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12 de ago. de 2011

Deus Apolo

Apolo, Deus Grego.

Ele era a melhor e mais brilhante divindade grega. Era tão habilidoso quanto belo. Resplandecente. Sua imagem era de um jovem atraente e viril.

Ele e sua irmã gêmea, Ártemis, eram filhos de Zeus com uma Titã, Leto. Conta a lenda, que para dar à luz, Leto teve que fazê-lo na Ilha de Delos, pois todos os outros lugares temiam o poder do filho de uma Titã. Quando nasceu, Apolo jurou lealdade à sua lira e ao arco e prometeu revelar a vontade de Zeus através dos oráculos. Quatro dias depois, Apolo viajou para Delfos e matou um dragão que tentara contra sua mãe enquanto ela estava grávida. Essa batalha aconteceu no centro do mundo grego e tornou-se depois um dos principais templos de Apolo.

Ele era um dos doze principais deuses do Olimpo. Mas tal como os outros deuses, também tinha o seu lado obscuro. Embora ele fosse o patrono da medicina, suas flechas provocavam doenças nos seres humanos e ele podia ser cruel quando irritado.
Apolo era conhecido pelos seus casos amorosos. Mas não tinha muita sorte no amor. Dafne, uma ninfa da montanha, por exemplo, preferiu virar uma árvore de louro do que render-se ao Deus. Cassandra, filha de Príamo, Rei de Tróia, foi uma mortal que resistiu às investidas de Apollo mesmo ele tendo lhe concedido o dom da visão. Furioso, mas incapaz de lhe retirar o dom, fez com que suas profecias, embora se cumprissem, ninguém acreditasse nelas.

texto e fonte: Agenda Esotérica

Deusa Selene

Selene, a Lua Cheia.

A Deusa grega da Lua Cheia chamada Selene.

Filha dos titâs Hipérion, o deus da Luz Primordial, e de sua irmã Téa. Era irmã de Helios, o Sol e de Eos, a Alvorada.

Conta o mito que Selene se apaixonou por um belo pastor, cujo nome era Endymion. Com ele teve cinquenta filhas. Só que o pastor era um mortal e como todo mortal, suscetível à morte. Esse “detalhe” atormentava a Deusa que inconformada conseguiu que o amado permanecesse eternamente jovem fazendo com que ele dormisse para sempre. Endymion estava então sempre dormindo e com aparentemente a mesma idade.

Selene é a divindade protetora dos feiticeiros e magos. Ela dirigia no céu um carro puxado por dois cavalos e exercia uma poderosa influência sobre os que faziam encantamentos de amor.

Se Selene for de origem grega, seu significado pode ser “o brilho”, “a lua”, “ a claridade”.

Ao lado de Ártemis e de Hécate, Selene representa a tríplice manifestação da energia lunar: Crescente, Cheia e Minguante.

Seu nome equivalente na mitologia romana é Luna (Lua).

texto e fonte: Agenda Esotérica

Orixá Iemanjá

Iemanjá e o Imaginário Popular.

É uma história de mais de três séculos. Começou quando o tráfico de escravos chegou até este continente, trazendo não apenas mão de obra africana, mas também a cultura de um povo que dava valor às forças da natureza: o culto aos orixás. E aquela que chegava como mãe de todos os orixás, aos poucos foi criando raízes brasileiras. Hoje, Iemanjá está incorporada na vida de pessoas que até não fazem parte de nenhum culto afro-brasileiro. Mas que dentro do inconsciente coletivo, num país rico de lendas e religiões como o Brasil, atingiu o imaginário de todas as classes sociais.

Iemanjá é um orixá marítimo: uma das maiores forças da natureza. Trazida pelos escravos africanos, aportou no continente sul americano e criou novas raízes. São mais de trezentos anos de história que nos levam a contemplar um misto de deusa, santa e mãe. O povo brasileiro a adotou sem cerimônias pois atualmente já faz parte da cultura e do turismo brasileiros.

Para entender essa força que arrebata e apaixona cada vez mais aqueles que se aproximam do mar em sua intenção é preciso conhecer um pouco da gênese nagô que revela uma história de amor e de ódio, de vida e de morte entre mãe e filho. Nesta mitologia, Iemanjá e Aganju, filhos de Odudua (Terra), e Obatalá (Água), geraram Orungã (Meio-Dia). Um dia Orungã se apaixona pela mãe e aproveitando a ausência do pai, a possui. Desesperada, Iemanjá corre até cair exausta no chão. Seu corpo começa a dilatar. Dos seus seios correm dois rios que mais a frente se unem formando um grande lago. De seu ventre, que se rompe, saem quinze orixás: Dadá – deus dos vegetais; Xangô – deus do trovão; Ogun – deus da guerra; Olokun – deus do mar; Oxalá – deusa dos lagos;Oiá – deusa do rio Oiá (Niger); Oxun – deusa do rio Oxun; Obá – deusa do rio Obá; Orixacô – deus da agricultura; Oxosse – deus dos caçadores; Oké – deus dos montes; Ajê Xalugá – deusa da riqueza; Xapanã – deus da varíola; Orun – o Sol; e Oxu – a Lua. A lenda ainda conta que no lugar da parturição se construiu a cidade de Ifé consagrada à mãe dos orixás.

Ao chegar até este continente, a lenda de Iemanjá se mesclou com outras crenças hidrolátricas nativas da mesma família como Iara, Ipupiara, Boto e Cabeça-de-cuia por exemplo. Também sofreu influência da sereia europeia, que lhe emprestou os longos cabelos, a cauda pisciforme e os cantos irresistíveis, dela fazendo um símile da Loreley germânica. Também são convertidas para Iemanjá orações e súplicas no estilo e ritmo católicos. É Nossa Senhora em várias invocações, Candeias, Carmo, Piedade, Virgem Santa, Conceição, das Dores e do Rosário. A sinonímia de Iemanjá é bastante extensa: Dandalunda, Dona Janaína, Dona Maria, Inaê, Janaína, Marbô, Princesa do Aiocá ou Arocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia, Sereia do Mar, Sereia Macunã etc. Essa incorporação de características culturais de diferentes lugares deu origem a uma Iemanjá que possuindo um misto de deusa, de natureza e de fonte de vida, formaram uma nova rainha do mar.

A Iemanjá cultuada no Brasil, difere da Iemanjá cultuada no seu país de origem. Na África, os agradecimentos a Iemanjá não são realizados em público. Nada parecido com o que se faz aqui no Brasil. A devoção brasileira é que caracteriza um culto popular já que as oferendas e os agradecimentos são feitos no mar e nas lagoas com grande alarde. Pode se dizer que é uma outra divindade das águas, fruto de um sincretismo das concepções ioruba, ameríndia e europeia dos deuses aquáticos. A essência é a mesma mas o mistério e a devoção que a envolve a faz mãe de todos os brasileiros, sem distinção de raça, de credo ou de classe para com cada um de seus filhos.

Se você puder, vá até uma praia e jogue no mar Palmas ou rosas de sua preferência para ela. Espere sete ondas baterem nos seus pés e então dê três passos em direção ao mar. Com os pés sob as águas agradeça à Rainha do Mar o que quiser agradecer e depois se tiver um desejo a fazer, então faça. Jogue as palmas, dê três passos de costas e vá embora sem olhar para trás. Quando tiver conseguido o que pediu, volte para agradecer.

texto e fonte: Agenda Esotérica

Ísis e as Asas de Falcão

 

No Antigo Egito, Ísis era a deusa mais importante.
Representava o papel principal no Panteão. É predecessora de Afrodite e de Vênus.
Ísis personifica tudo o que se projeta da mulher amada. A amante divina, a mãe abnegada, a protetora de todas as crianças.

Esta Deusa nasceu da união do Céu (Nut) com a Terra (Geb). Podia se transformar num falcão com asas que tinham o poder de ressuscitar mortos. De insuflar vida nos homens apenas com o bater de suas asas consideradas divinas.

Ela era a representação da divindade universal.

Em alguns retratos da Antiguidade, Ísis tinha um disco solar e dois chifres na cabeça.

O nome Ísis significa "trono". Quase sempre a vemos sentada num trono. Em outras representações, carrega o filho nos braços e, quase sempre, segura a Cruz Ansada em uma das mãos.

Ísis também era considerada uma feiticeira. Possuía conhecimento e sabedoria das artes mágicas com as quais fazia encantamentos positivos. Conseguia recuperar a vida de pessoas já falecidas.

Hoje, seu poder não ressuscita mais ninguém. No entanto, sugere-se que ela retira karmas das pessoas. Ela seria então capaz de anular as determinações estabelecidas pelo destino.

Acenda um incenso e se concentre na história dessa Deusa e na sua figura mitológica. Peça a ela para ajudá-lo a se libertar dos possíveis Karmas negativos. Procure emanar energias positivas e de amor ao Cosmo com o intuito de alcançar a misericórdia Divina.

texto e fonte: Agenda Esotérica

Hécate–A Padroeira das Bruxas

Hécate é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo.

Hécate está associada a cura, profecias, visões, magia, Lua Nova, magia negra, magia branca, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas.

A Deusa Hécate, segundo algumas versões, recebeu o título de "Rainha dos Fantasmas" "Padroeira das Bruxas" ou "Deusa das Feiticeiras". Para protegerem-se, os gregos colocavam estátuas da Deusa na entrada das cidartas das casas.

Hécate é também um vaso-útero, que recebe os processos passados no interior da psique. Ela é o vaso alquímico que permite a transformação e transmutação dos elementos materiais em espirituais. Hécate habita as grutas e cavernas. E para sermos fertilizados pela semente da criação espiritual e do renascimento psíquico temos de visitar a sua morada, fazer a entrada no reino dessa deusa. Ela é a Caverna-Mãe onde se dão os processos espirituais.

Muitos mistérios e ritos de iniciação se passavam no interior das grutas e cavernas.

Hécate é a regente dos processos misteriosos da vida e da morte, das passagens difíceis da vida, da entrada nos caminhos árduos da transformação.

A Deusa nos diz que as mudanças servem para determinar o nosso comportamento e que devemos ter cuidado com os caminhos falsos ou atalhos inadequados. O caminho, por vezes, pode não ter muita importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.

Hécate estava por perto quando Perséfone foi raptada por Hades, mas não interferiu, porque ela sabia que as passagens são necessárias, às vezes não importam os caminhos. Mas é Hécate que ensina e ajuda a Deméter a achar o caminho para recuperar a filha Perséfone. 

A entrada no mundo inferior é necessária para o contato com as fontes internas da fertilidade, mas é preciso saber o caminho de volta para poder tornar consciente toda a possibilidade criativa. Enquanto houver o mergulho no mundo inferior, a consciência pode adormecer e descansar, e novamente será renovada e frutificará com a volta.

Oração à Hécate:

“Ó Poderosa Hécate,

Faça com que o círculo nunca seja quebrado,

Faça com que a terra esteja sempre firme,

Faça com que o vento seja sempre constante,

Faça com que o mar esteja sempre agitado,

Faça com que o fogo nunca se apague, e sua luz mostre o caminho.

Hécate!

Faça-se sempre viva em minha alma.”

Esta é uma das orações poderosa das Bruxas, aonde seus pedidos à Deusa Hécate, geralmente são de proteção para suas magias e para ativar a energia dos seus poderes. 

Hécate – Senhora das Encruzilhadas

Hécate é uma Deusa que tem inúmeros atributos e provavelmente seja a Deusa menos compreendida da mitologia grega. Ela não reina apenas sobre a bruxaria, a morte, mas também sobre o nascimento, o renascimento e a renovação.

Ela era evocada pelos gregos para protege-los dos perigos e das maldições.

Para uns era filha de Perseu e Asteria e mãe de Scyylla, para outros era filha de Nyx, a noite. Alguns historiadores dizem que ela era apenas um das Fúrias e que ganhou proeminência com o tempo.

Historicamente, Hécate é uma Deusa que se originou nos mitos dos antigos karianos, no sudoeste da Ásia menor, e foi assimilada na religião grega a partir do século 6 a.C.

Hekat, uma antiga palavra egípcia que significa "Todo o poder",e que pode ser a origem do nome Hécate. Entre os romanos era chamada de Trívia, em virtude de sua conexão com as encruzilhadas tríplices.

Outra possibilidade para o significado de seu nome esta nas relações das frases: "Ela que trabalha seu desejo" e o mais comum seria "Aquela que é distante' ou "A mais brilhante"!

Hécate foi adotada pela mitologia Olímpica após os Titãs serem derrotados, e seu culto perdurou entre os gregos até tempos tardios. Era considerada tão importante que os gregos acreditavam que o próprio Zeus lhe rendia culto e oferendas e teria-lhe concedido o direito de compartilhar com Ele o poder de conceder ou reter os desejos dos humanos e os domínios da Terra,céus e mares.

Existiram pouquíssimos Templos dedicados a Hécate e os poucos que foram encontrados são de escassa informação ou não totalmente documentados. Muitos dos Santuários devotados a Ela eram pequenos e não tinham grandes ou preciosos materiais. 

Existem estátuas que a representam, mas são quase todas copias romanas e é difícil saber o quão fies elas sejam das originais.

Considerada uma Deusa Tríplice, classicamente fazia uma trindade com Perséfone e Deméter. Ao contrário da visão moderna pagã, Hécate era considerada a donzela, enquanto Perséfone era a mãe e Deméter a anciã.

Hécate era evocada nas encruzilhadas durante à noite. Suas representações mostram-na carregando tochas e muitas vezes aparecendo como uma Deusa Tríplice com três faces. Oferendas eram deixadas à ela nas margens das estradas e nos cruzamentos.

Era a padroeira das Bruxas e em alguns lugares da Tessália, cultuada por grupos exclusivos de mulheres sob a luz da Lua.

A Deusa possui inúmeros títulos.

Como Propylaia, que significa:"Aquela que fica na frente do portão", Hécate oferecia proteção contra o mal,especificamente contra espíritos malignos e maldições. Neste aspecto, seu culto era

realizado nos portões de entrada, onde estátuas eram colocadas em sua homenagem.

Fonte:http://rituais-e-feiticos.blogspot.com

foto: internet

Deusa Hécate

Comemoramos a Deusa Hécate no dia 13 de agosto.

Texto Mirella Faur

Na Grécia, celebração da deusa tricéfala Hécate. Deusa da lua minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite, Hécate era homenageada com procissões, em que se carregavam tochas e com oferendas, as chamadas "ceias de Hécate". Como uma Deusa "escura", Hécate tinha o poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se sua ajuda neste dia para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.
Reverencie essa poderosa Deusa pedindo-lhe que a ajude a transmutar as sombras do passado, facilitar e guiar suas suas escolhas no presente e iluminar seu caminho no futuro. Acenda uma vela preta para a transmutação, uma branca para clarear as dúvidas e uma amarela para iluminar sua caminhada. Ofereça à Deusa alguns bolinhos de milho, um  ovo cru (de preferência galado) e uma cabeça de alho; deposite a oferenda em uma encruzilhada de três caminhos ou embaixo de uma árvore com três grandes galhos. Agradeça à Deusa pela ajuda recebida e peça-lhe para afastar as sombras com a luz de sua tocha, removendo os empecilhos e transformando os resíduos do passado em novos estímulos. Use essa meditação ritualística quando estiver em uma encruzilhada em sua vida e não souber por qual caminho se decidir.

Fonte: O Anuário da Grande Mãe

Foto: Internet

Deusa Hécate

texto de Mirella Faur

O dia 13 de agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas.
Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção.
Com o passar do tempo perdeu-se o seu real significado e origem e preservou-se apenas o medo incutido pela igreja cristã em relação ao nome e atuação de Hécate.
Essa poderosa Deusa com múltiplos atributos foi considerada um ser maléfico, regente das sombras e fantasmas, que trazia tempestades, pesadelos, morte e destruição, exigindo dos seus adoradores sacrifícios lúgubres e ritos macabros.
Para desmistificar as distorções patriarcais e cristãs e contribuir para a revelação das verdades milenares, segue um resumo dos aspectos, atributos e poderes da deusa Hécate.
Hécate Trivia ou Triformis era uma das mais antigas deusas da Grécia pré-helênica, cultuada originariamente na Trácia como representação arcaica da Deusa Tríplice, associada com a noite, lua negra, magia, profecias, cura e os mistérios da morte, renovação e nascimento.
”Senhora das encruzilhadas” - dos caminhos e da vida - e do mundo subterrâneo, Hécate é um arquétipo primordial do inconsciente pessoal e coletivo, que nos permite o acesso às camadas profundas da memória ancestral.
É representada no plano humano pela xamã que se movimenta entre os mundos, pela vidente que olha para passado, presente e futuro e pela curadora que transpõe as pontes entre os reinos visíveis e invisíveis, em busca de segredos, soluções, visões e comunicações espirituais para a cura e regeneração dos seus semelhantes.
Filha dos Titãs estelares Astéria e Perseu, Hécate usa a tiara de estrelas que ilumina os escuros caminhos da noite, bem como a vastidão da escuridão interior.
Neta de Nyx, deusa ancestral da noite, Hécate também é uma “Rainha da Noite” e tem o domínio do céu, da Terra e do mundo subterrâneo.
“Senhora da magia” confere o conhecimento dos encantamentos, palavras de poder, poções, rituais e adivinhações àqueles que A cultuam, enquanto no aspecto de Antea, a “Guardiã dos sonhos e das visões”, tanto pode enviar visões proféticas, quanto alucinações e pesadelos se as brechas individuais permitirem.
Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.
Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora.
Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia.
No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude –, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra.
Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”.
Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção.
As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com três cabeças e seis braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).
Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários.
Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos.
Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).
No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade.
As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.
No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino.
Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte.
Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.
A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte.
Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação.
Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados.
Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.
Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente.
Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação.
Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.
Honrando aqui a dádiva de ser sua filha, mãe Hécate, como filha da Deusa que sou, te agradeço todas as minhas sombras, pois sem elas não haveria também a Luz.

fonte: http://mirhyamcanto.blogspot.com

9 de ago. de 2011

A Criação do Universo

Deem uma olhadinha neste blog (http://opanteaonegro.blogspot.com), vocês vão gostar. Abraços, Sofya.

MOMENTO DA CRIAÇÃO - SEGUNDO OS YORUBÁS

Texto: Claudia

OFUM MEJI (o criador) criou o Universo e após a formação do cosmos, ele deu início a geração dos seus filhos, ou seja, os demais ODUS. O primogênito foi OYEKU MEJI, pois no princípio só havia trevas. Criou logo em seguida o seu segundo filho EJIOGBE, onde ambos nasceram no mesmo dia. Após conceber OYEKU MEJI, OFUM MEJI entregou-lhe seu cetro Real para que com ele abrisse um PORTAL DE LUZ. Essa mesma luz dispersaria por todo Universo, iluminando em todas as direções, mas foi recomendado à ele que fizesse abstinência ao EMU( espécie de bebida). Passado algum tempo, OYEKU MEJI ao retornar de suas ocupações dispersou-se de seu irmão e desobedecendo as regras ditadas pelo pai, embriagou-se com o EMU. EJIOGBE sentiu falta de seu irmão, e retornou pelo caminho encontrando-o adormecido e embriagado. EJIOGBE tentou de tudo para reanimar seu irmão, mas foi em vão. Então recolheu o cetro Real e retornou sozinho pra ORUN, onde seu pai OFUM MEJI os aguardava. E então seu pai lhe perguntou:"Onde está seu irmão, o guardião do cetro Real?"

Responde EJIOGBE: "Ele bebeu EMU em excesso e adormeceu, tentei acorda-lo, mas não foi possível. Então retornei sozinho e trouxe o cetro Real".

"Tu não bebeste?"
"Não! sabes que sou obediente às tuas ordens, jamais faria isso".
"Então serás o guarda do cetro Real, substituirás teu irmão daqui por diante".

OYEKU MEJI, ao se recuperar da embriaguez, sentiu falta do cetro e retornou ao ORUN bem desnorteado. Ao cruzar os umbrais de ORUN, foi interpelado por seu pai, que lhe perguntou:

"Porque me desobedeceste, meu filho?"

"Não resisti ao desejo de beber o EMU, e para piorar, eu não sei aonde está o cetro Real e o paradeiro de meu irmão".

OFUM MEJI diz: " Felizmente meu filho, nada se perdeu! o cetro Real foi recolhido por seu irmão e ele está aqui também. Por tal procedimento, de hoje em diante você será subordinado à ele, o seu irmão mais velho, por sua desobediência".

E então EJIOGBE passou a ocupar o primeiro lugar, o qual ele próprio suplicou a seu pai que OYEKU MEJI era o irmão mais velho e deveria ocupar tal posição. Pediu então que lhe fosse dado a guarda das noites e trevas, uma vez que confiaste a mim os dias e a Luz.

OFUN MEJI com pena de seu filho, atendeu a seu pedido e concedeu à OYEKU MEJI vigília da noite, das trevas, do sono, da insônia, enfim, tudo que ocorre à noite, seja na terra, no ar e nas águas. Então EJIOGBE mais uma vez foi designado a disseminar a Luz por mais longínquos recantos do Universo, criando assim as estrelas. Deu-lhe um auxiliar ÈSÙ( por isso EXU percorre os quatro cantos do mundo com seu OGÓ).

E assim foram cumpridas as determinações: No alto do céu, está o SOL reinando sobre os dias e a LUA sobre as noites e as estrelas brilhando pelas madrugadas, dando forma ao Universo. AXÉ

A CRIAÇÃO DA TERRA

Na Nigéria, o Universo é considerado como uma esfera semelhante a uma Cabaça, e a Terra é considerada plana e flutuando dentro da esfera. A parte superior é o céu e a inferior é o mar. Quando nosso mundo foi criado, Deus (OLORUM) firmou a terra e os limites das águas unindo bem as bordas da cabaça e enrolando uma cobra divina para estabelecer a ordem e sustentar as coisas com o movimento rotativo.

No princípio o mundo era pantanoso e cheio de água, nessa época não havia homens, pois os terrenos não eram sólidos. Um dia, Olorum (Deus Supremo) chamou Oxalá e encarregou-o de criar vida na terra. Foi dado então a ele uma casca de caracol cheia de terra, um pombo e uma galinha com cinco dedos. Oxalá desceu à terra e colocou a casca de caracol sobre o pântano. Com o auxílio do pombo e da galinha, a terra se espalhou por todos os lugares, formando um terreno sólido. Depois de algum tempo, Oxalá retornou à presença do Deus Supremo para informar que sua missão havia sido cumprida. Olorum então para inspecionar se o trabalho estava cumprido, enviou um camaleão ( o camaleão é figura constante nos mitos yorubanos) para verificar o trabalho feito por Oxalá. Após algum tempo de vistoria, o camaleão informou que o terreno era muito vasto, mas que ainda encontrava-se húmido; foi ele então enviado pela segunda vez, logo quando chegou, viu que toda a área já estava seca. O local onde tudo começou foi chamado de IFÉ ( significa vasto) e ILÊ ( significa casa), assim ILÊ-IFÉ passou a ser a cidade sagrada do povo e todos os homens surgiram

Texto e fonte: http://opanteaonegro.blogspot.com