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Abençoados sejam todos!

3 de jul. de 2011

Deusa Pax

Deusa Pax – Deusa da Paz

Dia dedicado à deusa Pax da tradição romana.
Pax é "aquela que habita sem habitar" e devemos rezar pela paz e serenidade.
Pax era a antiga deusa romana e o espírito de paz, representado na arte como uma jovem mulher que ostentam uma cornucópia ou corno da abundância, assim como um ramo de oliveira e uma penca de milho.
Ela mais tarde se tornou conhecido como Pax Romana.
Pax ("paz") foi reconhecida como uma deusa durante o Estado de Augustus.
Seu templo estava no Fórum Pacis (Templum Pacis) construído pelo imperador Vespasiano.
Ela foi retratada na arte com uma cornucópia e um cetro.

29 de jun. de 2011

Deusa Pachamama

 

Pachamama, santa tierra

Kusiya, kusiya!

Vicuña cuay,

Amá mi naicho,

Kusiya, kuisya!...

Eu canto uma canção de amor

A partir das pedras do meu corpo

Dos picos mais altos das minhas montanhas

Das areias quentes dos meus desertos

Eu a acaricio com folhas verdes

Plantas verdes

Eu a banho em vegetais

Alimento-a em seus seios

A Terra
Eu a acalmo com águas cintilantes
Refresco-a com meus oceanos
Minha canção de amor para você
É o meu corpo

A Terra
Para alimentá-la

Vesti-la

Acolhê-la
Aprenda a minha canção
E ela vai curar você
Cante a minha canção e ela a fará inteira
Dance comigo e você será sagrada.

Nosso planeta possui vários centros magnéticos, todos localizados nas Cordilheiras do Himalaia e dos Andes. A primeira representa a radiação magnética masculina e a outra a feminina. O complemento da energia masculina do Himalaia é a energia mãe dos Andes. Esta energia tocou tão fundo os habitantes dos Andes, que eles reconhecem a Terra como Pachamama, a Mãe de toda a Vida.
O mágico Vale Sagrado dos Incas, localiza-se no Hemisfério Ocidental da América do Sul, mais precisamente no Peru, entre a selva e a serra. Sua posição geográfica, fez com que o homem desta região. Desenvolvesse um conhecimento dirigido na busca de sua integração com a Natureza. Por isso, os Incas. tem um modo diferente e particular de ver e entender o Mundo como um Ser Vivo, sempre interligado ao homem.

O CORPO DA TERRA

Para os Incas, a Terra também possui um corpo com centros de energia importantíssimas, que equivalem ao coração, ao fígado, aos pulmões e aos intestinos do Planeta.
Durante o Ciclo Anterior, a Terra esteve regida energeticamente pelo Himalaia, esta cadeia montanhosa masculina. Este centro energético regia a espiritualidade natural do Planeta. Agora nosso Mundo passa por um processo de reversão, porque tudo é cíclico. O Himalaia adormece e a energia dos Andes desperta, o que Favorecerá muito a criatividade e a intuição.
Para ficar mais claro o conceito destas energias (masculina/feminina), exemplificamos dizendo que no ato e cultivar a terra, a energia masculina é aquela força que abre o sulco. A energia feminina é a que permite a transformação da semente. A energia masculina, portanto, é aquela que de posse do conhecimento, o faz ação. A energia feminina é a que produz a transformação.
O Masculino é a força do intelecto, que predominou no Ciclo Planetário Anterior. Aqui se explica o porque do patriarcado e da mulher ter sido relegada a certos planos de atividade na vida.
Com a espiritualidade regida pela energia feminina dos Andes, cada um de nós será seu próprio Sacerdote para comunicar-se com o Grande-Espírito. Não é por acaso que cada vez mais necessitamos encontrar um sentido para nossa vida, pois estamos em busca de uma conexão verdadeira com a fonte de energia universal. Podemos chamá-la de Grande-Espírito, Inti Jinti, Energia Criadora, o nome que acharmos melhor. Só ao nos conectarmos é que compreenderemos que nossa passagem aqui não é casual. Cada um de nós tem uma função e um papel a desempenhar. Não somos meros viajantes descompromissados, viemos à Escola da Terra para aprendermos e evoluirmos.

PACHAMAMA, A DEUSA DE TODA A VIDA

A necessidade que temos de nos conectarmos com a Fonte Criadora através do nosso próprio sentir e observar, se chama espiritualidade natural. Em cada nascer do Sol, em cada nova vida ou no desabrochar de uma flor, compreendemos que existe um grande mistério. São nestes pequenos milagres cotidianos que vislumbramos o sorriso da Pachamama, a nossa Mãe-Terra.

O saber inigualável do Povo Inca, sempre se revestiu de um caráter sagrado, que é muito bem expressado nos Rituais de homenagem a Pachamama, mas também se reflete em suas atitudes de respeito não só com a natureza como com todos os homens.
Na Terra dos Incas a Pachamama se identifica também como a "Deusa do Dragão", que habita as profundezas da montanha e que ocasionalmente provoca terremotos.
A deusa Pachamama é atualmente, a deusa da Terra do Quecha (fazendeiros da comunidade isolada da montanha), assim como de todos os Peruanos, Bolivianos e de todo o nordeste da Argentina.
"facha" significa "tempo" na língua Kolla, mas seu significado engloba o universo, o mundo, o tempo, o lugar, enquanto que "Mama" é mãe. A Pachamama agrega um deus feminino, que produz e agrega. Ela é adorada em suas várias formas: os campos arados, as montanhas como seios e os rios caudalosos como seu leite. Refere-se também, ao tempo que cura as dores, que distribui as estações e que fecunda a Terra. Esta Mãe Terra teve seu culto idolatrado por todo o Império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Para garantir uma boa colheita, espalha-se farinha de trigo na plantação e celebram-se rituais em sua homenagem.
A Pachamama é considerada a Mãe dos homens, é ela que amadurece os frutos e multiplica o ganho. Tem o poder que lhe permite acabar com as geadas, pragas, assim como outorga sorte as casas. Também é conveniente solicitar sua permissão e proteção para viajar por territórios montanhosos. A sua influência benéfica impede que o "mal das alturas" afetem os viajantes.
Dizem que Pachamama é ciumenta e vingativa, mas nunca deixa de favorecer aqueles que ganham a sua simpatia. Ela interfere em todos os atos da vida e os demais deuses indígenas lhe devem obediência. Quando as pessoas deixam de respeitá-la, esta Deusa-dragão manda terremotos para lembrar os homens de sua presença.
Toda a natureza constitui o templo desta Deusa, mas dizem que sua morada encontra-se no Carro Branco (Nevado de Cachi) e conta-se que no cume existia um lago. Esta ilha é habitada por um touro de chifres dourados, que ao bramar emite pela boca nuvens de tormenta. A Pachamama é descrita como sendo uma índia de estatura baixa, com pés grandes, com um sombreiro na cabeça e que aparece sempre acompanhada por um cachorro preto muito feroz. As víboras se tornam dóceis com sua presença e por vezes ela as faz de lato.
A Pachamama é considerada ainda, a criadora do Sol, da Lua e das Quatro Pachamitas, as estações, e como Deusa celeste habita a Constelação do Cruzeiro do Sul. Um mito sagrado conta que no princípio dos tempos Ela desceu das estrelas à terra para criar a vida.
Pachamama também é uma Deusa Tríplice que habita: o Céu "Janaj facha", a Terra "Kay facha" e as Profundidades "Ukhu facha". A oferenda de 1 de Agosto celebra essa tripla dimensão com o simbolismo das pedras, do céu e das estrelas.
A comida e a bebida: são os frutos de seu corpo terrestre.
O poço: seu útero e sua presença nas profundezas da terra.
Entre muitas crenças relacionadas com a PACHAMAMA, há uma advertência, que avisa que durante todo o mês de agosto, deve-se fazer uma cruz antes de sentar-se no solo e não tomar muito sol, pois a terra está aberta faminta e pode nos levar. Para a cosmogonia indígena andina, a chuva é masculina e Pachamama é sedenta, e por isso que as sementes emprenham quando chove.

RITUAL CHA'LLA

É costume que toda a terça-feira de carnaval se faça a ch'alla da casa, dos instrumentos de trabalho, do urro, outros lugares e objetos considerados importantes para os bolivianos. Em outros momentos da vida Familiar e outros em âmbito público, como é o caso da festas religiosas, também são realizados o ritual da cha'lla. Porém, nesse último espaço tal ritual se dá de forma velada com o simples gesto de verter um gole de Bebida ao chão (Pachamama), ou ainda orvalhando a imagem do santo(a), com algumas gotas de bebida.
Pachamama espera você de braços abertos. Este é o momento de curar e lembrar-se da sua santidade. Você está ligado à Mãe Terra como um ser vivo ou ainda acha que ela está inerte aos seus pés? Está por acaso com um problema que lhe traz muito sofrimento? Ou você é daqueles que come o pão e bebe a água sem agradecer à Terra? Ou está em busca de respostas para suas perguntas? Encontrar-se com Pachamama é algo que pode acorrer em qualquer lugar, é só querer. Essa aproximação pode se dar num parque, no jardim de sua casa, numa nata ou até mesmo no deserto.
Pachamama nos fala que a cura só se processará no momento em que você abrir seu coração para ela.

A CORPACHADA

Este é um dos ritos consagrados à Pachamama. Esta deusa de origem Inca, junto a Inti (Rei Sol) e a Mama Quilla (Lua) formam a trindade astrológica veneranda pelos calchaquies.
A Pachamama é a energia germinadora da natureza. Como os mortais, entretanto, ela sente fome e sede. O seu culto consiste na "corpacharla", isto é, dar-lhe de comer. Para tanto, cava-se profundas covas, onde se enterram todo o tipo de comida e bebida. Este ritual é acompanhado de rezas e invocações à deusa. A Pachamama é muito generosa para com as pessoas que lhe fazem este tipo de agrado.
A Ela se oferece a placenta do recém-nascido, enterrando-a entre as flores, para que abençoe à criança. Para viver um grande amor, os apaixonados também enterram mechas de seus cabelos.
A Pachamama acolhe em seus braços todos os seus filhos e abraça-os com carinho para dar-lhes refúgio no final de suas jornadas.

ABRINDO-SE PARA PACHAMAMA

Se você conseguir um lugar ao ar livre, tanto melhor, mas procure um lugar onde se sinta segura e longe de olhares de muitos curiosos. Se não achar tal lugar, pode ser dentro de sua casa mesmo.
Sente-se ou ponha-se de pé sobre a Terra (Pachamama), com a coluna ereta. Respire fundo e sinta o cheiro da Pachamama. Tente alcançar o perfume da flor mais próxima de você. Você já deve ter sentido o cheiro do aroma do oceano, assim como o perfume da terra molhada, não é gostoso? Pois sentir o aroma das flores e suas folhas é bem mais fácil! Agora você deverá inspirar profundamente e enquanto solta o ar. abra os braços e entregue-se para Pachamama. Deixe-a envolver com seus perfumes e suas sensações. Sinta seu amor e proteção envolvê-la. Pachamama é a Mãe de todos que se aproximam e habitam nela. Deixe que seus meios de cura a confortem, deixe ela tecer as falhas apresentadas pelo seu ser. Você poderá vê-la sentada ao seu lado em sua frente ou segurando seus braços. Tente ser o mais receptiva possível, de modo que ela perceba que deseja imensamente abra~rá-la. Peça-lhe um pouco de colo. carinho e amor. Oferte a ela com prazer tudo que ela lhe pedir (poderá lhe pedir algo para beber, comer ou fumar), com gratidão. Respire então profundamente e solte o ar bem devagar. Em seguida abra os olhos bem devagar.
Seja bem-vinda!

Deusa Xochiquetzal

DEUSA DO AMOR E DA BELEZA

Xochiquetzal significa "flor preciosa". Ela é a deusa das flores, do amor, criadora de toda a humanidade e intermediadora dos deuses. Era considerada ainda, a versão mexicana de Afrodite. Era também uma virgem da Lua, a Deusa Tríplice completa, e possuía um filho-amante muito semelhante a Adônis. Sua morada está localizada em Tamoanchan, depósito das águas universais da vida em que o homem deposita os zoospermas. Jugar paradisíaco, adornado de flores, de fluentes rios azuis e onde cresce a xochitlikakan, a árvore maravilhosa que basta os apaixonados descansem debaixo dela ou toquem seus galhos e suas flores para que vejam eternamente felizes.
Foi mulher do deus Tlaloc, deus da chuva, mas acabou sendo raptada por Tezcatlipoca que a levou aos nove réus. Permanecia um determinado tempo sobre a Terra, mas depois retornava ao seu lugar de origem.
Seu templo estava dentro do templo Maior de Tenochtitlan. Embora pequeno, reluzia entre bordados, dumas, pedras preciosas e adornos de ouro. Xochiquetzal tinha o poder de perdoar. A seu templo iam as mulheres grávidas, depois de tomar um banho lustral, para confessar seus pecados, pedir seu perdão e ajuda.
Em sua homenagem são celebradas grandes festas, nas quais se ofereciam flores, especialmente calêndulas. Ceve vários nomes incluindo Ixquina e Tlaelquani. Vivia no alto da montanha dos nove céus.

MITOLOGIA

Xochiquetzal, a Virgem da Lua, é a deusa dos prazeres do amor e dos pecados, das diversões, das danças, Ias canções, da arte, da fiação e da tecelagem. Ela é a deusa da união conjugal, bem como a padroeira das prostitutas. É frequentemente comparada com a deusa urobórica dos primórdios. Deusas como ela, representam Deusa Mãe, que simbolizam o crescimento e a fertilidade, uma concepção comum às ideias religiosas da imunidade.
Um lindo conto, que conservou uma grande quantidade de seus traços primordiais, apesar das modificações históricas pelas quais passou mais tarde, nos diz que:
Quetzalcoatl e sua irmã, que os demônios levam até ele, são embriagados. Entretanto, os verdadeiros dessedentes do delito cometido, cuja plena implicação permaneceria, de outro modo, incompreensível, são esclarecidos por uma história segundo a qual os demônios teriam levado até ele uma "prostituta" chamada Xochiquetzal. Essa prostituta é a própria deusa do amor e das meretrizes, idêntica à Grande Mãe, e !uetzalcoatl, seduzido por ela, torna-se Xochipilli, o príncipe das flores, isto é, da sedução exercida pela Deusa Mãe ele regride ao estado de seu filho-amante. Ele é representado sob um aspecto fálico como um deus que se posta entre a noite e o dia, levando como símbolo um báculo com corações nele espetados, semelhante ao juvenil Eros-Amor. Tal como no Egito, o sol matutino juvenil pertence ao céu noturno maternal; e, como príncipe das flores, refere-se à Mãe Terra da mesma forma que os jovens amantes fálicos da mitologia europeia asiática. Xochipilli é, pois, o amante da Madona asteca Xochiquetzal que, por sua vez, também o leva em seus ruços como filho.
Depois de ter cometido o delito, o Quetzalcoatl, entoa o lamento por si mesmo, no qual revela as circunstâncias antecedentes de seu crime:
"Ele compôs um lamento, um canto fúnebre,
Acerca de sua partida e cantou:
Ela me leva comigo, como se fosse seu filho,
Ela, Nossa Mãe, a deusa com seu manto de serpentes. Eu choro."
Aqui vemos claramente, que o Feminino mostrou-se mais forte que o Masculino, como terra de origem. Mãe e também como irmã-amante, responsável pela embriaguez. Na verdade, o Feminino também surgi aqui m sua forma dupla; entretanto, como figura de transformação da irmã ainda não se diferenciou da finura da Mãe elementar, o Feminino torna-se a Mãe Terrível, sinistra e fatídica.

ARQUÉTIPO DA MULHER JOVEM-VIRGEM

Xochiquetzal representa o arquétipo da mulher jovem no auge de sua potência sexual. Ela é a amante divinizada. Deusa extremamente feminina, é a própria personificação da sensualidade. Sua esfera de ação alcança o canto, a dança e a alegria. Ela é também a deusa dos pintores, escultores e bordadeiras. É a deidade da adivinhação e estava relacionada com a água. Xochiquetzal era a deusa primordial que protegia os amores lícitos. Em todo e qualquer tipo de atividade amorosa, esta deusa é protetora.
A identidade da virgem como a mãe urubórica primordial aponta para a figura da Grande Mãe original, considerada como virgem. De acordo com essa identidade arquetípica, Xochiquetzal é a mãe primordial do princípio dos opostos de vida e morte, morte e ressurreição, tais como foram todas as figuras das mães primordiais da humanidade.

ARQUÉTIPO DA MULHER GUERREIRA

Xochiquetzal, como a maioria dos deuses, forma parte de uma dualidade, que compartilha com o deus do unto, Xochipilli, as atividades artísticas e do fogo. É pois, por oposição, por dicotomia, que a deusa se associa om os deuses guerreiros. A unidade desse dualidade é o princípio guerreiro.
Convém acrescentar que a aparência desta deusa é de uma guerreira, carrega escudo, bandeira, flechas e um finto multicolorido na cintura. Xochiquetzal foi a primeira mulher a morrer na guerra. E, morrer na batalha aplica em dizer, que esta Deusa-Mãe foi a primeira mulher a ser sacrificada, já que a guerra foi instaurada elos deuses nos primórdios dos tempos, para que o Sol tivesse, por meio de sacrifícios, a sua comida: o sangue os corações.
As mulheres que morriam durante o parto eram os equivalentes femininos dos guerreiros mortos nos campos de batalha. E entre os mexicanos, não há dúvida, que se celebra a maternidade, uma maternidade articular, exaltada quando havia um desenlace fatal e que vinha a constituir-se um paralelo da proeza masculina guerreira. Se trata de um exemplo típico do conceito da dualidade-unidade tão fundamental para o pensamento náhuatl.

SUAS FESTAS

Nas festas em homenagem a essa deusa, participavam as sacerdotisas e guerreiros. Nestas festividades era sacrificada uma donzela em "nome do amor".
Durante a festividade de Atamalqualiztli para honrar Xochiquetzal se adornava o templo de Huitzilopochtli com ramos e flores, entre os quais apareciam dançando e bebendo seu mel, jovens vestidos de pássaros e mariposas.
Muito importante foi o seu culto!

FEITIÇO DA LUA

Xochiquetzal é a Deusa Virgem da Lua, que tem o poder de atrair para você o verdadeiro amor. Esse feitiço serve para determinar se a conquista de um amor vale a pena.
Com tinta marrom, rosa ou verde, escreva as seguintes palavras mágicas em um pedaço de papel: Em uma floresta no céu, cresce a xochitlikakan, a árvore dos  apaixonados.
Sorrio para a Lua
Ajoelhada (ajoelhe-se) para saber sobre o ser amado.

(Diga para a Lua) Brilhe, ofusque, Venha, ó luar
A incerteza no coração Começa a me preocupar Prata para o ódio Ouro para amor Mostre um anel No alto do céu.

Em uma noite de lua cheia, saia ao ar livre ou vá até a janela onde possa banhar-se à luz da lua e recite o feitiço. Quando disser o primeiro verso, visualize a árvore da deusa Xochiquetzal bem florida. Quando tiver terminado o feitiço, levante os olhos para a lua, procurando um sinal.
Observe que a polaridade amor-ódio no feitiço indica sim-não, o ódio portanto, não deve ser interpretado como se a pessoa a odiasse literalmente. Um anel ou brilho prateado em torno da lua indica "não". Nesse caso, você não deve buscar o interesse do seu atual amor. Um anel ou brilho dourado diz: "Vá em frente!"

Deusa Ixchel

Acredito que o texto seja da Rosane Volpatto.

Eu faço fios de energia na teia da criação

Onde nada existia antes do vazio para o mundo eu fio criando a vida a partir da minha mente a partir do meu corpo a partir da minha consciência do que precisa existir

Agora existe algo novo e toda a vida é alimentada.

A deusa Ixchel foi adorada pelos maias da península do Yucatã, em Cozumel, sua ilha sagrada. A deusa da lua e da Serpente ajuda a assegurar a fertilidade pelo fato de segurar o vaso do útero de cabeça para baixo, de iodo que as águas da criação possam estar sempre jorrando. Ixchel também é deusa da tecelagem, da magia, da saúde, da cura, da sexualidade, da água e do parto. A libélula é seu animal especial. Quando ela quase foi morta elo avô por tornar-se amante do Sol, a libélula cantou sobre ela até que se recuperasse.

DIFERENTES REPRESENTAÇÕES DE IXCHEL

"A essência feminina, quando é comentada, não é mais a essência feminina".
Para as mulheres, a vida é cíclica. No curso de um ciclo completo que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha totalmente e míngua outra vez. Essas mudanças as afetam tanto na sua vida Bica quanto sexual e psíquica. Se uma mulher quiser viver em harmonia com o ritmo de sua própria natureza, Ia deverá submeter-se à ela.

IXCHEL A DEUSA DA LUA

Em todas as épocas e por toda parte, os homens têm concebido uma Grande-mãe que zela pela humanidade lá do céu. Este conceito pode ser encontrado em praticamente toda a religião e mitologia cujos conteúdos tenham chegado ao nosso conhecimento. Os maias elegeram Ixchel como sua poderosa Mãe e deusa da Lua. Os mitos da deusa lua e suas características protegem uma verdade que nada mais é do que a realidade subjetiva interior da psicologia feminina. No passado e nos nossos dias, a Lua representa a imagem do princípio feminino, que é uma função tanto do homem quanto da mulher.
Visualiza-se Ixchel como a Mãe-Lua que mergulha neste tempo e lugar trazendo das estrelas as energias de ossos antepassados. Apresenta-se coroada com serpentes, carregando objetos de rituais tais como, o espelho e Mantas sagradas.

ARQUÉTIPO DE PROVEDORA DA FERTILIDADE

A Lua é uma força fertilizadora de muita eficácia. Faz as sementes germinarem e as plantas crescerem, mas eu poder não termina aqui, pois sem sua ajuda os animais não poderiam gerar filhotes e as mulheres não poderiam ter filhos. Como o bem-estar de uma tribo pequena depende primeiro de seu contingente humano e, segundo, de seu suprimento de alimentos, imaginem a importância que se reveste a adoração da deusa da Lua.
A Senhora da Lua senta-se sobre ela, enquanto percorre suas fases. A Lua está diretamente associada aos mistérios da menstruação e aos ciclos da vida humana. Ixchel carrega seu coelho da fertilidade e da abundância.
O coelho sempre foi um amuleto muito estimado e é extremamente poderoso se o coelho tiver sido pego em um cemitério durante a lua cheia. Mas porque um coelho? A lua cheia dá a chave do mistério. As marcas que visualizamos a olho nu na Lua são conhecidas como "a marca da lebre". O Coelho da Páscoa contém um simbolismo que se aproxima dessas ideias. A Páscoa era originariamente uma festa da lua.
Ixchel é a árvore da vida, provedora da fertilidade que garante a continuidade da vida, tanto animal quanto vegetal e humana. Esta deusa detêm os mistérios da vida e da sexualidade feminina. Ela é deusa do amor, mas não do casamento. É protetora das mulheres e das crianças. O leite nutritivo flui dos seus seios e o sangue agrado da vida flui do seu útero. (Códice Madri).

ARQUÉTIPO DA VIDA E DA MORTE

A deusa da Lua, assim, tanto como provedora da vida e da fertilidade era também, controladora dos poderes destrutivos da natureza, portanto, deusa da morte. Para nossa mentalidade ocidental é quase impossível conceber um deus que seja ao mesmo tempo gentil e cruel, criador e destruidor. Mas para os adoradores da deusa da Lua não havia contradição, pois ela vivia em fases, manifestando em cada uma delas suas qualidades peculiares. Na fase do mundo superior, correspondente à lua brilhante, ela é boa e gentil. Na outra fase, correspondente a lua escura, ela é cruel, destrutiva e má. Assim, a deusa nos mostra primeiro sua face benéfica depois seu aspecto raivoso.

Ixchel é a Grande-Mãe maia da Vida e da Morte. Na lâmina acima ela derrama as águas da vida do seu jarro de ventre sobre todos nós. Ixchel, também é a dona dos ossos e das almas dos mortos. Sua festa é realizada em 1 de novembro, Dia dos Mortos. (Códice Dresden)
Ixchel é com certeza, a Grande-Mãe maia. Encera em si as qualidades de seu marido Kinich Ahau, "Rosto do Sol", que se confundia com Itzamna, o Céu propriamente dito, pois era a sua manifestação diurna, por oposição a sua imagem noturna. Ele era representado sob os traços de um velho sábio. Todos nós seres humanos possuímos os princípios femininos (anima) e masculinos (animus) dentro de nossos psiques. E, como Jung claramente já demonstrou, os deuses são forças que funcionam separadamente da vontade consciente do homem e cuja ordem ele precisa se curvar.

A TEIA DE IXCHEL

Ixchel, tecelã da teia da vida vem até nós para dizer que é hora de nos tornarmos mais criativas, deixarmos fluir a energia da criação e da ousadia. Crie a obra da sua vida, seja pintando um quadro ou tendo um filho, ou até plantando sua primeira árvore. A criatividade é alimento, costura os rasgos da nossa vitalidade, é cura imediata. É sangue que nutri e nos faz felizes e saudáveis. Portanto, pare agora e se dê um tempo para ser criativa, tecelã de sua teia da vida. Procure aquelas aquarelas esquecidas no armário da garagem e pinte o 7, ou até talvez um quadro para sua sala de visitas. Se não ficar muito bom, coloque na sala da TV, mas ponha toda pua energia de artista para fora. Não sabe pintar? Tudo bem, então dance ou cante, escreva um romance, ou uma singela poesia. Explore também sua sexualidade e espere seu amado com uma roupa nova e o cabelo arrumado. Tente ser feliz por um dia. Não deixe que nada a detenha, nem que a chamem que um pouco alegre demais. Não faça caso, crie da maneira que achar mais apropriada para você.
Você se sente tolhida na sua criatividade, por que acha que os outros são melhor que você? Pois saiba que ninguém é igual a você. Para de achar motivos para descobrir razões para não criar. Ixchel diz que a totalidade é satisfeita quando você abre seu coração para a criatividade e a vivencia.
É através da nossa conexão com o divino que nós encontramos maneiras de superarmos nossos medos e nos relacionaremos melhor com o mundo como um todo. Abrir-se para a beleza e a magia da Grande-Mãe, observando cada detalhe de sua Criação, nos fará entender as mudanças pelas quais também passamos. Este é o alimento que nutrirá nossa espiritualidade.

Deusa Chalchiuhtlicue

Acredito que o texto é da Rosane Volpatto.

DEUSA DAS ÁGUAS

Deusa asteca da água, é conhecida como a "A saia de Jade" e deusa da fertilidade e da agricultura. Conhecida também com o nome de Apozonalotl, manifesta-se nas ondulações das águas. Chalchiutlicue era companheira de Tlaloc e seu filho era o deus do vento, Quetzalcoath. Foi responsável pela inundação que destruiu o Quarto Mundo (vivemos no Quinto Mundo). de acordo com os astecas. Esta deusa é a própria incorporação da beleza e devoção juvenil. É também a Deusa Mãe da Serpente. Esta é uma deusa de múltiplas facetas, pode acabar com as inundações e tormentas, assim como é encarregada de limpar. purificar e propiciar o crescimento das plantas. Algumas vezes se apresenta com vestes magníficas, confeccionadas com pele de serpente e adornos de penas brancas.
Sua festa era celebrada no mês "Atlacahualo", que quer dizer "carência de água", onde se faziam sacrifícios humanos para se alcançar os benefícios desta deusa. Sua devoção maior era sentida entre os pescadores, que navegavam em suas canoas por canais, rios e lagos.
Cabe-nos acrescentar, que para os astecas o sacrifício tinha uma conotação totalmente diferente da nossa. Lembremo-nos que aquilo que entendemos por crueldade á algo historicamente determinado. Os europeus à época de suas conquistas massacraram, mutilaram e torturaram com a consciência tranquila em nome da divindade cristã. O sacrifício asteca, à nível de mentalidades, não circunscrevia nem como crueldade, nem como ódio e sim como resposta à instabilidade de um mundo constantemente ameaçado de destruição. Num universo frágil, instável e à mercê de catástrofes, a confiança no futuro era algo fora de propósito. A cada 52 anos, o calendário asteca anunciava um ano "ce-actl", um ano de possível fim dos tempos, do Quinto Sol (ou Quinto Mundo). Ao final deste ano, um terror coletivo tomava conta da população, receosa de o Sol não mais nascer. Tentemos imaginar o desespero coletivo de uma população que, contraditoriamente, acreditava ser o povo eleito para conquistar os quatro quadrantes, mas ficava, por sua vez, a mercê de um mundo instável e constantemente ameaçado.

ARQUÉTIPO DA MÃE NUTRIDORA

Chalchiuhtlicue, aparece quinze vezes no "Códice Borgia", estreitamente ligada à Mayahuel, enquanto analogias iconográficas que falam da fertilidade e dos conceitos que se referem à Grande Mãe Nutridora. Esta deusa, além de ser deusa das águas, é também a Senhora dos Mantimentos, que nutri o homem para que ele

possa viver e reproduzir-se. Este é o aspecto mostrado na lâmina 17 (figura acima), onde vemos a deusa amamentando o homem.

ARQUÉTIPO DA MÃE PROTETORA

Na figura acima, a deusa aparece com belos adornos e suntuoso traje. Vislumbra-se sua saia "chalchihuiles" e as linhas onduladas, imitando o fluir das águas. Ressalta-se também seu "quechquemitl". "cueith"e o manto, trabalhados com mosaicos de conchas, pele de serpente e pequenas penas brancas. Sua coroa de serpente é representativa e muito elegante. O anel preso em seu nariz é de mosaico turquesa em forma serpente e os adornos das orelhas são feitos do mesmo material. A pintura facial consiste em duas listas longas e curtas no queixo e no corpo e são pintadas de amarelo. O enfeite do braço é um bracelete de turquesa com sinos dourados. Como já vimos nas outras deusas, seu caráter de mãe protetora é enfatizado ao mostrá-la sentada no "icpali" com assento de pele de jaguar.

FONTE DA VIDA POR EXCELÊNCIA
Esta deusa é conhecida por seus atributos fecundantes e germinativos, considerada fonte da vida por excelência. Mas é igualmente importante como fator de purificação. Em seus rituais era lavado o corpo com água corrente, para se obter a graça da pureza. As pessoas eram mergulhadas na água e ao submergirem se tornavam crianças sem pecado, com possibilidade de começar uma nova vida. Estes rituais de banhos sagrados eram habitualmente praticados por todas as grandes deusas da fertilidade e da agricultura. Também era tradição na cultura asteca, a invocação desta deusa, quando a parteira banhava pela primeira vez o recém nascido, dizendo as seguinte palavras:
"- Chegai Nossa Mãe Chalchiuhtlicue e tomais como seu filho esta criança, para carregá-la em seus braços por este mundo".


ORAÇÃO À CHALCHIUHTLICUE

Senhora Chalchiuhtlicue de Merciful

És bem-vinda neste mundo

Lave-nos e nos purifique

De toda e qualquer impureza,

Livra-nos te todo o mal

Fazendo que neste mundo

Resida somente a paz e a sabedoria.

Senhora dos começos

Somos seus humildes servos

Fazei com que a criança pura

De nossa alma, se faça sempre presente.

Deusas Sul-Americanas

Acredito que o texto seja da Rosana Volpatto.

1. DEUSA PACHAMAMA, a MÃE-TERRA
A maioria das mulheres modernas perderam a sintonia com o Sagrado, mas toda esta sabedoria e informação está escrita no DNA de nossas células, basta saber como ativá-las. Está na hora de resgatarmos a nossa energia feminina.
O primeiro arquétipo que todas nós mulheres devemos entrar em contato é a nossa Mãe-Terra, Pachamama. Este elo pode ser estabelecido por intermédio de atividades muito simples, como por exemplo. caminhar descalça ou sentar-se sobre a terra ou grama, como e também através de meditação ao entardecer. Para se desfazer de energias negativas, coloque as duas mãos sobre a terra (ou gramado), de modo que você fique acocorada e então, visualize um campo energético fluindo de seu corpo e penetrando na terra. O resultado é surpreendente!
Agora, se você mora em um apartamento e fica difícil qualquer dos procedimentos acima citados, procure comprar um tapete de pele de animal e caminhe e sente sobre ele.
A Pachamama identifica-se com as deusas gregas Deméter e Atena.

 

2. DEUSA MAMA CHILLA, A MÃE-LUA
São muitas as deusas da Lua. Mas, assim que se estuda seus atributos, características e histórias de suas vidas, reconhecemos que todas elas são realmente uma única divindade. O culto a Mãe-Lua acontece desde o mais longínquo registro histórico.
Mama Quilla, nossa Mãe-Lua Inca, filha de Viracocha e esposa do deus Sol "Inti". O contato com o arquétipo desta deusa é feito através de meditação, que deve ser realizada na Lua Crescente, três dias antes da Lua Cheia. Coloca-se as mãos em forma de triângulo, voltando-a para a Lua. Se estiver nublado e não for possível enxergar a Lua, poderá fazer o movimento com as mãos e voltá-las para uma árvore. Todas plantas têm a energia forte da Mamaquilla.
A Mamaquilla identifica-se com a deusa grega Ártemis. É protetora das mulheres casadas e guardiã de nossos sonhos.

 

3. DEUSA MAMACOCHA, A MÃE-MAR

Mamacocha é o terceiro arquétipo. São as águas - os lagos e os mares (para os índios, o mar segue ao princípio feminino). As águas outorgam às mulheres os anseios de sua alma, o místico, o mágico, o profundo mistério. "A terra dá à mulher a força de que ela necessita. Já Mamacocha lhe dá o movimento e a flexibilidade necessária, como a água, que é capaz de tomar todas as formas, sem perder sua essência. Pode-se conectar com ela por meio da dança livre e espontânea).

 

4. DEUSA MAMAOCLLO, A MÃE-INTERIOR

Mamaocclo é a deusa esposa-irmã de Manco-Capac e ambos filhos de Inti (sol). Formam o casal fundador Io Império Inca.
A Deusa representa a xamã interior, a mulher de sabedoria, capaz do encontro consigo mesma. Neste imbito, basicamente a mulher se conecta com Mamaocllo por meio da meditação e, quando se encontra em sua _ase lunar mais externa (no período menstrual), através da auto-observação e auto-contemplação.
O povo andino, alcançou nossos dias unidos por um espírito comum e reverenciando a Terra como sua Mãe. Eles possuem a mais alta das dignidades, trilham o caminho do entendimento equilibrado e têm o devido -espeito pelos homens e pela natureza.
Quem tiver a sorte de caminhar pela Terra Sagrada dos Incas, cruzará com um xamã, o "Chaski", que peregrina pelas trilhas divulgando sua cultura. Ele lhe dirá, que hoje nosso Planeta está passando por transformações, caracterizadas pelo predomínio da energia feminina. Entretanto. isso não quer dizer, absolutamente, que o Mundo vai ser dominado pelas mulheres e, sim, que a Terra carece do plantio de sentimentos tão sublimes como os de uma mãe zelosa tem por seu filho mais querido. Só este tipo de sentimento fará brotar no coração dos homens o Lírio da Paz e consolidará o Amor Universal.

20 de jun. de 2011

Deusa Brigith

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Bridge of Wings – Where He Waits
Art by. Stephanie Pui-Mun Law

Antes de falar da Deusa Brigith, quero aqui falar da complexidade existente acerca das deusas Célticas, para ser uma Deusa na antiga tradição celta, a mulher deveria ser Mãe, protetora de seus filhos, preocupada com todos os membros de sua tribo e acima de tudo, ser capaz de ensinar e transmitir sabedoria…

Algo totalmente diferente por exemplo, das Deusas Romanas, Gregas ou Egípcias – as Deusas Celtas são parte integrante da vida comum deles, estão representadas pelos elementos naturais: terra, água, fogo e ar – não são imortais, cometem erros e são humanas…

Brigith também conhecida por Brigith, Bríde, Bridget, Briid é uma Deusa muito popular na Irlanda, cultuada em todos os territórios onde os celtas se instalaram.

A palavra "Brig", em irlandês arcaico, significa força, poder. Segundo, alguns filósofos, tal correlação pode estar por detrás da existência de guerreiros chamados Brigands ou "soldados de Brighid".

Os brigantes eram uma confederação de tribos celtas que se instalou na Armórica (França) Grã-Bretanha e no sul da Irlanda… O nome dessa tribo deriva da Deusa Brigantia, que é aparentemente mais uma variação do nome Brighid. Na Gália, a Deusa Brigindo é outra faceta desta deidade, enquanto que Brigantia é o nome original das cidades de Bragança em Portugal e de La Coruña na Galícia (Espanha).

Mas é na Irlanda que encontramos os mais importantes elementos da Deusa Brigith.

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Brighith, que significa "luminosa"é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação.

As funções atribuídas a ela são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-europeia:

- Deusa da inspiração e da poesia – Classe Sacerdotal.

- Protetora dos reis e dos guerreiros – Classe Guerreira

- Deusa das técnicas – Classe de artesãos, pastores e agricultores

Brighith pertence a famosa tribo dos Tuatha De Danann, sendo filha de Dagda que é líder e o grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Ele é o mestre da vida e da morte.

Há diversas lendas acerca de Brigith, em uma delas Brigith é a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.

Outra lenda nos diz que Brigith tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura. Ao encontrá-lo sem vida, ela lamenta sua morte em uma tradição que viria a ser conhecida como "keening” (irlandês-caoineach), e que ainda hoje é preservada nas áreas rurais da Irlanda.

Os "keenings’ eram lamentos emitidos por mulheres face ao falecimento de um membro da família ou da comunidade. Se constituíam em choros pungentes, quase bestiais, descritos por observadores como o som de "um grande número de demônios infernais".

Como Deusa, Brigith esta vinculada com a inspiração e a criatividade – na tradição Britânica dos Druidas ela é conhecida como a "Deusa dos Bardos", por ser quem inspirava os grandes sacerdotes.

Brigith também é considerada a guardiã do "Awen", o sopro de seu pai (Dagda), ou a "consciência da inspiração" a qual poucos tem acesso.

Brigith esta associada a cura e as ervas, por isso é considerada uma bruxa, uma vez que as bruxas sempre possuíram tal conhecimento. Enquanto guerreira, ela afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada. Os Celtas, antes de suas batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o propósito de amedrontar os adversários que pensavam estar diante de Brigith.

Lady Gregogy, em "Gods an Fighting Men", diz dela:

" Brigith… Era uma poeta, e os poetas a adoravam, pois seu domínio era muito grande e muito nobre. E, era assim mesmo, uma curadora, e realiza trabalhos de ferreiro. Foi ela quem deu o primeiro assobio para chamar-se uns aos outros no meio da noite. Um lado de seu rosto era feio, porém o outro muito belo. E, o significado de seu nome era Breo-saighit: “flecha de fogo".

Seus símbolos são a haste e a roca de fiar, a chama sagrada, a espiral, o triskle, o torc, o pote de fogo e seus sapatos de latão.

No ano de 450, Brigith foi transformada em Santa Brígida pelo cristianismo que não conseguia impedir o culto a Deusa pagã. A biografia dessa santa foi escrita por Cogitosus – que credita a data da morte da santa cristã ao dia 01 de fevereiro, data está em que era comemorado o Festival do Fogo em homenagem a Deusa pagã.

A história da Santa Brigida é na verdade cheia de contradições, uma vez que boa parte de sua biografia é baseada na história da Deusa e alguns elementos que são facilmente compreendidos a partir do paganismo, torna-se estranhos para os fundamentos cristão…

Texto e fonte: Sacerdotisa Lu Guedes; www.meninanosotao.wordpress.com

Deusa Morrigan

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A Deusa Morrigan como acontece com a maioria das Deusas tem diferentes histórias, e também aparece em textos do chamado “Ciclo Mitológico” celta.

Por alguns é considerada uma Deusa Trina, mas essa origem é completamente desconhecida, para os Celtas, sua ligação era com os Tuatha de Danann, sendo ela uma das filhas de Ernmas, neta de Nuada. Às vezes surge como uma de três irmãs, as filhas de Ernmas: Morrígan, Badbe Macha. Por vezes a trindade consiste em Badb, Macha e Nemain – coletivamente conhecidas como Morrígan ou, no plural, como as Morrígan. Mas essa pode ser mais uma questão de erro na tradução ou na própria interpretação do mito.

Para alguns escritores, Morrígan é considerada “a mensageira da morte”, como podemos verificar no livro de Patrícia Lysaght:

"Em certas áreas da Irlanda encontra-se este ser fantástico que, além do nome feérico, também é chamada de Badhb".

Como está diretamente ligada a morte, Morrígan também é descrita como sendo um monstro com formas femininas. Eu gosto bastante dessa definição quanto a essa divindade, é na verdade a que mais me agrada.

Nas lendas irlandesas, Morrígan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, se entregavam as batalhas de corpo e alma com o objetivo de realizar atos heroicos.

Contudo, nos escritos existentes atualmente sobre o Ciclo Mitológico Celta, Morrigan em momento algum recebe a alcunha de “Deusa” mas é considerada uma divindade na Irlanda e no dia de hoje são prestadas muitas homenagens a ela…

A Lu me contou uma das muitas lendas que envolvem Morrigan e a mais interessante para mim foi sobre a morte de Cúchulainn na qual ela se transforma num velha para “assistir” a morte do guerreiro:

Cuchulainn que era um mortal, nascido para morrer, separado dos demais por características curiosas e anormais e  destinado desde o princípio a um estranho destino, encontra Morrígan que está transformada em uma velha. A margem do rio, ela lava sua armadura que está coberta de sangue do inimigo e dele mesmo…
É um presságio de sua morte.

Cathbad diz então:

-Você vê Cuchulainn, a filha de Badb lavando seus restos mortais? É o prenúncio de sua morte! Entretanto, Morrigan, talvez comovida com o trágico fim de Cuchulainn, desaparece com a carruagem de combate enquanto ele dormia. Mas nada o impedirá de ir de encontro ao seu já traçado destino.

Mas ele acaba gravemente ferido em batalha. Para continuar lutando, ele amarra-se a uma pedra com suas próprias entranhas e seus inimigos só tomam conhecimento de usa morte quando um corvo pousa em seus ombros. Era Morrigan que aparece para ele pela última vez. Quando o guerreiro finalmente morre, o corvo salta ao chão para devorar as vísceras de seu corpo dilacerado.

Outro conto nos revela o encontro de Morrigan com Dagda:

Na véspera da Segunda Batalha de Moytura, também o rei líder dos Tuatha De Danann: Dagda – encontra Morrigan no vau do rio Unshin, lavando as armas ensangüentadas e os cadáveres dos que viriam a tombar no dia seguinte.

A Deusa então dá a Dagda informações sobre o combate, revelando seus dons proféticos. Igualmente, dá provas de coragem e poder quando afirma que ela mesma arrancará o coração do seu inimigo Fomoriano.

Em pagamento, Dagda sacia seu apetite sexual, unindo-se a ela ali mesmo, em meio aos cadáveres que morreram.

Meditando com Morrigan

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É sempre muito bom meditar e isso independe de dia, hora ou lugar. Mas em alguns casos, há formas de meditações específicas que contribuem para com a nossa alta estima.

Eu gosto de meditar com a aurora e com o crepúsculo e durante minha meditação, sempre procuro estar ligado a alguma divindade com a qual eu tenha algum tipo de ligação, como é o caso de Morrigan que trás em sua história, que eu contarei num próximo post – uma ligação bem estreita com a morte.

Segundo os contos Celtas, é ela quem nos avisa quando chega o momento de nossa morte.

Essa meditação nos permite compreender o nosso momento de vida e o nosso momento de morte. Nos ajuda a libertar das amarrar criadas durante os dias. Afinal, a morte passou a ser uma espécie de mistério edificado por algumas crenças. O fato é que a morte não deve ser motivo de medo e sim de continuidade… Faz parte da nossa jornada.

A Meditação com Morrigan deve ser feita no crepúsculo, num lugar agradável, onde você se sinta bem. Pode ter uma música de fundo (instrumental), caso seja essa sua vontade… Você vai precisar de uma vela preta, um caldeirão ou panela com álcool de cereais ou comum mesmo e quatro incensos de sua preferência.

Circule o caldeirão com os incensos e coloque a vela atrás do caldeirão. Sente-se, relaxe seu corpo, sua mente. Entoe um mantra de sua preferência enquanto acende os incensos. (preferencialmente você precisa estar em um lugar completamente escuro).

Sinta os perfumes que são emanados pelo incenso, feche seus olhos, visualize a figura de Morrigan dentro de você. Sinta sua energia se misturando a sua. Pense nas “batalhas” que você trava diariamente, nas conquistas e nas derrotas. Tudo isso faz parte de um aprendizado maior…

Respire fundo e acenda a vela fazendo uma prece a Morrigan:

Eu sou a figura abençoada pela Lua.
Sou o canto das águas
A fúria dos Oceanos
A chuva nas folhas e nos campos

Sou as estrelas que brilham no alto céu.
O clarão que enfrenta a escuridão
na tempestade que varre a tarde

Sou aquela que traça o próprio destino
Sou a força que surge quando a fraqueza busca espaço e lugar
Sou uma guerreira todos os dias da minha vida.

Sou mulher que não se esconde por trás de mistérios
Sou dama da noite – Senhora da magia – Sexo forte
No meu corpo adormece e desperta a chama do desejo
Em minha pele desenho os artifícios do prazer

Não tenho medo da morte,
pois ela caminha do meu lado esquerdo
Apreciando a vida que reina soberana em mim
Enquanto eu caminho pela fina linha do meu destino

Sou a bruxa que a mão da Deusa ajudou a tecer
Sou arte, verdade, poesia, começo, meio e fim
Que assim seja e que assim se faça

Ateie fogo no caldeirão e fique apreciando a chama do fogo até que está cesse…

fonte e texto de Marco Antônio, A Casa do Mago