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17 de out. de 2011

Os Sete Deuses da Felicidade

Os Sete Deuses da Felicidade (SHICHI FUKU JIN)

(por Rosa T. Sonoo)

Os sete Deuses da Felicidade

O ano novo começa, para os japoneses, com a primeira visita a um templo mais próximo, xintoísta ou budista. Ocasião esta em que se ora para afastar os sete males, atrair as sete felicidades e orar pela família e pelo mundo.
Antigamente, o único feriado prolongado no Japão era o do ano novo. Por isso, haviam os que aproveitavam esse período para visitar sete templos, começando no dia primeiro e terminando no dia sete. Assim, começou a tradição de SHICHI FUKU JIN MEGURI ou visita a sete Deuses da Felicidade, que mesmo hoje em dia ainda é praticada em várias regiões.
Existem registros históricos de que eram realizados em Kioto, na primeira metade do século 15, desfile alegóricos tendo como tema os sete Deuses da Felicidade. Consta também que, ainda em Kioto, os ladrões que roubassem um estabelecimento comercial disfarçados de sete Deuses da Felicidade recebiam prêmio do seu proprietário por trazerem boa sorte. Em Edo, os sete Deuses foram desenhados em século 16. Dizem que dá sorte dormir colocando sob o travesseiro o desenho dos sete Deuses no barco do tesouro.

Os sete Deuses da Felicidade são os seguintes:

DaikokutenDAIKOKUTEN (Deus do paraíso)
Tem um rosto cheio, faz imaginar um ancião de estatura alta, traz um martelo eu realiza todos os desejos e carrega nas costas um grande saco. Surpreendentemente, a origem deste Deus está na religião Hindu, da Índia. Ao ser introduzido ao Budismo, tornou-se o protetor de Buda. No Japão, juntou-se ao OOKUNI NUSHINO MIKOTO, conhecido como Deus da fartura na colheita, Deus do lar e Deus da cozinha.

EbisuEBISU (Deus da prosperidade nos negócios)
Usa um chapéu de pano preto, traz no braço um pargo e segura uma vara de pesca. É o único Deus japonês dentre os sete. Por ser proveniente do além-mar, significa também Deus da fartura na pesca e, pelo fato de poder trocar os pescados por mercadorias, passa a ser também Deus da prosperidade nos negócios.

BenzaitenBENZAITEN (A Deusa da arte e da música)
Única Deusa entre os sete. Era, anteriormente, Deusa da religião Hindu. É deusa da água e dos rios. Pela sensação agradável do som da corredeira do rio, passa a ser também considerada Deusa da música. Traz um instrumento musical semelhante ao biwa, instrumento de cordas japonês. Era Deusa da eloquência e da arte, porém, com o tempo passou a ser dos bens (riqueza material). Para os japoneses, água é um purificador de todas as máculas e também elemento que proporciona a umidade necessária. Conforme o templo, sua imagem é retratada de forma diferente, desde uma linda menina até uma Deusa com uma beleza sensual.

BishamontenBISHAMONTEN (Deus da guerra)
Da religião Hindu, é deus da guerra. Traz na mão esquerda um pagode e na mão direita uma lança e um bastão que é tesouro. Na China, ele é Deus protetor da Nação. No Japão,era Tamonten, um dos Deuses shitennoo: Deuses que protegem as quatro direções - Leste, Oeste, Norte e Sul, que protege a direção Norte.
Imagina-se que passou a ser um dos sete Deuses por realizar desejos.

JuroojinJUROOJIN (Deus da longevidade)
Possui uma longa cabeça e cabelos brancos. Possui uma bengala e traz consigo um cervo. É Deus da longevidade e juventude. É muito parecido com Fukurokuju.

Oshoo-HoteiHOTEI OSHOO (Deus da previsão)
É um monge que, segundo contam, viveu na China no século 10.
Possui um rosto muito sorridente, te orelhas grandes (os japoneses as chamam de fukumimi, ou seja, orelhas da felicidade) e uma grande barriga. Hotei é o nome popular, sendo Kaishi o seu verdadeiro nome. Carrega sempre um grande saco, recebia sem problemas mesmo as oferendas de peixes, proibidas pelos mandamentos, sendo muito amado pelo povo. Mesmo deitando sobre neve, seu corpo não se molha, acerta todas as previsões de tempo, e, segundo contam, nunca errou ao adivinhar sobre a sorte das pessoas. Dizem que é uma das formas de aparição de Miroku Bosatsu, Bodhisattva que se segue ao Buda, para vir a este mundo proporcionar salvação às pessoas.

FukurokujiFUKUROKUJI (Deus da sorte)
Parece-se com Juroojin, porém tem uma estatura mais baixa e cabelos brancos. Traz consigo um grou branco ou uma tartaruga, símbolos de longevidade e tem em mãos uma bengala com um pergaminho que contém a transcrição de uma sutra. Também é Deus do ideal do Taoísmo.
Esses sete Deuses ficaram dessa forma definidos na segunda metade da Era Muromachi. Dizem que até então os seus membros já tinham sido substituídos; porém, o número sagrado que é SETE sempre se manteve constante.
O número SETE é realmente para os chineses e japoneses o número da sorte.

Obs.:  Texto publicado no Jornal S. Paulo Simbum de 4/01/2001

fonte do texto: http://www.sonoo.com.br/Setedeuses.html

Deus Ebisu

Deus da sinceridade.

Ebisu é o da sinceridade. Representa honestidade e labor. Ele é o protetor dos pescadores, navegantes e comerciantes.

Geralmente é representado na figura do pescador, pois sempre está com uma cumbuca e uma vara de pescar. Na cumbuca sempre traz um “tai” (um peixe vermelho). Dizem que Ebisu não dá peixe, mas ensina a pescar. Assim, toda a sua filosofia é baseada na profissão que vai desde saber colocar a isca, cevar a possa, esperar o momento oportuno, saber remar na direção certa e só puxar o peixe quando tiver certeza que esta fisgado.

  • Sorte: Ter a figura de Ebisu em casa ou no estabelecimento comercial garante sucesso nos negócios.

fonte do texto: http://ecamideipu.blogspot.com/2011/07/para-sorte.html

14 de out. de 2011

Deus Hórus

horus2

Na mitologia do Egito Antigo, Hórus era o deus do céu.
Era representado com o corpo de um homem na cabeça de um falcão.
(animal sagrado entre os egípcios).
Hórus era filho de Isis (deusa do amor) e Osíris (deus da vegetação e da vida no além).
De acordo com a mitologia, Hórus matou Seth (deus da traição, da violência e da inveja) para conquistar o domínio sobre o Egito. Porém, na luta, Hórus perdeu um olho, substituindo-o por um amuleto de serpente.
Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo,
que significa Proteção e Poder, relacionado à divindade Hórus.
Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egito em todas as épocas.
Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol.
Durante a luta, o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça.
Depois da sua recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus.
Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

Ritual do Dia: Durante os meses de inverno, os Espíritos da Natureza normalmente repousam enquanto suas plantas e árvores repousam.
Entretanto, se convidar os que vivem em sua área para sua casa, eles
podem passar os meses de inverno com você, checando suas energias
quando necessário. Eles são amigos maravilhosos tanto para humanos quanto para animais. Gostam em particular de crianças pequenas.
Em seu lar vão atrair sua atenção para distúrbios energéticos.

fonte do texto e foto: http://www.luzemhisterio.com.br

Deusa Kuan Yin



Kuan Yin – A Benevolente

Panteão: Oriental (China)

Cores: Prata, Branco, Azul e Amarelo

Planeta: Lua e Sol

Dia da Semana: Segunda-feira e Domingo

Incenso/Erva: Lavanda, Rosa Branca e Sândalo

Conselho: A compaixão e a compreensão podem ser caminhos para que você desperte sua cura interna. Quando se sentir perdida ou confusa, respire e faça uma prece, algo que toque seu espírito e a conecte à verdadeira sabedoria e ao poder de perdoar. Esse perdão deve começar por perdoar a si mesma.
by Patricia Fox

- * -


O Magnified Healing tem como “âncora” Kuan Yin, que é a deusa do amor e da compaixão; e a partir daí, vieram o meu amor e laços com Kuan Yin. Ela é forte presença, e uma vez seu devoto, ela te enche de bênçãos visíveis. Kuan Yin te protege mesmo, ela se manifesta em perfumes, em insights, você sente seu coração ter sido fisicamente mexido; ela dá muito, mas muito a seus devotos.

Mas quem é Kuan Yin?
Existem inúmeros sites falando de Kuan Yin, mas farei um breve resumo.
Kuan Yin é uma divindade chinesa. É um Bodhisattwa (um ser humano que atingiu o estado de perfeição e ascenção). E segundo consta, Kuan Yin viveu como nós, e mesmo após alcançar a ascenção; diante das dores e lamentos do mundo, ela optou ficar próxima à Terra e amparar e proteger os que precisam. O seu nome significa “aquela que considera, vigia e ouve os lamentos do mundo”.
Reverenciada no oriente, cada vez mais ela vem sendo conhecida e adorada também no ocidente. Principalmente depois da década de 80, quando por Sua intervenção direta, o Magnified Healing foi trazido à Terra e revelado à Gisele King e Katryn Anderson. A partir daí, o Magnified Healing (ou Cura Magnificada) tem se espalhado rapidamente pelo mundo, assim como os devotos de Kuan Yin.

Kuan Yin tem várias representações:
* pode aparecer inclusive na forma masculina; mas para os budistas, um bodhisattwa pode se manifestar em várias formas, e com esse recurso viajar pelo mundo conclamando todos seres à salvação.

*Embora seja comum vê-la na figura feminina delicada e ornada; ela também pode armar-se para batalhas, para que seja feita a justiça e o bem vença.

* Mas na maioria de suas representações, Kuan Yin aparece tendo em uma de suas mãos um ramo de salgueiro, que simboliza o néctar divino da vida e a realização dos desejos; e na outra mão um pote de água sagrada (o vaso do néctar da felicidade, da compaixão e sabedoria).

*Frequentemente Kuan Yin também é representada tendo crianças por perto, sendo considerada a protetora e “doadora” das crianças.

* Sobre as águas, ela é a protetora dos pescadores, dos navegantes.

*Com mil braços e vários olhos, ela representa a mãe oniprosente que vê em todas as direções e estende seus braços para prestar auxílio simultâneo à todos que necessitam.

*O rosário, às vezes presente em Suas mãos, simboliza os seres vivos que ela está conduzindo ao “renascimento”.

* Aparece também próxima a um dragão, o símbolo da sabedoria celestial.

* E ainda é comumente representada sobre uma enorme flor de lótus. E a flor de lótus é o símbolo da transformação, da pureza nascida da lama.

Dizem que monges e fiéis budistas visualizam-se caminhando sobre a flor de lótus, acreditando estar espalhando amor e compaixão. Somente agora vim saber disso. Mas achei interessante a coincidência com a minha primeira experiência com o Magnified Healing.
Antes de ser iniciada fui receber uma sessão, sem saber direito do que se tratava e durante a sessão vi meus pés descalços pisando sobre flores brancas e a certeza de ser muito feliz. Somente depois vim saber da flor de lótus e de Kuan Yin associadas ao Magnified Healing. E agora, para minha surpresa, fiquei sabendo dessa prática. (Coisas de Kuan Yin!! – rsrs)
Abaixo vou colocar um site que eu acho ótimo, que é de Rosane Volpatto. Dentre várias informações que estão nesse site, vou mencionar algumas práticas que aderi com resultados positivos.

ALTAR
A primeira prática é montar um altar para Kuan Yin.
Coloque Kuan Yin no centro, e faça a disposição das oferendas de forma circular à Sua frente. São elas:
- Velas – amarela, rosa e azul, pois representam a chama trina do amor divino, sabedoria divina e poder divino. As velas são direcionadas à luz no caminho, na vida.
- Incenso – representa os preceitos e regras que precisam ser conscientizados e seguidos na vida.
- Flores – representam a caridade – para com o próximo e as recebidas do Universo.
- Duas águas – uma pura e outra perfumada (pode-se usar essências ou ervas perfumadas trabalhando a intenção). Após a consagração da águas; a perfumada pode ser usada para aspergir sobre o altar, no ambiente. A água pura para tomar, ou tocar os chacras, visando harmonização.
- Concha – representa os conhecimentos: os adquiridos e os que estão porvir, e a transmissão dos mesmos.
- Fruta – essa oferta é para que se alcance a paz, a luz interior, ou seja, para receber os benefícios da meditação Samadi.
Após montar o altar, faça a consagração.
Recite o mantra: ‘OM BU-LIN”, 21 vezes.
Depois, o mantra: “OM-AH-MI-LI-DEH HUM PEI, 7 vezes, visualizando a energia entrando na água.
Toque um sino ou bata palmas 3 vezes.
Em posição de oração repita o mantra 3 vezes: NAMO TAPEI KUAN YIN PUSA.
Então faça uma oração pessoal à Kuan Yin e eleve as duas águas pedindo que as mesmas ao serem usadas proporcionem limpezas, curas e bênçãos.
Agradeça.

PEDIDO DE PROSPERIDADE
Pode-se ainda fazer pedidos de prosperidade à Kuan Yin, pois ela dá muito a seus devotos, basta pedir. Com os braços elevados em forma de cálice, peça a Kuan Yin que preencha o cálice de sua vida com toda prosperidade, com abundância de bens.
Se quiser, pode fazer uma novena para a prosperidade, procedendo com ritual e acendendo uma vela por 9 dias a partir de uma lua cheia.

MEDITAÇÃO
Essa é uma meditação que adoro fazer, é muito interessante e eu diria muito forte.
Sente-se diante do altar em posição de meditação e por alguns instantes fite a chama da vela. E então imagine saindo de seu coração um arco-íris, formando uma ponte sobre a qual você caminha, enquanto visualiza um riacho que corre debaixo. Esse arco-íris te leva ao encontro de Kuan Yin, em Sua ilha. Ao chegar à ilha, Kuan Yin te recebe. Imagine-se sendo recebido por Kuan Yin, visualize o local, a natureza, e converse com Kuan Yin. Fale o que quiser e ouça o que Ela tem para te dizer. No momento certo, despeça-se de Kuan Yin. Ela pode te abraçar, pode lhe dar uma flor de lótus…Agradeça e retorne.
Como já disse antes, Kuan Yin é sempre muito presente. E os rituais citados acima podem parecer complexos para alguns. O mais importante, no entanto, é criar momentos e as próprias formas de se entrar em contato com Kuan Yin, e estar sempre sob suas bênçãos.
E que estejamos todos!!

Mirian Menezes


Zashikiwarashi

Zashikiwarashi é um protetor do lar; ele ampara a casa e seus habitantes. Aparece frequentemente em contos de fadas ou de mitologia nativa.
Uma vez que o zashikiwarashi escolhe uma casa, ele traz prosperidade e felicidade aos seus moradores, além de protegê-los de perigos. Mas, por outro lado, se o zashikiwarashi abandona a casa, ela pode até desabar.
Ele mora no espaço astral, e apenas quando algo acontece, os moradores correm perigo ou ameaças rodam a casa, ele se manifesta para salvá-los.
O típico zashikiwarashi aparece como uma criança pequena, geralmente uma menina de cabelo curto, usando um kimono.

fonte do texto e foto: http://cultura-japonesa.blogspot.com/2010/08/zashikiwarashi.html

Deusa Konohana Sakuya Hime

Envolta em nuvens, eis Konohana Sakuya Hime, divindade residente do Monte Fuji. Na mão direita, leva um espelho, símbolo xintoísta de pureza. A mão esquerda segura um galho de sakaki, árvore sagrada com poderes sobrenaturais. Sakuya Hime enfeita o cabelo com uma graciosa tiara em forma de borboleta. Seu imaculado vestido branco está representado no estilo característico de Hokusai, num drapejado delirante de traços marcados.
Já no nome, a deusa está vinculada com a natureza e, em especial, a fertilidade: Konohana Sakuya Hime significa “Princesa do Florescimento das Árvores”. No Kojiki — obra que narra a teogonia das divindades japonesas, escrita no século VIII —, ela faz sua aparição no capítulo XLI, parindo o filho num castelo consumido pelo fogo.
As areias do tempo passaram e, na era medieval (séculos XIV a XVI), Sakuya Hime passou a ser associada ao Fuji, por meio de tradições folclóricas não registradas nos autos.
Há muito que o Fuji era relacionado com personagens femininas. A Crônica do Monte Fuji (Fugaku ki, c. 877), por exemplo, narra a aparição fantástica de duas mulheres vestidas de branco próximo ao cume, e as Narrativas do cortador de bambu (Taketori monogatari, mesmo período) conclui com a heroína celestial retornando aos céus exatamente sobre o Fuji.
Kaguya Hime era mulher. Além disso, sobreviveu num castelo em chamas. Portanto, era a candidata ideal para habitar o vulcânico Fuji. Sua associação com a fertilidade provavelmente surgiu depois: os agricultores empregavam flores em seus rituais para pedir aos deuses que abençoassem as colheitas. Então, os fazendeiros do sopé do Fuji uniram o útil ao agradável e incluíram Sakuya Hime em suas preces, erigindo santuários em sua honra.
No período Edo, a divindade tornou-se uma das principais figuras do culto ao Monte Fuji, o Fujikô.

fonte do texto e foto: http://cultura-japonesa.blogspot.com/2009/03/konohana-sakuya-hime.html

Deusa Amaterasu

Também conhecida como Ama-Terasu-Oho-Mi-Kami. Deusa do sol, divindade japonesa que vela sobre os homens e os enche de benefícios. Nasceu do olho esquerdo de Izanagi e domina o panteão xintoista, em que figura um certo número de personificações das forças naturais. É representada empunhando um disco solar.
"Amaterasu vivia em uma gruta, em companhia de suas criadas, que lhes teciam cotidianamente um quimono da cor do tempo. Todos os dias de manhã, ela saía para iluminar a Terra. Até o dia em que seu irmão, Susanoo, deus do Oceano jogou um cavalo esfolado nos teares das criadas tecelãs. Assustadas, elas se atropelaram, e uma delas morreu, com seu sexo furado por sua própria lançadeira. A deusa Amaterasu não apreciou a brincadeira: não gostava de cavalo cru. Zangada, recolheu-se em sua gruta e a luz desapareceu. E o pânico foi semeado até no céu, onde viviam os deuses e as deusas, que como os humanos, também não enxergavam nada. Eles se reuniram e bolaram uma estratagema. Pediram a Uzume, a mais engraçada das deusas, que os distraísse diante da gruta fechada em que Amaterasu estava amuada. Uzume não usou de meios termos: levantando a saia, pôs-se a dançar provocantemente, exibindo suas partes íntimas com caretas irresistíveis. Estava tão divertida que os deuses desataram na gargalhada... Curiosa, Amaterasu não aguentou: entreabriu a pedra que fechava a gruta, e os deuses lhe estenderam um espelho onde ela viu uma mulher esplêndida. Surpresa, ela se adiantou. Então os deuses agarraram-na e Amaterasu saiu para sempre de sua gruta. O mundo estava salvo."

fonte do texto e foto: http://cultura-japonesa.blogspot.com/search/label/Deuses

Kinuhime, a Deusa da Seda

Texto: Claudio Seto

Há muitos e muitos anos, havia uma linda jovem chamada Kinu (seda), numa aldeia famosa pelo cultivo da sericultura. Anualmente, na primavera, muitos dekasseguis (trabalhadores temporários) vinham para essa região e trabalhavam no corte dos galhos de amoreiras. Nessa época, a aldeia ficava muito populosa e todos trabalhavam felizes e com grande entusiasmo. Consequentemente, havia muitas festas na região. Os bichos-da-seda alimentavam-se das folhas de amoreiras cortadas e colocadas nos barracões pelos trabalhadores e faziam seus casulos nos galhos.

Quando terminavam os trabalhos de colheita dos casulos, os dekasseguis voltavam para suas províncias de origem e a aldeia voltava a ser pacata e até solitária.

A família de sericultores que acolheram Kinu temporariamente percebeu que, em todos os anos em que ela trabalhou na cultura da seda em suas terras, os casulos eram maiores e mais brancos, sendo considerados pelo comprador da produção melhores que os da China.

No final da temporada daquele ano, os sericultores fizeram grandiosa festa em agradecimento aos dekasseguis pelo trabalho e serviram um delicioso banquete. Durante a festividade, tentaram descobrir de que região do Japão Kinu teria vindo trabalhar, mas foi em vão. Ela nada contou, esquivando-se com respostas educadas. Assim, ninguém ficou sabendo de onde ela veio, nem para onde retornaria após a temporada de trabalho, nem sobre sua família.

Na hora da partida, a família que a acolhera naquele ano pediu encarecidamente que Kinu voltasse no ano seguinte. Ela despediu-se de todos e deixou a aldeia por uma estrada estreita. Para assegurar que ela voltaria na próxima temporada, alguns aldeões a seguiram sorrateiramente no meio da mata.

Porém, poucas horas depois de sair da aldeia, ela desapareceu de repente. O local onde ela desapareceu era na beira de um lago. Os aldeões vasculharam toda margem, mas não a encontraram. Um dos rapazes observou que no lago havia um ovo branco de serpente, fora isso, nada havia de diferente.

Na primavera seguinte, ela não apareceu, apesar de todos a esperarem ansiosamente. Alguns membros daquela família de sericultores viram várias vezes uma serpente branca andando na plantação de amora e no barracão da seda. Apesar de Kinu não ter aparecido, mais uma vez os casulos colhidos naquele ano foram brancos e bonitos.

A família concluiu que aquela serpente branca que eles viram era Kinu. Transformada em serpente, ela estava protegendo os bichos-da-seda contra os ratos.

Assim, fizeram uma estatueta com a forma dela e a colocaram num santuário Shintô (religião originária do Japão) na primavera, para ser reverenciada como deusa da seda. Após a temporada da seda, os aldeões, agradecidos, levam a estatueta até um lago e a colocam num pequeno barco, mandando-a de volta. Ainda hoje, em muitas aldeias de sericultores no Japão, esse ritual é praticado em reverência a Kinuhime, a deusa da seda.

fonte: http://cultura-japonesa.blogspot.com/2008/04/kinuhime-deusa-da-seda.html