Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

11 de abr. de 2012

Diwali

FESTIVAL DAS LUZES DE LAKSHIMI (India)
Em outubro, no dia 16 comemora-se o Diwali, o festival das luzes, um famoso e muito celebrado dia na cultura hindu. O festival dura cinco dias de festas e orações.
O Diwali é um feriado indiano muito festejado pelos hindus que, independente da religião, participam da festa cheia de fogos, dança, música, cores e luzes para a deusa da prosperidade Lakshmi. Ele marca o retorno de Sita e Rama – encarnações de Lakshmi e Vishnu – para Ayodhya, depois dela ter sido sequestrada pelo demônio Ravana.
Os hindus comemoram o começo de um novo ano, e a vitória do bem sobre o mal, enfeitando suas casas com lamparinas que servem para indicar para a deusa onde deve ser dada a benção.

Ritual:
Senhora do amor e da Beleza. Dizem que quem celebra este ritual terá aberta as portas do amor e da felicidade.
Faça um círculo de cinco velas e acenda-as juntas. Depois com as palmas unidas diga em oração:
"Deusa eterna, Tríplice Mãe. Deusa dançarina de força e poder. Abençoe este rito com sua presença. Preencha-me com sabedoria, magia e luz."

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/10/diwali.html

Thesmophoria

Thesmophoria era um festival realizado em cidades gregas, em honra da deusa Deméter e sua filha Perséfone. O nome deriva da palavra thesmoi ou leis pelas quais os homens devem trabalhar a terra. O Thesmophoria foram os festivais mais generalizados e a principal expressão do culto de Deméter, além dos mistérios de Elêusis.
Comemorou-se o terceiro do ano, quando Deméter se abstiveram de seu papel de deusa da colheita e do crescimento, onde os gastos eram maiores nos meses de verão árduo da Grécia;quando a vegetação morre e não tem chuva, de luto por sua filha que estava no reino do Submundo . Sua característica distintiva era o sacrifício de porcos.
Esta festa era para que as mulheres pudessem comemorar os seus costumes particulares, a sua chance de deixar a casa e montar abrigos improvisados um pouco distantes. Apenas as mulheres que eram os cônjuges de cidadãos atenienses podiam participar da festa. Solteiros, as mulheres estavam presentes e os homens que eram esperavam suas esposas, eram severamente tratados se tentassem espionar o processo.
A cerimônia era para promover a fertilidade, mas as mulheres eram preparadas para isso com a abstinência sexual. Banhos também eram utilizados para a purificação.
Em Atenas e em alguns outros lugares, o festival duravam três dias: de 11 a 13 de Pyanepsion (ou Outubro no calendário gregoriano). O primeiro dia em Atenas foi o Anodos, o "caminho para cima", para o espaço sagrado, o Thesmophorion perto da colina de o Pnyx. O segundo dia foi um dia de luto de jejum (nesteia) sem grinaldas, sentadas no chãos, sem fogo em algumas cidades, no qual as sementes de romã só eram comidas, aquelas que caíssem no chão , pois foram o alimento dos mortos e não podem ser colhidos. Insultos (aischrologia) também poderia ter sido trocadas entre as mulheres, como entre os celebrantes dos mistérios de Elêusis. O terceiro dia, especialmente a tarde e a noite, acontecia um banquete de carnes em comemoração ao Kalligeneia, uma "deusa do nascimento" que aparece em outros contextos e não tem correspondência entre os deuses do Olimpo, enfatizando o natureza arcaica, pré-olímpico do festival, que reforçaram a solidariedade feminina. A ausência de elementos do Thesmophoria nos mitos é notável: os porcos do Euboulos (guardador de porcos) que foram engolidos na fenda no chão quando Hades raptou Kore, são uma tentativa de fornecer outro significado ao festival.
Não se sabe muito mais sobre o Themophoria. Como só as mulheres foram autorizadas a participar, era raro que as mulheres escreverem algo naquela época, apenas curtas cartas. Os "mistérios" ou rituais de iniciação (teletai) em torno restritivas cerimônias religiosas eram cuidadosamente guardados por aqueles que as realizavam.


Rituais para o festival de Thesmophoria
No primeiro dia, coloque uma vela negra (Perséfone) e uma laranja (Deméter) lado a lado no altar. Acenda apenas a vela laranja e apague-a na metade. Este ritual representa a busca de Deméter pela filha, assim como sua busca por algo que perdeu e deseja recuperar.
No segundo dia, acenda apenas a vela negra e apague-a na metade. Esta fase do ritual simboliza a tristeza de Perséfone, que chorava no submundo a ausência da mãe.
E no último dia do festival, unas as duas velas e acenda-as, deixando-as queimem juntas. Esta fase celebra o reencontro das duas deusas e da criação do eterno ciclo. Você também está criando condições para a renovação de partes de sua vida que não estão lhe fazendo feliz.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/10/dia-11-e-1210-primeiro-dia-da.html

Deusa Durga

Durga Durga Maha Maya

Namah Durga Ya Namoh Namah

No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível" ou "a invencível") ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi. Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.

Durgha é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).

Durgha na tradição hindu

A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas. Cada deus também lhe deu a sua arma mais poderosa, o tridente de Rudra, o disco de Vishnu, o raio de Indra, kamandal de Brahma, gada de Kuber, etc. Himalaia presenteou-lhe com um feroz leão dourado. Sobre o fim do 8 º e início do 9 º dia de lua, Chanda e Munda vieram para lutar contra a deusa. Ela virou azul de raiva e a deusa Chamunda saltou para fora do seu terceiro olho. Esta forma é uma das mais poderosas, com 3 olhos vermelhos, preenchidos de sangue, língua e pele escura, que finalmente matou os demônios gêmeos com sua espada. Esta forma da divina deusa é adorada durante o sandhikshan do festival de Durga Puja, como sandhi / chandi puja. Finalmente no décimo dia da lua, a deusa Durgha matou Mahishasura com o seu tridente.

A palavra Shakti, significa a força sagrada feminina, e Durga, reflete o aspecto guerreiro da deusa, encarnando um papel tradicionalmente masculino. Ela também é muito bela, e inicialmente Mahishasura tenta casar com ela! Outras versões incluem Annapurna e Karunamayi (karuna = bondade).

De acordo com a narrativa do Devi Mahatmya do Markandeya Purana, a forma de Durgha foi criada como uma deusa guerreira para combater um demônio. O pai do demônio, Rambha, o rei dos demônios, se apaixonou por um búfalo, e Mahish Asur (o demônio Mahish) nasceu desta união. Ele é, portanto, capaz de mudar de forma de humano a búfalo de acordo com sua vontade (mahish significa "búfalo"). Através de intensa oração para Brahma, Mahishasur tinha a vantagem que ele não poderia ser derrotado por qualquer homem ou deus. Ele desencadeou um reinado de terror sobre a terra, céu e os mundos inferiores.

Uma vez que só uma mulher poderia matá-lo, a Santíssima Trindade Masculina desceu até o rio Ganges e rezou o mantra, "Om Namo Devaye", implorando a grande deusa Devi para salvar seu domínio da ruína. Eles foram abençoados com a sua compaixão quando a deusa Durga nasceu do rio.

O Festival de Durgapuja ou Navaratri

14 de outubro à 22 de Outubro

O festival da deusa hindu Durga é um dos mais populares na Índia.

Durante nove dias , o evento é comemorado a partir do dia 14 de outubro, ao som de tambores e rituais que lembram a vitória do ‘‘bem’’ (no caso, Durga) sobre o ‘‘mal’’ (Asura) depois de uma histórica batalha.

Durga é conhecida como destruidora de demônios. A guerreira foi chamada assim pelos deuses — seu nome significa ‘‘a invencível’’. Então, deram a ela as armas que carrega hoje consigo

Durga quer dizer literalmente: aquela que é difícil de abordar ou a inacessível.

O Festival de Durga Puja é realizado em honra dela, para celebrar a sua vitória contra o mal.

Durga, em alguns de seus aspectos é violenta, hostil e terrível, destruidora de demônios, que ataca e mata os adversários com sua cimitarra flamejante.

A Deusa Durga ou algumas vezes referida como Shakti tem duas formas; escuridão e iluminação.

Iluminação dá Conhecimento e Escuridão descreve ignorância. A escuridão e ignorância são a causa das saudades, afeição e ligações sentimentais. A pessoa que cultua e dirige preces para Durga ou Bhagwati durante o Navaratri será guiada para obter o seu conhecimento e iluminação. Durga Puja ou Navaratri Adoração de Deus como “Mãe divina”; comemorado por 9 (nove) dias, divididos em três e dedicados a Durga, Lahshimi e Saraswati rezando com os japa-malas a oração de suas deidades. Os devotos fazem jejum., ou consomem apenas leite e frutasA Mãe Divina é adorada com muitos nomes Durga, Saraswati, Kali, etc., e representa a Divina Graça, bondade e a Misericórdia infinita.

Os 9 dias do Durga Puja é o maior festival anual de Bengal, comemorado também com grande fervor na outra extremidade da Índia, Gujarat, e partes da Índia Oriental, mas é comemorada em várias formas em todo o universo Hindu. O dia da vitória de Durga é comemorada como Vijaya Dashmi (Leste e Sul da Índia), Dashain (Nepal) ou Dussehra (Norte da India) - essas palavras literalmente significam "O Décimo Vitorioso" (Dia), Vijaya significa "de-vitória". Em Kaxemira, ela é adorada como Shaarika (o principal templo está em Hari Parbat em Srinagar). O período efetivo do culto, no entanto pode ser os nove dias que precedem, seguido do último dia chamado Vijayadashami no Norte da Índia ou cinco dias em Bengala, (a partir do sexto ao décimo dia da quinzena lunar). Os nove aspectos de Durga são conhecidos como Navadurga são meditados, um a um, durante os nove dias de festa por seus devotos shakti. 

No norte da Índia, este décimo dia, significa a vitória de Rama na sua luta contra o demônio Ravana, e é celebrado como Dussehra - gigantescas efígies de palha de Ravana são queimados em espaços abertos (por exemplo, os campos de Ram Lila em Delhi), assistidos por milhares de famílias e crianças pequenas. Em Gujarat é comemorado como o último dia de Navaratri, durante o qual a dança Garba é realizada para comemorar a vigorosa vitória de Durga Mahishasura-mardini. A Deusa Durga é adorada na sua forma pacífica como MahaGauri, A Senhora Justa. Shree Shantadurga também conhecido como santeri, é o patrono da Deusa Goa. Ela é adorada por todos hindus Goan independentemente da casta e até mesmo por alguns cristãos em Goa. A deusa Durga é cultuada em muitos templos de Dakshina Kannada distrito de Karnataka. Outro texto importante sobre Durga é o poema Mahishasura Mardini Stotram(Oração à Deusa que matou Mahishasura) escrito por Sri Sri Sri Shankara.

Ritual

Se você tem algum assunto mal resolvido em sua vida, ou se algo lhe pesa ao coração, peça à Deusa diante de uma vela branca que a ordem e a harmonia sejam restauradas em sua vida.

Durga vem nos ensinar que para vencermos nosso ego, devemos primeiro dominar nossos instintos. Aprender a controlar as emoções, nos equilibrar, para que nossa essência possa ser totalmente liberta. Este mito traz para nossa vida a demonstração de que orgulho, vaidade, falta de sensibilidade, arrogância e pretensão precisam ser estraçalhadas com perseverança, fúria, determinação... E nunca desistir! Tendo a certeza de que somente sua essência é quem irá ganhar. O processo de destruição do ego é doloroso, sofrido, humilhante. Assemelha-se a um nascimento, um parto. Mas tenho certeza que no final da sua luta o Mundo inteiro sairá vitorioso, como no mito da Deusa Durga.

Templos notáveis de Durga na India

*Matrimandir na cidade de Auroville perto de Pondicherry em Tamil Nadu.
*Templo Ambika Mata, na aldeia de Jagat próximo a Mount Abu em Rajasthan, Índia.
*Bhairabi Devalaya, em Tezpur, Assam
*Templo Kalighat, Kolkata.
*Templo Kamakhya, Guwahati, Assam
*Templo Kanaka Durga, Vijayawada, Andhra Pradesh
*Templo Shanta Durga de Goa
*Templo Shila Devi em Amber Jaipur Rajasthan

Tradução do mantra para Durga:
Durga, Durga, que retira o grande véu da ilusão;
Nós te reverenciamos Durga, nós te reverenciamos e te adoramos.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/10/festival-durga-puja-india.html

10 de abr. de 2012

Deus Vishnu

Vishnu é o conservador, aquele que mantém a ordem cósmica, para que o Universo se mantenha íntegro. Vishnu flutua no oceano cósmico dormindo sobre a serpente Ananta. Enquanto ele dorme, sonha com o mundo em que vivemos. O sonho de Vishnu é o nosso “mundo real”.

Em torno do dedo indicador de Vishnu, gira o disco solar, pois ele é o centro do Universo. Numa das mãos ele segura a concha que é usada para anunciar algo novo, para chamar a atenção das pessoas e também, para ajudar a voltar a atenção para dentro.

Garuda, a águia solar, é a montaria de Vishnu. Representa a luz da consciência e se opõe à Ananta, a serpente, símbolo da dinâmica do inconsciente. Para que um deus seja completo, precisa integrar essas duas forças: consciente e inconsciente.

Rital para Vishnu:

Acenda 1 vela amarela em um prato colorido, acrescente  uma porção de frutas vermelhas e um incenso floral ou de especiarias....

Mentalize muita luz e serenidade...

Namastê!!!

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/10/festejos-vishnumitologia-hindu.html

Deusa Fides

Fides, Deusa da Palavra.

Fides é a Deusa Romana da Palavra e do Destino. Também considerada Deusa da Fé e da Lealdade.
Fides personificava a base da comunidade humana. Sem a sua influência, duas pessoas não podiam confiar o suficiente para cooperarem.
Era a guardiã da integridade e honestidade nos empreendimentos e transações entre indivíduos ou grupos.
Nesse dia, os sacerdotes mais importantes costumavam cobrir a mão direita com um pano branco e levar ao templo da Deusa oferendas numa carruagem coberta. O significado da carruagem coberta era a necessidade de zelar e proteger sua honra. Enquanto que a mão direita, a que zela o pacto, devia ser mantida pura e sagrada.

Se for "trabalhar" com Fides, fica o conselho para diluir do passado aquelas promessas que fizemos e não cumprimos. E como os deuses não esquecem jamais uma promessa, também devemos manter nossa palavra.
Uma dica é acender uma vela branca para Fides e pedir perdão por promessas que por ventura, não foram compridas e perseverança para cumprir as próximas.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/10/festival-de-fides.html

Deus Heimdall

Heimdall, Deus nórdico das das artes mágicas, principalmente a Magia natural. Guardião de Byfrost, a ponte do arco-íris que liga o mundo dos homens a Asgard, o reino dos Deuses.

Faça um poderoso amuleto para atrair a magia e a boa sorte aos lares: em uma folha de papel, vá colando ingredientes naturais (ervas, flores, folhas), de modo que formem um arco-íris.
Faça uso das cores e da textura dos ingredientes, por exemplo: flores amarelas, vermelhas, folhas verdes, etc. Enquanto vai compondo seu arco-íris, mentalize seus desejos.
Deixe sua obra próxima a uma janela de sua casa, para que por ali cheguem as vibrações necessárias para a realização de seus desejos.

Apesar de ser um deus importante, a sua origem é um tanto obscura. Consta que ele é filho de nove donzelas, nove ondas, filhas de Aegir . Heimdall é o Deus da Luz, chamado de Deus Reluzente de Dentes de Ouro. Heimdall tem os sentidos altamente apurados: segundo consta, ele pode ver até cem milhas de dia ou de noite; ele pode ouvir a relva a crescer no chão e a lã a crescer no corpo dos carneiros; além disso, o tempo de sono de um passarinho é o suficiente para ele. Com estas características, nada mais lógico do que os deuses o escolhecem para ser o seu guardião. Heimdall é o sentinela na Ponte do Arco-íris (Bifrost). O seu palácio em Asgard chama-se Himinbjorg (Penhascos do Céu) e fica junto à Bifrost. Heimdall possui uma grande trompa chamada Gjall que ele soará no Ragnarok para convocar os deuses para a batalha final. Heimdall é o maior inimigo de Loki – sendo Heimdall o Deus da Luz, pode-se ver suas desavenças com Loki como sendo a luta entre luz e trevas. Os dois enfrentar-se-ão em Ragnarok e um exterminará o outro.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/09/dia-de-heimdall.html

Cárites ou Graças

As Cárites ou Graças, eram musas do encanto, da beleza, da natureza, da criatividade humana e da fertilidade, que dançavam juntas à luz da Lua. Habitualmente eram consideradas três: a menor Aglaya - o esplendor e beleza, Eufrósine - aquela que alegra o coração e Talía - aquela que faz florescer.

As Cárites também estavam associadas com o infra mundo e os mistérios eleusinos. O rio Cefiso estava consagrado a elas e tinham suas próprias festividades, as Caritesias ou Carisias. Elas presidiam sobre os banquetes, danças e todos os outros eventos sociais agradáveis, trazendo alegria para os deuses e aos mortais.

Eram as auxiliares especiais das divindades do amor, Afrodite e Eros, e junto com outras Musas, cantavam aos deuses no Monte Olimpo quando Apolo tocava sua lira. Elas formavam junto com outras Musas, o cortejo de Apolo, na sua qualidade de deus da poesia e da música.

Residindo no Olimpo, também faziam parte do cortejo de Afrodite a quem prestavam todos os cuidados, zelando por sua beleza e por seus prazeres. Quando Atena saia no exercício das suas atribuições pacíficas, nos trabalhos artísticos e operações espirituais, as Cárites a acompanhavam.

Como as Musas, acreditava-se que elas davam o dom aos artistas e poetas para a criação de lindos trabalhos de arte. As Graças eram tratadas como uma espécie de encarnação tripla de graça e beleza, uma triplicidade de Afrodite. Na arte elas normalmente são representadas como jovens virgens dançando num círculo.

Aglaya, - o esplendor - a resplandecente, a que brilha, a esplendorosa, a esplêndida - era a mais jovem e bela das três Cárites. Simbolizava a inteligência, o poder criativo e a intuição do intelecto. Segundo algumas versões, era esposa de Hefesto - ainda que a versão mais difundida é de que Hefesto era casado com a deusa Afrodite. Seu casamento explica a tradicional associação das Graças com as artes. Aglaya era mãe de:

* Eucleia, deusa da boa reputação e a glória

* Eufeme, deusa do correto discurso

* Eutenia, deusa da prosperidade e a plenitude

* Filofrósine, deusa da amabilidade as boas-vindas.

Eufrósine - o júbilo e alegria, era quem alegrava os corações. Alguns consideram que é a Graça intermedia entre Talía e Aglaya.

Talía - a festividade, aquela que fazia florescer, era a musa da comédia e da poesia bucólica ou pastoril. Era uma divinidade de caráter rural e era representada como uma jovem de aspecto zombador, levando em suas mãos uma máscara cómica e um cajado de pastor, uma coroa de hera na cabeça como símbolo da imortalidade e calçada de borceguíé ou sandálias. Foi mãe dos Coribantes junto com Apolo, sendo a maior das três Cárites ou as Obrigado. Presidia os banquetes e outras festividades, outorgando os dons da abundância e a fertilidade. Nas representações artísticas distingue-se por ser a única das três que leva flores na cabeça. Em outras obras aparece completamente vestida, em comparação com suas outras duas irmãs, que aparecem semidesnudas ou completamente nuas.

Fonte:http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/

9 de abr. de 2012

Mnemosine e as Musas

Mnemosine - a deusa de memória, era filha de Géia e Urano. Tendo se unido a Zeus gerou nove filhas: as Musas. Hesíodo pastoreava seus rebanhos no Hélicon quando as Musas se dirigiram a ele e lhe disseram que sabiam mentir e revelar a verdade. Deram-lhe um ramo de loureiro e iniciaram-no como poeta. Em vista disso, ele contou-nos as origens ancestrais dos deuses.
O esquecimento das tristezas e cessação dos cuidados eram governados pela personificação de Lethe ou Lesmosyne - a deusa do esquecimento. Como um rio, faz parte do Mundo Subterrâneo, que era denominado "Os campos leteus ou A casa de Lethe", porque na região infernal havia também um fonte de Mnemósine.
Longe de outros deuses, Mnemosine deu a luz às filhas - as Musas - que moravam com as Graças e Hímero, o duplo de Eros. Elas seguiam os caminhos do Olimpo entoando um canto imortal. A terra lhes ecoava os hinos e lindo era o som dos seus passos. Tinham também um local de dança no cume do Hélicon e do altar de Zeus. Todas as vezes que se dirigiam ao Olimpo iam envoltas em nuvens, quando só se podia ouvir as suas vozes maravilhosamente belas na noite.
Da boca das pessoas que elas amavam fluíam a fala meiga e o doce canto. As Musas sempre foram descritas pelos poetas como fonte de inspiração e diziam serem em quantidade muito maior. Elas também eram chamadas de Mnéias, plural de Mnemósine. Supunha-se que elas haviam sido chamadas: Mélete, "a que pratica"; Mneme,"a que recorda"; e Aede, "a que canta".

  • Calíope - Musa da Eloquência
  • Clio ou Kleio - Musa da História
  • Erato - Musa da Poesia romântica
  • Euterpe - Musa da Música
  • Melpômene - Musa da tragédia e alegria
  • Polimnia - Musa da poesia lírica
  • Terpsícore - Musa da dança
  • Talia - Musa da comédia
  • Urânia - Musa da astronomia

Afirmavam os poetas que tudo que diziam era apenas repetição do que as Musas lhes haviam dito e davam a elas todo o crédito. Invocavam sua Musa e esperavam que ela viessem atendê-los na sua inspiração. Quando as Musas cantavam, tudo se imobilizava: o céu, as estrelas, o mar e os rios. Podiam assumir a forma de pássaros, e se achavam muito próximas das ninfas das fontes, exatamente como sua mãe Mnemósina que era associada a nascentes, tanto no Mundo Subterrâneo quanto no superior.


Calíope - A Musa da Eloquência
Seu nome tem o significado de formoso rosto. A mais velha, mais sábia e distinta das nove Musas, é a Musa da eloquência e da poesia épica ou heroica. Tinha uma linda voz e foi a mãe de Orfeu e Linus com Apolo, das sereias e dos coribantes. Atuou como mediadora na disputa de Adônis entre Perséfone e Afrodite. Seus símbolos são um pergaminho, tábua de escrever e estilete. Representada sob a figura de uma donzela de ar majestoso, coroada de louros e armada de grinaldas, sentada em atitude de meditação e um livro tendo, junto de si, mais três livros: a Ilíada, a Odisseia e a Eneida.


Clio ou Kleio - A Musa da História

Seu nome tem o significado "Proclamadora. Com Pierus rei da Macedônia, foi a mãe de Jacinto. A ela é atribuída a introdução do alfabeto fenício na Grécia. Seus símbolos usuais são um rolo de pergaminho ou um conjunto de tábuas para a escrita. Era a que divulgava e celebrava realizações, a que dá fama.


Erato - A Musa da Poesia amorosa ou romântica

Seu nome tem o significado "Adorável", a amável, que desperta o desejo. A Musa da poesia lírica, particularmente a poesia amorosa ou erótica, e da mímica. Ela é representada usualmente com uma lira ou com uma coroa de rosas.Teve com Arcas o filho Azan.


Euterpe - A Musa da Música

Seu nome tem o significado "Delícia, plena alegria". Pela cultura grega, é uma das nove Musas de Apolo. Além da Música, é a Musa da alegria e do prazer e do tocar de flauta, e a ela atribui-se a invenção da flauta dupla, que é o seu símbolo. No final do período clássico foi nomeada a musa da poesia lírica e usava uma flauta. Alguns consideram que tenha inventado a aulos ou flauta-dupla, mas a maioria dos mitólogos dão crédito a Marsyas.

Melpômene - A Musa da Tragédia e alegria

Seu nome tem o significado de "Coro", a que canta. A Musa da tragédia é usualmente representada com uma máscara trágica e usando os coturnos - botas tradicionalmente gastas e usadas pelos atores. Algumas vezes ela segura uma faca ou bastão em uma mão, e a máscara na outra, e uma coroa de ciprestes.

Polímnia - A Musa da Poesia lírica

Seu nome tem o significado de "Muitas canções", da narração de histórias. É a Musa grega do hino sagrado, da eloquência e da dança, representada usualmente numa posição pensativa ou meditativa. Ela é uma mulher de olhar sério, vestindo num longo manto. Algumas vezes pensativa tem um dedo na boca, também era considerada a Musa da geometria, meditação e agricultura.


Terpsícore - A Musa da Dança

Seu nome tem o significado "Delícia de dançar", a radiante ou rodopiante. Seu símbolo é a lira. De acordo com algumas tradições, ela é a mãe da sereias com o deus ribeirinho Aquelau.


Talia - A Musa da Comédia

Seu nome tem o significado "Festividade". É a Musa grega que preside a comédia e a poesia leve, a que floresce e festiva. Seus símbolos são a máscara cômica e um cajado de pastor. Talia também é o nome de uma das Graças ou Cárites.

Urânia - A Musa da Astronomia

Seu nome tem o significado "Rainha das montanhas", a celestial. Musa grega da astronomia e da astrologia, é representada com um globo na mão esquerda e um prendedor na direita. Urânia veste-se com um manto bordado com estrelas e ela mantém seus olhos fixos no céu.

Fonte:http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/

Deusa Zorya

Zorya é a Deusa tríplice do céu estrelado. Em todas as suas manifestações. Zorya surge como guardiã do mundo e da humanidade.

Hoje celebra-se a Deusa Tríplice das Estrelas, Zorya, venerada na Rússia. Pode ser descrita como as três irmãs: a Zorya da estrela da Manhã, a da estrela da Tarde e a da estrela da Meia-noite.
A da estrela da Manhã abre os portões do Céu para a carruagem com o deus Sol passar. Ela vem montada num cavalo e vestida como um bravo guerreiro.
A estrela da Tarde abre as portas do Céu quando o Sol retorna.
E é nos braços da estrela da Meia-noite que o Sol morre todos os dias antes de ser lançado de volta à vida para ela.
São como guardiãs do mundo e cuidam para que o cão preso à Constelação da Ursa Menor, não quebre sua corrente e devore as estrelas. Se ele se soltar pode acabar com o universo, acontecendo o Juízo Final.
Zorya é uma deusa associada com a morte, o renascimento, a magia e a sabedoria.
Na mitologia eslava, também é a Deusa da Aurora, uma grande guerreira que nasceu armada para dissipar as forças da noite.
Geralmente as deusas guerreiras são representadas vestindo uma armadura flamejante ou coberta de ouro, prata e joias. 

Um dia ótimo, portanto, para realizar um feitiço de proteção astral. Acenda uma vela de cor azul e concentre-se em sua chama. Imagine que a luz que ela irradia vem de uma estrela distante, Zorya. Peça à Deusa que ilumine seu caminho e cubra-o com sua poderosa proteção.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/08/dia-de-zorya-deusa-das-estrelas.html

Deusa Hécate

Hécate era uma divindade noturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”.

Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra.

É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate".

É conhecida como uma Deusa "escura" por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.

Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.

A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseu e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo.

No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.

Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão.

Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.

Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.

Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.

Ritual 

Acenda três velas: uma de cor preta para transformação, uma de cor branca para clarear dúvidas e uma de cor amarela, para iluminar sua jornada.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/08/hecatedeusa-das-bruxas-deusa-de-toda.html

8 de abr. de 2012

Morpheus

 

Morpheus era o deus dos sonhos, sendo o principal dos Oneiroi ou Orinos, os mil filhos de Hypnos, deus do sono e da sonolência. Era representado com asas, voava rápido e silenciosamente, lhe permitindo chegar em qualquer lugar e a qualquer momento.
Morpheus encarregava-se de induzir os sonhos a quem dormia e de adotar uma aparência humana para aparecer neles, especialmente igual aos entes queridos, permitindo aos mortais fugir por um momento do olhar dos deuses.
Morpheus dorme em uma cama de ébano em uma gruta pouco iluminada, rodeado de flores de dormideira, que contêm alcaloides de efeitos sedantes enarcóticos, enquanto seus irmãos Phobetor e Phantasus são responsáveis pelos sonhos dos animais e os objetos inanimados que apareciam nos sonhos. Morpheus só se ocupa dos elementos humanos.
Inadvertidamente, Morpheus revelou os segredos aos mortais através de seus sonhos, e por isso foi fulminado por Zeus. Do seu nome procede o nome da droga Morfina, por suas propriedades que induz à sonolência e tem efeitos análogos ao sonho. E toda noite Morpheus vem nos abraçar e nos fazer sonhar, por isso se diz que dormir bem é estar nos braços de Morpheus.

Fonte:http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/

Medusa

Medusa é uma figura mitológica grega. Segundo a lenda, Medusa tinha corpo e rosto de uma bela mulher, asas de ouro e presas de bronze.
Medusa (“a ladina”), e suas irmãs Esteno (“a forte”) e Euríale (“a que corre o mundo”), eram conhecidas como as irmãs Górgonas. Seus pais, Fórcis e Ceto, eram divindades marinhas.
Em um dos templos de Atena (deusa grega da sabedoria), Medusa teria feito amor com Poseidon (deus do mar), o que levou a deusa, furiosa, a transformar Medusa e suas irmãs em seres repugnantes, com pele escamosa e serpentes enormes na cabeça.
Dentre as três, Medusa foi a mais castigada. Além da terrível aparência, Atena a tornou mortal, e lhe deu um poder terrível… Seu olhar transformava quem a olhasse em estátua de pedra.
Medusa e suas irmãs passaram a viver em uma caverna, no extremo ocidente da Grécia, junto a um país chamado Hespérides. Conta à lenda que nos arredores dessa caverna, existiam inúmeras estátuas de homens e animais petrificados. As irmãs Górgonas eram temidas por toda a Grécia.
Em uma ilha chamada Cíclades, um rei tirano chamado Polidectes, ordenou a um jovem chamado Perseu, que decepasse e lhe trouxesse a cabeça de Medusa, caso contrário violentaria sua mãe, Dânae.
Sensibilizada, a deusa Atena ajudou Perseu, cedendo a ele um elmo que lhe tornava invisível, sandálias aladas, um alforje chamado quíbisis (para transportar a cabeça da Medusa), e um escudo de bronze brilhante para que ele pudesse enfrentar Medusa e suas irmãs.
Perseu entrou então na caverna das irmãs Górgonas enquanto elas dormiam e se aproximou de costas, guiado pelo reflexo do seu escudo, e utilizando o elmo que o tornava invisível. Pairou por cima das irmãs Esteno e Euríale graças às sandálias aladas e chegou até Medusa. Como não podia olhar diretamente para ela, mirou sua cabeça através do reflexo de seu escudo e decapitou-a.
Guardando a cabeça no quísibis, partiu sem que Esteno e Euríale o pudessem seguir, já que ainda usava o elmo da invisibilidade.
Atena foi presenteada por Perseu com a cabeça de Medusa, a qual foi colocada no escudo da deusa para sua proteção.

fonte do texto e fotos: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/08/mitologica-medusa.html

5 de abr. de 2012

Deusas Hespérides

As deusas Hespérides passeiam pelos céus, encarregando-se de iluminar todo o mundo com a luz da tarde. Desta forma, fazem parte do ciclo do dia: Hemera traz o dia, as Hespérides trazem o entardecer e Nix fecha o ciclo com a noite. As três Hespérides eram:

* Egle - a Radiante - deusa da luz avermelhada da tarde

* Erítia - a Esplendorosa - deusa do esplendor da tarde

* Hespéra - Crepuscular - deusa do crepúsculo vespertino.

Hespérides possuíam atributos semelhantes aos das Horas, que presidem as estações do ano, e também das Cárites ou Graças. Junto de Hemera (o Dia), compunham o séquito de Hélios (o Sol), de Eos (a Aurora) e de Selene (a Lua), iluminavam o palco e maestravam a dança das Horas, de quem se tornaram companheiras.

As Hespérides cantavam em coro, com voz maravilhosa, junto às nascentes sussurrantes que exalam ambrósia e costumavam ocultar-se através de súbitas metamorfoses. Também chamadas de ninfas do poente, habitavam o extremo Ocidente, e tinham o dom da profecia e da metamorfose. Eram belas, jubilosas e simbolizavam a fertilidade do solo. Moravam em um belo palácio, no Monte Atlas, e bem à frente do jardim das árvores dos pomos ou maçãs de ouro.

Há varias versões sobre sua paternidade. Uma versão diz que elas são filhas de Zeus e Têmis; outra, que descendem de Fórcis e Ceto. A interpretação evemerista diz que Hésperos, o astro da tarde, teria tido uma filha chamada Hespéride, que junto de Atlas, seu tio, deu à luz às ninfas Hespérides. Na Teogonia de Hesiodo elas são filhas de Nix (noite) e Erebus (escurdião).
Segundo Evêmero as ninfas Hespérides são sete donzelas: Aretusa ou Hesperaretusa, Hespéria, Hespéris, Egéria, Clete, Ciparissa e Cinosura. As ninfas possuíam o dom de controlar a vontade de feras selvagens e eram consideradas guardiãs da ordem natural, das fronteiras entre o dia e a noite, dos tesouros dos deuses, e também das fronteiras entre os três mundos - a Terra, o paraíso e o mundo subterrâneo.

O jardim das Hespérides era conhecido como jardim dos imortais, pois continha um pomar que abrigava árvores mágicas de onde nasciam os pomos de ouro, considerados fontes de juventude eterna e era considerado o mais belo de toda a Antiguidade. Quando Hera se casou com Zeus, recebeu de Gaia como presente de núpcias, algumas maçãs de ouro. Também foi desse jardim a maçã da discórdia atirada por Éris.

Para chegar até o jardim havia muitos obstáculos: a gruta das Gréias e a gruta das Górgonas. O próprio jardim era povoado de monstros que o protegiam, tais como um terrível dragão e também Ládon, o dragão de 100 cabeças. Somente dois heróis mortais encontraram os jardins das Hespérides: Perseu quando fora enfrentar Medusa; e Héracles.

Em uma versão, o rei do Egito, Busíris, vizinho do reino das Hespérides, tinha enviado bandidos para devastar-lhe os jardins e raptar as ninfas. Quando Héracles chegou ao país, libertou as Hespérides e entregou-as a Atlas. Como recompensa, Atlas lhe deu as maçãs de ouro e lhe ensinou a Astronomia. Na interpretação evemerista Atlas foi considerado como o primeiro astrônomo, e por isso conhecia o caminho das estrelas, dando o seu nome à coleção de mapas da terra.

(Fonte: http://eventosmitologiagrega.blogspot.com/)

Deusa Atena

Atena, deusa da justiça, é filha de Zeus e de Métis, a deusa da Prudência, a primeira esposa de Zeus. Quando Métis estava ainda grávida, Zeus recebeu a previsão de que a criança poderia ser mais poderosa que o pai. Para impedir que a profecia se concretizasse, Zeus pediu à mulher para se transformar numa mosca. Sem perceber as intenções de Zeus, ela voa e pousa em suas mãos. Imediatamente, ele a aprisiona e a engole.
Métis estava grávida e a cabeça de Zeus crescia a cada dia, até que da cabeça de Zeus nasceu Atena, já adulta, e a profecia não se cumpriu. Dançando triunfante, Atena com suas armas soltou um grito de guerra. Mais tarde tornou-se a filha favorita de Zeus despertando ciúme nos outros deuses.
A inclinação guerreira de Atena foi reconhecida a partir de seu nascimento e era diferente de Ares, o deus da guerra. Atena cultivava seus altos princípios e ponderação sobre a necessidade de lutar para preservar e manter a verdade. Era estrategista e equilibrava a força bruta de Ares com sua lógica, diplomacia e sagacidade. Ela oferecia aos heróis as armas que deveriam ser usadas com inteligência, maestria e planejamento.
Atena era uma exceção no Olimpo conservando sua castidade. Ela ensinou aos homens a doma de cavalos e às mulheres a arte de bordar, além das coisas práticas da vida e da arte em geral. Atena era uma deusa civilizada e ao mesmo tempo uma guerreira que protegia e preservava a pacifica civilização.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/07/mitologia-em-gotasatena.html

Zéfiro, a Vento Suave

Filho de Eos (a aurora), Zéfiro pertencia à raça do Titãs, que representavam as forças da natureza. Era o deus do vento oeste, que refresca e dá bem-estar.

Zéfiro, o vento Oeste, era irmão de Bóreas e habitava na Trácia. A lenda descreve-o como um vento primitivamente violento, que destruía tudo com o seu sopro indomável: arrasava plantações, provocava naufrágios, causava grandes danos aos homens mas uma grande paixão o fez mudar.

A súbita paixão de Zéfiro por Clóris - chamada de Flora pelos romanos - transformou o caráter mitológico do vento dando-lhe uma versão benéfica. Clóris era a rainha da primavera e era quem espalhava a beleza das flores ao mundo, dando-lhes as cores e o perfume. O contraste com Zéfiro, o vento que destruía a beleza das flores, fez com que Clóris o rejeitasse.

Mas o amor de Zéfiro era sincero, pleno e construtivo. Para conquistar Clóris, ele transformou a sua personalidade tempestuosa e destrutiva, tornando-se um vento suave que soprava lentamente para não danificar a beleza criada por sua amada. Representado na forma de um jovem com asas que anunciava a primavera e o renascer das plantas, Zéfiro e Clóris tiveram um filho, Carpo - o fruto.

Fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/07/mitologia-em-gotaszefiro-o-vento-suave.html

Deusa Íris, a Mensageira


Deusa do arco-íris, filha do Titã Taumas e de Eléctra, filha do Titã Oceano. Como mensageira de Zeus e sua esposa Hera, Iris deixava o Olimpo apenas para transmitir os ordenamentos divinos à raça humana, por quem ela era considerada como uma conselheira e guia. Viajava com a velocidade do vento, podia ir de um canto do mundo a outro, ao fundo do mar ou às profundezas do mundo subterrâneo. Embora fosse irmã das Hárpias, terríveis monstros alados, Iris era representada como uma linda virgem com asas e mantos de cores brilhantes e um halo de luz em sua cabeça, deixando no céu o arco-íris como seu rastro.
Para os gregos, a ligação entre os homens e os deuses é simbolizada pelo arco-íris.
Íris é a deusa do arco-íris, mensageira de Hera, rainha das deusas. Íris representa o lado feminino de Hermes, emissário de Zeus, que era adorada tanto pelos deuses quanto pelos mortais por sua natureza de bondade e amor.
Sempre que Hera ou Zeus desejava transmitir seus desejos aos homens, Íris descia à terra onde tomava forma humana, ou então se fazia enxergar ao natural como uma linda mulher alada. Às vezes cortava os ares com a mesma rapidez do vento oeste, Zéfiro, seu consorte. Outras vezes descia suavemente pelo arco-íris que ligava o céu à terra. Podia caminhar pelas águas com igual facilidade e até mesmo o mundo das trevas abria suas portas para ela quando, a pedido de Zeus, deveria reabastecer sua taça de ouro com as águas do rio Estige, com a qual os imortais se benziam contra as profecias malignas.
Sempre que os deuses voltavam ao Olimpo, de suas viagens, Íris os recepcionava com néctar e ambrósia.
Ela não se limitava a entregar as mensagens de Hera, como também era sua agente no cumprimento de suas vinganças, embora sua tarefa principal fosse o consolo e a pacificação.
Era ela quem preparava o banho de Hera, quem lhe prestava serviços dia e noite, estando sempre à sua disposição.
Existe uma outra versão da mitologia que afirma ter sido Íris e não Afrodite quem deu à luz a Eros.
Íris está intimamente ligada à função sentimento, que é diferente daquilo que chamamos de emoção, pois a emoção é uma reação visceral a uma situação, ao passo que o sentimento é uma escolha refletida de um afeto.
A função do sentimento é uma constante variação entre os opostos, uma cuidadosa percepção das necessidades de uma situação específica, com o objetivo de harmonia e de relacionamento no final. Por isto, Íris derrama sem cessar a água de uma taça para a outra, porque o sentimento precisa fluir fluentemente para se renovar de acordo com as necessidades de cada um. Enquanto os preceitos éticos de Atena são rígidos e universais o objetivo de Íris é um ajuste contínuo e fluído, às vezes positivo às vezes negativo.
Sua finalidade principal serve aos propósitos do âmago feminino, mais que ao masculino e qualquer que sejam as reações mutantes do fluxo - até mesmo a raiva e o conflito -, a meta será sempre a harmonia e um relacionamento melhor.
Quase nunca entendemos o sentimento como uma função inteligente, tal como o pensamento racional. Entretanto, Íris e Atena representam ao mesmo tempo os opostos e a complementação. Elas são duas imagens contraditórias, onde uma serve ao pai e a outra serve à mãe, embora as duas deusas não fossem inimigas na mitologia uma vez que Íris não tinha inimigos, elas podem atuar como tal dentro de nós mesmos, pois oferecem soluções diferentes para o mesmo problema.
Íris também pode ser ambivalente, o fluxo incessante dos sentimentos para preservar um relacionamento pode produzir uma estagnação porque nada a asfixia tanto quanto o sentimento. Nada pode ser discutido, nenhuma diferença pode ser apontada, nenhum conflito pode gerar o crescimento porque a harmonia é fundamental. Numa situação dessas não existe espaço para a separação, uma vez que a separação implica na solidão e Íris, amiga tanto dos deuses quanto dos mortais e que opera em todos os níveis da vida,. Precisa estar sempre servindo devotadamente a alguém e não pode sobreviver sem o seu oposto, Atena.
Uma sem a outra não gera mudanças e a mente sucumbe completamente asfixiada.
Os Gregos e os Romanos, que a identificaram com o arco no céu, transformaram-na no símbolo do contato entre o céu e aterra, íris representa, junto dos deuses e dos homens, o papel de mensageira dos imortais, emissária das vontades de Zeus e, mais frequentemente ainda, de Hera, de quem é a serva fiei, banhando-a, embelezando-a e passando as noites sem dormir junto ao seu trono.
Ela representa, igualmente, os palafreneiros do Olimpo, ajudando os deuses a desatrelar as suas montadas, quando,regressam das expedições, ocupando-se dos seus ginetes e alimentando-os.
Uma certa tradição apresenta-a como esposa de Zéfiro, o vento.
Iris é representada, tal como Hermes, com sandálias aladas e com o caduceu. Uma echarpe de muitas cores (o arco do céu) prolonga as suas asas de ouro.
Iris, a deusa do arco colorido do céu e mensageira de Hera, representa o lado feminino de Hermes. Era adorada pelos deuses e pelos mortais por sua natureza de bondade. Sempre quando havia uma mensagem para os mortais, Iris tomava a forma humana ou se apresentava como uma mulher alada. Ás vezes cortava o céu com a mesma rapidez que seu marido, Zéfiro, o vento oeste. Outras vezes descia suavemente através do arco íris que ligava o céu à terra.
Ela penetrava em todos os lugares e até mesmo o mundo das trevas abria suas portas para ela entrar. Ela sempre recepcionava os deuses com néctar e ambrosia quando eles retornavam de suas viagens. Iris preparava os banhos para Hera e lhe prestava serviços dia e noite, estando sempre à sua disposição. Assim Hera também a utilizava em suas vinganças embora sua tarefa fosse o consolo e a pacificação.

Morgaine Le Fay

Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgaine foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha. Em outras versões, foi meia-irmã de Artur, uma feiticeira maligna que queria de todas as formas retirar sua poderosa espada Excalibur. É filha de Igraine e Gorlois, Duque da Cornualha.

Morgaine é treinada por sua tia Viviane na Ilha de Avalon para se tornar a Senhora do Lago ou como também é chamada Dama do Lago ou Senhora de Avalon. Morgaine teve um filho de Arthur depois de um ritual sagrado (Beltane). Essa criança se chamava Gwydion, que após ir para a corte de Arthur toma o nome de Mordred. Mais tarde este seria um dos inimigos de Arthur. Mordred depois de ter ferido seu próprio pai em uma luta para tomar o trono acaba morto.

Morgaine vendo seu irmão morrer e escutando seu pedido o leva para Avalon, onde o tempo transcorre de forma diferente do mundo dos humanos. Ali Arthur lança Excalibur no lago e morre. Morgaine leva seu corpo para ser enterrado em Avalon (em algumas histórias, o Rei Arthur, ferido em combate, é levado pela Dama do Lago a uma Avalon mística do além, paralela a real, onde Artur permanece retirado do mundo e para sempre imortal. Em algumas versões da lenda, ele não resiste à viagem e morre tendo sido enterrado então em Avalon, em outras, ele estaria só dormindo, esperando para voltar num futuro próximo, pois a ilha seria um refúgio de espíritos, o que permitira a ele permanecer vivo por artes mágicas).

Depois a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/06/deusa-morgana.html

Aracne

Aracne era uma bela moça, filha de um tintureiro de lã na cidade de Colofon, e por isso bordava e tecia, tendo um grande talento para essa arte. À medida que Aracne foi tornando-se adulta, sua arte também se aperfeiçoava, e logo seus trabalhos eram disputados por todas as mulheres da cidade. Algumas mulheres vinham de longa distância para ter uma peça bordada da artesã e todas comentavam sobre a beleza de seu trabalho.

Atena, a deusa protetora das obreiras e artesãos, teve conhecimento de que todas as mulheres consideravam os bordados de Aracne melhores do que os seus. Como Deusa das Artes, Atena foi desafiada numa competição de destreza. Ambas trabalhavam com rapidez e habilidade.

Quando as tapeçarias ficaram terminadas, Atena admirou o trabalho impecável de sua competidora, mas ficou furiosa porque Aracne ousou ilustrar as desilusões amorosas de Zeus, pai de Atena, em sua tapeçaria. O tema de sua tapeçaria ocasionou a ruína de Aracne. Atena ficou furiosa e destruiu o trabalho de Aracne, transformando-a em aranha, condenada para sempre a tecer.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasaracne.html

Deusa Ártemis

Ártemis era a mais popular das deusas do panteão grego, filha de Zeus e Leto, a irmã gêmea de Apolo. Conta a lenda que quando sua mãe estava grávida, sendo perseguida por Hera, a esposa de Zeus que odiava as amantes do marido, impedia que os filhos de Leto nascessem em qualquer lugar. Grávida de gêmeos, Leto chegou à Ilha de Delos onde nasceu primeiro Ártemis que ajudou no parto de seu irmão, sendo esta a razão porque Ártemis era invocada para auxiliar no trabalho de parto das mulheres. Os romanos a associavam com a deusa Diana.
Com uma mão ela protegia a vida, na outra ela trazia a ruína. Junto com Ilithyia ela ajudava as mulheres grávidas no parto sem dor. Se uma mulher morresse durante o parto, acreditava-se que ela havia sido atingida por uma flecha de Artêmis. Ainda assim, as roupas da mulher falecida eram oferecidas à deusa. Noivas e noivos, principalmente as jovens virgens, pediam sua proteção mas eram obrigados a oferecer à deusa seus brinquedos. As moças deviam deixar as tranças de seus cabelos no altar de Ártemis, e assim estariam liberadas dos domínios da deusa.

Ártemis também era considerada como deusa da vegetação e da fertilidade. Era a deusa da natureza intocada em conexão ao culto das árvores e qualquer um que sacrificasse uma árvore era punido pela deusa. Nos cultos oferecidos à deusa os gregos dançavam com os ramos sagrados. Apesar de ser venerada na Grécia, seu culto era especial na Arcádia, pois ali ela vivia afastada nos bosques selvagens e intocados, e era a mais virginal das deusas.
O Rei de Calidon esquecendo-se de oferecer a Ártemis os primeiros frutos da colheita anual, foi castigado pela deusa que enviou um enorme javali ao reino, que atacava pessoas e animais, impedindo que a terra fosse novamente semeada. Embora o rei tenha chamado os mais nobres guerreiros para caçar o javali, somente Atalanta conseguiu vencê-lo. Também castigou Erisicton quando ele derrubou as árvores frutíferas consagradas a Deméter.
Acompanhada das ninfas, suas seguidoras, ela vagava por bosques e prados com seu arco e flechas, por isso era representada como protetora dos caçadores e senhora dos animais. Era uma deusa impiedosa quando ofendida e punia severamente os ofensores. Quando Agamemnon matou um cervo consagrado à deusa, ela segurou os ventos impedindo que ele partisse com seu barco, e exigiu que ele sacrificasse sua filha Ifigênia para liberar os ventos. Porém, apiedou-se de Ifigênia, que se tornou sua seguidora.
Ártemis vivia na rica terra de Delfos comandando a dança das Musas e das Graças sob a luz prateada da lua. Como uma deusa virginal, suas seguidoras também deviam ser virgens. Ela as protegia e punia todos os homens que ousassem tocá-las ou vê-las banhando-se nas fontes. Ártemis não odiava os homens, mas exigia que eles respeitassem as mulheres. Sua ruina foi querer provar sua habilidade de caçadora, e a pontaria certeira de suas flechas.
Órion caçava em companhia de Ártemis mas seu irmão Apolo pretendia protegê-la. Um dia Apolo mandou o Escorpião Celestial matar Órion e quando ele percebeu que não conseguiria vencer o monstro, se jogou no mar e saiu nadando acompanhado por seu cão Sírius. Imediatamente Apolo chamou a irmã e a desafiou a acertar um pequeno e distante ponto no mar. Para provar que era era eximia atiradora, Ártemis acertou o ponto no mar. Quando as ondas chegaram à praia, trouxeram o corpo de Órion. Inconsolável, Ártemis o transformou na constelação de Órion e Sirius se tornou uma estrela que faz parte da constelação Cão Maior.
Ártemis era celebrada quando o Sol passava pelo signo de Sagitário, em 22 de novembro. Está representada como a virgem atleta personificando a força e o instinto de caçadora, protetora das florestas e dos animais. É uma deusa lunar representando o poder feminino em todos os aspectos, a parteira, aquela que é íntegra em si mesma. Essa deusa é a mais completa das doze divindades olímpicas, padroeira das crianças e dos nascimentos, a deusa guerreira das Amazonas. Seu maior atributo é a individualidade, vivendo livre e correndo velozmente pelas florestas, sempre acompanhada por seus cães.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/mitologia-em-gotasartemis.html

Deusas Celtas

Abnoba: Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Aine: Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Solstício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don. Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício.
Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los. É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero.
Rainha dos reinos encantados e mulher do Lado, ela é a Deusa do amor, da fertilidade e do desejo. É filha de Dannann, e esposa e algumas vezes filha de Manannan Mac Liir, e mãe de Earl Gerald. Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem.
Existem duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra a fada Aine. Uma, a três milhas a sudoeste, é chamada Knockaine, em homenagem a esta deusa. Nessa colina possui uma pedra que dá inspiração poética a seus devotos meritórios e a loucura à aqueles que são por Ela rejeitados.
Esta é uma Deusa-Fada que segundo a tradição celta ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses. Diziam que para chamá-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine batendo três vezes no tronco de uma árvore de flores brancas. Ela não vai tardar em ajudar.

Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduina: Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.

Arianrhod: Ela é a guardiã da "roda de prata" que circunda as estrelas, considerada símbolo do tempo e do carma. É igualmente deusa da reencarnação, da Lua Cheia dos namorados e a Grande mãe Frutuosa.
Arianrhod aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha do deus Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.
Esta deusa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas. Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação.
É também uma deusa da fertilidade e de tudo que é eterno. O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo. O viajante que a seguir deve estar com o coração e a mente aberta para seus ensinamentos. Convide-a para ajudar-lhe com dificuldades passadas e para contatar o povo das estrelas.
Na Tradição Avalônica ela corresponde ao elemento Fogo e seu chacra correspondente é o cardíaco. Já na tradição celta esta deusa apresenta três aspectos: donzela, mãe e anciã, representando os três estágios da vida de uma mulher.
A Arianrhod é atribuído os poderes da coruja, que através de seus olhos vê o subconsciente da alma humana. A coruja é um pássaro noturno que simboliza a morte, renovação, sabedoria, a magia da lua e as iniciações.

Armid: Airmid é a Deusa da Cura dos celtas. É filha de Daincecht, avô de Lugh, e possuía quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.
Lugh foi o guerreiro que tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia e libertou o rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Formori, os demônios da noite que tinham um só olho. Nuada perdeu sua mão direita durante um combate e, para que pudesse continuar a ser rei, ele precisava estar inteiro, então, o médico Dianchecht construiu uma maravilhosa prótese de prata, o que rendeu a Nuada o apelido de "Mão de Prata".
A estória da Deusa Airmid inicia-se quando faz uma visita ao castelo do rei Nuada.
Conta-se que os portões do castelo do rei Nuada era guardado por um homem que não tinha um dos olhos e trazia escondido em sua capa um gato. Quando Airmid e seu irmão Miach, em visita ao castelo, apresentaram-se como curandeiros, o tal homem pediu-lhes para reconstituir o olho perdido. Os deuses médicos concordaram e transplantaram o olho do gato para o espaço do olho vazio do porteiro. Entretanto, não tinham como mudar as características do olho do animal. Sendo assim, a noite ele ficava aberto em busca de caça e durante o dia fechava-se exausto. Mas o porteiro ficou muito feliz por ter novamente os dois olhos.

Banba, Eriu e Fodla: Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.

Blodeuwedd: Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann: Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca.

Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit: Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Cerridwen / Ceridwen / Caridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Cliodna: Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.

Cuchulainn: As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopeia principal do ciclo heroico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuía uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva da cavalaria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dama Branca: Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Dana: Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.
Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança material, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.
O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.
Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".
Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.
É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".
Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.
Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

Druantia: Na mitologia britânica, Druantia era a deusa druida do nascimento, sabedoria, morte e metempsicose. É a mãe do alfabeto das árvores irlandês.

Epona: "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Elaine: Na mitologia celta, Elaine (Lily-Maid) era a deusa virgem da beleza e da lua.

Eriu / Erin: Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais: Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Mm: Na mitologia celta, Mm era a deusa do pensamento dos povos independentes do Norte.

Morgana: Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressureição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, frequentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.
Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.
Morgana e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei.
O "Matrimônio Sagrado" era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual. Práticas religiosas são baseadas em uma necessidade psicológica. A necessidade interior ou espiritual era aqui projetada no mundo concreto e encontrada através de um ato simbólico Se os rituais de prostituição sagrada fossem examinados sob essa luz, torna-se evidente que todas as mulheres devessem, uma vez na vida, dar-se não a um homem em particular, mas à Deusa, a seu próprio instinto, ao princípio Eros que nela existia. Para a mulher, o significado da experiência devia residir na sua submissão ao instinto, não importando que forma a experiência lhe acontecesse.

Morrigan: Morrigan era a deusa celta da guerra e da morte.

Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Rosmerta: Na mitologia celta gaulesa, deusa do fogo, calor, prosperidade e abundância.

Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Sulis: Na mitologia celta, deusa de profecia, inspiração, sabedoria e morte.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/05/deusas-celtas.html