Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

8 de mar de 2011

Deusa Sophia

Sophia pode ser sabedoria como a face feminina de Deus ou a Deusa.
E o interessante é que Sophia, em grego, tem o phi. Bem, então Sophia em grego, "hohkma" em hebraico, "sapientia" em latim, tudo sigficando sabedoria. Como Deusa da sabedoria, Sofia possui múltiplas faces: Deusa Negra, Divino Feminino, Mãe de Deus.
Sofia é um aion (entidade de poder divino), filha de um par primordial de invisíveis e inefáveis seres transcendentais, chamados de Profundidade (masculino) e Silêncio (feminino). Deste par surgiram 30 emanações ou Aions, compostos de um Aion masculino e um feminino cada. Sofia separa-se de seu par, que em muitas variantes do mito é chamado de Vontade. Tendo perdido seu gêmeo, o seu amor divino é pervertido em "hubris" ou orgulho excessivo e arrogante.
Ela abandona o caminho do "coração que compreende" (gnosis kardias) e vai em busca do conhecimento apenas do poder da mente.
Distante do abraço da totalidade divina e dos braços de seu consorte, sem ter entendido a natureza do par primordial, ela se torna convencida da futilidade de seus esforços mal concentrados.
Entretanto, sua paixão pelo conhecimento e seu desejo pelo pai-mãe tiraram de dentro de seu ser entidades curiosas, que subsistiram como criaturas vivas e impuras no abismo. Sofia neste instante, parece dividir-se em duas personalidades; uma mais elevada e outra inferior.

Sofia mais elevada é purificada e equilibrada, pois encontra-se unida ao seu consorte, restaurando assim a integridade da ordem divina. A Sofia inferior, em contrapartida, permanece na escuridão externa, onde ela dá vida à um monstro disforme descrito como "fruto feminino fraco". Pouco a pouco, numerosos arquétipos de luz e trevas se acercarão dela. O Demiurgo, tirânico princípio criador e preservador dos cosmos diferenciado e material, ganha vida, assim como sua contraparte espiritual, o Jesus Aion. Jesus desce até o universo material, onde irá resgatar Sofia do domínio do Demiurgo, que a mantém cativa, do mesmo modo que Teseu aventura-se para salvar a donzela-sábia das garras do touro-monstro.
A tarefa de salvar Sofia só se concretiza através do amor sexual e marital entre os dois, que provocará a purificação e o autêntico despertar. Jesus seria então, um "noivo celestial" que resgata sua amada. A imagem de Maria Madalena surge aqui, pois numerosas passagens nas variantes gnósticas dos Evangelhos revelam que esta figura feminina é a encarnação de Sofia.
Resta-lhe ainda, desculpar-se com os doze poderes governantes que hostilizou com seus caprichos, ato este denominado de doze arrependimentos. Sofia chora aos doze poderes e conquista sua influência poderosa.
Guiada por poderes angélicos e arcangélicos e sustentada pelo amor de seu noivo Jesus, ela entra em seu eterno lar de luz e de alegrias sem limites. Assim termina a história de Sofia, que depois de descer para a alienação e o caos, invocou à Luz, recebendo a força e a santificação de sua união com Jesus, recupera seu Trono da Sabedoria.
Do ponto de vista psicológico, Sofia pode ser definida como a personificação da necessidade de individualização. Sua história segue o padrão clássico dos quatro estágios do drama grego: o conflito, a derrota, a lamentação e a redenção ou solução conseguidas com o contato com o Divino. Este padrão quádruplo é a manifestação da imagem quádrupla da totalidade, celebrada por Jung.
Sofia, não é somente uma alma feminina, mas a alma de todas as coisas e pessoas. Todos nós estamos à procura da nossa totalidade.
Assim como Sofia, vagamos por caminhos incertos, nesta frenética busca. A salvação do homem é a união com a mulher dentro da sua alma (anima), enquanto que a libertação da mulher depende da comunhão com seu gêmeo masculino (animus).

Sofia, grávida do conhecimento, convida-nos para beber de sua taça da sabedoria. Entretanto, o maior problema das mulheres hoje, é não se permitir abrir-se para o novo, pode ser para uma chuva que cai descompromissada, para uma nova relação ou um novo conhecimento.
Ficar parada é não correr risco, mas também a vida passará e você deixou de vivê-la.
É hora de reflexão, de silêncio e de introspecção. É hora de ouvir e sentir o que nunca ouviu ou sentiu. O tempo passa para todos nós, mas como gastá-lo é que faz a diferença.
É somente com a incerteza e o afastamento de tudo que nos é familiar que processa-se o crescimento espiritual e, em tais momentos, é que podemos avaliar profundamente nossas vidas. Nem toda nossa cultura oferece-nos a sustentação para aprofundarmos espiritualmente. Quando nos dedicarmos a ouvir a nossa Sofia interior, conseguiremos tudo o que precisamos.
Todos nós, homens e mulheres, já reproduzimos ou ainda vamos reproduzir o caminho de Sofia, a eterna busca do sentido divino.
Jesus disse: "Onde estiver o seu tesouro, aí estará seu coração".
Sofia não buscava somente o sentido da busca, mas buscava também seu coração.
A figura de Sofia não desapareceu, ela permanece como a principal inspiração por trás de inumeráveis simbolizações místicas da sabedoria feminina através das eras. Sua mão oculta é vislumbrada no culto à Virgem Maria e nas musas femininas dos poetas sufis. Nossa Senhora Sofia com sua sabedoria de coração que compreende ainda está desperta!
Sofia é o mistério da vida,
É o conhecimento do corpo e da alma,
Sofia é sabedoria!

fonte: http://paginas.terra.com.br/arte/rosanevolpatto1/deusasofia.htm

Um comentário: