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8 de mar de 2011

Deuses Indianos

fonte: fzerostudio.com.br

A palavra raiz “brih” significa crescer, aumentar ou expandir e “an” significa produzir então Brahman é o começo que expande e se torna o universo inteiro. Brahman é o absoluto, supremo, impessoal, infinito, eterno, a fonte pré-cósmica da divindade, a causa de todas as causas, sem começo e sem fim, do qual todo emana e ao qual todo retorna. Ele não se manifesta mas está presente no maior corpo celestial e em também na indivisível partícula em todo animado e não-animado. Ele é a razão da consciência e da substancia.

Antes da criação do universo só existia o Brahman na forma não-manifesta e mais nada, nem espaço e tempo, nem sóis e planetas. Por vontade própria, ele se manifestou e sua energia operativa entrou em ação começando o ciclo da expansão.


 

 

 

 

 

 

Em sânscrito, o fenômeno Big Bang chama-se Bindu Visphot, traduzindo literalmente, explosão do ponto. Nesse momento, liberou-se enorme quantidade de energia radioativa e vibratória e começaram existir espaço e tempo. A dinâmica da energia radioativa tinha uma forma típica que foi denominada na mitologia indiana como “Swastica” e a energia vibratória foi simbolizada pelo “Om”.

BRAHMA - O CRIADOR

O Brahma – o primeiro da trindade divina, deu o primeiro impulso na criação do universo. Tudo que observamos, através dos nossos sentidos, é obra dele. Cosmologicamente ele é Hiranya Garbha – o ovo dourado, a bola de fogo, a partir da qual o universo se desenvolve.

Conforme a mitologia, na forma personificada ele tem quatro cabeças representando o controle sobre o tempo (quatro yugas) e espaço universal, a moringa na mão – água da vida, o símbolo da fertilidade e criação; na outra mão, os quatro Vedas, simbolizando o conhecimento e a consciência.

O tempo de duração da vida do Brahma, inclusive da trindade, é idêntico ao ciclo do universo. Durante esse período, são provocadas varias devastações parciais, que são denominadas como as noites do Brahma e ao acordar, ele começa o próximo ciclo de vida.

VISHNU - O PRESERVADOR

Vishnu, vem da palavra raiz “vis” – entrar, penetrar, difundir, e é assim, que ele sustenta e preserva o universo, integrando-se a sociedade. Ele se manifestou na terra através de suas nove encarnações, demostrando para a humanidade a moral e como viver em harmonia cósmica. Rama, Krishna e Buddha são consideradas suas três últimas aparições na terra.

Nas imagens personificadas, ele aparece com quatro mãos carregando a concha – energias vibratórias, o disco – chakra – o tempo, gada – o terror dos maus, o lótus – amor e fertilidade. Também, aparece deitado nas profundas águas em cima da serpente, demostrando a serenidade, a calma, o ambiente a doméstico, felicidade e o domínio sobre tempo.

Segundo o hinduísmo, Vishnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra, no total, existem dez avatares de Vishnu, das quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Krishnaos mais conhecidos - e outra ainda está por vir. São elas:

Matsya, o Peixe

Kurma, a Tartaruga

Varaha, o Javali

Narasimha, o Homem-Leão

Vamana, o Anão

Parashurama, o Homem com o machado

Rama

Krishna

Buddha, o Iluminado (Sidarta Gautama)

SHIVA - O TRANSFORMADOR

O terceiro aspecto do Trimúrty – trindade divina, é o Shiva, cuja função é de destruição, como popularmente é conhecido mas o termo apropriado deve ser regeneração ou transmutação, porque quando as reformas não proporcionam resultados satisfatórios, o velho deve ser derrubado para dar espaço a um novo. Shiva, como regenerador, evita e elimina doenças e como transmutador, eleva o ser aos níveis superiores de consciência. Foi através dele que os sábios receberam o conhecimento do yoga.

Na sua personificação, ele é descrito nas várias formas, principalmente sentado na posição de yogi, emanando paz e tranqüilidade. Os três olhos representam passado, presente e futuro; a lua crescente, na cabeça, indica o tempo medido pelas fases da lua; a serpente, na garganta, o tempo em ciclos e a imortalidade espiritual; a garganta dele é azul, por tomar o veneno para bem da humanidade; o Ganges, saindo da cabeleira significa a água da vida; o damroo (pequeno tambor), indica energias vibratórias e o tridente é o terror dos maus elementos.

Parvati, A Grande Mãe (SHAKTI)

É a esposa de Shiva, ela é a encarnação da deusa mãe. O nome Parvati significa “a das montanhas”, pois é considerada filha do Senhor das Montanhas (Himavan). Ela tem muitos outros nomes, como Gauri (a dourada), Ambika (a mãe), Bhairavi (a terrível), Kali (a negra), Uma, Lalita, etc. Na mitologia, Parvati tem dois filhos, Ganesha e Skanda, mas na tradição Shakta ela é a mãe de todos os Devas e Devis. O veículo (vahana) de Parvati é um leão ou tigre. A união de Shiva com Parvati é considerada como equivalente ao Absoluto, ou Brahman.

Vamos apresentar a seguir algumas das principais Devis, ou manifestações da Grande Deusa:

Sarasvati - A Deusa da Sabedoria

Ela é considerada a personificação de todo o conhecimento – artes, ciências e todos os demais ofícios e habilidades e é a companheira de Brahma. Ela é vista como a elegante representação da pureza e da sabedoria. É representada como uma bela mulher, de vastos cabelos negros, sobre uma flor de lótus, geralmente acompanhada por um pavão e por seu vahana, um cisne (que, por saber distinguir o leite da água, representa a sabedoria da deusa em separar o bem do mal). Possui quatro braços; em uma das mãos, carrega um livro, em outra, um rosário. Com as outras duas mãos, ela toca a veena (instrumento de cordas).

 

 

Lakshmi - A Deusa da Riqueza

Lakshmi é uma deusa associada à riqueza, à prosperidade e à generosidade, protegendo seus devotos de problemas financeiros. Também está associada à beleza e encanto. É também chamada de Shri. Ela é a companheira de Vishnu, e tem diferentes nomes quando se casa com as diferentes encarnações (avataras) de Vishnu.

 

Ganesh ou Ganesha - O destruidor de obstáculos

Ganesh é o deus destruidor dos obstáculos, de ordem material e espiritual, é o deus mais reverenciado na Índia, é o filho mais velho de Shiva e Parvati, é considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade com uma enorme barriga, com quatro braços (as figuras de Ganesh com dois braços são um Tabu) e a cabeça de elefante. Ele é o símbolo das soluções lógicas e daqueles que descobriram a divindade dentro de si.

Ganesha é o mais cultuado deus hindu. Seu nome é invocado antes de qualquer trabalho ou empreendimento, pois ele é considerado o deus que remove os obstáculos (vignam), sendo também conhecido como Vigneshwara.

Skanda  - O Deus da Guerra

Skanda é o deus da guerra. Sua montaria é o Vel, um pavão, e suas armas são: uma espada, um dardo, um bastão, um disco e um arco, embora, geralmente, ele seja retratado empunhando uma sakti ou lança, o dardo é usado para simbolizar o Seu alcance e proteção, o disco simboliza o Seu conhecimento da verdade, o cetro representa Sua força e o arco mostra sua habilidade para vencer todos os males. Montar o pavão simboliza sobrepujar o ego. Skanda é filho de Shiva e Parvati e irmão de Ganesh.

A Cultura Indiana é uma das mais ricas do mundo e, dentro dela, tem grande destaque a Mitologia Hindu. Ao trabalhar esta encantadora mitologia, desejamos trazer não só o prazer lúdico ou informativo de sua leitura. Os contos que acima representam a sabedoria e a religiosidade hindus, que, seja oralmente ou por escritos, foram transmitidas ao passar das gerações.

Deus Skanda

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