Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

30 de mar. de 2012

Deusa Circe, a Feiticeira

Dizem os mitos e lendas gregas, que em alguma das montanhas da Europa, vive Circe, a Deusa Rainha das Feiticeiras, num lindo castelo protegido por leões e armadilhas mágicas. Poderosa e sedutora, Circe protege suas seguidoras e as feiticeiras que vivem em sua morada e parece não se preocupar muito com as disputas e problemas dos olímpicos, tanto é, que na mitologia são pequenas suas participações, mas citações a respeito dessa divindade são encontradas com maior frequência.

É comumente vista com uma trança cumprida que separa suas madeixas castanhas com tons avermelhados, onde traz certos fundamentos mágicos. Dessa forma, a maioria de suas sacerdotisas também usavam de tranças nos longos cabelos. Como a Deusa, suas representantes também não se misturavam com a sociedade da época e tão pouco eram vistas, diferente das bacantes (sacerdotisas de Dionísio) e das Pitonisas (sacerdotisas de Apolo). As filhas de Circe preferiam se dedicar aos mistérios da feitiçaria.

Circe rege os pós mágicos, filtros, poções e artes de sedução e envenenamentos. Sua VARINHA mágica transformava homens em animais, como aconteceu com os homens de Odisseu. Esses ao voltar da Guerra de Tróia, na fuga da fúria de Poseidon, pois o Deus pretendia exterminá-los por terem matado um de seus filhos, acabaram por parar, acidentalmente, no reino da feiticeira.

Com a exceção de Odisseu, que havia sido presenteado por Hermes com ervas de proteção, a feiticeira transformou todos em porcos. Mas Odisseu, também, não conseguiu fugir de seus encantos, pois apesar de ter conseguido que a Deusa trouxesse seus amigos de volta, apaixonou-se por ela e viveram juntos alguns anos de sua vida.

Circe é uma das Deusas mais misteriosas e sua energia, que é profunda e densa, é uma mistura de Afrodite e Hécate, a qual está intimamente ligada. Tão ligada, que muitos a confundiam com a própria senhora da magia, dos mistérios e da lua. Como age diretamente em cima de mudanças e grandes transformações, Circe é associada à lua nova.

Um ENCANTAMENTO já conhecido, mas com um toque de Circe:

Uma Escada dos Desejos

Você irá precisar de:

- um longo pedaço de barbante da cor correspondente à sua necessidade;

- nove sementes, castanhas, pedaços de madeira, flores secas ou ramos de ERVAS magicamente associados à sua necessidade;

- uma taça de vinho;

- uma VELA roxa.

Chame por Circe:

“Oh Deusa grega das diversas encantarias, te chamo neste instante para minha magia! Deusa das tranças, dos pós mágicos e da transformação, eu te invoco e peço sua atenção. Com o poder dos Céus, da TERRA e dos Mares, peço seu auxílio na escada dos desejos, pois a realização deles é o que almejo. Saudações e seja bem vinda, Circe, Deusa Feiticeira!”

Lembro que este é um modelo básico de invocação, você pode e deve complementá-lo com palavras do seu coração. Circe apoia a sinceridade e não se esqueça de falar de maneira intensa e gerando poder.

Em seguida, comece a trançar o pedaço de barbante, chamando pela presença da Deusa. Quando você sentir a presença dela bem forte, apanhe um pouco de ERVA ou do objeto o qual irá utilizar representando seu primeiro pedido e dê um nó ao seu redor com o barbante, tensionando-o e visualizando firmemente sua necessidade.

Repita o processo mais oito vezes até que o barbante tenha nove nós, cada qual contendo um pedaço de madeira ou uma flor. A seguir, leve o barbante ao AR livre, erga-o aos céus e diga:

“Escada de nós, escada do desejo, eu a confeccionei para atrair a mim as necessidades que possuo. Este é o meu desejo, que se faça o que almejo. Assim seja!”

Agradeça a presença de Circe e deixe uma taça de vinho e uma VELA roxa acesa em homenagem a ela em seu altar. Pendure a escada dos desejos num local importante da casa, ou enrole-a ao redor de um castiçal com uma VELA de cor apropriada. As escadas dos desejos não só são eficazes, como também altamente decorativas.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/divindade-circe-deusa-feiticeira.html

Ares e Afrodite

Ares, deus da guerra, foi concebido por Hera sem a semente masculina. Alegrava-se com a luta e junto com seus dois filhos, Deimos - o espanto e Phobos - o terror, estavam sempre em batalhas. Ares era oposto a Atena, a divindade guerreira representada pela estratégia e coragem refletida, enquanto Ares amava o calor da batalha e exultava em derrotar o inimigo. Ares sempre foi repelido pelos deuses pois estava sempre associado aos conflitos e guerras sangrentas, usando sua força bruta e sem refinamento.

Afrodite era casada com Hefesto, irmão de Ares, um deus ferreiro, doente e deformado. Porém, impressionada pelo vigor do jovem guerreiro, correspondia aos encantos de Ares. Hefesto descobriu o adultério e planejou uma terrível vingança. Em segredo forjou uma rede muito fina, quase invisível, porém muito forte que não podia ser destruída, e pendurou-a sobre o leito.

Quando Ares e Afrodite adormeceram, Hefesto soltou a rede sobre ambos e chamou todos os deuses para testemunhar o adultério. A paixão de Ares jamais foi suplantada pela vergonha. Tempos depois nasceu Harmonia, estabelecendo uma ligação equilibrada entre o amor e a paixão.

**************************

Ares é a imagem dos instintos guiados pela vontade do consciente. Ares, nascido sem o pai, representa a competição do ser humano, sem o arquétipo do pai, para lhe oferecer um código de ética ou uma visão adequada da situação. Porém, sua vontade e coragem são imensuráveis necessária à personalidade humana, pois apenas a visão espiritual não garante a sobrevivência num mundo competitivo.

Após o conflito como resultado de suas escolhas, aprende-se que com a utilização dos ímpetos irrefletidos deverá assumir as consequências de seus atos. Na mitologia, Ares sempre estava envolvido num conflito ou numa disputa. Apesar das humilhações e da derrota, ele conseguiu a serenidade, através da harmonia, conduzida com criatividade e firmeza.

Ares simboliza a luta necessária e, embora haja o comprometimento espiritual, os impulsos existem. Podem ser suprimidos a nível inconsciente, mas surgirão mais tarde na forma de problemas ou então projetados nos outros que descarregarão sua agressividade sobre nós. Quando conseguimos enfrentar o desafio de Ares, podemos conter e direcionar essa força para nos desenvolvermos com maturidade.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasares-e-afrodite.html

Deus Apolo

APOLO

Figura complexa e enigmática, que transmitia aos homens os segredos da vida e da morte, Apolo foi o deus mais venerado no panteão grego depois de Zeus, o pai dos céus.

Os santuários dedicados a essa divindade, sobre cuja origem - oriental ou indo-europeia - existem dúvidas, se estendiam por todo o Mundo Helênico; a ele era consagrado o templo de Delfos, o de maior importância na Grécia, mencionado já na Ilíada.

Nesse santuário, centro do culto "Apolíneo", a Pítia, ou Pitonisa, aspirava os vapores que saíam de uma fenda na terra e, em profundo êxtase, pronunciava o oráculo sob a influência do deus.

Apolo e sua irmã gêmea Ártemis (identificada pelos romanos com Diana) eram filhos de Zeus e Leto, da estirpe dos Titãs. Segundo a lenda, os dois nasceram na ilha de Delos, outro dos lugares importantes de seu culto, onde Leto se havia refugiado, perseguida pelo implacável ciúme de Hera, esposa de Zeus.

Apolo, com um ano de idade e armado de arco e flechas, perseguiu a serpente Píton, também inimiga de sua mãe, até o lugar sagrado de Delfos, e ali a matou.

Zeus recriminou o filho pela profanação do santuário e, em memória da serpente, instituiu os Jogos Píticos. O poder de Apolo se exercia em todos os âmbitos da natureza e do homem.

Por isso, suas inovações eram múltiplas e variadas. Além de ser por excelência o deus dos oráculos e fundador de importantes cidades, sua proteção - e sua temível ira - abarcava desde a agricultura e o gado até a juventude e seus exercícios de ginástica, assim como os marinheiros e navegantes. Tinha poder sobre a morte, tanto para enviá-la como para afastá-la, e Asclépio (o Esculápio Romano), o deus da medicina, era seu filho. Considerado também o "Condutor das Musas", tornou-se deus da música por ter vencido o deus Pã em um torneio musical. Seu instrumento era a lira.

A identificação de Apolo com o Sol - daí ser chamado também Febo (brilhante) - e o ciclo das estações do ano constituía, no entanto, sua mais importante caracterização no mundo helênico.

Apolo, que durante o inverno vivia com os hiperbóreos, mítico povo do norte, regressava a Delos e Delfos a cada primavera, para presidir às festas que, durante o verão, eram celebradas em sua honra.

Irmão gêmeo de Ártemis, possuía muitos atributos e funções. Depois de Zeus, era o mais influente e venerado de todos os deuses da Antiguidade Clássica. Apolo teve um grande número de amores, masculinos e femininos, mortais e imortais, tendo sido rejeitado por alguns ou alguma tragédia interrompia o romance.

Apolo era sinônimo de luz física e espiritual. Era tido como eternamente jovem e de beleza sem igual entre os Deuses. Apolo era o mais belo dos deuses, senhor das artes, música e medicina. Exímio arqueiro e com tantos predicados, Apolo acreditava que suas flechas fossem mais poderosas que as flechas do Cúpido, porém o Cúpido lhe advertiu, que as flechas de Apolo poderiam ferir, porém suas flechas tinham uma força poderosa.

Para provar seu poder, o Cúpido disparou uma flecha de ouro no coração de Apolo e ele se tornou perdidamente apaixonado pela ninfa Dafne; mas no coração de Dafne o Cúpido disparou uma flecha de chumbo; isto fez com que Dafne rejeitasse Apolo, embora ele sempre a perseguisse.

Dafne era filha do Deus Rio Peneu e pediu ao pai que a ajudasse a se livrar de Apolo. Atendendo ao pedido, Peneu transformou a filha em uma planta, o loureiro. Inconformado com a perda da amada, Apolo passou a usar uma coroa com as folhas de louro, que se tornou seu símbolo para sempre e passou a ser oferecida aos vencedores dos jogos.

Hermes era seu irmão, filho de Zeus e da ninfa Maia, uma das Plêiades. Hermes e Apolo disputaram o amor de Quione, por sua grande beleza. Temeroso que Apolo a ganhasse, Hermes tocou seus lábios de Quione com o caduceu, a fez dormir e a possuiu. Não obstante, Apolo, disfarçado de uma velha, penetrou no quarto de Quione e a amou também.

Dessas uniões, Quione concebeu Autólico, filho de Hermes; e Filamon, filho de Apolo. Porém Quione se sentiu mais bela que Ártemis, deusa da vida selvagem e da caça, e era irmã gêmea de Apolo. Injuriada, Ártemis a matou. O pai de Quione, tomado pela dor, jogou-se de um penhasco, mas Apolo o transformou em uma águia feroz.

Apolo gerou com Corônis o filho Asclépio, que se tornou um mestre na arte de curar e ressuscitar os mortos. Com isso, Asclépio ameaçava o poder soberano de Zeus, e causava insatisfação em outros deuses, pois os mortos nas guerras sempre retornavam, roubando os súditos de Hades. Por isso, Asclépio foi morto pelo raio de Zeus. Para vingar-se de Zeus, como não podia voltar-se contra seu pai, Apolo matou os Ciclopes, que haviam forjado os raios, e por isso foi castigado.

Apolo foi condenado a um ano de trabalhos forçados junto ao rei mortal Admeto. Sendo bem tratado pelo rei durante sua expiação, Apolo ajudou-o a obter Alceste e a ter uma vida mais longa a que o destino lhe reservara. Além disso, ensinava a música, a dança, as artes e ofícios, os jogos atléticos, a caça e a percepção da natureza e da própria beleza aos mortais. Os deuses vendo que Apolo tornava muito aprazível a vida dos mortais, resolveram levar Apolo novamente ao Olimpo.

Retornando, Apolo se apaixonou pela princesa troiana Cassandra e a presenteou com o dom da profecia. Mas Cassandra o repudiou e Apolo a puniu fazendo com que ninguém acreditasse nela, embora suas profecias se revelassem sempre verdadeiras posteriormente.

Hermes, seu irmão por parte de Zeus, roubou-lhe o gado. Apolo o acusou mas vendo Hermes tocar uma lira, ficou encantado e trocou o gado pela lira. Mais tarde Hermes inventou uma flauta, que Apolo também desejou para si, mas em troca Hermes exigiu que seu irmão lhe ensinasse a arte da profecia. Apolo concordou, e deu ainda para Hermes seu cajado de pastor, que se transformou no caduceu hermético.

Após esse episódio, Apolo se apegou ao jovem Jacinto, que o acompanhava em todas as atividades físicas, negligenciando suas flechas e liras por causa de Jacinto. Certa vez Apolo e Jacinto estavam a lançar discos, e Apolo lançou o primeiro com muita força e precisão, tipicamente de um deus. Jacinto correu para alcançar o disco. Porém, Zéfiro - o Vento Oeste - que fora rejeitado por Jacinto, soprou o disco em direção a Jacinto, que veio a atingir sua cabeça.

Apolo correu para tentar ajudar seu amigo, mas percebeu que ele tinha morrido. Declarando seu amor a Jacinto, e inconformado com a perda, as musas sentiram pena de Apolo e fizeram que do sangue de Jacinto, surgisse uma bela flor, o Jacinto.

O culto de Apolo também teve grande amplitude em Roma.

As numerosas representações que dele fizeram artistas de todos os tempos, tanto na antiguidade Greco-Romana como nos períodos Renascentista e Barroco, mostraram-no como um deus de beleza perfeita, símbolo da harmonia entre corpo e espírito.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasapolo.html

Apolo e Dafne

Apolo era o mais belo dos deuses do Olimpo, senhor da Arte, da Música e da Medicina. Ciente da própria beleza e confiante na sua destreza em manejar o arco de prata, matou a terrível serpente Píton, que da sua caverna no Monte Parnaso, assustava todos os habitantes daquela terra.

Conta Ovídio em “As Metamorfoses”que perante a arrogância de Apolo como vencedor de Píton, Cupido decidiu fazer-lhe uma partida. Para lhe mostrar a superioridade das suas flechas, mandou duas, uma de ouro, com o poder de atrair o amor, sobre Apolo, e uma outra de chumbo que afastava o amor sobre a bela ninfa Dafne, filha do rio-deus Peneu.

Ferido por Cupido, o deus foi tomado de amor pela ninfa, esta que sempre recusara os pretendestes, horrorizada tentou escapar-lhe, correndo como se asas tivesse nos delicados pés.

Arrastado pela paixão, pela vontade de tocar o ser amado, de beijá-la e dizer-lhe o quanto a amava, Apolo corria como acossado pelas Fúrias.

Desesperada, constatando que o seu perseguidor estava cada vez mais próximo, que as forças começavam a fraquejar, Dafne ao ver o pai entre as árvores pediu-lhe que a salvasse mudando-lhe a forma do corpo para que o impetuoso deus a deixasse em paz. Peneu fez o que a filha pediu...E quando Apolo estava quase a tocar-lhe os cabelos, Dafne sentiu um torpor estranho apoderar-se dos seus membros: o seu corpo revestiu-se de casca, os seus cabelos transformaram-se em folhas, os seus braços mudaram-se em ramos e galhos, os pés cravaram-se na terra, como raízes. Impotente perante a metamorfose da sua amada em arbusto, o loureiro, Apolo abraçou-se aos ramos e beijou ardentemente a casca, declarando:

- Já que não podes ser minha esposa, serás a minha planta preferida e eternamente me acompanharás. Usarei as tuas folhas sempre verdes como coroa e participarás em todos os meus triunfos, consagrando com a tua verdura perfumada as frontes dos heróis.

Foi assim que o loureiro ficou associado ao belo e luminoso deus, símbolo do seu amor pela ninfa Dafne.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotas-apolo-e-dafne-lenda.html

Deus Poseidon

Quem era, história e representação na mitologia grega

Na mitologia grega, Poseidon era o deus dos mares. Representado como um homem forte, com barbas e segurando sempre um tridente. Era filho do titã Cronos e Rhea, irmão de Zeus (deus dos deuses) e de Hades (deus das almas dos mortos, do subterrâneo).

De acordo com a mitologia grega, Poseidon teve várias amantes e com elas vários filhos como, por exemplo, o gigante Órion e o ciclope Polifemo.

Uma das mais ancestrais e importantes divindades da mitologia grega, mas não um dos doze olímpicos, deus do mar, dos rios e das fontes, o Netuno dos romanos. Filho dos Titãs Cronos e de Réia, os romanos Saturno e Cibele, que detinham o controle do mundo, e portanto, também irmão de Zeus e de Posseidon ou Posídon. Quando o pai foi destronado e vencidos os titãs, os três irmãos partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu, a terra e o domínio e cuidado das deusas irmãs, Hades tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas e ele herdou o reino dos mares. Normalmente representado como um homem de barba portando um tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha. Como ele era o senhor das águas salgadas e doces, desafiava sempre os outros deuses e entrava em discussões e conflitos com eles. Desejava ter como sua a cidade de Atenas, sob os protestos da deusa Atena, que considerava a cidade como sua. Os deuses fizeram uma reunião no Olimpo e decretaram então que a cidade seria daquele que oferecesse o presente mais útil aos mortais. Ele criou o cavalo com seu tridente a partir de uma pedra e Atena a oliveira e os deuses decidiram que a deusa havia vencido e a cidade foi dada a ela. Descontente, às vezes ele sacolejava de modo tão violento que Plutão, governador da cidade de Hades, saltava de seu trono com medo de que a cidade caísse sobre sua cabeça. Ajudou Pélope a casar-se com Hipodâmia, filha de Oenomaus, rei de Elis e filho de Ares. Pélope deveria vencer o rei numa corrida de carruagens para ficar com a moça, senão ele morreria. As possibilidades de derrotá-lo, contudo, eram limitadíssimas pra não dizer, inexistentes. Pois o rei jamais havia perdido uma disputa. Sua Alteza possuía cavalos que corriam como ciclones. No entanto venceu, graças ao Deus, que lhe emprestou dois cavalos alados de seu próprio estábulo. Aí, Hipodâmia convenceu o cocheiro de seu pai a retirar a correia da carruagem do rei. Ele vivia sob o mar e conduzia uma carruagem puxada por cavalos, que se assemelhavam às ondas do mar. Tinha poder sobre as tempestades e sobre os ventos. Garantia a segurança dos marinheiros ou a destruição de seus navios de acordo com sua vontade. Ele possuía um palácio de ouro, situado no fundo do mar, e percorria a superfície da água, numa carruagem de ouro, levada por cavalos velozes. Sua arma era o tridente, uma lança terminada em três pontas e com a qual ele podia provocar terremotos na terra. Sua esposa, a ninfa do mar, a nereida ou oceânida Anfitrite, deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe. Além disso, possuía um grande número de outros filhos ilegítimos, incluindo monstros e gigantes, de seus numerosos casos extraconjugais. Neste aspecto ele se equiparava à Zeus. Engravidou a górgona Medusa, gerando Crisaor e Pégaso. Do rapto de Atra resultou o nascimento de Teseu. Ele também raptou Amimone quando ela tentava escapar de um sátiro. Outros de seus filhos são: Sinis, Polifemo, o ciclope, Órion, o rei Amicus, Proteus, Agenor, Belus da Líbia, Pélias e o rei do Egito, Busiris, filho de Lisianassa. Um de seus casos amorosos mais conhecidos envolveu sua irmã, Deméter. Ela a perseguiu e para evitá-lo, ela se transformou em uma égua. Em seu desejo por ela, ele se transformou em um garanhão e copulou com a égua. Deste encontro nasceu um esplêndido cavalo, Arion. Esta associação possivelmente vem do fato de, assim como Deméter, também era originalmente uma deusa da fertilidade. Era também deus dos cavalos, pois criou o primeiro.

Poseidon aparece em vários mitos da Grécia Antiga. Num deles, disputou com a deusa Atena o controle da cidade-estado de Atenas, porém saiu derrotado. Num outro mito ajudou os gregos na Guerra de Tróia. Fez isto para se vingar do rei de Tróia que não havia lhe pagado pela construção do muro na cidade.

Na mitologia romana, Poseidon é conhecido como Netuno.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/poseidon.html

23 de mar. de 2012

Modron e Mabon

Modron (Grande Deusa Mãe) é uma Deusa céltica similar a Deusa grega Deméter. Etimologicamente, Modron é a "Matrona", cujo nome (Modr em galês) é o do rio Marne (rio da França), igual ao nome genérico de todas as Deusas Mãe que se observava nas estátuas da época galo-romana.
A tradição galesa fala, algumas vezes que Modron é mãe dos gêmeos Owein e Morvud, outras vezes fala de um filho único. Esse filho único não deixa de ser misterioso, pois trata-se de Mabon.
Mabon é o Deus Sol celta da profecia e está ainda, associado à caça selvagem ou à caça ritual. Igual a Deusa Perséfone, foi roubado de sua mãe com três dias de idade. Sua saga é contada na narração galesa "Kulhwch y Olwen", cuja origem é muito antiga.
Modron é também muito citada nos textos mitológicos galeses. Uma Tríada referida a "três portas benditas da Ilha da Bretanha" cita a "Owein, Morvud, e Modron. Morvud, que algumas vezes aparece como irmã de Modron, é, segundo outra Tríada, uma das mulheres mais amadas pelo rei Arthur. No entanto, sua amante é Kynon ab Klydno.
Ela é ainda, neta do Deus Belenus e filha do rei de Avalon, Avallach, onde mora com suas irmãs e cuida da terra. Associada à soberania da terra, é feiticeira e curadora, e protege as nascentes sagradas, fontes, artesãos e artistas. Seus símbolos mágicos são as crianças, as flores e frutas, e ela incorpora a força da vida e a fertilidade, bem como a maternidade e as energias criativas da natureza.

A BUSCA DE MABON
Na narração "A Busca por Mabon", cabe ao herói Culhwch (Kulhwch) encontrá-lo, pois é uma das tarefas que deve realizar para conseguir a mão de Olwen em casamento.
Para essa aventura, levou junto: Gwrhyr, que era um excelente tradutor da língua dos animais e o rei Arthur.
Ao seguir caminho para cumprir a missão, Gwrhyr questionou um melro de peito branco:
-"Você sabe alguma coisa de Mabon, filho de Modron, que lhe foi roubado com três dias de vida?"
Mas o pássaro apesar de velho, disse que nada tinha visto, mas que perguntassem para o veado de Rhedynfre, que já tinha vivido mais tempo que ele e talvez soubesse algo.
Ao ser consultado o veado respondeu:
-"Quando cheguei aqui, era o único veado galhado e nenhuma árvore crescia, com exceção de uma única árvore de carvalho. A árvore de carvalho cresceu e inúmeras outras surgiram a sua volta. Entretanto, apesar de ter aqui passado tanto tempo, nunca ouvi falar do homem que procuram. Mas sei que mais velho que eu é a coruja".
O O veado então conduziu-lhes à coruja de Cwm Cawlwyd. Gwrhyr, voltou a indagar se ela tinha visto Mabon. A coruja respondeu-lhe:
--"Quando aqui cheguei, esse vale grande que você vê era estreito e arborizado. Então a raça do homem veio para destruí-lo. Mas, um tempo depois, uma nova floresta cresceu por cima. Essa floresta que você vê hoje já é a terceira. Quanto a mim, minhas asas desgastaram e não consigo mais voar. Embora já tenha vivido tanto, nunca ouvi falar do homem que você procura. Mas sei de uma criatura, a mais velha do mundo e quem viajado muito mais que eu, que poderá lhe ajudar."
A A coruja levou-os até à águia de Gwernabwy. Gwrhyr perguntou à águia:
-“Você sabe qualquer coisa de Mabon, filho de Modron, que foi roubado de sua mãe quando tinha três dias de vida?”
A águia respondeu:
-"Eu vim para cá há muito tempo, mas não ouvi falar do homem que você procura, exceto quando fui caçar meu alimento no lago Llyw. Lá enfiei minhas garras em um grande salmão, esperando que me alimentaria por diversos dias. Em vez disso, arrastou-me para dentro da água e eu mal consegui escapar. Eu fui atrás de todos meus parentes para tentar destruí-la, mas ele pediu paz e veio nos encontrar com cinquenta peixes espadas. Talvez esse salmão saiba algo sobre o homem que procura. Vou levá-lo até ele."
Ao ser indagado, o salmão disse que nadando rio acima para alimentar-se, perto de Kaer Loyw, ouviu lamentos que nunca havia escutado antes. Propôs então, levá-lo nos ombros até o local.
Assim, Kai e Gwrhyr montaram no ombro do salmão e chegando próximo a um castelo, ouviram gemidos e terríveis lamentos vindos de dentro das paredes. Gwrhyr perguntou:
-"Quem é que está gemendo desse jeito?"
Ouviu então a resposta:
-"Aliás, há uma razão para tão terríveis lamentos. Mabon, filho de Modron, está aqui prisioneiro."
Gwrhyr volta a perguntar:
-"Existe esperança de podermos libertá-lo em troca de algum resgate?"
E foi respondido:
-"Não, só pela força conseguirei escapar."
Gwrhyr então voltou para contar o ocorrido ao rei Arthur. Esse, reuniu seus homens, atacou o castelo e conseguiu libertar Mabon, que foi encontrado em uma prisão subterrânea. Devemos acrescentar, que a prisão de Mabon se encontra em Kaer Loyw, que significa "Cidadela da Luz" e só lhe liberam graças a um veneno, o que equivale a um verdadeiro "regressus ad uterum", uma regeneração pela mãe.
Chamado de o "Filho da Luz" ou o "Filho Divino", Mabon representa a plena juventude, o sexo, o amor, a magia e adora pregar peças. Associado a Myrddin e posteriormente a Cristo, seus símbolos são o javali, as nascentes minerais e a lira.

MABON, A DIVINA "CRIANÇA INTERIOR"
Mabon, como toda a Criança Divina", passou pouco tempo junto de de sua mãe, conforme a narração, três dias, pois é raptada e colocada num local úmido, escuro e subterrâneo de um castelo, que muito lembra o útero da Grande Mãe Terra.
Confirma-se assim, que toda a Criança que se destina a algo grande, necessita de um segundo parto no santuário da Grande Mãe, enquanto é equipado com as capacidades extraordinárias e as forças que precisa para cumprir suas árduas tarefas. Tal criança, portanto, precisa receber o sopro vital da Mãe Divina e este é o motivo pelo qual, devem ser afastadas de suas verdadeiras mães, mas nunca para serem aniquiladas e sim serem salvas. Sua salvação não está ao alcance de sua mãe biológica.
Entretanto, o relacionamento primal com sua mãe, jamais será esquecido. Mesmo que mãe e filho se dispersem, se separem, as vivências, as recordações permanecem, pois o filho é um pedaço de sua mãe e nunca seu destino a deixará indiferente.
O que todos nós precisamos, assim como a Criança Divina, é alguma vez na vida experimentar como uma pessoa se sente quando é amada. E, se nenhuma pessoa estiver disposta a nos proporcionar essa experiência, então precisamos aprender a amar à nós mesmos.
Entretanto, muito embora a Criança Divina, seja tratada de um modo especial, isso não quer dizer, que não terá dificuldades na vida adulta, pois quanto mais importante é o personagem, tanto mais arriscada será a sua existência. É como se ela precisasse primeiramente dar provas de sua missão conforme o lema: "o que não me mata me fortalece".
A lenda do Deus Mabon representa, em um sentido mais pessoal, a capacidade de superar as dificuldades, de suportar as dificuldades e aprender com elas, para renascermos como pessoas melhores.
Mabon é a Criança Divina que dormita em nosso inconsciente e que não pode ser negligenciada e muito menos afogada com argumentos "racionais", pois ela contêm em si todo o conhecimento sobre a capacidade de resistir à nova vida. E, quando esse arquétipo infantil constela dentro de nós, surge também o arquétipo "Mãe", pois não existe filho sem mãe. E também, o arquétipo "Pai", pois não existe filho sem pai, muito embora os povos mais antigos não tivessem consciência do fato. Assim, a família está completa, uma "Família Divina", porque representa a totalidade, o Si-mesmo.
Ao acessarmos nossa Criança Divina Anterior, também devemos cavalgar nas costas do salmão que nos levará até a entrada de uma gruta muito escura, mas cheia de tesouros. O "Abre-te Sésamo" para chegarmos até toda essa riqueza é tomarmos consciência da nossa "criança interior", porém, quanto mais tempo nos demorarmos nessa auto-descoberta, mais nos afastamos de sentir o prazer da felicidade plena.

O POÇO SAGRADO DE MODRON

O poço consagrado à Deusa Modron, que foi cristianizada como Santa Madrun fica em Cornwall, na Inglaterra. No trajeto até o poço, encontramos árvores adornadas com muitas tiras de panos ("clouties"). O costume de pendurar tiras de tecidos nas árvores ou arbustos das vizinhanças de um poço ou fonte sagrada, ainda é bastante difundido na Escócia, País de Gales e na Irlanda. A idéia desse ritual é rasgar uma parte da roupa do corpo, mas exatamente do local que está doente. Em seguida, deverá ser atado à árvore. Quando o pedaço do pano apodrecer na árvore, a enfermidade desaparecerá com ele.

O simbolismo relacionado com a Deusa Mãe foi esquecido quase por completo, desde que começaram a ser realizados ritos cristãos nas igrejas. Contudo, a veneração da água, que desempenhou papel importante na antiga religião celta, ainda se conserva em alguns costumes populares relacionados com os poços sagrados.

Os poços e fontes, são muito visitados com várias intenções, entre elas: com o propósito de adivinhação, especialmente por moças solteiras, na primeira quinta-feira do mês de maio. As visitantes confeccionam anteriormente, cruzes com dois pequenos pedaços de palha, fixados com um alfinete. Tais cruzes devem ser colocadas na água para flutuar. O número de bolhas que surgirá na superfície, indicará o número de anos de espera para se casarem.
Ou ainda, objetivando a cura de alguma enfermidade. Nesse caso, a pessoa ou criança deve mergulhar despida (ou traje de banho), três nas águas do poço, estando de frente para o sol. Em seguida, deve dar nove voltas em torno do poço e depois deitar-se em qualquer relva próxima para secar-se ao sol. Esse ritual deve ser realizado na primeira quarta-feira ou domingo do mês de maio e em absoluto silêncio. Quando estiver indo embora, se o ritual foi realizado para uma criança, deixe uma peça de roupa dela amarrada em uma árvore próxima.

Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO

Deusa Eostre

Autoria desconhecida.

Eostre era a Grande Deusa Mãe saxônica da Alvorada, da Luz Crescente da Primavera e o Renascimento da Vegetação. Era conhecida pelos nomes: Ostare, Ostara, Ostern, Eostra, Eostur, Austron e Aysos.

Esta Deusa estava também associada a lebres, coelhos e ovos.

A Deusa Eostre pode relacionar-se com a Deusa Eros grega e a Deusa Aurora romana, ambas Deusas do Amanhecer, e com Ishtar e Astarte da Babilônia, ambas deusas do amor.

Segundo a Lenda, Eostre encontrou um pássaro ferido na neve. Para ajudar o animalzinho transformou-o em uma lebre, mas a transformação não processou-se completamente e o coelho permaneceu com a habilidade de colocar ovos. Como agradecimento por ter salvo sua vida, a lebre decorou os ovos e levou-os como presente para a Deusa Eostre. A Deusa maravilhou-se com a criatividade do presente e, quis então, compartilhar sua alegria com todas as crianças do mundo. Criou-se assim, a tradição de se ofertar ovos decorados na Páscoa, costume vigente em nossos dias atuais.

Os ovos são símbolos de fertilidade e vida. Uma tradição antiga dizia que se deveria pintar os ovos com símbolos equivalentes aos nossos desejos. Mas, sempre um dos ovos deveria ser enterrado, como presente para a Mãe Terra.

A Lebre da Páscoa era o animal sagrado da nossa deusa teutónica da Primavera, Eostre, a Deusa Lunar que dava fertilidade à terra e tinha cabeça de Lebre. A palavra inglesa para Páscoa,* Easter, provém do nome da deusa Eostre, também designada Ostara ou Eostar. O dia do culto de Eostre, a Páscoa (Easter), que ainda é praticado pelos seguidores da tradição celta, é no primeiro Domingo depois da primeira Lua Cheia, após o equinócio da Primavera, ocorrendo entre os dias 19 e 22 de Março.


A Lebre, que é o animal sagrado da deusa da Primavera, é assim, por isso, um símbolo de fertilidade, de renovação e do regresso da Primavera.

Dizia-se, no século XVIII (e ainda hoje em algumas regiões), que quem comesse carne de lebre seria belo durante sete dias. Nos Vosges, era necessário comê-la durante sete dias seguidos.

Segundo os "Evangelhos das Rocas":"Quando alguém se põe em caminho para um lugar, e uma lebre vem ao seu encontro, é muito mau sinal. Para evitar todos os perigos, deve voltar-se três vezes ao lugar de onde veio, para depois continuar o caminho; então estará fora de perigo". Esse preconceito do encontro com a lebre, assinalado pelo cura Thiers do séc. XVII, pode ser geral, sendo encontrado em todas as regiões da França.

Na região de Lannion, várias lebres são as almas de senhores condenados a se tornar animais tímidos, porque, quando vivos, puseram o mundo todo a tremer.

Eoster também é uma Deusa da Pureza, da Juventude e da Beleza. Era comum na época da Primavera recolher orvalho para banhar-se em rituais. Acreditava-se que o orvalho colhido nesta época do ano, estava impregnado com as energias da purificação e juventude de Eostre, e por isso tinha a virtude de purificar e rejuvenescer.

22 de mar. de 2012

Deuses Hindus

Ganesha

Ganesha é o removedor dos obstáculos, filho de Shiva e Párvati. 

Dizem que o Sr. Shiva saiu para um retiro nos Himalaias e pediu ao seu filho Ganesha para tomar conta da casa. Pediu que ele não deixasse ninguém entrar durante sua ausência. A seguir, ele voou e foi praticar suas austeridades (em sânscrito, tapas) no topo do mundo. Ocorre que suas disciplinas espirituais prolongaram-se demasiadamente e ele permaneceu nas montanhas sagradas por mil anos.

Quando ele voltou para casa, estava barbudo e com um aspecto um tanto quanto severo. Na porta, tomando conta da residência, estava Ganesha. Ele não reconheceu o pai e barrou sua entrada. Os dois discutiram muito, pois Shiva dizia que era seu pai e Ganesha argumentava que seu pai não tinha barba e o tinha alertado de que um demônio disfarçado tentaria passar por ali disfarçado. Os dois entraram em um combate de proporções energéticas incríveis. No decorrer da luta, Shiva levou a melhor e subjugou seu filho. Com raiva, cortou a cabeça do menino e jogou o corpo no mato.

A seguir, foi fazer a barba, tomar um banho e descansar da longa viagem. Quando sua esposa, Párvati, chegou e percebeu a bagunça na entrada da casa e não viu o filho de plantão, logo percebeu que algo terrível havia acontecido. Daí, Shiva disse-lhe o que tinha acontecido. Ela ficou furiosa e ameaçou separar-se dele (sabe como é, fazer uma grevezinha, hehehehe...) caso ele não trouxesse o filho de volta à vida. Temeroso de perder sua consorte divina, a rainha da formosura e da alegria, ele disse-lhe: "Está bem, vou trazê-lo de volta, mas se o seu corpo ainda estiver em boas condições, a cabeça já era, pois um chacal da floresta devorou-a ainda agora. Sei disso porque o meu olho espiritual a tudo vê. O que posso fazer é energizar o cadáver e colocar uma outra cabeça no lugar. Entrarei na floresta e deceparei a cabeça do primeiro animal que eu encontrar. Colocarei sua cabeça no corpo do menino e farei com que o seu corpo espiritual entre na carne novamente. Ele viverá no plano físico mais uma vez, mas com a cabeça de um animal."

Shiva entrou na floresta e o primeiro animal que ele encontrou foi justamente o elefante. Cortou a cabeça do paquiderme, colou-a no corpo e fez o espírito entrar nele. Daí, a figura do Ganesha passou a ser a do menino com cabeça de elefante. Baseados nisso, os hindus reverenciam a Ganesha como o divino protetor das casas e removedor dos obstáculos.

Se ele não deixou nem o pai entrar, com certeza não deixará nada pernicioso entrar na casa do devoto.

A outra lenda, mais suave, mas sem a intensidade da primeira, conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural.
Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.

As duas lendas revelam lições de sabedoria espiritual e são bem interessantes.


Brahman é Deus no Princípio, Deus com a Palavra. Alfa e Ômega. Pai e Mãe. Deus é o Princípio e é o Fim. Deus é a Palavra e a Palavra é Deus. Deus é o fogo consumidor de toda a imperfeição humana.

Brahman é esta essência pura de Deus, Um Deus sem atributos.

Brahman se coloca para a vida na Terra de quatro diferentes maneiras e isto ocorre para que possamos interpretar Deus nos quatro planos da matéria:

Primeiro, vemos Brahman como a Trindade Espiritual do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Estas são três manifestação da personalidade Alfa de Deus com atributos. Eles são manifestações servindo sob o comando de Brahman.

É como se eu dissesse a vocês que Brahman é a essência pura da consciência do todo. Quando ele se manifesta para seus filhos em evolução no útero da Terra, ele o faz através da trindade. Ele é individualizado para cada ser. Ou seja. O Pai e o Filho servem a cada alma individualmente na Terra. Enviando o plano divino para cada alma manifestar para seus irmãos.

Shiva, já trabalha com a coletividade das almas que colocando o plano em prática, devem estar atuando e servindo umas às outras.


Brahma --- Vishnu --- Shiva

- Brahma é o Pai; o Poder da Criação, da idealização da nossa razão de ser e atuar. 
- Vishnu é o Filho; a Sabedoria e o Conhecimento da Vontade do Pai, ele é a missão de ensinar e acompanhar cada alma até a conclusão do plano divino na Terra.
- Shiva, é o Espírito Santo; o Amor à perfeição e à conclusão do plano divino, somado à missão de purificar a criação, destruindo todas as forças contrárias à vida e ao amor divino.

A mãe divina está representada em cada principio feminino de cada um dos aspectos das manifestações de Brahman, e além disto, ela atua fora da trindade, junto conosco na Terra. Nós podemos chamá-la de Shakti.

Shakti, a Mãe Terra, a Mãe Natureza, o útero da Mãe divina, onde as almas, (filhos de Deus) estão encarnadas em seu útero, esperando a hora da conclusão do plano divino individual e da purificação pelo Fogo Sagrado do Espírito Santo de Deus, (libertação do carma negativo), para ser aceito no ritual sagrado da Ascensão.


Sarasvati a Deusa do Aprendizado

Brahma com Sarasvati (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Criação– o Plano Divino - Os mensageiros da Semente da Verdade do Pai”. 

É Brahma quem nos traz a vontade do Pai, o conhecimento do plano divino para nossas vidas. Este plano se manifesta de uma maneira bem abstrata e de difícil compreensão. O Plano nesta fase é uma semente que ainda não germinou.

Brahma se manifesta trazendo a vontade de Brahman para o nosso corpo da memória. Este plano divino vem para nós a cada início de ciclo de doze anos.  

Sarasvati tem um importante papel nos ajudando a aceitar e a compreender a vontade do Criador, o que exigirá sempre muito de nós, colocando-nos sempre à prova, frente a frente com novas mudanças e transformações em nossas vidas.


Lakshmie a Deusa da Riqueza

Vishnu com Lakshmie (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Instrução e da Preservação” eles vem para nos ensinar a tratar a Terra e a plantar a semente.

É Vishnu quem nos ajuda a entender e a colocar em prática este plano divino. Ele nos prepara para a vitória da manifestação do plano, e nos supre de todas as necessidades mentais, emocionais e físicas para tal. Com Vishnu nós conseguimos ser e vestir o novo ensinamento de nosso Pai.

Com Vishnu aprendemos a conversar com nosso Eu Superior e a obedecer a Sua lei. Pensar com a Luz interior antes de colocarmos em ação nossas palavras e atos. Assim, tornamo-nos a vontade do Pai manifestada em nossa personalidade.

Lakshmie atua mantendo e preservando o plano suprindo-nos de tudo o que precisamos para colocar o plano em prática. 


Shakti a Deusa da Materialização

Shakti (é contraparte feminina de Brahman) atuando como a Mãe Terrenal que não representa a Santa Trindade de Brahma, Vishnu e Shiva, Pai Filho e Espírito Santo, mas proporciona a forma física para a manifestação do plano exposto pela trindade.

Nós estamos e atuamos com a nossa amada Mãe Terra, a representante de Brahman que é e está na Terra sempre junto conosco. A Mãe Terrenal. Ela é o Poder Supremo do Pai em forma física.

O nome para ela é “Shakti” a “Mãe Terrenal”. Ela é o nosso útero, a casa para a nossa evolução. Ela é a manifestação física da Mãe divina em sua totalidade Ômega. Todos os filhos de Deus ainda não ascensos na luz, estão vivendo no mesmo útero da Mãe Terrenal. 

É a partir de Shakti que começamos a dar a forma ao plano que nos foi entregue por Vishnu. Brahma atua em nossa memória. Vishnu em nosso mental. Shakti no emocional e Shiva no físico.

É com a Mãe que aprenderemos a servir ao próximo os frutos que vamos colher de nosso plantio.

A Mãe é o verdadeiro cálice do vinho da vida eterna, o vinho que é o sangue do cordeiro de Deus.

Nossa Mãe Shakti compreende o plano de Brahman e é a nossa eterna advogada intercessora das nossas almas perante Deus Pai e os Senhores do carma. Ela nos proporciona o momento para atuarmos o plano treinando para a grande hora, a hora onde não mais poderemos errar.

Brahma, Vishnu e Shiva são as forças masculinas e por isto muito mais exigentes. Com eles não poderemos falhar em nada. Precisamos ser perfeitos em nossos atos.

A Mãe Divina na Terra é a própria Terra e nós somos unos a ela.

A Mãe Shakti nos ensina a adorar Brahman
acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.


Parvati a Deusa Benéfica, Auspiciosa

Shiva com Parvati (sua contraparte feminina) são os representantes de Brahman atuando como os mensageiros da “Destruição, da Regeneração e da Libertação”. É Shiva quem nos ajuda a destruir as nossas más criações e a de nossos irmãos que estejam atuando contra nós.

Shiva é o responsável pela purificação de nosso ser, a regeneração de nossas células e do mundo que nos cerca. É ele quem nos ajudará na separação do joio e do trigo em nossa colheita de nossos frutos do plano divino agora feito realidade em nossas vidas.

Parvati atua como mãe e como guerreira, protegendo as crianças e matando os demônios. Ela protege-nos e ao nosso plano divino, livrando-nos de todas as forças malignas, libertando-nos para que possamos colocar o plano de nosso Pai, Brahman, inteiramente realizado, verdadeiro e vitoriosamente manifestado.

Shiva é a seriedade do Pai somada ao amor e dedicação da Mãe. Shiva seria então, o Deus mais elevado dos três. Shiva é enaltecido como Brahman, a alma do mundo, personificada. Ele é glorificado como o Senhor da Criação.

Assim, compreendemos que Vishnu contém Brahma, Shakti contém Vishnu e Shiva contém Shakti.  Brahma traz o plano divino para Vishnu que sabe este plano por completo.  Vishnu nos ensina e nos prepara para a nossa vitória.

Brahma e Vishnu são a serenidade do Pai. A missão deles é nos ensinar e nos preparar para a nossa missão. Shakti nos protege e educa, acompanha nossos passos e nos defende, dando-nos o tempo necessário para errarmos, fortalecendo-nos para a vitória.

Shiva é o cordeiro de Deus, aquele que tem a verdade da vida. A realidade do Senhor Deus em sua totalidade. Shiva tem em si todos os 12 raios do Senhor. Ele é a força do Pai, a dedicação do Filho e o amor e proteção da nossa Mãe, à nossa disposição.

Ele tanto nos cobra seriamente a evolução do plano, como também nos perdoa de todos os erros e nos protege como a Mãe. Shiva é uma parte significativa de Deus, o que o torna dotado de extrema potência.

A única coisa que precisamos fazer é entender que sem o apoio e o acompanhamento de Shiva, não chegaremos à perfeição de nosso plano divino. Ele sabe que não chegaremos a ele perfeito e nos espera com todos nossos defeitos.

Ele espera que o chamemos para que possa nos acompanhar neste trabalho de purificação e finalização do plano de nosso Pai. O Filho, Vishnu, é o mensageiro intermediário entre o Pai e nós. Assim, tudo o que o Pai nos dá, vem através dele. Ele é o Cristo Pessoal, o Eu Superior, O Anjo da Guarda, entre outros nomes.

O Espírito Santo, Shiva, é o mensageiro intermediário entre nós e Brahman. Assim, nada sobe ao Pai a não ser através dele. Ocorre que após completarmos todos os nossos serviços ao Pai, precisaremos passar nós mesmos e por completo, pelo fogo purificador de Shiva.

Pule no fogo de Shiva, e veja a diferença que isto fará em sua vida. A luz de Brahman está esperando você do outro lado deste fogo da vida eterna. 


Diga . . . . SHIVA ! SHIVA ! SHIVA !

Shiva é considerado um Deus da fertilidade. Assim, a união de Shiva com sua shakti Parvati, é representada pelo Linga (o falo) junto com a Yoni (o útero), o que representa a abolição da dualidade.

Ele nos traz o ensinamento sobre o controle dos nossos impulsos espirituais, mentais, emocionais e físicos. Shiva é representado frequentemente como tendo cinco faces, o que lhe confere a consciência dentro dos quatro planos da matéria e do plano do éter superior.

Com quatro braços, representando sua tremenda capacidade de atuar nos quatro planos da matéria e transformar o mundo.


Seu terceiro olho (no centro da testa) está no formato oval e na posição vertical. Três olhos conhecidos como o olho do presente, do passado e do futuro. Eles mostram a Sua capacidade de tudo ver, “o Poder do Olho de Deus que tudo vê”, tanto no céu como na Terra.

Shiva sempre aparece coberto por uma pele de tigre ou com uma pele de elefante  com a face branca como a neve e cabelos opacos. Ele se parece como um yogi. A pele do tigre simboliza o domínio sobre a própria inquietação e dispersão; a pele do elefante simboliza o domínio sobre seu orgulho e agressividade.

Ele é amigo dos yogis e é quem os ajuda a atingir suas metas de realização em Deus. São yogis, todos aqueles que colocam sobre seus ombros os trabalhos de Jesus que é luz e que é leve e fácil.


SHIVA – RUDRA

O Shiva de Fogo encarregado da devastação Universal. A corporificação das onze encarnações do Senhor Shiva.

"No Rig Veda o nome de Shiva é conhecido como Rudra, que é uma palavra usada para Agni, o Deus do fogo. . ."; "Nos Vedas ele é o Ego divino aspirando retornar ao seu estado puro de deidade, e ao mesmo tempo esse ego divino está preso em forma terrena, cujas paixões ferozes fazem dele o 'feroz,' e 'terrível".

Shiva frequentemente é dito como a divindade que patrocina os esotéricos, ocultistas, e ascéticos; Ele é chamado de Mahayogin (o grande ascético), de quem o conhecimento espiritual mais alto pode ser adquirido, ele é o caminho para a união com o grande espírito do universo, onde se pode conquistar o mais alto contato espiritual.

Shiva atua como o impressionante destruidor das paixões humanas e sentidos físicos, que estão no caminho do desenvolvimento das percepções espirituais mais altas e o crescimento do homem eterno interior.

Shiva Rudra é o Destruidor, assim como Vishnu é o conservador; mas ambos estão atuando para a regeneração do espiritual assim como da natureza física.

Fique de pé e abra os braços. Vishnu está em seu braço e mão do lado direito e Shiva no braço e mão esquerda. Eles se encontram no centro de seu peito no chakra do coração. Brahma está no topo de sua cabeça e Shakti está na base de sua espinha.

Vá agora mesmo a frente de seu altar e entregue seu coração ao Filho e ao Espírito Santo de Deus. Entregue sua cabeça ao Pai e suas pernas para a Mãe divina. Não saia de casa sem fazer isso. Entregue seu corpo e sua alma  à Deus e faça a vontade D'Ele.

Shiva Rudra é um nome que aparece muito escondido nos Vedas; uma referencia a Rudra como sendo o maior dos Kumaras, considerado pelos ocultistas como seu patrono especial.

A função de Shiva-Rudra é destruir em ordem de regenerar a entidade permanente em um plano mais elevado; suas funções são essencialmente as da ação, assim como as funções do Vishnu são essencialmente as de continuação e preservação.

Para tornar-se uma planta, a semente precisa morrer. Para viver como um ser ciente de sua eternidade, as paixões e sentidos do adepto, devem morrer antes que o seu corpo o faça. “Viver é morrer e morrer é viver,”

  Invoque Shiva em sua vida. Ele é o Criador e o Salvador do homem espiritual. Eliminando e destruindo as paixões do mundo material e físico, chamando à vida, as percepções do homem espiritual.

Shiva é frequentemente chamado Maha-kala (o grande tempo), o poder reprodutivo que está perpetuamente restaurando o que foi dissolvido. Também chamado de Mahadeva (o grande Deus restaurador da vida).

Shiva é conhecido por mais de 1000 nomes e títulos diferentes. Ele é o grande  Deus da regeneração e da justiça.

SHIVA ! SHIVA ! SHIVA ! o amável, afetuoso, auspicioso.

Shiva é o Espírito Santo que consome os focos de ignorância e anti-amor, Shiva é o destruidor da maldade, do ódio, das doenças e dos demônios.

Ele espera que você purifique seu ser, seguindo o exemplo da Mãe do Mundo para só então, lhe servir o alimento da vida eterna.

Shiva atua com o raio rubi, o raio do amor intenso, amor consumidor do anti-amor.

Sempre que chamar por Shiva prepare-se para a purificação pelo Santo fogo do amor.

Shiva é  Shambu, o benigno, Shankara o beneficente, Pashupati, o Senhor do castelo.  O Senhor do castelo significa que as almas devem obedecer aos seus ensinamentos, para terem o controle sobre seus corpos e suas vidas.

Shiva é associado com a morte porque acima de tudo ele é o destruidor do ego humano e da mente carnal. Entregue-se a Shiva !

Shiva é a morte das mortes, mas também é o doador da imortalidade para seus devotos.

Shiva nos dá a força necessária para vencer a serpente do eu inferior para que possamos atingir a iluminação.

No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Ele representa o rio Ganges que nasce dos cabelos de Shiva. Uma antiga lenda conta que o Ganges era um rio muito violento e se descesse à Terra,  a destruiria com a força do impacto. Assim,  Shiva permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais calmo, corresse pela Terra.

Esta estória, simboliza a proteção que Shiva nos dá como o distribuidor dos sete rios santos, isto é, aquele quem distribuí a luz em nosso chacras, potencializando os chacras secretos, nos ajudando a controlar e a equilibrar a luz em nossos chacras, para atuar na matéria a vontade de nosso Pai, servindo à toda a vida.

Mas isto só ocorre se participarmos com ele, chamando-o para o nosso coração.

Invoque o poder do Espírito Santo em seu coração e veja Shiva atuar em sua vida.

O Senhor Shiva vive na montanha sagrada Kailasa no Tibet. Ele é visto lá em sua solitária figura de asceta e também com sua Shakti, Parwati.

Shiva nos ajuda na abertura do terceiro olho, isto representa a visão do conhecimento da realidade divina, o que destrói a ignorância.

Ele é o Senhor da dança, sua dança destrói tudo que aprisiona a alma. Ele dança sobre os demônios que personificam a ignorância e a ilusão. Sua dança representa a verdade cósmica em ação.


SHIVA NATARAJA - O REI DA DANÇA

Shiva é conhecido em sua principal estátua como “Shiva Nataraja”, o rei dos dançarinos, o rei da dança. Sua dança é uma manifestação física do ritmo cósmico. Shiva Nataraja personifica o movimento do universo. Ele atua no cosmo como se fosse seu teatro, Ele se coloca como ator e publico ao mesmo tempo.

A estátua apresenta Shiva com quatro braços, dançando dentro de um circulo de fogo e pisando sobre um demônio. Esta dança chama-se Tandava. O primeiro braço, com a palma à frente, Ele nos diz: "Não temam a mensagem da transformação que vos trago, pois eu represento a solução dos problemas".

O segundo braço segura um pequeno tambor (damaru) que marca o ritmo da dança, e que significa: "Todo o universo segue um ritmo e a uma ordem cíclica. O tambor representa o som da criação.”

Com o terceiro braço Shiva segura línguas de fogo "É chegada a hora da destruição, completando assim o ciclo da criação”. “No passado, o mundo acabou-se pelas águas de um dilúvio, agora a destruição virá pelo poder do fogo".

As línguas de fogo ao redor do circulo significam: "As bordas da Terra serão queimadas pelo fogo".  Um pé está sobre uma figura animalesca, que representa a natureza inferior e animal do homem, o eu inferior do ego humano.

O quarto braço apresenta o caminho da salvação apontando para o pé levantado, querendo dizer: "O ser humano deve negar as suas más inclinações, as más paixões, os instintos bestiais, oriundos da sua natureza animal inferior e seguir sua natureza superior e espiritual: Os humanos devem abster-se do ódio, dos vícios, dos excessos e buscar atingir o autocontrole”.

Seu pé esquerdo que está levantado do chão e apontando para cima, mostra-nos o caminho da vitória e da salvação. Shiva dança nos campos de batalha, cemitérios e em todos os lugares associados com a morte. Ele retira a luz energia que restam nos campos sangrentos.

Shiva é o grande guru que vem para nos salvar da ignorância, do esquecimento e do ego humano. Ele representa a verdade cósmica e seu amor liberta-nos de tudo que nos separa da unidade com Brahman.

Diga SHIVA OM - SHIVA OM - SHIVA OM.

SHIVA é o poder e OM é a materialização deste poder na terra.

Repita este mantra várias vezes por dia, e principalmente quando estiver perante problemas como desordem, brigas, animais ferozes, ladrões e etc. ou mesmo quando quiser libertar-se de um vício como o do uso de drogas ou perversões de qualquer natureza.

Grite por SHIVA e alegre-se ao ver o seu poder de ordem em ação. É importante que você crie um momentum de poder com Shiva entoando seus mantras e comandos de Luz todos os dias, só assim nas horas de perigo Shiva poderá atendê-lo de imediato.

Shiva deve ser visualizado também quando fazemos o mantra OM NAMAH SHIVAYA, que significa eu me curvo diante de ti Senhor Shiva. Ao entoar este e outros mantras de Shiva visualize-o em torno de você.

Enquanto entoa o mantra curve-se diante de Shiva. Visualize o fogo rubi em torno de Shiva e ao seu redor consumindo toda a imperfeição do seu ser.

Espere pela união com Shiva através de sua devoção, invocações, mantras e visualização. Finalmente veja Shiva sobre você e você dentro dele. Visualize este fogo entrando pelo seu estomago através de seu chacra do Plexo Solar. Como terceira pessoa da trindade hindu, ele destrói o universo ao final de cada era para que este possa ser criado novamente.

Ele vem com o fogo consumidor do amor divino que destrói o ódio, a maldade, os demônios e o ego humano, varrendo a terra do mal, não significando necessariamente a destruição do mundo físico pelo fogo físico, mas sim, a destruição do mal e das trevas pelo fogo sagrado. 

Agradecemos a Deus Pai, Filho e Espírito Santo a oportunidade de levarmos todos estes conhecimentos a tantos filhos da luz. Deus salve a nossa Mãe Terrenal !

Om Brahma, Om Vishnu, Om Shakti, Om Shiva ! 

 

O TRISHULA


Suas armas são o tridente, "Trishula" cujas três pontas simbolizam as propriedades do Deus como criador, conservador e destruidor. Uma espada, um arco e um bastão que terminam em um crânio, atributo característico dos ascetas e yogis, demonstrando o poder, o equilíbrio e o conhecimento.


Trishula representa a chama trina da trindade divina; o poder, o amor e a sabedoria de Brahman, as plumas da chama sagrada que podem destruir a ignorância dos humanos.


Trishula representa também o instrumento para punir aqueles que fazem o mal contra as crianças de Deus.


O DAMARU


Este tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. O universo nasce do som da criação, o AUM.


É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. Este modelo de tambor emite som dos dois lados, um representando Alfa e o outro Ômega.



A SERPENTE NAJA

A Serpente Naja e muito retratada ao redor do pescoço e da cintura do Senhor Shiva. Ela é a mais mortal das serpentes, isto simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal.

Na Yoga, a serpente representa a energia do fogo Kundaliní subindo pela coluna e ativando os chacras, produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.


Repare as fotos do Senhor Vishnu, como as 7 Najas que encobrem sua cabeça, representando os 7 principais raios, isto mostra a sua grandiosa iluminação Cristica.


Shiva é uma das três divindades grandiosas de nosso sistema solar, ele é a divindade destruidora, a evolução e o progresso personificado, sendo ao mesmo tempo o regenerador;


Shiva é aquele que destrói as coisas sob uma forma imperfeita, mas as traz à vida sob uma outra forma mais perfeita.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2010/09/caracteristicas-dos-incensos.html