho é o dia de todas as Heras, celebrando a Deusa interior, representada pela Deusa Hera, a padroeira das mulheres.
Hera
"Filha de Chronos e Rhéa, irmã e esposa de Zeus, Hera (Juno para os romanos) é a grande divindade feminina do céu, do qual Zeus é o grande deus masculino.
Seus atributos correspondem quase exatamente aos de Zeus, embora revestidos, por se tratar de uma deusa, de forma mais branda.
Os poetas representam-na dotada de uma beleza austera e grave, de grandes olhos calmos e modestos, e , principalmente, de braços brancos, roliços e formosos, que constituíam o seu principal atributo físico.
As núpcias de Zeus e Hera foram celebradas na ilha de Creta, próximo ao rio Thereno.
Para torná-las mais solenes, foram convidados todos os deuses e semi-deuses.
Atenderam todos ao convite, com a exceção da ninfa Cheloné, que chegou atrasada devido às sandálias lhe machucarem os pés.
Hera, indignada com este atraso e atribuindo-a a pouco caso com o casamento, transformou a ninfa em tartaruga.
Hera foi exemplarmente casta e fiel a seu esposo, sendo venerada como o símbolo da fidelidade conjugal.
Esta virtude se realça na lenda de Ixion, rei dos Lápitas, o qual, convidado a participar do banquete celeste, ousou cortejar a rainha dos deuses.
Ela, porém, advertiu seu marido e este, para provar a má fé do hóspede, forjou com uma nuvem uma figura idêntica à de Hera e surpreendeu Ixion enlaçando amorosamente a nuvem e dizendo palavras ternas.
Para castigar este gesto insensato, Zeus atirou Ixion aos infernos, onde ele foi amarrado por cordas feitas de serpentes a uma roda que gira incessantemente.
Este atributo moral tornou Hera a protetora das mulheres casadas, motivo pelo qual recebeu o nome de Hera Gamelios; e daí, por extensão, igualmente protetora dos partos e dos recém-nascidos.
Além disso, ela velava pelos deveres dos filhos para com os pais, principalmente para com a mãe.
Uma lenda, contada por Heródoto, nos mostra como ela sabia recompensar a piedade filial.
A sacerdotisa de um templo de Hera, na Argólida, tinha dois filhos, Cleobis e Bitão.
Devia ela, como exigia o ritual, se dirigir de carro para o altar, mas à hora da cerimônia os bois ainda não haviam voltado do pasto.
Vendo sua mãe aflita, Cleobis e Bitão se atrelaram ao carro e puxaram até o templo.
Orgulhosa do gesto de seus filhos, o qual provocara o aplauso geral de toda a população e a particular inveja das mulheres, pediu a sacerdotisa que Hera lhes concedesse como recompensa aquilo que os deuses podiam dar de melhor aos homens.
No dia seguinte Cleobis e Bitão morreram.
Esta lenda melancólica significa ser a vida uma provação e a morte um favor dos deuses.
Zeus e Hera não viviam, no entanto, em boa harmonia; são, ao contrário, célebres as querelas que frequentemente irrompiam entre eles.
Por mais de uma vez foi Juno espancada e maltratada por seu esposo, devido ao seu gênio obstinado e ao seu humor azedo.
Estas querelas são alegorias para representar as perturbações atmosféricas.
Assim, enquanto Zeus seria o ar puro e o firmamento sereno, Hera seria a atmosfera carregada, obscura e ameaçadora.
Eram estas rusgas as mais das vezes, provocadas pelas infidelidades de Zeus, que exercitavam o ciúme e o ódio de Hera.
De uma feita, enfurecida, jurou ela abandoná-lo e, deixando o Olimpo, retirou-se para a ilha de Eubéa.
Após uma longa espera, começou Zeus a sentir saudades dela, mas, não querendo abaixar-se a lhe implorar perdão, urdiu um estratagema para fazê-la voltar.
Assim, fez espalhar que ele iria desposar uma bela ninfa, com a qual ele iria percorrer de carro a ilha.
Preparou, então, um fantoche de madeira, cobriu-o de ricas roupagens e joias e colocou-o na assento de um magnífico carro.
Hera, que ouvira falar do novo casamento de Zeus, vai, inflamada de indignação, ao encontro de sua rival e, avistando-a, sobre ela se atira, furiosa, lacerando-lhe as roupas.
Aparece então o lenho nú e, em meio a grandes risadas, celebraram os deuses a sua reconciliação.
Hera, que experimentava pelas mulheres inconscientes e culpadas uma profunda aversão, perseguiu ferozmente, não só as concubinas de Zeus, como também os filhos nascidos desses amores.
Se, posteriormente, foi Hera identificada com Zeus, como deusa do céu, primitivamente representava a Terra-Mãe.
Confirmam essa suposição a fato dela ser a deusa propícia aos nascimentos e, principalmente, o seu característico "casamento sagrado" com Zeus.
Hera inspirava uma veneração misturada de temor e seu culto era quase tão solene e difundido quanto o de Zeus, sendo principalmente adorada nas cidades de costumes austeros:
Argos, que parece ter sido o centro primitivo, Micenas, Esparta.
Inimiga dos costumes dissolutos da Ásia, protegeu constantemente os gregos durante a Guerra de Tróia.
No primeiro dia de cada mes, imolava-se uma porca; nunca se sacrificavam vacas, porque tinha sido sob a forma desse animal que ela se escondera no Egito, por temor do monstruoso Typhão.

O tipo de Hera foi fixado por uma admirável estátua de ouro e mármore, que, no templo de Argos, tinha sido esculpida por Policleto de Licyone, contemporâneo de Fídias; infelizmente, não se conhece essa estátua, senão por uma descrição deixada pelo autor grego Pausânias.
Seus traços são de uma mulher robusta, já completamente formada mas ainda jovem, sentada sobre um trono, segurando com uma das mãos uma semente de romã, símbolo da fecundidade, e com a outra o cetro encimado por um cuco, pássaro símbolo da vegetação primaveril."

Trecho extraído da obra de Mario Guedes Naylor, "Pequena Mythologia" F. Briguiet e cia. editores, Rio de Janeiro, 1933. Fonte: http://www.lunaeamigos.com.br/mitologia/11_hera.htm.

13 de jun. de 2011

Deusa Morrigan

Morrigan


(...) Pollio foi até a casa de Boudica após a morte do marido dela... Prasutagos. Segundo a lei romana, uma mulher não pode governar soberana como rainha. A intenção dele era casar-se com ela, pois desde muito tempo era apaixonado pela senhora dos cabelos flamejantes, a rainha dos icenii. Também desejava casar as filhas dela com cidadãos romanos....tudo para que os malditos romanos tomassem a Bretanha e suprimissem todo tipo de revolta.
-Não. - Ela puxou o braço, sorrindo para demonstrar alguma piedade
-Você não entende! Casarei com você! - Ele a agarrou novamente, puxando-a para si.
-É você que não entende...- A voz dela era baixa e perigosa. -Fui mulher de um rei, de um homem parecido com o próprio Deus Bom! Não irei para a cama com você, porco romano, nem que isso me custe uma escravidão!- Cuspiu no rosto dele.
-E pode custar!- ele sibilou, agarrando o outro braço dela.- Você não tem escolha, sua cadela...você precisa de um amo e, com Júpiter por testemunha, se não deitar na minha cama, vou possuí-la aqui mesmo, no chão!
Pollio tentou agarrar os seios de Boudica e o alfinete do ombro da túnica dela desprendeu-se. Nesse momento ela se recuperou do choque e se desprendeu dele. Vociferando Pollio tentou agarrá-la outra vez. Eles cambalearam para perto da lareira, Boudica o agarrou pelos pulsos e o atingiu na virilha com uma força brutal, enquanto ele se contorcia ela o empurrou para o fogo.
Num segundo o lugar foi invadido por soldados romanos armados.
-Peguem-na!
Os soldados arrastaram Boudica para fora da casa até o cercado. - Amarrem-na ali, e chicoteiem-na até sangrar!
Alguém rasgou a parte de trás de seu vestido, e amarrou seu cabelo com um cordão.
Boudica pensou incrédula "Os escravos eram chicoteados. Não as mulheres livres...nem as rainhas."
Boudica não gritou por si mesma, em meio a dor, enquanto o chicote estalava em suas costas......mas algo mudaria isso.
"Eu consigo suportar...., pensou, e depois me vingarei..."
Viu de soslaio que Rigana, sua filha mais velha, vinha correndo da casa das mulheres, brandindo uma lança.
-Soltem-na! - ela gritou, agachando-se e preparando-se para o ataque.
-Vejam, uma gladiadora!- Às gargalhadas, um dos homens apontou para Argantilla, a filha mais nova de Boudica, que se aproximava com um escudo.
-Voltem!- Boudica só conseguiu grunhir. - Voltem para dentro de casa!
Os soldados riram alto, as jovens não conseguiram ouvir a mãe. Enquanto isso as chicotadas continuavam...
-Quattuor, quinque...
Rigana avançou na direção de um soldado brandindo a lança. Ainda rindo, um dos legionários sacou a espada e desviou a lança com um golpe. Logo depois um homem agarrou-a pelas costas, enquanto o primeiro a desarmava.
-Arranque as garras dela...-disse Pollio irado, com os olhos ávidos ainda cravados em Boudica.- A leoa está acorrentada! Faça o que quiser com a leoazinha...e com a irmã dela...e que essas cadelas abram as pernas para Roma!
-NÃO!- gritou Boudica como não tinha gritado pela própria dor. -Não com minhas filhas, com elas não, por favor...-Ela perdeu o fôlego e o soldado retomou o trabalho de chicoteá-la.
Eles já tinham rasgado a túnica de Rigana que se debatia com os seios à mostra e dava pontapés violentos, quando um soldado puxou o resto da túnica e meteu as mãos entre as coxas dela.
-Sedecim....viginti...
As chicotadas estalavam rasgando o ar e as costas de Boudica..."Não com minhas filhas, não com meus bebês, não com minhas garotinhas..."
A carne açoitada retesou-se em ondas nauseantes. Fogo e sombra pulsavam atrás dos olhos dela.
Os homens já tinha as duas jovens no chão. Boudica se debateu e gemeu quando as filhas começaram a gritar. Não podia protegê-las...não conseguia soltar-se! Suas filhas amadas estavam sendo estupradas...
-Salve-as! Salve-me!- A fúria reprimida voltava-se para dentro dela, destruindo os limites da identidade.
E das profundezas...muito além da razão, ecoou uma Voz que ela ouvira muito tempo antes....
-Deixe-me...
O chicote açoitou-a, dividindo o eu do eu interior. Boudica tombou ainda presa pelas cordas à medida que a carne ferida e o espírito se soltavam.
E com um grito igual aos dos corvos dos campos de batalha, Morrigan acudiu.
Ela aprumou-se. As amarras foram partidas uma a uma. O sangue jorrava das costas feridas de Boudica quando Ela virou-se. Os homens recuaram, atônitos. Os soldados que retinham as jovens também recuaram. A Deusa agarrou o homem que estava em cima de Rigana e o arremessou para o lado, e arrebentou o outro que estava com Argantilla....
Então a vingança da Deusa começou........
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[Morrigan e Cúchulainn]

Muito do que se encontra sobre Morrigan na internet (como sobre outros assuntos que a gente pesquisa) é Ctrl+c Ctrl+v uns dos outros. Há pouca informação sobre ela... não vai muito além das correspondências e características básicas. O texto anterior é um resumo de uma das cenas onde Morrigan se manifesta no livro Os Corvos de Avalon (recomendadíssimooooo), que conta a história de Boudica, rainha dos icenii (icenos)... e de como ela quase conseguiu expulsar os romanos da Bretanha. É um romance histórico criado por Marion Zimmer (As Brumas de Avalon) e sua amiga Diana Paxson.
Morrigan está nas histórias do Ciclo de Ulster, onde ela aparece para Cúchulainn.
No Táin Bó Regamna (Invasão do gado em Regamain), ele a desafia, sem compreender o quê ela é, quando ela guia uma novilha por seu território, tornando-se seu inimigo:
Cuchulainn, como guardador e protetor de Ulster, observa uma mulher que conduzia uma carroça. Ao seu lado caminha um senhor e uma vaca presa por uma corda. Ao abordá-los, indaga ao homem como conseguiram a vaca. Quem responde é a mulher e ele irritado retruca:
-"Uma mulher não deve responder por um homem."
Volta-se novamente ao homem e pergunta seu nome. A mulher volta a responder por ele e Cuchulainn, totalmente fora de controle salta em cima dela e aponta a lâmina de sua espada para a cabeça da mulher. Nervosa, ela explica que recebera a vaca como presente por ter recitado um belo poema e que recitaria para ele se saísse de cima dela. Cuchulainn ouviu a declamação dos versos e quando se prepara para voltar a atacar a mulher, percebe que a carruagem e a mulher haviam desaparecido e em seu lugar ficou um corvo pousado em um galho que lhe diz que está ali "guardando a sua morte". Dessa vez, têm consciência que é a própria Deusa Morrigan e que ela veio avisá-lo que sua morte é iminente..
No Táin Bó Cuailnge a Rainha Medb de Connacht comanda uma invasão ao Ulster para roubar o touro Donn Cuailnge. Morrígan surge ao touro na forma de um corvo, e o previne para fugir. Cúchulainn defende o Ulster, travando no vau dum rio uma série de combates contra os campeões de Medb. Entre os combates, Morrígan lhe surge, com aparência de uma bela moça, oferecendo-lhe seu amor e auxílio na batalha - mas ele a rejeita. Como vingança ela interfere no seu próximo combate, primeiro assumindo a forma de uma enguia, fazendo-o tropeçar; depois, com a forma de uma loba, provocando um estouro da boiada, e finalmente como uma novilha que conduz o rebanho em fuga - tal como havia ameaçado em seu primeiro encontro.
Cúchulainn é ferido por cada uma das formas que ela assume mas, apesar disso, consegue ferir cada um dos animais. Ao final ela reaparece-lhe, como uma velha que trata-lhe os ferimentos causados por suas formas animais, enquanto ordenha uma vaca. Ela oferece a Cúchulainn três copos de leite. Ele a abençoa por cada um deles, e então as feridas da deusa também são curadas.
Antes de uma nova batalha contra os guerreiros de Connacht, Cathbad e Cuchulainn passeavam a margem do rio, quando avistaram a "Lavadeira do Vau", um tipo de mulher-fantasma que freqüenta as margens dos rios e arroios, chorando e lavando as roupas e as armas sujas de sangue, dos guerreiros que morrerão em combate.
Cathbad diz então:
-"Você vê Cuchulainn, a filha de Badb lavando seus restos mortais? É o prenúncio de sua morte!". Entretanto, Morrigan, talvez comovida com o trágico fim de Cuchulainn, desaparece com a carruagem de combate enquanto ele dormia. Mas nada o impedirá de ir de encontro ao seu já traçado destino. No dia seguinte, no fervor da batalha, Cuchulainn gravemente ferido, amarra-se ao pilar de uma pedra e segue lutando. Quando está próximo da morte, Morrigan aparece pela última vez, agora como um corvo que pousa no ombro do valente herói e depois salta ao solo para devorar as vísceras do corpo dilacerado de Cuchulainn.
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[Morrigan e o Dagda]

É dito que Morrigan é uma designação para a combinação de três deusas da guerra.
Às vezes surge como uma de três irmãs, as filhas de Emmas: Morrígan, Badb e Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb, Macha e Nemain - coletivamente conhecidas como as Morrígan ("Terror" ou "Rainha Fantasma"), também escrita Mórrígan ("Grande Rainha")-(aka Morrígu, Mórríghean, Mór-Ríogain).
É uma deusa da guerra, da vingança e da morte. Do renascimento, do destino, da mudança e da justiça. É a protetora de todas as sacerdotisas e a que impulsiona os guerreiros para suas vitórias ou derrotas.
Há evidências arqueológicas do culto a Morrigu (como também é conhecida), desde a Era do Cobre nas regiões da Espanha, França, Portugal, Inglaterra e Irlanda. Inúmeras esculturas de uma mulher com cabeça de corvo, gralha ou falcão foram encontradas em sítios arqueológicos dessas regiões, e o corvo é o animal sagrado de Morrigu por excelência.
Morrigan também era tida como uma Deusa que fazia o transporte entre a vida e a morte, uma Deusa pássaro e uma deusa do Outro mundo. Existem muitos contos antigos, chamados contos de fadas hoje, que narram a função psicopompe dos corvos...devorando não só os corpos em decomposição dos mortos, mas levando para o outro mundo também suas almas, tanto em campo de batalha como os sacrifícios humanos e mortos em geral (existem muitos vestígios arqueológicos do culto aos mortos onde o corpo da pessoa era deixado para que os corvos viessem e limpassem a carcaça).
A função de Morrigu claramente é variada, o que faz muitos historiadores acreditarem que ela acabou sofrendo uma fusão com atributos de outras inúmeras Deusas celtas menores.
Não existem muitas histórias sobre as origens de Morrigu. Alguns historiadores dizem que ela era conhecida como Moirah quando os Dannans desembarcaram na Irlanda. Era vista como uma Deusa donzela, que tinha suas próprias opiniões, e se apaixonou pelo jovem Dagda. Ela e Dagda se casaram e se uniram às margens do rio Boyne. Ela engravidou, mas como as águas do rio estavam sob os domínios Fomorianos, ao finalmente dar à luz, seu filho Mechi nasceu com três cabeças e deformado. Os druidas o sacrificaram para preservar seu povo, pois o recém-nascido seria o futuro rei e segundo a lei céltica um rei deformado ou mutilado não poderia governar. (lembra do Nuada da Mão de Prata?). Com isso, Moirah foi esconder-se na floresta. Ela permaneceu escondida durante muitos anos até que um dia surgiu usando uma capa com penas de corvos, duas espadas e com a habilidade de mudar de forma. Era uma guerreira habilidosa e nenhum homem ousava opor-se a Moirah, agora conhecida por um novo nome: Morrigu.
A união de Dagda e Morrigu ocorreu em Samhain, antes da batalha que conduziu os Tuatha de Dannan à vitoria contra os Fomorianos, que os dominavam. Quando Morrigu se uniu sexualmente com Dagda, o líder dos Tuatha, isso representou a união do Rei com a Terra, pois só dessa forma seria possível se fortalecer para vencer.
Lugh também foi considerado um dos consortes de Morrigu. Ela aparecia frequentemente nos mitos, na forma de corvo, sobrevoando Lugh e lhe dirigindo incentivos de força e segurança para que ele lutasse bravamente contra os Fomorianos.
Morrigan aparece frequentemente associada às Ben Síde, pelo irlandês moderno "Bean sídhe" ou "bean sí", significando algo como "fada mulher" (onde Bean significa mulher, e Sidhe, fada), ou ainda na forma de uma delas. As Banshee são seres míticos dos povos celtas que se aproximavam dos seres humanos para avisar a morte iminente de pessoas queridas com seus gritos e choros através das noites. Elas eram frequentemente vistas na beira de um rio lavando as roupas e armaduras dos guerreiros que morreriam.
Os povos célticos acreditavam que quando vemos corvos Morrigu está por perto. Guerreiros viam a presença dos corvos como um sinal de morte, ela era Morrigu em seu aspecto de "Lavadeira do Vau".

fonte: http://bruxapaga.blogspot.com/2009/12/morrigan.html

Deusa Aine

 

Dia 15 de junho é dia de Aine de Knockaine.

Aine era uma deusa fada celta que ajudava os viajantes perdidos.
Quando se sentir perdido sobe alguma questão, bata em uma árvore 3 vezes com um ramalhete de flores brancas chamando por Aine e ela logo lhe mostrará o caminho certo.

Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Sostício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don. Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício. Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los.É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero. Rainha dos reinos encantados e mulher do Lado, ela é a Deusa do amor, da fertilidade e do desejo. É filha de Dannann, e esposa e algumas vezes filha de Manannan Mac Liir, e mãe de Earl Gerald. Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem. Existem duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra a fada Aine. Uma colina, a três milhas a sudoeste, é chamada Knockaine, em homenagem a esta deusa. Essa colina possui uma pedra que dá inspiração poética a seus devotos meritórios e a loucura à aqueles que são por Ela rejeitados.

Segundo uma, entre tantas lendas, conta-se que estava Aine sentada nas margens do rio Camog, em Lough Gur, penteando seus longos cabelos loiros, quando Gerold, o Conde de Desmond, a viu e sentindo-se fortemente atraído por ela, roubou-lhe o manto. Só o devolveu quando ela concordou em casar-se com ele. Desta união nasceu Earl Gerald, "O Mago". Após o nascimento do menino, impuseram ao Conde Desmond, um tabu que lhe negava expressar surpresa a qualquer coisa que o filho fizesse. Entretanto ele quebrou tal tabu, exclamando alto quando viu o filho entrando e saindo de um frasco. Gerald imediatamente transformou-se em um ganso selvagem e voou alto pelo rio Lough, em direção à ilha Garrod, encontrando repouso em seu castelo encantado. Raivosa com seu marido, pois ele tinha desrespeitado as regras estabelecidas, Aine dirigiu-se para colina de Knockaine, transformando-se em um cisne. Dizem que é lá que ainda reside em seu Castelo de Fadas. Já Gerald, vive abaixo das águas de um lago e acredita-se que um dia voltará para expulsar estrangeiros mal feitores da Irlanda.Outros dizem que de sete em sete anos ele emerge das águas como um fantasma montado em um cavalo branco. Há lendas que contam que Aine tinha o poder de se transformar tanto em um cisne branco quanto em uma égua vermelha de nome Lair Derg, e que ninguém conseguia alcançá-la. Se acreditava também, que na noite do Solstício de Verão, moças virgens, que pernoitassem na colina de Knocknaine, poderiam ver a Rainha das Fadas com toda a sua comitiva. O mundo das fadas só se tornava visível pelos portais mágicos, chamados anéis de fada, que eram indicados pela própria Aine. Uma outra lenda faz referência a Aine como sendo uma mortal que foi transformada em fada. Três dias no ano são dedicados à ela. Seria a primeira sexta-feira, sábado e domingo após o dia de Lammas. É neste dias que ela reivindicaria seu retorno como mortal. Nós podemos ver em Aine o aspecto triplo da Deusa. Como Deusa Donzela, apresenta a habilidade de recompensar seus devotos com o presente da inspiração poética. Como Deusa Mãe, está associada aos lagos e poços sagrados, cujos mananciais possuem poderes curativos. O simbolismo relacionado com a Deusa Mãe foi esquecido quase por completo, desde que começaram a ser realizados os ritos cristãos nas igrejas, mas o ato de invocação da vida nunca enfraqueceu. Já como Deusa Obscura, Aine aparecia para os homens mortais como uma mulher sábia de rara beleza, qualificada como "sidhe leannan", ou seja, uma amante-fada fatal. Sidh para os irlandeses, representa o estado intermediário entre um mundo e o seguinte. Os habitantes de Sidh são todos sobrenaturais e eram dificilmente visíveis, devido às impurezas do mundo.Dizia-se que estes seres podiam ser de dois tipos: os altos e brilhantes e com os braços iluminados a partir do interior. Com o advento do cristianismo, estes seres se degradaram em todos os sentidos, tornando-se fadas, duendes e representações malignas do folclore, que viviam num estado intermediário. Contudo, seu fundamento psicológico nunca se perdeu e os terrores dos contos de fadas e fantasmas conservam os restos do culto religioso. Acredita-se que a amante-fada fatal ainda hoje é encontrada e quando escolhe um homem mortal, este está fadado à morte certa, pois esta é a única maneira viável para que os dois possam ficar juntos e concretizar este grande amor. Texto retirado do site: www.rosanevolpatto.trd.br

Invocação a Aine

Aine, Grande Deusa da Irlanda
Deusa da Lua, do amor e encorajadora da paixão no coração dos homens
Invoco o seu poder
Venha até a mim
Rainha das Fadas de Munster
Você que governa a agricultura, a fertilidade, as colheitas e os animais
Sol dourado que se transforma em Lair Derg, a égua vermelha que ninguém pode domar
Me ensine seus mistérios, compartilhe comigo sua sabedoria
Aine Marine
Aine de Knockaine
Que possui o anel mágico que revela o mundo das Fadas
Mãe de Geroid Iarla, Earl Fitzgerald, o Mago que vive no interior de Lough Gur
Esperando o tempo certo para expulsar todos os homens maus da Irlanda
Ensine-me a caminhar com sabedoria,
como filho da Terra, respirando todas as coisas viventes
Oh, Bean Righean na Brugh, Fada Rainha do Castelo
Você que se aproxima com o verão
Jamais deixe de iluminar minha vida
e mostrar os caminhos certos que devo seguir
Você que é a Donzela, presenteando seus filhos com o dom da poesia
Você que é a Mãe, mostrando sua face curadora nos lagos e fontes
Você que é a Anciã, Leannan Sidhe, que aparece aos mortais com sua grande beleza para levá-los ao Outro Mundo.
Venha a mim, irmã de Grian e Aoife
Filha de Manannan
Neta de Lir
Você que foi criada por Eoghnach
E reina sobre Limerick
Rainha de Tobar Áine
Governante de Dun Áine e Lios Áine
Eu a Invoco
Abençoada Seja.

Aine "Uma das grandes Deusas da Irlanda que sobreviveu na forma de Fada. Ela é considerada filha de Eogabail, um rei de Tuata de Dannan, que teria sido o filho adotivo de Manannan. Aine é a brilhante Deusa Fada, a quem as montanhas de Knock Aine, às margens do rio Lough Gur, são dedicadas. Ela é uma Deusa do amor, a que encoraja o amor humano.
Também é reconhecida como uma Deusa Lunar e padroeira dos pastos e gados.
É considerada a que produz o doce aroma dos prados.
Seu nome deriva da raiz Adeh, que significa “fogo”. Governa a agricultura, a fertilidade, a colheita e os animais de forma geral.
Muitos pesquisadores se referem a ela como a “brilhante”, o que indica que foi originalmente uma Deusa solar. Aine deve ser invocada em ritos de amor, fertilidade, magia com fadas, abundância, prosperidade, separação de relações amorosas dolorosas e na gravidez.
Ela amplia nossa visão e pode facilitar o contato com o mundo das Fadas.
É uma Deusa versada nas Artes da Magia e Encantamentos, por isso peça-lhe que o auxilie a potencializar seus poderes mágicos e extra-sensoriais.Correspondências: Invoque Aine para o amor, inspiração, divórcio, contato com o reino elemental. Aumentar os poderes mágicos e extra-sensoriais, cura. Símbolos: bastão, sinos, flores, trevo de três folhas, fitas multicoloridas e harpa. Dia: sexta-feira Cor: rosa-claro, branca e azul –celeste Aroma: madressilva Ponto cardeal: Leste

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com