Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

28 de mar de 2011

Deusa Sedna

Texto: Lara Moncay

Sedna, uma das encarnações da deusa eterna do mar, é o outro dos grandes mitos esquimós, o mito sobre a superfície do mundo onde vivem. Trata-se da lenda de uma virgem que tutela as águas do mar e todos os seres que nelas vivem. Sedna ouviu da margem a doce voz de um muito atraente e desconhecido jovem, que a chamava da sua embarcação.

Sedna se afeiçoou imediatamente por ele, jogando-se ao mar, enlouquecida pelo seu encanto; mas o jovem não era real, era apenas um espírito perturbador que queria apoderar-se, através da suposta forma humana, do amor e da vontade da ingênua donzela. Ao conhecer Sedna o engano, tentou safar-se daquele espírito que ela julgava malvado, dado que tinha torcido o seu desejo de permanecer toda a sua vida sem desposar homem algum; também o pai da donzela tentou libertá-la daquela posse e lançou-se à sua procura através do mar, até dar com ela e conseguir o seu resgate; mas o raptor também lutou para prevalecer sobre a vontade de pai e filha, lançando-os no meio de um mar que se levantava tempestuoso. Tão perdido se encontrava o pai que preferiu morrer junto da sua Sedna para salvar a honra familiar, mas a filha negava-se a morrer e tratava desesperadamente de agarrar-se à barca, enquanto o pai forçava Sedna, cortando-lhe uma e outra vez os dedos da mão com que tentava aferrar-se à vida, até conseguir afundar a sua infeliz e querida Sedna, para libertá-la -com a morte- do engano daquele espírito. Desses dedos sacrificados para preservar a virgindade de Sedna contam os esquimós que nasceram as espécies marinhas que lhes forneçam a carne e a gordura para o seu alimento, a pele para o seu vestido e os tendões para armar as suas construções; também se diz que no fundo desse mar vivem para sempre pai e filha, velando pelo mar e por todos os animais que nele se multiplicam para dar vida ao seu povo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário