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24 de mar. de 2011

Mitologia Eslava

Por Daniel Silva, http://www.templodoconhecimento.com

Análise Histórica
Difícil, para qualquer pessoa na atualidade situar com certeza em que local nasceram os povos eslavos, diante da miríade de teorias e hipóteses, e a falta de um estudo mais sério e dirigido para esse povo forte e de cultura marcante.
Os eslavos são o mais numeroso grupo étnico e linguístico da Europa atual. Os “povos Eslavos” estão espalhados pela região conhecida como Europa Central e Europa Oriental, além de uma parte da Ásia, nos mais diversos países, como Polônia, Bulgária, Áustria, Eslováquia etc..
Considera-se que sua migração para a Europa se deu a partir dos séculos V e VI, seguindo a trilha dos povos Germânicos. É claro, porém, que sua civilização é bem anterior a isso, tendo origem nas estepes russo-ucranianas. No principio de nossa era, o grupo os Eslavos eram prováveis habitantes da margem Oriental do rio Vístula. De fato, somente parte dos povos eslavos seguiram os Germânicos, pois um ramo, conhecido por antes passou a habitar a atual Rússia. Os Eslavos que seguiram os Germanos se estabelecem no grande vazio deixado pela sua ida ao Ocidente, preenchendo a atual região da Europa Oriental, incluindo a Sérvia, a Romênia, a antiga Iugoslávia, a Macedônia, etc. eram organizados em tribos, cada uma cultivando um pequeno terreno fértil em volta, usando de engenhos elementares. Sua sociedade é difícil de esboçar, mas parece ter a família como base. Eram sedentários, mas eventualmente erguiam-se para cultivar terrenos mais férteis, talvez sendo essa uma das lembranças do tempo de nomadismo. As tribos tinham seus chefes, e esses chefes eram unidos em pequenas confederações, lideradas por um príncipe, que organizava a defesa geral. Tal organização é mais clara de ser vislumbrada depois do fim das correntes migratórias, por volta dos séculos VI-VII d.C.
A grande “onda Eslava” foi tão importante para a Europa quanto a Germânica. Seu efeito foi notável, existindo ataques a províncias bizantinas e o escasso povoamento da região entre o Adriático e os Carpatos. Assim, dos Eslavos como povo “Bárbaro”, os registros são menos escassos, haja vista mais de uma vez terem atacado o império Bizantino, nas províncias além do rio Danúbio. Tais expedições podem ter sido geradas pelas incursões de búlgaros e avaros, que empurraram os eslavos mais para o Ocidente. Primeiro Estado Eslavo digno desse nome parece ter surgido com um certo Samo, no último quartel do século VII, quando ele construiu um reino desde os Alpes Austríacos até o mar Báltico, com seu núcleo constituído de Sérvios, Morávios, e eslovacos. Porem tal reino não dura, seguindo-se um longo período de divisão, em que os eslavos foram absorvendo os povos da região, como os romanos da Iliria, os dálmatas, os bizantinos entre outros. Certos aspectos culturais começam- muito lentamente – a se insuflar no povo Eslavo. Também é preciso que se cite os eslavos que emigraram para a Rússia. Esses, segundo nossos registros, deram origem a grandes entrepostos comerciais, como Kiev e Novgorod. Os povos Eslavos e da Europa Oriental entraram, então, numa verdadeira idade das trevas, tendo em vista que não houve um processo de aculturação muito destacado até a disseminação da religião Cristã.

Religião Eslava
São conhecidos poucos registros escritos tratando dos Eslavos dos séculos antes da cristianização. Entre outras fontes é comum se apelar para o controverso Livro de Veles é um texto sagrado dessa religião. O Saxo Grammaticus é outra fonte de autenticidade disputada. O Chronicon Slavorum por Helmold é em geral aceito como uma fonte genuína, tratando de cultura Eslava do primeiro milênio depois de Cristo, mas dele só se tem poucos fragmentos na. Apesar disso, nos escapa quem detinha o poder sacerdotal na religião eslava, ou mesmo a cosmologia desse povo.
Outras fontes usadas são os épicos dos povos eslavos (bogatyrs) preservados quando a cristianização com a transformação de seus protagonistas em virtuosos heróis cristãos, mas sem retirar dos épicos a existência de mágica ou de certas entidades fantásticas.
A grande fonte da antiga religião eslava é, portanto, o imaginário e o folclore desse povo, como retratou magistralmente Bran Stoker em seu célebre Drácula: Vampiros, Lobisomens, bruxas e espíritos. Esses conceitos subsistiram mesmo depois da cristianização dos Eslavos em sua cultura. Uma outra maneira de estudar a mitologia eslava é observar os grandes arquétipos herdados por eles de sua herança indo-europeia.
Assim é com o deus do céu, e com a existência de Deuses pares, um representando o bem e o outro o mal.

Panteão
Os Deuses Principais: Deuses que eram cultuados por todos os povos Eslavos:

Svarog: Deus do céu, possivelmente de inspiração indo-europeia, era considerado o criador do mundo, era o pai de todos os Deuses, o criador dos mortais e o doador de todas as artes aos homens.

Mati-Syra-Zemlya: a deusa da terra, seu nome significa “úmida mãe terra”. Era muito cultuada, com seus fieis pedindo constantemente por boas colheitas, por fertilidade entre outras coisas. A maneira de cultuá-la, era cavando um buraco e falando nele, para a partir dos sons emitidos descobrir se seriam boas ou não as colheitas.

Baba Yaga: Deusa da morte, era famosa por seu olhar mortal,costumava emboscar os homens de coração ruim, matá-los e levá-los para sua casa, onde os devolvia a vida e os comia. Guardava seus ossos, com os quais construía sua casa, e os dentes que usava para a fechadura. Era famosa também por montar num almofariz, e usar um pilão para impulsioná-lo. Tinha uma vassoura, que usava para apagar o rastro de sua casa.

Koshchei, o sem morte: seu nome significa velho ossudo. Como Baba Yaga, de quem era contraparte masculina, era um gênio mal, famoso por viajar pelas aldeias, matando as pessoas que encontrava em seu caminho. Era imortal, guardando sua vida num ovo, dentro de um pato, dentro de uma lebre, dentro de uma cuba, escondida debaixo de um carvalho. Quem o matou foi o príncipe bogatyr (herói) Ivan, que alvejou com uma seta o pato, quebrando o ovo, depois de achar a cuba e matar uma lebre, para impedir Koshchei de matar os aldeões de uma pequena vila.

Perun: deus do trovão e dos raios, Perun era o responsável por fertilizar a terra. Era um Deus temperamental, associado aos carvalhos. Tinha outro papel como divindade da guerra, ocasião na qual cavalgava pelos céus numa carruagem puxada por um bode gigantesco. Era representado com uma estatua de carvalho, com cabeça de prata e bigode de ouro. Outro símbolo que era usado para Perun era o dragão.

Yarilo: Deus da fertilidade e do sexo, era representado como um jovem de grande beleza. Era adorado especialmente na primavera, depois da colheita, quando uma das virgens era coroada como sua rainha, na esperança de que ele abençoasse as sementes recém plantadas.

14 de mar. de 2011

Mitologia Eslava

A mitologia eslava e religião eslávica evolui por mais de 3000 anos. Acredita-se que algumas partes dela são do período neolítico e talvez até do mesolítico. A religião possui vários traços comuns com outras religiões indo-europeias.

Fontes Primárias

São conhecidos poucos registros escritos que sobreviveram dos séculos antes da cristianização. Alguns acreditam que o controverso Livro de Veles é um texto sagrado dessa religião. O Saxo Grammaticus é outra fonte de autenticidade disputada. O Chronicon Slavorum porHelmold é em geral aceito como uma fonte genuína, tratando de cultura e eventos do final do primeiro milênio depois de Cristo. Uma fonte de maneira não aceitável subestimada e bastante enigmática é o Veda Slovena

- uma compilação de canções rituais arcaicas búlgaras, que preservou importantes fragmentos do folclore pagão eslavo.

 

Mundo

Os três reinos

De acordo com o Livro de Veles, a religião eslava reconhece três reinos, que possuem ênfase particularmente dos neopaganistas que se baseiam no Livro de Veles. O principal símbolo das ideias cosmogônicas dos eslavos era a Árvore do Mundo, ou Yggdrasil como era também conhecida pelos escandinavos. Os eslavos imaginavam que todos os três reinos eram situados verticalmente numa gigantesca árvore de carvalho, que segura todo o universo. Em sua copa estava o céu/paraíso eslavo, conhecido como Svarga, residência de Svarog ou Iriy. Nas raízes do carvalho estava o inferno, residência de Chernobog, Morena e Zmey. Os três reinos são:

Yav' === ===Явь

Seria o mundo material. Está no tronco da Árvore do Mundo, é onde estão as criaturas vivas e etc.

Nav

Seria o mundo imaterial.

Prav

São as leis que governam os outros dois mundos.

 

O PRINCÍPIO E A MITOLOGIA:

A separação dos eslavos dos povos indo-europeus se processou em data muito distante: o segundo milênio antes da Era Cristã. Sua origem perde-se no tempo. Os eslavos pertencem à raça indo-europeia ou ariana, fazendo parte do grupo germano-leto-eslavo. Não é de nosso conhecimento a data em que surgiram na Europa, mas se imagina que tenha sido alguns séculos antes de Cristo. Ocuparam as regiões entre o Dnieper e o Don, as margens orientais do Báltico e ainda avançaram para o norte, oeste e sudoeste.
Dividem-se em três enormes grupos. Os eslavos ocidentais: poloneses ou lekhes; os checos ou tchecos; os vendes ou sorbes, repartidos pela Lusácia, Prússia e o reino da Saxônia. Os eslavos meridionais: os iugoslavos e os eslovenos. Os eslavos orientais: russos, os rutenos, os ucranianos, os bielo-russos e os russos brancos. Os bálticos medievais dividiam-se em três partes: a Prússia, a Lituânia e a Letônia.

 

Deidades

Baba Yaga

Baba Yaga, de Ivan Bilibin

Baba Yaga é uma figura do folclore do leste europeu. É uma mulher velha e ossuda, que viaja pelos céus montada em um almofariz. Os rastros que deixa, apaga com uma vassoura. Mora em uma casa móvel, com patas de galinha, cuja fechadura é uma boca cheia de dentes. Isaac Bashevis Singerd escreveu Baba Yaga com um nariz vermelho arrebitado (apesar de alguns escritores comentarem um nariz azul), com narinas largas e ardentes, olhos em chama como carvão em brasa e com cardos a sair do crânio em vez de cabelos. Singer referiu também a existência de babas menores e de pequenos imps chamados dziads.

Ajuda os puros de coração e devora os impuros.

Originalmente concebida como uma entidade benfazeja, ao longo do tempo foram lhe atribuindo um caráter sinistro.

História

Conta a história que Baba Yaga possuía uma irmã, também bruxa, muito parecida com ela. Ela por sua vez casou-se com um poderoso comerciante da época dos czar. Ele por ser viúvo tinha uma filha então a irmã de Baba Yaga logo pediu a menina: "Vá a casa de minha irmã e peça linha e agulha para costurar uma camisa.", a menina já sabendo que a irmã de sua madrasta era bruxa visitou antes a tia, irmã de seu pai, e contou-lhe a história, sua tia apenas disse: "Quando uma árvore quiser arranhar-lhe o rosto amarre seus galhos com uma fita, quando uma maçaneta não a deixar sair unte-a com óleo, quando os cachorros raivosos correrem atrás de você jogue um pouco de pão e quando um gato tentar arrancar-lhe um olho de-lhe um pouco de presunto". Assim a menina buscou uma fita, um pouco de óleo, um pão e um pouco de presunto. Chegando a casa de Baba Yaga a garota disse que sua irmã pedira linha e agulha. "Entre" disse Baba Yaga "E começe a tecer", enquanto a menina tecia pode ouvi-la dizer a sua criada a preparar a banheira e lavar a menina pois hoje teriam janta, virou-se, viu que a menina tecia e saiu do recinto, a menina o vê-la sair foi até a criada, estendeu-lhe um lenço e disse: "Não a obedeça", virou-se ao gato, jogou-lhe o presunto e perguntou como poderia escapar, o gato satisfeito respondeu: "Pegue o pente e o pano em cima da mesa, fuja e de vez em quando cole o ouvido ao chão, quando ouvir que ela está perto jogue o pano que se transformará num rio largo e fundo, se por acaso ela conseguir passar jogue o pente e se transformará num imenso bosque, que não vai poder atravessar". Ela pegou o pente e o pano e correu em direção a porta mas esta não lhe deixava passar, então untou-a com óleo, jogou pão os cães que a perseguiam e amarrou com fita os galhos da árvore que lhe tentara arranhar-lhe. Quando Baba Yaga viu que quem tecia era o gato e não a menina enfurecida perguntou: "Seu velho guloso! Porque deixou-a escapar?" calmamente o gato respondeu: "Há muito tempo que estou contigo e não ganhei nada, a garota, por sua vez, me deu um pedaço de presunto" batendo em todos os outros que haviam, assim como o gato recebido presentes, embarcou em um almofariz e apagou seus rastros com uma vassoura. A garota ouvindo Baba Yaga chegar jogou o pano que imediatamente se transformou em um rio, Baba Yaga vendo-o buscou seus bois para que bebessem toda a água do rio, a menina vendo de novo que ela se aproximava jogou o pente e um bosque apareceu, apesar de toda sua determinação em roer as árvores Baba Yaga teve de voltar a sua choupana em cima de patas de frango sem a menina e com fome.A menina retornando contou ao pai sobre o que sua esposa havia tentado fazer com sua adorável filhinha, este expulsou sua atual mulher de casa e após isso nunca mais se ouviu falar aonde estaria Baba Yaga.

Bog - Não se sabe exatamente o sentido de Bog, mas é uma designação comum a todos os deuses da Mitologia eslava.

Dolja - Deusa do destino.

Kupala

Kupała, Wojciech Gerson, 1897

Na Mitologia Eslava, Kupala é a deusa polonesa das ervas,feitiçaria, sexo e do verão. Ela é também a Mãe d'Água, associada às árvores, ervas e flores. Sua celebração ocorre durante o solstício de verão. Era um dia sagrado que honrava os dois elementos mais importantes: Fogo e Água. Kupalo é a forma masculina de Kupala, e reconhecido em outras regiões eslavas. Kupalo é associado a São João, sendo seu banquete no dia 24 de junho.

Festas

A festa de Kupala, também conhecida como Sobótka, é comemorada durante o solstício de verão em junho. É um dia considerado sagrado, que honra os dois elementos mais importantes: o fogo e a água. A tradição manda queimar fogos no fim do dia, tomar um banho ao ar livre no por do sole cantar e dançar, em torno do "amigo" até a meia-noite. Com a chegada da meia-noite, sob o pretexto de procurar pela Flor de Fern, as solteiras correm para dentro da floresta. As mulheres com as flores de diadema na cabeça, o símbolo das solteiras, correm cantando, sendo seguidas, pelos homens solteiros. Se você encontra a flor de Fern, todos os desejos da sua vida, serão realizados, porém se não a encontrar, terá uma vida feliz...O afortunado homem que retornar com o anel de flor em sua cabeça, se casará em breve.

A poética descrição da celebração dessa noite, a seguir, foi concedida por Jan Kochanowki [1]

Todas as jovens garotas, vestidas de branco, com velas, flutuam sobre flores, nos rios.

Perunú - Assim como o nome indica, Perunú era o deus do raio e da tempestade. Era representado por uma estátua de madeira com cabeça de prata e barba de ouro. Em sua honra, imolavam-se bois, veados, carneiros e seres humanos, e se mantinha um fogo sagrado alimentado por lenha de carvalho. Os servidores que deixassem apagar o fogo seriam punidos com a morte.

Podaga - Deus do tempo e dos fenômenos atmosféricos.

Pripegala - Na mitologia eslava, pripegala é o deus que se supõe seja o Sol. Seu nome significa "o vitorioso".

Radisgat - Radisgat é representado com um machado na mão e um escudo no peito. Sobre sua cabeça pousava um pássaro.

Rodjenice - Personagem que governa o nascimento do homem. A palavra Rod significa nascimento.

Rugievit - Deus de tamanho gigantesco cuja cabeça tinha sete faces. Possuía um gládio na destra, e sete outros na cintura. Foi por isso comparado a Marte, e considerado deus da guerra. O seu santuário era fechado com cortinas de púrpura.

Russalka - Russalka é o nome dado às ninfas das águas que eram tidas como almas de moças donzelas mortas.

Também era uma denominação que os russos davam às vilas, personagens míticas que correspondiam às ninfas da antiguidade clássica.

Sudjenice - Sudjenice preside o destino do homem. Sud significa destino.

Tiemoglav - Tiernoglav era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata.

Triglav - Na Mitologia eslava, Triglav é uma divindade de três cabeças, assim concebida porque governava os três reinos: o céu, a terra e os infernos.

No seu culto, figurava um cavalo sagrado que servia para oráculos. Antes de se empreender uma expedição colocavam-se sobre o solo nove lanças afastadas uma da outra; em seguida, o sacerdote segurava a rédea do animal, e o fazia percorrer, por três vezes, nos dois sentidos, o espaço dentro do qual elas se achavam; se tocava em alguma, era um mau presságio; e a expedição devia ser cancelada; em caso contrário, a mesma teria êxito.

Turupid - Turupid é um deus guerreiro, cujo nome significa "fazer barulho".

Zapadiski - Ninfa dos lagos.

fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre

 

PERSONAGENS LENDÁRIOS:
Aitvaras - Pequeno e bravo demônio que os eslavos veneravam; este pequeno ser trazia a felicidade ao chefe da cas; escondia-se atrás da frigideira ou lareira, e deixavam-no comer de tudo, bem como beber leite.


BABA-IAGA
Era o nome que os russos davam ao aspecto sombrio do feminino, uma velha ogra, tida como uma bruxa que personifica as tempestades de inverno e que é um símbolo do aspecto destrutivo do arquétipo da mãe.

Berenguini - Ninfas eslavas.

Dazbog - Filho de Svarog; foi identificado como sendo o deus Hélios (Sol). O nome significa "dispensador de riqueza".

Deivai - Nome coletivo que se dava aos deuses protetores da casa, do campo, dos estábulos etc..

Deving Cerklicing - Deus dos campos e do trigo, ao qual os eslavos ofereciam em sacrifício um boi negro, uma galinha preta ou um bácoro preto e tonéis de cerveja.

Dola - A Sorte humana encarnada na figura de um ser protetor que, às vezes, se mostrava negligente ou mesmo hostil. Os dola apareciam sob forma de homem, mulher, gato ou rato.
Espíritos das Florestas - Não procediam dos homens; entretanto, sabiam assumir, no momento preciso, a forma humana, ou a de um lobo; habitualmente, faziam parte da fauna do bosque ou floresta e apareciam para os viajantes com o propósito de fazê-los perder o caminho.

Fogo - Os povos bálticos tinham adoração pelo Fogo; havia, inclusive, um templo onde se conservava perpetuamente o fogo sagrado, sob a égide de sacerdotes.

Jumala - O Céu, segundo a crença dos fineses, ou a divindade do Céu.

Jurasmat - Divindade protetora dos letões eslavos; a "Mãe do Mar".

Kaukai - Deuses protetores da Rússia eslava.

Laume - Deusas protetoras dos lares, no Báltico. Em Natangie, a montanha Laumygarbis lhes era consagrada.

Lobo - O maior inimigo dos lapões; criam que esse animal fosse criado pelo Diabo, ao passo que deus dera vida ao cão. Se alguém cometesse crime de morte e não o confessasse, transformaria-se em lobo que, aliás, tinha poderes para adormecer os lapões, à noite, enquando guardavam as renas.

Morte - Para os eslavos, aparecia toda vestida de branco.

Nav - Eram demônios nascidos das almas dos que morriam jovens, em particular das meninas virgens. Dava-se tal nome, também, aos espíritos daqueles que morreram tragicamente.

Nyia - O Hades polonês; divindade infernal.

Peruna - Era a deusa da Tempestade e do Relâmpago.

Sampo - Coluna que suportava o peso de todo o Universo, segundo a crença dos finlandeses.

Stalo - Gigante ou ogre terrível que era o terror dos lapões. Stalo tinha por esposa uma velha bruxa muito feia; tinham ambos apenas um olho com o qual se serviam alternadamente; costumavam comer seus próprios filhos, bem como as crianças dos lapões. Dizia stalo que os bebês lapões eram mais gostosos e que os próprios filhos cheiravam muito a enxofre.

Svarog - Deus do Sol e do Fogo. (figura acima)

Telavel - Nome de um ser lituano, o ferreiro que forjou o Sol e o colocou no espaço.

Uldra - Pequeno povo que vivia embaixo da terra. Os uldra eram afáveis e bondosos, se os deixassem em tranquilidade; quando um lapão armava sua tenda sobre uma moradia Uldra, estes o avisavam para que se mudasse imediatamente; protegiam os magos e feiticeiros.

Urso - Filho do deus do Céu; veio à Tera com o dever de fazer reinar nela a honestidade e justiça. Era um animal bastante venerado pelos lapões. O urso protegido pelos Uldra só poderia ser morto por uma bala de prata, fundida de noite, perto de um cemitério.

Vela - O reino dos mortos, segundo os lituanos.

Fonte:Wikipedia