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16 de dez. de 2011

Deusas Górgonas

As Górgonas, deusas gregas que detinham o poder oculto. Elas eram três: Euryale, Stheno e Medusa.
Seus rostos eram lindos e elas também tinham asas douradas. Mas seus corpos eram cobertos por escamas de lagartos e os cabelos formados por ninhos de cobras.
De acordo com o mito, elas eram dotadas de presas afiadas e garras metálicas. O olhar era tão terrível que petrificava quem ousasse encará-las.
As Górgonas viviam juntas além-mar, no mundo da noite. Suas irmãs mais velhas eram quem as protegia. Elas se chamavam Greas e tinham apenas um olho e uma presa.
Alguns estudiosos no assunto, acreditam que as Górgonas eram sacerdotisas lunares e que costumavam usar máscaras para assustar os visitantes indesejáveis. Outra hipótese, elas fariam parte de uma tribo de Amazonas da Líbia, que foram denegridas pelos gregos como sendo monstros.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Aibel

Deusa fada irlandesa

Aibel ou Aoibhell era a Rainha das Fadas na mitologia irlandesa e a deusa principal delas na dinastia O’Brien. Era também chamada de “A Encantadora” e morava nas colinas sagradas chamadas Sidhe, morada das Fadas.

Diz a lenda que Aibel teria dado uma harpa de ouro para Meardha, filho de Murchadh, quando ele estava em Sidhe e soube da morte do pai. Quem ouve o som da harpa sabe que uma morte se aproxima.

Acreditava-se que as Fadas eram espíritos guardiães das pedras de Killaloe, cidade berço do rei Brien Boru, e onde os viajantes que ouviam o som de sua harpa mágica encontravam a morte. Para os irlandeses as fadas protegiam os bardos e os cantores, pois elas gostavam de ouvir e ensinar a tocar harpas.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Os Anões Mágicos e Loki

 

Ivaldi era um anão, um mestre-ferreiro do mundo subterrâneo, que junto com gnomos teria feito uma espada encantada para Cheru, deus da guerra na mitologia nórdica.

Os anões são muito frequentes nos mitos e lendas nórdicas e germânicas. Eles não são bonitos mas têm uma inteligência superior. E de acordo com o mito, alguns conseguiam prever o futuro.

Os quatro filhos de Ivaldi teriam também fabricado a lança mágica do deus Odin, deus da Guerra, o navio mágico de Frey, deus da Agricultura, e os cabelos de ouro de Sif, deusa da Excelência e esposa de Thor.

Loki, o deus do fogo, da trapaça e da travessura apostou sua cabeça com o anão Brokk que seu irmão Eitri não conseguiria construir objetos com a mesma qualidade dos filhos de Ivaldi. Eitri fabricou então um porco-do-mato dourado para Frey, um anel dourado para Odin e um martelo para Thor. Durante a fabricação desses objetos, Loki se transformou numa mosca e tentou ferroar o anão para distraí-lo e errar. Só o martelo que ficou um pouco menor do que deveria ser, o que fez com que Thor tivesse que usar luvas para empunhá-lo.

Os deuses ficaram maravilhados com os objetos e os consideraram melhores que os dos filhos de Ivaldi. Loki perdeu a aposta mas não deixou que lhe cortassem a cabeça, conforme a aposta, pois esse ato feriria sua garganta que não estaria no combinado. Os deuses permitiram então que Brokk costurasse a boca de Loki para que este não se gabasse enquanto a linha não se desfizesse.

fonte do texto e fotos: Agenda Esotérica

Deusa Gula

Na Babilônia a deusa Gula era a Grande Mãe doadora e destruidora da vida. Também era chamada de Grande Curadora pois tinha tanto o poder de curar doenças quando infligi-las.

Em algumas representações estava cercada por uma aura de oito raios de calor vital. O calor que tanto sustenta quando destrói a vida.
Gula vivia num jardim no centro do universo cuidando da Árvore do Mundo e distribuindo seus frutos com os que a reverenciavam. Às vezes estava acompanhada de um cachorro que representava a guarda de seu espaço. E quando aparecia com as duas mãos levantadas em prece, estava mostrando a postura apropriada para lhe pedir ajuda.
Hoje é uma boa data para avaliar suas limitações de espaço e seus hábitos compulsivos.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusas: Maat e Têmis

 

Maat é a deusa da verdade, da justiça, da lei e da ordem.

Conta a mitologia que Maat nasceu da pena de uma andorinha que havia se apaixonado pelo deus Rá, e dele recebido um Raio. Se Maat não tivesse nascido, toda a criação divina como a Terra e seus habitantes, por exemplo, teriam sido consumidos pelo caos.

O número de sorte para os regidos por Maat é o 6. A cor é azul e a flor rosa. O dia da semana é sexta-feira.

Têmis é a deusa grega da justiça.

Conta a lenda que Têmis desgostosa com o comportamento humano, ascendeu ao céu se transformando numa Constelação. Em outra versão, a Constelação é identificada com Astrea, filha de Zeus e Têmis. Astrea teria vivido entre os homens durante a Idade de Ouro, mas com a decadência da humanidade, retirou-se para o céu onde foi transformada em Constelação. A balança, o símbolo da deusa, se transformou na Constelação de Libra.

fonte do texto: Agenda Esotérica

Deusa Daena

Daena, a Guardiã.

Daena é a deusa persa da justiça, protetora das mulheres.

É também vista com protetora das almas. Está sempre na companhia de um cão mágico que sabe distinguir entre o bem e o mal. A deusa conduz as almas, ora para o céu, ora para o mundo subterrâneo. Quando almas boas, as conduz para a Câmara dos Song, paraíso de Zoroastro, e quando almas ímpias, vão para a Casa das Mentiras, um lugar de castigo.
Daena é um substantivo feminino que significa “aquilo que é visto ou observado”. Daena é a Lei Eterna. E tem sido usada para designar a religião, a fé e a lei. É vista até mesmo como uma tradução para o hindu e o budista do termo Dharma, interpretado como “dever”, conduta correta, virtude.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Deusa Râdhâ

Deusa hindu do amor, Râdhâ. Também chamada de “A mais amada”.
Era pastora entre os gopis do deus Krishna. Foi sua amiga de infância e depois amante. O amor entre o Deus e Râdhâ foi imortalizado em vários poemas.
O nome Râdhâ quer dizer beleza, brilho. O mais comum de seus epítetos é Radhika, que significa aquela cujo culto à Krishna é poderoso.
Alguns autores consideram Râdhâ como a representação da alma humana atraída para a Divindade. Para outros autores, Râdhâ e Krishna juntos simbolizam a verdade absoluta.
Râdhâ é vista como a potência primordial interna do Senhor. O culto à Râdhâ em Vrindavan é bastante difundido. Esse era o lugar onde Krishna diz ter vivido. A importância de Râdhâ ultrapassa até mesmo a importância de Krishna. E o amor de Radha por Krishna é como o mais perfeito principalmente por causa da sua natureza infinita e incondicional. Ela é “Seu coração e alma”.

fonte do texto e foto: Agenda Esotérica

Roma e a Crença Crística do Natal

CRISTIANISMO E MITRAISMO NA ANTIGA ROMA

"ELE"
1. Nasceu numa manjedoura no dia 25 de dezembro e foi venerado por humildes pastores;
2. Celebrou uma Santa Ceia, junto com 12 discípulos, antes de voltar à casa do Pai;
3. Ascendeu ao Céu de onde prometeu voltar no fim dos tempos para o Juízo Final;
4. Garantiu a vida eterna a quem se batizasse.

Estamos falando de Cristo? Absolutamente não! Estas são apenas algumas das peculiaridades do deus Mitra, cujo culto, começado na Pérsia não menos de 4000 anos atrás, difundiu-se em todo o território do Império Romano chegando a ser uma das religiões mais bem sucedidas (mais popular que o próprio cristianismo) durante quase quatro séculos seguidos.
Como atestam os antigos textos em sânscrito (1400 a.C.), na religião dos antigos Persas, Mitra (ou Mithras da palavra mihr, sol) era considerado uma divindade inferior a Ormuzd, o Ser Supremo, mas superior ao deus Sol. Durante o período védico do hinduísmo Mitra (associado a Varuna) era o deus da criação, da ordem universal e da amizade. Os Magos afirmavam que existia uma Trindade formada por Mitra (o sol espiritual, o Sol Dominus Invictus dos Romanos), Ormuzd e Ahriman. Mitra era onissapiente, inimigo da escuridade e do mal, deus das vitórias militares.
Protetor dos justos, agia como mediador entre a humanidade e o Ser Supremo. Ele encarnou-se para viver entre os homens e enfim morreu para que todos fossem salvos. Os fiéis comemoravam a sua ressurreição durante cerimônias onde eram proferidas as palavras:
"Aquele que não irá comer o meu corpo e beber o meu sangue, assim que ele seja em mim e eu nele, não será salvo"
Mitra era tido como Logos (a Palavra) e a purificação mediante o batismo era necessária para obter a vida eterna. Existiam sete níveis de iniciação, cada um coligado a um planeta: Corax (Mercúrio), Nymphus (Vênus), Miles (Marte), Leo (Júpiter), Perses (Lua), Heliodromos (Sol) e, enfim, Padre (Saturno). Assim como entre os Essênios, os iniciados de grau inferior (os aprendizes: Corax e Nymphus) tinham que servir os iniciados de nível superior: os companheiros (Miles e Leo), os mestres (Perses e Heliodromos) e o venerando Padre.
O mitraísmo que entrou no Império Romano era uma mistura de mitraísmo persa, astrologia babilônica e mistérios gregos. Os primeiros contatos entre o mundo romano e mitraístas persas datam do I século antes de Cristo, como atesta uma epígrafe de Antíoco I de Comagene (69-34 a.C.) encontrada na Ásia Menor. Sabe-se, também, que adoradores de Mitra já existiam em Roma na época de Pompeu (67 a.C.) quando, de acordo com o historiador Plutarco, tropas desse triúnviro descobriram os "rituais secretos" de prisioneiros capturados na Cilícia (a terra de São Paulo). Entretanto os restos mais antigos do culto de Mitra no território do Império Romano foram encontrados na cidade de Carnuntum (próxima do Rio Danúbio).
Uma legião romana, a XV Apollinaris, foi enviada de Carnuntum à Ásia para combater contra Judeus e Persas e, quando regressou, construiu um templo consagrado a Mitra.
Em Roma surgiram mais de 700 templos dedicados a esse novo deus e mais ainda foram construídos na cidade de Óstia. Todavia o culto foi oficialmente aceito no Império só a partir do fim do segundo século e alcançou o apogeu de sua popularidade no terceiro século da nossa era. Como para os cristãos, entre os fâmulos de Mitra não havia discriminação social mas, enquanto os primeiros pertenciam principalmente à pequena burguesia urbana, o mitraísmo essencialmente mostrava-se difuso entre três classes: os mercantes, os escravos e os militares. Sendo os soldados destacados ao longo das compridas fronteiras imperiais, restos desse antigo culto foram encontrados em abundância onde existiam guarnições e fortes romanos.
O culto de Mitra era uma religião misteriosa e simbólica; as mulheres ficavam excluídas das formas exteriores e regulares da liturgia. Muitos elementos de sua organização lembram os da moderna Maçonaria. Os templos subterrâneos reproduziam o firmamento enquanto a arte mitraísta insistia na representação de corpos celestes (o zodíaco, os planetas, o sol, a lua e as estrelas) como também da serpente, do cão, do corvo, do escorpião (todas constelações do hemisfério boreal) e da árvore. Sempre foi uma religião privada que jamais recebeu verbas
públicas, sendo os templos de Mitra singelos e despidos daquela ostentação que caracterizava as basílicas paleo-cristãs. Se por um lado esse culto, devido sua grande tolerância em relação aos outros credos, nunca foi perseguido, por outro lado nunca gozou da propaganda resultante de persecuções recorrentes.
A história de Mitra principia com o Demiurgo (Ahriman) oprimindo a humanidade. Apiedado, Mitra encarnou-se no dia 25 de dezembro, data que na antiguidade correspondia ao solstício de inverno. Ele nasceu de uma rocha e pregou numa caverna (também Jesus veio ao mundo numa gruta) porém, segundo a mitologia persa, Mitra fora generado por uma virgem denominada "Mãe de Deus". Durante sua vida terrena Mitra manteve-se casto, pregou a irmandade universal e operou inúmeros milagres. Outrossim, o acontecimento mais marcante foi a luta simbólica de Mitra contra o touro sagrado (ou touro equinocial) que ele derrotou e sacrificou (tauroctonia) em prol da humanidade. Todavia, como nos antigos textos persas o próprio Mitra era o touro, a tauroctonia adquire o dúplice significado de vitória sobre o mundo terreno e de auto-sacrifício da divindade a fim de redimir o gênero humano de seus pecados.
Em época romana o touro podia ser trocado por um carneiro, sendo assim este animal o objeto do sacrifício, conforme à tradição judaica e cristã. O apologista cristão Tertuliano afirma que os sequazes de Mitra eram batizados com borrifos de sangue do touro (ou do carneiro) e, finalmente, purificados com água.
No sétimo século a Igreja católica tentou, sem êxito, de suprimir a
representação de Cristo como carneiro, justamente por ser esta uma imagem de origem pagã.
São Justino Mártir atesta que existia uma eucaristia de Mitra onde os fiéis compartilhavam pequenos pães redondos e água consagrada simbolizando, respectivamente, a carne e o sangue do deus encarnado. Este ritual, que ocorria aos domingos (dia da semana consagrado ao Sol), era chamado Myazda e correspondia exatamente à missa dos cristãos.
Mitra não morria fisicamente, mas apenas simbolicamente e, como divindade solar, ressuscitava todo ano. Cumprida a missão terrena, ele jantava pela derradeira vez com seus discípulos e subia ao Céu. Seus adeptos tinham que jejuar frequentemente e, após terem recebido um marco na testa (no nível Miles, soldados), passavam a ser chamados "Soldados de Mitra".
No início do IV século o imperador Constantino apoiou-se às religiões emergentes: o cristianismo e os cultos solares, ou seja o de Apolo (popular entre os Celtas) e o de Mitra, extremamente difuso na parte Ocidental do Império onde, ao contrário, os cristãos ainda eram minora. De forma alguma Constantino pode ser considerado um soberano cristão pois, como os demais imperadores, nunca renunciou ao título de pontifex maximus. Ademais, ele privilegiou os pagãos nos cargos administrativos e a casa da moeda romana continuou a cunhar moedas mostrando símbolos pagãos.
O mitraísmo sumiu oficialmente em 377 d.C., data em que o imperador cristão Teodósio proibiu todas as religiões diferentes do cristianismo. Pequenos grupos de adeptos continuaram secretamente a prática do culto até o V século quando os bispos desencadearam ásperas perseguições contra os cultos solares.
Surpreendentemente a própria Igreja cristã incorporou boa parte das práticas mitraístas como a liturgia do batismo, da crisma, da eucaristia, da páscoa, e a utilização do incenso, das velas, dos sinos, etc. Até as vestimentas usadas pelo clero católico eram extremamente parecidas com as dos sacerdotes de Mitra, como a tiara e a mitra, barretes usados pelos antigos persas. Se não tivesse sido por uma extravagância do destino, observam divertidos os escritores Knight e Lomas, as modernas famílias devotas iriam para a missa dominical tendo os vidros de seus carros enfeitados por adesivos com a escrita "Mitra te ama".
Em síntese, quando o cristianismo começou a ganhar popularidade, difundindo-se na Europa e em todas as partes do Império, os primitivos cristãos incorporaram à sua religião os cultos anteriores bem-sucedidos, como, por exemplo, o da deusa Ísis, tomando deliberadamente imagens do mundo pagão.
Os cristãos sempre afirmaram que os adeptos de Mitra copiaram seus ritos, mas já vimos que, na verdade, esse culto solar chegou em Roma pelo menos um século antes dos primeiros apóstolos. Ademais, a imagem da tauroctonia é bem mais antiga que Cristo pois o patrimônio figurativo da glíptica do Império de Akkad (2370-2120 a.C.) documenta cenas de luta entre um deus solar e um touro. No milênio sucessivo, durante o reinado de Shuppiluliuma (cerca 1500 a.C.), num tratado com um soberano hitita é invocada a proteção de duas divindades solares: Mitra e Varuna.
Com efeito, somente entre os anos 4000-2000 a.C. o sol nascia, aos equinócios, na constelação do Touro e só naquela época as constelações do Cão Menor, da Hidra (a serpente), do Corvo e do Escorpião se encontravam no Equador celeste.
Ocasionalmente um leão e uma taça apareciam na tauroctonia: simbolicamente representavam as constelações do Leão e do Aquário que só se achavam em conjunção com o Sol durante os solstícios na Idade do Touro.
Os antigos astrônomos da Babilónia fizeram precisas observações astronômicas chegando a descobrir que, ano após ano, o sol não despontava sempre no mesmo canto mas o plano equinocial se deslocava lentamente com a "velocidade" de uma constelação em cada 2160 anos. Consequentemente o plano equinocial percorre todo o zodíaco em 25.900 anos, um movimento cíclico conhecido como precessão dos equinócios.
Nesse sentido a cena de Mitra (representado pela constelação de Perseu) que mata o touro pode ser interpretada como a rotação da abóbada celeste em direção da constelação de Áries, sucessiva à constelação do Touro. Mitra, o sol espiritual que se encontra além da esfera das estrelas fixas, seria portanto a força cósmica capaz de governar o ciclo das estações: a eterna sequência de outono-primavera, de luz-obscuridão, na espera da vitória final da Luz sobre as trevas, da Vida sobre a morte.

Bibliografia
Cumont F. "The Mysteries of Mithra", Dover Pubns, ISBN: 0486203239, (2001).
Rittatore Vonwiller F. et al. " Preistoria e Vicino Oriente Antico", UTET, Torino (1969).
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Brown P. "The World of the Late Antiquity", Thames & Hudson Ltd., London (1971).
Levi M.A. "L' Impero Romano", UTET, Torino (1971)
Lavigny S. "Decadenza dell' Impero Pagano", Ferni Editore, Ginevra (1973).
Knight C. & Lomas R. "The Hiram Key", ISBN: 8804421436, (1996).

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