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Abençoados sejam todos!

15 de fev. de 2012

Deusa Mãe

Todas as Deusas são uma Única Deusa pois só existe um Fogo Iniciador e um Princípio de Sabedoria.

A Grande Mãe que está por detrás de todos os ritos de todas as coisas criadas...
"A Deusa torna o corpo e a vida sagrados, e liga-nos à divindade que permeia toda a matéria: Seu órgão simbólico é o útero “.
"O Seu órgão de conhecimento é o coração. Tanto o coração como o útero são vasos através dos quais a vida desperta. São ambos cálices para o sangue que os enche e os esvazia. Um sustenta a vida, o outro traz novas vidas ao mundo”.
A Deusa Mãe é todas as Deusas e uma só Deusa desde o princípio dos tempos. A Deusa é a fonte por de trás de todas as coisas...
As aparições da Nossa Senhora de Fátima , como outras em todo o mundo, correspondem sem dúvida, de uma forma ou de outra a uma manifestação que dá expressão visível e simbólica à força crescente do arquétipo da Deusa-Mãe que foi há milênios relegado pela história dos homens para segundo plano e está adormecido ao nível do inconsciente coletivo, dentro de toda a humanidade.
Ele surge novamente no princípio do séc. XX como resposta energética aos apelos das pessoas e das populações assoladas pelas guerras. Esse apelo vem principalmente da parte das mulheres, sempre as mais castigadas pela violência dos homens. Elas respondem por sua vez ao apelo da Deusa Mãe pela necessidade inerente e premente do princípio feminino da terra, e seguem fiéis dentro e fora de si os passos da grande Deusa- Mãe com fervor. A voz amordaçada das antigas Sacerdotisas eclode... No entanto, essa força inata em cada mulher na manifestação do feminino sagrado e da Mãe que é a expressão da mulher na terra, é desde logo e mais uma vez usurpado pela Igreja de Roma e explorado pelos Bispos e Padres e Políticos em detrimento da mulher verdadeira que está a acordar. Mas ainda assim, mesmo que oculta e recalcada dentro de cada mulher.

“A Deusa é uma consciência que permite todas as coisas. É a fonte que mantém toda a união, a cola da criação. Este é um conceito difícil de ser absorvido por algumas pessoas. É difícil para as mulheres conceber uma energia poderosa, que corre através do seu próprio sangue, em semelhança com elas mesmas. É chocante para os homens pensar que, talvez, uma vibração feminina possa ser a fonte que está por detrás de todas as coisas.”

A Deusa-Mãe, por muito tempo, ela foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamas de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria).A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. 

Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa).Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.A lua está diminuindo. É tempo de reflexão. Neste período, reina o aspecto da Deusa conhecido como a Anciã. Ela é a senhora da purificação e da destruição, e nos permite a introspecção e a análise de nossos erros. É um período de silêncio: a Anciã recolhe-se aos domínios da morte, onde permanecerá durante um curto período e ressurgirá na forma da Donzela. É a Mão que Fere e Acaricia: pode nos possibilitar o impulso que necessitamos para mudanças em nosso psiquismo ou oferecer uma arma para que nós próprios nos causemos ferimentos. 

A este aspecto podem ser relacionadas deusas como Nemaín (irlandesa) e Hécate (grega).A Grande Deusa pode se apresentar ainda sob várias formas. Uma de suas características é a diversidade. O estudo de mitologias diversas mostrará  diversas outras manifestações do Feminino Sagrado. Dentro de nossa Religião, porém, deve-se sempre ter em mente que todas estas manifestações são apenas reflexos de uma só Deusa, que possui diversas maneiras de mostrar-se aos olhos de seus filhos.Os Bruxos e Bruxas são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais.

Para as mulheres, a Deusa representa sua totalidade enquanto pessoas. Permite a elas conhecerem tanto seu poder criador quanto seu poder destruidor. É através da Grande Mãe que as mulheres alcançam seu mais alto grau de compreensão de si mesmas, libertando-se de todos os bloqueios, sendo quem são: mães, amigas, virgens, amantes ou irmãs. Ou todas ao mesmo tempo.Aos homens a Mãe possibilita o despertar de sentimentos e faculdades adormecidas ou reprimidas. Ela lhes permite reconhecer características de si mesmos que lhes foram negadas pela sociedade durante séculos, sem que isso lhes cause vergonha ou lhe torne menos homens. A Grande Mãe dá aos homens a possibilidade de realmente conhecerem a si mesmos.Se não encontrares a Deusa dentro de ti, nunca a procures fora de ti. Nunca perca as esperanças; ao contrário, lute sempre por aquilo que lhe é mais sagrado. Quando lhe parecer que sua busca chegou ao fim sem dar nenhum resultado, a Luz da Grande Mãe brilhará em seu coração em todo o seu esplendor. Este é o maior de todos os Mistérios. 

Quando os povos primitivos identificaram a mulher com a Terra e associaram a existência da Terra a poderes divinos, consideraram que o poder que conspirou para que o Universo fosse criado era feminino. Como só as mulheres têm o poder de dar a vida a outros seres, nossos ancestrais começaram a acreditar que tudo tinha sido gerado por uma Deusa.
Os povos de neolítico e do paleolítico não conheciam Deuses masculinos. O conceito do ato sexual como fator de fecundação inexistia, pois eles acreditavam que as mulheres engravidavam deitadas ao luar, através do poder da Grande Deusa manifestada como a Lua.
Em diversas partes do mundo a Grande Deusa Mãe é associada à Lua, já que existia um poder maior que agia entre a mulher e a Lua.
Todas as religiões primais viam no poder feminino a chave para o Mito da Criação e assim o Universo era identificado como uma Grande Deusa, criadora de tudo aquilo que existia e que existiu. Nada mais lógico para uma sociedade em processo de evolução, pois não é do ventre da mulher que todos nós saímos?

O símbolo da Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criação se parece com o que se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida.
Dentro da Religião Antiga todos os vários Deuses e as múltiplas faces e aspectos da Deusa, nada mais são do que a personificação e atributos da Grande Divindade Universal.
A Deusa não está ligada somente às manifestações da terra, pois ela representa as forças celestes. Ela é a dona do céu noturno , guardiã dos sentimentos, do interior da alma humana e do destino do homem. Ela é uma presença contínua que está além do tempo e do espaço.

As religiões pagãs são, no ocidente, aquelas que mais focalizam os cultos em uma Deusa Mãe.
Na religião antiga acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Como algumas tradições seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da que diz que "Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus. A Deusa Mãe é a geratriz de Todo o Universo e de tudo o que ele contém, daí a frase: Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna.
Uma questão que muitas vezes se levanta na é se A Deusa é mais importante do que O Deus. O que se pode dizer é que é uma discussão inócua. A Deusa e O Deus são de igual importância na Religião Antiga. As duas divindades básicas  são complementares. Não há hierarquia entre elas.

A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük, e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa Mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300.000 a.C.) e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal. 

A Deusa pode ser entendida como campo que produz formas, o que significa dizer, procurar a fonte da sua própria vida, a relação entre o seu corpo, enquanto forma física, e a energia que o anima. Para Campbell, um corpo sem energia não está vivo, mas também não se pode dissociar, na própria vida, o que é do corpo daquilo que é energia e consciência.
Com relação à questão da Deusa-Mãe, Campbell observa que, em termos históricos, ela reinou ao longo de todo o vale dos rios Indo e Ganges, na Índia, do mar Egeu ao vale do Indo, e vai ser integrada aos indo-europeus, descendo do norte em direção à Pérsia, Índia, Grécia e Itália, onde a mitologia já assume uma orientação masculina.
Porém, essas histórias mitológicas que estão relacionadas às revelações da grande Deusa- mãe do universo e de todos nós, nos ensinam efetivamente a compaixão por todos os seres vivos, como sendo o caminho da vida espiritual.

Quanto à história das religiões ocidentais, o mitólogo aponta que, no Velho Testamento, foi um Deus que criou o mundo, sem a presença de uma Deusa. Mas nos provérbios, é Sofia, a Deusa da sabedoria, quem diz: “Quando Ele criou o mundo, eu lá estava e era a sua grande alegria”.
Cambpell também cita o Concílio de Éfeso como um momento histórico, no qual foi proclamada a divindade de Maria, apesar de que esse argumento tenha surgido na Igreja algum tempo antes. Ele diz que, no momento em que o Concílio estava reunido; discutindo a divindade de Maria, entre outras questões, o povo permanecia aglomerado ao redor do templo e começou a gritar em sua reverência: “A Deusa, a Deusa”. "Ela certamente é a Deusa”.

Hoje em dia, a imagem da Deusa-Mãe, e especificamente de Mãe Maria, é cada vez mais popular, resgatando mitos e culturas ancestrais que tinham sido soterradas por séculos de domínio dos deuses.
Mãe Maria está indiscutivelmente ligada ao catolicismo. No entanto, por ironia, o nome e o conceito de Mãe Maria nunca foi tão divulgado, discutido e repensado quanto na época da chamada Nova Era, o conjunto de pensamentos e atitudes de natureza mística e esotérica – para não falar das terapias alternativas – que a Igreja Católica já condenou mais de uma vez.
É provável que, na Nova Era, a ideia de Mãe Maria tenha atingido o ponto que, nos primórdios do cristianismo, a Igreja procurava atingir: a homogeneização do conceito. Em outras palavras, o cristianismo procurava unir, na figura de Mãe Maria, todas as demais divindades femininas e os conceitos referentes às deusas-mães das inúmeras religiões do mundo conhecido na época. Era uma forma de trazer para si os adeptos das demais religiões com o mínimo de conflito possível com a cultura local.

Para alguns historiadores, arqueólogos e antropólogos, essa tentativa de unificação teve início no Concílio de Éfeso, realizado em 431, convocado pelos imperadores Teodósio II (409-450), imperador romano do Oriente, e Valenciano III (425-455), imperador romano do Ocidente. Éfeso era o centro do culto à deusa Artêmis (ou Ártemis). Diz-se que, depois das resoluções do Concílio, todas as estátuas de Artêmis existentes na cidade ganharam uma auréola, e ela passou a ser identificada como Nossa Senhora.
Processos semelhantes ocorreram por toda a Europa, estendendo-se até a Idade Média, com os deuses e, no caso, deusas pagãs sendo transformadas e homogeneizadas, principalmente na figura da Mãe Maria. Em alguns casos, essa incorporação de novas deusas não implicou mudança das características de Mãe Maria, mas em outros momentos, ela assumiu algumas das características das deusas locais, sejam aquelas relativas aos seus poderes, à sua relação com a natureza e com os seres humanos, sejam as físicas.

No entanto, na Nova Era, as deusas do mundo antigo ressurgiram com caras novas – às vezes com as caras antigas, recuperadas, quando não com características inventadas para fins de consumo – ganharam força e, ao mesmo tempo em que voltaram a se individualizar, reforçaram a imagem de Mãe Maria como representante de uma força, de uma energia que, até então, se encontrava em poder dos homens.
A partir dos anos 60, o mundo sofreu uma chacoalhada com o movimento hippie, com a ideia de liberdade sendo levada ao extremo, como uma reação ao "quase fim" da liberdade com as ideias nazistas que levaram à II Guerra, e como reação à escalada militarista que mais uma vez ameaçava partir o mundo ao meio. E foi principalmente no seio desse movimento que renasceu o conceito da Mãe, ou das deusas-mães como responsáveis pela transformação necessária ao planeta, até então dominado pelos homens.

É claro que o conceito não era novo – inúmeras sociedades e grupos esotéricos e místicos já defendiam essa postura há muito tempo – mas a década de 60 apresentou uma espécie de "caminho livre" à frente. Assim, Mãe Maria podia voltar a ser entendida de uma forma mais ampla, indo além da visão da Igreja Católica, que os chamados neopagãos sempre consideraram estreita e extremamente dogmática.
A nova maneira de encarar a questão de deusas de nosso passado levou inúmeros pesquisadores e estudiosos, das mais diversas áreas, a desenvolver estudos – não só como pesquisa histórica, mas como um profundo entendimento das questões espirituais e psíquicas em torno do tema Mãe Maria e deusas-mães.

O paganismo cultua há anos o Mistério da Grande Mãe e seus muitos nomes que surgiu entre os homens quando estes ainda tentavam compreender a si mesmo… 

Abençoado seja o Filho da Luz que conhece a Mãe Terra, pois la é a doadora da Vida.
Saiba que a Tua Mãe Terra esta em Ti e tu estas Nela.
Foi ela quem te gerou e quem te deu a Vida.
Saiba que o Sangue que corre nas Tuas veias nascestes da Mãe Terra.
O Sangue dela caiu das nuvens, jorra pelo céu, borbulha nos riachos das montanhas!
Saibas que o Ar que Tu respirastes, nasceu da Mãe Terra.
Amada Mãe coloca nos nossos corações o Teu imenso Amor.
Terra das Árvores sagradas, das árvores irmãs, que nos ensinam tanto, passando pelas quatro estações e mostrando que á tempo de semear, de cultivar, de crescer, de evoluir o tempo de abraçar e de tocar as energias e a Harmonia que equilibra.
Agradecemos todos os Vossos Reinos, que unistes os elementos com o nosso coração.
Que as Águas possam ser curadas, preenchidas de Amor .
Que a Paz possa Reinar em todos os continentes .
Que os Pássaros nos mostrem a sua liberdade.
Que a Luz do Amor e da Deusa inunde o Planeta.
Mãe Terra vos louvamos, vos agradecemos, abençoamos vossas águias, colocando nelas o Amor que Cura, que Semeias-tes a Nossa Vida .

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/09/importnacia-da-deusa-mae.html

Deusa Tríplice

Nas religiões pagãs, em especial na Religião Antiga, o símbolo mais importante utilizado na representação da Deusa é a própria Lua.
Dessa forma (onde é chamada de Deusa Tríplice ou Tríplice Deusa), associando-se às três fases visíveis da Lua, manifesta-se de três maneiras:

Na lua nova/crescente, A Deusa é a Donzela (representando a pureza e a busca pelo conhecimento).

Na lua cheia, Ela é a Mãe (representando poder, proteção e carinho maternal).

Na lua minguante, Ela é a Anciã (representando sabedoria, conhecimento e renovação).

Esses são os seus três diferentes aspectos.

As tradições pagãs têm como base e fio condutor a Natureza e suas forças. Os que seguem a Tradição da Deusa sabem que é Ela a responsável por tudo o que existe.
A Deusa não governa o mundo de um lugar distante e transcendental. Ela é o mundo, Ela está no mundo. Ela é tudo que existe, existiu e existirá.
As forças de criação, manutenção e destruição fazem parte do ciclo da vida e da Natureza. A Grande Deusa é então a criadora, a nutridora e a destruidora, é a Deusa Tríplice, pois ela contém o ciclo contínuo de vida, morte e renascimento. Ela é a Donzela, a Mãe e a Anciã.

A lua por ser uma grande representante das energias femininas e da Deusa, simboliza as suas três faces. Mas as correspondências não param por aí e no ciclo anual do sol – que como força criadora era associado à Deusa antes das sociedades patriarcais – também encontramos as três faces da Deusa. O que não é de se admirar, já que toda a existência é composta destes aspectos tríplices, queiramos nós ou não, pois não há como fugir dos ciclos de vida, morte e renascimento. Pensando bem, por que haveríamos de querer fugir de um ciclo tão harmônico, justo e vital? E não é só isto, por que não nos sintonizamos com estes ciclos já que também somos natureza?
E que significam estes aspectos da Deusa Tríplice? Como já disse, a Deusa rege toda a Natureza e toda a existência. Ela Rege, sendo regida por Ela própria; Ela cria, sendo Criação de si mesma. Ela É e Está em tudo! Assim, dentro de seu ciclo de criação temos os seus aspectos de Donzela, Mãe e Anciã, representando as fases da vida. Por isto a Grande Deusa ser conhecida também como Deusa Tríplice. Vamos conhecer estas suas três faces.

A Donzela, representada pela Lua Nova a Crescente, simboliza os novos começos, a juventude, a esperança, as sementes, o crescimento, a vitalidade, o lúdico. Como Deusa Ela aparece enaltecendo sua beleza, feminilidade e sexualidade. Muitas vezes é denominada de virgem, mas não no sentido de abstinência sexual. E sim de não pertencer a ninguém, em ser livre e completa em si mesma.
A estação do ano correspondente à Donzela é a primavera, e dentre as Deusas Donzelas enumeramos algumas: Perséfone (grega), Ártemis (grega), Diana (romana), Eostre (germânica), Aine (celta), Branwen (celta), Bast (egípcia).

A Lua Cheia traz o aspecto Mãe da Deusa. Ela é aquela que nutre, protege e ama incondicionalmente; Ela é fértil e próspera. Sua sexualidade é exuberante e também a Sua beleza. Ela está plena de Sua potência e força vital. Muitas vezes a Deusa Mãe é representada grávida, ou com vários seios, ou com seu filho nos braços, representando o Deus que renasce de seu ventre.
Sua estação é o verão e algumas das Deusas Mãe são: Deméter (grega), Ísis (egípcia), Danu (celta), Freya (nórdica), Lakshmi (indiana), Maeve (celta), Inanna (suméria), Kuan Yin (chinesa).

A Deusa como Anciã vem com a Lua Minguante. Ela é a parteira, a Bruxa, a Mulher Sábia, pois é a Senhora da Sabedoria e conhece o oculto e a magia. É a Rainha dos Mistérios e também Deusa da Cura. Ela rege os finais, o desapego, o conhecimento, as transformações e a morte. Lembrando que a morte contém a vida (e vice-versa), e assim como a Lua que míngua desaparecendo no Céu, ressurgindo Nova para iniciar um novo ciclo, a vida se reinicia num ciclo contínuo de vida- morte-vida.
Também estamos sempre nos transformando, abrindo e fechando ciclos. Alguns procuram estas mudanças, outros resistem em vão e parecem mortos-vivos. As transformações podem ser sutis e internas, mas uma mudança de energia e percepção ocorre e, daí, tudo se torna novo, mesmo que aparentemente nada tenha mudado.

O meio do outono e o inverno são regidos pela Deusa Anciã, que nos convida a um tempo de maior interiorização e introspecção. Algumas Deusas Anciãs: Baba Yaga (escandinava), Hécate (grega), Sedna (Inuit), Kali (indiana), Cailleach (celta), Sheela Na Gig (celta).
Algumas Deusas abrangem os três aspectos de Donzela, Mãe e Anciã e por isto são consideradas Deusas Tríplices. São elas: Ísis (egípcia), Cerridwen (celta), Brigith(celta), Morrighan (celta), Sedna (Inuit), entre outras.

Isto acontece pelo fato de seus cultos terem sido fortes o bastante para resistirem a tendência separativista e compartimentada do patriarcado,uma forma nada holística de viver e sentir a vida. A força da cultura de uma região também é de vital importância para este fato, como por exemplo, a cultura Celta, que sempre valorizou o poder sagrado da triplicidade e o sentido de Totalidade, daí a maioria de suas Deusas serem Deusas Tríplices.
“A chave da deusa tríplice abre muitas portas que dão acesso às camadas mais profundas do nosso ser".

A concepção da deusa tríplice, ocorrem em muitas lendas dos velhos ancestrais celtas e estão presentes também na crença de muitos grupos pagãos. A mitologia grega, concebia a deusa tríplice manifestada em Ártemis (que encerra a Lua), em Selene (Lua Cheia) e Hécate (Lua Minguante). Na verdade, os antigos gregos nos fornecem a maior fonte de consulta sobre as deusas.
A Irlanda, representava a deusa tríplice como Anu, que era virginal, Badb, a mãe, e Macha, a anciã. No sul da França, Anu era conhecida como a "Brilhante". Era patrona da fertilidade, do fogo, da poesia e da medicina. Mas como toda a luz também produz sombra, era também conhecida a Anu-negra que devorava os homens. No País de Gales, as três (deusa tríplice) estão representadas por Blodeuwedd, a donzela, Arianrhod, a mãe e Cerridwen, a Crone.

Toma-se consciência de que os fatos da mitologia, totalmente desacreditados pela ciência materialista, estão sendo hoje em dia restabelecidos como fatos do inconsciente, ou seja, da psique. Até onde o cristianismo foi introduzido, o culto da deusa tríplice foi assimilado. Podemos perfeitamente visualizá-la nas lendas das três Marias. Na Irlanda, as três Brígidas são aceitas pela Igreja católica e seus santuários são considerados milagrosos. 

O caráter tríplice da deusa é muito importante. Não se trata de uma mera multiplicação sob três aspectos, mas sim a deusa se revelando em três níveis e nos três domínios do mundo e da humanidade. Assim, como o homem também é tríplice tendo corpo, alma e e espírito. As três facetas da deusa costumam ser vistas como correspondentes a esses planos de microcosmo do ser humano. O macrocosmo apresenta-se igualmente tríplice: consiste no céu (o reino uranio), na superfície da Terra (e, por vezes, no Mar) e nas profundezas da Terra (o Mundo Inferior ctônico). Algumas deusas tríplices se ligam a estes três reinos. Do mesmo modo, o reino do tempo têm dimensões: Passado, Presente e Futuro. Algumas das deusas, correspondem de maneira tríplice, a divisão do tempo. Segundo a Sra. Harrison, na Grécia antiga, o mês era dividido em três períodos, de dez dias cada, correspondendo a três fases da lua e simbolizadas por Hécate-triforme. Este arranjo precedeu a divisão do tempo em quatro períodos ou semana.
O mais importante aspecto tríplice da deusa é a sua manifestação como: Virgem, Mãe e Anciã. Como Virgem ela é o amanhecer, o nascimento, a primavera, o começo de uma nova estação de crescimento, o encerrar da Lua. Ela é encantamento, sedução e florescimento. No País de Gales, esta deusa toma o nome de Blodeuwedd, a Deusa da Primavera. Os brotos das flores a representam. Na Irlanda é virginal em Anu (e também Dana) representando o florescimento da fertilidade, o calor do pleno verão. Outras sociedades também possuíram sua Deusa Virginal, como a Diana dos romanos.

Há entretanto, outras maneiras de abordar o caráter tríplice de uma deusa. Ela representa também um arquétipo que se reflete no interior de nossa alma. Este caráter tríplice pode ser percebido em muitas facetas da vida e torna a deusa tríplice uma figura que podemos nos identificar facilmente.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.
A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

Nos cultos pagãos onde sempre se reverenciou a Natureza, há o culto da Deusa Tríplice. Não se trata de três deusas distintas mas sim dos três aspectos diferentes e complementares da Deusa ou da polaridade feminina de Deus (o TODO). Esses três aspectos na verdade são imagens arquetípicas: a donzela, a mãe e a anciã.
A deusa tríplice vive no lado ativo da psique feminina e toda mulher deve aprender a identificar suas facetas, para depois trabalhar com ela. Perceber como ela se manifesta em nosso interior é importante para evitar que este espaço seja inundado por uma destas facetas, anulando por completo a nossa vontade e impedindo-nos de exercer o nosso direito de livre escolha.A triplicidade da deusa pode ser percebida em muitas facetas da vida. Se lhe concedermos a oportunidade para se manifestar como figura mítica, ela poderá inspirar a nossa alma, assim como nutrir, sustentar e transformar o cerne do nosso ser.

Os exemplos associados a Deusa Anciã são:

Hécate: Entre os gregos chamada durante a idade Média de a Rainha das Bruxas, era uma divindade do Submundo e da Lua, adorada nas encruzilhadas, onde se faziam sacrifícios em sua homenagem.

Hel: Deusa germânica do Submundo. Segundo os Mitos, era a Ela que retornavam todos os mortos ao fim de sua existência.

Morrigu: Deusa celta dos Mortos, que também regia as guerras. Tem um aspecto triplo em si mesma e às vezes era chamada de "As três Morrigans".

A Bruxaria é uma religião lunar por excelência. Ainda que tenha elementos solares, expressos nos sabás (que celebram o ciclo de vida e morte do Deus-Sol), as suas principais características são lunares. Por isso na Bruxaria, tanto tradicional quanto moderna (Wicca) celebra-se o ciclo da Lua nos chamados esbás.
A Lua representa a Deusa Tríplice. Na lua nova e crescente ela é a Donzela, na lua cheia é a Mãe e na lua minguante é a Anciã/Deusa Negra
Ordinariamente, a única fase da lua que todo praticante da Bruxaria celebra é o plenilúnio, que é o primeiro dia da lua cheia, quando a Deusa mostra-se no máximo do seu poder.
Nesta fase, que são os últimos três dias da lua minguante, a lua acabou de minguar e desapareceu totalmente, abandonando os céus. A Deusa então mostra-se como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à bruxaria já comece a celebrá-la. Aconselha-se por volta de seis meses de experiência com o plenilúnio antes de se trabalhar a Lua Negra. A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio. Porém, o Seu poder é de uma ordem diferente.
É o poder das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade. Em geral, é um poder que assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós).
Na Lua Negra, ao contrário, não há essa obrigação da "idade" das deusas. Por exemplo, Hécate, a deusa mais comumente associada com essa fase, era normalmente retratada pelos antigos gregos como uma mulher bem jovem. Em termos de idade, ela seria uma deusa da época da lua crescente. Mas as suas características de Deusa Negra fazem com que ela seja melhor associada à fase de escuridão da Lua. De qualquer forma, as celebrações das luas crescente e minguante não é obrigatória, embora possa ser enriquecedora a quem as fizer. Em verdade, a maior parte dos praticantes da Religião Antiga preferem celebrar apenas a lua cheia e alguns também a lua negra.
Mas cada um deve fazer do modo que achar melhor e for mais produtivo para a sua vida. Mas sempre lembrando da necessidade de conhecer todas as faces da Deusa, que se repetem em nossas personalidades, assim como os Deuses, somos parte luz sombra. Para nosso completo equilíbrio, estas forças devem interagir em nosso ser de maneira harmônica, sem excessos.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/09/deusa-triplice.html

13 de fev. de 2012

Scathach, Scota, Scatha, Scath

Irlanda, Escócia.

"Shadow, shade"; "The Shadowy One" "She who strikes fear" Underworld "Sombra", "The One Shadowy" "Ela, que atinge Submundo do medo"
Goddess of the Land of Scath. Deusa da Terra de Scath. Dark Goddess; Deusa das Trevas;
Goddess in the destroyer aspect. Deusa no aspecto destruidor. Also a warrior woman and prophetess who lived in Albion (Scotland) probably on the Isle of Skye and taught the martial arts. Também uma mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion (Escócia), provavelmente na Ilha de Skye e ensinou as artes marciais.
Patroness of blacksmiths, healing, magick, prophecy, martial arts. Patrona dos ferreiros, cura, magia, profecia, das artes marciais.

Seu nome significa “Sombra” e representa aquela que combate o medo ou quem semeia o medo. Scathach é uma Deusa guerreira e profetisa que viveu na Escócia, ensinando as artes de batalha para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, uma vez que ela era considerada dura e impiedosa e foi considerada a maior guerreira de todos os tempos e foi ela quem treinou CuChulainn (um dos maiores guerreiros da Irlanda). Filha do rei da Scythia, irmã de Aife e mãe de duas crianças: Cet e Cuar.
Uma mulher lendária guerreira escocesa. Reconhecida pelos seus ensinamentos para o grande herói Cuchulainn Ulster de combate e batalha.

Ela está sempre presente nos campos de batalha atrás das almas dos mortos para encaminhá-los para Imrama Anam (Jornada da Alma) ou para Tir Nan Og (Terra da Eterna Juventude).
Considerada a Deusa dos ferreiros, da profecia, da cura, da magia e das artes da luta. Os guerreiros que ela concedia treinamento passavam por três etapas no treinamento:
- Armamento: onde conheciam e aprendiam a manusear todas as armas disponíveis, tanto as feitas pelo homem, como aquelas que poderiam ser extraídas da Natureza, durante um combate.
- Cognominação: onde o guerreiro adotava um novo nome, o nome que levaria para o resto da vida e o nome que lhe traria a glória da batalha.
- Iniciação Sexual: como o próprio nome já diz, o guerreiro iniciava as suas relações sexuais.

Seguindo essas três etapas, quando o guerreiro voltasse à Irlanda, ele seria invencível. No entanto, seu treinamento era considerado um dos mais terríveis da Irlanda, tanto que para que Scathach aceitasse treinar um rapaz, ela o submetia a travessia de uma ponte instável de onde objetos mortais eram arremessados pelas laterais da ponte, derrubando os imprestáveis na correnteza fatal do rio (foi daí que criaram a gincana da Ponte do Rio Que Cai).
“Perder o medo é se atirar no escuro, enfrentando o desconhecido.”

Ela também era conhecida como a Deusa Gaelic of the Dead e foi dito que ela iria procurar o campo de batalha para os guerreiros mortos e orientá-los para o caminho de Tir Nan Og. Ela foi tão bem respeitada por Tuatha De Danann deram-lhe a imortalidade por tocá-la e transformá-la em Sidhe. Outra de suas funções era a queda de pessoas que viviam vidas indignas uma espécie de poço de desespero.

Foi dito aos homens que para ganhar seu respeito e ser capaz de ser digno de seu ensinamento, teriam que passar no teste certo. Escala as montanhas ocidentais, passar no covil de um dragão, caminhar sobre a navalha afiadas das rochas e passar na ponte de saltos. 

Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cuchulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda.

Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cuchulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. 

O herói irlandês Cuchulainn atravessou a ponte de Scâthach com o "salto do salmão": pulou até o meio da ponte e, com um segundo pulo, chegou até a outra extremidade, demonstrando metaforicamente o pulo de fé para ingressar no reino feminino.
Scâthach ensinou a Cuchulainn as técnicas de guerreiro e também os mistérios do sexo. De acordo com a lenda, ela ofereceu-lhe "a amizade das coxas". Toda a guerreira celta era conhecida como uma furiosa amante erótica, mesmo podendo ser uma temível inimiga.
Cuchulainn foi treinado por Scâthach durante um ano e um dia,

Então, seja como professor de CuChuliann, padroeira da cura ferraria, e artes marciais Celtic, profetisa,bruxa ou guia dos mortos para Tir Nan Og. Scathach I would say that Scathach is a worthy Goddess indeed. é uma deusa.
No Ciclo de Ulster, ela é uma expert temível nas artes da guerra. É a ela que Cu Chulainn, o maior dos guerreiros celtas, vem em sua juventude para aprender seu ofício. Este ensinamento ocorreu em Alba. Foi a partir Scathach que Cu Chulainn recebeu o 'Game Bolg', lança sua formidável farpado (ou espada, em algumas versões), cujo impulso era invariavelmente fatal.
Scathach também foi uma bruxa poderosa . Lore diz-nos que ela tinha o dom de profecia, e ela predisse o destino CuChulainn durante o curso de ataque Rainha Madb contra Ulster.

A mulher da Velha Irlanda, único lugar que nunca foi visitado pelas legiões romanas, manteve sua independência até o século XII e uns três séculos mais, estava ainda, quase em plano de igualdade com o homem. Ela não foi derrotada em luta pelos romanos, mas sim pelo cristianismo. Podemos dizer, que a mulher celta foi a grande precursora do feminismo moderno.

Muito embora a mulher celta fosse uma guerreira, ela se preocupava com a aparência. Trançava os cabelos, usava muitos adornos e até pequenos sinos em suas roupas para atrair a atenção do sexo oposto. Forte, mas feminina, pois sabia que era a única do gênero humano que podia dar vida. Sem descendência, não haveria família, nem clã, nem tribo. Com escassa descendência, sua tribo se tornaria menos numerosa, possuindo menos recursos, menos mãos para o cultivo e para guerra.

A nossa jornada da vida sempre será uma trama de um grande drama, onde sofreremos vitórias e derrotas nas mãos de pessoas ruins e todos os dias uma nova convocação é refeita para combatê-los.
Todas as histórias de heróis e heroínas até podem nos inspirar, mas cabe a cada um de nós responder ao seu próprio chamado, ou seja, individualizar-se.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/09/scathach-scota-scatha-scath.html

Aradia

Aradia (Herodias) é uma das personagens mais importantes da Stregheria (Bruxaria Italia), chamada de Strega Sagrada, nasceu em 11 de Agosto de 1313 d.C. em Volterra, Toscana, região Norte da Itália.
As tradições e folclore da Bruxaria Italiana contam que Aradia foi enviada a Terra por sua mãe Diana, a Grande Deusa das Bruxas e Fadas, para que ela ensinasse a Bruxaria aos homens e trouxesse o reflorescimento da Antiga Religião Pagã.
Aradia é considerada uma "Avatar" feminina; uma Deusa que encarnou na Terra para trazer a liberdade para as classes oprimidas pelo clero e pela nobreza.
Sua história foi contada de geração em geração pelos Clãs e famílias de Streghe.
Deusa. Sacerdotisa. Strega. Filha de Diana. Nas várias tradições da Bruxaria, Aradia é cr
Muitos julgam que sua existência é apenas lendária, mas não é isso que pesquisadores da Stregheria acreditam.

O mito desta strega conta que ela nasceu do amor entre a Deusa Diana e seu irmão Lúcifer. O registro mais famoso dessa lenda está no livro "Aradia - o Evangelho das Bruxas", do antropólogo inglês Charles Godfrey Leland, e já criou muita polêmica por relacionar a Bruxaria com Lúcifer, que seria o demônio na tradição cristã.

Diana, Regina delle Streghe.
Diana, La Regina delle Streghe (Diana, a Rainha das Bruxas) é a mais alta divindade dentro da maioria dos Clãs de Stregheria, a Bruxaria Italiana. Também conhecida como Tana, Atimite, Jana, Uni, Nix e Fauna, Diana é a mãe de Aradia e irmã/mãe/consorte de Dianus Lucífero.

Dianus Lucifero.
Dianus/Lucífero é o Antigo Deus das Bruxas Italianas. Irmão, filho e consorte da Deusa Diana, é o Senhor da Luz e do Esplendor.
Lucífero ou Lúcifer é o antigo nome do Deus Romano do Esplendor. Senhor da Estrela Matutina e Vespertina. Foi posteriormente associado ao Diabo Cristão. Vale ressaltar que o Lúcifer (diabo) judaico-cristão, por seu pleomorfismos de atuações pode ser considerado o deus Lucífero, sob uma ótica cristã.
Dianus Lucífero (Divino Portador da Luz) também é conhecido como Dis em seu aspecto de Deus da Morte e do Além Mundo e Lupercus em seu aspecto de Criança da Promessa, portador da esperança e da Luz.

Dianus Lucífero é dotado de três aspectos:
O Cornífero: Senhor das Florestas Selvagens e Deus da Fertilidade, Sexualidade, Vida e Morte.
O Encapuzado: Senhor dos Campos e das Plantações. Rei da Colheita e Senhor da Flora; Rex Nemorensis; semelhante ao Greenman dos celtas.
O Ancião: Senhor da Sabedoria e Guardião dos Santuários.
O Culto da Stregheria ao Deus Dianus Lucífero está intimamente ligado aos antigos Mistérios do Deus Etrusco Tagni, e aos Deuses Clássicos como Pã, Baco, Dioniso e Apolo.

A hipótese que vem sendo levantada por historiadores é a de que ela seria uma sacerdotisa de Diana que viveu por volta de 1.300 d.C. As datas mais aproximadas arriscam que seu nascimento foi em 1313 d.C., na região da Toscana, que fica no norte da Itália.
A sacerdotisa ficou conhecida como Aradia di Toscano, mas esse pode não ser seu nome verdadeiro. Aradia provavelmente é um título sacerdotal que significa "A Luminosa". O prefixo "Ar", segundo a escritora italiana Ardath Lili, significa "fogo". Portanto, ela pode representar o título dado a uma sacerdotisa central de um culto relacionado ao fogo e talvez, também,ao Sol.

Tanto segundo a lenda quanto segundo os estudos históricos, Aradia se estabeleceu com seus seguidores próximo ao lago de Nemi, em Roma. Esse lago é um antigo e histórico santuário de culto à Diana Nemorensis (Diana do Bosque Selvagem) e seu consorte, o Rex Nemorensis (o Rei do Bosque Sagrado).
Quando Aradia morreu, seus seguidores foram perseguidos e o conhecimento que ela deixou ficou restrito à algumas pessoas.
Dizem que uma das discípulas de Aradia, chamada Teresa, era letrada e escreveu em pergaminhos seus ensinamentos, mas esse material se perdeu. Acredita-se que estejam no Vaticano.
Ela viveu nos montes de Alban e florestas perto do lago Nemi, na Itália, junto aos escravos que haviam se libertado de seus senhores.

Ali ela ensinou-lhes a Antiga Religião e pregava o amor pela liberdade. Sua forte presença e suas palavras cheias de amor, trouxe esperança para os camponeses que eram explorados pelos senhores feudais. Desta fora ela aumentou-lhes a auto-estima, deu-lhes o devido valor e ensinou-lhes a terem respeito por si próprios. Aradia colocou-os em harmonia com a natureza através de seus ritos sazonais e rituais da Lua Cheia. 

A Igreja Católica a perseguiu como "Rainha das Bruxas" e colocou-a na prisão. Lá foi torturada e sentenciada à morte. No dia da execução, não foi encontrada em sua cela. Tinha escapado milagrosamente e voltou a ensinar sua religião ao povo. Quando presa novamente pelos soldados, falou ao padre:

-"Você só traz a punição para àqueles que se livraram da Igreja e da escravidão. Estes símbolos e roupa de autoridade que veste, só servem para esconder a nudez que nos faz iguais. Você diz que serve a um deus, mas você serve somente a seus próprios medos e limitações".

Acabou presa desta vez, por heresia e traição. Sentenciada novamente à morte, outra vez escapou, retornando às montanhas, junto aos seus, onde fez uma revisão em seus ensinamentos.

Um dia comunicou a todos que partiria para o Leste. Entregou-lhes uns escritos que tinham por título: "A Carga da Deusa", onde descrevia minuciosamente todos os rituais. Antes de partir, instruiu seus seguidores para recordá-la compartilhando vinho e bolos nos cerimoniais sagrados. Prometeu, que todo aquele que clamasse por Diana, sua mãe, e por ela, receberiam muitas graças e seriam abençoados.
Após a partida de Aradia, os covens foram terrivelmente perseguidos e muitos deles disimados pelos inquisitores. Eram eles: Janarric (mistérios lunares), Fanarric (mistérios da terra) e Tanarric (mistérios estelares). Estes grupos são consultados ainda hoje como às Tradições da Tríade.

Em 1508, Bernardo Rategno, um inquisitor italiano, documentou um volumoso acréscimo no número de seitas de bruxaria começados no ano de 1350. Correspondia exatamente com o período que Aradia encontrava-se na Itália, ensinando a Antiga Religião.
Aradia era a doutrinadora da Antiga Religião da Deusa e também a protetora das bruxas. Era uma deusa intelectualizada com a chama de uma Amazona em seu interior. É uma deusa associada com a Lua Cheia, apresentando o espírito de uma "Donzela", somada à habilidade e presteza herdada de sua mãe Diana e também a sabedoria de uma "Anciã".
Aradia é um símbolo para as bruxas atuais. Através de seus ensinamentos nós nos transformamos e nos unimos ao céu, à terra, à lua e ao universo.

Por ser relacionada com o número 13, algumas streghe costumam homenageá-la no dia 13 de agosto, pois nessa época do ano eram feitas as principais comemorações à Diana em toda a Roma Antiga. Essas comemorações unem as homenagens à Diana e à sua filha na figura de Aradia. Há divergências sobre a data exata dessa comemoração, mas ela flutua, geralmente, entre o dia 11 e o dia 13 de agosto.Porém, quem costuma cultuar Diana e Aradia, o faz nas Luas Cheias - costume que o Evangelho das Bruxas registra. A cor de Aradia é o vermelho e sua erva, a Verbena.

A autenticidade da Aradia sempre esteve em questão. Ronald Hutton,, em seu estudo acadêmico das raízes do neo-paganismo,  apresenta três teorias divergentes sobre Aradia: primeiro, que é um texto genuíno de uma religião da Deusa subterrânea italiano, segundo , que Maddelena escreveu baseado em sua tradição familiar, ou terceiro, que Leland Charles forjou com base em seu extenso conhecimento do folclore. Cada uma dessas teorias tem prós e contras: pode ser que o segundo e o terceiro são os mais próximos da verdade.
Não há um item entre os treze ensinamentos de Aradia que não esteja presente na Natureza. São todos Dons alcançados quando estamos ligados ao espírito da Natureza (não é a Natureza em si, é uma força maior que isso), ao Espírito de Aradia. A Força que canta os Mistérios no nosso ouvido, o vento que leva a folha, a reverência que se sente ao ver o Sol nascer, a tradição passada de geração a geração, entre todos os seres vivos...

Ela é lembrada em rituais e poemas, porém não era uma deusa, uma divindade , em alguns Clãs, pois pregava que voltássemos nossos olhos a toda Criação: a nós, aos Deuses (em especial Diana) e a tudo que nos cerca, mas pode sim ser honrada como uma Ancestral. Em outros Clãs, como no Clã Nemorensino, Aradia é vista tanto como Deusa quanto como Ancestral Mística. Quando Aradia morreu, seus seguidores foram perseguidos e o conhecimento que ela deixou ficou restrito à algumas pessoas.

No séc. XIV, Aradia ensinou que os poderes "tradicionais" de uma Bruxa pertenceriam àqueles que seguissem a Velha Religião. Ela os chamo de Dons, porque ela colocava que são apenas "um adicional" aos poderes de uma verdadeira bruxa, e não a razão pela qual alguém deveria ser tornar uma ou seguir La Vecchia. Estes são os seguintes:

1. Atrair sucesso nos assuntos do coração
2. Abençoar e consagrar
3. Falar com os espíritos
4. Saber das coisas ocultas
5. Chamar espíritos
6. Conhecer a Voz do Vento
7. Ter o conhecimento da transformação
8. Ter o conhecimento da divinação
9. Conhecer os Sinais Secretos
10. Curar males
11. Trazer a beleza

"Eu sou Aradia
Filha do mar
E filha do vento
Filha do Sol
E Filha da Lua
Filha do pôr
E filha do nascer do Sol Filha da noite E Filha das montanhas
E eu cantei a canção do mar
E eu escutei os sinais do vento
E eu aprendi os mistérios secretos do Sol
E eu bebi as lágrimas da Lua
E o sofrimento do Sol que nasce
Eu estive sob a escuridão mais profunda da noite
E eu segurei o poder das montanhas
Por eu ser mais forte que o mar E mais livre que o vento
Eu sou mais brilhante que o Sol
E tenho mais fases que a Lua
Eu sou a esperança do Sol poente
E a paz do Sol nascente
Eu sou mais misteriosa que a noite
E mais antiga que as montanhas
Mais velha que o próprio tempo
Por eu ser Aquela que foi
Aquela que é"

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/08/aradia-grande-sacerdotisa.html