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30 de jul. de 2011

Os Olhos de Ewã

Hoje comemora-se Ewã, a deusa iorubá que rege o céu, a terra, os ventos, as nuvens e a água. Ou seja, ela está em todos os lugares.

Ewã é o orixá da beleza e dos mistérios. Tem o domínio de tudo o que acontece no mundo pois possui sensibilidade, sexto sentido, vidência.

É considerada os “olhos de todos os orixás”. Por isso é chamada também de Senhora dos Olhos.

Segundo a lenda, essa deusa passa metade do ano como mulher e a outra metade como uma serpente. Por isso seus símbolos são uma cobra e uma espada.

Ewã significa também “a que se banha nas águas doces”.

Se você quer melhorar ou preservar sua visão sobre o mundo, entre em sintonia com a energia dessa Deusa mentalizando-a. E se puder, tome um banho de cachoeira ou de chuva.

texto e fonte: Agenda Esotérica

5 de abr. de 2011

Orixá Ewá

Dia da semana: Sábado
Cores: Vermelho Vivo, Coral e Rosa
Símbolos: Ejô (cobra) e Espada, Ofá (lança ou arpão)
Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas, Água de Rios e Lagoas
Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido), Criatividade
Saudação: Ri Ro Ewá!

O Orixá EWÁ é uma bela virgem que entregou o seu corpo jovem a Xangô, marido de Oya, despertando a ira da rainha dos raios. EWÁ refugiou-se nas matas inalcançáveis, sob a proteção de Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa.
As virgens contam com a proteção de EWÁ e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua proteção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria EWÁ, acreditam alguns, só rodaria na cabeça de mulheres virgens (o que não se pode comprovar), pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem dos lábios de mel.
EWÁ domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.
Em África, o rio Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polémica. Há quem diga que, tal como OXUMARÉ, NANÃ, OMULÚ e IROKO, EWÁ era cultuada inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua continuidade da vida, pois o círculo nunca termina.
EWÁ teria o mesmo significado de Dan ou uma das suas metades – A outra seria OXUMARÉ. Existem no entanto, os que defendem que EWÁ já pertencia à mitologia Nagô, sendo originária na cidade de Abeokutá. Estes, certamente, por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o correspondente da EWÁ dos Nagô -Confundem EWÁ com uma qualidade de IEMANJÁ. Erram porque EWÁ é um Orixá independente, mas a sua origem não se esclarece sequer entre os Jeje, pois em respeitados templos de Voduns se afirma que Eowa é Nagô.
EOWÁ foi uma cobra muito má e por isso foi mandada embora. Acabou por encontrar abrigo entre os Iorubas, que a transformaram numa cobra boa e bela, – A metade feminina de OXUMARÉ. Por esse motivo, OXUMARÉ e EWÁ, em qualquer ocasião, dançam juntos.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE EWÁ

Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras. Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios.
São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta uma certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em atividades escolares.

FONTE: http://ocandomble.wordpress.com/

27 de mar. de 2011

Orixá Ewá

Texto: Lara Moncay

Muito pouco se sabe atualmente sobre Ewá.

Ela é também filha de Nanã, e é vista como horizonte, o encontro do céu com a terra, do céu com o mar. Ewá representa ainda outros horizontes, como a interface onde se tocam a vida e a morte, o dia e a noite e outros. Assim, todas as transformações, mudanças e adaptações são regidas por ela.

Ewá é virgem, bela e iluminada. Apesar desta beleza e do assédio dos orixás masculinos, nunca quis se casar, sendo uma moça quieta e isolada, voltada para o conhecimento dos segredos das transformações.

Nanã, preocupada com sua filha, pediu a Orunmilá que lhe arranjasse um amor, um casamento, mas Ewá desejava viver sozinha, dedicada à sua tarefa de fazer cair a noite no horizonte, puxando o sol com seu arpão.

Como Nanã insistisse em seu casamento, Ewá pediu ajuda a seu irmão Oxumarê, o arco-íris, que a escondeu no lugar onde ele se acaba, por trás do horizonte, e Nanã não mais pôde alcançá-la. Assim, os dois irmãos passaram a viver juntos, para sempre inatingíveis. Ambos regem o intangível e Ewá também é compreendida como a energia que torna possível o abandono do corpo e a entrada do espírito numa nova dimensão.

No Brasil poucos candomblés cultuam Ewá, pois dizem que o conhecimento sobre as folhas necessárias ao seu culto foi perdido durante o processo de aculturação dos africanos escravos.