Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

5 de abr. de 2012

Zéfiro, a Vento Suave

Filho de Eos (a aurora), Zéfiro pertencia à raça do Titãs, que representavam as forças da natureza. Era o deus do vento oeste, que refresca e dá bem-estar.

Zéfiro, o vento Oeste, era irmão de Bóreas e habitava na Trácia. A lenda descreve-o como um vento primitivamente violento, que destruía tudo com o seu sopro indomável: arrasava plantações, provocava naufrágios, causava grandes danos aos homens mas uma grande paixão o fez mudar.

A súbita paixão de Zéfiro por Clóris - chamada de Flora pelos romanos - transformou o caráter mitológico do vento dando-lhe uma versão benéfica. Clóris era a rainha da primavera e era quem espalhava a beleza das flores ao mundo, dando-lhes as cores e o perfume. O contraste com Zéfiro, o vento que destruía a beleza das flores, fez com que Clóris o rejeitasse.

Mas o amor de Zéfiro era sincero, pleno e construtivo. Para conquistar Clóris, ele transformou a sua personalidade tempestuosa e destrutiva, tornando-se um vento suave que soprava lentamente para não danificar a beleza criada por sua amada. Representado na forma de um jovem com asas que anunciava a primavera e o renascer das plantas, Zéfiro e Clóris tiveram um filho, Carpo - o fruto.

Fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/07/mitologia-em-gotaszefiro-o-vento-suave.html

Deusa Íris, a Mensageira


Deusa do arco-íris, filha do Titã Taumas e de Eléctra, filha do Titã Oceano. Como mensageira de Zeus e sua esposa Hera, Iris deixava o Olimpo apenas para transmitir os ordenamentos divinos à raça humana, por quem ela era considerada como uma conselheira e guia. Viajava com a velocidade do vento, podia ir de um canto do mundo a outro, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo. Embora fosse irmã das Hárpias, terríveis monstros alados, Iris era representada como uma linda virgem com asas e mantos de cores brilhantes e um halo de luz em sua cabeça, deixando no céu o arco-íris como seu rastro.
Para os gregos, a ligação entre os homens e os deuses é simbolizada pelo arco-íris.
Íris é a deusa do arco-íris, mensageira de Hera, rainha das deusas. Íris representa o lado feminino de Hermes, emissário de Zeus, que era adorada tanto pelos deuses quanto pelos mortais por sua natureza de bondade e amor.
Sempre que Hera ou Zeus desejava transmitir seus desejos aos homens, Íris descia à terra onde tomava forma humana, ou então se fazia enxergar ao natural como uma linda mulher alada. Às vezes cortava os ares com a mesma rapidez do vento oeste, Zéfiro, seu consorte. Outras vezes descia suavemente pelo arco-íris que ligava o céu à terra. Podia caminhar pelas águas com igual facilidade e até mesmo o mundo das trevas abria suas portas para ela quando, a pedido de Zeus, deveria reabastecer sua taça de ouro com as águas do rio Estige, com a qual os imortais se benziam contra as profecias malignas.
Sempre que os deuses voltavam ao Olimpo, de suas viagens, Íris os recepcionava com néctar e ambrósia.
Ela não se limitava a entregar as mensagens de Hera, como também era sua agente no cumprimento de suas vinganças, embora sua tarefa principal fosse o consolo e a pacificação.
Era ela quem preparava o banho de Hera, quem lhe prestava serviços dia e noite, estando sempre à sua disposição.
Existe uma outra versão da mitologia que afirma ter sido Íris e não Afrodite quem deu à luz a Eros.
Íris está intimamente ligada à função sentimento, que é diferente daquilo que chamamos de emoção, pois a emoção é uma reação visceral a uma situação, ao passo que o sentimento é uma escolha refletida de um afeto.
A função do sentimento é uma constante variação entre os opostos, uma cuidadosa percepção das necessidades de uma situação específica, com o objetivo de harmonia e de relacionamento no final. Por isto, Íris derrama sem cessar a água de uma taça para a outra, porque o sentimento precisa fluir fluentemente para se renovar de acordo com as necessidades de cada um. Enquanto os preceitos éticos de Atena são rígidos e universais o objetivo de Íris é um ajuste contínuo e fluído, às vezes positivo às vezes negativo.
Sua finalidade principal serve aos propósitos do âmago feminino, mais que ao masculino e qualquer que sejam as reações mutantes do fluxo - até mesmo a raiva e o conflito -, a meta será sempre a harmonia e um relacionamento melhor.
Quase nunca entendemos o sentimento como uma função inteligente, tal como o pensamento racional. Entretanto, Íris e Atena representam ao mesmo tempo os opostos e a complementação. Elas são duas imagens contraditórias, onde uma serve ao pai e a outra serve à mãe, embora as duas deusas não fossem inimigas na mitologia uma vez que Íris não tinha inimigos, elas podem atuar como tal dentro de nós mesmos, pois oferecem soluções diferentes para o mesmo problema.
Íris também pode ser ambivalente, o fluxo incessante dos sentimentos para preservar um relacionamento pode produzir uma estagnação porque nada a asfixia tanto quanto o sentimento. Nada pode ser discutido, nenhuma diferença pode ser apontada, nenhum conflito pode gerar o crescimento porque a harmonia é fundamental. Numa situação dessas não existe espaço para a separação, uma vez que a separação implica na solidão e Íris, amiga tanto dos deuses quanto dos mortais e que opera em todos os níveis da vida,. Precisa estar sempre servindo devotadamente a alguém e não pode sobreviver sem o seu oposto, Atena.
Uma sem a outra não gera mudanças e a mente sucumbe completamente asfixiada.
Os Gregos e os Romanos, que a identificaram com o arco no céu, transformaram-na no símbolo do contato entre o céu e aterra, íris representa, junto dos deuses e dos homens, o papel de mensageira dos imortais, emissária das vontades de Zeus e, mais frequentemente ainda, de Hera, de quem é a serva fiei, banhando-a, embelezando-a e passando as noites sem dormir junto ao seu trono.
Ela representa, igualmente, os palafreneiros do Olimpo, ajudando os deuses a desatrelar as suas montadas, quando,regressam das expedições, ocupando-se dos seus ginetes e alimentando-os.
Uma certa tradição apresenta-a como esposa de Zéfiro, o vento.
Iris é representada, tal como Hermes, com sandálias aladas e com o caduceu. Uma echarpe de muitas cores (o arco do céu) prolonga as suas asas de ouro.
Iris, a deusa do arco colorido do céu e mensageira de Hera, representa o lado feminino de Hermes. Era adorada pelos deuses e pelos mortais por sua natureza de bondade. Sempre quando havia uma mensagem para os mortais, Iris tomava a forma humana ou se apresentava como uma mulher alada. Ás vezes cortava o céu com a mesma rapidez que seu marido, Zéfiro, o vento oeste. Outras vezes descia suavemente através do arco íris que ligava o céu à terra.
Ela penetrava em todos os lugares e até mesmo o mundo das trevas abria suas portas para ela entrar. Ela sempre recepcionava os deuses com néctar e ambrosia quando eles retornavam de suas viagens. Iris preparava os banhos para Hera e lhe prestava serviços dia e noite, estando sempre à sua disposição. Assim Hera também a utilizava em suas vinganças embora sua tarefa fosse o consolo e a pacificação.

Morgaine Le Fay

Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgaine foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha. Em outras versões, foi meia-irmã de Artur, uma feiticeira maligna que queria de todas as formas retirar sua poderosa espada Excalibur. É filha de Igraine e Gorlois, Duque da Cornualha.

Morgaine é treinada por sua tia Viviane na Ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago ou Senhora de Avalon. Morgaine teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado (Beltane). Essa criança se chamava Gwydion, que após ir para a corte de Arthur toma o nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto.

Morgaine vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Ali Arthur lança Excalibur no lago e morre. Morgaine leva seu corpo para ser enterrado em Avalon (em algumas histórias, o Rei Arthur, ferido em combate, é levado pela Dama do Lago a uma Avalon mística do além, paralela a real, onde Artur permanece retirado do mundo e para sempre imortal. Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre tendo sido enterrado então em Avalon, em outras, ele estaria só dormindo, esperando para voltar num futuro próximo, pois a ilha seria um refúgio de espíritos, o que permitira a ele permanecer vivo por artes mágicas).

Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/06/deusa-morgana.html

Aracne

Aracne era uma bela moça, filha de um tintureiro de lã na cidade de Colofon, e por isso bordava e tecia, tendo um grande talento para essa arte. À medida que Aracne foi tornando-se adulta, sua arte também se aperfeiçoava, e logo seus trabalhos eram disputados por todas as mulheres da cidade. Algumas mulheres vinham de longa distância para ter uma peça bordada da artesã e todas comentavam sobre a beleza de seu trabalho.

Atena, a deusa protetora das obreiras e artesãos, teve conhecimento de que todas as mulheres consideravam os bordados de Aracne melhores do que os seus. Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade.

Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus, pai de Atena, em sua tapeçaria. O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou furiosa e destruiu o trabalho de Aracne, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasaracne.html

Deusa Ártemis

Ártemis era a mais popular das deusas do panteão grego, filha de Zeus e Leto, a irmã gêmea de Apolo. Conta a lenda que quando sua mãe estava grávida, sendo perseguida por Hera, a esposa de Zeus que odiava as amantes do marido, impedia que os filhos de Leto nascessem em qualquer lugar. Grávida de gêmeos, Leto chegou à Ilha de Delos onde nasceu primeiro Ártemis que ajudou no parto de seu irmão, sendo esta a razão porque Ártemis era invocada para auxiliar no trabalho de parto das mulheres. Os romanos a associavam com a deusa Diana.
Com uma mão ela protegia a vida, na outra ela trazia a ruína. Junto com Ilithyia ela ajudava as mulheres grávidas no parto sem dor. Se uma mulher morresse durante o parto, acreditava-se que ela havia sido atingida por uma flecha de Artêmis. Ainda assim, as roupas da mulher falecida eram oferecidas à deusa. Noivas e noivos, principalmente as jovens virgens, pediam sua proteção mas eram obrigados a oferecer à deusa seus brinquedos. As moças deviam deixar as tranças de seus cabelos no altar de Ártemis, e assim estariam liberadas dos domínios da deusa.

Ártemis também era considerada como deusa da vegetação e da fertilidade. Era a deusa da natureza intocada em conexão ao culto das árvores e qualquer um que sacrificasse uma árvore era punido pela deusa. Nos cultos oferecidos à deusa os gregos dançavam com os ramos sagrados. Apesar de ser venerada na Grécia, seu culto era especial na Arcádia, pois ali ela vivia afastada nos bosques selvagens e intocados, e era a mais virginal das deusas.
O Rei de Calidon esquecendo-se de oferecer a Ártemis os primeiros frutos da colheita anual, foi castigado pela deusa que enviou um enorme javali ao reino, que atacava pessoas e animais, impedindo que a terra fosse novamente semeada. Embora o rei tenha chamado os mais nobres guerreiros para caçar o javali, somente Atalanta conseguiu vencê-lo. Também castigou Erisicton quando ele derrubou as árvores frutíferas consagradas a Deméter.
Acompanhada das ninfas, suas seguidoras, ela vagava por bosques e prados com seu arco e flechas, por isso era representada como protetora dos caçadores e senhora dos animais. Era uma deusa impiedosa quando ofendida e punia severamente os ofensores. Quando Agamemnon matou um cervo consagrado à deusa, ela segurou os ventos impedindo que ele partisse com seu barco, e exigiu que ele sacrificasse sua filha Ifigênia para liberar os ventos. Porém, apiedou-se de Ifigênia, que se tornou sua seguidora.
Ártemis vivia na rica terra de Delfos comandando a dança das Musas e das Graças sob a luz prateada da lua. Como uma deusa virginal, suas seguidoras também deviam ser virgens. Ela as protegia e punia todos os homens que ousassem tocá-las ou vê-las banhando-se nas fontes. Ártemis não odiava os homens, mas exigia que eles respeitassem as mulheres. Sua ruina foi querer provar sua habilidade de caçadora, e a pontaria certeira de suas flechas.
Órion caçava em companhia de Ártemis mas seu irmão Apolo pretendia protegê-la. Um dia Apolo mandou o Escorpião Celestial matar Órion e quando ele percebeu que não conseguiria vencer o monstro, se jogou no mar e saiu nadando acompanhado por seu cão Sírius. Imediatamente Apolo chamou a irmã e a desafiou a acertar um pequeno e distante ponto no mar. Para provar que era era eximia atiradora, Ártemis acertou o ponto no mar. Quando as ondas chegaram à praia, trouxeram o corpo de Órion. Inconsolável, Ártemis o transformou na constelação de Órion e Sirius se tornou uma estrela que faz parte da constelação Cão Maior.
Ártemis era celebrada quando o Sol passava pelo signo de Sagitário, em 22 de novembro. Está representada como a virgem atleta personificando a força e o instinto de caçadora, protetora das florestas e dos animais. É uma deusa lunar representando o poder feminino em todos os aspectos, a parteira, aquela que é íntegra em si mesma. Essa deusa é a mais completa das doze divindades olímpicas, padroeira das crianças e dos nascimentos, a deusa guerreira das Amazonas. Seu maior atributo é a individualidade, vivendo livre e correndo velozmente pelas florestas, sempre acompanhada por seus cães.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasartemis.html

Deusas Celtas

Abnoba: Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Aine: Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Solstício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don. Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício.
Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los. É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero.
Rainha dos reinos encantados e mulher do Lado, ela é a Deusa do amor, da fertilidade e do desejo. É filha de Dannann, e esposa e algumas vezes filha de Manannan Mac Liir, e mãe de Earl Gerald. Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem.
Existem duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra a fada Aine. Uma, a três milhas a sudoeste, é chamada Knockaine, em homenagem a esta deusa. Nessa colina possui uma pedra que dá inspiração poética a seus devotos meritórios e a loucura à aqueles que são por Ela rejeitados.
Esta é uma Deusa-Fada que segundo a tradição celta ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses. Diziam que para chamá-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine batendo três vezes no tronco de uma árvore de flores brancas. Ela não vai tardar em ajudar.

Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduina: Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.

Arianrhod: Ela é a guardiã da "roda de prata" que circunda as estrelas, considerada símbolo do tempo e do carma. É igualmente deusa da reencarnação, da Lua Cheia dos namorados e a Grande mãe Frutuosa.
Arianrhod aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha do deus Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.
Esta deusa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas. Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação.
É também uma deusa da fertilidade e de tudo que é eterno. O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo. O viajante que a seguir deve estar com o coração e a mente aberta para seus ensinamentos. Convide-a para ajudar-lhe com dificuldades passadas e para contatar o povo das estrelas.
Na Tradição Avalônica ela corresponde ao elemento Fogo e seu chacra correspondente é o cardíaco. Já na tradição celta esta deusa apresenta três aspectos: donzela, mãe e anciã, representando os três estágios da vida de uma mulher.
A Arianrhod é atribuído os poderes da coruja, que através de seus olhos vê o subconsciente da alma humana. A coruja é um pássaro noturno que simboliza a morte, renovação, sabedoria, a magia da lua e as iniciações.

Armid: Airmid é a Deusa da Cura dos celtas. É filha de Daincecht, avô de Lugh, e possuía quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.
Lugh foi o guerreiro que tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia e libertou o rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Formori, os demônios da noite que tinham um só olho. Nuada perdeu sua mão direita durante um combate e, para que pudesse continuar a ser rei, ele precisava estar inteiro, então, o médico Dianchecht construiu uma maravilhosa prótese de prata, o que rendeu a Nuada o apelido de "Mão de Prata".
A estória da Deusa Airmid inicia-se quando faz uma visita ao castelo do rei Nuada.
Conta-se que os portões do castelo do rei Nuada era guardado por um homem que não tinha um dos olhos e trazia escondido em sua capa um gato. Quando Airmid e seu irmão Miach, em visita ao castelo, apresentaram-se como curandeiros, o tal homem pediu-lhes para reconstituir o olho perdido. Os deuses médicos concordaram e transplantaram o olho do gato para o espaço do olho vazio do porteiro. Entretanto, não tinham como mudar as características do olho do animal. Sendo assim, a noite ele ficava aberto em busca de caça e durante o dia fechava-se exausto. Mas o porteiro ficou muito feliz por ter novamente os dois olhos.

Banba, Eriu e Fodla: Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.

Blodeuwedd: Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann: Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca.

Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit: Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Cerridwen / Ceridwen / Caridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Cliodna: Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.

Cuchulainn: As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopeia principal do ciclo heroico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuía uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva da cavalaria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dama Branca: Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Dana: Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança material, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.
O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.
Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".
Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.
É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".
Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.
Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

Druantia: Na mitologia britânica, Druantia era a deusa druida do nascimento, sabedoria, morte e metempsicose. É a mãe do alfabeto das árvores irlandês.

Epona: "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Elaine: Na mitologia celta, Elaine (Lily-Maid) era a deusa virgem da beleza e da lua.

Eriu / Erin: Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais: Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Mm: Na mitologia celta, Mm era a deusa do pensamento dos povos independentes do Norte.

Morgana: Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressureição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, frequentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.
Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.
Morgana e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei.
O "Matrimônio Sagrado" era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual. Práticas religiosas são baseadas em uma necessidade psicológica. A necessidade interior ou espiritual era aqui projetada no mundo concreto e encontrada através de um ato simbólico Se os rituais de prostituição sagrada fossem examinados sob essa luz, torna-se evidente que todas as mulheres devessem, uma vez na vida, dar-se não a um homem em particular, mas à Deusa, a seu próprio instinto, ao princípio Eros que nela existia. Para a mulher, o significado da experiência devia residir na sua submissão ao instinto, não importando que forma a experiência lhe acontecesse.

Morrigan: Morrigan era a deusa celta da guerra e da morte.

Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Rosmerta: Na mitologia celta gaulesa, deusa do fogo, calor, prosperidade e abundância.

Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Sulis: Na mitologia celta, deusa de profecia, inspiração, sabedoria e morte.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/deusas-celtas.html

4 de abr. de 2012

Arethusa, a Fonte da Individualidade

Arethusa significa "a que rega". Ela era uma ninfa, filha de Nereu que a tornou uma Nereida, atendente casta de Artêmis. Chegando a um rio de águas cristalinas, Arethusa despiu-se e mergulhou nas águas frescas e serenas. Durante algum tempo nadou tranquilamente de um lado a outro. Logo depois, sentiu que algo se agitava sob as águas; depois, teve a impressão de que alguma coisa se agitava logo abaixo dela, e, assustada, saltou para a margem. Ouviu então uma voz que lhe dizia: "Por que tanta pressa bela jovem?"

Sem olhar para trás, afastou-se do rio e embrenhou na floresta correndo a uma velocidade que o medo multiplicava. Apaixonado por ela, Alfeu, deus do rio, a perseguiu. Correndo em fuga Arethusa pediu proteção à deusa Artêmis que a escondeu em uma nuvem. Mas Alfeu a descobriu quando ele persistente a procurava. Suando de medo, logo ela se transformou em um córrego.

Alfeu continuou a persegui-la ora por cima da terra, ora por baixo da terra, desaparecendo numa ponta e aparecendo em outra buscando unir-se a ela. Foi uma longa corrida, mas ele nunca duvidava que algum dia pudesse alcançá-la pois ele era capaz de correr por muito mais tempo do que ela. Quando já estava sem forças de tanto correr, Arethusa invocou Ártemis e a deusa abriu uma fenda na terra que se tornou um túnel sob o mar, que unia a Grécia e a Silícia. Arethusa mergulhou e foi emergir na ilha de Ortygia na Sicilia transformando-se numa fonte, que hoje é chamada de Fonte de Arethusa.

Inconsolado, Alfeu fluiu até o mar para conviver com suas águas, através do rio subterrâneo Alpheius no Peloponeso. Com suas águas, Alfeu abriu caminho nas profundezas do abismo indo em busca de Arethusa com belas flores, presentes nupciais. Alfeu, o deus do rio, fundiu suas águas com as águas da Fonte Arethusa e ainda hoje flores gregas brotam de seu fundo. Basta jogar uma taça de madeira no rio Alfeu na Grécia, para que a mesma apareça na Fonte de Arethusa na Sicília.

Estranhos são os caminhos do amor, esse menino travesso e perturbador que, com seus encantamentos, ensinou um rio a mergulhar, num amor imortal. É por isso que as águas doces de Alfeu passam por cima do mar, sem misturar-se, até chegar à Fonte Arethusa.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasarethusa.html

30 de mar. de 2012

Deusa Circe, a Feiticeira

Dizem os mitos e lendas gregas, que em alguma das montanhas da Europa, vive Circe, a Deusa Rainha das Feiticeiras, num lindo castelo protegido por leões e armadilhas mágicas. Poderosa e sedutora, Circe protege suas seguidoras e as feiticeiras que vivem em sua morada e parece não se preocupar muito com as disputas e problemas dos olímpicos, tanto é, que na mitologia são pequenas suas participações, mas citações a respeito dessa divindade são encontradas com maior frequência.

É comumente vista com uma trança cumprida que separa suas madeixas castanhas com tons avermelhados, onde traz certos fundamentos mágicos. Dessa forma, a maioria de suas sacerdotisas também usavam de tranças nos longos cabelos. Como a Deusa, suas representantes também não se misturavam com a sociedade da época e tão pouco eram vistas, diferente das bacantes (sacerdotisas de Dionísio) e das Pitonisas (sacerdotisas de Apolo). As filhas de Circe preferiam se dedicar aos mistérios da feitiçaria.

Circe rege os pós mágicos, filtros, poções e artes de sedução e envenenamentos. Sua VARINHA mágica transformava homens em animais, como aconteceu com os homens de Odisseu. Esses ao voltar da Guerra de Tróia, na fuga da fúria de Poseidon, pois o Deus pretendia exterminá-los por terem matado um de seus filhos, acabaram por parar, acidentalmente, no reino da feiticeira.

Com a exceção de Odisseu, que havia sido presenteado por Hermes com ervas de proteção, a feiticeira transformou todos em porcos. Mas Odisseu, também, não conseguiu fugir de seus encantos, pois apesar de ter conseguido que a Deusa trouxesse seus amigos de volta, apaixonou-se por ela e viveram juntos alguns anos de sua vida.

Circe é uma das Deusas mais misteriosas e sua energia, que é profunda e densa, é uma mistura de Afrodite e Hécate, a qual está intimamente ligada. Tão ligada, que muitos a confundiam com a própria senhora da magia, dos mistérios e da lua. Como age diretamente em cima de mudanças e grandes transformações, Circe é associada à lua nova.

Um ENCANTAMENTO já conhecido, mas com um toque de Circe:

Uma Escada dos Desejos

Você irá precisar de:

- um longo pedaço de barbante da cor correspondente à sua necessidade;

- nove sementes, castanhas, pedaços de madeira, flores secas ou ramos de ERVAS magicamente associados à sua necessidade;

- uma taça de vinho;

- uma VELA roxa.

Chame por Circe:

“Oh Deusa grega das diversas encantarias, te chamo neste instante para minha magia! Deusa das tranças, dos pós mágicos e da transformação, eu te invoco e peço sua atenção. Com o poder dos Céus, da TERRA e dos Mares, peço seu auxílio na escada dos desejos, pois a realização deles é o que almejo. Saudações e seja bem vinda, Circe, Deusa Feiticeira!”

Lembro que este é um modelo básico de invocação, você pode e deve complementá-lo com palavras do seu coração. Circe apoia a sinceridade e não se esqueça de falar de maneira intensa e gerando poder.

Em seguida, comece a trançar o pedaço de barbante, chamando pela presença da Deusa. Quando você sentir a presença dela bem forte, apanhe um pouco de ERVA ou do objeto o qual irá utilizar representando seu primeiro pedido e dê um nó ao seu redor com o barbante, tensionando-o e visualizando firmemente sua necessidade.

Repita o processo mais oito vezes até que o barbante tenha nove nós, cada qual contendo um pedaço de madeira ou uma flor. A seguir, leve o barbante ao AR livre, erga-o aos céus e diga:

“Escada de nós, escada do desejo, eu a confeccionei para atrair a mim as necessidades que possuo. Este é o meu desejo, que se faça o que almejo. Assim seja!”

Agradeça a presença de Circe e deixe uma taça de vinho e uma VELA roxa acesa em homenagem a ela em seu altar. Pendure a escada dos desejos num local importante da casa, ou enrole-a ao redor de um castiçal com uma VELA de cor apropriada. As escadas dos desejos não só são eficazes, como também altamente decorativas.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/divindade-circe-deusa-feiticeira.html