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11 de mai. de 2012

Caminho Entre as Deusas: Ísis

por Rosario Camara

Ísis ou Aset, a Deusa dos Dez Mil Nomes é uma Deusa Egípcia que possui várias faces e histórias. Hoje iremos focar no seu aspecto de esposa, amante e aquela que dá ao seu escolhido o trono, ou seja, o poder de reinar entre as Duas Terras (Alto e Baixo Egito).

Não se sabe ao certo qual o surgimento desta Deusa, na mitologia, acreditas que ela era filha de Geb e Nut, assim como irmã de Osíris, Seth e Néftis. Alguns historiados no entanto, acreditam que ela e Osíris foram inicialmente humanos que tiveram tão aceitação em seu reinado que foram divinizados pelas gerações seguintes.

O ponto que gostaria de focar, no entanto, é o amor incondicional que está Deusa rege: Ísis e Osíris são autores dos mistérios da vida e da morte, que precederam os Mistérios dos Elêusis.

Ísis aprende e se modifica através da dor da perda do seu amado, Ele caminha pelas sombras da morte de  onde nada podemos saber, à não ser quando com ele atravessarmos este caminho também.

Conta a lenda (uma das mais belas histórias de amor que já li) que Ísis ensinou as mulheres do Egito os segredos das ervas, deu-lhes os dons da cura e ensinou sobre a Arte de se viver em família e em sociedade, enquanto seu amado Osíris percorria as terras do Alto e Baixo Egito ensinando aos homens sobre a agricultura o uso de ferramentas e etc. Eles fizeram o reino prosperar e eram amados pelos seus súditos.

No entanto, existia uma sombra no reino formada pelo inveja e ciúmes do seu irmão Seth, que encarna forças que são precariamente controladas. Seth era casado com Néftis, irmã gêmea de Ísis, no entanto, ele queria mesmo era estar com Ísis, visto que ela com seu poder e conhecimento era quem concedia o trono, ou seja, o poder que em última instância era o que Seth desejava. Ele, então, com seus comparsas construiu um ataúde enquanto Osíris viajava pelo seu reino. Este ataúde tinha exatamente o tamanho e larguras próprias para única e exclusivamente o corpo de Osíris e, sua tampa era cravejada de espinhos.

Seth organizou uma festa para comemorar a volta de seu irmão e jogos! Dentre eles, existia um que era uma armadilha: Ele desafiou a todos que estavam na festa a entrar no ataúde e aquele que coubesse exatamente dentro da peça ganharia um prêmio. Claro, que o prêmio previsto sempre havia sido a morte. Depois, que vários tentaram sem sucesso entrar no ataúde, Osíris resolveu que era a sua vez e logo ao entrar dentro do ataúde, Seth e seus comparsas colocaram a tampa e fecharam o ataúde (tornando este o protótipo dos sarcófagos e dos nossos atuais caixões, muito provavelmente). Logo após,  jogaram no Nilo o ataúde com o corpo de Osíris e deixaram que o rio levasse-o para seja lá qual fosse o seu destino.

Ísis e Néftis (que nutria uma secreta paixão por Osíris, chegando até a usar o perfume de Ísis para sentir-se apenas uma vez amada tal qual sua irmã era e tendo assim concebido um filho de Osíris, que com medo da vingança de seu marido, deixou-o as margens do rio Nilo para que morresse, sendo este achado por Ísis que apiedou-se da pobre criança e adotou-a como se fosse sua, criando assim um laço indivisível entre ela e o pequeno ser, chamado Anúbis) não estavam na festa, estavam em outra cidade, distante  dos acontecimentos, mas em seus corações notaram quando algo aconteceu a seu amado. Isis sentiu uma dor indescritível e ao procurar as notícias do que havia acontecido com seu amado, descobriu que ele havia sido cruelmente assassinado. Em sinal de luto e em total desespero e dor, cortou seus cabelos, rasgou suas roupas e de tanto chorar e gritar, seus leais súditos acharam que a Grande Deusa, havia enlouquecido. Ísis ficou irreconhecível, com as roupas rasgadas, suja, os cabelos desgrenhados e cortados, sem conseguir concatenar as ideias, para ela não existia mais vida, apenas a dor e uma morte em vida, sem brilho, sem paz e sem o seu amado.

Ísis partiu em busca de seu amado, passou por cada cidade e a todos perguntava se alguém havia visto o ataúde a descer o Nilo. Aqui e ali alguns moradores da beira do rio diziam que haviam visto, mas Ísis sempre estava atrasada, ao chegar ao local seu amado lá mais não estava.

A busca de Ísis pelo corpo do seu amado é uma jornada que transformou a Deusa, assim como transforma todas aquelas pessoas que ao perderem um ente querido precisam navegar por águas turvas e turbulentas até encontrar uma forma de preencher o vazio deixado por aquele ser que partiu.

A Noite das Lamentações, o derramamento das lágrimas de Ísis que é o que dá início às cheias do Nilo foi uma pequena parte da história que vimos na semana anterior.

Osíris foi assassinado no vigésimo oitavo ano do seu reinado, e alguns afirmam que esta era a sua idade.

Ísis perguntou para as crianças e as pessoas que moravam nas margens do Nilo se haviam visto o ataúde com o corpo de Osíris. Algumas crianças contaram para ela o nome da foz do rio, e ela seguiu por este caminho até que ouviu dizer que o ataúde havia sido levado pelo mar até a terra de Biblos. O ataúde havia sido docilmente deixado pelas águas do mar no meio de uma moita de urze, que cresceu em pouco tempo e cobriu toda a arca. O rei daquela terra vendo aquela planta tão frondosa quis tê-la em seu palácio, e cortou exatamente o pedaço em que o ataúde estava escondido, transformando este pedaço em um pilar que sustentava o telhado de seu palácio. 

Ísis soube disso tudo através da inspiração divina de Rumor, e seguiu seu caminho até a cidade de Biblos. Contam que em suas andanças, Ísis foi protegida pela Deusa Selkis, a Deusa dos escorpiões que apiedou-se da Deusa Ísis e ofereceu nove escorpiões para protege-la. Certa noite Ísis pediu abrigo, sendo maltratada pela mulher da casa que não reconheceu em seu semblante transtornado a Deusa que ela era. Os escorpiões então picaram um dos filhos da mulher que ficou desesperada, e Ísis compadecendo-se do tormento pelo qual a outra passava e conhecendo a dor da perda, decidiu parar o veneno do escorpião e devolver a vida a esta criança. A mãe ficou maravilhada e pediu desculpas ao reconhecer a Deusa.

Ísis prosseguiu sua jornada até chegar em Biblos, sentou-se junto a uma nascente e se pôs a chorar novamente. Sentia-se traída e não confiava mais em ninguém. Não conversou com ninguém, exceto as servas da rainha que falavam sobre a maravilhosa madeira que agora estava no palácio. Ísis trançou os cabelos destas servas, deu-lhe fragrâncias tiradas do seu próprio corpo, mas ninguém a reconheceu. A rainha em dado momento foi estar com suas servas, e ao ver Ísis foi tomada por tal anseio que não conseguiu desprender os olhos da mulher. O nome da rainha, dizem alguns, era Astarte.

Astarte chamou pela desconhecida e ofereceu aos seus cuidados o seu filho mais novo, Ísis prontamente aceitou, pois só assim estaria perto do seu amado. Por isso dizem que Ísis amamentou a criança oferecendo o seu dedo em vez de seu seio, e que toda noite queimava as porções mortais do corpo do bebê, para assim dar-lhe a dádiva da imortalidade. Enquanto a criança queimava no fogo restaurador, Ísis transformava-se em andorinha e lamentava em prantos dando voltas em torno do pilar. Um belo dia no entanto, Astarte entrou no quarto e viu o seu bebê coberto em chamas e se colocou a gritar desesperada, retirando a criança do meio das chamas e privando-a assim da imortalidade. Ísis então se revelou e pediu o pilar que servia de suporte ao telhado. Astarte ao reconhecer a Deusa, compadeceu-se de seu sofrimento e deu-lhe de bom grado o pilar. Ísis com facilidade cortou o pedaço da madeira que cercava o ataúde e logo após envolveu a madeira em um tecido de linho e derramou perfume sobre ela, deixando o resto da madeira aos cuidados dos reis. Ao ver o ataúde, Ísis jogou-se em cima dele em prantos e deu um grito tão horrível que o filho mais novo do rei morreu na mesma hora. O filho mais velho então pediu para partir com ela, e assim partiu com a Deusa, que colocou o ataúde num barco e deixou aquele país.

Ao conseguir privacidade, Ísis abriu o ataúde e encostou o seu rosto quente no rosto frio de Osíris, acariciou aquele rosto que tantas vezes disse que amava e chorou docemente. A criança aproximou-se para ver o que havia dentro da arca e olhava para a Deusa sendo inocente expectadora daquela dor. A Deusa ao perceber a intromissão em seu momento íntimo olhou para a criança com tal fúria, que esta não resistindo olhar o rosto transfigurado da Deusa morreu no mesmo instante, caindo no mar. A Deusa logo se arrependeu do destino trágico do garoto e ordenou que ele seria honrado.

Ísis tornou a olhar para Osíris, e entre lágrimas nos olhos pediu ao seu amado que voltasse para ela. Beijou-lhe os lábios e assim soprou um pouco de vida para dentro do corpo inerte de Osíris. Ao notar que seu amado respondia pouco a pouco, resolveu esconder seu corpo e ir buscar a ajuda de Néftis e Anúbis para terminar de realizar os ritos que trariam Osíris de volta a vida.

Nesta parte a história ganha duas versões. Alguns dizem que Ísis concebeu Hórus neste pedaço da história. Outros dizem, que foi mais a frente. E segundo Plutarco, Ísis levou o ataúde até onde estava seu filho Hórus que era criado por Buto, e colocou a arca em um local escondido. Ísis deixou a arca escondida e tornou a sair para pedir ajuda a Néftis e Anúbis.

No entanto, Seth caçava por ali e acabou por achar o esconderijo do ataúde. Ao ver  Osíris com um sopro de vida ficou com tanta raiva que desmembrou o corpo do seu irmão em 14 pedaços, espalhando-os pelo rio Nilo.

 

Bibliografia Consultada:

- ELLIS, N.; Deusas e Deuses Egípcios: Festivais de Luzes: Celebrações para as estaões da vida baseadas nos mistérios das deusas egípcias. São Paulo: Mandras, 2003;

- DONATELLI, M. (coord.); O livro das Deusas – Grupo Rodas da Lua. São Paulo: Publifolha, 2005;
- IONS, V.; História ilustrada da Mitologia. 1° Ed., São Paulo: Editora Manole Ltda, 1999; - MARASHINSKY,A. S.; O oráculo da Deusa: um novo método de adivinhação. São Paulo: Pensamento, 2007;
- MONAGHAN, P.; O caminho da Deusa: mitos, invocações e rituais. São Paulo: Pensamento, 2009.

- PIETRO, C.; A arte da invocação: invocações, textos ritualistícos e orações sagradas para praticantes de Wicca, Bruxaria e Paganismo. São Paulo: Gaia, 2008;
- PIETRO, C.; Todas as Deusas do mundo: rituais wiccanos para celebrar a Deusa em suas diferentes faces. 2° Ed. São Paulo: Gaia, 2003 (Coleção Gaia Alémdalenda);

- REGULA, D.; Os mistérios de Ísis: seu culto e magia. São Paulo: Mandras, 2004;

fonte do texto e fotos: http://www.jornalobruxo.org/2012/05/caminhando-entre-as-deusas-isis-parte-2.html

20 de abr. de 2012

O Que Significa Panteão?

Copyright 2009-2012 | Wicca Para Todos

Os nomes dos Deuses variam de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, Ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen.

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.

A bruxa (ou o bruxo) é muito particular na sua crença. Ela pode se achar mais conectada com o panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar Ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc., ou se identificar mais com a história greco-romana e achar mais intimo reverenciar os Deuses deste panteão. A afinidade e atração por um certo grupo de divindades é algo muito particular. Quem decide é você.

Panteão é o termo que damos ao conjunto de nomes das divindades de um povo, ou seja, quando desejamos citar os Deuses Gregos estamos falando sobre o Panteão Grego, e assim temos o panteão Egípcio, Nórdico, Celta, Romano, Hindu, e mais um monte.

Os panteões podem ser correlacionados, criando-se uma lista de referencia, por exemplo, como já foi citado Ísis corresponde a Cerridwen, que corresponde a Hera e por ai vai, sendo que é importante compreender que apesar dessas deusas possuírem atividades singulares, seus mitos, sua vivencia e personalidade são distintas, elas são Deusas distintas, unificadas apenas na questão de serem todas a Energia Feminina Criadora.

É muito importante que todo neófito (buscador) Wiccaniano estude e interaja com os diferentes panteões até encontrar aquele mais singular a sua personalidade e intimidade.

fonte do texto e foto: http://wiccaparatodos.blogspot.com.br/2009/04/o-que-significa-panteao.html

Deuses

Deuses, seres com os quais buscamos o "religare"...

Na Wicca , o envolvimento com os Deuses ocorre de uma forma muito distinta e harmônica. Para nós os Deuses não são intocáveis, distantes, ou castradores, pelo contrário, eles são como nós, interagem conosco em todos os campos de nossa vida, conhecem o nosso lado sombras e o nosso lado luz e nos auxiliam a manter o equilíbrio de ambos, sem julgamentos ou condenações, o que acontece é que cada ato tem um peso, e esse peso pode ser bom ou não para o convívio com os Deuses.

Nós não tememos os Deuses, nós apenas os respeitamos, nós possuímos cada divindade dentro e fora de nós, por isso, o respeito que temos pelos DEUSES deve ser o mesmo que temos por nossos irmãos. Uma característica marcante dos Wiccanos é sua forma de interagir com os Deuses, nós não ajoelhamos para falar com eles, nós não abaixamos a cabeça, ou temos qualquer atitude de submissão, pois não há necessidade, eles são nossos pais, criadores, irmãos, amigos, eles são cada um de nós e o amor que temos por eles nos dá total consciência que o respeito está exatamente em amá-los e cultua-los como parte de nós. Mas uma coisa deve ficar clara, os Deuses não são sempre amáveis e “bonzinhos”, eles fazem o que tem de ser feito, e se os desrespeitarmos iremos sofrer consequências por tais atos, um bom exemplo é invoca-los em um ritual por pura brincadeira e sem uma devida necessidade. Outra coisa a ser dita é: “Cuidado com o que você pede aos Deuses, pois eles podem atender...”. Logo, estudem e conheçam os Deuses internamente antes de busca-los externamente.

"Dayne Anglius Dosken, Consultora e Representante do Old Religion e Sacerdotisa da Tradiçao C.Lística."

fonte do texto e foto: http://wiccaparatodos.blogspot.com.br/2009/04/deuses-deuses-seres-com-os-quais.html

19 de abr. de 2012

Deusa Nicneven

Esse festival da tradição escocesa dura 2 dias e homenageia Nicneven (brilhante), um dos aspectos da Deusa Diana Caçadora.
Celebre esse antigo festival caçando seu desejo. Peça a alguém para esconder um objeto. Você terá 2 dias para encontra-lo. Quanto mais rápido encontrar, mais depressa o seu desejo se realizará.
Pesquisa Net : blog da Ju: juboop.blogspot.com

Festival Pagão Escoces para homenagear a Deusa do Panteão Celta - Nicneven, que é um dos aspectos da Deusa Diana.
Ela atravessa os ares junto aos seus seguidores, as 9 horas dos dias 9 e 10 de novembro, ela determina o fim da colheita, no antigo Halloween, como um antigo poeta descreveu, fazendo-se a si mesma visível para os mortais nesta noite.
Um de seus outros aspectos pode ser o de Filha de Frenzy, um aspecto da Deusa Tripla Morrigan.
Conhecida como a "Divina"; a "Brilhante".
Uma Deusa Bruxa de Samhain.
Durante a idade Média ela era chamada de Dama Habonde, Abundia, Satia, Bensozie, Zobiana, e Herodiana.
Ela governa os reinos da magia e feitiço e também representa o iminente início do inverno.
Dizem que quando o Sol se põe em Samhain, Nicneven atravessa o outro mundo através do lar de Manaan Mac Lir que fica abaixo do mar e parte então o véu,ou portal, do outro mundo.
Então os ancestrais podem estar presentes em Samhain.
Há um cântico para Nicneven no Samhain.
"Segure um copo de "mead" (ou sua bebida favorita) aos céus e clame...
Niceneven!
Nicneven!
Rainha da Noite de Samhain !.....
Eu te invoco!
Eu peço em sua graça que você parta o véu da noite!
Assim como nos prestamos homenagens aos seus ancestrais
Nós homenageamos a você que os guia até aqui!!
Beba conosco e esteja em paz!!!
É uma cerimônia de resultados inacreditáveis!
Ela passeia pelos céus da noite em uma vassoura de palha no Samhain.
Devido as mudanças do calendário, esta antiga tradição pode ser vista como realizada nesta noite.
Na magia e nas tradições celtas, esta é a data do Ano Novo - um tempo quando os véus entre os dois mundos caem e os espíritos podem se comunicar com os vivos.
Esta magia ainda está viva através de costumes, como esculpir uma abobora ou nabos para a proteção e para iluminar o caminho para que os espíritos familiares se unam a nós nesta celebração.
Na tradição druídica, Samhain era um tempo para retificar todas as matérias que causam a discórdia.
Nicneven pode lhe conferir uma cola mágica com este propósito.
Peque um pequeno pedaço de papel branco no qual você tem que escrever a razão conflitante deste relacionamento, então queime em qualquer chama de Halloween (na vela da abobora, nos fogos de rituais, etc.).
Assim como você fez, peça a Nicneven para impregnar de poder este feitiço e para destruir a negatividade completamente.
Para inspirar a misericórdia de Nicneven ou, para uma atitude mágica, faça os costumes tradicionais de Halloween - tortas de maçã, por exemplo, trazem sagacidade. Lascas de cidra de maçã trazem energia mágica.
E raízes de colheita provem fundações sólidas e proteção contra criaturas mágicas.

fonte do texto e foto: http://mirhyamcanto.blogspot.com.br/2008/11/09-de-novembro-calendrio-mgico.html

18 de abr. de 2012

O Mito da Descida da Deusa…

Autoria: Lunna Guedes

[deusa4.jpg]

Seguindo o curso natural de todas as coisas, o Deus começa a fraquejar e segue sua caminhada rumo a Terra do Verão, onde irá definhar até morrer. A Deusa despede-se dele imersa em sua tristeza e solidão…

Contudo, a saudade de seu amado faz com que ela deseja compreender os mistérios acerca da morte e segue ela rumo ao Mundo Subterrâneo, pelo Sagrado Rio da Descida até se deparar com o primeiro dos sete portais do submundo, onde foi desafiada por seu guardião que exigiu uma de suas vestes para que passasse, “pois nada pode ser dado sem que algo seja oferecido em troca”. E em cada um desses portais, a Deusa teve que pagar o preço da passagem, pois os guardiões assim lhe diziam:

“Despe-te de tuas vestes e livra-te de tuas joias, pois não há nada que possas trazer ao nosso domínio.”

No primeiro portal ela deixou o cedro, no segundo sua coroa, no terceiro o colar, no quarto seu anel, no quinto sua guirlanda, no sexto as sandálias de seus pés e no sétimo foi despida de seu vestido. Só então ela foi conduzida, como um ser vivo que busca ingresso no Reino dos Mortos e dos Poderosos.

A Deusa permaneceu nua e assim foi apresentada a ao Senhor do Submundo, que ficou encantado com sua beleza. Tal encantamento o fez ajoelhar-se aos seus pés… Depondo sua espada e sua coroa aos pés dela:

“Abençoados são os teus pés, pois te trouxeram por esta senda”!

Ele então se ergueu e disse a Ela:

“Fica comigo, eu imploro, e deixa teu coração ser por mim tocado.”

E ela respondeu:

“Eu não te amo. Mas diga-me, por que fazes todas as coisas que eu amo e nas quais me comprazo fenecerem e morrerem?”

“Senhora, trata-se da idade e da fatalidade, contra as quais sou impotente. A idade, o envelhecimento, leva todas as coisas a definharem, mas, quando os homens morrem ao desfecho de seu tempo, concedo-lhes repouso a alma, paz e força para que possam retornar. Mas tu, tu és linda. Não retornes, permanece comigo.”

E novamente ela disse a ele: “Não posso, porque eu não te amo”.

Então, mesmo desejando não fazer, ele apresentou a ela o açoite da Morte:

“Se não recebe minhas mãos sobre seu coração, tens que te curvar ao açoite da Morte.”

E assim ela o fez, ajoelhando-se perante ele que a açoitou brandamente, ao finalizar, ele levantou-se e deu a ela o beijo quíntuplo:

“És abençoada, minha Rainha e minha Dama. Somente assim podes ambicionar sabedoria e prazer. Então diga-me, o que desejas Tu de mim?”

E ela explicou a ele que desejava encontrar-se novamente com seu Amor e ele não pode negar, mas avisou a ela que somente um deles poderia retornar ao mundo dos vivos. Ela curvou-se, agradecendo e compreendendo aquela ciência. E lá, diante de seu amado, novamente curvou-se, entregando a ele o cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento e ele a tomou em seus braços e amaram-se durante as comemorações de Samhain, assim sendo, tornaram-se um só e ela deu a ele o colar que é o círculo do renascimento…

Dessa forma compreendeu-se os três mistérios na vida do homem: o nascimento e continuidade, a morte e o amor que a tudo controla. Para alcançar o amor, deve-se retornar a si mesmo, em suas origens, onde tudo representa ao mesmo tempo o começo e o fim…

A Deusa voltou do mundo Subterrâneo grávida daquele que é seu amor, sua vida, sua continuidade. A quem ela dá a vida e por quem ela morre para poder renascer através de sua maior dádiva: o amor.

Ao passar pelo Senhor do Mundo Subterrâneo, ele só viu a Deusa sair, pois jamais imaginaria que o Deus feito homem seguia em seu ventre, feito menino, seu próprio filho…

fonte do texto: http://acasadomago.wordpress.com/page/2/?s=samhain

fonte da foto: oqueewicca.blogspot.com

17 de abr. de 2012

Deus Shiva

Shiva é o Deus da Dança e do Movimento. Representa o eterno ciclo da morte e do renascimento.

No hinduísmo, comemorava-se Shiva, o deus da Dança e do Movimento.

Ele é considerado “o destruidor”. Seria aquele que destrói para construir algo novo. Por isso também é chamado de “renovador” ou “transformador”.

Há indícios de que seu culto tenha se iniciado no período Neolítico, em torno do ano 4.000 a.C., na forma de Pashupati, Senhor dos Animais.

Nas representações de Shiva sempre tem um Trishula, um tridente, que é uma arma que acaba com a ignorância humana; uma serpente que fica em volta da cintura e do pescoço simbolizando o domínio de Shiva sobre a morte e um jarro de água na cabeça simbolizando o Rio Ganges.

Há também outros elementos como por exemplo, o fogo representando a transformação e a lua crescente, significando a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos.

Ritual

 

Celebre Shiva acendendo uma vela azul.

Peça ao Deus harmonia para saber usufruir dos bons momentos e tranquilidade para atravessar os ruins com compreensão e sabedoria.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/12/0212-festa-de-shiva-india.html

Deusa Danu

A Deusa Mãe irlandesa, guardiã do conhecimento, protetora das famílias e tribos, regente da terra, da água e da constelação de Cassiopéia, chamada Llys Don, a corte de Danu, em sua homenagem.


A mais importante das antigas Deusas irlandesas, Danu era a dirigente de uma tribo de divindades nomeada Tuatha de Danaan, o povo de Danu, que depois foram diminuídos (pelos mitos posteriores às invasões dos povos celtas), a uma classe de fadas chamadas Daoine Sidhe.


Seu nome "Dan", significava conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a Deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à Deusa Anu.


Segundo as lendas, os Tuatha de Danaan, exímios magos, sábios, artistas e artesãos, foram vencidos pelos rudes e guerreiros Milesianos, retraindo-se nos Mundos Internos das colinas, chamadas "Sidhe".


Reverencie a remota lembrança dessa Deusa, transportando-se para "Paps of Danu", seu lugar sagrado, as colinas com formato dos seios da Deusa.

Veja-se cercada de mulheres vestidas com túnicas verdes bordadas, longas tranças ruivas enfeitadas com flores, usando colares de âmbar e tiaras douradas, tocando harpas e dançando ao seu redor, pedindo-lhes, então, para levarem-na à presença da Deusa Danu.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/12/1012-celebracao-de-danu.html

Deusa Éris

Hesíodo em sua Teogonia diz que Éris era a filha primogênita de Nix - a Noite, e mãe de inúmeros outros flagelos. Já Homero cita Éris como irmã de Ares, portanto, filha de Hera e Zeus.
Conta a lenda que Éris provocou a Guerra de Tróia por não ter sido convidada para o casamento de Peleu e Tétis, devido ao seu temperamento difícil. Mesmo assim ela compareceu à cerimônia e lançou sobre os presentes o Pomo da Discórdia, uma maçã dourada que tinha uma inscrição: " dirigida à mais bela das deusas presentes. "
Isto fez com que Hera, Afrodite e Atena disputassem um concurso entre elas para saber quem era a mais bela. Cabia a Páris escolher e ele escolheu Afrodite por ela ter-lhe prometido o amor de Helena de Tróia, uma bela mulher que era esposa do lendário Rei Menelau. Isso deu origem à Guerra de Tróia.


Éris - a discórdia criou os filhos:

  • Ponos (Pena),
  • Lete (esquecimento)
  • Limos (fome)
  • Algoz (o choro e a dor),
  • as Hisminas (disputas),
  • as Macas (Batalhas),
  • as Fonos (Matanças),
  • as Androctasias (Massacres),
  • os Neikea (ódios),
  • os Pseudologos (Mentiras),
  • as Anfilogias (Ambiguidades),
  • a Disnomia (a Desordem) e
  • a Ate (a Ruína e a Insensatez).
  • e Orcos (Juramento), o que causa mais problemas aos homens da terra cada vez perjuram voluntariamente. Todos eles eram companheiros inseparáveis.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/12/mitologia-em-gotas-eris.html