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16 de dez. de 2011

Deusa Râdhâ

Deusa hindu do amor, Râdhâ. Também chamada de “A mais amada”.
Era pastora entre os gopis do deus Krishna. Foi sua amiga de infância e depois amante. O amor entre o Deus e Râdhâ foi imortalizado em vários poemas.
O nome Râdhâ quer dizer beleza, brilho. O mais comum de seus epítetos é Radhika, que significa aquela cujo culto à Krishna é poderoso.
Alguns autores consideram Râdhâ como a representação da alma humana atraída para a Divindade. Para outros autores, Râdhâ e Krishna juntos simbolizam a verdade absoluta.
Râdhâ é vista como a potência primordial interna do Senhor. O culto à Râdhâ em Vrindavan é bastante difundido. Esse era o lugar onde Krishna diz ter vivido. A importância de Râdhâ ultrapassa até mesmo a importância de Krishna. E o amor de Radha por Krishna é como o mais perfeito principalmente por causa da sua natureza infinita e incondicional. Ela é “Seu coração e alma”.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Roma e a Crença Crística do Natal

CRISTIANISMO E MITRAISMO NA ANTIGA ROMA

"ELE"
1. Nasceu numa manjedoura no dia 25 de dezembro e foi venerado por humildes pastores;
2. Celebrou uma Santa Ceia, junto com 12 discípulos, antes de voltar à casa do Pai;
3. Ascendeu ao Céu de onde prometeu voltar no fim dos tempos para o Juízo Final;
4. Garantiu a vida eterna a quem se batizasse.

Estamos falando de Cristo? Absolutamente não! Estas são apenas algumas das peculiaridades do deus Mitra, cujo culto, começado na Pérsia não menos de 4000 anos atrás, difundiu-se em todo o território do Império Romano chegando a ser uma das religiões mais bem sucedidas (mais popular que o próprio cristianismo) durante quase quatro séculos seguidos.
Como atestam os antigos textos em sânscrito (1400 a.C.), na religião dos antigos Persas, Mitra (ou Mithras da palavra mihr, sol) era considerado uma divindade inferior a Ormuzd, o Ser Supremo, mas superior ao deus Sol. Durante o período védico do hinduísmo Mitra (associado a Varuna) era o deus da criação, da ordem universal e da amizade. Os Magos afirmavam que existia uma Trindade formada por Mitra (o sol espiritual, o Sol Dominus Invictus dos Romanos), Ormuzd e Ahriman. Mitra era onissapiente, inimigo da escuridade e do mal, deus das vitórias militares.
Protetor dos justos, agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Ele encarnou-se para viver entre os homens e enfim morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis comemoravam a sua ressurreição durante cerimônias onde eram proferidas as palavras:
"Aquele que não irá comer o meu corpo e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo"
Mitra era tido como Logos (a Palavra) e a purificação mediante o batismo era necessária para obter a vida eterna. Existiam sete níveis de iniciação, cada um coligado a um planeta: Corax (Mercúrio), Nymphus (Vênus), Miles (Marte), Leo (Júpiter), Perses (Lua), Heliodromos (Sol) e, enfim, Padre (Saturno). Assim como entre os Essênios, os iniciados de grau inferior (os aprendizes: Corax e Nymphus) tinham que servir os iniciados de nível superior: os companheiros (Miles e Leo), os mestres (Perses e Heliodromos) e o venerando Padre.
O mitraísmo que entrou no Império Romano era uma mistura de mitraísmo persa, astrologia babilônica e mistérios gregos. Os primeiros contatos entre o mundo romano e mitraístas persas datam do I século antes de Cristo, como atesta uma epígrafe de Antíoco I de Comagene (69-34 a.C.) encontrada na Ásia Menor. Sabe-se, também, que adoradores de Mitra já existiam em Roma na época de Pompeu (67 a.C.) quando, de acordo com o historiador Plutarco, tropas desse triúnviro descobriram os "rituais secretos" de prisioneiros capturados na Cilícia (a terra de São Paulo). Entretanto os restos mais antigos do culto de Mitra no território do Império Romano foram encontrados na cidade de Carnuntum (próxima do Rio Danúbio).
Uma legião romana, a XV Apollinaris, foi enviada de Carnuntum à Ásia para combater contra Judeus e Persas e, quando regressou, construiu um templo consagrado a Mitra.
Em Roma surgiram mais de 700 templos dedicados a esse novo deus e mais ainda foram construídos na cidade de Óstia. Todavia o culto foi oficialmente aceito no Império só a partir do fim do segundo século e alcançou o apogeu de sua popularidade no terceiro século da nossa era. Como para os cristãos, entre os fâmulos de Mitra não havia discriminação social mas, enquanto os primeiros pertenciam principalmente à pequena burguesia urbana, o mitraísmo essencialmente mostrava-se difuso entre três classes: os mercantes, os escravos e os militares. Sendo os soldados destacados ao longo das compridas fronteiras imperiais, restos desse antigo culto foram encontrados em abundância onde existiam guarnições e fortes romanos.
O culto de Mitra era uma religião misteriosa e simbólica; as mulheres ficavam excluídas das formas exteriores e regulares da liturgia. Muitos elementos de sua organização lembram os da moderna Maçonaria. Os templos subterrâneos reproduziam o firmamento enquanto a arte mitraísta insistia na representação de corpos celestes (o zodíaco, os planetas, o sol, a lua e as estrelas) como também da serpente, do cão, do corvo, do escorpião (todas constelações do hemisfério boreal) e da árvore. Sempre foi uma religião privada que jamais recebeu verbas
públicas, sendo os templos de Mitra singelos e despidos daquela ostentação que caracterizava as basílicas paleo-cristãs. Se por um lado esse culto, devido sua grande tolerância em relação aos outros credos, nunca foi perseguido, por outro lado nunca gozou da propaganda resultante de persecuções recorrentes.
A história de Mitra principia com o Demiurgo (Ahriman) oprimindo a humanidade. Apiedado, Mitra encarnou-se no dia 25 de dezembro, data que na antiguidade correspondia ao solstício de inverno. Ele nasceu de uma rocha e pregou numa caverna (também Jesus veio ao mundo numa gruta) porém, segundo a mitologia persa, Mitra fora generado por uma virgem denominada "Mãe de Deus". Durante sua vida terrena Mitra manteve-se casto, pregou a irmandade universal e operou inúmeros milagres. Outrossim, o acontecimento mais marcante foi a luta simbólica de Mitra contra o touro sagrado (ou touro equinocial) que ele derrotou e sacrificou (tauroctonia) em prol da humanidade. Todavia, como nos antigos textos persas o próprio Mitra era o touro, a tauroctonia adquire o dúplice significado de vitória sobre o mundo terreno e de auto-sacrifício da divindade a fim de redimir o gênero humano de seus pecados.
Em época romana o touro podia ser trocado por um carneiro, sendo assim este animal o objeto do sacrifício, conforme à tradição judaica e cristã. O apologista cristão Tertuliano afirma que os sequazes de Mitra eram batizados com borrifos de sangue do touro (ou do carneiro) e, finalmente, purificados com água.
No sétimo século a Igreja católica tentou, sem êxito, de suprimir a
representação de Cristo como carneiro, justamente por ser esta uma imagem de origem pagã.
São Justino Mártir atesta que existia uma eucaristia de Mitra onde os fiéis compartilhavam pequenos pães redondos e água consagrada simbolizando, respectivamente, a carne e o sangue do deus encarnado. Este ritual, que ocorria aos domingos (dia da semana consagrado ao Sol), era chamado Myazda e correspondia exatamente à missa dos cristãos.
Mitra não morria fisicamente, mas apenas simbolicamente e, como divindade solar, ressuscitava todo ano. Cumprida a missão terrena, ele jantava pela derradeira vez com seus discípulos e subia ao Céu. Seus adeptos tinham que jejuar frequentemente e, após terem recebido um marco na testa (no nível Miles, soldados), passavam a ser chamados "Soldados de Mitra".
No início do IV século o imperador Constantino apoiou-se às religiões emergentes: o cristianismo e os cultos solares, ou seja o de Apolo (popular entre os Celtas) e o de Mitra, extremamente difuso na parte Ocidental do Império onde, ao contrário, os cristãos ainda eram minora. De forma alguma Constantino pode ser considerado um soberano cristão pois, como os demais imperadores, nunca renunciou ao título de pontifex maximus. Ademais, ele privilegiou os pagãos nos cargos administrativos e a casa da moeda romana continuou a cunhar moedas mostrando símbolos pagãos.
O mitraísmo sumiu oficialmente em 377 d.C., data em que o imperador cristão Teodósio proibiu todas as religiões diferentes do cristianismo. Pequenos grupos de adeptos continuaram secretamente a prática do culto até o V século quando os bispos desencadearam ásperas perseguições contra os cultos solares.
Surpreendentemente a própria Igreja cristã incorporou boa parte das práticas mitraístas como a liturgia do batismo, da crisma, da eucaristia, da páscoa, e a utilização do incenso, das velas, dos sinos, etc. Até as vestimentas usadas pelo clero católico eram extremamente parecidas com as dos sacerdotes de Mitra, como a tiara e a mitra, barretes usados pelos antigos persas. Se não tivesse sido por uma extravagância do destino, observam divertidos os escritores Knight e Lomas, as modernas famílias devotas iriam para a missa dominical tendo os vidros de seus carros enfeitados por adesivos com a escrita "Mitra te ama".
Em síntese, quando o cristianismo começou a ganhar popularidade, difundindo-se na Europa e em todas as partes do Império, os primitivos cristãos incorporaram à sua religião os cultos anteriores bem-sucedidos, como, por exemplo, o da deusa Ísis, tomando deliberadamente imagens do mundo pagão.
Os cristãos sempre afirmaram que os adeptos de Mitra copiaram seus ritos, mas já vimos que, na verdade, esse culto solar chegou em Roma pelo menos um século antes dos primeiros apóstolos. Ademais, a imagem da tauroctonia é bem mais antiga que Cristo pois o patrimônio figurativo da glíptica do Império de Akkad (2370-2120 a.C.) documenta cenas de luta entre um deus solar e um touro. No milênio sucessivo, durante o reinado de Shuppiluliuma (cerca 1500 a.C.), num tratado com um soberano hitita é invocada a proteção de duas divindades solares: Mitra e Varuna.
Com efeito, somente entre os anos 4000-2000 a.C. o sol nascia, aos equinócios, na constelação do Touro e só naquela época as constelações do Cão Menor, da Hidra (a serpente), do Corvo e do Escorpião se encontravam no Equador celeste.
Ocasionalmente um leão e uma taça apareciam na tauroctonia: simbolicamente representavam as constelações do Leão e do Aquário que só se achavam em conjunção com o Sol durante os solstícios na Idade do Touro.
Os antigos astrônomos da Babilónia fizeram precisas observações astronômicas chegando a descobrir que, ano após ano, o sol não despontava sempre no mesmo canto mas o plano equinocial se deslocava lentamente com a "velocidade" de uma constelação em cada 2160 anos. Consequentemente o plano equinocial percorre todo o zodíaco em 25.900 anos, um movimento cíclico conhecido como precessão dos equinócios.
Nesse sentido a cena de Mitra (representado pela constelação de Perseu) que mata o touro pode ser interpretada como a rotação da abóbada celeste em direção da constelação de Áries, sucessiva à constelação do Touro. Mitra, o sol espiritual que se encontra além da esfera das estrelas fixas, seria portanto a força cósmica capaz de governar o ciclo das estações: a eterna sequência de outono-primavera, de luz-obscuridão, na espera da vitória final da Luz sobre as trevas, da Vida sobre a morte.

Bibliografia
Cumont F. "The Mysteries of Mithra", Dover Pubns, ISBN: 0486203239, (2001).
Rittatore Vonwiller F. et al. " Preistoria e Vicino Oriente Antico", UTET, Torino (1969).
Ulansey D. "The Origins of the Mithraic Mysteries: Cosmology and Salvation in the Ancient World", Oxford University Press, Oxford (1991).
Brown P. "The World of the Late Antiquity", Thames & Hudson Ltd., London (1971).
Levi M.A. "L' Impero Romano", UTET, Torino (1971)
Lavigny S. "Decadenza dell' Impero Pagano", Ferni Editore, Ginevra (1973).
Knight C. & Lomas R. "The Hiram Key", ISBN: 8804421436, (1996).

CONSELHO DE BRUXARIA TRADICIONAL NO BRASIL

4 de dez. de 2011

Deuses Astecas

Acolmiztli: o deus do Submundo.

 

Acolnahuacatl: outro deus do submundo.

Amimitl: deus dos lagos.

Atl: deus da água.

Camaxtli: deus da guerra, da caça e do destino.Criador do fogo.Criou o mundo juntamente com outros três deuses.


Atlaua: deus protetor dos pescadores e da água. Chamado de "senhor das águas". Associado com a flecha.

 

Centeotl: deus do milho.

Centzonuitznaua: deus das estrelas do sul.Irmão rebelde do deus do sol Huitzilopochtli.

Chalchiuhtlatonal: outro deus da água.

Chalchiuhtlicue: deusa matrona dos rios, córregos e do casamento.Dominava todas as águas da terra.


Chalchiutotolin: deus da epidemia.

Chalmecacihuilt: a deusa do submundo.

Chalmecatl: outra deusa do submundo.

Chantico: deusa da terra e dos fogos do vulcão.

 

Chicomexochtli: deus dos pintores.

Chiconahui: deusa da terra e guardiã da família.

Cihuacoatl: deusa mãe da Terra. Matrona do parto e dos que morreram durante o parto. Frequentemente retratada com uma criança nos braços.


Chicomecoatl: deusa do milho. Seus simbolos são uma espiga e o trigo.



Citlalatonac: deus que criou as estrelas com Citlalicue.

Citlalicue: deusa que criou junto com Citlalatonac as estrelas.

Ciucoatl: deusa da terra.

Coatlicue: deusa da terra e do fogo.
Cochimetl: deus dos mercadores e comerciantes.

 

 

 

 

Coyolxauhqui: deusa da lua e da terra. Possui poderes mágicos com os quais ela pode causar um grande dano.

Ehecatl: deus dos ventos. Uma forma de Quetzalcoatl, ele pode dar vida a tudo o que é inanimado.

Huitzilopochtli: poderoso deus da guerra, do sol e das tempestades. É representado por um beija-flor.


Huixtocihuatl: deusa da fertilidade. conectada com o sal e o sal marinho. Ela é a sábia irmã de Tlaloc.

Itzlacoliuhque: deus da faca de obsidiana.

Itzli: deus da faca de pedra, e do sacrifício.

Itzpapalotl: deusa da agricultura.

Ixtlilton: deus da cura, da medicina, das festa e jogos.

Malinalxochi: deusa feiticeira com poder sobre escorpiões, serpentes e picadas de outros insetos venenosos do deserto.

Metztli: deus da lua.

Mictlantecutli: senhor dos mortos e soberano do submundo asteca. Muitas vezes visto como um esqueleto ou uma figura vestindo um crânio. Seus animais são a aranha, morcego e coruja.


Mixcoatl: deus da caça e da guerra. Também é senhor da estrela polar.

Nanauatzin: deus que se sacrificou em um incêndio para que o sol pudesse brilhar no mundo.

Omecihuatl : deusa criadora.

Ometecuhtli: deus criador e deus do fogo. O deus supremo do panteão asteca. Reinou sobre a dualidade e a unidade dos opostos.

Opochtli: deus da pesca, da caça e da ornitologia.

Patecatl: deus da saúde e da fertilidade.

Paynal: deus mensageiro.



 

 

 

Quetzalcoatl: Criador legislador deus e sábio. Deus do vento, da água e da fertilidade.Representado por uma pele e barba luminosas, ou como penas, voando sobre uma cobra.


Tecciztecatl: deus da lua.

Teoyaomqui: deus dos guerreiros mortos.

Tepeyollotl: Deus das cavernas e da terra. Acredita-se que cria terremotos e eco. Seu animal é o jaguar.

Teteoinnan: Mãe dos deuses.

Tezcatlipoca: deusa da noite e das coisas materiais.

Tlahuixcalpantecuhtli :Deus da madrugada e Vênus como estrela da manhã. Um aspecto de Quetzalcoatl.


Tlaloc: deus da chuva, agricultura, fogo e da alma.

 

Tlazolteotl: deusa do sexo.

Tonatiuh: deus asteca do sol e dos guerreiros.

Tzitzimime: deus das estrelas.

Ueuecoyotl: deus do sexo e dos casamentos irresponsáveis.

Tlaltecuhtli: deus monstro da terra.


Xilonen: Deusa do milho. Chamado de "a peluda" para as bordas do milho.

Xipe Totec: Deus da agricultura, da primavera e do giro das estações. Transforma-se a cada ano para oferecer alimentos para consumo humano (como uma semente de milho perde a sua pele exterior). Depois de perder a sua pele, ele apareceu como um deus brilhante, dourado.

Xiuhcoatl: Fogo-cobra. Deus da seca e da terra arrasada.

Xiuhtecutli: Também chamado Huehueteotl. A divindade do panteão sênior asteca. Ele é a personificação da luz na escuridão, o calor no frio, e a vida em morte. Muitas vezes representado com um rosto vermelho ou amarelo.


Xochipilli: Deus de flores, amor, jogos, beleza, música e dança.



 

 

 

Xochiquetzal: Deusa dos pássaros, borboletas, canto, dança e amor. Também uma protetora de artesãos, prostitutas, mulheres grávidas e nascimento.

Xocotl: deus do fogo e das estrelas.


Xolotl: Deus do raio que guia os mortos para o submundo. Visto como o irmão gêmeo de Quetzalcoatl. Retratado como um esqueleto ou um homem com a cabeça de um cachorro.

 

Yacatecuhtli: Deus dos mercadores viajantes.

fonte das fotos: (1) gatomistico.blogspot.com; (2) pt.wikipedia.org; (3) cantinhodosdeuses.blogspot; (4) azteccalendar.com; (5) pt.wikipedia.org; (6) mirhyamcanto.blogspot.com; (7) taringa.net; (8) pt.wikipedia.org; (9) whiterosesgarden.com; (10) en.wikipedia.org; (11) plu.edu; (12) latinamericanstudies.org; (13) pt.wikipedia.org; (14) inferneko.deviantart.com; (15) vopus.org.

Deuses Romanos

Abundita - Abonde ou Abundantia, Deusa romana da agricultura, cujo nome significa e invoca a abundância.

Acca Larentia - Mãe dos lares, protetores romanos dos lares.

Aestas - Deusa romana do verão e da colheita do milho.

Angerona - Deusa romana do silêncio, do medo e da ordem.

Angitia - Deusa romana da cura, invocada para curar mordidas de serpentes.

Aradia - Filha da deusa Diana, regente da Lua e da Terra.

Befana - Representação romana da magia, transformada em personagem folclórico.

Bellona - Deusa romana da guerra, identificada a Vacuna, Nério e assimilada a Mah-Bellona.

Bona Dea - A Boa Deusa, padroeira romana da cura, reverenciada somente por mulheres, semelhante a Angitia, Ops, Ceres, Rhea e Tellus Mater.

Bruma - Deusa romana do inverno.

Cardea - Deusa romana guardiã da vida doméstica, protetora das portas e das crianças contra os espíritos malignos.

Carmenta - Deusa romana da cura, detentora de poderes proféticos e protetora dos nascimentos.

Carna - Deusa romana do bem-estar físico.

Ceres - Deusa romana da fertilidade da terra, da agricultura e dos cereais, protetora das mulheres, da maternidade e da vegetação.

Dea Dia - Antiga deusa romana da agricultura, identificada com Acca Larentia e Ceres.

Diana - Deusa romana da lua, da caça e das florestas, padroeira dos animais, das crianças e das mulheres. Equivalente da grega Ártemis, tornou-se a padroeira das bruxas medievais.

Egeria - Deusa romana da sabedoria e das profecias.

Fauna - Deusa romana representando a fertilidade da Terra, associada a Bona Dea, Cibele, Mater Matuta, Ops e Tellus Mater.

Februa - Deusa romana da purificação.

Felicitas - Deusa romana da felicidade, equivalente a Eutychia.

Flora - Deusa romana da primavera, das flores, das alegrias e prazeres da juventude.

Fortuna - Deusa romana da sorte, identificada com a grega Tyche.

Fortuna Redux- Deusa romana protetora das viagens.

Justicia - Deusa romana da justiça.

Juturna - Deusa romana das fontes e dos lagos.

Juventas - Deusa romana da juventude.

Larunda - Deusa romana protetora do lar.

Libera - Deusa romana da viticultura e fertilidade.

Libertas - Deusa romana da liberdade.

Lucina - Deusa romana da luz e dos nascimentos, formando uma tríade juntamente com Diana (o crescimento) e Hécate (a morte).

Luna - Deusa lunar romana, reguladroa dos meses e das estações do ano.

Maia - Deusa romana da primavera e do calor vital.

Mana - Deusa romana protetora das casas.

Mania - Deusa romana protetora das casas.

Mater Matuta - Deusa romana da alvorada, protetora das crianças, das mães e dos marinheiros.

Meditrina - Deusa romana da cura.

Mens - Deusa romana padroeira da mente, dos meses, dos números e dos calendários.

Minerva - Personificação romana do pensamento, dos cálculos e das invenções, padroeira das habilidades criativas e guerreiras, semelhante a Athena.

Moneta - Deusa romana da riqueza.

Muta - Deusa romana do silêncio.

Neria - Deusa romana da guerra, esposa do deus Marte.

Ops - Deusa romana da terra, protetora da agricultura e dos recém-nascidos, esposa de saturno.

Orbona - Deusa romana, protetora das crianças.

Pales - Deusa romana dos animais domésticos.

Parcas - Deusas romanas do destino, equivalentes às gregas Moiras e às Norns nórdicas.

Pax - Deusa romana da paz e da ordem.

Poena - Deusa romana da retaliação.

Pomona - Deusa romana das árvores frutíferas.

Praxidike - Deusa romana dos juramentos.

Proserpina - Antiga deusa romana da germinação das sementes, transformada depois em equivalente de Perséfone.

Robigo - Deusa romana dos cereais.

Rumina - Deusa romana, protetora das mães e das crianças.

Sabina - Deusa romana da fertilidade.

Salácia - Deusa romana da água salgada.

Salus - Deusa romana da saúde e da cura.

Sapientia - Deusa romana da sabedoria.

Strenia - Deusa romana da saúde, protetora dos jovens.

Tácita - Deusa romana da ordem e do silêncio.

Tanith - Deusa romana da lua, das estrelas e da noite.

Tellus Mater - Deusa romana da terra, da natureza, da fertilidade e dos juramentos.

Vagitanus - Deusa romana dos recém-nascidos.

Vanth - Deusa romana da morte.

Vênus - Deusa romana do crescimento, da beleza, da natureza e do amor sensual, equivalente a Turan e a Afrodite.

Vesta - Deusa romana, protetora do lar e da lareira, guardiã da chama sagrada idêntica à grega Héstia.

Victoria - Deusa romana da vitória, análoga à Sabina Vacuna e à grega Nike.

fonte da foto: www.romaparati.blogs.sapo.pt

Deuses Gregos

Afrodite - Uma das doze principais divindades olímpicas gregas, inicialmente a rainha do céu fenícia, convertida na personificação da beleza física, do amor e da sensualidade.

Agraulós - Deusa grega do orvalho, irmã de Pandrosós.

Androktiasi - Deusas gregas dos infortúnios e dos sofrimentos.

Ariadne - Deusa cretense do amor e da fertilidade, convertida em simples heroína pelos mitos gregos.

Ártemis - A mais completa das doze divindades olímpicas, representa as variações da natureza feminina como deusa virgem lunar, ninfa caçadora, padroeira das florestas e dos animais, mãe protetora das crianças e dos nascimentos ou deusa guerreira das Amazonas.

Astrea - Deusa grega da justiça, da perfeição e das estrelas.

Athana Lindia - Deusa grega da colheita.

Athena - Deusa grega da ordem, da justiça, da sabedoria, das artes e da estratégia, originariamente uma deusa lunar minuana protetora do lar e da comunidade.

Aurora - Deusa grega da alvorada, equivalente a Eos.

Baubo - Deusa grega do riso e da alegria.

Bendis - Deusa lunar grega, reverenciada na Trácia, identificada com Ártemis, Hécate e Perséfone.

Britomartis - Deusa lunar cretense associada à terra, às árvores e aos animais selvagens, identificada a Ártemis.

Cárites - Deusas gregas da graça e da beleza.

Chloris - Deusa grega dos brotos e das flores, similar a Flora.

Cypria - O nome dado a Afrodite no Chipre, sua terra natal.

Deméter - Deusa grega da fertilidade da terra, da agricultura e dos cereais, uma das doze divindades olímpicas, protetora das mulheres.

Dike - Ou Diccia, Uma das Horas gregas, representa a ordem na natureza e na sociedade, junto com sua irmãs Poena e Adicia.

Dríades - Ninfas gregas das árvores.

Enyo - Deusa grega da guerra, equivalente a Bellona.

Eos - Deusa grega da alvorada.

Erínias - Ou Fúrias, Deusas gregas da justiça e vingança, irmãs de Moiras, guardiãs do mundo subterrâneo, auxiliares de Nêmeses.

Eris - Deusa grega da discórdia e da guerra.

Eurydice - Deusa serpente grega, soberana do mundo subterrâneo, uma ninfa esposa de Orfeu.

Eurynome - A mais antiga deusa criadora grega.

Eutychia - Deusa grega da felicidade, equivalente a Felicitas.

Górgonas - Deusas gregas do poder oculto.

Hebe - Deusa grega da juventude.

Hécate - Deusa grega da lua minguante, da noite e da magia, guardiã dos caminhos e senhora da sabedoria.

Hemera - Deusa grega da luz solar e da alvorada.

Hera - Uma das doze divindades do Olimpo grego, filha de Rhea e Cronos, esposa de Zeus, mãe de Ares, Hebe e Hefáistos, padroeira dos casamentos e nascimentos.

Hygéia - Deusa grega da saúde e da cura.

Ino - Deusa grega da água e da agricultura.

Io - Deusa lunar grega, precursora de Hera.

Irina - Ou Eirene, Deusa grega da paz, filha de Themis e Zeus, cuja equivalente romana era Pax.

Íris - Mensageira grega da luz, deusa do arco-íris.

Leto - Deusa grega da noite, mãe de Ártemis e Apolo.

Leucothea - Deusa grega da alvorada.

Ma - A “Senhora dos Animais” da Antólia, adotada pelos gregos e romanos como deusa da agricultura Na África do Sul, Ma era a deusa da fertilidade.

Melissa - Deusa cretense das abelhas.

Mnemosyne - Deusa grega da memória e inteligência.

Moiras - Ou Parcas, As deusas gregas do destino, equivalentes às Parcas romanas.

Musas - Deusa gregas da arte, ciências e inspiração.

Nike - Deusa grega da vitória, equivalente à romana Victoria, um dos atributos de Pallas Athena.

Ninfas - Deusas gregas da Natureza.

Nyx - Deusa grega da noite, mãe de Hemera semelhante a Leto.

Pandora - Ou Anesidora, Deusa grega da terra e da abundância, um dos atributos de Gaia.

Pandrosós - Deusa grega da agricultura e fiação.

Perséfone - Deusa grega da morte e rainha do mundo subterrâneo, filha de Deméter, esposa de Hades.

Perseis - Ou Perse, Antiga deusa lunar grega.

Plêiades - Também conhecidas por Vergiliae ou Krittikas, eram as sete filhas da ninfa Pleione, transformadas em constelação.

Prosymna - Deusa grega da Terra e da natureza.

Pyrrha - Deusa grega do fogo telúrico, filha de Pandora.

Rhea - Mãe dos deuses gregos, filha de Gaia e Urano, esposa de Crono, reverenciada nas ilhas gregas, assimilada pelos romanos no culto de Bona Dea e Óps.

Selene - Deusa lunar grega, senhora das estrelas, equivalente a Luna e Levanah.

Skira - Antiga deusa grega das colheitas.

Tethys - Deusa grega do mar, filha de Gaia e de Uranos, mãe das Náiades e das Oceânides.

Thea - Deusa grega da luz solar e lunar.

Themis - Deusa grega da ordem e da justiça, mãe das Horas, das Hespérides e das Moiras.

Tyche - Deusa grega da boa sorte, idêntica à romana Fortuna.

fonte da foto: www.onossocasamento.pt

Deuses Celtas

Ahes
Ou Dahut – Deusa celta do amor e da sexualidade.

Ailinn
Deusa celta do amor e da fertilidade.

Aima
A Grande Mãe celta da antiga Espanha, regente do céu e dos planetas, equivalente a Binah da Cabala.

Aine
Deusa solar celta, regente do amor, da sexualidade, da natureza e da boa sorte.

Akurime
Deusa celta da vida, da beleza e do amor.

Andraste
Deusa celta da guerra, “A Invencível”.

Aobh
Deusa celta do tempo, senhora da névoa.

Arduinna
Deusa celta guardiã das florestas’.

Arenmetia
Padroeira celta da águas curativas.

Argante
Deusa celta da saúde e da cura.

Arian
Deusa celta da abundância e do bem-estar.

Basihea
Deusa celta do céu, dos pássaros e das viagens.

Blathnat
Deusa celta da sexualidade e da morte.

Blodewedd
Deusa celta das flores, do amor e da magia.

Boann
Deusa celta da inspiração, das artes e da fertilidade.

Brighid
Brigid, Bridhit ou Brigit, Tríplice deusa celta presidindo a cura, as artes, a magia, padroeira do fogo e do lar, semelhante à romana Vesta e à grega Héstia.

Cailleach
Deusa celta da Terra e Natureza, a Anciã ancestral da Escócia.

Carman
Deusa celta da guerra.

Cathubodua
Deusa celta da guerra que assumia a forma de corvo durante as batalhas.

Ceadda
Deusa celta das fontes.

Cerridwen
Deusa celta dos grãos, da inspiração e da sabedoria, detentora do caldeirão da transmutação.

Clidna
Deusa celta das ondas do mar.

Cliodhna
Deusa celta da beleza e sedução.

Cliodhna
Deusa celta da beleza e da eloquência.

Coventina
Deusa celta da água, semelhante a Boann, Belisama, Sinann e Sulis.

Domnia
Padroeira celta dos menires e das pedras.

Druantia
Padroeira celta das árvores.

Epona
Deusa equina celta, adotada pelos romanos, protetora dos cavaleiros e dos animais.

Etain
Deusa equina e solar celta.

Fand
Deusa celta do mar, do amor, do prazer e da cura.

Grainne
Deusa celta da luz solar e do amor.

Habonde
Deusa da abundância, de origem celta e germânica, semelhante a Abundita e Fulla.

Inghean Bhuidhe
Deusa celta do verão.

Ker
Deusa celta dos cereais e da colheita.

Latiaran
Deusa celta da colheita, irmã de Inghean Bhuidhe (do verão) e de Lasair (da primavera).

Macha
Deusa tríplice celta, formando juntamente com Badb e Neman a personificação da guerra.

Mari
Deusa celta dos bascos, presidia a chuva e punia os ladrões e os mentirosos Também uma deusa hindu da morte, identificada com Durga.

Mocca
Deusa celta da Terra.

Morgen
Ou Mogan Le Fay, Deusa celta da agua, rainha das Fadas, Senhora de Avalon.

Nehelennia
Deusa celta, guardiã dos caminhos.

Nemetona
Deusa celta da guerra e dos bosques sagrados.

Sulis
Deusa celta da cura, considerada um aspecto da deusa Brighid e da deusa Minerva.

Tlachtga
Deusa celta dos raios e das revelações súbitas.

Três Mães
Ou Três Matres, Deusas celtas doadoras da vida e da morte, reverenciadas pelos ciganos como “As três Marias”.

Yngona
A grande mãe dos celtas.

fonte da foto: http://branmorrighan.blogspot.com/2010/03/principais-deuses-e-herois-celtas.html

Deusa Lilith

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Lilith, em gravura de John Collier(1892).

 

 

 

 

 

 

Estátua babilônica em terracota atribuída a Lilith de 1.500-2000a.C

 

Lilith como serpente em pintura de Michelangelo em 1510 d.C

Lilith (ou Lilit) (em hebraico: לילית) é um demônio feminino da mitologia Babilônica que habitava lugares desertos. Esta é referida em diversos textos antigos sendo o mais notável o Antigo Testamento.

Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai 81: 455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. Esta afirmação, no entanto, surge apenas, pela primeira vez, no Talmude Babilónico composto por volta do Século VI, sendo que nunca antes havido existido esta conexão a Adão e Eva nem tão pouco à Criação.

Mais recentemente, esta história, tem sido cada vez mais adotada sendo até discutida se é ou não contada na Bíblia. Porém, além da passagem referida abaixo, esta não é mais referida.

 

Na Bíblia

Lilith como a serpente em pintura de Rafael Sanzio em 1508 d.C

 

 

 

 

 

 

Lilith como serpente na fachada da Catedral de Notre-Dame de Paris (1163 d.C)

No primeiro capítulo do Livro de Gênesis, versículo 27, está escrito que: "Deus criou o homem à sua imagem e semelhança; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher." porém no segundo capítulo versículo 18: '"O Senhor Deus disse: "Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada." e é apenas no versículo 22 do segundo capítulo que Eva é criada: "E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.".[1] É possível que no primeiro capítulo a mulher criada seja Lilith e levando em consideração o versículo 23: "Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada." podemos verificar na expressão de Adão "...esta sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!..." a afirmativa de existência de outra criatura que não era qualificada como mulher e que não se podia se submeter a ele pois era independente, estava no mesmo nível de criação, a mesma altura de Adão. Em algumas traduções o texto "esta sim..." aparece como"agora sim, esta ..." o que não parece ser um erro de tradução mas uma evidência da afirmação na narrativa.

Lilith pode ter sido retirada da Bíblia durante algum dos Concílio de Trento, a interesse da Igreja Católica, para reforçar o papel das mulheres como devendo ser submissas, e não iguais, ao homem. Porém muitas pinturas e esculturas a retratam como a serpente que tentou Eva a comer o pomo do conhecimento.

Uma interpretação possível é de que ela seja a mulher que Caim encontrou depois de ser expulso e, portanto, tendo com ele seu primeiro filho, Enoque e fundando uma cidade de mesmo nome.

Em Isaías

Nas bíblias atuais seu nome aparece uma única vez, em Isaías 34:14: "E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si." Nas traduções recentes da Bíblia a palavra Lilite é substituída por demônio ou bruxa do deserto. Fantasma, na Revista e Atualizada.

Judit Blair (2009) demonstra que todos as oito criaturas, que são mencionadas, são animais naturais.[2]

Talvez dada a sua longa associação à noite, surge sem quaisquer precedentes a denominação screech owl, ou seja, como coruja, na famosa tradução inglesa da bíblia, na Versão da Bíblia do Rei James. Ali está escrito, em Isaías 34:14 que … the screech owl also shall rest there (a coruja também deve descansar lá). É preciso salientar, comparativamente, que em uma renomada versão em língua portuguesa da bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, esta passagem relata que … os animais noturnos ali pousarão, não havendo menção da coruja, como é frequentemente, muito embora erroneamente, citado no Brasil (tratando-se de um claro exemplo da forte influência da cultura anglo-saxã no mundo lusófono atual).

Alfabeto de Ben-Sira

Lady Lilith por Dante Gabriel Rossetti (1828-1882)

No folclore popular hebreu medieval, ela é tida como a primeira mulher criada por Deus junto com Adão, que o abandonou, partindo do Jardim do Éden por causa de uma disputa sobre igualdade dos sexos, passando depois a ser descrita como um demônio.

De acordo a interpretação da criação humana no Gênesis feita no Alfabeto de Ben-Sira, entre 600 e 1000 d.C, Lilith foi criada por Deus com a mesma matéria prima de Adão, porém ela recusava-se a "ficar sempre por baixo durante as suas relações sexuais". Na modernidade, isso levou a popularização da noção de que Lilith foi a primeira mulher a rebelar-se contra o sistema patriarcal e a primeira feminista.

Segundo este manuscrito milenar, Ben Sira conta a história de Lilith para Nabucodonosor:

Depois que Deus criou Adão, que estava sozinho, Ele disse: 'Não é bom que o homem esteja só "(Gênesis 2:18). Ele então criou a mulher para Adão, da terra, como Ele havia criado o próprio Adão, e chamou-a de Lilith. Adão e Lilith imediatamente começaram a brigar. Lilith disse: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti?" Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Quando reclamou de sua condição a Deus, ele retrucou: "Eu não vou me deitar abaixo de você, apenas por cima. Pois você está apta apenas para estar na posição inferior, enquanto eu sou um ser superior." Lilith respondeu: "Nós somos iguais um ao outro, considerando que ambos fomos criados a partir da terra". Mas eles não deram ouvidos um ao outro. Quando Lilith percebeu isso, ela pronunciou o Nome Inefável e voou para o ar. Adão permaneceu em oração diante do seu Criador: "Soberano do universo! A mulher que você me deu fugiu!". Ao mesmo tempo, o Senhor, bendito seja Ele, enviou três anjos para trazê-la de volta.

Os três anjos foram insistiram que ela voltasse e ameaçaram afogá-la, porém ela se recusou a voltar, sendo assim condenada por Deus a perder cem filhos por dia. Desde então, para proteger os recém-nascidos da influência de Lilith, seria necessário colocar amuletos com o nome dos 3 anjos (Snvi, Snsvi, and Smnglof), lembrando-a de sua promessa.

Eva teria então sido criada a partir de Adão. Como outra interpretação diz que ela (lilith) juntou-se aos anjos caídos quando se casou com Samael que tentou Eva ao passo que Lilith tentou a Adão os fazendo cometer adultério. Desde então o homem foi expulso do paraíso e Lilith tentaria destruir a humanidade, filhos do adultério de Adão com Eva, pois mesmo abandonando seu marido ela não aceitava sua segunda mulher. Ela então passou a perseguir os homens, principalmente os adúlteros, crianças e recém casados para se vingar. Outras histórias referem-se a ela como surgida das trevas ou como um demônio do mar e não como igual ao homem.

Infere-se pelos textos e por amuletos medievais que ela era uma superstição comum entre os camponeses. Deixar esculturas dos 3 anjos que a perseguiram para fora do Éden, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, protegeria os bebês recém-nascidos (uma proteção necessária por 8 dias para homens e 20 dias para mulheres) e impediria que seus maridos fossem seduzidos por Lilith a cometer adultério.

Mitologia Suméria

A imagem de Lilith, sob o nome Lilitu, apareceu primeiramente representando uma categoria de demônios ou espíritos de ventos e tormentas na Suméria por volta de 3000 A.C. Muitos estudiosos atribuem a origem do nome fonético Lilith por volta de 700 A.C.

Na Suméria e na Babilônia ela ao mesmo tempo que era cultuada era identificada com os demônios e espíritos malignos. Seu símbolo era a lua, pois assim como a lua ela seria uma deusa de fases boas e ruins. Alguns estudiosos assimilam ela a várias deusas da fertilidade, assim como deusas cruéis devido ao sincretismo com outras culturas.

Mitologia Mesopotâmica

Ela é também associada a um demônio feminino da noite que originou na antiga Mesopotâmia. Era associada ao vento e, pensava-se, por isso, que ela era portadora de mal-estares, doenças e mesmo da morte. Porém algumas vezes ela se utilizaria da água como uma espécie de portal para o seu mundo. Também nas escrituras hebraicas (Talmud e Midrash) ela é referida como uma espécie de demônio.

Mitologia Hebraica

A imagem mais conhecida que temos dela é a imagem que nos foi dada pela cultura hebraica, uma vez que esse povo foi aprisionado e reduzido à servidão na Babilônia, onde Lilith era cultuada, é bem provável que vissem Lilith como um símbolo de algo negativo. Vemos assim a transformação de Lilith no modelo hebraico de demônio. Assim surgiu as lendas vampíricas: Lilith tinha 100 filhos por dia, súcubos quando mulheres e íncubos quando homens, ou simplesmente lilims. Eles se alimentavam da energia desprendida no ato sexual e de sangue humano. Também podiam manipular os sonhos humanos, seriam os geradores das poluções noturnas. Mas uma vez possuído por uma súcubos, dificilmente um homem saía com vida.

Há certas particularidades interessantes nos ataques de Lilith, como o aperto esmagador sobre o peito, uma vingança por ter sido obrigada a ficar por baixo de Adão, e sua habilidade de cortar o pênis com sua vagina segundo os relatos católicos medievais. Ao mesmo tempo que ela representa a liberdade sexual feminina, também representa a castração masculina.

Pensa-se que o Relevo Burney (ver alusões à coruja na reprodução do Relevo de Burney, nesta página), um relevo sumério, represente Lilith; muitos acreditam também que há uma relação entre Lilith e Inanna, deusa suméria da guerra e do prazer sexual.

Mitologia grega

Algumas vezes Lilith é associada com a Deusa grega Hécate, "A mulher escarlate", uma Deusa que guarda as portas do inferno montada em um enorme cão de três cabeças, Cérbero. Hécate, assim como Lilith, representa na cultura grega a vida noturna e a rebeldia da mulher sobre o homem.

Era contemporânea

Nos dois últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais seculares europeus, por exemplo, na literatura e nas artes, quando os românticos passaram a se ater mais a imagem sensual e sedutora de Lilith (ver a reprodução do quadro Lilith de John Collier, pintada em 1892), e aos seus atributos considerados impossíveis de serem obtidos, em um contraste radical à sua tradicional imagem demoníaca, noturna, devoradora de crianças, causadora pragas, depravação, homossexualidade e vampirismo (ver texto gnóstico na seção de links externos). Podendo ser citados também os nomes de Johann Wolfgang von Goethe, John Keats, Robert Browning, Dante Gabriel Rossetti, John Collier etc.. Lilith também é considerada um dos Arquidemônios símbolo da vaidade.

fonte do texto e fotos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith

Deus Hórus

horus

Hórus (ou Heru-sa-Aset, Her'ur, Hrw, Hr ou Hor-Hekenu) é o deus dos céus.
Muito embora sua concepção tenha ocorrido após a morte de Osíris.
Tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o sol e a lua.
Matou Seth, tanto por vingança pela morte do pai, Osíris, como pela disputa do comando do Egito.
Após derrotar Seth, tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente, (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), o olho de Hórus, (anteriormente chamado de Olho de Rá, que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas.
Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da lua, o outro é o olho do sol.
Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus.
Alguns detalhes do personagem foram alterados ou mesclados com outros personagens ao longo das várias dinastias, seitas e religiões egípcias.
Por exemplo, quando Heru (Hórus) se funde com Ra, O Deus Sol, ele se torna Ra-Horakhty.
O Olho de Hórus egípcio tornou-se um importante símbolo de poder.

horus-oog

fonte do texto e fotos: http://www.luzemhisterio.com.br