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19 de mai. de 2012

Deuses Persa

Deuses Maiores:

An
Ishkur (Adad)
Inanna / Ishtar
Enki
Antu
Enlil
Sinki (Damkina)
Nanna (ou Innin, Innini)
Ninhursag
Ningal
Ninlil
Shamash (Utu, Babbar)


Deuses e Deusas Menores
Anshar
Ereshkigal
Husbishag
Isinu
Ninki
Nammu
Kingu
Kiskil-lilla
Namtar
Nebo (Nabu)
Nergal
Nidaba
Ninisinna
Ninkas
Nusku
Tiamat
Utukku
Tulkas

Semi-Deuses e Semi-Deusas e Herói
Dumuzi
Gilgamesh
Geshtinasnna
Gugalanna
Humbaba
Enkidu (herói)

fonte: http://wwwfeiticos.blogspot.com.br/2010/11/deuses-e-deusas-persas.html

11 de mai. de 2012

Mitologia da Oceania

por Douglas Phoenix

Na mitologia da Oceania, o mar, o grande espaço que rodeia as reduzidas extensões das terras insulares é, junto com o céu, a origem preferida para os seus grandes deuses ou para as mais potentes forças criadoras. Onde a atividade vulcânica é mais frequente, os deuses que se supõem encerrados no interior das crateras são a explicação favorita ao mistério da vida e da morte.
Em geral, embora exista uma ligação básica animista e predomine o politeísmo e a tolerância aos cultos importados, cada zona geográfica - Austrália, Melanésia, Micronésia e Polinésia - e cada grupo de ilhas desenvolveu uma crônica legendária própria, com a natural inter-ligação devida à comum origem e aos contatos mais ou menos continuados, à qual se une uma muito peculiar série de ritos mágicos e de proibições rituais - o tabu - que complementam cada uma dessas teorias mitológicas.

Uma Constante Animista
Em toda a Oceania, especialmente na Melanésia, o animismo é o sistema de crenças mais importante. Este sistema animista, como apontava Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos da zona, é a demonstração de que aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.
O animismo tem duas notas peculiares: o particularismo e o cerimonialismo. Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja atuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão. Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimônia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção.
Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador, de sacerdote, porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente. O espírito da coisa, do animal, ou do fenômeno em questão, é uma alma concreta e o praticante também o é; portanto, a cerimônia animista é uma conversa, um contato pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu dos seus maiores ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta.

O Animismo Hoje
Temos um interessante exemplo atual deste culto animista na Papua Nova Guiné, a metade independente da ilha de Nova Guiné, com uma extensão de perto de meio milhão de quilômetros quadrados e uma escassa população, pouco mais de três milhões de habitantes; ora bem, neste novo país, no qual apenas três por cento da população se declara oficialmente não cristã, existe o culto animista mais moderno que se conhece. Começou com a chegada dos europeus e a sua exibição de grandes embarcações, das quais desciam portentosas maquinarias, instrumentos e bens, até a essa altura desconhecidos para os papus (nome malaio que se refere ao cabelo encrespado dos aborígenes).
Pois bem, desde a Segunda Guerra Mundial, num momento em que os papus assistiram a um portentoso incremento de transportes militares na sua ilha, Papua viu como se acelerava e se institucionalizava o culto da carga (Cargo Cult), com cerimônias particularizadas na espera dos papus para que cesse a intervenção maléfica do homem branco, o estrangeiro que muito bem sabem que foi quem desviou a carga a eles destinada, primeiro nos barcos e agora nos aviões; no ritual coletivo deste culto oficia-se através de modelos de aviões feitos ingenuamente em madeira, com os quais se invoca os de verdade; a cerimônia desenvolve-se periodicamente nas imediações do aeroporto da capital, em outra maquete ritual do aeroporto de Port Moresby, precisamente para fazer com que a magia atue em substituição, ao ser evidente que os aborígenes não têm o poder nem os meios técnicos necessários para reclamar pela força essa carga tão ansiada que exigem.
Com certeza, se afirma que não há signos de que este culto tenha remetido com a passagem do tempo, ao contrário, cada dia parece mais estabelecido e melhor definido. Mas, ao mesmo tempo que existe este culto moderno, se continua julgando que Kat foi o herói que trouxe a noite aos humanos. A magia, em toda a Oceania, se assimila a uma forma de defesa perante a realidade e a sua última consequência, a magia destrutiva é simplesmente uma arma utilizada pelo oficiante num ato de legítima defesa para destruir o inimigo, que não se pode parar doutro modo, mas esta magia destrutiva só reveste o inofensivo aspecto (para nós, que não temos a maldição) de um sortilégio pronunciado com todas as condições prescritas pelo ritual.

O Totemismo, O Outro Pilar
Uma visão especialmente significativa foi a que obteve da Austrália o grande sociólogo Emile Durkheim, que descreveu na sua obra "As formas elementares de vida religiosa" (1915) tudo o que pôde observar sobre o totemismo na Austrália, nos núcleos de população indígena, definindo esse totemismo com uma forma de pensamento que concebe os seres humanos como outra das diversas partes integrante duma única natureza. No totemismo, a vida inteira é uma unidade, e a vida religiosa, a crença, está tudo encadeado ao conjunto universal.
As cerimônias são a parte mais importante desta forma de crença e, mais ainda, as grandes cerimônias (como em todas as religiões estabelecidas) são também outra forma direta de explicar a sociedade; por isso, nos escassos grupos aborígenes que vivem no interior da Austrália, ainda se podem encontrar grandes ritos onde a presença da mulher está vetada. Esta proibição é outra forma de acentuar a diferença social entre homens e mulheres. Estas, por sua parte, também tinham e têm cerimônias exclusivas e separadas, como separada na sua vida civil.
Naturalmente, trata-se duma sociedade em que a poligamia era uma forma habitual de construção familiar, com um número de esposas variável dentro do continente australiano, mas oscilando entre um mínimo de duas ou três e um máximo de vinte e nove entre os tiwi. No estabelecimento do número de esposas, o critério mais importante era o dos meios de que dispunha o cabeça de família e, como em todas as poligamias, a primeira ou primeiras esposas eram as que pediam que se tomassem novas, dado que a incorporação de esposas jovens descarregava de trabalho as existentes e se traduzia num aumento da potência econômica do grupo familiar.

Práticas Totémicas da Austrália
Entre as práticas religiosas próprias da Austrália é possível encontrar em Arnhem verdadeiros cantores tradicionais do ritual da "alcovitagem", oficiantes em transe que recitam o que os espíritos lhes estão comunicando no seu especial diálogo pessoal. Mas a prática totémica mais representativa do território Ananda, na Austrália, está nos Tjurunga, os objetos sagrados elaborados sobre pedras ou peças de madeira, com decoração e linguagem sagradas, feito à base de incisões rituais. Outros ritos totêmicos de Arnhem foram desde tempo imemorial os maraiin e os rangga.
Os primeiros eram representações realistas de pessoas, animais, plantas e objetos; os rangga eram postes cerimoniais. Mas tudo isso construído sem nenhuma ideia de permanência, dado que se tratava de objetos que se sabiam perecedouros, porque só estavam destinados a servir de mensagem ritual nessa ocasião concreta.
No totemismo, a preocupação transcendental dos seres humanos centra-se unicamente em dois pontos: em primeiro lugar, que as estações não interrompessem a sua habitual sucessão nem variassem na sua forma climática; depois, que a vida mantivesse também o seu ritmo habitual e que decorresse com a continuidade esperada, isto é, que os seres vivos pudessem continuar vivendo tranquilamente, como sempre se tinha vivido, dentro das coordenadas conhecidas através de gerações, sem que se tivesse que sofrer por consequência de alguma mudança inesperada e não desejada.

A Fácil Entrada dos Europeus
Na Oceania, o homem branco que acaba de chegar à zona não encontra oposição alguma, nem à sua presença nem às suas ideias. Só os fortes núcleos maoris da Nova Zelândia, os habitantes mais guerreiros de toda a Oceania, se enfrentam aos recém-chegados homens brancos e fazem-no durante um longo período, sem se importarem com as numerosas baixas causadas por um inimigo melhor armado e ainda melhor informado.
São duas as causas desta aceitação tão rápida, à parte do caráter aberto dos diferentes grupos de população estabelecida. Nas ilhas de menor tamanho e população da Polinésia e, sobretudo nas Havaí, torna-se evidente a superioridade dos recém-chegados e os habitantes, com um pragmatismo admirável, preferem seguir em tudo os ditados dos europeus, até no concernente às suas diversas doutrinas cristãs que trataram com eles, para tomarem todo o tempo necessário, até chegarem a estabelecer a forma mais conveniente de atuar depois.
Por outra parte, na Melanésia, a cor pálida das peles europeias está relacionada com a morte, com os sagrados espíritos dos mortos. É esse aspecto esbranquiçado o que torna os homens brancos respeitáveis aos olhos dos melanésicos e, em consequência, se acata a sua presença e se obedecem as suas ordens, porque são a gente vinda do mais-além, não só do outro lado do mar e, para maior evidência, o poder que emana deste heterogêneo, mas decidido grupo de marinheiros, penados, soldados, traficantes, missionários e aventureiros, com as suas grandes e até a essa altura desconhecidas embarcações, as suas armas de fogo e as suas inexplicáveis posses e energias, só faz reforçar o primeiro conceito de que pertencem a um grupo diferente de seres sobrenaturais, pelo menos.

Mitos Comuns
Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceania. Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo, digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, principalmente na cultura de transmissão oral, na qual três gerações é o máximo passado que se pode estabelecer com precisão cronológica. Portanto, a característica primeira da mitologia de toda a região da Oceania é que se misturam com facilidade os cultos gerais da zona com os desenvolvidos localmente, sem que exista absolutamente nenhuma colisão ou oposição a esse casamento.
Um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior frequência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador. Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo. E, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não atuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.
Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos nalgumas zonas da Polinésia e Micronésia. Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu; nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão, enquanto nas ilhas Tonga, ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local.
Mas também em Nova Zelândia, no Havai e nas Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar. Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havaí.

A Ilha de Páscoa, no Extremo Oriental
A ilha de Páscoa, Rapa-Nui no seu toponímico original, marca o confim oriental da Oceania, numa longínqua avançada que se situa a mais de duas mil milhas marinhas da Polinésia Francesa, a mais de mil milhas de Pitcairn e a outras duas mil milhas da costa do Chile, país ao qual agora está adscrito, quase em zona de ninguém. Esta ilha, à parte das estupidezes extraterrestres que se tramaram a partir da surpreendente presença dos moais, as suas peculiares estátuas monolíticas, é também a amostra de que a separação implicou a perda da tradição original maori, embora se conserve grande parte do idioma primigênio na linguagem atual.
No caso concreto da ilha Rapa-Nui, também há que dizer que as sucessivas erupções dos seus três vulcões, que praticamente chegaram a acabar com quase toda a vida humana na sua superfície, são a causa deste esquecimento das tradições, junto com as mortíferas incursões de piratas e as não menos cruéis expedições a partir das costas americanas à procura de mais escravos para dotar de mão de obra barata as grandes plantações continentais, o que leva à perda da capacidade de compreensão e interpretação completa da linguagem autóctone dos pictogramas que se conservam nas escassas tabuinhas supervenientes, nas poucas rango rango não destruídas.
O que sim se mantém em parte é a lenda do rei Hotu Matua, de um ariki do desconhecido e longínquo reino de Hiva, que se viu obrigado a abandonar a sua terra quando as águas do mar circundante começaram todas a crescer, inundando pouco a pouco a ilha de Hiva, destruindo tudo com a sua imparável enchente, homens, animais e cultivos. Hotu Matua mandou um dos seus mais leais súbditos, o fiel Hau Maka, que realizasse uma viagem de exploração, submerso nos poderes de um sonho mágico, para encontrar uma nova terra para onde levar a parte do seu povo que pudesse salvar.
Hau Maka sonhou em primeiro lugar com os ilhéus que rodeiam Rapa-Nui, e deu-lhes os nomes dos netos que teria no futuro; de lá viu a ilha grande e para ela foi. Percorreu-a toda, pela costa e o interior, vendo as praias e subindo aos vulcões, pondo a todos os pontos o seu devido nome até Anakena, na costa do norte da ilha, como lugar de chegada para as canoas que tinham que vir trazer mais tarde toda a gente de Hiva que pudesse escapar da morte segura.

A Expedição a Rapa Nui
Despertado do seu sonho, Hau Maka comunica o conteúdo do mesmo ao ariki Hotu Matua; o rei, contente com a precisa mensagem onírica recebida por Hau Maka, ordena que sete homens saiam para a ilha para esperar nela a chegada do grosso da emigração que tem que conduzir mais tarde o araki. Saem então para a ilha salvadora de Rapa Nui os sete escolhidos: Ira, Raparenga, A-Huatava, Ku-uku-u, Nomona A-Huatava, Ringingi A Huatava, Uure A-Huatava e Makoi Ringingi A-Huatava.
Cumprindo o real mandato, os sete chegam à ilha indicada, mas o que vêem não lhes agrada, pois estão numa ilha arrasada pelos ventos, rodeados por fortes correntes circulares que não permitem a navegação para o mar aberto, numa má terra cheia de matagais e onde não parece possível cultivo algum. Após os sete anos dedicados à construção dos dois catamarãs gigantes, chega, por fim, a Rapa Nui a expedição de Hiva, com o ariki Hotu Mútua, com a ariki Vakai, comandando de um catamarã.
No outro vai a sua irmã Ava Rei Pua, esposa do ariki Tuu-ko-Ihu. Em total são duzentos os passageiros das duas grandes embarcações, cem em cada uma delas. De terra, os sete da ilha tratam de avisar para que não se deixem levar pelas águas e saiam de lá, pois Rapa Nui não é um bom sítio para tentar continuar a vida.
Mas Hotu Matua responde que não há outra terra para eles senão essa ilha. E se separam as duas pirogas, para que cada uma chegue a Anakena a partir de um rumo diferente: Hotu Matua e a sua esposa Vakai fazem-no pelo este, a sua irmã Ava Rei Pua aproxima-se pelo oeste. As duas mulheres parem asim que pisam terra firme; Vakai teve um filho, a sua cunhada Ava Rei uma filha; a estirpe real foi a primeira em nascer na nova terra. Após o duplo nascimento, o rei e a sua comitiva plantaram as primeiras sementes, aquelas sementes trazidas da Polinésia e que dão forma a uma ilha de Hiva ressuscitada, apesar de que já não se pode sair de Rapa Nui e o povo de navegantes esquece a navegação e fica confinado no último canto do Pacífico.

Os Deuses de Rapa Nui e os Moais
No entanto, em todo este relato da saída do rei Hotu Matua (Matua significa pai) da ilha Hiva e a posterior chegada dos maoris a Rapa Nui, não há nenhuma explicação para os gigantescos moais, que nada significam para os atuais habitantes, nem como ídolos sagrados nem como estátuas de personagens históricos ou legendários respeitados, à parte do fato de comentar-se que antes de estes maoris chegarem, habitava a ilha a gente de orelhas largas, que o povo das orelhas curtas do araki Tuu-ko-Iho, o esposo de Ava Rei Pua, matou tentando explicar o seu desconhecimento sobre a origem dos moais, e a plausível versão da desaparição dos talhistas daqueles monólitos antropomórficos, dos quais só sabem que muitos estão abandonados nas canteiras das cimeiras, a meio talhar, sem que nenhum rapanuino tenha podido dar conta de quando nem de como se produziu tal interrupção na sua talha e posterior ereção nem a razão da sua presença nas ladeiras da ilha.
Quanto à mitologia da ilha de Páscoa, se menciona em primeiro lugar o deus-pássaro Makumaku, do qual há multidão de talhas antigas, seguramente da mesma época que a dos construtores de maois, nas rochas das montanhas vulcânicas da ilha: se fala da existência dos Aku-aku, os espíritos invisíveis que dão a chave das almas à população de origem maori; se pensa em outros deuses secundários, como são Hava, Hiro, Raraia Hoa e Tive, mas não existe uma doutrina sólida que una estes deuses e espíritos duma maneira coerente, nem sequer que possa estabelecer um nexo entre as esculturas e os povoadores atuais, dado que os nomes do mito que se mantiveram após a cristianização só são personificações animistas residuais que dão sentido a determinadas manifestações visíveis das forças mais temidas da natureza.

De Regresso à Austrália
Embora Austrália seja um continente-ilha duma enorme extensão, com quase oito milhões de quilômetros quadrados, a desertização do interior fez com que, desde tempo imemorial, os núcleos de população aborígem da Austrália se tenham dispersado nas mais férteis zonas costeiras; por essa razão, são muito diversos os desenvolvimentos mitológicos próprios, com influências exteriores ou sem elas.
Entre os deuses principais está Upulera, o Sol, mas nas tribos de Queensland diz-se que o Sol (que é feminino) foi criado pela Lua, e a tribo Arunta pensa que o Sol é uma mulher nascida da terra e que ascendeu ao céu com uma tocha, embora muitos grupos acreditem que o Sol saiu do interior de um grande ovo de emú lançado para o Céu, recebendo o deus do Céu advocacias como Koyan e Peiame. Como se pode ver, a Lua é uma divindade de mais categoria que o Sol, o seu criador em muitas ocasiões, e se dá bastante mais importância ao seu percurso noturno do que ao diurno do Sol.
Em Vitória, no sudoeste australiano, é o deus Pungil ou o seu filho Pallian, o criador do primeiro homem, que modelam, um ou outro, do barro, embora outras tribos do país falem do excremento dos animais como a base da sua criação, ou de homens feitos de pedras e mulheres feitas com a madeira dos arbustos, ou tiradas do fundo dum charco, com Pungil como pai dos homens e Pallian como pai das mulheres. Também se cita os irmãos gêmeos Inapertwa como os dois criadores dos primeiros seres humanos, sendo o deus Nurrudere o criador do Universo completo.
Em Queensland, no nordeste, Molonga é o nome dado ao demônio. O demônio Potoyam é outra das personificações do mal, sendo Wang o nome das almas sem corpo dos defuntos, enquanto Ingnas é o apelativo dado aos duendes e o de Kobone é o nome de um animal totêmico com poderes mágicos. Mas, como já se comentou antes, são as explicações animistas dos animais as que figuram no primeiro lugar da mitologia indígena australiana, com os pássaros ocupando, por sua vez, o degrau principal dos totens zoomórficos, sobretudo nas lendas relacionadas com o descobrimento do fogo, dado que são pássaros tão diferentes entre si como o corvo, a gralha, o falcão, o régulo, os que roubam, trazem ou conseguem diretamente com o seu esforço o primeiro brote da chama viva; mas também os pássaros são mensageiros do dia e da noite, da vida e da morte, pescadores e caçadores primigênios, e até uma grande ave terrestre, como é a avestruz australiana, o emú. É mãe involuntária do Sol, porque de um ovo seu saiu o astro-rei.

Nova Zelândia
Os maoris foram os mais combativos e aventureiros povoadores da área, emigrantes eternos dos mares da Oceania; com eles se estenderam também as suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu para outros grupos da Nova Zelândia, para quem esta é a dualidade suprema. A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.
No paraíso reina Higuleo e é Hne-Nui-Te-Po quem se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva.
Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme. Finalmente, os animais totémicos Kobong de Nova Zelanda cumprem a mesma função dos seus homônimos, os fetiches Kobone da Austrália.

A Polinésia Francesa
Em Taiti goza-se duma rica mitologia, com o casamento dos deuses Tane e Tarra como seres supremos e criadores de tudo o que existe no nosso Universo visível, incluídos os seres humanos, como também o são em partes da Nova Zelândia, onde Tane, criador da primeira mulher, teve com ela os humanos. Em Taiti, o divino casal está acompanhado na sua glória por outras deidades como são: Po, a noite; o deus Aie, representação do céu; Avié, divindade da água doce; Atié deidade do Mar, ou Malai, divindade do Vento.
No céu estão o luminoso Mahanna, o deus do Sol e as suas mulheres, como Topoharra, que também é a divindade das rochas, e Tanu. Mas há uma grande deusa, a deusa Pelé, a divindade do respeitado, por temível, interior dos vulcões, que tem na maligna divindade de Tama-Pua, o porco-homem, o seu inimigo mortal e eterno, embora Pelé conte com uma grande família de muitos irmãos e irmãs, tão vulcânicos como ela, sempre dispostos a ajudá-lo na sua luta.
Trata-se de irmãos como Kamo-Ho-Arii, o deus dos vapores vulcânicos; Tané-Heitre, o terrível bramido; Ta-Poha-I-Tahi, a explosão do vulcão; Te-ua-Te-Po, o da chuva noturna, e o furioso Teo-Ahitama-Taura, o filho da guerra que cospe fogo. As mais importantes irmãs da deusa Pelé são oito, desde as doces Ópio, a personificação da juventude, e Tereiia, a que faz as guirlandas de flores, até Ta-bu-ena-ena, a personificação da montanha em chamas, passando por Hiata-Noho-Lani, a Mãe e Senhora do Céu, Taara-Mata, a deusa dos olhos brilhantes, Hi-te-Poi-a-Pelé, a que beija o seio de Pelé, Makoré-Wa-Wa-hi-aa, a dos olhos fulgurantes que envia a brisa para as pirogas, e Hiata-WawahiLani, a irmã que tem o poder de abrir os caminhos ao Sol e à Lua no céu e nas nuvens.

Outras Mitologias Insulares
Os criadores, nas ilhas Havai, são Haumea e Akea, com Kanaroa, outra das identidades do criador, como ser supremo, que também se conhece como o Maui Tikitiki que reina sobre tantas ilhas do Pacífico, embora também se pense que foram três os criadores do ser humano, os deuses Lono, Kane e Ku. Na ilha de Molokai, Karai-Pachoa é o deus do Mal, enquanto o seu oponente, Keoro-Eva, é o deus do Bem. O primeiro casal da Terra está formada por Rono, que também é o deus do Mar, e a sua esposa Haiki-Vani-Ari-Apouma.
No grupo de cento cinquenta pequenas ilhas que formam o reino de Tonga, Kala-Futonga é a deusa criadora verdadeiramente aborígem, enquanto Maui e Tangaloa, adotados aqui como em tantas outras zonas de Oceania, são simplesmente divindades importantes do panteão local, mas sem chegarem a ser da entidade de Kala-Futonga, embora aqui também Maui seja o herói que pescou a terra firme do fundo do mar e proporcionou a sua morada aos humanos, embora fosse despedaçada em ilhas apartadas.
Junto deles estão Fenulonga, divindade da chuva: Tali-Ao-Tubo, da guerra; Alo-A-Io, divindade dos elementos da natureza; Futtafua e a sua esposa Falkava, divindades do mar, e os dois filhos de Tangaloa, Vaka-Ako-Uli e Tubo. Nas ilhas Fidji, como no grupo das Tonga, outra deusa, Viwa, é a criadora primordial do Universo e de tudo o que nele existe, incluídos os seres humanos, embora também esteja o deus criador Onden-Hi, e Naengei seja um deus supremo à parte. Junto deles estão Rua-Hata, divindade das águas e Rokowa, o ser legendário que se salvou do dilúvio. Finalmente, para ajudar os humanos no êxito dos seus cultivos está o deus Ratumaimbalu.

http://www.cleopatra7.cjb.net/

Fonte: Avallonlist

fonte do texto: http://www.jornalobruxo.org/2010/05/mitologia-da-oceania.html

Caminho Entre as Deusas: Ísis

por Rosario Camara

Ísis ou Aset, a Deusa dos Dez Mil Nomes é uma Deusa Egípcia que possui várias faces e histórias. Hoje iremos focar no seu aspecto de esposa, amante e aquela que dá ao seu escolhido o trono, ou seja, o poder de reinar entre as Duas Terras (Alto e Baixo Egito).

Não se sabe ao certo qual o surgimento desta Deusa, na mitologia, acreditas que ela era filha de Geb e Nut, assim como irmã de Osíris, Seth e Néftis. Alguns historiados no entanto, acreditam que ela e Osíris foram inicialmente humanos que tiveram tão aceitação em seu reinado que foram divinizados pelas gerações seguintes.

O ponto que gostaria de focar, no entanto, é o amor incondicional que está Deusa rege: Ísis e Osíris são autores dos mistérios da vida e da morte, que precederam os Mistérios dos Elêusis.

Ísis aprende e se modifica através da dor da perda do seu amado, Ele caminha pelas sombras da morte de  onde nada podemos saber, à não ser quando com ele atravessarmos este caminho também.

Conta a lenda (uma das mais belas histórias de amor que já li) que Ísis ensinou as mulheres do Egito os segredos das ervas, deu-lhes os dons da cura e ensinou sobre a Arte de se viver em família e em sociedade, enquanto seu amado Osíris percorria as terras do Alto e Baixo Egito ensinando aos homens sobre a agricultura o uso de ferramentas e etc. Eles fizeram o reino prosperar e eram amados pelos seus súditos.

No entanto, existia uma sombra no reino formada pelo inveja e ciúmes do seu irmão Seth, que encarna forças que são precariamente controladas. Seth era casado com Néftis, irmã gêmea de Ísis, no entanto, ele queria mesmo era estar com Ísis, visto que ela com seu poder e conhecimento era quem concedia o trono, ou seja, o poder que em última instância era o que Seth desejava. Ele, então, com seus comparsas construiu um ataúde enquanto Osíris viajava pelo seu reino. Este ataúde tinha exatamente o tamanho e larguras próprias para única e exclusivamente o corpo de Osíris e, sua tampa era cravejada de espinhos.

Seth organizou uma festa para comemorar a volta de seu irmão e jogos! Dentre eles, existia um que era uma armadilha: Ele desafiou a todos que estavam na festa a entrar no ataúde e aquele que coubesse exatamente dentro da peça ganharia um prêmio. Claro, que o prêmio previsto sempre havia sido a morte. Depois, que vários tentaram sem sucesso entrar no ataúde, Osíris resolveu que era a sua vez e logo ao entrar dentro do ataúde, Seth e seus comparsas colocaram a tampa e fecharam o ataúde (tornando este o protótipo dos sarcófagos e dos nossos atuais caixões, muito provavelmente). Logo após,  jogaram no Nilo o ataúde com o corpo de Osíris e deixaram que o rio levasse-o para seja lá qual fosse o seu destino.

Ísis e Néftis (que nutria uma secreta paixão por Osíris, chegando até a usar o perfume de Ísis para sentir-se apenas uma vez amada tal qual sua irmã era e tendo assim concebido um filho de Osíris, que com medo da vingança de seu marido, deixou-o as margens do rio Nilo para que morresse, sendo este achado por Ísis que apiedou-se da pobre criança e adotou-a como se fosse sua, criando assim um laço indivisível entre ela e o pequeno ser, chamado Anúbis) não estavam na festa, estavam em outra cidade, distante  dos acontecimentos, mas em seus corações notaram quando algo aconteceu a seu amado. Isis sentiu uma dor indescritível e ao procurar as notícias do que havia acontecido com seu amado, descobriu que ele havia sido cruelmente assassinado. Em sinal de luto e em total desespero e dor, cortou seus cabelos, rasgou suas roupas e de tanto chorar e gritar, seus leais súditos acharam que a Grande Deusa, havia enlouquecido. Ísis ficou irreconhecível, com as roupas rasgadas, suja, os cabelos desgrenhados e cortados, sem conseguir concatenar as ideias, para ela não existia mais vida, apenas a dor e uma morte em vida, sem brilho, sem paz e sem o seu amado.

Ísis partiu em busca de seu amado, passou por cada cidade e a todos perguntava se alguém havia visto o ataúde a descer o Nilo. Aqui e ali alguns moradores da beira do rio diziam que haviam visto, mas Ísis sempre estava atrasada, ao chegar ao local seu amado lá mais não estava.

A busca de Ísis pelo corpo do seu amado é uma jornada que transformou a Deusa, assim como transforma todas aquelas pessoas que ao perderem um ente querido precisam navegar por águas turvas e turbulentas até encontrar uma forma de preencher o vazio deixado por aquele ser que partiu.

A Noite das Lamentações, o derramamento das lágrimas de Ísis que é o que dá início às cheias do Nilo foi uma pequena parte da história que vimos na semana anterior.

Osíris foi assassinado no vigésimo oitavo ano do seu reinado, e alguns afirmam que esta era a sua idade.

Ísis perguntou para as crianças e as pessoas que moravam nas margens do Nilo se haviam visto o ataúde com o corpo de Osíris. Algumas crianças contaram para ela o nome da foz do rio, e ela seguiu por este caminho até que ouviu dizer que o ataúde havia sido levado pelo mar até a terra de Biblos. O ataúde havia sido docilmente deixado pelas águas do mar no meio de uma moita de urze, que cresceu em pouco tempo e cobriu toda a arca. O rei daquela terra vendo aquela planta tão frondosa quis tê-la em seu palácio, e cortou exatamente o pedaço em que o ataúde estava escondido, transformando este pedaço em um pilar que sustentava o telhado de seu palácio. 

Ísis soube disso tudo através da inspiração divina de Rumor, e seguiu seu caminho até a cidade de Biblos. Contam que em suas andanças, Ísis foi protegida pela Deusa Selkis, a Deusa dos escorpiões que apiedou-se da Deusa Ísis e ofereceu nove escorpiões para protege-la. Certa noite Ísis pediu abrigo, sendo maltratada pela mulher da casa que não reconheceu em seu semblante transtornado a Deusa que ela era. Os escorpiões então picaram um dos filhos da mulher que ficou desesperada, e Ísis compadecendo-se do tormento pelo qual a outra passava e conhecendo a dor da perda, decidiu parar o veneno do escorpião e devolver a vida a esta criança. A mãe ficou maravilhada e pediu desculpas ao reconhecer a Deusa.

Ísis prosseguiu sua jornada até chegar em Biblos, sentou-se junto a uma nascente e se pôs a chorar novamente. Sentia-se traída e não confiava mais em ninguém. Não conversou com ninguém, exceto as servas da rainha que falavam sobre a maravilhosa madeira que agora estava no palácio. Ísis trançou os cabelos destas servas, deu-lhe fragrâncias tiradas do seu próprio corpo, mas ninguém a reconheceu. A rainha em dado momento foi estar com suas servas, e ao ver Ísis foi tomada por tal anseio que não conseguiu desprender os olhos da mulher. O nome da rainha, dizem alguns, era Astarte.

Astarte chamou pela desconhecida e ofereceu aos seus cuidados o seu filho mais novo, Ísis prontamente aceitou, pois só assim estaria perto do seu amado. Por isso dizem que Ísis amamentou a criança oferecendo o seu dedo em vez de seu seio, e que toda noite queimava as porções mortais do corpo do bebê, para assim dar-lhe a dádiva da imortalidade. Enquanto a criança queimava no fogo restaurador, Ísis transformava-se em andorinha e lamentava em prantos dando voltas em torno do pilar. Um belo dia no entanto, Astarte entrou no quarto e viu o seu bebê coberto em chamas e se colocou a gritar desesperada, retirando a criança do meio das chamas e privando-a assim da imortalidade. Ísis então se revelou e pediu o pilar que servia de suporte ao telhado. Astarte ao reconhecer a Deusa, compadeceu-se de seu sofrimento e deu-lhe de bom grado o pilar. Ísis com facilidade cortou o pedaço da madeira que cercava o ataúde e logo após envolveu a madeira em um tecido de linho e derramou perfume sobre ela, deixando o resto da madeira aos cuidados dos reis. Ao ver o ataúde, Ísis jogou-se em cima dele em prantos e deu um grito tão horrível que o filho mais novo do rei morreu na mesma hora. O filho mais velho então pediu para partir com ela, e assim partiu com a Deusa, que colocou o ataúde num barco e deixou aquele país.

Ao conseguir privacidade, Ísis abriu o ataúde e encostou o seu rosto quente no rosto frio de Osíris, acariciou aquele rosto que tantas vezes disse que amava e chorou docemente. A criança aproximou-se para ver o que havia dentro da arca e olhava para a Deusa sendo inocente expectadora daquela dor. A Deusa ao perceber a intromissão em seu momento íntimo olhou para a criança com tal fúria, que esta não resistindo olhar o rosto transfigurado da Deusa morreu no mesmo instante, caindo no mar. A Deusa logo se arrependeu do destino trágico do garoto e ordenou que ele seria honrado.

Ísis tornou a olhar para Osíris, e entre lágrimas nos olhos pediu ao seu amado que voltasse para ela. Beijou-lhe os lábios e assim soprou um pouco de vida para dentro do corpo inerte de Osíris. Ao notar que seu amado respondia pouco a pouco, resolveu esconder seu corpo e ir buscar a ajuda de Néftis e Anúbis para terminar de realizar os ritos que trariam Osíris de volta a vida.

Nesta parte a história ganha duas versões. Alguns dizem que Ísis concebeu Hórus neste pedaço da história. Outros dizem, que foi mais a frente. E segundo Plutarco, Ísis levou o ataúde até onde estava seu filho Hórus que era criado por Buto, e colocou a arca em um local escondido. Ísis deixou a arca escondida e tornou a sair para pedir ajuda a Néftis e Anúbis.

No entanto, Seth caçava por ali e acabou por achar o esconderijo do ataúde. Ao ver  Osíris com um sopro de vida ficou com tanta raiva que desmembrou o corpo do seu irmão em 14 pedaços, espalhando-os pelo rio Nilo.

 

Bibliografia Consultada:

- ELLIS, N.; Deusas e Deuses Egípcios: Festivais de Luzes: Celebrações para as estaões da vida baseadas nos mistérios das deusas egípcias. São Paulo: Mandras, 2003;

- DONATELLI, M. (coord.); O livro das Deusas – Grupo Rodas da Lua. São Paulo: Publifolha, 2005;
- IONS, V.; História ilustrada da Mitologia. 1° Ed., São Paulo: Editora Manole Ltda, 1999; - MARASHINSKY,A. S.; O oráculo da Deusa: um novo método de adivinhação. São Paulo: Pensamento, 2007;
- MONAGHAN, P.; O caminho da Deusa: mitos, invocações e rituais. São Paulo: Pensamento, 2009.

- PIETRO, C.; A arte da invocação: invocações, textos ritualistícos e orações sagradas para praticantes de Wicca, Bruxaria e Paganismo. São Paulo: Gaia, 2008;
- PIETRO, C.; Todas as Deusas do mundo: rituais wiccanos para celebrar a Deusa em suas diferentes faces. 2° Ed. São Paulo: Gaia, 2003 (Coleção Gaia Alémdalenda);

- REGULA, D.; Os mistérios de Ísis: seu culto e magia. São Paulo: Mandras, 2004;

fonte do texto e fotos: http://www.jornalobruxo.org/2012/05/caminhando-entre-as-deusas-isis-parte-2.html

20 de abr. de 2012

O Que Significa Panteão?

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Os nomes dos Deuses variam de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, Ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen.

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.

A bruxa (ou o bruxo) é muito particular na sua crença. Ela pode se achar mais conectada com o panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar Ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc., ou se identificar mais com a história greco-romana e achar mais intimo reverenciar os Deuses deste panteão. A afinidade e atração por um certo grupo de divindades é algo muito particular. Quem decide é você.

Panteão é o termo que damos ao conjunto de nomes das divindades de um povo, ou seja, quando desejamos citar os Deuses Gregos estamos falando sobre o Panteão Grego, e assim temos o panteão Egípcio, Nórdico, Celta, Romano, Hindu, e mais um monte.

Os panteões podem ser correlacionados, criando-se uma lista de referencia, por exemplo, como já foi citado Ísis corresponde a Cerridwen, que corresponde a Hera e por ai vai, sendo que é importante compreender que apesar dessas deusas possuírem atividades singulares, seus mitos, sua vivencia e personalidade são distintas, elas são Deusas distintas, unificadas apenas na questão de serem todas a Energia Feminina Criadora.

É muito importante que todo neófito (buscador) Wiccaniano estude e interaja com os diferentes panteões até encontrar aquele mais singular a sua personalidade e intimidade.

fonte do texto e foto: http://wiccaparatodos.blogspot.com.br/2009/04/o-que-significa-panteao.html

Deuses

Deuses, seres com os quais buscamos o "religare"...

Na Wicca , o envolvimento com os Deuses ocorre de uma forma muito distinta e harmônica. Para nós os Deuses não são intocáveis, distantes, ou castradores, pelo contrário, eles são como nós, interagem conosco em todos os campos de nossa vida, conhecem o nosso lado sombras e o nosso lado luz e nos auxiliam a manter o equilíbrio de ambos, sem julgamentos ou condenações, o que acontece é que cada ato tem um peso, e esse peso pode ser bom ou não para o convívio com os Deuses.

Nós não tememos os Deuses, nós apenas os respeitamos, nós possuímos cada divindade dentro e fora de nós, por isso, o respeito que temos pelos DEUSES deve ser o mesmo que temos por nossos irmãos. Uma característica marcante dos Wiccanos é sua forma de interagir com os Deuses, nós não ajoelhamos para falar com eles, nós não abaixamos a cabeça, ou temos qualquer atitude de submissão, pois não há necessidade, eles são nossos pais, criadores, irmãos, amigos, eles são cada um de nós e o amor que temos por eles nos dá total consciência que o respeito está exatamente em amá-los e cultua-los como parte de nós. Mas uma coisa deve ficar clara, os Deuses não são sempre amáveis e “bonzinhos”, eles fazem o que tem de ser feito, e se os desrespeitarmos iremos sofrer consequências por tais atos, um bom exemplo é invoca-los em um ritual por pura brincadeira e sem uma devida necessidade. Outra coisa a ser dita é: “Cuidado com o que você pede aos Deuses, pois eles podem atender...”. Logo, estudem e conheçam os Deuses internamente antes de busca-los externamente.

"Dayne Anglius Dosken, Consultora e Representante do Old Religion e Sacerdotisa da Tradiçao C.Lística."

fonte do texto e foto: http://wiccaparatodos.blogspot.com.br/2009/04/deuses-deuses-seres-com-os-quais.html

19 de abr. de 2012

Deusa Nicneven

Esse festival da tradição escocesa dura 2 dias e homenageia Nicneven (brilhante), um dos aspectos da Deusa Diana Caçadora.
Celebre esse antigo festival caçando seu desejo. Peça a alguém para esconder um objeto. Você terá 2 dias para encontra-lo. Quanto mais rápido encontrar, mais depressa o seu desejo se realizará.
Pesquisa Net : blog da Ju: juboop.blogspot.com

Festival Pagão Escoces para homenagear a Deusa do Panteão Celta - Nicneven, que é um dos aspectos da Deusa Diana.
Ela atravessa os ares junto aos seus seguidores, as 9 horas dos dias 9 e 10 de novembro, ela determina o fim da colheita, no antigo Halloween, como um antigo poeta descreveu, fazendo-se a si mesma visível para os mortais nesta noite.
Um de seus outros aspectos pode ser o de Filha de Frenzy, um aspecto da Deusa Tripla Morrigan.
Conhecida como a "Divina"; a "Brilhante".
Uma Deusa Bruxa de Samhain.
Durante a idade Média ela era chamada de Dama Habonde, Abundia, Satia, Bensozie, Zobiana, e Herodiana.
Ela governa os reinos da magia e feitiço e também representa o iminente início do inverno.
Dizem que quando o Sol se põe em Samhain, Nicneven atravessa o outro mundo através do lar de Manaan Mac Lir que fica abaixo do mar e parte então o véu,ou portal, do outro mundo.
Então os ancestrais podem estar presentes em Samhain.
Há um cântico para Nicneven no Samhain.
"Segure um copo de "mead" (ou sua bebida favorita) aos céus e clame...
Niceneven!
Nicneven!
Rainha da Noite de Samhain !.....
Eu te invoco!
Eu peço em sua graça que você parta o véu da noite!
Assim como nos prestamos homenagens aos seus ancestrais
Nós homenageamos a você que os guia até aqui!!
Beba conosco e esteja em paz!!!
É uma cerimônia de resultados inacreditáveis!
Ela passeia pelos céus da noite em uma vassoura de palha no Samhain.
Devido as mudanças do calendário, esta antiga tradição pode ser vista como realizada nesta noite.
Na magia e nas tradições celtas, esta é a data do Ano Novo - um tempo quando os véus entre os dois mundos caem e os espíritos podem se comunicar com os vivos.
Esta magia ainda está viva através de costumes, como esculpir uma abobora ou nabos para a proteção e para iluminar o caminho para que os espíritos familiares se unam a nós nesta celebração.
Na tradição druídica, Samhain era um tempo para retificar todas as matérias que causam a discórdia.
Nicneven pode lhe conferir uma cola mágica com este propósito.
Peque um pequeno pedaço de papel branco no qual você tem que escrever a razão conflitante deste relacionamento, então queime em qualquer chama de Halloween (na vela da abobora, nos fogos de rituais, etc.).
Assim como você fez, peça a Nicneven para impregnar de poder este feitiço e para destruir a negatividade completamente.
Para inspirar a misericórdia de Nicneven ou, para uma atitude mágica, faça os costumes tradicionais de Halloween - tortas de maçã, por exemplo, trazem sagacidade. Lascas de cidra de maçã trazem energia mágica.
E raízes de colheita provem fundações sólidas e proteção contra criaturas mágicas.

fonte do texto e foto: http://mirhyamcanto.blogspot.com.br/2008/11/09-de-novembro-calendrio-mgico.html

18 de abr. de 2012

O Mito da Descida da Deusa…

Autoria: Lunna Guedes

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Seguindo o curso natural de todas as coisas, o Deus começa a fraquejar e segue sua caminhada rumo a Terra do Verão, onde irá definhar até morrer. A Deusa despede-se dele imersa em sua tristeza e solidão…

Contudo, a saudade de seu amado faz com que ela deseja compreender os mistérios acerca da morte e segue ela rumo ao Mundo Subterrâneo, pelo Sagrado Rio da Descida até se deparar com o primeiro dos sete portais do submundo, onde foi desafiada por seu guardião que exigiu uma de suas vestes para que passasse, “pois nada pode ser dado sem que algo seja oferecido em troca”. E em cada um desses portais, a Deusa teve que pagar o preço da passagem, pois os guardiões assim lhe diziam:

“Despe-te de tuas vestes e livra-te de tuas joias, pois não há nada que possas trazer ao nosso domínio.”

No primeiro portal ela deixou o cedro, no segundo sua coroa, no terceiro o colar, no quarto seu anel, no quinto sua guirlanda, no sexto as sandálias de seus pés e no sétimo foi despida de seu vestido. Só então ela foi conduzida, como um ser vivo que busca ingresso no Reino dos Mortos e dos Poderosos.

A Deusa permaneceu nua e assim foi apresentada a ao Senhor do Submundo, que ficou encantado com sua beleza. Tal encantamento o fez ajoelhar-se aos seus pés… Depondo sua espada e sua coroa aos pés dela:

“Abençoados são os teus pés, pois te trouxeram por esta senda”!

Ele então se ergueu e disse a Ela:

“Fica comigo, eu imploro, e deixa teu coração ser por mim tocado.”

E ela respondeu:

“Eu não te amo. Mas diga-me, por que fazes todas as coisas que eu amo e nas quais me comprazo fenecerem e morrerem?”

“Senhora, trata-se da idade e da fatalidade, contra as quais sou impotente. A idade, o envelhecimento, leva todas as coisas a definharem, mas, quando os homens morrem ao desfecho de seu tempo, concedo-lhes repouso a alma, paz e força para que possam retornar. Mas tu, tu és linda. Não retornes, permanece comigo.”

E novamente ela disse a ele: “Não posso, porque eu não te amo”.

Então, mesmo desejando não fazer, ele apresentou a ela o açoite da Morte:

“Se não recebe minhas mãos sobre seu coração, tens que te curvar ao açoite da Morte.”

E assim ela o fez, ajoelhando-se perante ele que a açoitou brandamente, ao finalizar, ele levantou-se e deu a ela o beijo quíntuplo:

“És abençoada, minha Rainha e minha Dama. Somente assim podes ambicionar sabedoria e prazer. Então diga-me, o que desejas Tu de mim?”

E ela explicou a ele que desejava encontrar-se novamente com seu Amor e ele não pode negar, mas avisou a ela que somente um deles poderia retornar ao mundo dos vivos. Ela curvou-se, agradecendo e compreendendo aquela ciência. E lá, diante de seu amado, novamente curvou-se, entregando a ele o cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento e ele a tomou em seus braços e amaram-se durante as comemorações de Samhain, assim sendo, tornaram-se um só e ela deu a ele o colar que é o círculo do renascimento…

Dessa forma compreendeu-se os três mistérios na vida do homem: o nascimento e continuidade, a morte e o amor que a tudo controla. Para alcançar o amor, deve-se retornar a si mesmo, em suas origens, onde tudo representa ao mesmo tempo o começo e o fim…

A Deusa voltou do mundo Subterrâneo grávida daquele que é seu amor, sua vida, sua continuidade. A quem ela dá a vida e por quem ela morre para poder renascer através de sua maior dádiva: o amor.

Ao passar pelo Senhor do Mundo Subterrâneo, ele só viu a Deusa sair, pois jamais imaginaria que o Deus feito homem seguia em seu ventre, feito menino, seu próprio filho…

fonte do texto: http://acasadomago.wordpress.com/page/2/?s=samhain

fonte da foto: oqueewicca.blogspot.com

17 de abr. de 2012

Deus Shiva

Shiva é o Deus da Dança e do Movimento. Representa o eterno ciclo da morte e do renascimento.

No hinduísmo, comemorava-se Shiva, o deus da Dança e do Movimento.

Ele é considerado “o destruidor”. Seria aquele que destrói para construir algo novo. Por isso também é chamado de “renovador” ou “transformador”.

Há indícios de que seu culto tenha se iniciado no período Neolítico, em torno do ano 4.000 a.C., na forma de Pashupati, Senhor dos Animais.

Nas representações de Shiva sempre tem um Trishula, um tridente, que é uma arma que acaba com a ignorância humana; uma serpente que fica em volta da cintura e do pescoço simbolizando o domínio de Shiva sobre a morte e um jarro de água na cabeça simbolizando o Rio Ganges.

Há também outros elementos como por exemplo, o fogo representando a transformação e a lua crescente, significando a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos.

Ritual

 

Celebre Shiva acendendo uma vela azul.

Peça ao Deus harmonia para saber usufruir dos bons momentos e tranquilidade para atravessar os ruins com compreensão e sabedoria.

fonte do texto e foto: http://witchblue2009.blogspot.com.br/2011/12/0212-festa-de-shiva-india.html