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Abençoados sejam todos!

22 de nov. de 2011

Deusa Bloudeuwedd


Não tenho pai
Não tenho mãe
Todo meu sangue
Todo meu corpo
Foi obra da magia de Gwydion
Que me deu forma de nove flores
Para o encanto e deleite de todos os homens.

Bloudeuwedd é a Deusa das Flores, da terra, da sabedoria, dos mistérios lunares e iniciações. Seu nome significa "Face de Flor" ou "Flor branca". Esta Deusa está associada à madrugada e ao May Queen.
A fase da lua que representa Blodeuwedd é a Lua Escura, época de total introspecção. O vento frio carrega seu nome e suas cores são o branco e o preto.
Na Roda do Ano, Blodeuwedd associa-se as festividades de Samhaim. Em sua honra, deve-se nesta noite, acender tochas, escrever seus pedidos para o novo ano que se inicia e queimá-los nelas.
Blodeuwedd foi criada por Math e Gwydion, a partir da florescência de nove flores, portanto quando lhe fazemos uma oferenda esta deve conter 9 elementos, que podem ser: batatas, nabos, pimenta, sal, leite, cenouras, alho-porro, ervilha e milho.

AS NOVE FLORES
Os celtas acreditavam que através de suas nove flores poderiam atrair as bênçãos da deusa, são elas:
1. Giesta - capaz de purificar e proteger;
2. Barbana - afasta os maus espíritos e energias negativas; 3. Flores do Prado - traziam gentileza e amor natural; 4. Prímula - que atraía o verdadeiro amor; 5. Urtiga - que estimula os desejos e as paixões; 6. Espinheiro - conduz a pureza de espírito;
7. Flores do carvalho - capazes de trazer mais vigor, força e aguçar os poderes da fertilidade;
8. Castanheiro - a permanência do amor;
9. Feijão - trazia as bênçãos da deusa sobre sua criação.
Seus símbolos mágicos são a coruja branca, a rainha-dos-prados, o carvalho, a vassoura, a primavera e o joio. Seu dia é sexta-feira e suas cores são o rosa, verde e marrom.

SUA HISTÓRIA...
Arianrhod, filha de Don, tinha dado à luz a gêmeos, Dylan e Lleu, que não queria reconhecer. Dylan se lança no mar e se afoga. O outro menino foi criado pelo seu tio Gwydyon, filho de Don, irmão de Arianrhod e provavelmente seu amante. Mas a mãe lançou um encantamento à criança: que mesmo que ele tivesse nome e armas, jamais teria uma esposa. Aquele foi o pior dos encantamentos, já que Gwydyon não sabia como resolver o impasse e, desesperado buscou a ajuda do seu tio e mago Math.
Blodeuwedd foi criada por magia através de nove flores, mediante pedido de Gwydion, para se casar com Llew Llaw Gyffes, o Menino do Cabelo Brilhante e Boa Pontaria. Portanto, vê-se que não lhe deram opção, nem passou pela fase de crescimento e desenvolvimento que toda criatura humana passa para atingir a maturidade.
Ela vivia assim, como a esposa encantadora de Llew, se comportava, se vestia e estava muito feliz. Llew desejou então passar uns dias com Gwydion, seu pai de criação e Blodeuwedd resolveu alcançá-lo alguns dias mais tarde, levando consigo duas senhoras como acompanhantes.
Gronw Pedyr era o Senhor de Penllyn, proprietário de um castelo onde Blodeuwedd decidiu passar à noite, para na manhã seguinte seguir sua viagem. Na hora do jantar conversaram longamente e ela sentiu uma forte atração por aquele estranho charmoso. Gronw também ficou enfeitiçado com sua beleza e os acabaram passando a noite juntos.
Blodeuwedd deveria partir no outro dia, mas Gronw não deixou. Ela ficou mais um dia ... mais um dia-mais outro. Finalmente os amantes buscaram uma maneira de permanecerem juntos para sempre. Blodeuwedd, entretanto, avisa a Gronw que seu marido é muito forte e possui poderes sobrenaturais que impedem qualquer um de matá-lo da maneira convencional. Gronw enviou-a de volta para casa, com o intuito de descobrir uma maneira de matar seu marido.
Tão logo chegou, Blodeuwedd manifestou para Llew, o seu receio pela sua segurança e solicitou a informação de como uma pessoa poderia matar-lhe. O deus Llew, divertiu-se com a preocupação da esposa para finalmente lhe informar que só poderia ser morto por uma lança que deveria ser trabalhada durante um ano e um dia. Também não poderia ser morto dentro de casa, nem fora dela, assim como cavalgando ou a pé.
- Então que maneira há para matá-lo? Pergunta ansiosa Blodeuwedd.
Suas preocupações são sanadas quando Gronw que só poderiam matá-lo ao banhar-se embaixo de um telhado de sapê, num caldeirão na margem do rio, em pé, com uma perna tocando um cervo. - Agradeço aos céus, pois é bem fácil evitar isso. Falou ele.
Imediatamente após receber as informações enviadas por Blodeuwedd, o Gronw começou a trabalhar na lança. Depois de um ano e um dia, Blodeuwedd volta a ter nova conversa com seu marido sobre a maneira como poderia ser modo, mas desta vez, finge ela, que não poderia imaginar nenhum homem ficar parado com um pé na borda de uma caldeirão e outro em uma cabra, sem perder o equilíbrio.
Llew, riu da curiosidade de sua esposa e se dispôs a realizar o ritual. Colocou o pé direito no caldeirão e o outro na cabra e foi neste momento golpeado pela laça preparada por Gronw. Ferido, transformou-se em uma águia que voou para longe com gritos de dor.
Blodeuwedd e Gronw retornaram ao castelo, absolutamente certos que seriam felizes para sempre. Mas Gwydyon, seu pai de criação, muito triste e aborrecido com o que havia sucedido, foi em busca de Llew e quando finalmente o encontrou sob a forma de águia, tocou-o como sua vara mágica e então ele voltou a assumir a forma humana.
Llew pediu então, vingança para os dois traidores e Gwydyon concordou em ajudar-lhe. Foi assim que uma maldição foi lançada à Blodeuwedd e transformou-a em uma criatura da noite: uma coruja. Nunca mais ela veria a luz do Sol. Como a maioria dos pássaros nutrem inimizade pela coruja, ela jamais teria paz, pois eles iriam perturbá-la.
Gwydyon também designou que Blodeuwedd, mesmo assim, não perderia seu nome e é por isso que até hoje as corujas são chamadas de Blodeuwedd em galês.
Gronw foi morto pelas próprias mãos de Llew.
Esta história é encontrada no Mabinogion, o ciclo galês mitológico.
Nas principais fontes pesquisadas que nos chegou através de manuscritos dos séculos XII e XIV, registram Deuses e Deusas transformados em figuras humanas com poderes espirituais. Sempre é difícil deslindar os meandros de camadas míticas anteriores, em particular quando houve entrelaçamentos entre elas e contos de heróis de outras tradições para formar documentos como o Mabinogion. Acredito retirar algum conhecimento deste material através do estudo das Deusas e Deuses nele contidas.

A MULHER IDEALIZADA PELO HOMEM
Mediante seus feitiços e a partir das flores, ou seja, da natureza em plena evolução, Math e Gwydyon "fabricam Blodeuwedd. Math é o Senhor da Magia e trabalha as forças da natureza, porém como ele é impotente, será Gwydyon quem desempenhará a função de pai.
Blodeuwedd nasce mediante a criação do homem, do mesmo modo que Zeus arrebatou o fogo do céu e criou Pandora. Desse modo, o homem quis arrebatar para si da o poder de criação, exclusivo da mulher, que para ele representava um inimigo indócil que intentava ante a lei paterna.
Math e Gwydyon, ao fabricarem Blodeuwedd fora do útero materno, negam a sexualidade e negam a mulher primitiva, criando uma outra mulher, formada a sua própria imagem masculina. O "Pai" havia vencido a "Mãe": acaba de modelar a sua filha segundo seus próprios desejos. A mulher passa a ser um "objeto manufaturado", que o homem poderá possuir e da qual poderá usar segundo seu próprio desejo. A civilização da "Razão"(que constrói, organiza, divide, legisla, geometriza) substitui a civilização do "Instinto" (essencialmente feminina, baseada na sensibilidade, na afetividade, na sexualidade).
Blodeuwedd foi criada com uma única finalidade: servir de companheira para Lleu, do mesmo modo como Lilith e depois Eva foram criadas com o único objetivo de serem companheiras para Adão. Ela é portanto, uma projeção da mente de Lleu, da mesma maneira que Eva era um Adão "castrado". Blodeuwedd não teve escolha, não podia decidir e seu pai, representante da Ordem Paternalista a entregou a Lleu, como ainda hoje, algumas mulheres são "prometidas", já ao nascer, para alguns homens, sem que ninguém se preocupe com seus sentimentos ou seu próprio "querer".

A REBELIÃO DE BLODEUWEDD
A situação de Blodeuwedd e Lleu é uma repetição da de Adão e Eva. Gwydyon e Math estabelecem um território para que o jovem casal fixe moradia, uma espécie de segundo paraíso terreno, longe de toda a preocupação ou penúria. O casal tinha tudo para ser completamente feliz, isso, segundo a concepção paternalista de felicidade.
Mas..., "o feitiço acabou virando contra o feiticeiro", pois Blodeuwedd rechaçou sua alienação e reivindicou seu direito de liberdade: escolhe outro homem a quem ama. O conflito entre o "Instinto" e "Razão" se estabelece e Blodeuwedd apaixonada por Gronw, escolhe o "Instinto" e não a "Razão".
Gronw, portanto, significa a rebelião da jovem, buscando o apoio do homem amado, para dirigir-se contra a autoridade paterna (Gwydyon) e contra a autoridade marital (Lleu).
Blodeuwedd e seu amante devem eliminar Lleu, porque ele representa todos os tabus da sociedade paternalista. Na verdade, os amantes não buscam como alvo Lleu, mas através dele, querem atingir a autoridade paterna representada por Gwydyon. Lleu é o principal atingido, porém é Gwydyon o escarnecido. Assim se explica sua obstinação de encontrar Lleu.
A tentativa de libertação de Blodeuwedd, entretanto, é efêmera. Gwydyon intervêm com sua magia para reestabelecer a ordem e castiga Gronw que havia se aliado com Blodeuwedd. Mas o mais importante: ele não pode desfazer-se de sua própria criação Então, limita-se a transformá-la em uma coruja.
Gwydyon, ao brincar de "Deus Criador" acabou num impasse: não pode negar Blodeuwedd, pois ela pertence ao seu pensamento, a sua memória. Se pode negar a matéria, porém o pensamento, ao negá-lo, ele se afirma. O Pai, agora, só poderá expulsar a filha que havia se rebelado, para as trevas do "Inconsciente". Porém, todo o pensamento é livre do seu autor.
Assim, Blodeuwedd, reprimida na "Inconsciente", pode ressurgir a qualquer momento na consciência. Isso quer dizer, que a "rebelião da filha" sempre amenizará as bases da sociedade paternalista, inclusive se não se falar dela, inclusive se a moral a condenar. Estamos diante de uma das causas do terror que a "Mulher" ou a "consciência feminina" inspira ao homem.
A rebelião de Blodeuwedd não foi uma rebelião egoísta, um capricho de uma jovem que queria casar-se contra a opinião do pai, ou o banal adultério de uma mulher insatisfeita com sua situação conjugal. Mas, vai muito além, até a reivindicação essencial da "Mulher": estar na possessão de sua identidade, ou seja, poder dispor a seu modo a inteligência (Razão) e a afetividade (Instinto).
Bloudeuwedd é o mito de todas nós mulheres!
Blodeuwedd é o símbolo das mulheres divorciadas, descasadas, daquelas que rompem definitivamente os laços com seus maridos. Esta Deusa e tida como uma mulher madura que recusa-se a aceitar o poder patriarcal.
A flor exótica, Protea, nativa da África do Sul foi associada a Blodeuwedd porque suas pétalas seriam semelhantes as penas de uma coruja.
Há uma tríade entre Arianrhod, Blodeuwedd e Rhiannon.

EQUINÓCIO DE OUTONO
Para os celtas toda a vida iniciava na escuridão. Estudando o mito Galês Blodeuwedd, o equinócio de outono é o único dia do ano inteiro em que Llew (luz- Leão) é vulnerável e possível derrotar. Llew se apresenta nesta época com o pé no caldeirão (Solstício de Câncer/Verão) e outro na cabra (Solstício de Capricórnio/Inverno), permanecendo em equilíbrio (Libra), no equinócio de outono. Assim consegue Blodeuwedd, a virginal (Virgem), transformá-lo em águia (Escorpião). Deste modo, Llew é morto como ser humano até que Gwydion o encontre na forma de águia.
Gronw (escuridão) ao derrotar seu adversário retorna ao castelo com Blodeuwedd e senta-se no trono de Llew, tornando-se então um rei mortal do nosso mundo. Mas sua cerimônia de coroação só se dará em 6 semanas, nas festividades de Samhain, ou no início do inverno, quando se transformará no Senhor do Inverno, Senhor de Misrule ou Rei Sombrio (Halloween). Unindo-se a deusa virginal Blodeuwedd nascerá nove meses mais tarde, o filho de Growm, a criança sombria. Sendo assim,no solstício de inverno Gronw alcança seu poder de força maior e Llew retorna a este mundo como um bebê (e seu próprio filho)e ascenderá novamente ao seu trono nos festivais de Beltane.
A morte sacrificial de Llew no repouso da colheita, identifica-o com os espíritos do campo. Assim Llew representa, não tão somente o poder do Sol, mas é também a personificação do milho. Este sacrifício anula pode também estar ligado aos sacrifícios humanos realizados pelos druidas.
O mito galês é concluído quando Gwydion persegue Blodeuwedd e a transforma em uma coruja, símbolo associado ao outono e as flores (foi feita delas).

ARQUÉTIPO DA BELEZA E DO AMOR
Os domínios da Deusa Blodeuwedd abrange todas as questões relacionadas ao amor, à beleza e à sedução. Está associada as Deusas: Afrodite, Ísis, Grainne, Inanna e Astarte. Todas essas Deusas inspiram os homens a se apaixonarem. Como Deusas da Atração e do Encanto Sexual, são modelos da beleza física feminina. Através dos anos, todas elas adquiriram má reputação, como frívolas e superficiais, como a "loira burra", tipificada injustamente em nosso mundo contemporâneo, mas a sua verdadeira força provêm de seu grande conhecimento sobre o amor e a atração sexual.
As mulheres que possuem esse arquétipo ativo. gostam de se apaixonar e de fazer amor. Fisicamente, irradiam grande atração sexual. Quando chegam em qualquer lugar. os olhos masculinos não deixam de percebê-las. Os mistérios e rituais de amor são seus domínios e elas podem passar um bom tempo tramando e planejando seus casos. Entretanto, essas mulheres terão que passar outro bom tempo tentando provar que também possuem beleza interior.
Todas nós experimentamos a influência da Deusa Blodeuwedd quando ovulamos, quatorze dias antes da menstruação. Essa é também a época mais propicia para realizarmos um ritual em sua homenagem, ou para ativá-la.

DEUSA DA TRAIÇÃO
O arquétipo da Deusa Blodeuwedd pode nos deixar extremamente movidas por instintos sexuais, o que pode acarretar a atração por homens que não muito adequados, tipo: volúveis, melancólicos ou imaturos demais. Todos os homens que se apaixonam facilmente, também podem se aproximar de você. Além disso, toda a mulher que está com essa Deusa muito ativa, não se contentará com relações monogâmicas e duradouras. Cansa-se de um único parceiro, preferindo ter muitos amantes. Esteja atenta, pois os fortes instintos terrenos podem ser maravilhosamente eróticos e sensuais, mas podem acarretar alguns problemas.
A chegada de Blodeuwedd em sua vida a chama para alertá-la sobre a traição. Como a traição como ocorrer em nossas vidas? Você parece atrair amigos pouco confiáveis, companheiros de trabalho desonestos ou relações desgostosas? Parece que sempre seu amor e cuidado acaba em traição? Ou então você já traiu a confiança de alguém e agora sente-se culpada? A deusa a convida a olhar para o espelho de sua existência. Ela nos lembra que a traição é simplesmente um reflexo de como somos uma vítima de nossa vida.
Blodeuwedd nos diz que no caminho da totalidade você deve responder a pergunta:
Como traí a mim mesma, já que a traição provém da traição a si mesma? A Deusa ordena que libere dos carretéis dominantes e da expectativa da manipulação.

ORAÇÃO
Vertentes escuras da noite
Que Blodeuwedd traga
consigo a minha sombra
pois é só através dela que
me será possível curar e transformar
Que seus ensinamentos,
Virginal Blodeuwedd
Nos ajude a enfrentar
nossos medos e não reprimi-los
Ajuda-nos também a entender
A morte como parte da vida Pois somente ela nos permitirá renascer.

Invoque Blodeuwedd para o amor; descoberta de traições; vencer inimigos e desafios, novos inícios e iniciações.

RITUAL
Procure um lugar reservado onde não possa ser perturbada por 30 minutos. Coloque um fundo musical relaxante. Sente-se com a espinha dorsal ereta e respire profundamente.
Feche os olhos e explore mentalmente seu corpo da cabeça aos pés. Inspire e expire novamente, liberando todas as suas tensões. Visualize agora árvores, muitas flores e o ruído aconchegante de uma fonte. Ao olhar em torno de você encontrará um banco pintado de branco_ sente-se nele e aprecie demoradamente a linda paisagem.
Alguém se aproximará de você e verá que tal pessoa é uma cópia fiel sua. Ela se sentará a seu lado e começa então a chorar. Você deve perguntar-lhe o motivo para tanto sofrimento.
Aguarde então a sua resposta, ouvindo-a sem interrupção. Enquanto você escuta você, algo começará a crescer ao seu lado. É uma criança. Ela estará agora falando com a outra pessoa.



fonte do texto: acredito que seja da Rosane Volpatto.
fonte das fotos: (1) tanyadamagia.blogspot.com; (2) wwwpombagira.blogspot.com; (3) wicca-ipatinga.blogspot.com; (4) confrariadebruxos.blogspot.com; (5) tuathalunar.blogspot.com

Deusas Banba, Fotla e Eriu

No "Livro das Invasões" irlandês, encontramos um conto sobre a vinda dos milésios (provenientes da atual Espanha), talvez os primeiros habitantes humanos do país. Eles chegam às costas da Irlanda, guiados pelo líder Amergin, e já a encontram ocupada pelos Deuses e Deusas da Terra, os Tuatha De Danann (filhos de Dana). Tiveram então que lutar contra os poderes mágicos deste povo, mas receberam a ajuda inesperada de três deusas: Banba, Fotla e Eriu (representam a soberania da Irlanda). As três se oferecem para auxiliar, desde que seus nomes sejam preservados como o nome da ilha irlandesa. Apenas um dos nomes sobreviveu e até hoje é o nome oficial da Irlanda, Eire. Cada uma destas Deusas era casada com um rei, chamados respectivamente: MacCruill (Filho da Avelã), MacCecht (Filho do Arado) e MacGreine(Filho do Sol).
Depois de uma batalha mágica (Tailtiu), os Tuatha De Danann percebem que sua posse da terra acabou, que seu ciclo chega ao fim e eles devem entregar a terra aos recém-chegados. Eles recuam para as suas grutas, Brochs, Cairns e Sidhe, entrando na Terra, a própria terra. O Filhos de Mil, cumpriram a promessa feita às
Deusas e ainda rebatizaram-se a si próprios de "Eirann".
O ciclo de lenda dos milésios é particularmente dominado pelo ciclo de heróis, e, a partir daí, a mitologia celta torna-se mais dirigida para o masculino e acentua as façanhas dos heróis e o fragor das armas.
O ciclo anterior dos Tuatha De Danann, a que pertence Eriu, Banba e Fotla, é mais equilibrado e, evidentemente, vem de uma época em que os povos celtas estavam mais abertos ao equilíbrio entre elementos masculinos e femininos de sua alma, refletindo em sua mitologia essa característica.

BANBA, é a Deusa irlandesa da Terra, representando a terra sagrada. Ela é a esposa de MacCruill e acredita-se que seja a primeira colonizadora da Irlanda. Um dos nomes da Irlanda é "A ilha de Banba das mulheres". É ainda uma Deusa da guerra e da fertilidade.

ERIU, é a mais antiga Deusa da Terra que representa a Irlanda é uma Rainha dos Tuatha De Danann. Como Deusa Solar, ela segura a taça dourada cheia de vinho tinto para os sucessivos reis da Irlanda. Isso significa sua união e a fertilidade do país. Uma mulher bonita e transmutadora de forma, ela pode modelar guerreiros a partir de torrões de terra. O nome poético para Irlanda, Erin, significa "a terra de Erui". Também era a Deusa que vigiava o Jardim Ocidental da Maçã da Imortalidade.

FLOTA era a Deusa das Divisões das Terras.
Essas três Deusas representavam a Soberania da Irlanda.

Deusa Flota

A ENTREGA DA TERRA
Acompanhado por seus guerreiros, Amergin seguiu até os emissários dos Tuatha De Danann, que os aguardavam em uma colina, não muito longe de Tailtiu, onde aconteceu a batalha mágica. No centro de um anel de pedras, MacGreine (o rei) e as três rainhas esperavam-nos.
Ao chegarem mais perto, Eriu aproximou-se para cumprimentá-los.
-"Sejam bem-vindos, filhos de Mil", falou. "Esta terra será sua, tal qual havia profetizado". -"Todo seu povo está se rendendo?", perguntou Amergin, com traços de dúvidas na voz. Eriu sorriu amigavelmente e respondeu:
-"Por longo tempo nós os aguardávamos. Sabíamos que viriam. Esta terra agora é sua por direito e nós nos renderemos sem mais nenhuma batalha".
-"Você me deixa muito feliz", afirma."Como lhes prometi, seus nomes serão dados a esta terra", confirma. "Algo mais desejam?"
- "Só queremos que honre a terra, pois nós somos a terra", disse Eriu. E continuando:
-"Nossos reis, dois dos quais já foram mortos, eram nossos guardas. Agora você deverá se transformar em guarda e suas esposas serão a terra que já fomos".
Amergin olhou para seus dois outros irmãos que o acompanhavam e falou:
-"Está bem, honraremos a terra como você deseja. Nós três nos transformaremos em seus guardas". -"Isso deve ser realizado corretamente", observou Eriu.
-"Como devemos fazer?", pergunta Amergin.
Eriu aproxima-se de Amergin, tira-lhe toda a roupa e sem se preocupar com toda a audiência une-se a ele. -"Sabe o que estamos fazendo? Estou rendendo-lhe a terra. Eu sou a Terra!".
Quando a semente de Amergin fluiu para dentro do ventre de Eriu, ela pede para que seu marido perfure seu abdômen com a espada, apenas da cintura para baixo. Eriu cai, enquanto seu sangue jorra como um rio sobre a terra.
Amergin, só conseguia sussurrar: "Por que?"
-"Nossas vidas foram confiscadas", disse-lhe ela, esforçando-se para manter-se sorrindo. "Para que você governe esta terra teve que unir-se a mim e agora eu devo unir-se com a terra. Agora poderá passar minha coroa de rainha para uma de suas mulheres."
-"Mas...!" fala perplexo Amergin. E Eriu lhe dá novas ordens:
-"Agora você deverá remover a cabeça de meu marido". O druida olhou para MacGriene, que já estava ajoelhando-se e curvando a cabeça ligeiramente. Amergin armou-se com espada e o decapitou. Por um momento o corpo permaneceu como estava, mas em seguida, a cabeça rolou pelo chão e a terra coloriu-se de
sangue.
-"Agora corte a minha", exclamou Eriu. Amergin tentou protestar, mas Eriu enfatizou:
-"Você deve terminar este ritual e cortar fora minha cabeça!". Mas Amergin não teve coragem de realizar tal ato e pediu para que um de seus guerreiro tomasse o seu lugar. E assim foi feito. Quando a cabeça de Eriu foi cortada e caiu ao chão juntamente com seu corpo, ele dissolveu-se como sal em água. O sangue foi absorvido pela terra e ela desapareceu completamente.
Depois o mesmo ritual se repetiu com Banba e Flota.
Amergim toma assim, posse de suas novas terras.

Deusa Banba

A DECAPITAÇÃO

Há mais de mil anos, nas terras úmidas e frias da Europa central, os povos celtas desenvolveram uma das fé mais misteriosa e fascinante já praticada: o Culto à Cabeça.
Os celtas consideravam que a cabeça humana era fonte suprema de poder espiritual. Eles cultuavam a cabeça humana como os cristãos cultuam a cruz. Para eles, a cabeça abrigava a alma, refletindo a divindade.Os inimigos derrotado nas batalhas forneciam um grande suprimento desses lúgubres troféus e alegres celebrações acompanhavam cada nova aquisição.
Após decapitar um valoroso inimigo, o guerreiro entoava um hino de louvor ao regressar ao lar, triunfante.
Os celtas decoravam seus templos com caveiras, exibiam-nas orgulhosos em suas casas e muitas vezes o copo em que sorviam o vinho era feito com pedaços de crânio. Fabricavam também cabeças artificiais com madeira, pedra e metal, para adornar seus lares, trajes, armas e arreios de cavalos. Acreditavam que isso trazia boa sorte, proteção contra o mal e até curava doenças.
Se o povo de Tuatha De Danann foi vencido, conforme rezava estas tradições, nada mais natural que deveria se seguir um ritual que culminasse com a decapitação.

Deusa Eriu

A TRÍADE

Para os celtas o número três é sagrado e mágico e expressava a visão que tinham do mundo. Este número estava representado graficamente como um "triskele", um símbolo solar de três braços derivado da roda, aparentado da "suástica", que continua a carregar uma imagem negativa, especialmente na Europa, nos Estados Unidos e em Israel, devido ao seu mau uso durante a Segunda Guerra Mundial. No "triskele" aparece a espiral dupla regressiva/evolutiva de seu equivalente oriental do YIN-YANG , porém contendo uma terceira espiral que supõe a genuína contribuição céltica à diferença entre a espiritualidade do Oriente e a do Ocidente. O
triskele era um símbolo arquetípico de grande poder e foi representado em todo o mundo celta.
Muitos Deuses e guerreiros celtas repetirão três vezes a mesma ação concreta antes de colher as vantagens que esperam dela: terão que confrontar três animais, seres malignos ou até mesmo calamidades naturais diferentes. Em certas ocasiões, terão de concluir três vezes uma aventura antes de dá-la por vencida ou realizar três feitos heroicos em vários lugares, distintos somente na forma, pois em essência trata-se sempre do mesmo, ou repeti-lo durante três dias consecutivos. Assim, para os celtas, entre o Bem e o Mal há a Indecisão, momento supremo em que o homem pode escolher o seu destino, orientando-se de um lado para outro; entre o dia e a noite existe há o crepúsculo; entre o branco e o negro há muitas matizes de cinza; entre o homem e a mulher está o filho, a obra que os une e ao mesmo tempo os separa e transcende e entre a vida e a morte, há o Outro Mundo, o lugar que a alma descansa e faz seu balanço para dar continuidade a sua grande e eterna aventura. Assim, o anão e o gigante seguem diferentes caminhos, mas acabam se dirigindo para um fim idêntico, pois sabem que a Deusa está em toda a parte, no princípio e no final, por mais estranhos que possam parecer os
paradoxos aparentes do mundo.

fonte do texto: acredito que o texto tenha sido pesquisado e desenvolvido pela Rosane Volpatto

fonte das fotos: tuathalunar.blogspot.com;  confrariadebruxos.blogspot.com;

20 de nov. de 2011

Deusa Ilmatar

Ilmatar, Deusa da Água.

Ilmatar é a deusa finlandesa da Água. Também chamada de Luonatar, era a grande mãe criadora que organizara o caos e criara a Terra.

Com imensos poderes criativos, Ilmatar era a filha virgem do ar e da natureza. Ela é mencionada no Kalevala, livro de poemas épicos do século XIX, como sendo um espírito virgem do ar. Kalevala é considerada uma das obras mais significativas da literatura finlandesa.

Segundo a mitologia, ela engravidou com o sopro do vento mas custou a dar à luz porque não existia a Terra. Com seu poder de magia, criou com cascas de ovos o Sol, a Lua, a Terra e as nuvens. Seu filho foi um grande inventor de cítaras.
A palavra Ilmatar deriva da palavra finlandesa Ilma, que significa ar. O sufixotar se refere ao feminino.
Se você quiser entrar em sintonia com a criatividade desta deusa, faça um belo arranjo de flores, acenda uma vela vermelha, um incenso de rosas e mentalize seu pedido.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Qetesh

Qetesh, Deusa Suméria.

Qetesh era uma deusa Suméria adotada pelos egípcios. Seu culto foi muito popular durante o Império Novo. Era deusa da fertilidade e do prazer.

Em suas representações, Qetesh está montada num leão e segurando serpentes em uma mão e na outra, uma flor de lótus. Também era considerada mulher do deus Min, deus da virilidade.

Era também chamada de “Senhora de Todos os Deuses”, “Senhora das Estrelas do Céu” entre outros nomes.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Belisama

Belisama, Deusa da Água.

No panteão celta, Belisama era uma deusa ligada aos lagos e rios e ao fogo e à luz. Muito cultuada na Gália e na Bretanha. Estava identificada à Minerva e também comparada à Brigid.

Também chamada de rainha do céu e deusa da arte de viver. Tudo ao seu redor se convertia em riqueza e alegria. Belisama era tida como a grande transformadora da realidade e criadora das mudanças mágicas.

Algumas fontes interpretam seu nome como “a luminosidade do verão”. E de acordo com o mito, ela era esposa do deus Belenos, cujo nome significava “brilhante”.

Essa deusa também está associada à práticas curativas. Há um rio na Inglaterra que levava seu nome. Hoje o rio chama-se Riblle.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Atargatis

Atargatis, Deusa Síria.

Atargatis é a deusa síria do céu, do mar, da chuva e da vegetação.

Era uma deusa poderosa com atributos complexos. Como deusa celeste, surgia cercada de águias, viajando sobre as nuvens. Como regente do mar, uma deusa serpente ou peixe. E ainda, a deusa fertilizadora da chuva, com a água vindo das nuvens e das estrelas.
Conta uma lenda antiga que Atargatis desceu do céu como um ovo, do qual surgiu uma linda deusa sereia. E por ser considerada como Mãe dos Peixes, os sírios se recusavam a comer peixes ou pombos, que eram considerados animais sagrados.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Hina

Hina, Deusa Polinésia.

Na Polinésia, a deusa Hina também é conhecida com o nome de Tapa. Ela era uma deusa complexa e estava relacionada a muitos símbolos.

Às vezes era representada como uma deusa lunar ou como a rainha guerreira da Ilha das Mulheres.

Em alguns mitos, ela é descrita como sendo a primeira mulher da Terra e de cujo ventre nasceram todos os outros seres vivos do planeta. Ou então como uma mulher com dois rostos, um olhando para frente e outro para trás.

De acordo com o mito mais difundido, Hina que era filha de Navahine, deusa da Serenidade, namorava uma enguia. A comunidade em que vivia ficou enfurecida com Hina e decidiram matar o animal. Mas depois do feito descobriram que a enguia era na verdade, um deus. Hina desesperada enterrou a cabeça dele e no dia seguinte, em seu lugar, nasceu um coqueiro.

Em outra fonte, esse deus se chamava Tangaroa e era uma deidade do mar e dos peixes, exercendo também influência sobre os répteis. Tinha personalidade agressiva e suas ondas gigantes engoliam grandes porções de terra, além de matar muitas pessoas com suas tempestades. Foi casado com Hina mas esta teria abandonado-o tempos depois para ir viver com a Lua.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Chang O

A Imortalidade e Chang O.

Conta a lenda que Chang O vivia na Terra com seu marido, um homem forte e considerado pelo povo como o melhor caçador da região. Os Deuses para recompensar sua destreza, lhe enviaram um elixir da imortalidade. Mas um dia, Chang O estava arrumando a casa e encontrou a bebida. A tomou sozinha sem compartilhá-la. Depois se deu conta do que fez e se sentindo envergonhada foi se esconder na Lua, onde passou a viver com uma lebre.

Em outra versão, Chang O é considerada a guardiã do elixir da imortalidade. E o seu marido com ciúmes, tentou roubá-la. A Deusa ficou enfurecida e resolveu ir morar na Lua abandonando-o. De lá, diz-se que Chang O cuida das mulheres para que estas não deixem seus maridos “roubarem” seu poder.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica