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Abençoados sejam todos!

17 de nov. de 2011

História da Antiga Bretanha Celta

Segue uma sequência de oito belíssimos documentários feitos pela BBC sobre os povos primitivos e os Celtas na Grã-Bretanha. Apesar de estar em inglês, quem tem uma noção básica da língua consegue entender.
São duas séries, cada um com 4 documentários de 1 hora aproximadamente. Na primeira série (História da Antiga Bretanha) os episódios são: Idade do Gelo, Idade dos Ancestrais, Idade da Cosmologia e Idade do Bronze, e relatam a ocupação da ilha desde quando ela era uma península, explicando o sentido dos antigos Círculos de Pedras como Stonehenge, Avebury dentre outros.
Na segunda série (História da Bretanha Celta) os episódios são: Idade do Ferro, Idade dos Guerreiros, Idade da Invasão e Idade dos Romanos, e mostram a importância da transição do bronze para o ferro, o espírito guerreiro dos celtas, um pouco da magia oracular druídica e como foi a relação com os romanos durante a invasão e a ocupação.
Em todas as séries mostram escavações e objetos dos museus, explicando o contexto e entrevistando pessoas que de alguma forma ainda vivem ou praticam tradições ancestrais, comentado por arqueólogos e professores de universidades como Oxford e Cambridge.

A History of Ancient Britain(1of4) - Age of Ice
http://www.youtube. com/watch? v=4rTqBjMn1w4

A History of Ancient Britain(2of4) - Age of Ancestors
http://www.youtube. com/watch? v=FJEDGQdt9Is

A History of Ancient Britain (3of4) - Age of Cosmology
http://www.youtube. com/watch? v=dgczBAp2bW4

A History of Ancient Britain (4of4) - Age of Bronze
http://www.youtube. com/watch? v=1Icvni0TbFA

A History of Celtic Britain (1of4) - Age of Iron
http://www.youtube. com/watch? v=-P1Mj5lUdNI

A History of Celtic Britain (2of4) - Age of Warriors
http://www.youtube. com/watch? v=IETVm7wQ9As

A History of Celtic Britain (3of4) - Age of Invasion
http://www.youtube. com/watch? v=U0hXgyx- kjA

A History of Celtic Britain(4of4) - Age of Romans
http://www.youtube. com/watch? v=OrHtYy- k9Zw

fonte: mensagem enviada pelo Thomas de Toledo, ao grupo Árvore Sagrada.

13 de nov. de 2011

Deusa Sekhmet

Na mitologia egípcia Sekhmet ( também escrita como Sachmet, Sakhet, Sekmet ou Sakhmet, que significa “a poderosa”) é a deusa da guerra e das doenças. Muitas vezes é confundida com Bastet, embora tenha outra conotação neste caso.
Sua imagem é uma mulher coberta por um véu e cabeça de leão. Muito temida no antigo Egito, sendo ela o símbolo da punição de Rá.
Rá, o Deus-Sol enviou Sekhmet (um possível aspecto mau de Hathor) para destruir os humanos que conspiravam contra ele.

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História

Possui força e coragem, e tem como missão proteger o deus Rá e o faraó.
Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade por causa de sua desobediência. A deusa executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá precisou embebedá-la com vinho, pela semelhança de sua cor com sangue, para que ela não acabasse exterminando toda a raça humana.
E uma das formas da deusa Hathor, que abraçou o deus Rá, absorvendo sua força, e sob a aparência de uma leoa desceu à terra para destruir a humanidade.

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A Lenda

Conta-se que Rá cansou-se dos pecados dos homens então criou a Deusa para punir aqueles que deviam ser punidos. No entanto Sekhmet não teve controle, portanto matou a sangue frio homens de bem e suas famílias. Desesperados, os seguidores de Rá pediram ajuda ao Deus, mas esse não pode ajudar.
Então, os egípcios tiveram a ideia de fazer uma bebida da cor do sangue e embebedaram a Deusa. Sendo assim ela adormeceu e pode ser recolhida por Rá.

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Poderes

Ela é a patrona dos médicos e traz a cura para os males que ela própria disseminou pelo mundo.

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Culto

Venerada nos santuários de Mênfis como esposa de Ptah.

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Iconografia

Representada por uma mulher com cabeça de leoa.

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Signo

As pessoas nascidas sob o signo de Sekhmet são ousadas e corajosas. Adoram enfrentar novos desafios, mas pecam pela falta de obstinação. Aliás, é comum iniciarem algum projeto animadamente e o abandonarem justamente quando ele começa a dar frutos, ou seja, quando deixa de representar um risco e se torna previsível. Isso também se aplica aos relacionamentos: a paixão é sua grande busca. Exuberantes, enérgicas, um tanto autoritárias, as pessoas de Sekhmet precisam aprender a arte da diplomacia e da tolerância. Também é importante que controlem a agressividade, pois essa característica pode assumir proporções extremas.

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Epítetos:

  • Olho de Rá
  • A Senhora Vermelha
  • Em de quem desejo as artes eram nascidas
  • Senhora dos encantamentos
  • Ela que destrói por pragas
  • (Uma quem é) poderosa
  • Senhora do temor
  • Senhora da chacina

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Parentesco

  • Nascida do Olho de Rá, mas há mitos que falam que ela é filha de Nut e Geb
  • Esposa de Ptah (posteriormente Ptah-Seker)
  • Mãe de Nefertem.

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Deusas com atributos semelhantes:

  • Mitologia indiana: Kali

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Guia rápido de Correspondências:

  • Invoque Sekhmet para: justiça, saúde, contra doença, médicos, vingança, gravidez
  • Animais: Leões, cobras
  • Aromas e ervas: Âmbar, Cardamomo, Olíbano, Lótus, Mirra, Patchouli, Sândalo e qualquer flores e planta com propriedades curadoras. Tende não apreciar cheiros cítricos, nem doces floridos. E tem uma preferência para cheiros mais “Orientais” ou “Exóticos”.
  • Alimentos e Bebida: Cerveja Vermelha, Carne Vermelha, Romãs, Suco de Romãs, Pão de Naan
  • Cores: Dourado e vermelho
  • Pedras: Ágata do Fogo, Heliotropo, Cornalina, Fluorita, Granada, Hematita, Jaspe, Vermelho, Rubi e Olho de Tigre
  • Face da Deusa: Mãe
  • Dia:
  • Elemento:  Fogo
  • Estação do ano:
  • Símbolos: lâminas, leões, Olho de Hórus

fonte do texto e foto: http://dezmilnomes.wordpress.com/2011/05/13/sekhmet/

Deusa Freya

Deusa Mãe da dinastia dos Vanir na Mitologia Nórdica, Freya (também conhecida como Freyja, Freja, Freia, Freyia, e Frøya) é uma Deusa que abrange vários aspectos. Ela é uma Deusa Tríplice, uma Deusa de grande beleza, força e poder. A sexualidade, o amor e todos os temas que os envolvem (tais como a fertilidade, sensualidade, beleza, atração, etc.) são fortemente regidos por ela, além de ser protetora do matrimônio e dos recém-nascidos. Também é considerada uma Deusa da luxúria, da riqueza, da música e das flores e regente da magia e da adivinhação, pois foi ela quem ensinou os segredos das runas a Odin e também iniciou os Deuses nas Artes Mágicas.

De carácter arrebatador e considerada a mais bela das Deusas nórdicas, Freya é é representada como uma mulher atraente e voluptuosa (algumas vezes com os seios a mostra), de olhos claros, baixa estatura, sardas, portando um colar mágico, o Brisingamen, um tesouro de grande valor e beleza, e um manto penas que a possibilita se transformar em um Falcão. Outras vezes ela aparece usando armas de guerra pois um aspecto seu presidia as batalhas. Ela lida com o amor e a guerra, dois temas intimamente ligados, já que o poder da Terra, sua fertilidade, a energia feminina, da Deusa, era concedida ao Rei vencedor das batalhas.

Na tradição germânica, Freya e dois outros Vanirs (Deuses de fertilidade) se mudaram para Asgard para viver com os Aesirs (Deuses de guerra) como símbolo da amizade criada depois de uma guerra.

As mulheres estéreis invocavam sua benção e ela também é a Deusa da morte, não somente de todas as mulheres, mas da metade dos guerreiros mortos em batalha, que recolhe para o seu palácio, Fólkvangr, em Asgard. Freya compartilhou com Odin a morte em batalha, recebendo o primeiro golpe. Eles dividiam entre si os mortos de guerra. Metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para Sessrumnir, o salão de Freya.

Muitas vezes representada em uma carruagem puxada por gatos selvagens, também há imagens da Deusa montada num Javali, se dirigindo para batalhas. Ela também era conhecida por voar à noite, em campos sob a forma de uma cabra branca.

Freya era a deusa nórdica mais cultuada e conhecida; seu nome deu origem à palavra Fru (que significa “mulher que tem o domínio sobre seus bens”), que acabou por se tornar, com o passar do tempo, o equivalente a “mulher” em Islandês, assim como deu origem também às palavras Frau, que também significa senhora em Alemão e Frowe, com o mesmo significado em Alemão Antigo.

Mitologia

Filha de Njörd, o Deus do Mar, com sua irmã a deusa Nerthus (há mitos em que ela é filha da giganta Skade ou Skadi, Senhora dos Invernos e Caçadora das Montanhas), a irmã de gêmea de Freyr, que comanda o tempo e a prosperidade, a fertilidade, a alegria e a paz e é o Deus chefe da agricultura. Freya é o complemento feminino de Freyr até mesmo em seus nomes pois o dele significa “Senhor” e o dela “Senhora”. Em vários aspectos, ela e seu irmão foram como as divindades gregas Ártemis e Apolo, divindades gêmeas, seu irmão era um Deus de luz, como o Apolo. Uma vez que ela era uma Deusa dos Vanir, Freya, como Artêmis representa a fertilidade dos animais selvagens, mas ao contrário da mesma, enquanto Ártemis é uma Deusa virgem, Freya é ligada ao amor e sexo.

Ela nasceu em Vaneheim, também era conhecida como Vana, Vanebride, Vanadis (que significa “Dís dos Vanir”, sendo “Dís” uma palavra nórdica para “Deusa”), Deusa dos Vane. Como seu irmão e pai, ela foi originalmente uma Deusa dos Vanir, sendo que mais tarde se tornaria uma importante Deusa dos Aesir.

Ela foi por vezes confundida com Frigga, esposa de Odin, uma vez que ambos os nomes significam “Senhora” e ambas tiveram atributos semelhantes porém enquanto Frigga é a padroeira da paz, da vida doméstica e protetora da família, Freya é a regente do amor e da guerra, da fertilidade, da magia e da morte. Outra Deusa com quem ela já foi confundida foi Iduna, a guardiã das maçãs douradas da juventude e imortalidade.

As uniões de Freya

Ela teve diversos amantes entre deuses, humanos, elfos e mesmo anões, mas o principal deles foi o Deus Od (também identificado como Odr ou Odur), que representa a luz do Sol. Sendo Freya a Terra, ela já foi considerada amante de Odin (o Céu). Freya também tinha uma suposta paixão por Loki, o Deus do Fogo, mesmo este a acusando de dormir com todos os Deuses e todos os elfos em Alfheim (Lokasenna da Eddas poético) além de dormir com seu irmão Freyr, sos dois foram marido e mulher quando viviam em Vanaheim (terra dos Vanir), tal como seu pai com sua irmã Nerthus. O incesto era prática normal entre as divindades Vanir.

Freya foi muito procurada por sua beleza sem igual. Os gigantes, Hrimthurs e Thrym desejavam casar-se com a Deusa, mesmo com Loki e Thor obrigando-a a aceitar Thrym como seu marido, ela o desdenhou e fazendo com que Thor matasse os dois gigantes.

Quando Freya chegou a Asgard, os Deuses caíram apaixonados por sua beleza e elegância que lhe concederam o reino de Folkvang e o Grande Palácio de Sessrymnir, onde a Deusa podia acomodar todos os seus admiradores e os espíritos dos guerreiros mortos nas batalhas.

Ao contrário de Afrodite, mas ainda como as Deusas gregas, Athena e Perséfone, ela era a Deusa da guerra e morte e admirava combates e de lutas, sendo ela a Senhora que mandava as Valquírias aos campos de batalha, onde elas recolhiam metade dos heróis mortos em combate (e todas as mulheres) para sua posse e a outra metade para Odin em Valhala. Estes guerreiros permaneciam em sua grande sala, Fólkvangar (“batalha”), no seu palácio de Folkvang (“campo de folk”). Sua outra sala foi o Sessrumnir.

Freya e Od

Freya, como personificação da Terra, casou-se com Od, considerado a personificação do Sol e também um símbolo da paixão e dos embriagantes prazeres do amor, por isso, esse povo antigo, declarava que não era de estranhar que sua esposa não conseguira ser feliz sem ele, a quem ela amava muito e com o qual teve duas filhas: Hnoss e Gersimi (nomes dos duas filhas significam “Jewel” ou “Joia”). Essas donzelas eram tão formosas que todas as coisas belas eram batizadas com seus nomes.

Enquanto Od permaneceu ao seu lado, Freya sempre estava sorridente e era completamente feliz. Porém, cansado da vida sedentária, Od abandonou seu lar subitamente e se dedicou a vagar pelo mundo. Freya, triste e abandonada sente-se profundamente triste, chorou copiosamente e suas lágrimas caiam sobre as pedras abrandando-as. Se dizia inclusive, que chegaram a introduzir-se no centro das pedras, onde se transformavam em ouro. Outras lágrimas caíram no mar e foram transformadas em âmbar.

Cansada da sua condição de viúva de marido vivo e desejosa de ter Od novamente em seus braços, Freya resolveu empreender finalmente sua busca, atravessando terras, ficou conhecida por diferentes nome como Mardel (“Luz sobre o Mar”), Horn (“Mulher linho”), Gefn (“A Generosa”), Syr (“A Porca”), Skialf e Thrung, interrogando a todos que se encontravam a um passo, sobre o paradeiro de seu marido e derramando tantas lágrimas que em toda a parte o ouro era visto sobre a Terra.

Muito longe, ao sul, Freya encontrou finalmente Od, debaixo de uma florescente laranjeira, árvore prometida aos apaixonados.

De mãos dadas, o casal empreende o caminho de volta para a Casa dos Deuses, Asgard, e à luz de tanta felicidade, as ervas cresceram verdes, as flores brotaram, os pássaros cantaram, pois toda a natureza era simpatizante com a alegria de Freya como se afligia quando se encontrava triste.

As mais belas plantas e flores do Norte eram chamadas de cabelos de Freya, as gotas de orvalho de olho de Freya. Também dizia-se que a Deusa tinha um afeto especial pelas fadas, gostava de observá-las quando dançavam à luz da Lua e para elas reservava as mais delicadas flores e o mais doce dos mel.

O colar mágico e o manto

Como Deusa da Beleza, Freya, tinha um grande amor por vestidos e joias preciosas. Sua posse mais estimada era o colar mágico Brísingamen feito de ouro e pedras de âmbar, que todos que o já viram acharam-no o artefato mais belo visto em toda sua vida.

Conta a lenda que, um dia, enquanto se encontrava em Svartalfrein, o reino debaixo da terra, viu quatro artesões anões conhecidos como Brisings (Allfrigg, Dvalin, Berling e Grerr), fabricando um belo colar. Quando a Deusa o viu pela primeira vez, decidiu que deveria ser seu, mas os gnomos não o queriam vender. No entanto, eles a presenteariam com o colar se ela passasse uma noite com cada um deles. Sem hesitar, Freya concordou e tornou-se proprietária do colar Brinsingamen, simbolizando o equilíbrio da Serpente Midgard e sendo também um símbolo de fertilidade.

Odin, movido pela inveja, cobiça de por tal joia e pela repugnância em relação à promiscuidade sexual de Freya, capás de fazer tudo para conseguir o que queria, ordenou ao deus Loki que roubasse o colar. Heimdall, que tinha uma grande visão, viu o roubo. Ele perseguiu Loki e recuperou o colar para Freya. Em uma versão posterior, Odin apenas retornaria o Brísingamen seFreya aceitasse incitar a guerra entre reis e grandes exércitos para depois reencarnar os guerreiros mortos para que lutassem novamente.

O colar é o equivalente feminino do martelo de Thor, funcionando como proteção, paz e harmonia nos limites dos nove mundos.

Freya também tinha um manto de plumas de falcão que quando ela aparecia envolta em seu manto, não usando nada a não ser seu colar mágico de âmbar, ninguém podia resistir a ela. O manto de penas, lhe permitia voar entre os nove mundos. Já o colar mágico da Deusa, tinha o dom de fazer desaparecer os sentimentos dolorosos. Este colar se rompeu uma vez, segundo uma lenda, por ira da Deusa ao tomar conhecimento de que um gigante havia roubado o martelo de Thor e pedia sua mão para devolver a arma do Deus do Trovão.

Rainha das Valquírias

Com o nome de Valfreya comandava as Valquírias nos campos de batalha, reclamando para si, metade dos heróis mortos. Era representada escudo e lança, estando somente a metade inferior de seu corpo vestida com o atavio solto habitual das mulheres.

Freya transportava os mortos eleitos até Folkvang, onde eram devidamente agasalhados. Ali recebiam as boas-vindas de todas as donzelas puras e as esposas dos chefes, para que pudessem desfrutar da companhia de seus amantes e esposos depois da morte.

Os encantos e prazeres de sua morada eram tão sedutores que as as mulheres nórdicas, as vezes, corriam para o meio da batalha quando seus amados eram mortos, com a esperança de terem a mesma sorte, ou deixavam-se cair sobre suas espadas, ou ainda, ardiam voluntariamente na mesma pira funerária em que queimavam os restos de seus amados.

Muito embora, Freya seja regente da morte, Rainha das Valquírias, as condutoras das almas dos mortos em combate, ela não era uma Deusa aterrorizante, pois sua essência era o poder do amor e da sexualidade, embelezando e enriquecendo a vida. Ela era ainda, a única que cultivava as maçãs douradas de que se alimentavam os deuses lhes conferindo a graça da juventude eterna.

Como acreditava-se que Freya escutava a oração dos apaixonados, esses sempre a invocavam e era costume compor canções de amor em sua honra, as quais eram cantadas em ocasiões festivas. Na Alemanha, seu nome era usado com o significado do verbo “cortejar”.

Este aspecto da Deusa, também conhecida como líder das Valquírias, a conecta à Lua Nova.

Deusa-xamã

É considerada ainda, a Deusa da magia e da adivinhação. Ela era quem iniciava os Deuses na arte da magia.

A magia de Freya é xamanística por natureza, como indica seu manto de penas de falcão, que permitia que se transformasse em um pássaro, viajasse para qualquer dos mundos e retornasse com profecias. A Deusa já emprestou a Loki a sua plumagem de falcão para que ele fosse libertar Idunna quando esta foi raptada.

Deusa Guardiã da Maçã da Juventude pelo gigante Thjazi, metamorfoseado em águia.

Encantamento Seidhr

Com a habilidade de mudar de forma, Freya é a senhora do Seidhr, uma forma mística de magia, transe e adivinhação primariamente feminina. Apesar da tradição rezar que as runas teriam se originado de Freya, e que fossem utilizadas por suas sacerdotisas, a maior parte de Seidhr envolvia a prática de transmutação, viagem do corpo astral através dos Nove Mundos, magia sexual, cura, maldição e outras técnicas. Suas praticantes chamadas Volvas ou às vezes Seidhkona (que significa “Praticantes do Seidhr”), eram sacerdotisas de Freya. Enquanto uma volva entrava em transe, outras sacerdotisas entoavam canções especiais, chamadas “Galdr”. Era o uso do canto conjugado com a repetição de poesias que era criado o estado alterado de consciência.

As volvas podiam inclusive entrar em contato com elfos e duendes. Eram consultadas pelo povo sobre todos os tipos de problemas. Elas moviam-se livremente de um clã ao outro. Não costumavam se casar, apesar de possuírem muitos amantes. Essas mulheres portavam cajados com uma ponteira de bronze e usavam capas, capuzes e luvas de pele de animais.

As mulheres pareciam ser as únicas praticantes do Seidhr de Freya, pois esse era um ritual-erótico reservado as mulheres. Entretanto, existem vestígios em poemas e prosas de que Seidhr fosse também praticado por homens vestidos com roupas de mulheres. Odin, por exemplo, é a única deidade masculina listada nos mitos a ter praticado este tipo de magia, como iniciado de Freya. Vestir-se com roupas de sexo oposto é uma tradição antiga que tem suas raízes na crença de que um homem deve espiritualmente transformar-se em uma mulher para servir a Deusa.

A fertilidade e os gatos

Freya, Deusa da Fertilidade, da Guerra e da Riqueza, possuía a habilidade de voar, o que fazia com uma charrete puxada por dois gatos brancos selvagens: Bygul (de Bee-gold, Abelha de ouro ou Ouro de Abelha) e Trjegul ( de Tree-gold, Árvore de ouro). Após servirem a Deusa por 7 anos, eles foram recompensados sendo transformados em bruxas, disfarçadas em gatos pretos.

Os gatos eram os animais favoritos da DeusaFreya, considerados símbolos de carinho, sensualidade e personificação da fertilidade.

Freya é portanto, uma Deusa associada aos gatos, tal qual a egípcia Bast e à grega Artêmis. Além disso, tinha poderes de se transmutar e era a Sábia que inspirou toda a poesia sagrada. Mulheres Sábias, videntes, Senhoras das Runas e Curandeiras estavam intimamente conectadas com Freya, pois só ela era a Deusa da magia, bruxaria e dos assuntos amorosos.

Algumas vezes, foi representada conduzindo junto com o irmão Freyr uma carruagem conduzida por uma javali de cerdas de ouro, espalhando, com suas mãos pródigas, frutas e flores para alegrar os corações da humanidade.

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Freya, a Deusa-Javali

Como Deusa da Batalha, Freya montava um javali chamado de Hildisvín. O sobrenome de Freya era “Syr”, que significa “porca”.

O javali tem associações especiais dentro da mitologia nórdica. Como Deusa-Javali, ou Deusa-Porca Freya está associada entre os nórdicos como entre os germanos e os celtas, a práticas sexuais proibidas (em particular o incesto entre irmão e irmã, representado pelo par Freyr-Freya), muitas vezes ligadas às celebrações da primavera e da renovação: durante essa cerimônia realizava-se o acasalamento ritual de um sacerdote com uma sacerdotisa, considerados como o Senhor Freyr e a Senhora Freya. Esse rito sexual, do qual existia uma equivalência entre os celtas, sobreviveu, principalmente na Inglaterra, na forma, muito atenuada, de coroar um rei e uma rainha de Mai (a tradição dos mais, dos trimazos ou da árvore de mai, corrente na França ainda há não muito tempo, teve origem semelhante).

O javali era também o animal sagrado de Freyr, o Deus fálico da Fertilidade e era sacrificado à ele como oferenda no ano novo, de modo a garantir prosperidade nos doze meses seguintes. Daí surgiu o costume de comermos carne de porco na virada do ano. A cabeça de javali ou porco na mesa de Natal, com uma maçã à boca, também remonta diretamente aos ritos consagrados a Freyr. Sacrificava-se a ele um porco ou javali por ocasião do “Feöblot” (“sacrifício a Freyr”), que se realizava durante o “Jul” (ciclo de doze dias no solstício de inverno), porque o Deus tinha como atributo um javali de cerdas de ouro, chamado Gullinbursti, o qual também lhe servia, ocasionalmente, de montaria.

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A história de Freya e Ottar

Os nórdicos não só invocavam Freya para obter êxito no amor, prosperidade e crescimento, mas sim também, em certas ocasiões, para obter ajuda e proteção.
Ela concedia à todos que a serviam fielmente, como aparece na história de Ottar e Angantyr, dois homens que, após discutirem durante algum tempo direitos de propriedade, expuseram sua disputa ante os Deuses. A assembleia popular decretou que o homem que pudesse provar a descendência de estirpe mais nobre e mais extensa, seria declarado vencedor, sendo designado um dia especial para ser investigada a genealogia de cada demandante.

Ottar, incapaz de recordar o nome de seus antepassados, ofereceu sacrifício a Freya, rogando por sua ajuda. A Deusa escutou indulgentemente sua oração e, aparecendo diante dele, o transformou em um javali e sobre o seu lombo cavalgou até a morada da feiticeira Hyndla, uma célebre bruxa. Com ameaças e súplicas, Freya exigiu que a anciã traçasse a genealogia de Ottar até Odin e nomeasse cada indivíduo por seu nome, com o resumo de suas façanhas. Então, temendo pela memória de seu devoto, Freya também exigiu a Hundla que preparasse uma poção de recordação, a qual deu a ele para beber.

Assim preparada, Ottar apresentou-se ante a assembleia no dia marcado e com facilidade recitou sua linhagem, nominado os muitos mais antepassados de que Angantyr pode recordar, por isso foi facilmente recompensado com a garantia de posse da propriedade em questão.

Contam-se em outras lendas que Ottar também foi seu amante e que, graças à Deusa, ele tomava forma de um javalis de batalha dourado, conhecido como Hildesvini.

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Parentesco:

  • Filha de Njörd, o Deus do Mar, com sua irmã a deusa Nerthus (há mitos em que ela é filha da giganta Skade ou Skadia)
  • Irmã de Frey
  • Esposa de Od, mas já foi companheira de Frey, Odin e de diversos outros Deuses, Anões e Elfos
  • Mãe de Hnoss e Gersimi

Deusas com os atributos semelhantes:

  • Mitologia Celta: Maeve, Morrigan, Macha
  • Mitologia Egípcia: Bast, Ísis
  • Mitologia Grega: Afrodite, Perséfone, Hécate, Ártemis
  • Mitologia Hindu: Kali
  • Mitologia Romana: Vênus, Diana

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Guia rápido de Correspondências:

  • Títulos: Dama; Grande Deusa; Mardoll (aquela brilha sobre o mar); Deusa vanir; Senhora dos gatos, Líder das Valquírias, assumia diferentes formas, A Sábia ou “Vidente” que inspirava toda a poesia sagrada.
  • Invoque Freya para: Amor, beleza, animais, atividade sexual, nascimentos, cavalos, magia, sorte, vida longa, encantamentos, bruxaria, riqueza, ouro, transes, sabedoria, fertilidade, lua, mar, morte, música, poesia, escrita e proteção.
  • Animais: Gato, Javali, Falcão, cabra.
  • Aromas e Ervas: Jacinto, margarida, morango, prímula, rosa, tanchagem
  • Cores: Azul, vermelho, branco e verde
  • Face da Deusa: Mãe
  • Cristais: Coral, Cristal de Quartzo, Granada, Pedra da Lua, Selenita
  • Dia da Semana: Sexta-feira (ou “Friday” em inglês, é uma homenagem à Freya, sendo este é um dia regido por ela onde muitos casamentos aconteciam para atrair as bênçãos da Deusa)
  • Elemento: terra
  • Estação do Ano: Primavera
  • Número: 13
  • Dia sagrado: 19 de abril.
  • Símbolos: penas de falcão, colar de âmbar, sacola de runas, lança, escudo, elmo

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Oração para Freya

“Freya!
Senhora das Idisis,da Fertilidade,do Poder,do Amor e da Paixão,
Ajude-me a encontrar meu caminho!
Senhora da Mulheres, Deusa Suprema do Feminino, mostre-me a chave da Magia e Justiça!
Senhora dos Gatos e da Guerra, oriente-me nos momentos difíceis e me dê agilidade e coragem para superar meus obstáculos!
Senhora da Riqueza, dai-me energia pura e restauradora do teu Amor.
Minha alma e coração te pertencem e honrarei teu nome eternamente!
Em nome do Fogo, do Ar, da Terra e da Água,
Poderosa Rainha dos Vanir, mais bela e querida entre todas as Deusas,
Derrame suas bênçãos sobre mim!”.

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Invocação a Freya

(por Tyrfang Hollydragon)

Hail Freyja, Senhora dos mistérios e da paixão,
Encanta nossos caminhos e nos mostra a beleza do mundo, a riqueza na diversidade e o encantamento do despertar.

fonte do texto e fotos: http://dezmilnomes.wordpress.com/2011/04/25/freya/#

Deusa Iustitia

JustitiaJustitia

Divindade romana que representa a Justiça. Não é o equivalente da Têmis grega, mas sim de Diké e também de Astreia. Apresenta-se com os olhos vendados, segurando a balança com as duas mãos, os pratos alinhados e o fiel bem no meio, às vezes sentada. Ela ficava de pé e declarava o direito (jus, significando o que a Deusa diz) quando o fiel estava completamente vertical, direito (rectum), ou seja, perfeitamente reto, de cima para baixo (de+rectum). Os olhos vendados mostram que sua concepção do direito era mais um saber agir, um equilíbrio entre a abstração e o concreto.

As representações grega e romana diferiam ainda na atitude em relação à espada. Enquanto Diké empunhava uma espada, representando a imposição da justiça pela força (iudicare), Iustitia preferia o jus-dicere, atitude em que a balança era empunhada pelas duas mãos, sem a espada; ou com ela em posição de descanso, podendo, quando necessário, ser utilizada.

No dia de Iustitia (8 de janeiro) é usual acender um incenso de lavanda para ter a justiça sempre a favor.

Deusas com os mesmos atributos:

Iustitia e Clemetia

Iustitia e Clemetia

Guia rápido de Correspondências:
Invoque Iustitia para: Justiça, julgamentos, problemas com a Lei, defesa de uma causa correta, equilíbrio
Aromas e ervas: Lavanda
Dia: Quinta-feira
Elemento: Ar
Estação do ano: Primavera
Signos:
Virgem, Libra
Símbolos:
Balança

fonte do texto e foto: http://dezmilnomes.wordpress.com/2011/04/09/iustitia/

Deusa Adikia

Dike e AdikiaDiké (a Justiça) derrotando Adikia (a Injustiça

Adikia (Ἀδικία) ou Adicia, é a Deusa grega da Injustiça, filha de Éris por si mesma, sem pai nenhum ou ainda filha de Nix (a noite), também por si mesma ou unida a Érebo (as trevas), estava sempre companheira inseparável de Disnomia, Deusa da desordem, e de outros espíritos e males que atormentam a Humanidade.

Era extremamente feia, com uma pele em tom acinzentado, cabelos pretos, encaracolados, seu corpo era marcado de tatuagens e era representada como uma mulher bárbara. Usava uma túnica negra e uma espada em sua mão com a qual espalhava a Injustiça pelo mundo.

Seu oposto era Diké, Deusa da Justiça. Muitas vezes Adikia era representada sendo agredita pela mesma.

Parentesco:

  • Há versões em que é filha de Éris sem pai, assim como filha de Nix com Érebo.

fonte do texto e foto: http://dezmilnomes.wordpress.com/2011/03/29/adikia/

Deusa Diké

Diké, Deusa grega da JustiçaDiké, Deusa grega da Justiça

Diké (Δίκη), divindade grega que representa a Justiça do caso concreto e os Julgamentos, também conhecida como Dice, é a vingadora das violações da lei. É representada descalça e com os olhos bem abertos (simbolizando a sua busca pela verdade).

Ela observava as ações do homem, e se aproximava do trono de Zeus com lamentações, sempre que um juiz violava a justiça. Diké era o inimiga da mentira, e protetora do sábio emprego da justiça. Ela é conhecida como assistente ou conselheira (paredros ou xunnedros) de Zeus. Nas tragédias, Diké aparece como uma divindade que pune severamente o que estiver errado, vigiando a manutenção da justiça, e atravessando o coração dos injustos com a espada feita para ela por Aesa. Nessa função, ela está intimamente ligada com a Erinias, embora não trate apenas de punir a injustiça, mas também premiar a virtude. Ninguém ousava a se manifestar abertamente contra ela, quem o fizesse era automaticamente taxado de louco, tal era o poder da deusa, controladora das línguas dos homens, de suas declarações por escrito, seus contratos, e muitas outras coisas. Era impossível ser encontradas proclamações contra Dikée cada Estado sobre a Terra a invocava continuamente, sabendo que não seria capaz de existir sem ela e sua Justiça.

Durante a Idade de Ouro, Diké tinha sua morada na Terra e ainda ficou entre os humanos na Era de Prata. Mas, naquela época não haviam nações em guerra e nem haviam frotas, pois ninguém sabia navegar, mas em vez disso, os homens cuidavam de seus campos. Porém aos poucos a humanidade se tornou menos preocupada com seus deveres e mais gananciosos, e assim Diké começou a ser raramente procurada, com os homens os repreendeu severamente, avisando-os:

“Vede que grande corrida s pais da Idade de Ouro deixou atrás de si! Sois muito mais fracos do que eles! De vocês virão uma  prole infame! Guerras e um cruel derramamento de sangue deverá recair aos homens e o doloroso pesar deverá ser colocada sobre eles.”
(Diké para os homens da Era de Prata. -Aratus, Phaenomena 123).

Com os homens se tornando mais e mais doentes, a Raça de Bronze nasceu. Estes foram os primeiros a forjar a espada do salteador e os primeiros a comer a carne do boi que antes apenas carregava o arado. A Justiça detestou essa corrida, e por não ser capaz de suportar mais, deixou a Terra e foi para o céu, estabelecendo-se perto perto da constelação Boieiro (tambpem identificada pela Ursa Maior) como a constelação de Virgem.

Diké & Adikia

Diké (a justiça personificada) derrotando Adikia (a injustiça) com um machado.

Diké já foi representada estando no peito de Cypselus como uma bela deusa, arrastando Adikia/Adicia (a injustiça), sua eterna inimiga, com uma mão, enquanto que na outro segurava um cajado com o qual ela batia emAdikia.

Filha de Zeus com Têmis e mãe de e Hesychia, a tranquilidade de espírito, Diké era considerada era uma das Horas, deusas  das estações. Suas irmãs eram Eunomia (Ordem) e Eirene (Paz). Como suas irmãs, ela representa o crescimento da natureza, na primavera.

Os gregos colocavam a balança com os dois pratos (representando a igualdade buscada pelo direito) na mão esquerda da deusa Diké, mas sem o fiel no meio, e em sua mão direita estava uma espada (simbolizando a força) e estando de pé com os olhos bem abertos. O fiel só iria para o meio após a realização da justiça, do ato tido por justo, pronunciando o direito no momento de “ison” (equilíbrio da balança). Note-se que, nesta acepção, para os gregos, o justo (Direito) era identificado com o igual (Igualdade). O fato de que a Deusa grega tinha uma espada e a romana não, mostra que os gregos aliavam o conhecer o direito à força para executá-lo.

O direito não é mero pensamento, mas sim força viva. Por isso, a Justiça segura, numa das mãos, a balança, com a qual pesa o direito, e na outra a espada, com a qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a Justiça empunha a espada, usa a mesma destreza com que maneja a balança”.

Diké é a palavra grega que significa decisão justa e que se distinguia de Nomos, a norma, a formulação geral. Tem a mesma origem que a expressão latina digitus, dedo, significando inicialmente indicação, decisão, coisa que se ditava.

Parentesco:

  • Filha de Zeus e Temis (também há uma versão em que ela é relatada como filha de Astraeus e Eos)
  • Irmã de Eunomia e Eirene /Irene
  • Mãe de  Hesychia.

Deusas com os mesmos atributos:

Diké

A diferença entre a Diké Grega e a Iustitia Romana é a posição de sua espada

Guia rápido de Correspondências:

Invoque Diké para: Justiça, julgamentos, problemas com a Lei, defesa de causas justas.
Aromas e ervas: Lavanda
Dia: Quinta-feira
Elemento: Ar
Estação do ano: Primavera
Signos relacionados: Virgem, Libra
Símbolos: Balança, espada

fonte do texto e fotos: http://dezmilnomes.wordpress.com/2011/03/19/dike/

11 de nov. de 2011

Xintoísmo

2010 Copyright by NSP Hakkosha

O QUE É XINTOÍSMO?

Xinto, ou Kami-no-michi, pode ser traduzido como o Caminho para os Deuses, mas o significado é bem mais amplo. Seria o estudo filosófico do espírito, da essência e da divindade. No caso, divindade pode ter uma forma humana, animal ou qualquer elemento da natureza, como montanhas, rios, trovões, vento, ondas, árvores e pedras. Pode-se dizer que o xintoísmo está bastante ligado à natureza, no sentido de que se propaga a proteção ao meio ambiente, através do culto aos elementos da natureza.
Os textos mais antigos que falam do Japão estão nos livros "Kojiki" e "Nihon Shoki", escritos nos séculos VII e VIII. Ambos falam do xintoísmo e de seus deuses, explicando a origem do Japão, misturando folclore, lendas e história.
Muitas festividades tradicionais japonesas são do xintoísmo. Por exemplo. Tanabata Matsuri, Hanami, Seijin Shiki e Shichi-go-san.
Calcula-se que haja 119 milhões de praticantes do xintoísmo no Japão. O número é elevado porque os japoneses praticam alguns rituais do budismo em algumas ocasiões (culto aos antepassados, por exemplo), e também praticam determinados rituais do xintoísmo no seu dia-a-dia.
Uma boa fonte de informações sobre o xintoísmo, sua história, seus templos e sua prática, é o livro "Xintoísmo em Mangá", tudo explicado em forma de histórias em quadrinhos, disponível no nosso templo, em português.

Breve História do Xintoísmo

Imagine um lugar, um grande vazio, onde existiam apenas o mar e algumas formas indefinidas. Acima desse lugar havia o Takama-no-hara, ou a "Alta Planície do Céu", onde habitavam os kami (deuses). Foi passeando por uma ponte celestial que um casal de kami olhou para baixo e viu aquele lugar.

Ficaram curiosos e mergulharam uma lança no mar, que respingou água ao ser retirada. As gotas que se desprenderam da lança formaram ilhas. Estas foram as primeiras porções de terra, conforme a mitologia xintoísta.
Em seguida, o casal divino fez descer um enorme pilar até aquelas ilhas. Aquele pilar possuía significado mágico, e o kami Izanagui convidou a companheira Izanami a girar-se em torno do mastro, enquanto ele girava em sentido oposto. Depois da primeira volta, encontraram-se, puderam ver seus corpos e se admiraram mutuamente. Daquele encontro, que trouxe muito prazer, nasceram as oito ilhas que formam o Japão, os trinta espíritos majestosos da terra, do mar, das estações, dos ventos, das árvores, das montanhas, dos pântanos e do fogo. Quando Izanami deu a luz o fogo, este queimou as suas entranhas, e ela adoeceu.
Mesmo assim, continuou procriando. Do seu vômito nasceu a argila, a irrigação, o crescimento e a rica alimentação. Izanami acabou falecendo. Izanagui sentiu-se muito só e resolveu buscá-Ia no reino dos mortos. Lá, Izanami estava com o corpo coberto de vermes. Ela se sentiu envergonhada, ficou furiosa, e assumindo o aspecto da Morte, perseguiu Izanagui acompanhada de todos os espíritos infernais. Ao sair do mundo das trevas, ergueu uma rocha, separando a terra do mundo dos mortos.

A criação da deusa Sol

Não conseguindo recuperar a esposa morta, Izanagui entregou-se, inicialmente, às purificações do corpo e da mente. Para isso, ele mergulhou o corpo nas águas correntes violentas de um rio, e seu próprio corpo foi dando origem a outros kami. A grande deusa Sol, Amaterasu Omikami nasceu do seu olho esquerdo, do olho direito nasceu o deus Lua, Tsukiyomi-no-Mikoto, e o deus Tempestade, Susano-O-no-Mikoto, de um dos furos do nariz.

Amaterasu era o Sol e por isso iluminava, enquanto seu irmão Susano deveria habitar nas profundezas do mar, onde não havia claridade, mas ele não aceitou e foi punido com o exílio. Amaterasu tentou ajudar o irmão, mas este, revoltado, praticou inúmeras maldades.

Numa delas, Amaterasu ficou apavorada e resolveu se retirar do céu, escondendo-se numa caverna. A escuridão tomou conta de tudo. Veio a tristeza e, sem o Sol, a safra do arroz não mais aconteceu. Mesmo as lamentações não foram capazes de demover Amaterasu de seu auto-exílio. Foi quando milhões de kami reuniram-se diante da caverna, esperando por uma decisão favorável do kami Sol. Eles enfeitaram o local, acenderam fogueiras e conversavam entre si. Para passar o tempo, resolveram fazer uma festa e criaram os instrumentos musicais e até a dança. Oito milhões de kami dançavam e se divertiam na Alta Planície do Céu, quando Amaterasu, intrigada, resolveu espiar. Quando ela abriu a entrada da caverna, se viu refletida num espelho que haviam colocado na frente, e uma corda de palha impediu que ela se escondesse novamente.

Amaterasu voltou a iluminar, enquanto Susano foi castigado, sendo enviando para o arquipélago japonês, o único mundo que existia abaixo da Alta Planície do Céu.

O dragão de oito cabeças

No Japão, Susano encontrou um casal de velhos e uma jovem filha numa casa simples. Os velhos choravam por causa de um dragão de oito cabeças, que surgia todo ano para devorar uma de suas filhas, e aquela era a última filha viva. Já estava na época do dragão reaparecer para devorar aquela oitava filha.

Para salvar a jovem, Susano ordenou que se preparasse oito tonéis e colocasse um licor refinado oito vezes. O dragão, cujo corpo se estendia por oito vales e oito colinas, chegou e enfiou cada uma das suas cabeças nos tonéis e ficou bêbado. Nesse momento, Susano sacou sua espada e cortou todas as cabeças do dragão.

Ele construiu um castelo em Izumo e teve oitenta filhos com a jovem que ele salvou. Seus filhos passaram a povoar o país.

Houve muitas guerras entre os kami, todos eles descendentes diretos do    tempestuoso Susano. Um desses kami tornou-se o príncipe Kamu-Yamato-Iware-Hiko-no-Mikoto, que passaria a se chamar Jimmu Tenno, o primeiro imperador terrestre. Acredita-se que em linhagem direta, todos os imperadores japoneses seriam descendentes de Jimmu. Essa história, que parece um conto de fadas, está registrado no livro Kojiki, ou "Crônicas das Coisas Antigas", que é o texto japonês mais antigo sobre o Japão.

Colaborou: Francisco Handa, historiador, para www.culturajaponesa.com.br

(transcrição permitida mas é obrigatório citar a fonte)

fonte do texto: http://www.temploxintoista.org.br/historia_xinto.html

10 de nov. de 2011

Deusa Diké

DIKÉ:  divindade grega que representa a Justiça, também conhecida como Dice, ou ainda, Astreia. Filha de Zeus e Themis ela não usa vendas para julgar.
De acordo com Ferraz Júnior (2003, p. 32-33) os gregos colocavam a balança, com os dois pratos, na mão esquerda da deusa Diké, mas sem o fiel no meio, e em sua mão direita estava uma espada e estando de pé com os olhos bem abertos declarava existir o justo quando os pratos estavam em equilíbrio, ísion, origem da palavra isonomia, que para a língua vulgar dos gregos, o justo (o direito) significa o que era visto como igual. “O fato de que a deusa grega tinha uma espada e a romana não, mostra que os gregos aliavam o conhecer o direito à força para executá-lo”. (FERRAZ JÚNIOR, 2003, p. 32-33). 
Segundo IHERING, 2004 “o direito não  é mero pensamento, mas sim força viva. Por isso, a Justiça segura, numa das mãos, a balança, com a qual pesa o direito, e na outra a espada, com a qual o defende. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada  é a fraqueza do direito. Ambas se completam e o verdadeiro estado de direito só existe onde a força, com a qual a Justiça empunha a espada, usa a  mesma destreza com que maneja a balança.” 

Fonte: http://www.cs.utk.edu/~mclennan/BA/PT/M20-image.gifBibliografia:

FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio.  Introdução ao estudo do direito: técnicas, decisão, dominação. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2003. p.32-33.
IHERING, Rudolf Von. A luta pelo direito. 4. ed. rev. da tradução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2004. p. 27

fonte do texto e da foto: stf.gov.br