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Abençoados sejam todos!

28 de set. de 2011

Deusa Zorya

moonlight

Celebração eslava  de Zorya ou Zarya, a deusa tríplice  das estrelas. Às vezes, Zorya pode ser descrita como três irmãs: Zorya Utrennyaya, a deusa da estrela matutina; Zorya Vechernyaya, a deusa da estrela Vespertina e Zorya, a deusa da meia-noite. Elas são guardiãs do mundo e cuidam para que o cão preso à constelação  de Ursa Menor não quebre
sua corrente, o que poderia acabar com o mundo. As Zoryas também têm seu aspecto guerreiro, como Amazonas, protegendo seus afilhados, escondendo-os no campo de batalha com um espesso véu de neblina.

Ritual do Dia:  Oração pela Saúde -

Amados Senhor e Senhora,
Deus e Deusa da criação.
Peço que sua divina luz de cura restaure e tome conte de mim.
Peço que seu divino espírito de cura restaure e tome conte de mim.
Peço que seu divino amor e graça  restaurem e tomem conta de mim.
Peço isso em nome do Senhor e da Senhora.
Abençoados  sejam o Deus e a Deusa.

texto e fonte: http://www.luzemhisterio.com.br

Deusa Nêmeses

Deusa do Destino Nêmesis
artificial

Nêmeses, a Deusa do Destino.

Nossa vibração tem  como objetivo pedir à Deusa que nos ajude a superar uma situação difícil.Nêmisis é a Deusa do destino e da fúria divina contra os mortais que desrespeitam leis morais e tabus.Representa a força ríspida e implacável, que não está submetida aos ditames do Olimpo. Suas sanções têm a intenção de deixar claro aos homens, que devido a sua condição, não podem ser excessivamente afortunados.Ela castiga aqueles que cometem crimes e ficam impunes e recompensa aqueles que sofrem injustamente ou não tem boa sorte.

Ritual : Para que Nêmeses auxilie em uma situação difícil você deve "Mantrar" a seguinte oração: " A mão de Nêmeses  equilibra a balança da justiça. Ela desembaraça os fios tramados pelo Destino. Livre-me do peso deste problema. Dê-me a solução!" Fazer esta oração por três dias seguidos.

Deus Quetzalcoatl

quetzalcoatl

Quetzalcoatl representa as energias telúricas que ascendem, daí a sua representação como uma serpente emplumada. Neste sentido, representa a vida, a abundância da vegetação, o alimento físico e espiritual para o povo que a cultua ou o indivíduo que tenta uma ascese espiritual.
Quetzalcoatl, principal divindade do panteão “maia/azteca”, representada por um pássaro/serpente ou uma serpente emplumada, é também o nome de um conceito cósmico, dando a ideia de ponte entre o animal e o divino. Na chave interpretativa astronômica, Quetzalcoatl é a Via Láctea e na astrológica, o planeta Vénus, com o qual o vemos continuamente identificado. Dizem as tradições que inaugurou a Era do Centro, a 5° idade, aquela que ultrapassou os 4 sóis precedentes, isto é, as 4 raças de que nos fala o “Popol Vuh”. Este ser, entre mítico e histórico, já que nos anais encontramos um governante com o mesmo nome, tinha como preocupação vencer a inércia e verticalizar os esforços, criando assim uma doutrina mística que lembrasse aos homens sua origem celeste. Por isso, o Quincunce era seu emblema, como também de um remoto deus “Huehueteo tl” - Velho deus do Fogo - (lembremos que o fogo é elemento dinâmico por excelência) e se observarmos detidamente o Quincunce percebemos que nele está impresso um continuo movimento de transformação ininterrupta. Se nos aproximamos do oriente há uma divindade de que nos fala o Rig Veda, isto é, Agni que "coincidentemente" simboliza o fogo, responsável pela purificação da matéria.

fonte e texto: http://www.luzemhisterio.com.br

Deusa Meditrina

Meditrinália, comemoração da deusa Meditrina, em Roma, a padroeira das artes curativas. As pessoas iam em procissão aos lugares sagrados, levando oferendas de frutas e pedindo ou agradecendo curas. Acreditava-se que essa deusa usava o poder do vinho e das ervas para curar as pessoas. Por isso, neste dia, todos bebiam vinho preparado com ervas aromáticas, invocando as bênçãos da deusa para a deusa.

Elixir curativo especial:

Ingredientes:
1 copo de açúcar
Canela em rama(à seu gosto)
Cravo(à seu gosto)
1 l de vinho tinto seco
1/2 l de água
1/2 maçã (verde ou vermelha) descascada e cortada em fatias

Preparo:
1. Queime a metade do açúcar com o cravo e a canela
2. Acrescente o vinho, já misturado com a água
3. Junte a maçã e o açúcar restante
4. Deixe cozinhar um pouco e sirva bem quente.

texto e fonte: www.luzemhisterio.com.br

Deusa Têmis

Têmis - Grecia -Justiça

Comemore o Festival grego homenageando Têmis como
governante de Delos. Têmis era a deusa grega guardiã dos juramentos dos homens e da lei, sendo que era costumeiro chamá-la nos julgamentos perante os magistrados. Por isso, foi por vezes tida como deusa da justiça, título atribuído na realidade a Diké.Era filha de Urano(o céu, o paraíso) e de Gaia(a Terra), e segunda mulher de Zeus.
Era uma divindade da segunda geração, criada, juntamente com Nêmesis — a deusa da ética — pelas moiras.
Têmis empunha a balança, com que equilibra a razão com o julgamento, e/ou uma cornucópia; mas não é representada segurando uma espada.
Tinha três filhas: Eumônia - a Disciplina, Diké – a Justiça, e Eiriné – a Paz.
Foi ela que fez da sua filha Diké (ou Astraea), que viveu junto aos homens na Idade do Ouro, Deusa da Justiça.

fonte: www.luzemhisterio.com.br

Deusa Aine

Aine de Knockaine (Celta).

sentir

Aine Deusa das Fadas
Na Irlanda,é comemorada com danças e fogueiras.
Irmã gêmea  de Grian, a rainha dos elfos, ela era considerada um aspecto da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don.
Os fazendeiros passavam tochas acesas   sobre os campos e ao redor do gado para afastar as doenças e as pragas, invocando a proteção
de Aine a deusa das fadas. Originariamente, Aineera uma deusa solar, apresentando-se como uma égua ruiva que corria velozmente sobre os campos, morando em Cnoc Aine, na Irlanda.

Vamos ao ritual para homenagear as fadas:
Vista-se de verde, acenda. uma vela e um incenso de flores, enfeite seu local sagrado com flores silvestres e folhas verdes, coloque uma música com flautas. Ofereça-lhes um cálice com vinho, brindando antes a Deusa Aine. Agradeça as energias benéficas das Fadas  na manutenção da vegetação e peça-lhes que protejam sua propriedade, suas plantas e seu animais. Comunique-se mentalmente com elas, procurando perceber sua manifestação. Leve, depois, sua oferenda de flores e vinho para algum bosque ou parque (nada de deixar copinhos ou sujeira lá), amarre uma fita verde na árvore} que você sentir sintonia.

Você sabia...Que segundo a tradição celta, esta Deusa Fada ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses.
Diziam que para chama-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine de Knockaine batendo três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Com certeza ela vai ajudar. E você encontrará seu caminho.

texto e fonte: http://www.luzemhisterio.com.br

Deusa Kwan Yin

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Kuan Yin é a Salvadora Compassiva do Leste. Por todo o Oriente altares dedicados a esta Mãe da Misericórdia podem ser achados em templos, casas e grutas nos caminhos. Orações à Presença dela e à sua Chama estão incessantemente nos lábios dos devotos à medida que buscam orientação e socorro em todas as áreas da vida.
Muito presente na cultura oriental, Kuan Yin tem despertado interesse em seu caminho e ensinamento entre um número crescente de devotos ocidentais, que reconhecem a poderosa presença da "Deusa da Misericórdia", junto com a da Virgem Maria, como iluminadora e intercessora da Sétima Era de Aquário.
A longa história de devoção a Kuan Yin mostra-nos o caráter e o exemplo desta Portadora de Luz que não somente dedicou sua vida a seus amigos mas sempre assumiu o papel de intercessora e redentora. Durante séculos, Kuan Yin simbolizou o grande ideal do Budismo Mahayana em seu papel de bodhisattva (chinês p’u-sa), literalmente, "um ser de bodhi, ou iluminação", destinado a se tornar um Buda, mas que renunciou ao êxtase do nirvana, como um voto para salvar todas as crianças de Deus.
O nome Kuan Shih Yin, como é frequentemente chamada, significa literalmente "aquela que considera, vigia e ouve as lamentações do mundo".Segundo a lenda, Kuan Yin estava para entrar no céu, porém parou no limiar ao ouvir os gritos do mundo.

Mantra :NAMO KUAN-SHIH-YIN PU-SA
a pronuncia: NAMÓ GUAN-CHEER-IIN PUSSÁ
o significado: Eu Chamo pela Bodisatva Kuan Yin, Aquela que vê e ouve o sofrimento do Mundo.
Mantra: NAMO MAHA KARUNA KWAN YIN BODHISATTVA (em Sânscrito)

Canção para Kwan Yin

Na China no templo em Pequim
Serve a graciosa e Meiga Kuan Yin,
A eras se consagrando,
Ao perdão e à misericórdia.
Kuan Yin! Kuan Yin!
Deusa da Misericórdia,
Ó linda e doce Kuan Yin,
És amor e Graça Divina.
Diriges o fogo violeta.
Às crianças, enfermos e os que sofrem,
A vitória sobre o mal presenteias,
A quem toda a vida perdoa.
Kuan Yin! Kuan Yin!
Deusa da Misericórdia,
Ó linda e doce Kuan Yin,
És amor e Graça Divina.
Tua graça, Kuan Yin, é tão grande,
Que envolves o mundo em ti,
Dissolvem-se as trevas pra sempre,
Agora é a vitória da Luz.
Kuan Yin! Kuan Yin!
Deusa da Misericórdia,
Ó linda e doce Kuan Yin,
És amor e Graça Divina.

texto e fonte: http://www.luzemhisterio.com.br

Deusa Maat

A Deusa da Justiça

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Ritual da Justiça

Quando precisar de ajuda da Deusa Maat para revelar a verdade, fazer justiça ou retificar os erros, prepare um altar com uma vela branca, uma cruz de ansata (Ankh), um incenso de lótus, uma pena branca e um cálice com água. Acenda a vela e o incenso, segure a Ankh diante de seu coração e invoque a Deusa Maat, pedindo-lhe que revele a verdade, oriente seu caminho e suas decisões e faça prevalecer a justiça e a ordem em sua vida. beba a água antes de dormir e peça à Deusa para lhe enviar sinais ou orientações durante seus sonhos.
No Egito se comemora Maat, a deusa da justiça, da verdade, guardiã da balança que analisava a pureza dos corações dos mortos, comparando-os à pena de avestruz de sua tiara.
A verdade não é uma invenção moderna. Tal como a conhecemos, ela existe onde há consciência; uma está envolvida na outra. Mas de onde vem a verdade, a retidão e a justiça, e o que podemos chamar de código de ética? Parece que nossa civilização e nossa cultura têm uma dívida para com o Egito Antigo. De todas as culturas ou países conhecidos, o Egito tem os mais antigos registros históricos, remontando a mais de cinco mil anos.
Em egípcio, a palavra para verdade é Maat. O uso do Maat surgiu na Era das Pirâmides, iniciada por volta de 2700 a. C. No começo, Maat estava associado ao deus-sol Ra, ao faraó, à administração do país, ao homem comum, aos rituais dos templos e aos costumes mortuários.
Além disso, Maat eventualmente passou a ser associado a Osíris, o deus do outro mundo. Para os egípcios antigos, a palavra Maat significava não só verdade mas também retidão e justiça. Seu símbolo do Maat era a pluma de avestruz. A pluma, como símbolo, é encontrada em toda parte do Egito . nos túmulos e nas paredes e colunas dos templos. A pluma pretende transmitir a idéia de que "a verdade existirá". A pluma era transportada nas cerimônias egípcias, muitas vezes sobre um cajado. Ela aparece como fazendo parte do toucado da deusa.
A deusa alada Maat. Pintura mural que fica na entrada do túmulo da rainha Nefertari, esposa do faraó Ramsés II.
Para os egípcios que viviam na Era das Pirâmides, discernia-se o Maat como algo praticado pelo indivíduo. Era também uma realidade social e governamental existente, bem como uma ordem moral identificada com o governo do faraó. Durante toda a história do Egito Antigo, o Maat foi o que o faraó personificou e aplicou. Maat era a concepção egípcia de justiça; era justiça como a ordem divina da sociedade. Era também a ordem divina da natureza conforme estabelecida no momento da criação. O conceito tanto fazia parte da cosmologia quanto da ética.
Nos textos das pirâmides do Antigo Reino, está dito que Ra surgiu no local da criação: "... Depois ele pôs ordem, Maat, no lugar do caos... sua majestade expulsou a desordem, a falsidade, das duas terras para que a ordem e a verdade fossem ali novamente estabelecidas". A verdade e a ordem foram colocadas no lugar da desordem e da falsidade pelo criador. O faraó, sucessor do criador, repetia este ato importante na sua subida ao trono, quando das suas vitórias, ao terminar a renovação de um templo e em conexão com outros acontecimentos importantes.
Um dos textos das pirâmides diz: "O céu está satisfeito e a terra regozija-se quando ouvem que o Rei Pépi II pôs Maat no lugar da falsidade e da desordem". Os historiadores modernos concluem que a justiça era a essência do governo, inseparável do rei e, portanto, o objetivo reconhecido da preocupação de um funcionário. Ele não só estava envolvido na concepção de justiça como também na ética. Dizia-se que os inúmeros deuses dos egípcios viviam pelo Maat. Isto quer dizer que os poderes encontrados na natureza funcionavam de acordo com a ordem da criação.
Para o povo, o faraó estava com os deuses em sua relação com Maat, como se evidencia por esta citação: "Tornei clara a verdade, Maat, que Ra ama. Sei que ele vive de acordo com ela. Ela também é meu alimento. Eu também como do seu brilho". Assim, o rei ou faraó vivia pelo Maat.
Esperava-se que os funcionários dirigidos pelo faraó vivessem de acordo com o Maat, conforme o sugere esta citação: "Se és líder e diriges os assuntos de uma multidão, esforça-te por alcançar toda virtude até que não haja mais falhas em tua natureza. Maat é bom e sua obra é duradoura. Ele não foi perturbado desde o dia do seu criador. Aquele que transgredi seus decretos é punido. Ele se estende como um caminho à frente até mesmo daquele que nada sabe. A má ação até hoje nunca levou seu empreendimento a termo". O significado aqui é evidente. Ele pede honestidade. Honestidade era sempre o tema.
Os funcionários do faraó devem esforçar-se por alcançar toda virtude, e sempre imparciais, verdadeiros e justos em seu trabalho. Era crença egípcia que a ordem divina foi estabelecida na criação e que esta não só se manifestava na natureza, mas também na sociedade como justiça, e na vida da pessoa como verdade. Maat era esta ordem, a essência da virtude.
O conceito de Maat confirma a antiga crença egípcia de que o universo é imutável, e que todos os opostos aparentes devem manter-se mutuamente num estado de equilíbrio. Ele subentende vigorosamente uma permanência; estimula o homem a esforçar-se por alcançar a virtude até que não tenha mais falhas. A harmonia e a ordem estabelecida de Maat, assim como a permanência, estão subentendidas nisso.
Um homem só teria êxito na vida, se vivesse harmoniosamente de acordo com o conceito de Maat e em sintonia com a sociedade e a natureza. A retidão produzia alegria; o contrário trazia o infortúnio. Este era um conceito profundo para os egípcios antigos, um conceito que ultrapassava o âmbito da ética, poderíamos dizer, e que na verdade afetava a existência do homem e seu relacionamento com a sociedade e a natureza. É claro que havia aqueles, entre os antigos egípcios, que não desejavam seguir os preceitos de Maat.
O Maat predominava por toda a terra. O camponês insistia que mesmo o mais pobre tinha direitos inerentes. Achava-se que o deus criador fizera todo homem igual ao seu irmão; a existência era curta para quem praticava a inverdade, a falsidade e a desordem, os opostos de Maat. Isto tornava impossível a vida. A eficiência de Maat não podia estar presente quando a pessoa praticava a desonestidade.
Todos os deuses do panteão egípcio agiam de acordo com a ordem estabelecida de Maat. O egípcio acreditava que o Maat da ordem divina seria o mediador entre ele e os deuses. De acordo com essa crença, quando um homem errava não cometia crime contra um deus, mas atingia diretamente a ordem estabelecida. Um ou outro deus providenciaria para que a ordem fosse vingada.
Nas pinturas que se veem nas paredes dos templos e dos túmulos o faraó aparece exibindo Maat aos outros deuses diariamente. Assim, o faraó estava cumprindo sua função divina de acordo com a ordem de Maat em nome dos deuses. Vemos aqui também a inferência de permanência, que Maat era eterno e inalterável. Este era a verdade .uma verdade que não era suscetível de verificação ou comprovação. A verdade sempre estava em seu lugar certo na ordem criada e mantida pelos deuses. Era um direito criado e herdado que a tradição dos egípcios antigos transformou num conceito de estabilidade organizada.
A lei da terra era a palavra do faraó, pronunciada por ele de acordo com o conceito de Maat. Como o próprio faraó era um deus, ele era o intérprete terreno de Maat. Em consequência, também estava sujeito ao controle de Maat dentro dos limites da sua consciência. Se qualquer egípcio quisesse experimentar a felicidade eterna, esperava-se que fosse moralmente circunspecto. O caráter pessoal era mais importante que a riqueza material.
Segundo a crença do Antigo Reino, Ra era o deus do mundo dos vivos, havendo referências feitas "àquela balança de Ra onde ele pesa Maat. . O conceito era que Maat perdurava passando à eternidade. Ele ia para a necrópole com o morto e era depositado ali. Quando sepultado ou fechado num túmulo, seu nome não morria; era lembrado pelo bem que ele emanava.
Em tempos posteriores, o deus Osíris, que estava relacionado com a vida futura, tornar-se-ia juiz dos mortos, presidindo a pesagem do coração de um homem contra o símbolo de Maat. Acreditava-se que o coração era o centro da mente e da vontade. Antes desse período, o tribunal divino estava sob o deus-sol Ra e a pesagem chamava-se contagem do caráter.
Um dos documentos mais famosos do Egito Antigo é o Livro dos Mortos, que contém textos fúnebres, cujo uso começou com o Período Imperial e continuou sendo usado em períodos subsequentes. No Livro dos Mortos encontra-se a chamada Confissão a Maat.
Para conseguir um lugar na vida futura, um egípcio precisava confessar que não cometera erra algum; portanto, ele fazia uma verdadeira declaração de inocência, que é o inverso de uma confissão. Os egiptólogos e historiadores contemporâneos acham que o termo confissão é errôneo. Contudo, por tradição continuaremos sem dúvida a denominar os textos fúnebres a este respeito no Livro dos Mortos como a Confissão a Maat.
Os textos estão escritos em papiros e falam do tribunal para o egípcio morto. O juiz é Osíris, ajudado por quarenta e dois deuses que se sentam com ele para julgar os mortos. Os deuses representavam os quarentas e dois nomos, ou distritos administrativos, do Egito.
Evidentemente os sacerdotes criaram o tribunal de quarenta e dois juízes para controlar o caráter dos mortos de todas as partes do país .sendo a ideia de que pelo menos um juiz teria de vir do nomo do morto. Os juízes representavam os vários males, pecados, etc. O egípcio morto que estava sendo julgado não confessava pecados, mas afirmava sua inocência dizendo: "Não matei", "Não roubei", "Não furtei".
Para os egípcios antigos a morte não era o fim e sim uma interrupção. O egípcio não devia incorrer jamais no desagrado da sua divindade e do Maat. O conceito do julgamento sem dúvida causava impressão profunda nos egípcios vivos. O drama envolvendo Osíris é vívido e descreve o julgamento tal como afetado pela balança.
Um certo papiro, de excelente feitura e arte, mostra Osíris sentado num trono numa extremidade da sala do tribunal, com Ísis e Néftis de pé atrás dele. Num dos lados da sala estão dispostos os nove deuses da Novena Heliopolitana dirigida pelo deus-sol. No centro está a balança de Ra onde ele pesa a verdade.
A balança é manipulada pelo antigo deus dos mortos, Anúbis, de cabeça de chacal, e atrás dele, Toth, o escriba dos deuses, que preside a pesagem. Atrás deste fica o crocodilo monstro pronto para devorar o injusto. Ao lado da balança, em sutil insinuação, está a figura do destino acompanhada pelas duas deusas do nascimento que estão prestes a contemplar o destino da alma cuja vinda ao mundo elas certa feita presidiram. Na entrada está a deusa da verdade, Maat. Ela deve conduzir a alma recém-chegada à sala do julgamento.
Anúbis pede o coração do recém-chegado. Este é posto num dos pratos da balança enquanto no outro aparece a pluma, o símbolo de Maat. Dirigia-se ao coração e se pedia a ele que não se erguesse contra o morto como testemunha. O apelo era aparentemente eficaz, pois Toth dizia: "Ouvi esta palavra em verdade. Julguei o coração... Sua alma é testemunha sobre ele. Seu caráter é justo segundo a pesagem da grande balança. Não se encontrou pecado algum nele". Tendo assim recebido um veredito favorável, o morto é conduzido por Hórus, o filho de Ísis, e apresentado a Osíris. Após ajoelhar-se, o morto é recebido no reino de Osíris.
Na Confissão a Maat, o morto declarava sua inocência. Afirmava que nada fizera de errado. Em muitos casos um escaravelho, onde estava escrita uma fórmula, era enterrado com o morto. Esta fórmula destinava-se a impedir que seu próprio coração se levantasse como testemunha contra ele.
Na 18.ª Dinastia, Amenhotep IV desalojou Osíris e os muitos deuses. Ele deu evidência e reenfatizou Maat como o símbolo da verdade, da justiça e da retidão. O disco solar tornou-se Aton. Amenhotep anexava regularmente o símbolo de Maat à forma oficial do seu nome verdadeiro. Em todos os seus monumentos de estado veem-se escritas as palavras Vivendo na Verdade, ou Maat.
Em conformidade com este fato, Amenhotep chamou sua nova capital de Aquetaton, Horizonte de Aton e O Centro da Verdade. Esta última referência é encontrada num breve hino atribuído à Amenhotep quando, com sua rainha Nefertiti, ele transferiu sua residência para Aquetaton e adotou o nome de Akhenaton, que significa aquele que é benéfico a Aton.
Os seguidores do conceito monoteísta de Akhenaton estavam plenamente cientes das convicções do faraó sobre Maat. Com frequência encontramos as pessoas da sua corte glorificando Maat, ou a verdade. Em sua revolução, Aton, o deus único, era o criador e mantenedor da verdade e da retidão. Maat, ou a verdade, era a força cósmica da harmonia, da ordem, da estabilidade e da segurança.
Na Era das Pirâmides, Ptah-hotep apresentou o conceito de que o coração era o centro da responsabilidade e da orientação. No tempo de Tutmosis III, na 18.ª Dinastia, declarou-se que "O coração de um homem é seu próprio deus, e meu coração está satisfeito com meus atos".
Pensava-se que esta fosse a voz interior do coração e, com surpreendente percepção, chegou a ser chamada de o deus de um homem. O egípcio tornara-se mais sensível, mais discriminador na sua aprovação ou reprovação da conduta de um homem. O coração assumiu o equivalente ao significado da nossa palavra consciência.
James Henry Breasted escreveu que da verdade, da retidão, do conceito de justiça de Maat veio a consciência e o caráter. Akhenaton destacou repetidamente o conceito de retidão de Maat. Ele desenvolveu o reconhecimento da supremacia de Maat como retidão e justiça numa ordem moral nacional sob um único deus.
O conceito de Maat do Egito Antigo prevaleceu intensamente até o Reino do Meio ou começo do Período Imperial. Durante algum tempo ele esteve relativamente ignorado, mas recuperou sua força no período de toda a 18.ª Dinastia, especialmente durante o tempo de Akhenaton. Mas na época da 20.ª Dinastia, Maat decaíra.
Havia a ineficiência governamental, a indiferença, a fuga da responsabilidade e a desonestidade. A consciência social, o interesse de grupo e a integridade pessoal deixavam de existir. Já não havia mais um homem justo, vivendo em harmonia com a ordem divina de Maat. Deixara de existir o conceito de caráter, de dignidade humana e decência. Quando a ordem estabelecida de Maat, sobre a qual se apoiava o modo de vida egípcio, foi descartada, a vida perdeu o significado. A antiga verdade, Maat, que predominara por uns dois mil anos, deixara de se impor.
Temos de reconhecer pela monumental evidência que, para os egípcios antigos, o conceito de Maat criou uma grande sociedade humana onde havia justiça na pessoa humana e social.

Fonte de Pesquisa: http://www.starnews2001.com.br/egypt/maat.htm