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24 de jul. de 2011

Os Filhos de Cronos

Quando Zeus cresceu resolveu vingar-se do seu pai, solicitando apoio de Métis - a prudência. Ela ofereceu uma poção mágica que fez Cronos vomitar os filhos devorados.

* Zeus tornou-se o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo, deus do céu e do trovão.

* Hera, que se tornou deusa dos deuses, ao desposar seu irmão Zeus.

* Deméter, deusa da terra cultiva, da agricultura, das colheitas e das estações do ano.

* Héstia, deusa protetora das cidades, das famílias e das colônias e iluminava a humanidade com o fogo sagrado.

* Poseidon, deus supremo dos mares.

* Hades, deus guardião do Submundo
Gaia ficou com a função de revelar aos homens a origem divina de todas as coisas. Seguindo os conselhos de Gaia, Zeus liberta os Hecatônquiros mas aprisiona os titãs no Tártaro. Então partilhou-se o universo.

* Zeus ficou com o céu e a terra.

* Poseidon ficou com os oceanos.

* Hades ficou com o mundo dos mortos.


ZEUS E SUAS ESPOSAS
Métis, a deusa da prudência, foi a primeira esposa de Zeus, que temia ser destronado devido a uma profecia. Por brincadeira, propôs a Métis de transformar-se em uma mosca. Sem perceber as intenções de Zeus, ela voa e pousa em suas mãos. Imediatamente, ele a aprisiona e a engole. Métis estava grávida e a cabeça de Zeus crescia a cada dia, até que da cabeça de Zeus nasceu Atena, já adulta e a profecia não se cumpriu.

Têmis, a deusa da justiça, foi a segunda esposa de Zeus. As Moiras profetizaram que Zeus tinha muito a aprender com Têmis. Eles tiveram três filhas: Eunômia - a disciplina, Diké - a justiça e Riné - a paz.
Finalmente Zeus se casaria com sua irmã Hera gerando Hefesto, Hebe e Ares.

* Hefesto, divindade do fogo e dos metais. Sua mãe, Hera, achando-o feio, jogou-o do Monte Olimpo, tornando Hefesto coxo. Mas Hefesto aprendeu um ofício e se tornou um hábil ferreiro. Casou com Afrodite, que tinha muitos amantes e seu principal rival era seu irmão Ares.

* Hebe, a deusa da eterna juventude, servia néctar e ambrosia aos deuses. Casou-se com Héracles ou Hércules após sua morte, quando ele foi aceito no Olimpo.

* Ares, deus da guerra e da violência, tinha Éris como companheira de batalha - deusa da discórdia. Era amante da esposa de seu irmão, com quem teve vários filhos, e também outras inúmeras amantes.

Texto e fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com

Deus Cronos

Cronos e Réia tiveram seis filhos: Deméter, Héstia, Poseidon, Hades, Hera e Zeus. Mas Cronos se tornou perverso, engolindo os filhos quando nasciam, devido à profecia feita por seu pai, que um deles também o destronaria. Diante da dor de perder seu último filho, Réia entrega a Cronos uma pedra enrolada no cobertor. Sem notar, ele engole a pedra. Réia escondeu Zeus numa gruta aos cuidados de Gaia, onde ele foi criado até se tornar adulto, sendo amamentado pela cabra Amaltéia.
Ao se tornar adulto, Zeus retornou para tomar posse do trono de seu pai. Dando a Cronos uma poção mágica, o fez vomitar todos os filhos engolidos. Assim Zeus fêz renascer seus irmãos e assumiu o poder se tornando o rei dos deuses, criador do mundo e soberano dos homens, criando uma nova hierarquia de deuses. Agradecidos pela lição de responsabilidade e generosidade de Amaltéia, os deuses a transformaram na constelação de capricórnio.

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O mito de Cronos nos remete à compreensão do tempo e das limitações da vida mortal. Nada pode ir além do âmbito da própria vida e nada permanece inalterado. Cronos é o deus que encarna o sentido do tempo mas também se rebela contra ele. E por isso foi destronado e humilhado, aprendendo assim no silêncio da própria dor.
Cronos representa o corpo, que envelhece de forma inexorável e ao mesmo tempo se rebela contra seu destino fatal. A aceitação da própria condição é também, de uma forma misteriosa, a separação dos pais e da infância, porque significa sacrificar a fantasia de que em alguma época, de um lugar, virá alguém como num passe de mágica, transformar a nossa vida em um aconchego eterno.
"Viver feliz para sempre" não existe no mundo de Cronos. A juventude cede lugar à maturidade e jamais poderá ser reconquistada de maneira concreta. Entretanto as lembranças e a sabedoria é algo a ser destilado com o tempo. O tempo consome tudo e também envelhece, pede renovação, evolui, muda.
Na sociedade atual temos vários arquétipos de pai. Um dos mais marcantes é o do pai autoritário. A castração do filho impede que ele tenha mais poder que o pai; a castração do pai faz com que o filho queira tomar o poder. A repressão e a competição masculina têm gerado ao longo do tempo complexos paternos que nos fazem refletir por que o velho tem medo do novo; por que os pais autoritários e devoradores têm medo de perder o controle; por que castram, reprimem e maltratam os próprios filhos. Todo pai deveria saber que o lugar que ocupa é temporário, que o filho é seu sucessor, como ele foi do seu pai.
O novo sucede o velho na ordem do mundo. Que as novas gerações desse novo século tragam pais fortes, mas que confiem na sua capacidade geradora. Que reconheçam a energia e o talento da juventude e valorizem seus filhos. E que os filhos valorizem seus pais, que lhe permitiram existir e se tornar os seus sucessores.
O aspecto negativo de Cronos é a sua feroz resistência às mudanças e à passagem do tempo. O lado positivo é saber mudar aquilo que podemos mudar; aceitar o que não podemos alterar; e esperar em silêncio até que o tempo nos mostre, a diferença entre as duas coisas.

Texto e fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com

Foto: internet

Os Filhos de Zeus

Retratada como ciumenta e agressiva, Hera odiava e perseguia as amantes do marido Zeus e também os filhos gerados com elas.
* Héracles ou Hércules era filho de Zeus com a mortal Alcmena e foi perseguido por Hera ainda quando era criança, quando Hera tentou matá-lo. Era famoso por sua força.
* Musas: Zeus fertilizou a titânide Mnemósine, a deusa da memória. Durante nove noites consecutivas ela deu à luz a nove filhas em algum lugar do Monte Olimpo. Suas filhas eram as Musas que cantavam o presente, o passado e o futuro, ao som da lira de Apólo.
* Apolo foi uma das divindades principais da mitologia greco-romana, um dos principais deuses olímpicos. Filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis, possuía muitos atributos e funções. Depois de Zeus, era o mais influente e venerado de todos os deuses da Antiguidade Clássica. Apolo era sinônimo de luz física e espiritual. Era tido como eternamente jovem e de beleza sem igual entre os Deuses.
* Ártemis, deusa da vida selvagem e da caça, era irmã gêmea de Apolo e ajudou no parto do irmão.
* Hermes: Nascido da união de Zeus com a Ninfa Maia, desde cedo Hermes demonstrou suas incríveis habilidades divinas. Hermes era o veloz mensageiro dos Deus do Olimpo. Foi o patrono dos viajantes, comerciantes e também dos ladrões, dos mentirosos. Conversador emérito, descuidado de tudo, sempre pronto a cooperar, desempenhava um papel muito importante no Olimpo e na terra. Possuia várias atribuições devido à sua agilidade física e mental.
* Perséfone ou Coré, era filha de Zeus e de Deméter, deusa da agricultura. Perséfone foi raptada por Hades, deus do mundo subterrâneo.
* Dioniso ou Dionísio - Baco: Concebido da união entre Zeus e a mortal Sêmele, Dioniso ou Dionísio ensinou o homem a cultivar os vinhedos e tornou-se o deus do vinho e da embriaguez. Patrocinava as festas e as comemorações com luxuria. Dioniso, também chamado de Baco, era sempre representado com folhas de parreira e cachos de uva adornando a cabeça. Muitas vezes tinha atitudes debochadas, lânguidas e até mesmo efeminadas, o que fazia um perfeito conjunto com as peles de felinos que gostava de usar. Apaixonou-se perdidamente por Adriadne, vindo a desposá-la.
* Perseu foi o herói mítico grego que decapitou a Medusa, um monstro que transformava em pedra qualquer um que olhasse para ela. Ele era filho de Zeus, que sob uma forma de chuva de ouro, engravidou a mortal Danae.
* Helena de Tróia era de filha de Zeus e de Leda. Quando tinha 11 anos foi raptada pelo herói Teseu mas seus irmãos Castor e Pólux a levaram de volta a Esparta. Possuía a reputação de mulher mais bonita do mundo e isso despertava a inveja em Hera, mulher de Zeus.
* Minos: Filho de Zeus e Europa, Minos foi um rei da ilha de Creta. Atribuem-lhe grande número de aventuras amorosas e costumam apontá-lo como o primeiro homem a praticar pederastia. Com sua esposa Pasífae, Minos foi o pai de Ariadne, Androgeu, Deucalião, Fedra, Glauco e Catreu e de muitos outros. Pasífae teria sido também a mãe do Minotauro.

Texto e fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com

Os Filhos de Afrodite

Os filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. Sempre amou a alegria e o glamour e nunca se satisfez sendo esposa de Hefesto. Amou e foi amada por diversos deuses e mortais. Punia quem ousasse possuir ou comparar sua beleza. Apesar de ser casada com Hefesto, Afrodite era sedutora e tinha vários amantes.

* Hermafrodito é filho de Afrodite com Hermes, o mensageiro dos deuses. Representa a fusão dos dois sexos e não tem gênero definido. Teria nascido extremamente bonito e transformou-se num ser andrógino quando a Ninfa Salmacis tentou seduzí-lo mas foi rejeitada. Ela esperou que ele entrasse no lago e mergulhou entrelaçando-se com ele e pediu aos deus para os unirem para sempre.

* Em outra versão, Eros é filho de Afrodite com Zeus, Hermes ou Ares. Queixando-se que seu filho continuava sempre criança, a deusa da prudência explicou que Eros era muito solitário e haveria de crescer se tivesse um irmão. Pouco tempo depois nasceu Anteros e Eros tornou-se robusto e cresceu.

* Anteros é filho de Afrodite com Ares. É o deus da ordem e foi criado por um pescador. Como seu próprio nome diz, ele é oposto de Eros. Seus poderes são de dar ordem e as pessoas obedecerem. Era o irmão de Eros que só cresceu depois que ele nasceu.

* Fobos - o medo e Deimos - o terror são gêmeos, filhos de Afrodite e Ares. Eles acompanhavam o pai nas batalhas, injetando nos corações dos inimigos a covardia e o medo, fazendo-os fugir. Na astronomia, Fobos e Deimos são as duas luas do planêta Marte.

* Harmonia é a deusa da concórdia. Filha de Afrodite e Ares, casou-se com Cadmo, rei de Tebas.

* Himeneu é o deus grego do casamento, filho de Afrodite e Apolo. Como era de se esperar, sendo filho de uma linda deusa e do deus mais bonito do Olimpo, Himeneu era confundido com as mais lindas moças devido a sua exuberante beleza.

* Príapo era filho de Afrodite e Dioniso. Era considerado protetor dos rebanhos, uvas e abelhas. Hera sentia inveja e ciúmes de Afrodite e fêz que Príapo nascesse com uma grande deformidade, um pênis absurdamente exagerado. Por sua libertinagem, Príapo se tornou objeto de terror e repulsa.

* Eneias foi um chefe troiano, filho de Afrodite e Anquises. Com a queda de Tróia, Eneias partiu com sua família carregando seu velho pai nos braços, que o orientou até chegar às novas terras.

ARES
Ares, deus da guerra e da violência, tinha Éris como companheira de batalha - deusa da discórdia. Era amante da esposa de seu irmão, com quem teve vários filhos, e também outras inúmeras amantes.
* Ares também seduziu Réia Silvia gerando Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

* Oenomaus era filho de Harpina com Ares e Diomedes era filho de Cireme com Ares. Eles eram guerreiros que habitavam ás margens do Mar Negro.

*Ares foi amante de Otrera, a rainha das Amazonas, com quem teve quatro filhas: Hipólita, Menalipe, Antíopa e Pentesiléia.

texto e fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com

Erínias ou Fúrias

As Erínias (Fúrias para os romanos) eram personificações da vingança semelhantes a Nêmesis que punia os deuses, enquanto as Erínias puniam os mortais. Tisífone (castigo), Megera (rancor) e Alecto (interminável) viviam no submundo onde torturavam as almas pecadoras que ali chegavam depois de passar pelo veredito de Hades.

Elas nasceram das gotas do sangue de Urano quando ele foi castrado por Cronos. Pavorosas e cruéis, as Erínias encarregavam-se de criar nas almas pecadoras o remorso e a necessidade de perdão.

  • Tisífone, a vingadora dos assassinatos e homicídios, principalmente aqueles praticados contra os pais, irmãos, filhos e parentes, e açoitava os culpados, enlouquecendo-os.
  • Megera, personifica o rancor, a inveja, a cobiça e o ciúme. Castigava principalmente os delitos contra o matrimônio, em especial a infidelidade. É a Erínia que persegue, fazendo a vítima fugir eternamente. Grita a todo momento nos ouvidos do criminoso, lembrando-lhe das faltas cometidas.
  • Alecto, a implacável, eternamente encolerizada, encarregava-se de castigar os delitos morais como a ira, a cólera, a soberba etc. É a Erínia que espalha pestes e maldições. Segue o infrator sem parar, ameaçando-o com fachos acesos, não o deixando dormir em paz.

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As Erínias são divindades presentes desde as origens do mundo e, apesar de terem poder sobre os deuses e não estarem submetidas à autoridade de Zeus, vivem às margens do Olimpo. Os deuses as rejeitam mas as toleram. Os homens fugiam delas. Sendo forças primitivas, atuavam como vingadoras dos crimes e reclamavam com insistência a punição do homicida com a morte.

Porém, visto que o castigo final dos crimes é um poder que não corresponde aos homens, por mais horríveis que sejam, estas três irmãs se encarregavam do castigo dos criminosos, perseguindo-os incansavelmente até mesmo no mundo dos mortos, pois seu campo de ação não tem limites.

As Erínias são convocadas pela maldição lançada por alguém que clama vingança. São deusas justas, porém implacáveis, e não se deixam abrandar por sacrifícios nem suplícios de nenhum tipo. Não levam em conta atenuantes e castigam toda ofensa contra a sociedade e a natureza, como o perjúrio, a violação dos rituais de hospitalidade e, sobretudo, os assassinatos e crimes contra a família.

As Erínias são representadas normalmente como mulheres aladas de aspecto terrível, com olhos que escorrem sangue no lugar de lágrimas e madeixas trançadas de serpentes, estando muitas vezes acompanhadas por muitos destes animais. Aparecem sempre empunhando chicotes e tochas acesas, correndo atrás dos infratores dos preceitos morais.

Quando Saturno castra Urano, psicologicamente, Saturno castra as novas ideias de Urano, uma nova ação ou direção. Pode ser por um senso de dever, compromisso e responsabilidade que mantém Urano sem ação; ou uma necessidade básica de segurança unindo-se ao medo do desconhecido que se sobreponha a qualquer iniciativa de mudança.
As consequências da castração de Urano por Cronos são retratadas na mitologia. Quando reprimimos ou bloqueamos as necessidades de mudanças que surgem em nós por Urano, nascem as Fúrias em nosso interior. Podemos ter um profundo ressentimento contra aqueles que estão impedindo nosso avanço, ou sentimos inveja daqueles que tem liberdade para progredir, enquanto permanecemos parados.
Se usamos a energia de Urano e seguimos nossos impulsos uranianos para mudar e romper com as estruturas vigentes, indo em busca de algo novo, então quem se enfurece são as forças de Saturno. Aí descobrimos que essas Fúrias vem em nossa direção através daqueles que se sentem ameaçados por nossas ações rebeldes.
Tal fato não é incomum quando rompemos um relacionamento. Quando há um rompimento sempre o motivo está na insatisfação daquele que rompe, que sente necessidade de mudar algo. Aquele que se sente limitado no relacionamento acaba indo embora. Isto faz despertar as Fúrias no outro que não aceita o final do relacionamento, o que resulta em ameaças e outras manifestações graves.

As Fúrias despertam como na Grécia antiga, para atormentar, e podem acontecer também em outras esferas, como nas famílias, departamentos governamentais, onde as Fúrias são postas em evidência contra os dissidentes ou rebeldes que ameaçam o Estado.
Nas famílias formam-se sistemas e estruturas que organizam suas próprias regras que, apesar de não escritas, servem para criar limites - quem pode fazer ou dizer alguma coisa. Se um dos membros da família começa a agir de forma a ameaçar essa estrutura, é provável que as Fúrias sejam lançadas contra ele. Por exemplo, a família deseja que o filho jovem seja um advogado. No entanto, o jovem pretende decidir sua vida e seguir uma carreira artística. Com certeza a família irá conspirar contra ele, lançando suas Fúrias de modo a impedí-lo de seguir a carreira escolhida. Mas se o jovem atender aos desejos da família, então as Fúrias agitarão em seu interior, por não seguir sua vontade de decidir a própria vida. Instala-se um impasse.
Porém da castração de Urano por Cronos nasceu Vênus. Esta parte do mito sugere que Vênus - princípio do amor, da beleza, da harmonia, diplomacia e equilíbrio - pode nascer da tensão entre as forças saturninas e as forças uranianas. Isso se traduz pela possibilidade de apresentar novas ideias e alternativas de forma habilidosa e diplomática que não seja ameaçadora para a ordem estabelecida das coisas. É abrandar a tendência uraniana de romper abruptamente com as coisas e a tendência saturnina de manter tudo como está.
Se Urano desenvolve um estilo venusiano - diplomático - de fazer as coisas, pode persuadir Saturno a ter maior flexibilidade, mantendo o melhor do passado e abrindo espaço para novas ideias, propondo experimentar novas coisas. Ajudado por Vênus, Urano consegue preparar Saturno para algo novo de forma suave e ponderada. Quando desejamos mudar algo, devemos abrir espaço para que algo de novo aconteça. A transição se faz de forma diplomática e venusiana.
Ás vezes, o tato e a diplomacia não funcionam. O sistema vigente pode recusar a ceder e aí não resta outra alternativa senão desafiar diretamente o sistema vigente e enfrentar as consequências. Em certas ocasiões, é politicamente correto romper com certas coisas, mesmo que tenhamos de enfrentar as Fúrias, para que possamos tomar um caminho que seja verdadeiro para nós.

texto e fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com

22 de jul. de 2011

Deusas: Criadoras da Vida

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O nascimento de Vênus idealizado por Sandro Botticelli

Tela de Tintoretto, representando o nascimento da Via Láctea, a partir do jorro de leite materno

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Diana, deusa da Caça, imortalizada como a provedora

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Vênus e Cupido: uma alegoria de Agnolo Bronzino (1503-1572) sobre os prazeres e delícias do amor

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Vênus banhando-se, a deusa da beleza e do amor numa cópia romana a partir do século III a.C., se encontra no Museu Pio-Clementino

Evidências arqueológicas como estátuas, amuletos, vasos e outros inúmeros objetos encontrados por pesquisadores ou mesmo pessoas comuns, expressam o sagrado e o divino, afirmando que a primeira religião da humanidade foi o culto à Deusa.
Esta deidade unia-se essencialmente à figura materna. Naqueles tempos, vale à pena frisar, a participação masculina para a procriação era completamente desconhecida, consequentemente desprezada.
Isto implica que, desde nossos primórdios, tínhamos a maternidade e o nascimento como eventos sagrados, abençoados. A maternidade era considerada uma função divina a partir de uma entidade superior feminina. Ou seja, era uma Deusa-Mãe que decidia quem seria mãe.
As maiores evidências do culto à Deusa vêm de inúmeras esculturas de mulheres grávidas com grandes seios, coxas, nádegas e vulvas. Essas imagens foram chamadas pelos arqueólogos de Vênus e representavam objetos de culto à Grande Deusa Mãe. Elas eram feitas, geralmente, de pedras, ossos ou barro. Foram encontradas espalhadas por países europeus com sítios paleolíticos como Espanha, França, Alemanha, Rússia, Inglaterra e Áustria. A arte das vênus revela o que aquelas culturas valorizavam e os conhecimentos que elas desejavam que fossem transmitidos.
Sem o conhecimento do ato sexual com associação à gravidez, todos acreditavam que as mulheres tinham gerado seus bebês a partir delas mesmas, sem a ajuda do homem ou do ato sexual, e por isso eram consideradas as doadoras da vida.
As crianças nascidas pertenciam à comunidade e mães e crianças ilegítimas não existiam. As crianças recebiam os nomes de suas mães e de suas linhagens, sendo assim culturas matrilineares e matrifocais. A mulher era a portadora de todo o poder e tinha status social mais alto que os homens. Naquela época, as mulheres não eram consideradas dependentes ou propriedade dos homens.
Quanto ao culto, as mulheres eram as grandes sacerdotisas da Deusa. Elas eram as adivinhas, parteiras, curandeiras, transmissoras da cultura da Deusa e guardiãs dos mistérios.
Como passavam a maior parte do tempo nas tribos, enquanto os homens saíam para caçar, elas desenvolveram a língua, a agricultura, a culinária etc. Como religiosas no culto à Deusa, catalogaram o uso mágico e medicinal das ervas. Foram responsáveis pela criação dos primeiros calendários que eram lunares, e não solares, pois, por essas medições controlavam seus ciclos menstruais, o plantio e a colheita dos vegetais.
Os primeiros antropólogos e arqueólogos já afirmavam que a primeira divindade cultivada era feminina. A teoria coincide com antigos mitos e crenças de que a criação teria ocorrido por meio de uma autofertilização. Dessa crença originam-se as religiões agri-culturais.
As estátuas citadas anteriormente datam da Era Cro-Magnom, do Paleolítico superior, entre os períodos de 35.000 e 10.000 a.C.. No Sul da França foi encontrada a Vênus de Laussel. O achado estava em um provavelmente santuário de caça que data de 19.000 a.C.. Ela é vermelha, talvez sugerindo sangue, um símbolo da vida, e em uma das mãos, carrega um chifre.
Outras figuras semelhantes, anteriores ao período Protoneolítico, de 9.000 a 7.000 a.C., e decoradas como se fossem objetos de culto, foram descobertas em várias localidades.
Na Suméria, por volta de 4.000 a.C., as nobres femininas eram associadas à Deusa. Ela era vista como Criadora, Donzela, Mãe, Destruidora, Guerreira, Caçadora, Artista, Jurista, Curandeira e Feiticeira. Suas funções e habilidades aumentaram com o desenvolvimento das culturas que a veneravam. Através dos séculos, adquiriu centenas de nomes e faces, mas sempre representando a natureza. Foi associada ao Sol, à Lua, à Terra, aos céus. Por isso a religião da Deusa é considerada a religião da natureza, em todas as suas formas.
A Deusa encenava o princípio divino criador do universo. Com a ascensão do culto aos deuses masculinos e o surgimento do patriarcado, por volta da Era de Áries, aproximadamente 2.000 a.C., Ela foi silenciada. Mas, atualmente seu culto ressurge com força em inúmeros lugares do planeta, por meio de movimentos religiosos feministas que buscam uma maior ligação com a Terra, sobretudo entre os Wiccanianos.
Para eles, a Deusa é tríplice e, ao mesmo tempo, uma única divindade. Seus aspectos são a Donzela, a Mãe e a Anciã. Como objeto de nossa pesquisa sobre a divindade materna e a maternidade divina, vamos nos ater a esse aspecto: a mãe como fertilizadora e mantenedora. E o segundo aspecto da Deusa, a Mãe, também chamada de Amiga, Amante, Guerreira e Irmã. Ela é considerada a Grande Mãe, a Mãe Natureza, o que significa que é também a Criadora e Doadora da Vida de todas as coisas animadas e inanimadas.
Mares, lagos, fontes e poços sempre foram considerados símbolos femininos na religiosidade arcaica. Eles simbolizavam o útero criador da Deusa. A face mãe da Deusa é seguramente a mais conhecida e a mais visível em muitas culturas antigas.
A Terra nos nutre como uma mãe aos seus filhos e por isso muitas culturas reverenciavam a Terra como a face Mãe da Deusa.
Ela é vista como a representação Divina de nossas mães terrenas e por isso engloba os aspectos de protetora, disciplinadora, a que dá carinho e ensina com sua sabedoria. A face Mãe da Deusa não é diferente. Muitas das figuras encontradas por arqueólogos representavam a Deusa como uma mulher grávida e mostram mulheres com seios fartos e grandes vulvas representando a fartura e a fertilidade.
Apesar de estátuas da Deusa na forma de mulheres grávidas serem proeminentes, elas certamente não são só vistas dessa maneira. Muitas delas trazem crianças no colo, simbolizando o Filho da Deusa, que irá crescer e se tornará seu consorte, companheiro e provedor da tribo.
Como as mães terrenas, a Deusa pode tornar-se fortemente protetora de sua criação e Aquela que provê não só a proteção, mas tudo que é necessário para o desenvolvimento de sua criação.
Ela é simbolizada pelo verão. No verão, as frutas estão maduras, prontas para a colheita. O sol, hoje visto como uma divindade masculina ou o próprio Deus, antes do patriarcado sobrepujar o matriarcado, era um dos símbolos da Deusa. Já que ela é criadora de tudo e está contida em tudo.
Encontramos inúmeras Deusas do Sol, como Brigit, Grian, Sunna. O Sol em seu ápice representa o pináculo do ciclo da fertilidade da Deusa que se torna grávida para, no inverno, dar à luz Ela mesma, bela e plena.
A cor sagrada da face Mãe da Deusa é o vermelho, a cor do sangue que gera e doa a vida. A fase lunar associada a ela é a cheia. Alguns exemplos de Deusa Mãe são: Deméter, Ísis, Gaia, Brigit, Nut, Hera, Dam, Selene e Arianrhod.

Amaury Cândido
Da Editoria Cultura

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=246012

21 de jul. de 2011

Deusa Ferônia

(autoria desconhecida)

Deusa do Calor Vital.

Ferônia é uma deusa da mitologia Romana, guardiã do calor vital, do fogo criador e do fogo subterrâneo.
Os santuários erguidos em nome dessa deusa, tinham que ser construídos próximos de sua morada: vulcões e águas termais. Também é tida como Deusa das Fontes, Bosques e Florestas que circundam esses lugares típicos de energia quente.
Nas celebrações, as pessoas caminhavam descalças sobre as brasas incandescentes de uma grande fogueira feita com pinheiros. O objetivo consistia em se purificar e alcançar a cura de alguma doença. E o faziam diante das preces dos sacerdotes.
Depois, ofereciam-se frutas à Deusa colocando-as em volta das fogueiras em sinal de agradecimento.
Entre os seus devotos, além dos iniciados, estava o povo humilde dos campos.
O nome Ferônia significa levar, trazer, gerar, produzir.
Para magnetizar uma planta vibrando amorosamente, com suas mãos impostas sobre ela, e depois oferecê-la a alguém. A simbologia deste ato está em colher mais tarde o que se plantar agora.

Deusa Sedna

(autoria desconhecida)

Conta a lenda que a jovem Sedna morava em companhia de seu pai, um pescador. E apesar de ser muito cortejada, não se interessava por ninguém. Mas um dia uma gaivota com poderes mágicos a enfeitiçou e prometeu à seu pai que lhe daria uma vida de princesa. No entanto, ela foi forçada a viver num mundo de sujeira e miséria, além de ser tratada como uma escrava.
Tempos depois, seu pai fora lhe visitar e ficou chocado com o que viu. Imediatamente resgatou sua filha fugindo com ela para o mar. Os pássaros os perseguiram e atacaram o barco. Desesperado, pois não queria que os pássaros levassem sua filha, o pai jogou-a no mar enquanto tentava espantar as aves.
Mas Sedna não resistiu ao frio e morreu afogada. Seu corpo submergiu e alcançou as profundezas dos mares, na terra de Adlivum, submundo dos esquimós. Sua beleza encantou as almas e os seres marinhos que acabaram transformando-a em Senhora dos Mistérios.
O culto à deusa Sedna rompeu fronteiras. Chegou à Groelândia e ao Alasca, pelo que se sabe. Ela rege as águas profundas dos mares e tem o domínio sobre a vida e a morte desempenhando o papel de protetora dos pescadores e dos navegantes.

Sedna, a Deusa Planeta.

Foi descoberto o décimo planeta do Sistema Solar. Encontrado além da órbita de Plutão, foi batizado com o nome de uma das principais deusas Inuit, da mitologia dos esquimós do Ártico, Sedna.
O Planeta Sedna, apesar de ter sido descoberto no ano 2003, só se tornou público em 15 de março de 2004. Ele é menor que a Lua e tem um diâmetro de 2 mil kilômetros. Fica numa região do espaço conhecida como Cinturão de Kuiper. É uma das regiões mais frias do cosmos.