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15 de fev. de 2012

O Deus

Para a Religião Antiga, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na Religião Antiga, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade.

A Deusa e seu Consorte vivem em total equilíbrio e igualdade, muitas das estatuetas e pinturas rupestres da antiguidade mostravam a Deusa rodeada por Animais completamente masculinos, como leões e veados, outras estatuetas tinham espécies de corpos mórficos, uma mistura do masculino e do feminino em um só ser.
Na maioria dos Mitos o Deus nasce da Deusa depois se torna seu consorte (marido), trazendo à tona a fertilidade, vive em harmonia com ela depois morre seguindo o ciclo da Vida, morte e renascimento. Não somente como o Sol o Deus esta representado em muitas faces na Natureza, principalmente na sua face indomável, que exemplifica a fase do homem como caçador-coletor representado por um ser com aspecto humano, porém com chifres, chifres esses de Alce, mostrando ainda um animal selvagem.

Uma segunda divindade representando os aspectos masculinos da criação também é celebrada. Ele é o Deus Cornífero, chamado muitas vezes simplesmente de o Deus, protetor das florestas e dos animais que presidia principalmente a caça. Seu culto foi proeminente no Paleolítico, há aproximadamente 12 mil anos atrás, onde os homens o representaram nas paredes das cavernas.
Desta forma, mesmo sendo considerada uma religião centrada no Sagrado Feminino, a Religião Antiga é baseada na dualidade que reflete o equilíbrio e energia da natureza. A Deusa é considerada a doadora da vida enquanto o Deus é o fertilizador.

O Deus Cornífero é o filho e consorte da Deusa. Ele é o senhor da fauna e da flora e também o protetor da criação da Deusa.
É necessário deixar claro que a visão do Deus para a A Religião Antiga em nada se parece com o patriarcal Deus expresso pelas religiões judaico-cristãs. O Deus da Bruxaria é vivo, forte, sexual, ligado aos animais, não sendo em nada semelhante ao assexuado e transcendental Deus monoteísta. Ele representa tudo o que é bom e prazeroso como a vida, o amor, a luz, o sexo, a fertilização.

Com a chegada do Cristianismo na Europa com todo o seu conjunto de pecados, proibições e tabus sexuais, o Deus Cornífero foi transformado na figura do Demônio e do mal pelos primeiros cristãos. Até então o Diabo jamais tinha sido representado com chifres na cabeça e isso só aconteceu para denegrir a imagem do Deus dos Bruxos.
Os chifres não são um sinal de maldade, como querem os cristãos. Antes disso, os chifres são um sinal de virilidade, de força e de vontade. Grande parte dos animais mais viris possuem chifres, como o touro. Por isso o Deus Cornífero também os tem, pois ele é o Deus das Bestas, o Deus dos Bosques, o Senhor de Tudo o que é Livre e Selvagem. Ele é o Caçador, Deus conquistador, da Vontade, das Jornadas e da Liberdade.

O Deus Cornífero orna chifres em sua cabeça não por ser o Diabo, pois Bruxos nem nele acreditam, mas por causa da sua ligação com os animais e a caça. Ele não é de nenhuma forma o Demônio e muito menos é o Deus cristão.
Por ser simbolizado pelo próprio Sol, o Deus mostra suas diferentes faces através da viagem do astro pelas 4 estações do ano. Isto reflete as mudanças dos ciclos sazonais. Ele nasce no Solstício de inverno como um jovem bebê, cresce na Primavera e tornado-se um jovem viril, no verão ele atinge sua maturidade e no outono torna-se o sábio Ancião e se prepara para retornar ao ventre da Deusa e renascer no primeiro dia do inverno.

O Deus Cornífero é o deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Com o passar do tempo, à medida que a humanidade se tornava sedentária, passando da fase coletora para o desenvolvimento de uma agricultura e a domesticação de animais, surgem as imagens do Deus com chifres de touro e de bode. Em todo caso, todas essas imagens o representam como o Deus portador da renovação e da virilidade.

O antigo Cornífero é o Caçador das Florestas, o Homem Verde, o Senhor dos Animais, o ctônico e escuro Senhor das Sombras que habita o submundo, o Senhor da Morte. O Deus em seu único aspecto celeste representa o Sol – representando o pilar masculino, porém seus principais atributos, que o concretizam como o Deus da Bruxaria, são esses citados.
Com o surgimento da agricultura, o Deus torna-se associado às culturas agrícolas, como o Senhor das Colheitas, que se oferece em sacrifício para que a humanidade possa sobreviver. A origem dos ritos da comunhão é muito antiga, quando o povo consumia a natureza divina transformada em pão e vinho, unindo-se ao seu espírito. Esses ritos estavam intimamente ligados aos mistérios da transformação e reencarnação, e eram retratados nos ciclos do reino vegetal e no mito da Roda do Ano.

O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade.
Ainda hoje existe muita confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.

Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.

O Deus Cornífero é relacionado ao Sol, assim como a Grande Deusa é relacionada à Lua. Sendo visualizado como o Sol, Suas faces estão ligadas a ele. Embora o Cornífero tenha muito mais faces, normalmente o "dividimos" em dois aspectos, da mesma forma que a Deusa possui inúmeras faces, mas nós a "dividimos" em três. Assim, as duas faces do Deus Cornífero são de Deus do Ano Crescente (Filho das Estrelas, Rei Carvalho), correspondendo à metade mais quente do ano e de Deus do Ano Minguante (Filho da Serpente, Rei Azevinho), correspondendo à metade mais fria. Isso ocorre porque para os povos antigos, notadamente os agropecuários, haviam apenas duas estações do ano: verão (Ano Crescente) e inverno (Ano Minguante), e a elas estavam relacionados os fenômenos climáticos.

A Sua face de Deus do Ano Crescente é a sua face "luminosa", enquanto que a sua face de Deus do Ano Minguante é a sua face "trevosa". Para a Bruxaria não há conflito entre luz e sombras e esse é um dos muitos paradoxos que o Deus Cornífero apresenta, entre tantos outros. Luz e sombras são aspectos complementares um do outro e devemos sempre conhecer e vivenciar ambos. Essa é uma das mensagens mais importantes que Ele nos passa.
O Ano Crescente começa em Beltane (1o de Maio no norte e 31 de Outubro no Sul) e termina em Samhaim, também chamado de Halloween (31 de Outubro no Norte e 1o de Maio no Sul). Em Samhaim, Ele morre para depois ressuscitar e dar continuidade aos ciclos naturais. E esse é mais um aspecto paradoxal que o Deus Cornífero representa: o de Deus Sacrificado.

Assim como luz e sombras são "opostos complementares", morte e vida também o são. Para que haja vida é preciso que haja morte. A roda do ano deve estar completa, seguindo seu movimento natural. Por isso o Deus Cornífero morre quando chega o inverno. Para haver toda a efervescência do verão é preciso haver calma e repouso no inverno, da mesma forma que depois de um dia inteiro se praticando esporte freneticamente precisamos de algumas horas de descanso e que depois de um dia inteiro de trabalho é preciso de oito horas de sono. A morte do Deus Cornífero é uma morte à serviço da Vida. É uma morte precedida do renascimento.
Significa que tudo um dia volta para o lugar de onde surgiu, que é o ventre da Deusa, de onde viemos e para onde voltaremos. O fato do Deus Cornífero morrer e renascer do mesmo , representando o Infinito. "Do pó veio, ao pó voltarás." Desse modo, não se vê conflito em Ele engravidar a Deusa, se vermos a questão pelo seu lado simbólico. E o fato de Ele ser o seu próprio pai reforça a ideia de que tudo tem a mesma origem e o mesmo caráter. Não há diferença entre criador e criatura, "como é em cima, é embaixo."

A representação do Deus com chifres deve ter começado porque em certos povos antigos, os caçadores portavam em suas cabeças os chifres dos animais caçados anteriormente. Acreditava-se assim que o caçador adquiriria toda a força daquele animal. Além disso, as chifres que ele usava na cabeça, o ajudavam a se camuflar nos bosques, auxiliando as suas caçadas.
Mas o Deus Cornífero não é apenas um Deus dos Bosques e dos Animais. É também um Deus da Fertilidade, o Senhor da Colheita. Como o Deus Sacrificado, ele era importante para as plantações, pois representava o verão e o inverno, os fluxos climáticos da Natureza, tão importantes para os povos agrícolas.

Ele é um Deus profundamente ligado ao mundo natural. Isso é importante, pois a Bruxaria é uma religião de aspecto imanente, mais do que transcendente, e sempre vemos nossos Deuses na Natureza. E, como a Natureza nunca é estática, mas sempre viva, sempre se transformando, mudando a cada dia, o Deus Cornífero é um Deus do Movimento e da Mudança. Não à toa ele é um Deus Sacrificado. Vive para morrer; morre para viver.
Separar o casal sagrado é praticamente matar a ambos.
E o velho sábio vai murchando e se transforma no Senhor da Morte... ele que é o Senhor de Dois Mundos, pois no ventre dela, de volta, ele vive sua morte e a própria ressurreição. Mistério e segredo, morte e retorno, Ele é o que atravessa os portais dos quais Ela é a Senhora. Ele, o Caçador, que também faz o papel de Ceifador... Ele que ronda o leito dos moribundos e dança a dança da morte. O Senhor dos esqueletos.
Ele que na dança da morte retoma o brilho do sol e sua face negra se ilumina, em uma explosão impossível de conter, e Lugh nasce outra vez...
Ele que é Pai, Filho, Bebê Iluminado, Amante Selvagem, Sábio Educador... ele, o Deus que se revela apenas pela Deusa.

Ele é o Senhor do Submundo, o Caçador, o Pastor e o Curandeiro, na sua face do Inverno. Ele é o Sol renascido no Solstício de Inverno que traz vida e alegria, mas também o Senhor da Luz e da Morte.
No tempo dos nossos antepassados, os chifres foram sempre tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do veado, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz, sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra A Conexão com o Sagrado Masculino para o Bruxo é tão importante quando a Conexão do Sagrado Feminino para a Sacerdotisa. Ambos são atos Sagrados indispensáveis na vida Sacerdotal de um bruxo.
Pois nesta mesma, você se Conecta com o seu Deus Interior, o Gamo que abita sua Alma, e se Conectando com Este, você estará se Conectando com sigo mesmo, aprendendo os Mistérios que cerca a Natureza Masculina e vislumbrando o seu Ser, em um Ato de amor a si mesmo e ao seu Fálo, que é mais que importante para todos nós, dentre a Sociedade .

Muitas pessoas se sentem inquietas quando o assunto é Sexo e Sexualidade, mas para o bruxo, o Sexo é algo tão Natural como beber da Fonte do Conhecimento cedida por Daghda. Para o bruxo (a) o Sexo é algo Natural, ele está presente em toda parte, ao nosso redor, em nossas vidas, e por isso é totalmente aceitável e cabível a discussão sobre tal.
Mas Sexo por Sexo se torna mundano, o que não é aceitável para um bruxo (a). Já que acreditamos que o Ato Sexual deve ser feito com total troca de energia. Mas por que fazer Sexo somente com atributo sentimental?!
Como Bruxos (as), devemos pensar da seguinte maneira:. O Sexo em Si é algo ENERGETICAMENTE Sagrado, pois há uma troca imensa de energia do Ser para o outro Ser. É como se no Ato Sexual um impregnasse o outro, doando um pouco de sua energia, vitalidade, virilidade. Sei que alguns diriam que a Deusa diz:. " TODOS OS ATOS DE AMOR & PRAZER SÃO MEUS RITUAIS ", para defender a ideia de Sexo somente por Prazer, mas um Bruxo sabe como que é importante essa troca de energia, que inunda a alma e fica impregnada em seu Campo Áurico.

O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra. A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.

fonte do texto e foto: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/10/o-deus.html

Deusa Brighid, Brigid ou Brigit

As lendas mais antigas dão conta que num distante dia primaveril dois sóis despontaram no horizonte para iluminar o mundo. Um deles era o velho Astro-Rei que como sempre emergiu do Leste para iniciar sua caminhada costumeira pelo céu até encontrar seu descanso no Oeste, enquanto o outro anunciava o nascimento de uma filha dos Tuatha Dé Danann.
Como uma revelação do que seria o destino daquela menina no mundo a casa onde nasceu ardeu até alcançar o céu numa chama de brilho imperecível nunca desfeita em pó , competindo em pé de igualdade com a luz do Sol durante o dia e até mesmo vencendo as trevas na noite.
Brighid, também grafada Brigid ou Brigit, é uma deusa celta muito popular na Irlanda.

Seu nome significa "flecha de poder". Era chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.
Brighid era representada por três mulheres, Brighid, a poetisa, Brighid, a médica, e Brighid, a ferreira, sendo conhecida com a deusa da Tríplice Chama, pois o fogo alimenta as forjas, esquenta os experimentos dos alquimistas, e incendeia a mente dos poetas.
Brighid é uma das deusas chamadas de pan-célticas, pois fora cultuada por todos os diferentes povos celtas.

Brigid, a Deusa das águas que curam, faz os rios voltarem a correr; Brigid, a Deusa dos animais, propicia o retorno e o acasalamento deles, garantindo a continuação da vida por meio dos filhotes; Brigid, a Deusa das sementes, filha do Dagda, o Senhor do Caldeirão, abençoa o reinício dos trabalhos na agricultura; Brigid, Deusa solar, traz de volta dias mais claros e mais amenos.
Brigid, Deusa não só do fim do inverno (Imbolc), mas de todo o ano, está conosco mais uma vez, sob uma de suas muitas faces – a Donzela da Primavera. O mundo se enche de luz, os corações de alegria, e dos lábios dos Bardos nasce uma nova canção – uma canção de amor por Brigid, padroeira dos artistas e dos amantes da arte.

Excalibur, A espada do Rei Arthur, foi forjada pela Senhora do Lago, com o fogo sagrado de Brighid. Como a Avalon Arthuriana, ou a "Ilha das Maçãs," Brigid possui um pomar de maçãs no Outro Mundo na qual abelhas viajavam para obter seu néctar mágico.
Brigid, que tambem significa "aquela que exalta a si própria," é a Deusa do Sagrado Fogo de Kildare (derivado de "Cill Dara," que significa "igreja do carvalho") e frequentemente é considerada como sendo o aspecto de Donzela Branca da Deusa Tripla. Ela foi cristianizada como a "mãe adotiva" de Jesus Cristo, e chamada Santa Brígida, a filha do Druida Dougal the Brown. Ela algumas vezes também é associada com a Deusa Romano-Celta Aquae-Sulis em Bathe.
Imbolc, o festival de Brighid, é celebrado em ou em torno do dia 1.o de Fevereiro quando Ela conduz a Primavera para a terra depois do domínio do Inverno de A Cailleach. Esta festa de meio de Inverno começa conforme as ovelhas começam a lactar e é o começo do novo ciclo de agricultura. Durante este tempo Brigid personifica uma noiva, aspecto de virgem ou donzela e é a protetora das mulheres que estão grávidas. Imbolc também é conhecido como Oimelc, Brigid, Candlemas, e até na América como o Dia da Marmota.
Na fundação do Dia da Marmota Americano, a cobra de Brigid sai da colina na qual ela hiberna e seu comportamento é dito para determinar a duração do resto do Inverno.
Gailleach, ou a Senhora Brance, bebeu do Antigo Poço da Juventude ao amanhecer. Naquele instante, ela foi transformada no seu aspecto de Donzela, a jovem Deusa chamada Brigid. Poços são considerados sagrados pois eles vêm de o imbelc (literalmente "no ventre"), ou útero da Mãe Terra.
Por causa do seu Fogo da Inspiração e sua conexão com as macieiras e carvalhos, Brighid frequentemente é considerada a padroeira dos Druidas.

Brigid é uma deusa irlandesa e celta de tempos pré-cristãos. Seu domínio é o coração, a poesia (e criatividade), e smithery (metalcrafting). Ela foi absorvido pela Igreja Católica Romana quando a Irlanda foi convertido ao cristianismo e tornou-se St. Brigid.
Brighid é filha de Dagda,o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Dagda é o líder e o Grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Um rei da sabedoria Dagda é a Boa Mão, um mestre da vida e da morte, e aquele que traz prosperidade e abundância. Gêmeo de Sucellos como o regente da luz durante a metade do ano. O poder e o conhecimento de Dagda é dado por um sopro, chamado "AWEN" através de um beijo no escolhido como sucessor para Chefe Trovador dos Duidas. O "AWEN" é o sopro de Deus (Dagda) que guia e instrui, tornando um trovador diferente dos outros.

Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.
Quando surgiu uma aliança de mera conveniência política entre dois povos inimigos terminou se revelando um amor verdadeiro entre Bress e Brigid , nascendo desta união como fruto Rúadan, Brian , Iuchar e Iurbarba.
Apesar de ter com Brigid quatros filhos, Bress fez questão de ´´expurgar´´ deles qualquer sinal de mácula de fraqueza por terem nascidos ´´ mestiços´´ pelo fato de parte do seu sangue formoriano ter sido ´´misturado´´ aos dos dananianos. Assim, Rúadan, Brian , Luchar e Lurbarba foram desde cedo afastados da mãe e mesmo dos seus parentes do lado materno, sendo criados como se fossem Fomorianos.
De todos seus filhos Brigid manteve pouco contato com exceção de Rúadan que nascido fraco e franzino ficou mais tempo ao lado da mãe, desfrutando do convívio com os Tuatha Dé Danann de um modo que nunca conseguiram seus outros irmãos. Apenas na adolescência é que finalmente Rúadan finalmente passou a conviver com seus parentes paternos.

Muita embora esta tamanha hostilidade de Bress com Brigith , o fato é que ele era apaixonado por sua esposa bem como se revelou nos primeiros anos como sendo um monarca razoável dos Tuatha Dé Danann neste tempo todo que estava casado.
Infelizmente com passar do tempo Bress se revelou um tirano, apenas interessado em retirar toda a riqueza de seus súditos com altos tributos cobrados em favor dos Formorianos e nem de longe preocupado com o bem estar dos Dananianos.
Como é óbvio deduzir foi uma questão de tempo para esta situação deteriorar em direção de gerar finalmente uma guerra entre os Formorianos e os Tuatha Dé Danann. Agora entre tantas morte ocorridas neste conflito houve apenas uma que foi lamentada tanto por Formorianos como os Tuatha Dé Danann, a saber o falecimento de Rúadan.
Contam as lendas que a deusa traduziu em prosa e verso toda sua dor pelo filho perdido, entoando um canto fúnebre em seu enterro que além de ser considerada a mais bela poesia já escrita também era de trazer lágrimas e obscurecer o coração do mais insensível entre o seres.

Ao final da guerra com os Fir Bolgs os Tuatha Dé Danann finalmente tinham conquistado um espaço para firmar seu reino, porém, pairando sobre suas cabeças havia tanto a ameaça dos Fomorianos de virem em socorro de seu aliados (os Fir Bolgs ) quanto passavam por sérios problemas ligados a buscar um sucessor ao Rei Nuada que estava segundo as tradições dananianas impossibilitado em continuar como monarca daquele povo por conta de seu grave ferimento em combate que rendeu a amputação da mão.

A solução para este grave problema surgiu das mãos de Dagma, regente por tantos anos dos dananianos antes de passar o poder para o jovem guerreiro Nuada, onde o velho rei sugeriu forjar uma aliança com os Formorianos a partir do casamento de sua filha Brigid com o guerreiro Bress ( filho do Rei Elethan ) onde seria oferecido como dote o direito dele ser o monarca dos Tuatha Dé Danann em sucessão de Nuada.
De outro lado com este casamento é certo que Dagma garantiu de certa maneira o retorno de sua família ao poder, o que não poderia ter conseguido de outro modo seja por conta de sua idade avançada quanto não ter filhos varões ao trono. Sem esquecer o não menos importante fato que Bress abdicasse ou morresse seria Dagma a assumir a posição de regente até quando seus netos crescessem.

Como Deusa, Brigid, é uma entidade fortemente vinculada com a inspiração e a criatividade, tanto que na tradição Britânica dos Druidas foi assimilada como a "Deusa dos Bardos", por ser a "musa" que inspirava àqueles grandes sacerdotes similares aos Brahamanes da Índia. Atualmente se diz que Brigid é o veículo e guardiã do "Awen", o sopro de seu pai (Dagda), ou a "consciência da inspiração", um estado muito variado de magnitude e cujos mistérios mais profundos parecem indicar um estado elevadíssimo de consciência, parecido ao ao Shamadi ou transe Yóguico.
"AWEN" é a força mental que inspira à criatividade.
Brigit também foi uma Deusa muito vinculada à curas (com ervas) e lhe eram atribuídos mágicos conhecimentos das propriedades curativas das plantas. Como conhecedora desses mistérios é uma Divindade vinculada à Bruxaria, já que as bruxas sempre foram, na antiguidade, mulheres de avançada idade que possuíam um vasto conhecimento sobre as propriedades naturais e intrínsecas das plantas para todo o tipo de uso medicinal.

A Deusa era ainda uma grande guerreira que afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada, e também, infundia valor ao exército que apadrinhava. Brigid apareci frequentemente de maneira imensa e feroz lançando gritos de raiva frente aos exércitos que pretendia afugentar. Desse mesmo modo, os Celtas antes das batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o único propósito de amedrontar à seus adversários.
Algumas vezes, Brigid é identificada com Danann (Deusa principal, Mãe dos Deuses da Tradição Celta) e é considerada como a Mãe de todas as coisas.
Lady Gregogy, em "Gods an Fighting Men", diz dela:
" Brigit...era uma poetisa, e os poetas a adoravam, pois seu domínio era muito grande e muito nobre. E, era assim mesmo, uma curadora, e realiza trabalhos de ferreiro, fui ela quem deu o primeiro assobio para chamar-se uns aos outros no meio da noite. E, um lado de seu rosto era feio, porém o outro muito belo. E, o significado de seu nome era Breo-saighit, flecha de fogo".

BRIGID possui 4 animais sagrados: a cobra, a vaca, o lobo e o abutre.
A Cobra é a "Serpente Criadora" que era guardada em seus santuários onde oráculos eram revelados aos homens.
O seu segundo animal é a Vaca Sagrada. Seu abundante leite nutre humanos e crianças.
Ela é conectada com o lobo,pois ele é um dos animais totem das Ilhas britânicas.
E em seu aspecto de Deusa da Morte, ela está associada com o Abutre ou outras aves de rapina.
Igualmente lhe é sagrado o cisne, tanto o branco quanto o negro. Os antigos povos europeus acreditavam que o cisne era o resultado da união da serpente com o pato, simbolizando o fogo e a água respectivamente, ambos sagrados para Brigid.
Não há como duvidar do extenso culto – antigo e atual – dedicado a Brigid. Ela é um arquétipo poderoso no mundo contemporâneo, que ultrapassa barreiras religiosas ou filosóficas. Seu poder alcança tanto os adeptos do neo-paganismo (druidismo, Wicca, seguidores da Tradição da Deusa) – que a cultuam no Sabbat Imbolc como uma Deusa Tríplice, padroeira das artes, cura e magia – quanto os cristãos, que a reconhecem como uma mulher real, santificada, cujos milagres continuam acontecendo até hoje.

A data exata do início de seu culto pagão é desconhecida. Acredita-se que foi há milênios, sendo uma das deusas mais antigas, “contemporânea” de Inanna, Ishtar, Ísis, Hera, Gaia e Freyja. Suas lendas se desenvolveram ao longo de várias gerações e, mesmo truncadas ou distorcidas pelos monges e historiadores cristãos, acabam por preservar fragmentos de sua esquecida sabedoria e poder. Muitas das lendas da Santa são compilações dos mitos da Deusa, mescladas a elementos cristãos, com o propósito de atrair pagãos celtas para o cristianismo. Referências escritas surgiram apenas vários séculos depois da sua morte e reúnem histórias confusas sobre sua suposta identidade, sendo considerada ora a parteira e madrinha de Jesus (mesmo tendo nascido séculos após), ora a própria Maria. 

Os inúmeros nomes da Deusa originaram-se nos vários locais de seu culto, assim como suas representações: Breo Saighit, a Flecha Ardente celta (o nome que melhor representa o poder da sua chama sagrada), a escocesa Bride, a irlandesa Brigid ou Bhrid, a inglesa Brigantia (Guerreira, mas também mediadora da paz), Brigandu na Gália, Bridget na Suécia e Ffaid no País de Gales. Independentemente da origem, seu culto floresceu na Irlanda e Grã-Bretanha e seu nome foi imortalizado em várias fontes também na França, Espanha, Suécia. Tão diversos quanto seus nomes, são seus títulos, que descrevem seus atributos: Brigid, a Vitoriosa, Guerreira imortal, Rainha do Povo das Fadas, Mãe da canções e poesias, Senhora das fontes, Chama do coração das mulheres, Fogo que arde sem cinzas, Mãe da sabedoria, Deusa da cura com manto verde e voz doce.

O arquétipo complexo de Brigid – a mais cultuada das deusas celtas – amalgamou vários aspectos das antigas deusas irlandesas (como Danu, Macha, Morrigan). Entretanto, ela é uma divindade tão intensamente relacionada à sacralidade feminina que a nenhum homem era permitido ultrapassar a cerca ao redor do seu santuário. Deusa soberana da terra, do fogo celeste e telúrico, das fontes (cura, fertilidade, prosperidade), ela ficou mais conhecida como Deusa Tríplice das artes (poesia, canto, tecelagem), cura (mistérios das ervas, purificação e renovação pela água), magia e profecia, ou como a Senhora do fogo tríplice: da inspiração (como Musa), forja (padroeira da metalurgia) e lareira (protetora das casas, mulheres e família).

Uma composição de personagens irlandeses e galeses deu origem à Santa, cujo principal título era ”Brigid do manto verde e dos cabelos de ouro (ou fogo)”, traços marcantes das imagens da Deusa. Ela supostamente nasceu entre os anos de 439 e 452 e morreu entre 518 e 525 de nossa era, sendo filha de um druida e de uma escrava pagã. Era uma moça generosa, sem interesse em namoros, apenas na vida religiosa.

Tornou-se freira, depois abadessa e criou uma comunidade com outras sete virgens em Cill Dara (atual Kildare), Irlanda, que cresceu até se transformar em um grande mosteiro, primeiro centro irlandês de estudos e artes. Sua vida foi repleta de milagres, que reproduziam os atributos da Deusa (fertilidade, abundância, cura, o dom de falar com animais, a chama eterna no seu altar cuidado por 19 freiras), com especial ênfase no auxílio a mulheres, pobres e doentes. Sua representação como Santa tem elementos reais e míticos, mas foi através dela que a igreja cristã celta permitiu a perpetuação – de maneira velada e adaptada – da reverência e culto da deusa Brigid.
Os brigantes eram uma confederação de tribos celtas que se instalou na Armórica (França) Grã-Bretanha e no sul da Irlanda… O nome dessa tribo deriva da Deusa Brigantia, que é aparentemente mais uma variação do nome Brighid. Na Gália, a Deusa Brigindo é outra faceta desta deidade, enquanto que Brigantia é o nome original das cidades de Bragança em Portugal e de La Coruña na Galícia (Espanha).
Mas é na Irlanda que encontramos os mais importantes elementos da Deusa Brigith.

No ano de 450, Brigith foi transformada em Santa Brígida pelo cristianismo que não conseguia impedir o culto a Deusa pagã. A biografia dessa santa foi escrita por Cogitosus – que credita a data da morte da santa cristã ao dia 01 de fevereiro, data está em que era comemorado o Festival do Fogo em homenagem a Deusa pagã.
A história da Santa Brigida é na verdade cheia de contradições, uma vez que boa parte de sua biografia é baseada na história da Deusa e alguns elementos que são facilmente compreendidos a partir do paganismo, torna-se estranhos para os fundamentos cristão…
Imbolc ou Oilmec é um dos quatro festivais religiosos celtas, é também um dos oito sabbats da religião Wicca. É o festival em homenagem à Deusa Brighid (Briga, Brigit e suas variações). É quando a terra está se recuperando do inverno, e o Sol se fortalecendo para a primavera. Época de festas alegres, tochas e fogueias, comidas condimentadas e sucos e vinhos de sabores marcantes. É comemorado tradicionalmente no dia 2 de fevereiro, no Hemisfério Norte, e 1º de agosto, no Hemisfério Sul. É também chamado de Festival da Noiva, é a época de início do processo de aragem da terra e do plantio.
BRIGIT Deusa celta e neopagã do fogo, da sabedoria, da poesia e dos poços sagrados, além de ser uma deidade associada com profecia, vidência e cura.

Brigid nos diz que uma vida sem o calor de sua chama de inspiração é totalmente insípida. Abra seu coração e permita que a inspiração seja o alimento de sua alma, para que você possa se tornar mais segura(o) e energética.
Seja qual for a verdade sobre a vida privada Brigit, o que é interessante é a sua universalidade e da forma que as pessoas são movidas a especular sobre ela e, talvez, de ler as coisas em histórias sobre ela com o qual eles podem identificar. Desta forma, ela é trazida mais perto de nós, e é capaz de servir, em muitos aspectos como um papel-modelo. Um amante da mulher, uma mulher forte única, uma mulher no relacionamento feliz e frutífera com um homem - ela se torna todas as coisas para todas as mulheres.

Oração a Deusa Brigit

“Senhora dos cabelos trançados!

Guardiã do fogo sagrado!

Venha meus caminhos iluminar!

Meu lar abençoar!

Brigit! Filha do Grande Dagda!

Senhora das fontes sagradas!

Concede-me saúde e paz!

E todo amor de que és capaz!

Que eu saiba honrar tua bênção,

Entregando-te meu coração!

Que eu saiba curar e abençoar

E espalhe amor por onde eu passar!

Assim se faça para sempre.”

fonte do texto e fotos: http://www.flyordie.com/games/sites/chrome/backgammon.html

Deusa Mãe

Todas as Deusas são uma Única Deusa pois só existe um Fogo Iniciador e um Princípio de Sabedoria.

A Grande Mãe que está por detrás de todos os ritos de todas as coisas criadas...
"A Deusa torna o corpo e a vida sagrados, e liga-nos à divindade que permeia toda a matéria: Seu órgão simbólico é o útero “.
"O Seu órgão de conhecimento é o coração. Tanto o coração como o útero são vasos através dos quais a vida desperta. São ambos cálices para o sangue que os enche e os esvazia. Um sustenta a vida, o outro traz novas vidas ao mundo”.
A Deusa Mãe é todas as Deusas e uma só Deusa desde o princípio dos tempos. A Deusa é a fonte por de trás de todas as coisas...
As aparições da Nossa Senhora de Fátima , como outras em todo o mundo, correspondem sem dúvida, de uma forma ou de outra a uma manifestação que dá expressão visível e simbólica à força crescente do arquétipo da Deusa-Mãe que foi há milênios relegado pela história dos homens para segundo plano e está adormecido ao nível do inconsciente coletivo, dentro de toda a humanidade.
Ele surge novamente no princípio do séc. XX como resposta energética aos apelos das pessoas e das populações assoladas pelas guerras. Esse apelo vem principalmente da parte das mulheres, sempre as mais castigadas pela violência dos homens. Elas respondem por sua vez ao apelo da Deusa Mãe pela necessidade inerente e premente do princípio feminino da terra, e seguem fiéis dentro e fora de si os passos da grande Deusa- Mãe com fervor. A voz amordaçada das antigas Sacerdotisas eclode... No entanto, essa força inata em cada mulher na manifestação do feminino sagrado e da Mãe que é a expressão da mulher na terra, é desde logo e mais uma vez usurpado pela Igreja de Roma e explorado pelos Bispos e Padres e Políticos em detrimento da mulher verdadeira que está a acordar. Mas ainda assim, mesmo que oculta e recalcada dentro de cada mulher.

“A Deusa é uma consciência que permite todas as coisas. É a fonte que mantém toda a união, a cola da criação. Este é um conceito difícil de ser absorvido por algumas pessoas. É difícil para as mulheres conceber uma energia poderosa, que corre através do seu próprio sangue, em semelhança com elas mesmas. É chocante para os homens pensar que, talvez, uma vibração feminina possa ser a fonte que está por detrás de todas as coisas.”

A Deusa-Mãe, por muito tempo, ela foi reprimida por uma sociedade extremamente patriarcalista. Mas atualmente vários fatores indicam o retorno da Deusa na consciência humana: o crescimento do movimento pacifista, o desenvolvimento de uma forte consciência ecológica, a maior aceitação dos diversos tipos de sexualidade, o reconhecimento das características femininas da psique nos homens, a sempre crescente participação das mulheres nos mais diversos campos do conhecimento humano e o próprio ressurgimento da Bruxaria. Mas quem é a Deusa para os modernos feiticeiros?Ela é a Senhora de Mil Nomes: onde quer que o ser humano tenha pisado, lá existe uma denominação para ela. Diana, Aradia, Morrígan, Ísis, Arianrhod, Bhríd, Afrodite, Ishtar, Yemanjá, Hera, Nyandesy. É um arquétipo universal. Na Wicca da Floresta, a chamas de Diana, Senhora da Lua que Dança nos Céus. Seu símbolo é o triângulo invertido.É a própria Terra, o planeta que é nossa Mãe e nosso lar, que nos permite a existência. É em seu corpo que nosso corpo é enterrado ao morrer, pois Dela viemos e a Ela devemos retornar. O céu, em toda a sua imensidão, é também parte do corpo da Grande Deusa. Ela não tem limites, e nem o tem seu Amor (nem sua Fúria).A Deusa é tríplice: jovem e indomável na lua crescente, madura e mãe na lua cheia, sábia e anciã na lua minguante. Na lua nova, notadamente nos três dias que a antecedem, a Deusa mostra sua face escura e implacável. 

Em seu aspecto jovem, a Deusa é chamada de Donzela. Nesta face, ela possui a chama de todos os inícios. No período de seu domínio, a lua crescente, devem ser plantadas as sementes de todos os nossos projetos. A Donzela é virgem: possui a todos os homens, mas nenhum a possui. Representa o aspecto do Feminino que independe totalmente do Masculino. Ela é selvagem, caçadora e guerreira. Possui o vigor da juventude, e todo o poder de crescimento e mudança. Alguns exemplos de Donzelas mitológicas são Ártemis (grega), Macha (irlandesa), Iansã (afro-brasileira) e Epona (gaulesa).Quando a lua atinge sua plenitude e torna-se cheia, é chegado o período dedicado à Mãe. Ela derrama suas bênçãos sobre seus filhos na forma da brilhante lua que reina nos céus. É ela quem permite que as sementes plantadas pela Donzela amadureçam e sejam colhidos na forma de frutos. É também aquela que nos dá a inspiração para sonhar com novas realizações. A grega Deméter, a irlandesa Dana, a nórdica Freya, a gaulesa Ceridwen, a egípcia Ísis e a afro-brasileira Yemanjá são reflexos desta mesma face da Grande Deusa.A lua está diminuindo. É tempo de reflexão. Neste período, reina o aspecto da Deusa conhecido como a Anciã. Ela é a senhora da purificação e da destruição, e nos permite a introspecção e a análise de nossos erros. É um período de silêncio: a Anciã recolhe-se aos domínios da morte, onde permanecerá durante um curto período e ressurgirá na forma da Donzela. É a Mão que Fere e Acaricia: pode nos possibilitar o impulso que necessitamos para mudanças em nosso psiquismo ou oferecer uma arma para que nós próprios nos causemos ferimentos. 

A este aspecto podem ser relacionadas deusas como Nemaín (irlandesa) e Hécate (grega).A Grande Deusa pode se apresentar ainda sob várias formas. Uma de suas características é a diversidade. O estudo de mitologias diversas mostrará  diversas outras manifestações do Feminino Sagrado. Dentro de nossa Religião, porém, deve-se sempre ter em mente que todas estas manifestações são apenas reflexos de uma só Deusa, que possui diversas maneiras de mostrar-se aos olhos de seus filhos.Os Bruxos e Bruxas são as crianças escondidas da Deusa. Seu é o privilégio de ter as necessidades atendidas por seu intermédio. É a nós que ela se revela em toda sua plenitude, abençoando todos seus ritos. Ela não necessita de sacrifícios; de suas crianças só pede amor e dedicação. Ela é uma Deusa de Amor, tanto da forte paixão carnal quanto do mais puro sentimento fraternal. Todos os atos de amor são seus rituais.

Para as mulheres, a Deusa representa sua totalidade enquanto pessoas. Permite a elas conhecerem tanto seu poder criador quanto seu poder destruidor. É através da Grande Mãe que as mulheres alcançam seu mais alto grau de compreensão de si mesmas, libertando-se de todos os bloqueios, sendo quem são: mães, amigas, virgens, amantes ou irmãs. Ou todas ao mesmo tempo.Aos homens a Mãe possibilita o despertar de sentimentos e faculdades adormecidas ou reprimidas. Ela lhes permite reconhecer características de si mesmos que lhes foram negadas pela sociedade durante séculos, sem que isso lhes cause vergonha ou lhe torne menos homens. A Grande Mãe dá aos homens a possibilidade de realmente conhecerem a si mesmos.Se não encontrares a Deusa dentro de ti, nunca a procures fora de ti. Nunca perca as esperanças; ao contrário, lute sempre por aquilo que lhe é mais sagrado. Quando lhe parecer que sua busca chegou ao fim sem dar nenhum resultado, a Luz da Grande Mãe brilhará em seu coração em todo o seu esplendor. Este é o maior de todos os Mistérios. 

Quando os povos primitivos identificaram a mulher com a Terra e associaram a existência da Terra a poderes divinos, consideraram que o poder que conspirou para que o Universo fosse criado era feminino. Como só as mulheres têm o poder de dar a vida a outros seres, nossos ancestrais começaram a acreditar que tudo tinha sido gerado por uma Deusa.
Os povos de neolítico e do paleolítico não conheciam Deuses masculinos. O conceito do ato sexual como fator de fecundação inexistia, pois eles acreditavam que as mulheres engravidavam deitadas ao luar, através do poder da Grande Deusa manifestada como a Lua.
Em diversas partes do mundo a Grande Deusa Mãe é associada à Lua, já que existia um poder maior que agia entre a mulher e a Lua.
Todas as religiões primais viam no poder feminino a chave para o Mito da Criação e assim o Universo era identificado como uma Grande Deusa, criadora de tudo aquilo que existia e que existiu. Nada mais lógico para uma sociedade em processo de evolução, pois não é do ventre da mulher que todos nós saímos?

O símbolo da Grande Deusa é o caldeirão, que representa o mundo que ela criou e carrega em seu ventre. Este objeto é associado à Deusa porque a criação se parece com o que se pode realizar no interior do mesmo. O mundo é uma maravilhosa obra alquímica que a Deusa criou e comanda através das manobras e poções realizadas em seu caldeirão, o lugar onde nasce a vida.
Dentro da Religião Antiga todos os vários Deuses e as múltiplas faces e aspectos da Deusa, nada mais são do que a personificação e atributos da Grande Divindade Universal.
A Deusa não está ligada somente às manifestações da terra, pois ela representa as forças celestes. Ela é a dona do céu noturno , guardiã dos sentimentos, do interior da alma humana e do destino do homem. Ela é uma presença contínua que está além do tempo e do espaço.

As religiões pagãs são, no ocidente, aquelas que mais focalizam os cultos em uma Deusa Mãe.
Na religião antiga acredita-se em uma força superior, a Grande Divindade, de onde tudo veio. Como algumas tradições seguem uma infinidade de Deusas e Deuses, a crença pagã é que todas essas deusas e todos esses deuses são aspectos diferentes da Grande Deusa e do Grande Deus. Daí o ditado da que diz que "Todas as deusas são uma Deusa e todos os deuses são um Deus. A Deusa Mãe é a geratriz de Todo o Universo e de tudo o que ele contém, daí a frase: Tudo vem da Deusa e tudo para ela retorna.
Uma questão que muitas vezes se levanta na é se A Deusa é mais importante do que O Deus. O que se pode dizer é que é uma discussão inócua. A Deusa e O Deus são de igual importância na Religião Antiga. As duas divindades básicas  são complementares. Não há hierarquia entre elas.

A arqueologia pré-histórica, como por exemplo no sítio de Çatalhüyük, e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa Mãe e do ocre vermelho. As mais recentes descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos (300.000 a.C.) e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida. Segundo Campbell, retratada também na Bíblia: ...a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal. 

A Deusa pode ser entendida como campo que produz formas, o que significa dizer, procurar a fonte da sua própria vida, a relação entre o seu corpo, enquanto forma física, e a energia que o anima. Para Campbell, um corpo sem energia não está vivo, mas também não se pode dissociar, na própria vida, o que é do corpo daquilo que é energia e consciência.
Com relação à questão da Deusa-Mãe, Campbell observa que, em termos históricos, ela reinou ao longo de todo o vale dos rios Indo e Ganges, na Índia, do mar Egeu ao vale do Indo, e vai ser integrada aos indo-europeus, descendo do norte em direção à Pérsia, Índia, Grécia e Itália, onde a mitologia já assume uma orientação masculina.
Porém, essas histórias mitológicas que estão relacionadas às revelações da grande Deusa- mãe do universo e de todos nós, nos ensinam efetivamente a compaixão por todos os seres vivos, como sendo o caminho da vida espiritual.

Quanto à história das religiões ocidentais, o mitólogo aponta que, no Velho Testamento, foi um Deus que criou o mundo, sem a presença de uma Deusa. Mas nos provérbios, é Sofia, a Deusa da sabedoria, quem diz: “Quando Ele criou o mundo, eu lá estava e era a sua grande alegria”.
Cambpell também cita o Concílio de Éfeso como um momento histórico, no qual foi proclamada a divindade de Maria, apesar de que esse argumento tenha surgido na Igreja algum tempo antes. Ele diz que, no momento em que o Concílio estava reunido; discutindo a divindade de Maria, entre outras questões, o povo permanecia aglomerado ao redor do templo e começou a gritar em sua reverência: “A Deusa, a Deusa”. "Ela certamente é a Deusa”.

Hoje em dia, a imagem da Deusa-Mãe, e especificamente de Mãe Maria, é cada vez mais popular, resgatando mitos e culturas ancestrais que tinham sido soterradas por séculos de domínio dos deuses.
Mãe Maria está indiscutivelmente ligada ao catolicismo. No entanto, por ironia, o nome e o conceito de Mãe Maria nunca foi tão divulgado, discutido e repensado quanto na época da chamada Nova Era, o conjunto de pensamentos e atitudes de natureza mística e esotérica – para não falar das terapias alternativas – que a Igreja Católica já condenou mais de uma vez.
É provável que, na Nova Era, a ideia de Mãe Maria tenha atingido o ponto que, nos primórdios do cristianismo, a Igreja procurava atingir: a homogeneização do conceito. Em outras palavras, o cristianismo procurava unir, na figura de Mãe Maria, todas as demais divindades femininas e os conceitos referentes às deusas-mães das inúmeras religiões do mundo conhecido na época. Era uma forma de trazer para si os adeptos das demais religiões com o mínimo de conflito possível com a cultura local.

Para alguns historiadores, arqueólogos e antropólogos, essa tentativa de unificação teve início no Concílio de Éfeso, realizado em 431, convocado pelos imperadores Teodósio II (409-450), imperador romano do Oriente, e Valenciano III (425-455), imperador romano do Ocidente. Éfeso era o centro do culto à deusa Artêmis (ou Ártemis). Diz-se que, depois das resoluções do Concílio, todas as estátuas de Artêmis existentes na cidade ganharam uma auréola, e ela passou a ser identificada como Nossa Senhora.
Processos semelhantes ocorreram por toda a Europa, estendendo-se até a Idade Média, com os deuses e, no caso, deusas pagãs sendo transformadas e homogeneizadas, principalmente na figura da Mãe Maria. Em alguns casos, essa incorporação de novas deusas não implicou mudança das características de Mãe Maria, mas em outros momentos, ela assumiu algumas das características das deusas locais, sejam aquelas relativas aos seus poderes, à sua relação com a natureza e com os seres humanos, sejam as físicas.

No entanto, na Nova Era, as deusas do mundo antigo ressurgiram com caras novas – às vezes com as caras antigas, recuperadas, quando não com características inventadas para fins de consumo – ganharam força e, ao mesmo tempo em que voltaram a se individualizar, reforçaram a imagem de Mãe Maria como representante de uma força, de uma energia que, até então, se encontrava em poder dos homens.
A partir dos anos 60, o mundo sofreu uma chacoalhada com o movimento hippie, com a ideia de liberdade sendo levada ao extremo, como uma reação ao "quase fim" da liberdade com as ideias nazistas que levaram à II Guerra, e como reação à escalada militarista que mais uma vez ameaçava partir o mundo ao meio. E foi principalmente no seio desse movimento que renasceu o conceito da Mãe, ou das deusas-mães como responsáveis pela transformação necessária ao planeta, até então dominado pelos homens.

É claro que o conceito não era novo – inúmeras sociedades e grupos esotéricos e místicos já defendiam essa postura há muito tempo – mas a década de 60 apresentou uma espécie de "caminho livre" à frente. Assim, Mãe Maria podia voltar a ser entendida de uma forma mais ampla, indo além da visão da Igreja Católica, que os chamados neopagãos sempre consideraram estreita e extremamente dogmática.
A nova maneira de encarar a questão de deusas de nosso passado levou inúmeros pesquisadores e estudiosos, das mais diversas áreas, a desenvolver estudos – não só como pesquisa histórica, mas como um profundo entendimento das questões espirituais e psíquicas em torno do tema Mãe Maria e deusas-mães.

O paganismo cultua há anos o Mistério da Grande Mãe e seus muitos nomes que surgiu entre os homens quando estes ainda tentavam compreender a si mesmo… 

Abençoado seja o Filho da Luz que conhece a Mãe Terra, pois la é a doadora da Vida.
Saiba que a Tua Mãe Terra esta em Ti e tu estas Nela.
Foi ela quem te gerou e quem te deu a Vida.
Saiba que o Sangue que corre nas Tuas veias nascestes da Mãe Terra.
O Sangue dela caiu das nuvens, jorra pelo céu, borbulha nos riachos das montanhas!
Saibas que o Ar que Tu respirastes, nasceu da Mãe Terra.
Amada Mãe coloca nos nossos corações o Teu imenso Amor.
Terra das Árvores sagradas, das árvores irmãs, que nos ensinam tanto, passando pelas quatro estações e mostrando que á tempo de semear, de cultivar, de crescer, de evoluir o tempo de abraçar e de tocar as energias e a Harmonia que equilibra.
Agradecemos todos os Vossos Reinos, que unistes os elementos com o nosso coração.
Que as Águas possam ser curadas, preenchidas de Amor .
Que a Paz possa Reinar em todos os continentes .
Que os Pássaros nos mostrem a sua liberdade.
Que a Luz do Amor e da Deusa inunde o Planeta.
Mãe Terra vos louvamos, vos agradecemos, abençoamos vossas águias, colocando nelas o Amor que Cura, que Semeias-tes a Nossa Vida .

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/09/importnacia-da-deusa-mae.html