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4 de dez. de 2011

Deuses Celtas

Ahes
Ou Dahut – Deusa celta do amor e da sexualidade.

Ailinn
Deusa celta do amor e da fertilidade.

Aima
A Grande Mãe celta da antiga Espanha, regente do céu e dos planetas, equivalente a Binah da Cabala.

Aine
Deusa solar celta, regente do amor, da sexualidade, da natureza e da boa sorte.

Akurime
Deusa celta da vida, da beleza e do amor.

Andraste
Deusa celta da guerra, “A Invencível”.

Aobh
Deusa celta do tempo, senhora da névoa.

Arduinna
Deusa celta guardiã das florestas’.

Arenmetia
Padroeira celta da águas curativas.

Argante
Deusa celta da saúde e da cura.

Arian
Deusa celta da abundância e do bem-estar.

Basihea
Deusa celta do céu, dos pássaros e das viagens.

Blathnat
Deusa celta da sexualidade e da morte.

Blodewedd
Deusa celta das flores, do amor e da magia.

Boann
Deusa celta da inspiração, das artes e da fertilidade.

Brighid
Brigid, Bridhit ou Brigit, Tríplice deusa celta presidindo a cura, as artes, a magia, padroeira do fogo e do lar, semelhante à romana Vesta e à grega Héstia.

Cailleach
Deusa celta da Terra e Natureza, a Anciã ancestral da Escócia.

Carman
Deusa celta da guerra.

Cathubodua
Deusa celta da guerra que assumia a forma de corvo durante as batalhas.

Ceadda
Deusa celta das fontes.

Cerridwen
Deusa celta dos grãos, da inspiração e da sabedoria, detentora do caldeirão da transmutação.

Clidna
Deusa celta das ondas do mar.

Cliodhna
Deusa celta da beleza e sedução.

Cliodhna
Deusa celta da beleza e da eloquência.

Coventina
Deusa celta da água, semelhante a Boann, Belisama, Sinann e Sulis.

Domnia
Padroeira celta dos menires e das pedras.

Druantia
Padroeira celta das árvores.

Epona
Deusa equina celta, adotada pelos romanos, protetora dos cavaleiros e dos animais.

Etain
Deusa equina e solar celta.

Fand
Deusa celta do mar, do amor, do prazer e da cura.

Grainne
Deusa celta da luz solar e do amor.

Habonde
Deusa da abundância, de origem celta e germânica, semelhante a Abundita e Fulla.

Inghean Bhuidhe
Deusa celta do verão.

Ker
Deusa celta dos cereais e da colheita.

Latiaran
Deusa celta da colheita, irmã de Inghean Bhuidhe (do verão) e de Lasair (da primavera).

Macha
Deusa tríplice celta, formando juntamente com Badb e Neman a personificação da guerra.

Mari
Deusa celta dos bascos, presidia a chuva e punia os ladrões e os mentirosos Também uma deusa hindu da morte, identificada com Durga.

Mocca
Deusa celta da Terra.

Morgen
Ou Mogan Le Fay, Deusa celta da agua, rainha das Fadas, Senhora de Avalon.

Nehelennia
Deusa celta, guardiã dos caminhos.

Nemetona
Deusa celta da guerra e dos bosques sagrados.

Sulis
Deusa celta da cura, considerada um aspecto da deusa Brighid e da deusa Minerva.

Tlachtga
Deusa celta dos raios e das revelações súbitas.

Três Mães
Ou Três Matres, Deusas celtas doadoras da vida e da morte, reverenciadas pelos ciganos como “As três Marias”.

Yngona
A grande mãe dos celtas.

fonte da foto: http://branmorrighan.blogspot.com/2010/03/principais-deuses-e-herois-celtas.html

17 de nov. de 2011

Os Principais Deuses e Deusas Celtas

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Angus Mac Og - Deus da Juventude, do Amor e da Beleza na Irlanda Antiga. Um dos Tuatha de Dannan, Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. Os seus beijos transformavam-se em pássaros que transportavam mensagens de amor.

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Anu / Annan / Dana / Dannan - Deusa Mãe, da Abundância, sendo a maior de todas as deusas do panteão irlandês. Aspecto virginal da Deusa Tríplice, formada com Badb e Macha, guardiã do gado e da saúde. Deusa da Fertilidade, da Prosperidade e do Conforto.

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Arawn - Regente do Inferno, Annwn, o Submundo na tradição galesa. Representa a vingança, o terror, a guerra.

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Arianrhod - Seu nome significa Roda de Prata ou Grande Mãe Frutuosa. Arianrhod é a Face Mãe da Deusa Tríplice para os povo de Gales. Honrada em especial na Lua Cheia, ela é a guardiã da Roda de Prata, símbolo do tempo e do karma. Senhora da Reencarnação.

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Badb - Seu nome, que se pronuncia Baid, foi traduzido como Corvo de Batalha, ou Gralha Escaldada, que representaria o caldeirão da vida, conhecido em Gales como "Cauth Bodva". Badb, deusa da Guerra, é esposa de Net, também deus da Guerra. Irmã de Macha, a Morrigu, e de Anu. Aspecto Maternal da Deusa Tríplice irlandesa. Associada ao caldeirão, aos corvos e às gralhas, Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a iluminação.

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Bel / Belenus / Belenos / Belimawr - Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1 de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

http://forum.valinor.com.br/picture.php?albumid=939&pictureid=9668

 

Blodeuwedd - Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

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Boann / Boannan / Boyne - Deusa do rio Boyne, na Irlanda, mãe de Angus mac Og com o Dagda.

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Bran - O Abençoado. Bran era irmão do poderoso Manawydan ap Llyr e de Branwen, sendo filho de Llyr, do folclore galês. Associado aos corvos, Bran é o deus das profecias, das artes, dos chefes, da guerra, do Sol, da música e da escrita.

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Branwen - Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

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Brigit / Brid / Brigid / Brig - Seu nome significa "flecha de poder". Brigit era filha do Dagda, sendo chamada A Poetisa. Outro aspecto de Danu, associada a Imbolc. Tinha uma ordem dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. Deusa do fogo, fertilidade, lareira, todas as artes e ofícios femininos, artes marciais, curas, medicina, agricultura, inspiração, aprendizagem, poesia, adivinhação, profecia, criação de gado, amor, feitiçaria, ocultismo.

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Cernunnos - Seu nome deve ser pronunciado como se tivesse um "k": kernunnos. Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, erroneamente comparado ao diabo dos cristãos. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da virilidade, fertilidade, animais, amor físico, natureza, bosques, reencarnação, riqueza, comércio e dos guerreiros.

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Cerridwen / Ceridwen / Caridwen - Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

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Dagda - No folclore irlandês, o Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Pai dos deuses e dos homens, o Arquidruida, deus da magia, da terra. Rei supremo dos Tuatha de Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brigit, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. O Dagda tinha uma harpa de carvalho vivo que fazia com que as estações mudassem quando assim o ordenasse. Deus dos magos e sacerdotes, senhor dos artesãos, da música e das curas.

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A Dama Branca - Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

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Danu / Dana / Dannan - Principal Deusa Mãe dos irlandeses, às vezes identificada com Anu. Mãe dos Tuatha de Dannan, Povo de Dana, o Povo Mágico, descendente dos deuses, que se escondeu com a chegada dos cristãos às terras celtas. Outro aspecto da Morrigu, Danu é a patrona dos feiticeiros, dos rios, das águas, dos poços, da prosperidade e abundância, da sabedoria e da magia.

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Druantia - "Rainha dos Druidas", deusa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento e à criatividade.

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Dylan - Filho da Onda, Dylan era o deus do mar para os antigos galeses, sendo filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

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Elaine - Aspecto virginal da Deusa no panteão galês.

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Epona - Seu nome significa "grande cavalo", sendo homenageada em Gales como deusa dos cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.

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Eriu / Erin - Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

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Flidais - Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

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Gwydion - O Grande Druida dos galeses. Feiticeiro e bardo do Norte de Gales, seu símbolo era um cavalo branco. Rege a ilusão, as mudanças, a magia, o céu e as curas.

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Gwythyr - Oposto de Gwynn ap Nud, Gwythyr era o senhor do mundo superior, também no folclore galês.

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Herne - O Caçador, era associado a Cernunnos, o Deus Cornudo, e acabou sendo, também, associado à floresta de Windsor.

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O Homem Verde (Green Man) - O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.

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Llyr / Lear / Lir - No folclore galo-irlandês, Llyr era o deus do mar e da água, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo. Llyr era pai de Manawyddan, de Bran e de Branwen.

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Lugh / Luga / Lamhfada / Llew / Lug / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos - Na Irlanda e em Gales, Lugh era chamando O Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Gales, um veado branco. Sua festividade é Lughnasadh, outra festa da colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Tinha uma espada e uma funda mágica. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.

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Macha - O Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos vencidos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de A Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra, e da paz, Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os machos.

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Manannan mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden - Filho do deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que se dizia ser impenetrável.

fonte do texto e fotos: http://irmandadepaga.blogspot.com/2011/03/deidades-pagas.html

2 de abr. de 2011

Principais Deuses Celtas

Por DANILO CEZAR CABRAL

O termo “celta” normalmente é usado para identificar um povo que viveu seu auge no século 4 a.C., ocupando o noroeste do continente europeu e as ilhas britânicas. Como se dividiam em várias tribos independentes, os celtas também acabaram cultuando muitas lendas e deuses diferentes em cada região da Europa em que se espalhavam. Aqui, você confere quais são as divindades mais importantes dos dois principais grupos em que se divide a mitologia celta: a mitologia continental e a irlandesa.

MITOLOGIA CONTINENTALAs divindades mais populares no noroeste do continente europeu.

SUCELLUS
Às vezes descrito como o rei dos deuses, Sucellus representa a fertilidade e carrega um grande martelo de cabo longo. Ele usa o poderoso martelo para golpear a terra, despertando as plantas e convocando o início da primavera – época do plantio.

TARANIS
Muito adorado no mundo celta, é o deus do trovão, que sempre atravessa o céu em uma carruagem. Os relâmpagos são as faíscas produzidas pelos cascos dos cavalos, enquanto o som do trovão é o barulho das rodas da carruagem de Taranis.

CERNUNNOS
Um dos mais antigos deuses celtas, Cernunnos tem orelhas e chifres de um cervo. É o senhor dos animais, sendo muitas vezes representado ao lado deles, alimentando-os. Ele tem o poder da mutação, podendo aparecer na forma de cobra, lobo ou cervo.

DEA MATRONA
Espécie de “deusa mãe” para os celtas continentais, é frequentemente representada como três mulheres carregando diferentes itens – como um peixe ou uma cesta de frutas. O três é um número sagrado para os celtas.

EPONA
A deusa da terra quase sempre aparece junto a um cavalo. O vigor e a força do animal simbolizam o poder e a fertilidade da terra. Arqueólogos acreditam que figuras de cavalos brancos entalhadas em cavernas europeias eram dedicadas a Epona.

BELENUS
Os celtas têm diversos deuses da luz e do fogo batizados com a palavra bel, “brilhante” na língua deles – além de Belenus, Beletucadrus, por exemplo. Os celtas veem esses deuses como uma só entidade, por possuírem funções e atributos parecidos.

MITOLOGIA IRLANDESA
Deuses, heróis e crenças que se desenvolveram principalmente na Irlanda.

DAGDA
A base dos mitos irlandeses são guerras entre duas raças divinas: os Tuatha Dé Danann e os Formorians. Dagda, deus da magia e da sabedoria, é um Tuatha e tem um taco com duas pontas: uma pode matar nove homens e outra pode ressuscitar os mortos!

LUGH
Além de guerreiro, o deus dos raios do Sol e da luz é um artesão que cria diversas armas mágicas – inclusive uma espada que pode cortar qualquer coisa. Em uma batalha, Lugh assassinou o líder dos Formorians, uma divindade chamada Balor.

CUCHULAIN
Filho de Lugh, Cuchulain não é um deus, mas um herói guerreiro. Ele detona os inimigos com uma lança cheia de espinhos na ponta. Certa vez, porém, foi atingido por sua própria arma. Para poder continuar lutando, amarrou-se a um pilar de pedra!

MORRIGAN
A deusa da guerra pode mudar sua forma humana para uma forma animal. Quando aparece como um corvo, anuncia que a morte está próxima. Se ela lavar a armadura de um guerreiro, também é sinal de que ele morrerá.
FINN MACCOOL
Caçador, profeta e guerreiro, Finn é outro herói da mitologia irlandesa. Um de seus grandes feitos foi ter salvado os reis da Irlanda de um goblin, uma criatura monstruosa que atormentava o lugar em que eles viviam.

MANANNÁN MAC LIR
O deus dos mares e do mundo dos mortos também é um Tuatha Dé Danann. Ele deu a Lugh um barco mágico para ajudá-lo a combater os Formorians. Manannán é o patrono da Irlanda e dos heróis irlandeses.

INTERESSANTE!
Segundo a mitologia irlandesa, todos os mortos seguem para um reino mítico chamado Mag Mell. Nas lendas, Mag Mell é citada ora como uma ilha a oeste da Irlanda, ora como uma espécie de reino submarino.
Mag Mell significa algo como “Planície da Felicidade”. Esse reino, governado por Manannán Mac Lir, é um paraíso de prazeres onde a alegria dura para sempre, onde não há doença, julgamentos ou punições.
Para os celtas irlandeses, os vivos também podem chegar lá. Heróis envolvidos em aventuras, e até mesmo viajantes comuns, empurrados por uma tempestade, podem chegar ao mítico reino.

12 de mar. de 2011

Os Deuses Celtas

 

Principais Deuses e Deusas Celtas

Mitologia Irlandesa

- Áine: Deusa irlandesa do amor, da feritlidade, da agricultura e dos animais. Rainha dos reinos feéricos, soberana da terra e do sol, associada ao solstício de verão e às flores. Seus símbolos são: a "égua vermelha", o gado e o ganso selvagem.

- Angus Mac Og / Oengus: Deus da juventude, do amor, da beleza e da inspiração poética, na tradição irlandesa. Era filho de Dagda e Boann e viveu em Brugh na Bóinne (Newgrange). Angus possuía uma harpa dourada que produzia música de irresistível doçura. A história contada no Mabinogion, sobre Angus é: o Sonho de Oengus.

- Badb / Banba: Deusa da guerra, seu nome, que se pronuncia Baid, conhecida como, Corvo de Batalha ou Gralha Escaldada, representando o caldeirão da vida, conhecido no galês como "Cauth Bodva". Na mitolofia irlandesa Badb é esposa de Neit, também um Deus da guerra. Filha de Fiachna e Ernmas, suas irmãs eram Fotia e Eriu. Badb rege a vida, a sabedoria, a inspiração e a transformação.

- Blodeuwedd / Blodeuedd: Seu nome significa "Flor Branca" ou "Rosto de Flor", representada muitas vezes, como um lírio branco. Criada por Math e Gwydion, para ser esposa de Llew (filho de Arianrhod), foi transformada em coruja por causa de adultério e da conspiração contra o marido. Aspecto virginal da Deusa tríplice, nos mitos galeses. Deusa das flores, sabedoria, mistérios, introspecção e iniciações.

- Boann / Boannan / Boyne: Deusa do rio Boyne, na Irlanda, descrito nos poemas "Dinsenchas". É a mãe de Angus Mac Og com o grande Dagda. Era esposa de Nechtan ou Echmar, que fez uma viagem de apenas um dia e uma noite, quando na verdade, durou nove meses, Dagda usou seu poder para esconder o adultério de Boann.

- Bran: O Abençoado. Bran filho de Llyr era irmão do poderoso Manawydan Ap Llyr e de Branwen, no panteão galês. Bran era um gigante que foi mortalmente ferido em combate, por ser muito grande, pediu que cortassem sua cabeça, que se manteve viva por algum tempo. Associado aos corvos, Bran é o Deus das profecias, das artes, da guerra, da música e da escrita.

- Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Deusa dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Conhecida como, O Corvo Branco, tornou-se rainha da Irlanda e posteriormente, foi extremamente maltratada por seu marido. Branwen é a Deusa do amor, da justiça e da beleza, no panteão galês.

- Bilé: Deus da morte, nos mitos irlandeses, considerado o pai dos Deuses e dos homens. Companheiro de Dana e pai de Dagda, o principal líder dos Tuatha Dé Danann. Alguns dizem que ele era o ancestral dos Mil, os antepassados dos antigos irlandeses. Bilé é um Deus celta, que foi muito adorado, na Europa Continental e na Grã-Bretanha.

- Brigit / Brid / Brighid / Brig: A Deusa dos Druidas, seu nome significa "A Lança do Poder". Brighid era filha de Dagda, a Poetisa, Senhora da Inspiração, era vista como um outro aspecto de Dana, associada à Imbolc. Uma ordem foi dedicada a ela, formada só por mulheres, em Kildare, na Irlanda, que se revezavam para manter o fogo sagrado sempre aceso. É a Deusa do fogo, da fertilidade, da lareira e do lar, de todas as artes e ofícios femininos, cura, medicina, agricultura, aprendizagem, adivinhação, profecia, conhecimento, cultura e poesia. Enfim, uma Deusa muito amada pelos celtas.

- Cailleach: Na mitologia irlandesa e escocesa, conhecida também como a Cailleach Bheur, que significa mulher velha, geralmente é vista como a Deusa da destruição e das mudanças. Aquela que controla as estações do ano, Senhora do inverno. Deusa da terra e do céu, da lua e do sol, que solta os rios e modela as montanhas batendo seu martelo sobre a relva verdejante.

- Dagda: No folclore irlandês, Dagda era chamado de O Bom Deus, Grande Senhor, Eochaid Ollathair (Pai de todos) e Ruad Rofhessa (Senhor de Grande Sabedoria). Também era conhecido como, Pai dos Deuses e dos homens, o Grande Arquidruida, Deus da magia e da terra. Rei supremo dos Tuatha Dé Dannan, mestre de todos os ofícios, senhor de todos os conhecimentos. Teve vários filhos, entre eles Brighid, Angus, Midir, Ogma e Bodb, o Vermelho. Dagda possuía o caldeirão da abundância e da vida e uma harpa de carvalho chamada Uaithne, que fazia com que as estações mudassem, quando assim o ordenasse. Senhor dos artesãos, da música, da agricultura e da cura.

- Danu / Dana / Dannan: Considerada a principal Deusa Mãe da Irlanda, a Terra de Ana (Iath nAnann), às vezes, identificada com Anu ou Ana. Casou-se com Bilé e era mãe de Dagda, além de ser considerada a Deusa Mãe do maior grupo de Deuses, os Tuatha Dé Dannan, o Povo de Dana, o Povo Mágico (Daoine Sidhe), descendente dos primeiros Deuses irlandeses. Deusa da fertilidade, da terra e da abundância.

- Eriu / Erin: Filha de Fiachna e Ernmas, no Lebor Gabála Érenn (Livro das Invasões). Eriu era uma das três rainhas dos Tuatha Dé Dannan, na Irlanda.

- Flidais: Deusa da Floresta, dos bosques e criaturas selvagens dos irlandeses. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

- Goibniu / Gofannon / Govannon: Era o grande ferreiro do povo irlandês. Foi ele quem forjou todas as armas dos Tuatha Dé Dannan. Estas armas sempre atingiam o alvo e toda ferida provocada por elas era fatal. Foi responsável pela morte de Dylan, seu sobrinho. Deus dos ferreiros, das habilidades e do trabalho com metais em geral.

- Lir / Llyr / Lear: No folclore irlandês, Lir era o grande Deus do mar, sendo considerado, ainda, senhor do mundo subterrâneo, da magia e da cura. Lir era pai de Manawyddan (Manannán), de Bran e de Branwen. Conheça a história das crianças Lir, encontrada na segunda e terceira partes do Mabinogion: O Destino dos Filhos de Lir.

- Lugh / Lug Samildanach / Llew Llaw Gyffes / Lleu / Lugos: Na Irlanda e em Galês, Lugh era chamando o Brilhante. Deus do Sol e da guerra, era associado aos corvos, tendo por símbolo, em Galês, um veado branco e uma espada mágica. Sua festividade é Lughnasadh, a festa da primeira colheita. Era filho de Cian e de Ethniu. Lugh era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida, médico e ourives. Seu domínio incluía a magia, o comércio, a reencarnação, o relâmpago, a água, as artes e ofícios em geral, viagens, curas e profecias.

- Macha: O Grande Corvo. Rainha da Vida e da Morte no panteão irlandês. Um dos aspectos da Morrigu, era reverenciada também em Lughnasadh. Após uma batalha, os irlandeses cortavam as cabeças dos inimigos e ofereciam a Macha, sendo este costume chamado de a Colheita de Macha. Deusa protetora da guerra e da paz. Macha regia também a astúcia, a força física, a sexualidade, a fertilidade e o domínio sobre os homens.

- Manannán Mac Lir / Manawyddan ap Llyr / Manawydden: Filho do Deus do mar, Llyr, era homenageado como uma das principais divindades do mar pelos irlandeses. Reverenciado ainda como protetor dos navegadores, Deus das tempestades, da fertilidade, da navegação, dos mercadores e do comércio. Tinha uma armadura mágica que dizia ser impenetrável.

- Morrigu / Morrigan / Morrighan / Morgan: A Grande Rainha (Mor Rioghain), na mitologia céltica, Senhora Suprema da Guerra, Rainha dos Fantasmas e do Espectro, pois possuía uma forma mutável. Reinava sobre os campos de batalha, ajudada pela sua magia. Associada aos corvos, por vezes é citada no contos do herói CuChulainn. Deusa da morte e do renascimento, da fertilidade, do amor físico e da justiça.

- Nuada / Nuda / Nodons / Nodens / Lud / Llud Llaw Ereint: No folclore irlandês, era reverenciado como o senhor dos Deuses. Possuía uma espada invencível, guardada pelos Tuatha Dé Dannan. Nuada era o Deus da cura, da água, dos oceanos, da pesca, da navegação, dos carpinteiros, ferreiros, harpistas, poetas e contadores de histórias.

- Ogma / Oghma / Ogmios / Grianainech / Cermait: Ogma tinha uma enorme maça com a qual defendia seu povo, os Tuatha Dé Dannan, sendo eleito seu campeão. Na tradição irlandesa, diz que foi ele quem inventou o alfabeto ogham, utilizado pelos antigos druidas, baseado em árvores consideradas mágicas. Ogma, filho de Brighid, rege a eloquência, os poetas, escritores, a inspiração, a força física, a linguagem, a literatura, as artes, a música e as artes adivinhatórias.

- Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como a Sombra, aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a Deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Foi considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Mitologia Gaulesa

- Arawn: Regente de Annwn ou Annwfn (O Outro Mundo), o submundo na tradição galesa. Representava à justiça e a guerra. Possuia um caldeirão mágico, descrito nos Contos de Taliesin, onde Arthur e seus guerreiros tentaram roubar.

- Arianrhod / Aranrhod: Seu nome significa, A Roda de Prata, a virgem casta que dá a luz aos filhos Lleu e Dylan. Arianrhod é a Deusa tríplice do amanhecer, da terra e da fertilidade, na tradição gaulesa. Senhora do renascimento, vivia num castelo estelar chamado Caer Arianrhod, associada a constelação Corona Borealis. Retratada nos contos de Mabinogion em Math, o filho de Mathonwy.

- Arddhu ou Atho, o Escuro: No folclore galês, representa Green Man, o Deus da Natureza, o Grande Corvo Divino.

- Bel / Belenus / Belenos / Belimawr: Seu nome significa "Brilhante", considerado o Deus do Sol e do Fogo, nos mitos gauleses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, que celebra a união dos amantes, a fertilidade a cura e a criatividade. Belenos está ligado também à ciência, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação.

- Cernunnos: Na mitologia gaulesa é o Deus da fertilidade, dos animais, do amor físico, da natureza, dos bosques e da abundância. Seu nome é pronunciado como se tivesse um "k": Kernunnos. Comumente representado por um homem sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nu, usando apenas um torque (colar celta) no pescoço ou ainda por um homem de chifres, erroneamente comparado ao diabo cristão. Seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente.

- Cerridwen / Ceridwen / Caridwen / Kerridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e a Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. As lendas nos contam sobre o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, que nascera de Cerridwen e se tornara um grande mago, após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração, que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a Deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, da magia, das ervas, da poesia, do encantamentos e do conhecimento.

- Druantia: Rainha dos Druidas, Deusa galesa ligada à fertilidade, às atividades sexuais, às árvores, à proteção, ao conhecimento, à criatividade e às Dríades. Seu nome vem de "Drus", que significa carvalho.

- Dis Pater: Considerado originalmente Deus da morte e do subterrâneo, eventualmente o chefe dos Deuses. É tido como o ancestral de todos os gauleses.

- Dylan: Filho das ondas, menino dos cabelos de ouro, Dylan era o Deus do mar para os antigos galeses, filho de Gwydion e Arianrhod. Seu símbolo era um peixe prateado.

- Elaine: Aspecto virginal da Deusa no panteão galês, Deusa da Lua e da beleza.

- Gwydion: O Grande Druida, feiticeiro e bardo do Norte de Galês, seu símbolo era o cavalo branco. Regia as mudanças de forma, a magia, a poesia e a música. Gwydyon ajudou Lleu a superar as maldições da sua mãe, Arianrhod.

- Gwynn ap Nudd: Deus da caça, Rei das fadas e do submundo, guardião da entrada de Annwn, O Outro Mundo ou Avalon, na tradição galesa.

- Gwythyr: Era o senhor do mundo superior, do folclore galês. Em oposição à Gwynn ap Nudd, que representa a competição entre o verão e o inverno.

- Green Man: O Homem Verde, na mitologia céltica tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade que habitava as florestas. Deus dos bosques e animais, da renovação e da primavera, é representado por um homem com rosto de folhas verdes.

- Math Mathonwy: Deus da feitiçaria, da magia e do encantamento no folclore galês. Conhecido como Math, filho de Mathonwy, nos contos do Mabinogion.

- Merlin / Merddin / Myrddin: Nos mitos arturianos era conhecido como o grande Feiticeiro, o Druida Supremo dos galeses. Dizia-se que ele aprendeu sua magia com a própria Deusa, sob os nomes de Morgana, Viviane e Nimue. Merlin era o senhor da magia, da profecia, da adivinhação, das previsões, dos artesãos, dos ferreiros, além de possuir grande habilidade em mudar de forma. Conhecido também como Taliesin, o Bardo, grande druida chefe da corte de Arthur, que dominava a arte da escrita, a poesia, a sabedoria e a música. Taliesin é tido como patrono dos druidas, bardos e poetas.

- Rhiannon: A grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protetora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando num veloz cavalo branco, equivalente a Epona, da mitologia celta galo-romana.

Mitologia Galo-Romana

- Andrasta: Deusa da guerra, da vida e da morte, citada nos mitos, como protetora da rainha Boudicca.

- Atégina ou Ataegina: Deusa tríplice da primavera, do renascimento, da fertilidade, da natureza e da cura, na mitologia lusitana. O nome Ataegina é de origem celta, que significa renascimento.

- Bandonga: Deusa celta cultuada no sul de Portugal, na região de Évora.

- Endovélico: Deus da medicina, da terra e da natureza, divindade da Idade do Ferro, é um dos Deuses mais conhecidos na Lusitânia.

- Epona: Seu nome significa "grande cavalo", adorada pelos gauleses na França e na Itália como a Deusa dos Cavalos. Seus atributos incluíam ainda a fertilidade, a maternidade, a prosperidade, os animais, a cura e a colheita.

- Nabia: Deusa dos rios e das fontes. Era adorada, principalmente, pelos brácaros, povo pré-romano da cultura céltica.

- Nantosvelta: Deusa da natureza e da caça, esposa de Sucellus.

- Runesocésio: Deus dos dardos e da guerra, de natureza misteriosa, que formava uma trindade mitológica com Atégina e Endovélico

- Sucellus: Deus gaulês da agricultura e das florestas. Considerado como o rei dos Deuses. Carregava um grande martelo de cabo longo, que era usado para bater na terra, acordando as plantas e anunciando o início da primavera.

- Taranis: Deus do trovão, na mitologia gaulesa, Taranos ou Taran, cruzava os céus em sua carruagem. Os raios eram produzidos pelas fagulhas que saíam dos cascos dos cavalos e o trovão era o ruído que faziam as rodas da carruagem. Senhor da guerra, seu símbolo é a Roda, como Thor do panteão nórdico.

- Trebaruna: Deusa da casa, dos mistérios e da morte.

Comentário:

(Fizemos um breve resumo das principais características dos Deuses celtas, apenas como base inicial para facilitar um estudo mais amplo, sobre os mesmos. Lembrando que os celtas não misturavam panteões, cada tribo celebrava seus Deuses locais e somente com referência nos seus panteões de origem.

As Deusas e os Deuses celtas possuíam características próprias e distintas, conforme seus costumes. Relatos vindos de antigos ancestrais, onde as tradições eram passadas de boca a ouvido, centrados nas esferas do céu, da terra e do mar... Que assim seja! - Rowena Arnehoy Seneween ®, site: Templo de Avalon).

Referências bibliográficas:

GUEST, Lady Charlotte - The Mabinogion - Ed. Kinkley, 1887.
MACCULLOCH, J.A. - A Religião dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
Adaptação de várias fontes, entre elas, do site Timeless Myths - Celtic Mythology.

Postado no site: Templo de Avalon

3 de mar. de 2011

Deuses Celtas

REFERÊNCIA RESUMIDA

AERNO – Senhor dos Ventos do Norte, Deus protetor do povo Zoela. Uma bela inscrição foi encontrada em Torre Velha, Babe, Castro de Avelãs, em honra a Aerno, que diz o seguinte: “DEO AERNO ORDO ZOELARUM EX VOTO” (“A Ordem dos Zoelas ao Deus Aerno, em cumprimento de um voto”);

Ahes ou Dahut – Deusa celta do amor e da sexualidade;

  •  
  • Ailinn - Deusa celta do amor e da fertilidade;
  •  
  • Aima - A Grande Mãe celta da antiga Espanha, regente do céu e dos planetas, equivalente a Binah da Cabala;
  •  
  • Aine - Deusa solar celta, regente do amor, da sexualidade, da natureza e da boa sorte;
  •  
  • Akurime - Deusa celta da vida, da beleza e do amor;
  •  
  • Andraste - Deusa celta da guerra, “A Invencível”;
  •  
  • Aobh - Deusa celta do tempo, senhora da névoa;
  •  
  • ÁRACO - Divindade regional mencionada em Alcabideche, Cascais, Lisboa;
  •  
  • Arduinna - Deusa celta guardiã das florestas;
    •  
    • Arenmetia - Padroeira celta da águas curativas;

ARENTIUS E ARENTIA – Par de Deidades protetoras do Povo, tendo eventualmente uma feição guerreira. São Divindades exclusivamente lusitanas;

ARES LUSITANO - Deus bélico que rege os cavalos;

Argante - Deusa celta da saúde e da cura;

  •  
  • Arian - Deusa celta da abundância e do bem-estar;

ATÉGINA – Deusa Mãe dos lusitanos, rege a Terra, a Lua e o Submundo. É uma Deidade que recebe especiais homenagens nos Equinócios, onde é lembrada sua descida às profundezas (por ocasião do Outono), quando ia ao encontro de Seu Amado Endovélico, e seu ressurgimento, na Primavera. Seu nome provém do céltico “Ate” (irlandês arcaico “Aith”) e “gena”, que significa “Renascida”. É uma Deusa da fertilidade e dos frutos da terra, que renascem todos os anos, sendo portanto, ligada à Terra e ao Renascimento da Vida. A sede do culto a Atégina localizava-se na cidade de Turóbriga (Betúria Céltica ), onde recebia a denominação de “Ataecina Turobrigensis Proserpina”. Era-Lhe prestado um culto de Devotio, que consistia em invocar a Divindade, através de certas fórmulas, inclusive em latim, para prejudicar alguém (da simples praga até a morte). Era, contudo, também, Deusa da Cura, como comprovam inúmeras inscrições. Recebia epítetos, conhecidos graças às inscrições das aras votivas, como “Dea Domina Sancta”. É representada pela Cabra e pelo Corvo, zoofanias principais de seu culto;

ARTHUR - Rei dos Bretões;

ANGUS MAC OG - Deus: da juventude, amor e da beleza;

ANU - Mãe Terra, Deusa de fertilidade, prosperidade e do conforto;

ARAWN - Deus do reino do subterrâneo, do terror e da guerra;

ARIANRHOD - Honrada na Lua cheia, Deusa da beleza, fertilidade, reencarnação;

AMAIRGEN - Poeta legendário e guerreiro que lembra Taliesin das lendas Galesas;

BADB - Associado com o caldeirão, e corvos. Representa a vida, sabedoria, inspiração;

BANDUA – Seu nome deriva da raiz indo-europeia “Bhend”, que significa “atar, ligar”. Isso demonstra que Bandua é uma Deidade dos laços, das ligações: dos laços mágicos, bem como dos laços que unem os homens, laços de honra e de sangue. Trata-se de uma Deidade da primeira função, mais no âmbito da Soberania do que no da Guerra, propriamente dita (apesar de seu carácter guerreiro ser indiscutível, como atestam muitos de seus epítetos: “Bandua Aetobrigus” - O fogosamente forte - , “Bandua Cadogus” - O Guerreiro - , entre outros). Bandua ou Band, é uma Divindade guerreira, da magia guerreira, vinculada a comunidades humanas, a confrarias de guerreiros, isto é, de grupos de guerreiros de elite, relativamente afastados do resto da comunidade, dedicados inteiramente à vida bélica, desprezando o dinheiro ( se se tiver em conta o episódio em que Viriato, Grande Líder da Resistência Lusitana contra a invasão romana, exprime o seu desprezo pelos bens do seu sogro Astolpas ). Bandua ( nome com variantes, entre as quais Bandonga e Band ) era adorado por Galaicos e Lusitanos;

BANDONGA – Deusa conhecida por uma inscrição que contém uma interessante referência a um indivíduo de nome “Celtius”, podendo aqui referir não tanto ao nome próprio mas mais a uma denominação étnica, isto é, “dos Celtas”. Alguns estudiosos dizem que isso se confirma pelo significado do prefixo Band, que segundo alguns, se refere a “ordenar” ou “proibir”, podendo também se referir a um prefixo feminino ( ainda hoje usado na Irlanda, como por exemplo em “Banshee” ). Seguindo outras teorias, como a que nos leva ao prefixo indo-europeu “Bhend” ( analisado anteriormente ), chegaremos a uma possível contraparte feminina de Band: uma Deusa tribal, protetora dos laços espirituais assim como dos laços de sangue, que unem a estirpe, nesta vida e além dela; Esse aspecto coloca Bandonga como uma Deusa de importância crucial para as Bruxas ibéricas, de Tradição Hereditária;

Basihea - Deusa celta ndo céu, dos pássaros e das viagens

BEL / BELENUS - Deus, estreitamente ligado aos Druídas. Deus da ciência, restabelecimento, primaveras quentes, fogo, sucesso, prosperidade, purificação, colheitas, vegetação, fertilidade;

Blathnat - Deusa celta da sexualidade e da morte;

BLODEUWEDD - Deusa celta das flores, do amor e da magia;  Deusa da terra em florescimento, flores, sabedoria, mistérios lunares, iniciações, Deusa jovem;

BODO - Divindade regional mencionada em Villapalos, Léon;

BOANN - Deusa mãe de Angus Mac Og; Deusa celta da inspiração, das artes e da fertilidade;

BOKON - Deus associado ao vinho. Herói mítico dos antigos celtibéricos;

BÔNCONCIOS – Deus Guerreiro lusitano;

BORMÂNICO – Deus das águas termais, equivalente a Esculápio. É portanto, um Deus da Saúde, adorado a norte do Douro. O seu nome significa “faço ferver”, isto é, a água que brota nas caldas. Alguns estudiosos interpretam Bormânico como uma Entidade de carácter iniciatório, já que na água tudo se dissolve, assim como todo passado simbolicamente é abolido, através da simbologia da morte no mergulho, e do renascimento no erguer-se das águas;

BRAN o Abençoado - Deus da profecia, das artes, dos líderes, da guerra, do sol, e da música;

BRANWEN - Deusa do amor e beleza;

BRIGA/ BRIGIT / BREED / BRIDA / BRIGHID / BRIGID / BRIDHIT  - Deusa associada ao Imbolc, Deusa de fogo, fertilidade, todas as artes femininas. Esta relacionado à agricultura, à inspiração, ao aprendizagem. à poesia, à adivinhação, profecia, amor, ao conhecimento oculto; Tríplice deusa celta presidindo a cura, as artes, a magia, padroeira do fogo e do lar, semelhante à romana Vesta e à grega Héstia;

BRIGANTÉS – Deusa Guerreira ibérica, possivelmente associada à tribo celta dos Brigantes (Calaicos). Também chamada Brigantia, é associada a Brigit, assim como a Minerva (segundo a Interpretatio Romana);

Cailleach - Deusa celta da Terra e Natureza, a Anciã ancestral da Escócia;

CANDÂMIO - Este teônimo foi registrado também como epíteto de Júpiter (Jupiter Candamius), o que indica esta Deidade como regente do raio e das tempestades;

Carman - Deusa celta da guerra;

CANDEBERÔNIO - Divindade regional mencionada em Vila Nova de Mares, Braga;

CARNEO - Divindade regional mencionada em Arraiolos, Évora, associado aos carneiros;

CARIOCECO – Deus lusitano da Guerra, equivalente a Marte (Ares). Segundo o antigo escritor Estrabão, "ofereciam um bode e os prisioneiros e cavalos"a essa Deidade. Ao norte do Tejo, é conhecido como Ares Lusitano. Na região da Galiza (Tuy), havia um culto local a Mars Cariociecus. O estudioso J. Leite de Vasconcelos, autor de “Religiões da Lusitânia”, expõe a hipótese do elemento “cario” provir do celta “corio”, que significa “corpo de tropas”;

CATHBADH - Druida que aparece em várias histórias do Ciclo de Ulster;

Cathubodua - Deusa celta da guerra que assumia a forma de corvo durante as batalhas

Ceadda - Deusa celta das fontes

Cerridwen - Deusa celta dos grãos, da inspiração e da sabedoria, detentora do caldeirão da transmutação

CERNUNNOS – Deus celta associado à Morte e ao Renascimento, assim como às florestas e aos animais. Em uma cerâmica encontrada em Numância, é representado através de uma figura em pé e com os braços ao alto, sua cabeça aparece coroada com chifres ramificados de cervo. Data do século II a.e.c.. É um Deus associado com a fecundidade, e está relacionado ao Deus Cornífero de Val Camonica (Itália), e também com as Divindades representadas no Caldeirão de Gudenstrup (Dinamarca);

Clidna - Deusa celta das ondas do mar;

Cliodhna - Deusa celta da beleza e sedução;

Cliodhna - Deusa celta da beleza e da eloquência;

COHUE (COHUENTENA) - Os estudiosos associam a deusa-tripla céltica Coventina ligada a fontes sagradas e curas;

CONALL CERNACH - Herói-guerreiro de Ulster; seu nome sugere seu status: Conall significa ‘forte’ e Cernach signifca ‘Vitorioso’;

CONCHOBAR - Rei de Ulster; intimamente ligado com o herói Cuchulainn;

CONN - O Alto Rei da Irlanda; Conhecido como ‘Conn das Cem Batalhas’;

COSUA – Deus da Guerra, venerado a norte e a sul do Douro ( portanto, comum a Calaicos e a Lusitanos). Também conhecido como Cosus. Há uma inscrição dedicada a este Deus no sudoeste de França, indicando seu carácter marcial – “Cososvs Devs Mars”. Cosus seria o Deus que presidiria à assembleia dos guerreiros das tribos, tendo por isso uma função jurídica;

Coventina - Deusa celta da água, semelhante a Boann, Belisama, Sinann e Sulis Domnia Padroeira celta dos menires e das pedras;

CRONE - conhecido em todas as regiões célticas. Ela representa velhice ou morte, inverno, o fim de todas coisas, o sangue menstrual, fases de vidas das mulheres. Toda destruição que precede regeneração através de ela, o caldeirão do renascimento;

CROUGA – Deus ligado às rochas e eventualmente à morte. Na Irlanda, é Crom Cruaich, o Deus da Destruição, a quem eram sacrificados os primogênitos de cada Clã e cujo nome parece significar algo como “Cabeça Curva”; em galês, é Pen Crug, teônimo que estabelece ligação entre Crom Cruaich e Crouga Magareaicus. É uma Deidade comum a Lusitanos e Calaicos;

CU CHULAINN- O mais forte guerreiro; seu nome significa ‘Cão de Culann’;

CU ROI - do Ciclo de Ulster, ele era o mago que tinha a habilidade de transmutação;

DAGDA - Deus da proteção, guerreiros, conhecimentos, magia, fogo, profecia, tempo, reencarnação, as artes, iniciações, o sol, restabelecimento, prosperidade e abundancia, música e harpa;

DANA/ DANU – Deusa Mãe dos celtas, Senhora dos Tuatha de Danann, adorada pelas Bruxas celtibéricas como a Grande Mãe Terra/ dos Deuses, provavelmente o mesmo como Anu, Patrona dos rios, água, prosperidade e abundância;

DEGANTA - Deusa que rege os rios;

DENSO - Divindade regional mencionada em Felgar, Moncorvo;

DERCETIO - Deus das Montanhas;

DEVA - Deusa celtibérica dos rios;

DEIRDRE - A mais linda dama cujo lenda tragica faz parte do Ciclo de Ulster;

DIANCECHT - Deus médico-mágico do Thuata da Danann. Deus de magia curativa, medicina;

DON - Deus governante da terra, da morte entradas para os outros mundos. Controle dos elementos, eloquência;

DRUANTIA (Todas as regiões célticas) - Deusa da fertilidade, paixão, atividades sexuais, árvores, proteção, conhecimento, criatividade. Padroeira celta das árvores;

DRUSUNA - Deusa do Carvalho, protetora das florestas, padroeira da Sabedoria Druídica;

DURBÉDICO – Deus cujo nome pode ser decomposto em “Durb” (céltico “drucht” = orvalho) + ed + icus, estes últimos sufixos comuns entre os celtas. Significaria assim “O Deus que goteja”, ou seja, um Deus ligado à água de fontes ou do rio Avus, que passa perto de Ronfe, onde a inscrição foi encontrada;

DYLAN - Deus do Oceano;

EBÚRIO - Deidade associada ao freixo e bosques em geral, também chamado Eburianos;

EDÓVIO - Divindade regional mencionada em Caldas de Reis, Pontevedra, também chamado Edouios;

ENDOVÉLICO – O mais conhecido dos Deuses Antigos da Lusitânia, semelhante ao Deus celta Sucellos. É uma Divindade de dupla manifestação, ora como Deus Subterrâneo, Senhor do Mundo dos mortos, cujo Santuário ficava em Rocha da Mina, ora como Deus Solar, adorado no Santuário do Outeiro de São Miguel da Mota, no Alandroal (atribui-se, inclusive, a esse Deus, a característica de Deidade tópica do outeiro onde seu culto se realizava). É um Deus associado à saúde, razão pela qual as pessoas peregrinavam até Seu Santuário, em Rocha da Mina, em busca de cura para seus males. Muitos estudiosos defendem a origem céltica de tal Deidade. Leite de Vasconcelos falou a respeito do nome céltico “Andevellicus”, comparando-o com nomes galeses e bretões, chegando ao significado de “O Deus Muito Bom”, curiosamente o mesmo epíteto do Deus irlandês Dagda. Os romanos, ao chegarem à península, absorveram o culto a Endovélico, como provam os vários ex-votos deixados por eles, com inscrições que atestam a Sua importância, como esta: “DEO ENDOVELLICO, PRAESENTISSIMI AC PRAESTANTISSIMI NUMINIS” (Deus Endovélico, Gênio aqui presente e muito prestativo). É considerado, portanto, o Pai da raça Lusitana, Deus com características solares, assim como saturnianas (isso nos remete a uma zoofania de importância primeira na heráldica lusitana: o Corvo, ave símbolo de Lisboa, que é regido pelo Sol e também por Saturno, associado aos mortos e ao Mundo do Além);

EPONA – Deusa céltica cujo culto na península é documentado em Sigüenza, numa figura que mostra essa Deidade sentada de frente e sobre um cavalo de perfil. É considerada uma Divindade protetora dos mortos. Possui atributos das Deusas Mães, como a Cornucópia (Chifre da Abundância). E por estar relacionada aos mortos, é vista como uma Mãe Psicopompa (condutora dos mortos até o Mundo do Além), já que o cavalo é tido como um condutor das almas. Epona é então, uma antropomorfização de tal conceito xamânico. Também está relacionada a Rigantona, a Amazona Céltica do Mabinogion. Deusa eqüina celta, adotada pelos romanos, protetora dos cavaleiros e dos animais;

ERBINA - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida;

ERIU - Deusa, uma das rainhas do Tutha da Danann;

EMER - esposa de Cu Chulainn;

Etain - Deusa eqüina e solar celta;

Fand - Deusa celta do mar, do amor, do prazer e da cura;

FEDELMA - poeta e profetisa a serviço da rainha Medb;

FERGHUS - Rei de Ulster, anterior a Conchobar;

FINN MAC COOL - Herói do ciclo de Fionn; era também o liders dos Fianna;

FINTAN - o Salmão da Sabedoria;

FLIDIAS - Deusa das Florestas e coisas selvagens;

GALAHAD - Filho de Lancelot; devido à sua pureza, completou a Busca pelo Graal;

GAWAIN - Um herói na Corte de Arthur; sua força crescia da manhã até o por do sol, e depois esta decrescia;

GUINEVERE (Gwenhwyfar) - Esposa de Arthur;

GOIBNIU / GOFANNON - Deus dos ferreiros, fabricante de arma, fabricação de joias;

GRAINNE - do Ciclo de Fionn, foi trazida para Finn, mas apaixona-se por Diarmaid, Deusa celta da luz solar e do amor;

GREEN MAN - Figura folclórica que simboliza a Natureza na Irlanda;

GWYDION - Deus, o maior, guerreiro- mágico, mudanças, magia, o céu;

GWYNN AP NUDD - Rei das Fadas;

GWYTHYR - Deus, contrário de Gwynn ap Nudd. Rei do mundo superior;

Habonde - Deusa da abundância, de origem celta e germânica, semelhante a Abundita e Fulla;

HERNE, o Caçador (Todas as regiões celtas) - Senhor da Caça selvagem. O lado ativo, masculino de natureza. Pai da Terra, dos animais selvagens, fertilidade, desejo, amor físico, agricultura, bandos;

ICCONA LOIMINNA: - Divindade a quem foi registrada um sacrifício de uma ovelha (apesar de alguns estudiosos traduzirem por égua) na inscrição lusitana de “Cabeço de Fráguas”, alguns estudiosos sugerem uma possível relação com a Deusa Epona;

IGRAINE - Mãe de Arthur, esposa de Uther Pendragon;

ILURBEDA - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida segundo as fontes pesquisadas;

Inghean Bhuidhe - Deusa celta do verão;

ISOLDA (Iseult) - Referida como ‘A Bela Isolda’; que apaixona-se pelo Herói Tristão;

Ker - Deusa celta dos cereais e da colheita;

Latiaran - Deusa celta da colheita, irmã de Inghean Bhuidhe (do verão) e de Lasair (da primavera);

LACIPAEA (LACIPEA) - Divindade feminina de natureza/atuação desconhecida segundo as fontes pesquisadas;

LAEBO – Deus cujo nome significaria “Torcido”, isto é, “Sinistro”, assim como os Deuses célticos da Magia bélica. Adorado exclusivamente na Lusitânia, tanto quanto se sabe. Em latim, é chamado Laebus;

LANCELOT - Grande campeão entre os Cavaleiros de Arthur;

LIYR / THLEER / LIR - Deus do oceano e água;

LUGO/ LUGH

Etimologia: "O dos braços compridos"

Funções: Deus Solar

Responsabilidade: Solar

Pais: Tailtiu | Conjuges: Dechtire

Filhos: Cuchulain (Dechtire)

Ele descende de uma linhagem mista — Tuatha e Fomore —, mas foi com sua imprescindível ajuda que os primeiros conseguiram derrotar os segundos. Sua mãe é Tailtiu, a própria Irlanda. Ele é o guerreiro mais completo de toda a ilha, pois sua habilidade com as armas se une a maestria em diversas atividades, como ferreiro, carpinteiro, poeta, historiador, estrategista militar, artista, druida, medico e metalúrgico, entre outras.

Da profundidade de seu culto, diversas cidades da Europa adotaram nomes cuja origem significa cidade de Lugh ou dedicada a Lugh. É o caso de Lyon, Leyden e Lugo.

Deus da Luz, cujo culto é documentado epigraficamente na inscrição de Peñalba de Villastar, datando do século I a.e.c. (onde encontramos a única menção antiga da Festa de Lughnasadh), assim como em outra inscrição em Uxama e mais uma, em Fuensabiñán, Guadalajara. Também encontram-se teônimos em área celtibérica como Luguadicus em Uxama, Luguateitubos, assim como em Lucobriga (Daroca), entre outros. Lug, ou Dis Pater é uma Divindade de carácter Solar, devido à raiz de seu nome, que significa “brilhar”, e dizia-se que seu rosto era tão brilhante que nada nem ninguém poderia mirá-lo( muitos estudiosos acreditam que o brilho a que refere o mito de Lug é o do raio cortando o Céu, que inclusive é simbolizado por sua Lança. O corvo é mencionado como uma zoofania típica de Lug, o que nos remete a Endovélico e seu duplo carácter solar-saturniano, de que o corvo é símbolo totêmico maior na Península Ibérica. Muitas cidades antigas foram construídas em torno de Santuários dedicados a esse Deus: Lugo na Calaecia (Galiza), noroeste da Espanha, assim como em outras áreas da Europa, o que mostra a universalidade de seu culto : Lugdunum (atual Lyon), Laon e Loudun, na França; Londinium (atual Londres), na Inglaterra; Lugarus, Lugano e Locarno, na Suíça; Luga e Luganskaya, na Rússia; Ludge, na Alemanha; Leidem, na Holanda; Luggude, na Suécia; Lugoj, na Romênia; Lugo, na Itália; e Lugos, na Áustria;

MACHA - Deusa protetora nos estados de guerra, deusa da força física pura, sexualidade, fertilidade, domínio acima dos homens, Deusa tríplice celta, formando juntamente com Badb e Neman a personificação da guerra;

MAELDUN –herói que partiu em viagem legendária;

MANANNAN MAC LIR -

Funções: Deus do Mar, Guardião do portal do Outro Mundo

Responsabilidade: Oceanos

Pais: Lyr | Conjuges:

Manannan Mac Lyr é uma divindade celta ligada ao mar e ao "Outro Mundo". É tido como filho de Lyr, um dos Tuatha Dé Danann, o pai de Lugh. É também a ele atribuída a guarda do portal que conduz ao do outro mundo.

Deus do oceano, navegantes, das tempestades, fertilidade, artes, renascimento;

MATRUBOS – As Matrubos ou Matres (Mães) são representações tríplices da Deusa Mãe, Senhora da Terra e Doadora dos frutos, assim como de toda a abundância (são representadas portando a Cornucópia e cestos repletos de frutos). Muito comuns no Mundo Céltico, Seu culto era praticado também na Ibéria, em Agreda;

Mari - Deusa celta dos bascos, presidia a chuva e punia os ladrões e os mentirosos. Também uma deusa hindu da morte, identifcada com Durga;

MARGAWSE - Mac Da Tho – aparece no ciclo de Ulster como rei de Leinster, mas na realidade é um deus do Outro Mundo;

MEDB –Rainha de Connacht; a tradução de seu nome significa ‘A que intoxica’;

MERLINn (Myrddin) – Mago Druida , em alguns casos é tido como um cargo, outros como Pessoa específica, envolvido em muitas intrigas da Côrte de Arthur;

Mider

Funções: Deus do submundo

Responsabilidade: Mortos e Submundo

Houve outros deuses celtas que quase eram réplicas perfeitas das deidades clássicas. Tal é o caso do deus Mider, cujas características são muito similares ao Plutão dos clássicos, pois estava considerado como o deus que governava os abismos subterrâneos e infernais. Sempre era representado com um arco, que sabe utilizar com extrema habilidade, e que lhe serve para selecionar as suas possíveis vítimas, que escolhe tanto entre os heróis como entre os mortais. Em certas ocasiões foi comparado com uma espécie de Guilherme Tell galo.

Mocca - Deusa celta da Terra;

MORGANA LE FAY / MORGEN / MOGAN LE FAY - De acordo com a versão Medieval da lenda, ela era uma mulher de grande astúcia (meia irmã de Arthur), que lidava com Magia,  Deusa celta da Água, rainha das Fadas, Senhora de Avalon;

MORRIGAN / MORRIGÚ / Moor-rig-oo – Deusa de primeira importância, cujo culto é comum a todas as tribos célticas. Sua zoofania principal é o corvo. É a Deusa da Guerra, Aquela que leva os guerreiros ao furor da batalha, invocada em vinganças e maldições contra os inimigos. Também é uma Deusa dos mortos, do Outro Mundo, invocada pelas Bruxas antigas para proteger o Clã. Seu nome vem do celta “Mor” e “righín”, ou seja, “Grande Rainha”, ou “Soberania”. Há evidências arqueológicas do culto a Morrigú desde a Era do Cobre, nas regiões da Espanha, da França, de Portugal, da Inglaterra e da Irlanda, onde inúmeras esculturas de uma mulher com uma cabeça de corvo, gralha ou falcão foram encontradas. Era conhecida por vários nomes, entre eles “Morrighan”, “Morgan”, “Morgana” e “Cathubodua”. Possui também um aspecto triplo, através do qual é conhecida como “As Três Morrigú”, ou “As Fúrias da Batalha”. Em tal representação, Morrigú se manifesta nas três Irmãs Negras: “Badb”, a Donzela, é o Corvo de Batalha, que sobrevoa o campo de batalha, cantando a morte dos guerreiros, e os leva ao Renascimento, através do Caldeirão da Imortalidade. Era representada em estandartes de guerra, onde a cabeça negra do corvo sobre um fundo vermelho-sangue estava presente, lembrando aos inimigos que em breve o sangue deles seria vertido ao chão, e suas carcaças seriam bicadas até os ossos, pelos corvos; “Macha”, a Égua-Mãe, é uma Deusa que protege a Sua prole ( isso originou a crença de que a Deusa daria a vitória àquele que se unisse a Ela sexualmente. Foi assim que Ela deu a vitória a Lug na batalha contra os Fomorians. Tal crença era comum a todas as tribos célticas, assim como também entre os celtíberos ); e “Nemhain”, a Fúria, a Anciã Negra que anunciava a morte dos guerreiros. Era chamada de “Lavadeira do Vau”, uma Velha sombria que lava as roupas manchadas de sangue no vau dos rios. O guerreiro que visse tal aparição antes de uma batalha, sabia que sua hora tinha chegado;

MUNIS – Deidade dos rios, também conhecida como “Munidia”. Seu culto é atestado nas localidades de Três Marias e Idanha-a-Velha (Portugal) e em Cáceres (Espanha);

NABIA – Deusa ligada às águas dos rios (seu nome significa “água corrente”). Os rios, no mundo céltico, são vistos como passagens para o Mundo do Além. Nabia tem também uma função guerreira e de orientação da comunidade, o que reforça o seu papel de padroeira do contato com o Outro Mundo, já que a guerra é uma porta para a vida pós-morte. Nabia era venerada por Calaicos e Lusitanos;

NANTOSVELTA – É uma Deusa gaulesa, também adorada pelos ibéricos. Deidade da Natureza, Esposa de Sucellos;

NAOISE – Romanticamente ligado a Deirdre no Ciclo de Ulster;

Nehelennia - Deusa celta, guardiã dos caminhos;

Nemetona -Deusa celta da guerra e dos bosques sagrados;

NEITOS– Deus da Guerra de cuja figura emanam raios, significando porventura o fulgor do seu furor guerreiro. EM latim, é chamado Netus. Parece haver uma ligação entre esta Deidade e o simbolismo da mão. Netus foi venerado em território da Lusitânia e da Celtibéria (onde é conhecido como Neton ou Neitin) bem como na Irlanda (onde é Net, Neit ou Nuadu, o do Braço/Mão de Prata);

NEMEDUS - Deus protetor dos bosques, associado a círculos de pedras e de árvores (Nemetons);

NUADA / NUDD (País de Gales e Irlanda) - Deus parecido com Netuno, Deus das águas, oceanos, pesca e sol;

OGMA / OGMIOS (Irlanda) - Deus da sabedoria e da profecia;

OISIN – Filho de Finn, guerreiro e poeta;

PARTHOLON –Liderou o grupo inicial que colonizou a Irlanda de acordo com a lenda do Livro das Invasões;

REVA – Divindade associada à Soberania e também à guerra. Comum a Lusitanos e Calaicos;

RHIANNON - A Grande Rainha, Deusa dos pássaros e cavalos, dos encantos e da fertilidade;

RUNESOCÉSIO – Deus Guerreiro e mágico dos Celtas do Alentejo ( Portugal ), referido como “Runesus Cesius”, sendo a segunda partícula do nome um epíteto. Atribuem-lhe origem céltica, significando “O Misterioso”, do irlandês arcaico “Run”, ou seja, “Mistério”, e/ou “armado de dardo”, que seria o seu epíteto segundo um mote celta. Chegamos então ao significado de Runesocesius: “O Deus dos Dardos” ou “O Misterioso armado de Dardo;

SCATHACH / SCATHA - Druida legendária que treinou o guerreiro Cu Chulainn. Patrona da destruição dos ferreiros, magia, profecia;

SUCELLOS – Deus gaulês da agricultura, das florestas e das bebidas alcóolicas, como nos atestam representações desse Deus carregando um barril de cerveja (suspenso numa estaca) e um martelo de Deus. É também venerado pelos ibéricos;

Sulis - Deusa celta da cura, considerada um aspecto da deusa Brighid e da deusa Minerva;

TANIT – Deusa de origem fenícia, incorporada pelos ibéricos, a partir de seus contatos com fenícios e cartagineses. Era venerada como Grande Deusa em Cartago, donde seu culto chegou a Espanha, e se instaurou na Ilha de Ibiza e em outras regiões da península, como Cartagonova (a atual Cartagena). Era venerada junto ao Deus Merkal-Baal;

TONGOENABIAGO – Deus Fertilizador e das fontes dos juramentos (o seu nome significa “Deus da fonte que se jura”). Na cidade de Braga, a norte do Douro, existe uma fonte dedicada a esse Deus, onde se faziam promessas e juramentos. Aqueles que juravam, diriam algo parecido a esta sentença em irlandês arcaico: “Tong a toing mo tuath” (“Juro o que jura o meu povo”). Tal juramento era feito por Tongoenabiago, junto da fonte de sua invocação;

TALIESIN - Deus poeta, da sabedoria, mago, música, conhecimento;

Tlachtga - Deusa celta dos raios e das revelações súbitas;

TREBARUNA – Deusa cujo nome significa, segundo Leite de Vasconcelos, “Segredo da Casa” (do celta “Trebo” = Casa, Lar, e “Rune” = Segredo, Mistério). Trebaruna seria assim o Espírito do Lar, uma Deusa Doméstica, passando depois para a sua função mais conhecida de Deusa Guerreira, da batalha e da morte em batalha. Não vemos, no entanto, a necessidade de qualquer transformação da parte da Deusa, no sentido de uma evolução de Guardiã do Lar para Deusa da Guerra: as duas funções podem perfeitamente coexistir o tempo todo na mesma mesma Divindade. Isto faz com que seja considerada uma versão lusitana das Deusas célticas da Guerra e da Magia: Morrigú, ou Morrighan, Macha e Badb Catha. Trata-se de uma Divindade adorada pelos lusitanos, assim como também pelos romanos invasores com um profundo respeito, como atestam as várias inscrições em aras votivas encontradas pela península, como esta em Cáceres, datada de entre os séculos I e II d.e.c. (depois da era comum): “A AUGUSTA TREBARUNA Marcus Fidius Macer filho de Fidius e inscrito na tribo Quirina magistrado III vezes duúnviro II vezes intendente das construções”.O que chama a atenção é o epíteto “AUGUSTA”, particularmente evocativo de grandeza. O lobo é uma zoofania própria de Trebaruna;

TREBOPALA - Deusa protetora das plantações, dos celeiros e dos animais domésticos;

Três Mães ou Três Matres, Deusas celtas doadoras da vida e da morte, reverenciadas pelos ciganos como “As três Marias”;

TRISTÃO - Cavaleiro de Arthur, envolvido em uma paixão doentia por Isolda Uther;

TURIACO – Divindade dos Gróvios ( povo do Entre-o-Douro-e-Minho ), cujo nome pode ser decomposto em “Turius” + “acus”, o que nos remete a uma inscrição irlandesa ( Tor í rí no tighearna ). É um Deus de Poder, pois “Tor” significa “Rei” ou “Senhor”;


PENDRAGON
- Rei dos Bretões, anterior a Arthur;

VAELICO - Deus Lobo que rege as iniciações de guerreiros;

VIVIANE - Uma das Senhoras do Lago (também sendo Nimue e Niniane); seu relacionamento com Merlin levou a um dos maiores desastres descritos na lenda medieval, A Morte de Merlin Lendas da Irlanda;

Yngona - A grande mãe dos celtas.

fonte: http://www.arvoresagrada.com.br; fonte: Templo de Apolo (não consta autoria)