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13 de fev. de 2012

Druidas

Para falar de Druidismo, iremos passear por diversas culturas em todo o mundo, seriam necessários vários livros para abranger tão fascinante história.

O Druidismo é uma religião politeísta, tribal, pagã e exclusivamente celta. É impossível falar dos Druidas sem falar dos Celtas e vice-versa! 

A magia entre os druidas era uma prática fundamental e importante. Não tomemos magia no sentido pejorativo que se deu posteriormente. No druidismo ela tem um sentido de uma arte ou ciência oculta que, através de ritos executados por pessoas de conhecimento, traziam benefícios ao Homem.

A magia que nos chegou dos druidas foi pouca, entretanto, ficou restrita a alguns guardiões da Tradição. A mais conhecida delas é a alquimia vegetal. Das plantas, os druidas preparavam elixires, chás, misturas que conferiam principalmente saúde ou os preparavam para estados de transe que permitiam aumentar o nível de consciência. Das árvores eles também aumentavam a força e o vigor, abraçando-as. Sem dúvida o visco, extraído do carvalho, é o mais importante, pois curava a infertilidade dos animais e era um antídoto contra todos os venenos. Para recolher o visco havia um grande cerimonial druídico sempre seguindo as influências lunares. A lua foi reverenciada, simbolizando a Grande Deusa. Os druidas acreditavam na continuação da vida após a morte onde poderiam habitar as ilhas longínquas, envoltas em bruma.

Os Druidas foram os povos de origem indo-europeia que habitava extensas áreas da Europa pré-romana, eram sacerdotes do lendário povo celta. Hoje é uma das vertentes do paganismo, o druidismo. O Druidismo é um caminho espiritual de natureza pagã, todo druida é um pagão. O termo pagão tem origem no vocábulo latino paganus, que era usado para designar alguém que nasce no pagus (o campo, a Natureza).

A etimologia da palavra "Druida" significa aquele que tem a sabedoria do carvalho, ou seja, o próprio saber ou homem sábio. Dividiam-se em três tipos de funções ou ofícios sacerdotais, conhecidos como: Bardos, Ovates e Druidas.

Qualquer estudo dos Druidas deve começar com um processo de desmistificação.

Podemos dizer que o sacerdócio no Druidismo é como um agente equilibrador com a responsabilidade de curar toda a tribo, assim como curar a si mesmo e o próprio Planeta.

A arte da cura sempre foi muito evidente nas práticas druídicas, bem como em todas as práticas de caráter xamânico, que cultivam ações semelhantes. A cura em si estava direcionada de forma muito intrínseca ao invisível, como o espírito do Sol, que era capaz de criar e destruir a vida, além de fertilizar ou paralisar a colheita no chão, sendo considerado o promotor da cura e da regeneração, aquele que é capaz de ascender aos locais mais escuros da terra. 

Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo.  

Na história escrita há uma série de elementos nos relatos greco-romanos, além de achados arqueológicos, que nos dão uma visão sobre as práticas religiosas dos Druidas, os quais, infelizmente, por volta do ano 43 d.C. foram praticamente exterminados pelo Imperador Claudio, infelizmente, deixando-nos apenas um legado de conhecimento perdido no tempo.  

O que sabemos de fato sobre a história dos Druidas ainda não foi desvendado pelos historiadores. A única coisa que podemos afirmar é que eles existiram entre os povos celtas, porém a sua verdadeira origem ainda é considerada um grande mistério. 

Mas nem por isso devemos cair em devaneios sem fundamentos. Principalmente, anacronismos que associam os Druidas aos mais variados absurdos, indo até aos que tentam aproximar o Druidismo de outras religiões como o Cristianismo e o Judaísmo, chegando ao cúmulo de classificá-lo como uma religião monoteísta. 

Entre passado e presente podemos dizer que os Druidas de hoje, tem o compromisso de contribuir para a conscientização de um mundo melhor, em todos os sentidos! 

São 6 os tipos mais comuns de druidas:
Os Druida-Brithem - Estes eram os juízes. Os celtas nunca chegaram a ter suas leis escritas, apenas os brithem a conheciam, assim a função deles era percorrer as casas e as cidades e resolver impasses que surgissem.

Os Druida-Liang - Eram os médicos e curandeiros. Em geral passavam mais de 20 anos em seus estudos antes de praticarem a cura, tinham especializações entre si, entre eles estavam as ervas, as cirurgias (como a de transplante de coração) entre outras.

Os Druida-Scelaige - Eram os narradores, eles tinham como função apenas repetir a grande história dos celtas que lhe haviam sido contada por outros scelaige. (A escrita era proibida a não ser para rituais de religião) Apenas repetiam para que a história não fosse esquecida. Também juntavam à sua história as novas trazidas pelos sencha.

Os Druida-sencha - Já que os sceilage ficavam trancados apenas repetindo, estes deveriam percorrer as terras celtas e compor novas histórias sobre o que estava acontecendo, estas seriam repassadas aos scelaige que as decoraria.

Os Druidas-Filid - Eram a mais alta classe dos druidas, a sua função eram o contato direto com os deuses (Alguns deles eram descendentes diretos dos deuses). O mago Merlin é um druida filid.

Os Druidas-Poetas - Uma vez que os druidas Scelaige decoravam a história, era preciso que alguém as aprendesse e contassem ao povo, essa era a função dos poetas, que mantinham a tradição celta viva.

Graus no druidismo:
Aprendiz: O observador - o grau em que o “Aprendiz”, observa a natureza e aprende com ela.

Mestre: Servir – o grau em que se serve as forças que compreendeu em sua observação.

Sacerdote: Ser uno – o grau em que se compreende, sente e vive a união com o todo.

Merlyn: Ser – o grau em que você é e não mais está, a natureza e suas forças o servem.

Os druidas exerciam um papel importantíssimo nas sociedades celtas, apesar deles não existirem em todas as tribos. Entre os celtas não havia o conceito de um Deus único, sabemos que eles adoravam inúmeros Deuses. Ocorriam também muitas variações de região para região, incluindo os festivais, que não eram os mesmos para todos. Os bretões, por exemplo, tinham uma festa específica para celebrar o Solstício de Inverno, sendo que outras tribos não possuíam festivais semelhantes nessa época.

Cada tribo tinha o seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, tanto na aparência física como nas atividades econômicas, algo os definia, como a cultura que tinham em comum, a raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes e a própria religião: o Druidismo.

A mulher tinha um papel preponderante na cultura druídica, pois era vista como a imagem da Deusa, detentora do poder de unir o céu (o Deus, o eterno aspecto masculino) à terra (a Deusa, o eterno aspecto feminino). Assim, o mais alto posto na hierarquia sacerdotal druídica era exclusividade das mulheres. O mais alto posto masculino seria o de conselheiro e "mensageiro" dos deuses.

Desde a dominação romana, a cultura druídica foi alvo de severa repressão, por isso hoje sabemos muito pouco sobre deles, apesar de o próprio Júlio César reconhecer a coragem que os druidas tinham em enfrentar a morte em defesa de sua cultura. Sabemos que eles possuíam suficiente sabedoria para marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de áurea de mistério e misticismo (e eles, de fato, eram místicos), sendo reverenciados e respeitados como legítimos representantes dos deuses.

Das poucas coisas que sabemos sobre eles, temos a certeza de que os Druidas acreditavam na Imortalidade da Alma, que buscaria seu aperfeiçoamento através das vidas sucessivas (reencarnação).

Eles acreditavam que o homem era o responsável pelo seu destino de acordo com os atos que livremente praticasse. Toda a ação era livre, mas traria sempre uma consequência, boa ou má, segundo as obras praticadas.

Quanto mais cedo o homem despertasse para a responsabilidade que tinha nas mãos por seu próprio destino, melhor. 

Ele teria ainda a ajuda dos espíritos protetores e sua liberação dos ciclos reencarnatórios seria mais rápida. Ele também teria a magna responsabilidade de passar seus conhecimentos adiante, para as pessoas que estivessem igualmente aptas a entender essa lei.

A Igreja Católica, inspirada pela Conjura, demonstrou grande ódio aos Druidas que, tal qual outras culturas, foram consideradas pagãs, bruxos terríveis, magos negros que faziam sacrifícios humanos e outras coisas cruéis...

A religião druídica na realidade era uma expressão mais mística da religião céltica. Esta era mais mágica, por isso mais popular, com formas de rituais mais rústicos, e muito mais ligado à natureza ambiental, à terra que era tratada com carinho bem especial. A mais popular das expressões religiosas dos celtas constituiu-se a Wicca, que o Catolicismo fez empenho em descrever como um conjunto de rituais satânicos.

Os Druidas desapareceram paulatinamente da história à medida que crescia o domínio da Igreja de Roma. Os grandes sacerdotes Druidas eram conhecidos como as serpentes da sabedoria, e, numa paródia sem graça, São Patrício ficou conhecido por ter expulso "as serpentes da Bretanha". Mas o fascínio destas pessoas não poderia desaparecer de repente. Eles se perpetuaram nos romances dos menestréis e trovadores medievais, e sua influência se fez sentir nos vários movimentos místicos e contestatórios da Idade Média, especialmente entre os Cátaros e na Ordem dos Templários.

Os druidas e druidesas desenvolveram um severo código de honra, baseado nos ensinamentos de seus ancestrais, pois sabiam que quanto maior o poder, maiores as responsabilidades. Dessa forma, assistiram a guerras e destruição de pequenas cidades circunvizinhas, alheios às oscilações de soberania dos seus contemporâneos. Somente revidavam quando algum intruso se atrevia a penetrar em seus domínios. Respeitavam o sacerdote encarnado como representante das forças sutis e enviado na Terra pelo Mentor de toda magia, conhecido como Mago Merlin.

Os Druidas dominavam quase todas as áreas do conhecimento humano, cultivaram a musica, a poesia, tinham notáveis conhecimentos de medicina natural, de fitoterapia, de agricultura e astronomia, e possuíam um avançado sistema filosófico muito semelhante ao dos neoplatónicos. O povo celta tinha uma tradição eminentemente oral, não faziam uso da escrita para transmitir seus conhecimentos fundamentais, embora possuíssem uma forma de escrita mágica conhecida pelo nome de escrita rúnica. Mesmo não usando a escrita para gravar seus conhecimentos eles possuíram suficiente sabedoria a ponto de influenciarem outros povos e assim marcar profundamente a literatura da época, criando uma espécie de aura de mistério e misticismo.

Quando os Deuses antigos lutaram para proteger a Britânia, deram aos homens os Treze Tesouros da Britânia (a espada Exacalibur seria um deles) e nove pedras mágicas que permitiram à humanidade fazer uso da magia.

Merlin sabia que as Nove Pedras foram retiradas do mundo pelos druidas séculos atrás depois do uso abusivo da magia de alguns renegados. Por essa razão, ele trouxe apenas três , que menos agrediam a realidade: a da advinhação, a do encantamento e a da abjuração. esse gesto seria condenado pelos druidas se não fosse a iminência da ameaça cristã.   Graças a Merlin, vários homens e mulheres voltaram a controlar os poderes da Magia.

Algumas árvores tinham importante significância na religião celta, como era o caso do carvalho (ligada à sabedoria e ao druidas), o freixo (ligado à proteção), o salgueiro (ligado às divindades da água), e etc. Alguns animais também tinham sua simbologia - o touro, por exemplo, estava representava a fertilidade e a serpente ligada à sabedoria.

A crença na alma e na vida após a morte está presente no druidismo. Os celtas acreditavam na existência do “Outro Mundo”, aonde residem os antepassados e demais espíritos. Acreditavam também que determinadas pessoas eram dotadas do poder de comunicação com este mundo. Acredita-se que o fato de os guerreiros celtas serem bravos e destemidos venha da certeza que eles tinham de que a morte nada mais é que uma passagem.

Como eram os rituais celtas para honrar seus deuses isto é difícil precisar. Sabe-se que as cerimônias eram realizadas em lugares abertos, em campos e florestas. As florestas de carvalho eram de predileção dos druidas, pelo fato do carvalho ser considerado uma árvore sagrada. Nestes locais construíam-se círculos de pedras, onde eram realizadas as cerimônias religiosas - o mais famoso deles é Stonehenge.

É preciso salientar que, apesar da grande importância que o druidismo vem tomando, poucos são os que sabem avaliar a profundidade desta filosofia. A compreensão do druidismo exige um desenvolvimento interior para que possamos entender toda a profundidade de sua mensagem. A formação de um druida é, e sempre foi, longa e árdua, exigindo grande dedicação. Se o discípulo está pronto, porém, valem todos os esforços, pois o druidismo é bem mais que uma religião ou uma filosofia - é uma lição da vida.

Cerca de 3.000 anos antes das conquistas místico-bélicas que construíram a Era Cristã, um povo genericamente denominado druidas estava distribuído em tribos pela região que hoje conhecemos como Europa - e, esse povo teve datado na história em sua à cerca de 10.000 anos e por alguns historiadores à cerca de 12.000 anos, são de característica indo-europeia, tinham um sistema de vida teocrático embasado no matriarcado pelo qual a Mulher, relegada para segundo plano a partir da Era Cristã, exercia todas as principais tarefas e funções organizacionais em pé de igualdade com o Homem.

Provérbio Druida: 

Pelas esquinas e praças de tudo quanto é habitado, encontramos alguém que nos observa com mais atenção que o comum dos mortais; esse, é quase sempre um alguém que faz uma leitura além de nós, que nos fixando os olhos decifra boa parte da nossa vivência e, às vezes, num simples toque de mãos, indica-nos caminhos que nunca ousamos pensar como nossos... 

Estamos diante de um alguém predestinado.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/07/druidas.html

17 de abr. de 2011

Druidismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Druida

Druidas (e druidesas) eram pessoas encarregadas das tarefas de aconselhamento, ensino, jurídicas e filosóficas dentro da sociedade celta. Embora não haja consenso entre os estudiosos sobre a origem etimológica da palavra, druida parece provir de oak (carvalho) e wid (raiz indo-europeia que significa saber). Assim, druida significaria aquele(a) que tem o conhecimento do carvalho. O carvalho, nesta acepção, por ser uma das mais antigas e destacadas árvores de uma floresta, representa simbolicamente todas as demais. Ou seja, quem tem o conhecimento do carvalho possui o saber de todas as árvores.

Dois druidas. Baixo-relevo encontrado em Autun.

 

Druidismo

A visão tradicional mostra os druidas como sacerdotes, mas isso na verdade não é comprovado pelos textos clássicos, que os apresentam na qualidade de filósofos (embora presidissem cerimônias religiosas, o que pode soar conflitante). Se levarmos em conta que o druidismo era uma religião natural, da terra baseada no animismo, e não uma religião revelada (como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos ritos, e não de mediadores entre os deuses e o homem.

Ao contrário da ideia corrente no mundo pós-Iluminismo sobre a linearidade da vida (nascemos, envelhecemos e morremos), no druidismo como entre outras culturas da Antiguidade, a vida é um círculo ou uma espiral. O druidismo procurava buscar o equilíbrio, ligando a vida pessoal à fonte espiritual presente na Natureza, e dessa forma reconhecia oito períodos ao longo do ano sendo quatro solares (masculinos) e quatro lunares (femininos), marcados por cerimônias religiosas especiais.

A sabedoria druídica era composta de um vasto número de versos aprendidos de cor e conta-se que eram necessários cerca de 20 anos para que se completasse o ciclo de estudos dos aspirantes a druidas. Pode ter havido um centro de ensino druídico na ilha de Anglesey (Ynis Mon, em galês), mas nada se sabe sobre o que era ensinado ali. De sua literatura oral (cânticos sagrados, fórmulas mágicas e encantamentos) nada restou, sequer em tradução. Mesmo as lendas consideradas druídicas chegaram até nós através do prisma da interpretação cristã, o que torna difícil determinar o sentido original das mesmas.

As tradições que ainda existem do que poderiam ter sido suas práticas religiosas foram conservadas no meio rural e incluem a observância do Halloween (Samhaim), rituais de colheita, plantas e animais que trazem boa ou má sorte e coisas do gênero. Todavia, mesmo tais tradições podem ter sido influenciadas pela cultura de povos vizinhos.

 

 

Arqueologia

Evidências de Canibalismo e sacrifícios humanos no druidismo

Os trabalhos de arqueologia da professora Miranda Aldhouse-Green[1] da Universidade de Cardiff confirmam os ditos dos autores clássicos e demonstram a participação crucial dos druidas na realização de sacrifícios humanos e canibalismo.

Segundo os arqueólogos há evidencias que possivelmente os druidas cometiam canibalismo e rituais de sacrifícios humanos, como afirmavam os historiadores romanos. Depois do primeiro século da era cristã, recém chegados da Grã-Bretanha, os romanos trouxeram notícias com histórias horríveis sobre os sacerdotes celtas, que se espalhou por toda a Europa durante um período de 2000 anos. Júlio César afirmava que os druidas sacrificavam presos e prisioneiros aos deuses e até mesmo os inocentes.

Plínio, o velho, sugeriu que os celtas praticavam o canibalismo como ritual, comiam carne de seus inimigos como uma fonte de força espiritual e física.[2][3].

Os estudos

De acordo com estudo do cadáver de um homem encontrado pelos arqueólogos, encontrava-se este com a cabeça violentamente esmagada e seu pescoço havia sido estrangulado e quebrado. Segundo a arqueólogo Miranda, o cadáver tinha uma corda estrangulando o pescoço, e no mesmo instante a garganta foi cortada, que causaria um enorme fluxo de sangue.

Uma outra evidência favorável à um possível sacrifício, eram os grãos de pólen de visco encontrados no interior dos intestinos. Essa planta era sagrada pelos druidas. A idade deste cadáver é datada do ano 60 d.C, coincidindo com a nova ofensiva romana na ilha da Grã-Bretanha.[2]

Sacrifícios em massa

Terríveis indícios vêm também de uma caverna em Aveston, Inglaterra, onde no ano 2000 d.C foram encontrados cerca de 150 esqueletos de pessoas e que remota o tempo da conquista romana. Os druidas podem ter matado as vítimas, que apresentam indícios de golpes na divisão dos crânios em um único evento. Segundo os pesquisadores, a invasão romana intensificou o abate ritual pelos druidas.[2]

 

Divisões dos Druidas

Existiam seis classes diferentes de druidas, cada um com sua função e especialização:

Druida-Brithem

Estes druidas eram considerados os juízes. Os celtas não possuíam suas leis escritas, somente os druidas brithem a conheciam teoricamente, assim essa classe de druidas tem por função percorrer as casas e as aldeias e assim resolver problemas e impasses que surgissem entre a população.[4][5]

]Druidas-Filid

Diziam ser alguns destes, descendentes direto dos deuses. Era a mais alta classe dos druidas, a sua função eram o contato direto com os deuses. O Lendário mago Merlin era um druida filid.[4][5]

Druida-Liang

Estes eram os curandeiros ou médicos. Normalmente passavam mais de 20 anos em seus estudos antes de praticarem tal ofício, possuíam especializações entre si, usavam ervas em geral e praticavam cirurgias (como a de transplante de coração) entre outras.[4][5]

Druida-Scelaige

Tinham como função apenas repetir a história dos celtas que lhe haviam sido contada por outros scelaige. (A escrita era proibida a não ser para rituais de religião). Estes funcionavam com um hard disk, memorizavam e repetiam tudo para que a história não fosse esquecida. As histórias trazidas pelos druidas senchas também juntavam às suas histórias.[4][5]

Druida-Sencha

Ao contrário dos Scelaige, estes deveriam percorrer as terras celtas e compor outras novas histórias sobre o que estava ocorrendo, estas seriam repassadas aos scelaige que as decoraria.[4][5]

Druidas-Poetas

Estes decoravam a história contada pelos druidas Scelaige, era preciso que druidas poetas as aprendesse e contassem ao povo. A principal função desta classe era maner a tradição celta viva.[4][5]

 

 

Fontes clássicas

A principal fonte clássica sobre os druidas é Júlio César, em sua obra De Bello Gallico (A Guerra da Gália). Todavia, os comentários de César sobre os druidas mal enchem uma página e dão margem a inúmeras dúvidas, infelizmente não sanadas por outros autores clássicos (que escreveram ainda menos sobre o tema). César fala sobre a organização e as funções da classe dos druidas (presidência dos ritos, pedagogos e juízes), a eleição do druida-mor, a reunião anual (conclave) na floresta de Carnutos, a isenção do serviço militar e a aprendizagem de longos poemas. Afirma também que os druidas se interessavam em aprender astronomia e assuntos da natureza, e se recusavam terminantemente em colocar seus ensinamentos por escrito.

Outros autores clássicos, como Plínio e Cícero, também se referem ao interesse dos druidas pelo estudo sério dos astros e pela prática da adivinhação. Tácito e Suetônio confirmam o interesse, mas nos apresentam os druidas como bárbaros cruéis e supersticiosos. Analisando o contexto histórico, T.D. Kendrick em sua obra The Druids, afirma que até a época do início do Império Romano, os druidas gozavam de ótima reputação, mas a partir da formação da Igreja Católica, começaram a ser atacados e desprestigiados. Peter Berresford Ellis, emEl Espíritu del mundo celta, afirma que tal desprestígio se deveu muito mais a necessidade de justificativas para a conquista e dominação dos celtas do que por demérito dos druidas.

Certo mesmo é que a influência dos druidas deve ter sido considerável, pois três imperadores romanos tentaram extinguí-los por decreto como classe sacerdotal num prazo de 50 anos - sem sucesso. O primeiro foi Augusto, que impediu os druidas de obter a cidadania romana. Em seguida, Tibério baixou um decreto proibindo os druidas de exercerem suas atividades e finalmente Cláudio, em 54 d.C., extinguiu a classe sacerdotal. Certo mesmo é que, 300 anos mais tarde, os druidas ainda continuavam a ser citados por autores como Ausonio, Amiano Marcelino e Cirilo de Alexandria, como uma classe social e religiosa de extrema importância e respeitabilidade.

Embora muitos autores clássicos como Hipólito de Roma apresentem os druidas como "filósofos", colocando-os no mesmo nível dos pitagóricos (teriam sido ensinados por um servo de Pitágoras, Zaniolxis) e com elevados conhecimentos de astronomia, não existem provas concretas (ou mesmo vestigiais) de tal saber. Até onde se sabe, o conhecimento que os druidas tinham dos astros e seus ciclos não ultrapassava o de povos similares em seu estágio de desenvolvimento. Mesmo que eles fossem herdeiros diretos da cultura megalítica que construiu Stonehenge, isso significaria apenas um conhecimento mais elaborado dos ciclos lunares e solares e não a sofisticação da astronomia praticada pelos babilônios e egípcios. A comparação com os pitagóricos não implica necessariamente qualquer interesse concreto pela matemática, mas apenas pelo estudo das "ciências ocultas" (que era como os contemporâneos e posteriores aos pitagóricos encaravam as atividades dos mesmos).