Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

13 de fev. de 2012

Druidas

Para falar de Druidismo, iremos passear por diversas culturas em todo o mundo, seriam necessários vários livros para abranger tão fascinante história.

O Druidismo é uma religião politeísta, tribal, pagã e exclusivamente celta. É impossível falar dos Druidas sem falar dos Celtas e vice-versa! 

A magia entre os druidas era uma prática fundamental e importante. Não tomemos magia no sentido pejorativo que se deu posteriormente. No druidismo ela tem um sentido de uma arte ou ciência oculta que, através de ritos executados por pessoas de conhecimento, traziam benefícios ao Homem.

A magia que nos chegou dos druidas foi pouca, entretanto, ficou restrita a alguns guardiões da Tradição. A mais conhecida delas é a alquimia vegetal. Das plantas, os druidas preparavam elixires, chás, misturas que conferiam principalmente saúde ou os preparavam para estados de transe que permitiam aumentar o nível de consciência. Das árvores eles também aumentavam a força e o vigor, abraçando-as. Sem dúvida o visco, extraído do carvalho, é o mais importante, pois curava a infertilidade dos animais e era um antídoto contra todos os venenos. Para recolher o visco havia um grande cerimonial druídico sempre seguindo as influências lunares. A lua foi reverenciada, simbolizando a Grande Deusa. Os druidas acreditavam na continuação da vida após a morte onde poderiam habitar as ilhas longínquas, envoltas em bruma.

Os Druidas foram os povos de origem indo-europeia que habitava extensas áreas da Europa pré-romana, eram sacerdotes do lendário povo celta. Hoje é uma das vertentes do paganismo, o druidismo. O Druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã, todo druida é um pagão. O termo pagão tem origem no vocábulo latino paganus, que era usado para designar alguém que nasce no pagus (o campo, a Natureza).

A etimologia da palavra "Druida" significa aquele que tem a sabedoria do carvalho, ou seja, o próprio saber ou homem sábio. Dividiam-se em três tipos de funções ou ofícios sacerdotais, conhecidos como: Bardos, Ovates e Druidas.

Qualquer estudo dos Druidas deve começar com um processo de desmistificação.

Podemos dizer que o sacerdócio no Druidismo é como um agente equilibrador com a responsabilidade de curar toda a tribo, assim como curar a si mesmo e o próprio Planeta.

A arte da cura sempre foi muito evidente nas práticas druídicas, bem como em todas as práticas de caráter xamânico, que cultivam ações semelhantes. A cura em si estava direcionada de forma muito intrínseca ao invisível, como o espírito do Sol, que era capaz de criar e destruir a vida, além de fertilizar ou paralisar a colheita no chão, sendo considerado o promotor da cura e da regeneração, aquele que é capaz de ascender aos locais mais escuros da terra. 

Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo.  

Na história escrita há uma série de elementos nos relatos greco-romanos, além de achados arqueológicos, que nos dão uma visão sobre as práticas religiosas dos Druidas, os quais, infelizmente, por volta do ano 43 d.C. foram praticamente exterminados pelo Imperador Claudio, infelizmente, deixando-nos apenas um legado de conhecimento perdido no tempo.  

O que sabemos de fato sobre a história dos Druidas ainda não foi desvendado pelos historiadores. A única coisa que podemos afirmar é que eles existiram entre os povos celtas, porém a sua verdadeira origem ainda é considerada um grande mistério. 

Mas nem por isso devemos cair em devaneios sem fundamentos. Principalmente, anacronismos que associam os Druidas aos mais variados absurdos, indo até aos que tentam aproximar o Druidismo de outras religiões como o Cristianismo e o Judaísmo, chegando ao cúmulo de classificá-lo como uma religião monoteísta. 

Entre passado e presente podemos dizer que os Druidas de hoje, tem o compromisso de contribuir para a conscientização de um mundo melhor, em todos os sentidos! 

São 6 os tipos mais comuns de druidas:
Os Druida-Brithem - Estes eram os juízes. Os celtas nunca chegaram a ter suas leis escritas, apenas os brithem a conheciam, assim a função deles era percorrer as casas e as cidades e resolver impasses que surgissem.

Os Druida-Liang - Eram os médicos e curandeiros. Em geral passavam mais de 20 anos em seus estudos antes de praticarem a cura, tinham especializações entre si, entre eles estavam as ervas, as cirurgias (como a de transplante de coração) entre outras.

Os Druida-Scelaige - Eram os narradores, eles tinham como função apenas repetir a grande história dos celtas que lhe haviam sido contada por outros scelaige. (A escrita era proibida a não ser para rituais de religião) Apenas repetiam para que a história não fosse esquecida. Também juntavam à sua história as novas trazidas pelos sencha.

Os Druida-sencha - Já que os sceilage ficavam trancados apenas repetindo, estes deveriam percorrer as terras celtas e compor novas histórias sobre o que estava acontecendo, estas seriam repassadas aos scelaige que as decoraria.

Os Druidas-Filid - Eram a mais alta classe dos druidas, a sua função eram o contato direto com os deuses (Alguns deles eram descendentes diretos dos deuses). O mago Merlin é um druida filid.

Os Druidas-Poetas - Uma vez que os druidas Scelaige decoravam a história, era preciso que alguém as aprendesse e contassem ao povo, essa era a função dos poetas, que mantinham a tradição celta viva.

Graus no druidismo:
Aprendiz: O observador - o grau em que o “Aprendiz”, observa a natureza e aprende com ela.

Mestre: Servir – o grau em que se serve as forças que compreendeu em sua observação.

Sacerdote: Ser uno – o grau em que se compreende, sente e vive a união com o todo.

Merlyn: Ser – o grau em que você é e não mais está, a natureza e suas forças o servem.

Os druidas exerciam um papel importantíssimo nas sociedades celtas, apesar deles não existirem em todas as tribos. Entre os celtas não havia o conceito de um Deus único, sabemos que eles adoravam inúmeros Deuses. Ocorriam também muitas variações de região para região, incluindo os festivais, que não eram os mesmos para todos. Os bretões, por exemplo, tinham uma festa específica para celebrar o Solstício de Inverno, sendo que outras tribos não possuíam festivais semelhantes nessa época.

Cada tribo tinha o seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, tanto na aparência física como nas atividades econômicas, algo os definia, como a cultura que tinham em comum, a raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes e a própria religião: o Druidismo.

A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusividade das mulheres. O mais alto posto masculino seria o de conselheiro e "mensageiro" dos deuses.

Desde a dominação romana, a cultura druídica foi alvo de severa repressão, por isso hoje sabemos muito pouco sobre deles, apesar de o próprio Júlio César reconhecer a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de sua cultura. Sabemos que eles possuíam suficiente sabedoria para marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de áurea de mistério e misticismo (e eles, de fato, eram místicos), sendo reverenciados e respeitados como legítimos representantes dos deuses.

Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na Imortalidade da Alma, que buscaria seu aperfeiçoamento através das vidas sucessivas (reencarnação).

Eles acreditavam que o homem era o responsável pelo seu destino de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundo as obras praticadas.

Quanto mais cedo o homem despertasse para a responsabilidade que tinha nas mãos por seu próprio destino, melhor. 

Ele teria ainda a ajuda dos espíritos protetores e sua liberação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida. Ele também teria a magna responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entender essa lei.

A Igreja Católica, inspirada pela Conjura, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis...

A religião druídica na realidade era uma expressão mais mística da religião céltica. Esta era mais mágica, por isso mais popular, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial. A mais popular das expressões religiosas dos celtas constituiu-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos.

Os Druidas desapareceram paulatinamente da história à medida que crescia o domínio da Igreja de Roma. Os grandes sacerdotes Druidas eram conhecidos como as serpentes da sabedoria, e, numa paródia sem graça, São Patrício ficou conhecido por ter expulso "as serpentes da Bretanha". Mas o fascínio destas pessoas não poderia desaparecer de repente. Eles se perpetuaram nos romances dos menestréis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir nos vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.

Os druidas e druidesas desenvolveram um severo código de honra, baseado nos ensinamentos de seus ancestrais, pois sabiam que quanto maior o poder, maiores as responsabilidades. Dessa forma, assistiram a guerras e destruição de pequenas cidades circunvizinhas, alheios às oscilações de soberania dos seus contemporâneos. Somente revidavam quando algum intruso se atrevia a penetrar em seus domínios. Respeitavam o sacerdote encarnado como representante das forças sutis e enviado na Terra pelo Mentor de toda magia, conhecido como Mago Merlin.

Os Druidas dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatónicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida pelo nome de escrita rúnica. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo.

Quando os Deuses antigos lutaram para proteger a Britânia, deram aos homens os Treze Tesouros da Britânia (a espada Exacalibur seria um deles) e nove pedras mágicas que permitiram à humanidade fazer uso da magia.

Merlin sabia que as Nove Pedras foram retiradas do mundo pelos druidas séculos atrás depois do uso abusivo da magia de alguns renegados. Por essa razão, ele trouxe apenas três , que menos agrediam a realidade: a da advinhação, a do encantamento e a da abjuração. esse gesto seria condenado pelos druidas se não fosse a iminência da ameaça cristã.   Graças a Merlin, vários homens e mulheres voltaram a controlar os poderes da Magia.

Algumas árvores tinham importante significância na religião celta, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e ao druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), e etc. Alguns animais também tinham sua simbologia - o touro, por exemplo, estava representava a fertilidade e a serpente ligada à sabedoria.

A crença na alma e na vida após a morte está presente no druidismo. Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. Acredita-se que o fato de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos venha da certeza que eles tinham de que a morte nada mais é que uma passagem.

Como eram os rituais celtas para honrar seus deuses isto é difícil precisar. Sabe-se que as cerimônias eram realizadas em lugares abertos, em campos e florestas. As florestas de carvalho eram de predileção dos druidas, pelo fato do carvalho ser considerado uma árvore sagrada. Nestes locais construíam-se círculos de pedras, onde eram realizadas as cerimônias religiosas - o mais famoso deles é Stonehenge.

É preciso salientar que, apesar da grande importância que o druidismo vem tomando, poucos são os que sabem avaliar a profundidade desta filosofia. A compreensão do druidismo exige um desenvolvimento interior para que possamos entender toda a profundidade de sua mensagem. A formação de um druida é, e sempre foi, longa e árdua, exigindo grande dedicação. Se o discípulo está pronto, porém, valem todos os esforços, pois o druidismo é bem mais que uma religião ou uma filosofia - é uma lição da vida.

Cerca de 3.000 anos antes das conquistas místico-bélicas que construíram a Era Cristã, um povo genericamente denominado druidas estava distribuído em tribos pela região que hoje conhecemos como Europa - e, esse povo teve datado na história em sua à cerca de 10.000 anos e por alguns historiadores à cerca de 12.000 anos, são de característica indo-europeia, tinham um sistema de vida teocrático embasado no matriarcado pelo qual a Mulher, relegada para segundo plano a partir da Era Cristã, exercia todas as principais tarefas e funções organizacionais em pé de igualdade com o Homem.

Provérbio Druida: 

Pelas esquinas e praças de tudo quanto é habitado, encontramos alguém que nos observa com mais atenção que o comum dos mortais; esse, é quase sempre um alguém que faz uma leitura além de nós, que nos fixando os olhos decifra boa parte da nossa vivência e, às vezes, num simples toque de mãos, indica-nos caminhos que nunca ousamos pensar como nossos... 

Estamos diante de um alguém predestinado.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/07/druidas.html

Viviane, a Dama do Lago

As Deusas da Água eram extremamente populares na sociedade celta, pois a água é essencial à vida. É no movimento espontâneo das águas dos rios e lagos que podiam observar claramente os poderes sobrenaturais das Deusas. 

Dama do Lago (Nimue ou Fada Viviane como é mais conhecida) é, de acordo com a lenda, uma das sacerdotisas de Avalon ou até a mais importante delas. Filha de Diana, a deusa dos bosques e irmã mais velha de Igraine a fada tinha a missão de proteger e entregar a espada mágica do Rei Arthur a sagrada Excalibur. Ela foi morta por Balim, irmão de criação de seu filho Balam, enquanto estava na comemoração de Pentecostes para pedir ao rei mais uma vez que ele fosse fiel às suas promessas sobre os antigos povos. Lancelot matou Balim em vingança da morte da mãe. O corpo da Dama do Lago não foi levado até Avalon para a despedida das outras sacerdotisas, e sim a Glastonbury,por ordens de Artur. Diz a lenda que a Dama do Lago raptou o pequeno Lancelot e o levou para viver com ela em seu palácio sob as águas. Ali se encontravam Boores e Lionel, primos de Lancelot. A Dama criou os três meninos como se fossem seus filhos. Lancelot cresceu sem conhecer sua verdadeira identidade, que sua mãe adotiva só lhe revelou quando fez 18 anos. Nesse momento, a Dama do Lago levou Lancelot a Camelot para ser armado cavaleiro e é ela quem, contrariando a tradição, impõe as armas a seu filho em frente ao rei Artur. Ela acompanhou as aventuras de Lancelot e contribuiu com sua magia para o êxito de várias delas. Na obra de Troyes, entrega-lhe um anel mágico que o protege de qualquer encantamento.

O pai da Dama do Lago, Viviane, é Dyonas ou Dionás, cavaleiro da corte do Duque de Borgonha, seu sogro. Dionás tornou-se amigo da deusa Diana, que lhe deu um presente especial: que sua filha seria amada pelo mago mais poderoso do mundo. O Duque presenteou Dionás com a floresta de Briosque, onde Viviane nasceu.

A Dama do Lago chega à corte de Artur para presenteá-lo com a espada Excalibur e exigir a cabeça de Sir Balin, antigo inimigo de sua família. Sir Balin descobre a identidade da Dama e a decapita, desonrando a corte de Artur. No final da obra, Sir Bedevere, outro cavaleiro da Távola Redonda, lança Excalibur à água e uma mão surge da superfície para recebê-la. A mão aparentemente pertence à Dama do Lago.Em algumas versões, a Dama deu a Artur a escolha entre uma taça, uma lança, um prato e uma espada, como símbolo da união de Camelot com Avalon. Depois que Artur

escolheu Excalibur, foi criada para a espada uma bainha com o poder de impedir seu portador de derramar uma só gota de sangue.

Para os gauleses, os lagos eram divindades ou moradas dos deuses. Ouro e prata eram jogados nas suas águas. Eram considerados como palácios subterrâneos de diamantes, joias, cristais e de onde surgiam as fadas, as feiticeiras, as ninfas e sereias. Mas os lagos também atraíam os humanos.

Conta a lenda, que Viviane teve um romance com o mago Merlin por conta de uma promessa. A Dama do Lago entregaria seu amor ao mago se este lhe ensinasse seus segredos de magia. Em posse dos segredos, Viviane aproveitou esse conhecimento para aprisionar o Mago numa gruta. Merlin já havia visto seu próprio destino mas não conseguiu evitá-lo. Apesar disso, viveu feliz na companhia da mulher amada.

A alta sacerdotisa da Ilha de Avalon, um centro de poder espiritual da tradição que toda cosmogonia baseada nas forças e energias que emergem do solo. A tradição Inglês sempre relacionada com a Dama do Lago e a Espada de Luz, com o Rei Arthur, embora haja várias lendas sobre ele. A parte principal das lendas arturianas da existência de uma necessidade: a de que o conhecimento dos mistérios antigos cair no esquecimento necessária uma ligação unindo o antigo com o novo horizonte de sabedoria druida Christian começou a se espalhar em solo Inglês; seria a espada Excalibur.

Esta espada é um símbolo sagrado de poder, força e orgulho foi obtido na Avalon e representa a sabedoria que a terra dada a quem exerce o poder por uma boa causa. Excalibur não é, portanto, quer uma espada, uma espada mágica com todos os tipos de poderes. Além disso, é uma espada destinado a um rei, uma pessoa sem dobra. Espada de Excalibur e será entregue a Arthur, os primeiros reis cristãos, pela Dama do Lago.
Dama do Lago é o guardião da pureza da Tradição, Verdade, o ensino autêntico e misterioso que permanece inalterada ao longo do tempo, e como guardião tal, emerge do lago e dar a mão à espada mágica de Arthur luz para preservar a sobrevivência deste mistérios arcanos e antigas em sua vida desde a morte de Arthur a espada deve ser devolvido à Dama do Lago.

A água também é símbolo feminino, por isso não nos causa estranheza que o maior responsável pelo seu poder seja uma Deusa. Na realidade, a imersão na água significa segurança, ocultação de segredos e está associada ao grande círculo de vida-e-morte.
A percepção conscientizada de que existe uma dimensão profunda em tudo que experimentamos nessa vida, amplia nossa visão e nos recoloca em uma zona de atemporalidade. A participação no grande círculo conserva tanto o mistério que esse representa como a dignidade dos que morrem.
O segredo de bem viver, de acordo com o mito arturiano, é viver em harmonia, nos alinhando com uma sabedoria maior da Grande Mãe. A longevidade só é alcançada

quando deixamos de sofrer com a inevitabilidade da perda. "Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe", portanto, o nosso maior sofrimento está no desejo

que o nosso ego tem de controlar a vida, e principalmente a própria mortalidade. O ciclo do sacrifício, que aterroriza o ego, sustenta e cura a alma.

Viviane é a fiel representante da Deusa, a Sacerdotisa de Avalon. Ela ganhou muitas inimizades devido à sua devoção incondicional às suas crenças.

A misteriosa ilha de Avalon é a guardiã dos grandes mistérios eternos e sagrados; terra encantada que as mulheres governam pelo seu poder de gerar vida e onde o verdadeiro conhecimento é preservado.

"A verdade tem muitas faces e a verdade é como a velha estrada para Avalon: depende da nossa própria vontade e dos nossos pensamentos..."

Assim falou VIVIANE

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/07/viviane-dama-do-lago.html

Morgana

Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.

Como muitos indivíduos legendários e românticos, há versões conflitantes sobre quem o que foi Morgana. O historiador e cronista do século XII, Geoffroi de Monmouth, escreveu que "sua beleza era muito maior do que a de suas nove irmãs. Seu nome é Morgana e ela aprendeu a usar todas as plantas para curar as doenças do corpo. Ela também conhece a arte de mudar de forma, de voar pelo ar...ela ensinou astrologia às irmãs."

Morgana era um enigma aos seus adversários políticos e religiosos. Os escrivães cristãos transformaram-na em demônio, talvez devido ao seu papel como sacerdotisa de uma Antiga Religião, que eles estavam tentando desacreditar nas suas investidas para cristianizar a estrutura de poder da Grã-Bretanha. Ela, entretanto, defendeu valentemente a fé das Sacerdotisas e as práticas dos druidas, achando entre os camponeses simples seus mais fiéis seguidores. Ela negou as acusações de prostituição dos monges e missionários cristãos.

O cristianismo menospreza o poder e o conhecimento de Morgana, do mesmo modo com que impediu a mulher à ascender ao sacerdócio, anulando completamente o seu poder pessoal.

Morgana é a fada mais bela das que habitam Avalon. Não existem fundamentos suficientes para se acreditar que Avalon seja o lugar que a cultura celta atribuí como residência dos mortos. O que se sabe é que quando Artur é transportado sobre as águas em companhia das mulheres com destino a Avalon, se perde no horizonte do mito imemorial.


O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgana foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha. Em outras versões, foi meia-irmã de Artur..
Morgana é treinada por sua tia Viviane na Ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago ou Senhora de Avalon. Morgana  teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado (Beltane). Essa criança se chamava Gwydion, que após ir para a corte de Arthur toma o nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto.
Morgana vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Alí Arthur lança Excalibur no lago e morre. Morgana leva seu corpo para ser enterrado em Avalon. Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Em vida, chamaram Morgana  de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chama a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré – que realmente foi poderosa, ao seu modo –, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?
É preciso contar as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte os seus santos e lendas.

A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...Mas talvez eu esteja sendo  injusta com eles. Até mesmo Viviane que é a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quanto teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.
“Todos os deuses são um deus”, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para as minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, “e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela”.
Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury, a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.

Segundo Robert Graves e Kathy Jones, a Morg-Ana "surgiu da união das estrelas com o ventre de Ana". Muitas vezes foi equiparada as Deusas Morrigan e Macha, que presidiam as artes da guerra. Entretanto, como fada controlava o destino e conhecia as pessoas.


Ser Bruxa é Ser Especial , é Ser Sabia , é Ser Diferente.
Isto é ser MORGANA

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/07/morgana.html

9 de fev. de 2012

Deusa Gabija

Deusa do Fogo Báltica.

No último dia 5 de fevereiro, celebramos o Dia De Gabija, a Deusa do Fogo Lituana, mas para entendermos a importância do culto à Gabija, devemos entender a importância do fogo para esta nação.

A adoração ao fogo tem sua origem na Era Antiga. Desde que o fogo protegeu o homem de todos os tipos de animais e terrores da noite obteve grande estima, além de um sentido sobrenatural e transcendental. Mesmo quando foi trazido das cavernas para dentro das casas não perdeu sua sacralidade. 

Cuidar do fogo, das brasas e das cinzas é tarefa somente das mulheres, assim como conduzir o ritual à Gabija. Elas devem cuidar do fogo com carinho e respeito todas as manhã e ao cair da noite. Desrespeitar o fogo é considerado extremamente ofensivo e pode trazer grande destruição. 

Podemos comparar Gabija a Vesta, Héstia e Brigide, com pequenas diferenças, já que para os lituanos, principalmente, Gabija é tida como o Centro Flamejante de tudo que é vivo neste planeta.

As oferendas a Gabija são basicamente de sal e pão, e claro uma fogueira. O culto a Gabija permanece sem alterações desde sua origem na Era Antiga até os dias de hoje.

Gabija assume diversas formas como de aves, gatos e antropomorficamente de uma mulher vestindo vermelho que muitas vezes é descrita com asas. 

Gabija é responsável pela proteção de nossos lares e família, prove-nos com felicidade e fertilidade.

Todos os rituais Bálticos começam com uma fogueira sendo acesa em honra a Gabija em primeiro lugar. 

Quando sal ou um pouco de comida cai em nosso fogão devemos dizer: "Gabija búk pasotinta" - Gabija está satisfeita. Assim estaremos em paz em nossos lares.

Colaboradora: Erika Audra
Erika é pesquisadora e escritora de artigos sobre a religiosidade pré-cristã no Báltico e colaboradora do CBT.

Cordialmente,

Conselho de Bruxaria Tradicional no Brasil

http://www.bruxariatradicional.com.BR

8 de fev. de 2012

Deusa Iemanjá

Texto: Rosane Volpatto

OS ENCANTOS E A DOÇURA DE IEMANJÁ

O Brasil é orgulhoso do grande império de suas águas. Principalmente o mar, de todas as cores, matizes e luzes é o Grande Senhor da nossa costa, que penetrando por todos os lados desse imenso país, abraça nossa terra, em enseadas, golfos e baías.

Mas apesar de sua beleza, no mar há uma força maior, uma força que impera, que reina a Senhora absoluta de todas as águas, de tudo que vive na água e possa viver. Há sim, uma força que ordena e não pede, que manda e que decide sobre o vida dos pescadores, de todos que se aventurarem a entrar em seu território e de todos aqueles que têm vistas para alcançar o verde de seu mar.

Em cada canto desses mares, nas ondas dos surfistas, nas praias, nas cabanas dos pescadores, nos altos desses montes, Ela será sempre a Grande Senhora. Ninguém pode se atrever a dizer que não é vassalo servil do grande reino de Iemanjá. Porque de fato, Iemanjá é a Rainha das águas. A tranquilidade na superfície do mar, ou a tempestade rugindo, as ondas quebrando-se sobre as embarcações ou sobre as praias, tudo é conduzido pela sua mão suprema.

Nada se altera, nada se faz ou se transforma, sem que seja sua vontade. Iemanjá de tantos poderes, de tantos nomes e tantos filhos, sempre foi exaltada por negros e brancos e seu culto se verifica de norte a sul no Brasil.

MITOLOGIA

LENDA  (Arthur Ramos)

Com o casamento de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra, que se iniciam as peripécias dos deuses africanos. Dessa união nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá (yeye ma ajá = mãe cujos filhos são peixes), a Água. Como em outras antigas mitologias, a terra e a água se unem. Iemanjá desposa o seu irmão Aganju e tem um filho, Orungã.

Orungã, o Édipo africano, representante de um motivo universal, apaixona-se por sua mãe, que procura fugir de seus ímpetos arrebatados. Mas Orungã não pode renunciar àquela paixão insopitável. Aproveita-se, certo dia, da ausência de Aganju, o pai, e decide-se a violentar Iemanjá. Essa foge e põe-se a  correr, perseguida por Orungã. Ia esse quase alcançá-la quando Iemanjá cai no chão, de costas e morre. Imediatamente seu corpo começa a dilatar-se. Dos enormes seios brotaram duas correntes de água que se reúnem mais adiante até formar um grande lago. E do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os seguintes deuses: Dadá, deus dos vegetais; Xango, deus do trovão; Ogum, deus do ferro e da guerra; Olokum, deus do mar; Oloxá, deusa dos lagos; Oiá, deusa do rio Niger; Oxum, deusa do rio Oxum; Obá, deusa do rio Obá; Orixá Okô, deusa da agricultura; Oxóssi, deus dos caçadores; Oké, deus dos montes; Ajê Xaluga, deus da riqueza; Xapanã (Shankpannã), deus da varíola; Orum, o Sol; Oxu, a Lua.

Os orixás que sobreviveram no Brasil foram: Obatalá (Oxalá), Iemanjá (por extensão, outras deusas-mães) e Xango (por extensão, os outros orixás fálicos).

Com Iemanjá, vieram mais dois orixás yorubanos, Oxum e Anamburucu (Nanamburucu). Em nosso país houve uma forte confluência mítica: com as Deusas-Mães, sereias do paganismo supérstite europeu, as Nossas Senhoras católicas, as iaras ameríndias.

A Lenda tem um simbolismo muito significativo, contando-nos que da reunião de Obatalá e Odudua (fundaram o Aiê, o “mundo em forma”), surgiu uma poderosa energia, ligada desde o princípio ao elemento líquido. Esse Poder ficou conhecido pelo nome de Iemanjá.

Durante os milhões de anos que se seguiram, antigas e novas divindades foram unindo-se à famosa Orixá das águas, como foi o caso de Omolu, que era filho de Nanã, mas foi criado por Iemanjá.

Antes disso, Iemanjá dedicava-se à criação de peixes e ornamentos aquáticos, vivendo em um rio que levava seu nome e banhava as terras da nação de Egbá.

Quando convocada pelos soberanos, Iemanjá foi até o rio Ogun e de lá partiu para o centro de Aiê para receber seu emblema de autoridade: o abebé (leque prateado em forma de peixe com o cabo a partir da cauda), uma insígnia real que lhe conferiu amplo poder de atuar sobre todos os rios, mares, e oceanos e também dos leitos onde as massas de águas se assentam e se acomodam.

Obatalá e Odudua, seus pais, estavam presentes no cerimonial e orgulhosos pela força e vigor da filha, ofereceram para a nova Majestade das Águas, uma joia de significativo valor: a Lua, um corpo celeste de existência solitária que buscava companhia. Agradecida aos pais, Iemanjá nunca mais retirou de seu dedo mínimo o mágico e resplandecente adorno de quatro faces. A Lua, por sua vez, adorou a companhia real, mas continuou seu caminho, ora crescente, ora minguante…, mas sempre cheia de amor para ofertar.

A bondosa mãe Iemanjá, adorava dar presentes e ofereceu para Oiá o rio Níger com sua embocadura de nove vertentes; para Oxum, dona das minas de ouro, deu o rio Oxum; para Ogum o direito de fazer encantamentos em todas as praias, rios e lagos, apelidando-o de Ogum-Beira-mar, Ogum-Sete-ondas entre outros.

Muitos foram os lagos e rios presenteados pela mãe Iemanjá a seus filhos, mas quanto mais ofertava, mais recebia de volta. Aqui se subtrai o ensinamento de que “é dando que se recebe”.

IEMANJÁ ABRASILEIRADA

Iemanjá, a Rainha do Mar e  Mãe de quase todos os Orixás, é uma Deusa abrasileirada, sendo resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos.

É um mito de poder aglutinador, reforçado pelos cultos de que é objeto no candomblé, principalmente na Bahia. É também considerada a Rainha das Bruxas e de tudo que vem do mar, assim como é protetora dos pescadores e marinheiros. Governa os poderes de regeneração e pode ser comparada à Deusa Ísis.

Os grandes seios ostentados por Iemanjá, deve-se à sua origem pela linha africana, aliás, ela já chegou ao Brasil como resultado da fusão de Kianda angolense (Deusa do Mar) e Iemanjá (Deusa dos Rios). Os cabelos longos e lisos prendem-se à sua linhagem ameríndia e é em homenagem à Iara dos tupis.

De acordo com cada região que a cultua recebe diversos nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaê, Mucunã, Janaína. Sua identificação na liturgia católica é: Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes,  Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.

Do mesmo modo que varia seu nome, variam também suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por exemplo é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias. Mas já no Rio de Janeiro é dia 31 de dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas também diferem, mais a maioria delas consiste em pequenos presentes tais como: pentes, velas, sabonetes, espelhos, flores, etc. Na celebração do Solstício de Verão, seus filhos devotos vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar barcos carregados de flores e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas, mas algumas vezes manda-as de volta. Ela leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, aflições e nos trás sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.

COMO É IEMANJÁ?

Iemanjá apresenta-se logo com um tipo inconfundível de beleza. No seu reinado, o fascínio de sua beleza é tão grande como o seu poder. Ora é de um encanto infinito, de longos cabelos negros, de faces delicadas, olhos, nariz e boca jamais vistos, toda ela graça e beleza de mulher.

Outras vezes, Iemanjá continua bela, mas pode apresentar-se como a Iara, metade mulher, metade peixe, as sereias dos candomblés do caboclo. Como um orixá marítimo, ela é a mais prestigiosa entidade feminina dos candomblés da Bahia, recebe rituais de oferendas e grandes festas lhe são dedicadas, indo embarcações até o alto-mar para lhe atirar mimos e presentes. Protetoras das viagens e dos marinheiros, obteve o processo sincrético, passando a ser a Afrodite brasileira, padroeira dos amores, dispondo sobre uniões, casamentos e soluções amorosas. Quem vive no mar ou depende de amores é devoto de Iemanjá. Convergem para ela orações e súplicas no estilo e ritmos católicos.

Mas o que importa seus nomes, suas formas e aparência, se nada modifica a força de seu império, senão altera a grandeza do seu reinado?

Queixas são contadas a Iemanjá, esperanças dela provêm, planos e projetos de amor, de negócios, de vingança, podem ser executados caso ela venha a dar seu assentimento.

Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, mas maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da divindade das águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir Ulisses, às Mouras portuguesas, à Mãe D’água dos iorubanos, ao nosso primitivo Igpupiara, às Iaras, ao Boto, até Iemanjá. E, neste longo caminhar, a própria personalidade desta Deusa, ligada anteriormente à morte, apresenta-se agora como protetora dos pescadores e garantidora de boa pesca, sempre evoluindo para transformar-se na deusa propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros e para todos que nesta terra de Sol e Mar habitam.

DEUSA LUNAR DA MUDANÇA

A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada diretamente ao elemento água. É Iemanjá que preside todos os rituais do nascimento e à volta as origens, que é a morte. Está ainda ligada ao movimento que caracteriza as mudanças, à expansão e o desenvolvimento.

É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas e que as definem individualmente.

Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.

Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante que permite a discriminação ordenativa, mas que também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão e à morte.

Em sua dança, Iemanjá coloca a mão na cabeça, um ato indicativo de sua individualidade e por isso, é chamada de”Yá Ori”, ou “Mãe de Cabeça”. Depois ela toca a nuca com a mão esquerda e a testa com a mão direita. A nuca é símbolo do passado dos homens, ao inconsciente de onde todos nós viemos. Já a testa, está ligada ao futuro, ao consciente e a individualidade.

A dança de Iemanjá pode ser percebida como uma representação mítica da origem da humanidade, do seu passado, do seu futuro e sua individualização consciente. É essa união antagônica que nos dá o direito de vivermos o “aqui” e o “agora”, pois sem “passado”, não temos o “presente” e sem a continuidade do presente, não teremos “futuro”. Sugere ainda, que a totalidade está na união dos opostos do consciente com o inconsciente e dos aspectos masculinos com os femininos.

Como Deusa Lunar, Iemanjá tem como principal característica a “mudança”. Ela nos ensina, que para toda a mulher, o caráter cíclico da vida é a coisa mais natural, embora seja incompreendido pelo sexo masculino.

A natureza da mulher é impessoal e inerente a ela como um ser feminino e altera-se com os ciclos da lua: fase crescente, cheia, meia-fase até a lua obscura. Essas mudanças não só se refletem nas marés, mas também no ciclo mensal das mulheres, produzindo um ritmo complexo e difícil de entender. A vida física e psíquica de toda a mulher é afetada pela revolução da lua e a compreensão desse fenômeno nos propicia o conhecimento de nossa real natureza instintiva. Em poder desse conhecimento, podemos domesticar com o esforço consciente as inclinações cíclicas que operam-se a nível inconsciente e nos tornarmos não tão dependentes desses aspectos escondidos de nossa natureza semelhante aos da lua.

ARQUÉTIPO DA MATERNIDADE

Iemanjá é por excelência, arquétipo da maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros orixás. É tão generosa quanto as águas que representa e cobrem uma boa parte do planeta.

Iemanjá é o útero de toda a vida, elevada à posição principal da figura materna no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica na função materna que representa. É a Deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é “toda ouvidos” para escutar seus filhos e os acalenta no doce balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e repetitivo. A força e a determinação são suas características básicas, assim como o seu gratuito sentimento de amizade.

Como Deusa da fecundidade, da procriação, da fertilidade e do amor, Iemanjá é normalmente representada como uma mulher gorda, baixa, com proeminentes seios e grande ventre. Pode, também como já falamos, aparecer na forma de uma sereia. Mas, não importando suas características, ela sempre se apresentará vinculada ao simbolismo da maternidade.

Iemanjá surge nas espumas das ondas do mar para nos dizer que é tempo de “entrega”. Você está carregando em seus ombros um fardo mais pesado do que possa carregar? Acha que deve realizar tudo sozinha (o) e não precisa de ninguém? Você é daquelas pessoas que “esmurra ponta de prego” e quer conseguir seu intento nem que tenha que usar à força? Pois saiba que a entrega não significa derrota. Pedir ajuda também não é humilhação, a vida tem mais significado quando compartilhamos nossos momentos com mais alguém. Geralmente esta entrega ocorre em nossas vidas forçosamente. Se dá naqueles momentos em que nos encontramos no “fundo do poço”, sem mais alternativas de saída, então nos viramos e entregamos “à Deus” a solução. E, é exatamente nesta hora que encontramos respostas, que de maneira geral, eram mais simples do que imaginávamos. A totalidade é alimentada quando você compreende que o único modo de passar por algumas situações é entrega-se e abrir-se para algo maior.

Quando abrimos uma brecha em nosso coração e deixamos que a Deusa atue em nós, alcançamos o que almejamos. Entrega é confiança, mas tente pelo menos uma vez entregar-se, pois lhe asseguro que a confiança virá e será tão cega e profunda quando a sua desconfiança de agora. O seu desconhecimento destes valores,  escondem a presença de quem pode lhe ajudar e provocam sentimentos de ausência e distância. Não somos deuses, mas não devemos nos permitir viver à sombra deles.

RITUAL DE ENTREGA (só mulheres)

Você deve fazer este ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero, no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você puder boiar tranquilamente e com segurança. Sinta as mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte. Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz. Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à imensidão do mar e do seu amor.

Quando estiver pronta para voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos passados com ela. Então estará livre para voltar à praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada.

OUTROS DADOS:

SAUDAÇÃO: Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba! Odô-fe-iaba!

MINERAL: Prata e platina.

DIMENSÃO ESOTÉRICA: Ocupa o primeiro raio juntamente com a orixá Nanã.

DIA DA SEMANA; Segunda-feira.

ERVAS PARA BANHO E DEFUMAÇÃO: Jasmim, araticum-da-praia, folha-da-costa, graviola, capeba, mãe-boa, musgo marinho encontrado nas pedras marinhas, alcaparra, entre outras.

PLANETA: Lua

COR DA GUIA: Contas brancas cristalinas ou azul claras.

BEBIDAS: Água de coco, mel, água salgada ou potável, champanha e suco de suas próprias ervas e frutos.

FLORES: Rosas e palmas brancas.

COMIDAS: Canjica branca, peixe fritos, arroz, arroz-doce com mel, acaçá, pudim, etc.

FRUTOS: Mamão, graviola, uvas brancas, melancia.

fonte das fotos: (1) magiabruxa.com; (2) sosriosdobrasil.blogspot.com; (3) omundodeeddie.blogspot.com; (4) suamidosun.blogspot.com

Deusa Maeve

Texto de Rosane Volpatto.

Das figuras femininas da Irlanda, Maeve é a mais espetacular. Ela era a Deusa soberana da Terra com seu centro místico em Tara. Com o passar do tempo a cultura irlandesa mudou sob a influência cristã e então, Maeve foi reduzida a uma mera rainha mortal. Mas nenhum mortal poderia ter sido como ela, "intoxicante", uma mulher "embriagante", sedutora, que corria com os cavalos, conversava com os pássaros e levava os homens ao ardor de desejo com um mero olhar.

Maeve, segundo a lenda, era uma das cinco filhas de Eochardh Feidhleach, rei de Connacht, uma mulher muito bela e forte, dotada de uma mente brilhante, estrategista hábil, talhada para enfrentar todo o tipo de batalhas. Era muito segura de sua feminilidade e sexualidade. Diziam que possuía um apetite sexual voraz, mas é um erro vê-la como inconveniente e lasciva que utilizava a satisfação sexual com a finalidade de ganho egoístico. Ela ofertava aos seus consortes uma taça de vinho vermelho como seu sangue. O vinho de Meave representava o sangue menstrual que era considerado como "o vinho da sabedoria das mulheres".
O Festival Pagão de Mabon era comemorado em sua honra. Durante estas festividades, aqueles que almejassem ser rei, aguardavam que Meave os convidasse à beber de seu vinho. Isto assegurava de que o homem para ser rei, necessitava ser versado no feminismo e nos mistérios das mulheres.
Maeve foi considerada a Deusa da guerra similar a Morrigan, fez que seus guerreiros experimentassem as dores do parto de uma mulher.
Ela é a Rainha de Connacht, simboliza o poder feminino e é a personificação da própria Terra e sua prosperidade.

Shakespeare a trouxe à vida como Mab, a Rainha das Fadas. Em uma versão mais moderna, os ecologistas a converteram em Gaia, o espírito da Terra.
Na Antiguidade Celta, as mulheres se equiparavam aos homens. Possuíam propriedades e ocupavam posições de prestígio dentro da sociedade. Também não existia a monogamia nas uniões. A rainha Maeve do reino irlandês de Connacht era famosa por sua beleza e possessão sexual. Teve muitos amantes, a maioria eram oficiais de seu exército, o que assegurou de algum modo a lealdade de suas tropas. Muitos homens lutavam duramente nos campos de batalha por uma possibilidade de receber seus favores sexuais.
Maeve é figura central de um épico irlandês "Tain Bo Cualngé".
O primeiro marido de Maeve, foi justamente o seu rival mais constante, o rei Conchobor Mac Nessa. Maeve foi-lhe dada em casamento como compensação pela morte de seu pai, mas para provar sua independência, ela o abandona. Conchobor, insatisfeito, encontra Maeve banhando-se no rio Boyne e a estupra. Em decorrência do fato, os reis da Irlanda se unem para vingar o ultraje. Nesta batalha, perde a vida Tinne, o então marido de Maeve.
A rainha de Connacht está sem rei, e por isso os nobres se reúnem e indicam Eochaid Dala para ser seu novo marido. Ela consente, desde que o marido não seja nem ciumento, nem covarde, nem avarento.
Certo dia, Maeve adota um garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garoto cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...

Certo dia, Maeve adota uni garoto, o qual passa a integrar sua corte. Com o tempo o tal garota cresce, tornar-se um hábil guerreiro e obviamente, torna-se seu amante. Eochaid não aceita bem a situação, assim como os nobres de Connacht, que tentam expulsar o rapaz da corte. Maeve consegue impedir e o jovem desafia o rei para um combate. Por ser um grande guerreiro, acabou matando o rei e assumindo o trono ao lado de Maeve. Esse é Ailill, seu marido mais importante, protagonista da nossa história...

A BATALHA DAS RESES DE COOLEY - ("Tain Bo Cualngé")

Maeve estava casada com seu terceiro marido o rei Ailill Quando discute com esse para saber quem tem maior fortuna, ela faz alarde de possuir mais que Ailill: em virtude da legislação celta, quem possuir mais bens, então pode mandar nos assuntos de casa. Quando lhe contam que lhe falta um touro para vencer Ailill, se dispõe a fazer qualquer coisa para obter um animal extraordinário, cujo posse, faria inclinar a balança a seu favor Ailill tinha um touro a mais chamado de "Finnbelmach" (touro branco). Maeve pede então, para Daré, filho de Fiachna, que lhe ceda seu touro, o famoso Dona de Cuahlgé, que vivia em Ulster, nas terras de seu rival Conchobar. Em troca ela lhe daria terras, um carro de guerra e, sobretudo, o receberia em sua cama.
Filha do rei supremo da Irlanda. a rainha Maeve possui soberania. ou seja, ela é a soberania, o poder. Do mesmo modo, segundo a mitologia grega, que os mortais adquiriam poderes divinos ao converterem-se amantes de uma Deusa, também uni homem que se tornasse amante de Maeve. também poderiam obter os poderes que ela representa. E ainda, segundo a lenda, Ailill sempre "fechava os olhos", cada vez que sua esposa prodiga a "amizade das coxas" a uni homem. segundo o delicado eufemismo utilizado pelos autores épicos. F, nos damos conta dele em Tain Bo Cualgé, quando as negociações com Daré não foram muito satisfatórias e Maeve decide apoderar-se do touro à força, empreendendo uma guerra contra Ulster. Necessita portanto, de guerreiros. em especial do terrível Pergus, exilado de Ulster. Sendo assim, dedica a Fergus cuidados muito particulares, e um dia quando ambos são surpreendidos por um criado de Ailill que explica ao rei o que tinha visto, esse se limita a dizer:
-"Ela o necessitava, era necessário que atuasse assim para assegurar o êxito da expedição".
Mas isso não impede que Ailill fique aborrecido em numerosas circunstâncias, a tal ponto que. um dia, vendo Maeve acariciar de forma indecente Fergus, ordena a tua de seus homens que lancem um dardo sobre ele, o que causa a morte do herói.
Maeve, reúne seu exército e invade o norte da ilha (Irlanda), fazendo pouco caso das previsões adversas que anunciavam o fracasso de sua expedição por causa de Cuchulainn. Quando o avanço inimigo foi detectado, o semideus dedicou-se a emboscar os invasores. Maeve recorre então a tuna cruel estratagema: o obriga a enfrentar seu irmão adotivo, Ferdiad, antigo companheiro de armas ao qual engana para atacar Cuchulainn.
Durante três dias, os velhos amigos e companheiros se enfrentam em um rio num combate que terminou com a vitória do herói de Ulster, graças ao uso que este fez de um golpe ensinado pela Deusa Scathach (sua treinadora cm artes militares): o "gai bolga", ou "descarga de raio". Porém, após a vitória. ele ficou completamente esgotado do ponto de vista físico e psicológico, pois tirar a vida de Ferdiad foi um golpe muito difícil para ele. E nesse momento, que o Deus do Sol aparece dizendo:
-"Sou Lugh teu pai do Mundo Exterior, filho de Ethliu. Dorme um pouco Cuchulainn, que CU desafiarei a todos."
O Deus Sol então se materializa para assumir as funções do guerreiro que, após morrer durante três, dias, continua mortal. Nesse estado de bardo• pode ascender em direção a três mundos místicos celtas: ao de seu corpo terrestre, ao do espírito físico e, por fim, ao radiante da luz da alma, no qual o próprio sol se manifesta. Quando Cuchulainn dorme, fica unido a seu próprio resplendor, habitando todos os mundos ao mesmo tempo.
Essa fácil mutação entre o soldado humano e seu arquétipo do outro mundo é algo muito comum em qualquer tipo de relato celta. Essa é a chave dos mistérios celtas: a fusão do espiritual, do físico e do imaginário.
Enquanto Lugh permaneceu no lugar de Cuchulainn, os exércitos da rainha de Comlacht, não tiveram passagem. Mas, como Maeve era muito esperta, conseguiu enviar um pequeno grupo de homens que conseguiu roubar o touro. Por fim, ela é obrigada a recuar com seu exército, entretanto, ela já tinha em seu poder o que desejava.
No entanto, quando os touros se encontraram nos prados de Connacht, lançaram-se uni contra o outro. Eles lutaram durante horas, inclusive após o pôr-do-sol sem que ninguém fosse capaz de separá-los. nem sequer Maeve e Ailill. A peleja foi tão colossal que se diz que na mesma noite eles deram a volta em toda Irlanda, perseguindo um ao outro. Ao amanhecer, Donn era o único que continuava em pé. Ele matou Findbennach e espalhou seus restos por toda a ilha.
Mas a alegria da rainha pelo valor de sua recente aquisição não durou muito. O touro sobrevivente subiu em uma colina para mugir para todos os reinos irlandeses e morreu devido ao esforço despendido no ato. Desde então, a colina passou a chamar-se Druim Tairb, a Colina dos Touros.
Como podemos observar, o objetivo principal de Maeve era o touro, que desde a mais remota Antiguidade é um símbolo feminino, encontrado nas culturas ancestrais de Creta do Egito e da Anatólia.
O touro antes de tudo. evoca a ideia de poder e de ímpeto irresistíveis. Para os celtas ele pode ser também, símbolo da morte violenta dos guerreiros. Na Dália são conhecidas representações de um touro com três chifres. o qual, sem dúvida, é antigo símbolo guerreiro (o terceiro chifre. seria o equivalente do que, na Irlanda, é chamado "lon laith" ou "lua do herói", que é uma espécie de aura sangrenta, jorrando do alto da cabeça do herói em estado de excitação guerreira). O touro é ainda, representação da força temporal, sexual, a fecundidade da natureza.
Portanto, não é por acaso, que o segundo signo do zodíaco, o Touro, é governado por Vênus, simbolizando a força de trabalho e encarnando os instintos, especialmente os da conservação, da sexualidade e de um gosto pronunciado pelos prazeres em geral, particularmente pelos da carne.

MAS O QUE TAL LENDA SIGNIFICA. AFINAL?
Todas as Deusas do amor sempre foram associadas à guerra, pois o amor e o ódio, como diz um velho ditado popular, "caminham juntos".
Maeve, como deusa, possui o poder intoxicaste da paixão que nós sentimos no amor, nos desejos, no sexo, assim como na raiva c tia guerra. Sempre existiu uma linha tênue entre o amor e o ódio, o sexo e a violência. Se nós perdermos o controle da paixão, motivados pela ganância. o poder, ou outro tipo de sentimento mesquinho, fatalmente acabaremos cruzando esta linha. Portanto, mantenha seu coração aberto para o amor, mas freie sua paixão com sabedoria.
Maeve tinha muitos nomes: Mab, Madh, Medh e Medhdb. Há poucas referências dela nos filmes. O mais recente é em Merlim da NBC, onde como a Rainha Mab é uma feiticeira maligna. Não existe uma única referência que comprove que Mab ou Meave esteve associada as Lendas Arturianas ou envolvida com Artur. Meave foi um mito pagão e também nunca foi uma entidade do mal.
Maeve aparece em nossas vidas para nos desafiar a assumir a responsabilidade pela nossa vida. L: hora de sermos a "Rainha de nossos domínios", tornando-nos conscientes dos nossos erros e acertos, sendo responsável por tudo que se faz e por tudo que se acredita.
Existem pontos no seu interior que lhe são desconhecidos? Você é daquelas pessoas que vive uma rotina programada realizando sempre as mesmas coisas'? Ou você á daquelas pessoas que para não se incomodar deixa as coisas ficar do jeito que estão? Ou talvez não tenha coragem, ou não estC1a disposta a reconhecer que você e sua vida é resultado das escolhas que faz com responsabilidade.
Maeve, aparece para lembrá-la que o caminha da totalidade está em assumir a responsabilidade de sua vida. seja ela do jeito que for. Somente quando você se assumir, reconhecer quem é, onde está, porque está é que poderá criar algo diferente.

fonte da foto:  braid.com

Deusa Henwen, a Deusa Porca Branca Velha (ou Javalina)

O tema sobre o javali ou a porca, nos fará descobrir um dos aspectos da Grande Deusa que até agora jamais foi entendido pelos mitólogos.


HISTÓRIA DE TWRCH TRWYTH (País de Gales)

"Para conseguir a Olwen em matrimônio, Kulhwch deve apoderar-se de um prodigioso pente que se encontra sobre a cabeça do mágico javali Twrch Trwyth. Para caçar o animal, pelo País de Gales e pela Cornualha, dispõe da ajuda do rei Arthur e de seus guerreiros. Um deles, Gwrhry, experiente mágico, toma a forma de um pássaro e sobrevoa o lugar onde se encontrava Trwyth com seus sete filhotes e pede que um deles vá até junto de Arthur.

Um dos leitões responde:
-"Não falaremos com Arthur, Deus já nos provocou danos suficientes nos dando essa forma, para que venham batedores atrás de nós."
Arthur inicia a caça. Twrch Trwyth assola Dyved e todo o País de Gales. Matando seus filhotes um atrás do outro, e havendo matado um grande número de guerreiros e de reis, parte para Kernyw (Cornualha), onde continua sua devastação. Arthur consegue arrebatar o pente de sua cabeça e depois de terem caçado o javali, o lançaram ao mar. Jamais se soube para onde foi".
(Joseph Loth, Mabinogion, I, pp. 336-344)


HISTÓRIA DE HENWEN (País de Gales)

"Uma porca selvagem ou fêmea javali de Koll, de nome Henwen ("A Porca Branca Velha) estava prenha. Segundo a previsão, a ilha da Bretanha sofreria danos com o nascimento de uma nova ninhada. O rei Arthur, então, reuniu seu exército e foi até a ilha para tentar matá-la antes que tivesse os filhotes. A mãe javali, para esconder-se foi até Kernyw. Dali se lançou ao mar e atrás dela foi toda a manada.
Em Maes Gwenith ("Campo de Trigo"), pariu um grão de trigo e uma abelha; desde então até nossos dias, não há melhor terra do que em Maes Gwenith Llonyon.
Em Penvro (Pembroke), pariu um grão de cevada e um grão de trigo. Em Riw-Gyverthwch, em Arvon, pariu um filhote de lobo e uma águia. Em Llanveir, em Arvon, debaixo de Maen Du ("A Pedra Negra"), pariu um gato chamado Palu."
(Tríada 63, Joseph Loth, Mabinogion, II, pp. 271-272)

A Deusa Porca Branca ou javalina, segundo essa narração, apresenta um aspecto bastante sinistro, pois ela e sua ninhada representam um grande perigo e destruição para ilha da Bretanha. Já Twrch Trwyth devasta tudo por onde passa e mata todos os homens que pode.
É evidente também, que o animal javali está aqui vinculado a fertilidade e abundância: Henwen pare um grão de trigo, um grão de cevada e uma abelha, e faz referência de que se trata de um bom trigo, uma boa cevada e uma produtiva abelha. Porém, ao contrário dá à luz ao lobo, a águia e ao gato Palu. Todos esses animais são usados para representar o feminino diabólico. Por exemplo, a imagem bela e ágil do gato, unidas a sua chamada "crueldade" fazem dele uma imagem feminina ideal, atrativa e muito perigosa. Sempre se diz que a mulher e o gato são cúmplices. O Gato Palu, nascido da Deusa Porca Henwen, é um dos três animais que açoitam a ilha de Mon.
Em "A Navegação de Maelduin", temos o relato de navegantes que chegam a uma ilha misteriosa com uma fortaleza, onde há muitas riquezas expostas e muita comida preparada. Ali nada vive, exceto um gato que salta de um pilar a outro. Os navegantes comem os manjares que pareciam ter sido preparados para eles, porém quando um deles tenta apoderar-se de um colar, o gato se precipita sobre ele e o reduz a cinzas antes de voltar a ocupar o mesmo lugar sobre um pilar. Esse gato é guardião da fortaleza do Outro Mundo, ou seja, é um dos aspectos da Deusa do Outro Mundo.
A Deusa Porca Branca ou Henwen é, pois, boa e má ao mesmo tempo, a imagem da Deusa Mãe dos antigos povos do Mediterrâneo ou da índia. Essa imagem se conservou durante muito tempo, já que a encontramos nos relatos da Távola Redonda. Um conto francês do século XIII, que pertence ao ciclo da Távola Redonda, nos apresenta uma curiosa história do Javali ou Porco Branco:

"Guingamor, cavaleiro bretão, é sobrinho do rei. A rainha se apaixona por ele, mas ele a despreza. Para vingar-se ela faz que Guingamor seja designado para sair à caça do Javali Branco que circunda pelos bosques, e o qual nada e ninguém conseguiu capturar. Justo ao contrário, todos aqueles que haviam ido a sua caça, jamais haviam regressado. No curso da perseguição do javali, Guingamor se perde e encontra uma donzela maravilhosa tomando banho. Ela o convida a ir a sua casa e lhe concede seu amor. Porém, Guingamor deseja regressar a corte de seu tio levando a cabeça do Javali Branco. A linda donzela adverte-o que havia transcorrido trezentos anos desde de seu desaparecimento e que ninguém o reconheceria. Entretanto, ele desejava ir-se. A Fada do Javali Branco lhe recomenda que não beba água nenhuma e não coma enquanto estiver fora do mundo das fadas.
Ele explica sua história a um velho homem que trabalha nas minas de carvão, porém come uma fruta e cai sem vida. Então, as servas de sua amiga encantada vão buscá-lo de volta a seu reino maravilhoso."
(André Mary, La Chambre des Dames, Paris: Gallimard, 1943, pp. 243-252)


Segundo esse relato, a rainha desse misterioso país, de alguma maneira atraiu o heróis sob o aspecto de Javali Branco. Uma vez que esse se encontra em regiões fronteiriças entre os dois mundos, ela o seduz sob o aspecto feminino. Sendo assim, não é muito diferente da Deusa Porca Branca ou Henwen, muito embora aqui se apresente em seu aspecto luminoso, amável e atrativo.
Há ocasiões, entretanto, que se apresentará sob um aspecto mais terrível, como é o caso da javalina Twrch Trwyth, a Devoradora insaciável, que devora até seus próprios filhos. Isso explica a aparente "barbarie" de certos cultos rendidos a Deusa Mãe em toda a Antigüidade hindu ou Mediterrânea. Entre os Konds do sul da índia, até 1835, se preparava uma vítima humana, um "meriah", e a preparação durava de dez a doze dias. Antes da consagração do "meriah" havia um período de orgia desenfreada.
Portanto, a Deusa Javali queria sangue e queria gritos de dor. Mas sangue também é símbolo de fertilidade e sexualidade, por isso, antes do sacrifício eram iniciados os rituais de orgias. Sendo assim, a Deusa se converteu na "Porca" em todo o sentido real ou figurado que essa palavra comporta: um "porco" não é só o homem sujo que não se lava, mas também um homem que faz fornicações.

ARQUÉTIPO DA SEDUÇÃO
Quando a mulher se permite utilizar seu sexo como lhe apetece e sem esperar a permissão do homem, está ativando um aspecto da Deusa Porca. É exatamente por esse motivo que a mulher resulta perigosa para a autoridade masculina.
A fidelidade da esposa foi inventada pelo homem justamente para proteger sua herança: pela filiação masculina, o filho tem que suceder ao pai, o filho, pois, deve ser o "filho do pai" e não o "filho da mãe". O homem pode ter aventuras com mulheres que não resultará em perigo para sua filiação patrilinear, porém se fosse ao contrário, seria uma negação dessa filiação, pois a mulher poderia conceber de outro: seria o retorno a filiação matrilinear, que aparece de forma clara nos costumes celtas e, sobretudo, nas tradições mitológicas dos celtas.
Eis aqui o motivo pelo qual o adultério das mulheres foi condenado tão severamente por todas as sociedades paternalistas. A sociedade celta, que se encontra no meio do caminho entre a fórmula ginecocrática e a fórmula androcrática, é muito mais tolerante sobre o tema.
A Deusa é a Mulher, e a Mulher é perigosa para os homens, por isso Henwen foi lançada pelo rei Arthur ao mar da inconsciência. Portanto, "há uma mulher que dorme no fundo de cada homem" e, muito embora o superego desse homem a reprima, deseja em segredo que desperte.
As relações sexuais livres, simbolizadas pela imagem da Deusa Porca ou Javali, são perigosas porque se acabariam com uma satisfação completa dos desejos intelectuais do homem. Essa satisfação plena seria seguida de um estado de latência, quase um sonho. Estaríamos perto do estado do "nirvana", em que todo o desejo está satisfeito. Falando de outra forma, assistiríamos a um "regressus ad uterum" generalizado, a um retorno à Grande Mãe, um verdadeiro paraíso de proteção de uma matriz cálida e úmida, nutritiva e guardiã de um fogo que jamais se extinguirá: a felicidade eterna que busca o homem e que o faz avançar há milênios, sempre precavendo-se de aleijá-la quando está a ponto de alcançá-la.
Parece que é necessário que o homem viva em estado de angústia permanente. A nossa sociedade alimenta essa angústia por todos os meios. E, acima de tudo, o importante é reprimir os impulsos naturais do ser humano, pois sendo esses impulsos naturais de essência sexual, a partir de Freud não era necessário demonstrá-lo: daí o desprezo do sexo como algo repugnante, perigoso e infernal. Porém, o homem não é o culpado de nada, ele tem "partes nobres", só a mulher é relegada às trevas. E se surge das "Trevas" está coberta de "porcarias", será suja, imunda, asquerosa. Nossa Deusa Mãe se converte então na Deusa Porca que se lambuza na lama. Eis aqui o motivo pelo qual os celtas inventaram a figura de Twrch Trwyth.

A DEUSA-MULHER NA ÉPOCA DO PURITANISMO
Em épocas chamadas de "puritanas", a mulher foi despersonalizada, assexuada, vestida da cabeça aos pés para ocultar seu corpo, que era considerado obsceno, e portanto, devia castigar o objeto de seu pecado.
No princípio do século XX, surgiram personagens bastante sinistros, como o Doutor Pouillet, que inventou uma espécie de "cinturão de castidade", para uso exclusivo das mulheres, e que recomendava cauterizar com nitrato de prata as partes sensíveis da mulher inclinadas a masturbar-se. Outros médicos brilhantes, aprovados pelas autoridades eclesiásticas, praticavam a clitoridectomia, sem dúvida com a finalidade de aplacar o diabo do corpo da mulher, para não falar dos numerosos tratados sobre o matrimônio que aconselhava a mulher a ficar estática nas relações sexuais, para não torcer ou ferir com movimentos bruscos o órgão viril do marido.
Tudo isso seria motivo de muito riso, caso não tivesse tido conseqüências desastrosas sobre a psicologia feminina.
O certo é que o homem não perdoa a mulher, pois só a ela é permitido ter sucessivos orgasmos, enquanto que ele necessita recuperar-se antes de partir para um segundo ato. E, para não dizer, que o homem no ato amoroso, é na realidade o vencido e não perdoa sua companheira, que para o caso é sua inimiga. Portanto, é a verdade que o inquieta.
O que tem a mulher de tão extraordinário e surpreendente? Tem magia, e para o homem, entre a magia e o diabo a distância é curta. Assim, conclui se que foi o diabo que moldou a mulher e lhe deu a forma repulsiva da Deusa Porca ou Javali, sempre atrativa, sempre caçada por valentes guerreiros que acabam por ter medo da verdade.
O homem inventou a figura da Deusa Porca como uma forma de auto-defesa, como inventa substitutos aceitáveis para seu orgulho masculino, substitutos que não sejam perigosos para sua força e que não os arrastem para serem engolidos como sucede na caverna onde reina a Deusa Javali. Porém todos os seus substitutos que não oferecem nenhum perigo, não possuem objetivo. É o exemplo da Pornografia, que se trata de uma sexualidade vazia e que jamais alcançará uma satisfação total.

SIMBOLISMO DO PORCO E DO JAVALI

Os porcos e os javalis desempenham um papel importante entre os celtas. Primeiro, porque os celtas são grandes caçadores e grandes amantes dos javalis, caça particularmente abundante nos bosques da Gália, nas ilhas da Bretanha e na Irlanda. Depois, porque os celtas criavam rebanhos de porcos que viviam quase em estado selvagem, e a função da criação era um dos ofícios mais importantes dentro da hierarquia social. Segundo as "Tríadas" gaulesas, dois dos rebanhos mais importantes pertenciam a Pryderi e Tristão.
O Javali é o símbolo do poder espiritual inacessível, perseguido sem fim por Arthur, que representa o poder temporal e guerreiro. Esse tema está perfeitamente ilustrado no mito Twrch Trwyth, a javalina fantástica, conhecida também pelo nome de Henwen ou Porca Branca, que se opõe a Arthur: ela representa o sacerdócio em luta contra a realeza em uma época de decadência espiritual. Mas Twrch Trwyth é também um aspecto da Grande Deusa, por isso, poder-se-ia ver nessa lenda um aspecto arcaico ou a sobrevivência mítica da antiga religião feminina perante os dogmas paternalistas.
Enquanto símbolo de poder espiritual, o javali é também consagrado ao Deus Lugh e constitui sua comida sacrificial na Festa de Samhain (1 de novembro): várias narrativas míticas mencionam o porco mágico que, nos festins do Outro Mundo, é sempre bem cozido e é inesgotável.

SITUAÇÃO DA MULHER NOS DIAS ATUAIS
A nossa sociedade tem um postulado fundamental que afirma "a superioridade do homem sobre a mulher". Muito poucas pessoas o colocam em dúvida, mas me proponho a examinar suas razões.
O mais evidente é que a maioria das mulheres não são capazes de realizar trabalhos que exijam muita força e que esses são reservados ao sexo "forte". Porém, todo aquele que concorda com essa afirmação jamais viu uma anciã campesina, ou não pensou que a mulher vive mais tempo que o homem e é extremamente mais resistente a qualquer tipo de dor. Além disso, a mulher não foi sempre considerada mais frágil do que o homem. As mulheres celtas são um exemplo desse protótipo de mulher.
A masculinização da sociedade nos conduz a ignorar tudo aquilo que era fundamento mesmo da relação psicossocial, ou seja, os vínculos afetivos que uniam os membros de uma mesma família. E estes se apoiam essencialmente na relação pai-filhos, mas em particular na relação mãe-filho. Suprimindo a noção de Mãe Divina e submetendo-a a autoridade de um Deus Pai, vemos desarticulado o mecanismo instintivo que produzia o equilíbrio primitivo: daí vem as neuroses e outros dramas que atingem as sociedades paternalistas, compreendidas aquelas que se dizem mais evoluídas, as que pretendem devolver a mulher a honra e seu verdadeiro lugar, um lugar escolhido pelo homem.
Na verdade, o homem não poderia escolher um lugar para mulher, mas sim posicionar-se frente a ela, pois de acordo com Montesquieu, uma "lei natural" contra uma "lei racional" não tem nenhum poder. É justamente a disputa entre a "natureza" e a "razão" que é responsável pela cegueira dessa sociedade que, querendo moralizar e corrigir o instinto, separou o ser humano de sua própria natureza.
Outro absurdo é a educação sexual contemporânea presente no currículo escolar do nosso sistema educativo, que é incapaz de formar os jovens para suas futuras responsabilidades. Em primeiro lugar, essa suposta educação sexual despoetiza completamente o amor, o rebaixa a categoria de uma função excretora. Além disso, é uma aplicação da famosa "direção de intenção" tão desejada pelos padres jesuítas: impedindo que as pessoas façam amor, pois o consideram como um ato nobre e altruísta, que só pode ser realizado objetivando a procriação. Essa é a colocação mais grave, pois se esvazia a sexualidade de seu sentido psicológico, fazendo dela uma função genitora, enquanto quando jamais se haja demonstrado que a procriação era o objetivo da sexualidade. A sexualidade é independente da procriação, e não necessita aprender-se em livros ou sob a orientação de educadores que não possuem meios para comunicar o incomunicável, exceto mediante o próprio ato do amor.

ENCONTRANDO SEU PARCEIRO INTERIOR
Encontrar seu "anima" ou "animus", é o primeiro passo para aumentar sua auto-estima e a um alicerce vital para amar outros seres humanos. Se quer se dar por inteiro à pessoa amada, o auto-conhecimento da sua psique interna é de vital importância. Você pode mergulhar seguro (a) em relacionamentos ao saber quem é e o que tem a oferecer. O ritual a seguir, apresentará o feminino e o masculino dentro de você.
Sente-se confortavelmente ou deitei-se bem à vontade. Feche os olhos, respire fundo e vá esvaziando a mente de qualquer tipo de pensamento. Visualize uma escada a sua frente. Vá subindo lentamente e visualize uma porta que se abre e uma luz lilás orquídea iluminará todo o ambiente. Entre pela porta e sua jornada terá início.
Em seguida você verá um lago e a lua cheia refletida em seu espelho da água. Ouça o barulho das pequenas ondas que lambem as margens. Você se sentirá confiante, pronto (a) para a aventura.
Você terá agora duas escolhas para atravessar o lago: um barco com um tipo silencioso e misterioso, homem ou mulher, sentado (a) nos remos, ou um cisne branco, o símbolo celta que representa a Deusa, que o levará até o outro lado. Tanto o barqueiro quanto o cisne conhecem o caminho para a ilha.
Ao atravessar o lago, no barco ou no cisne, passa por uma bruma iluminada pela luz da lua e depois de algum tempo de viagem vê emergir uma ilha escura. Desça de sua embarcação e caminhe por uma trilha que encontrará na entrada de uma densa floresta. No fim dela haverá um castelo onde o seu parceiro(a) interior o aguarda. Na entrada do castelo encontrará dois Guardiões: um é humano e o outro animal. Sua tarefa será despistá-los ou aprisioná-los em um casulo de luz branca, que tecerá em volta deles com fios de seda. Neutralize o poder deles, mas não os destrua.
Após passar pelos Guardiães, entre o castelo e investigue seu interior, observando as várias salas, passagens, materiais e objetos. Seu Parceiro Interior estará em uma torre alga, em uma masmorra profunda e mágica ou em alguma câmara escondida. Não haverá outros habitantes no castelo, só seu Parceiro Interior estará lá e quando o encontrar, inicie o diálogo.
-"Como se chama? Ou como gostaria de ser chamado? Como poderei quebrar o encantamento que o prende aqui? Que tarefa devo realizar para ajudá-lo a sair dessa ilha? Que mudanças na minha vida me transformariam em um (a) amante mais atraente e eficaz? Existe algum guia espiritual ou mestre animal que poderia me auxiliar?..."
Quando terminar a conversa, proponha uma nova visita. Despeça-se e retorne para à margem do lago onde o lago e o cisne o (a) levarão ao outro lado do lago. Volte a visualizar a porta e entre nela. Respire profundamente por três vezes e tente abrir seus olhos.
Seja Bem-vindo (a)!

Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

Bibliografia:
Hadas y Elfos - Édouard Brasey
Enanos y Gnomos - Édouard Brasey
La Mujer Celta - Jean Markale
Diccionario de Las Hadas - Katharine Briggs
El Gran Libro de la Mitologia - Diccionario Ilustrado de Dioses, Heroes y Mitos - Editora Dastin; Madrid
Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi
Livro Mágico da Lua - D. J. Conway
Explorando o Druidismo Celta- Sirona Knight
O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino
O Amor Mágico -Laurie Cabot e Tom Cowan
Hadas - Jesus Callejo
Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May
Diccionario Espasa - J. Felipe Alonso
A Deusa Tríplice - Adam Mclean
Hadas - Montena; Brian Froud y Alan Lee

fonte da foto: http://sagrado-feminino.blogspot.com