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16 de mar de 2011

Mitologia Hindu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

BASE

Brama

Estátua de Brama, o Criador

Brama, também conhecido pela grafia Brahma, é o primeiro deus da Trimurti, a trindade do hinduísmo, que forma junto com Vixnu eShiva.

Brama é considerado pelos hindus a representação da força criadora ativa no universo.

A visão de universo pelos hindus é cíclica. Depois que um universo é destruído por Shiva, Vixnu se encontra dormindo e flutuando no oceano primordial. Quando o próximo universo está para ser criado, Brama aparece montado num Lótus, que brotou do umbigo de Vixnu e recria todo o universo.

Depois que Brama cria o universo, ele permanece em existência por um dia de Brama, que vem a ser aproximadamente 4.320.000.000 anos em termos de calendário hindu. Quando Brama vai dormir, após o fim do dia, o mundo e tudo que nele existe é consumido pelo fogo, quando ele acorda de novo, ele recria toda a criação, e assim sucessivamente, até que se completem 100 anos de Brama, quando esse dia chegar, Brama vai deixar de existir, e todos os outros deuses e todo o universo vão ser dissolvidos de volta para seus elementos constituintes.

Brama é representado com quatro cabeças, mas originalmente, era representado com cinco. O ganho de cinco cabeças e a perda de uma é contado numa lenda muito interessante. De acordo com os mitos, ele possuía apenas uma cabeça. Depois de cortar uma parte do seu próprio corpo, Brahma criou dela uma mulher, chamada Satrupa, também chamada de Sarasvati. Quando Brahma viu sua criação, ele logo se apaixonou por ela, e já não conseguia tirar os olhos da beleza de Satrupa.

Naturalmente, Satrupa ficou envergonhada e tentava se esquivar dos olhares de Brama movendo-se para todos os lados. Para poder vê-la onde quer que fosse, Brama criou mais três cabeças, uma à esquerda, outra à direita e outra logo atrás da original. Então Satrupa voou até o alto do céu, fazendo com que Brama criasse uma quinta cabeça olhando para cima, foi assim que Brama veio a ter cinco cabeças. Da união de Brahma e Satrupa, nasceu Suayambhuva Manu, o pai de todos os humanos.

Nas escrituras, é mencionado que a quinta cabeça foi eliminada por Shiva. Brama falou desrespeitosamente de Shiva, que abriu seu terceiro olho e queimou a quinta cabeça de Brama.

Brama tem quatro braços, e nas mãos segura uma flor de lótus, seu cetro, uma colher, um rosário, um vaso contendo água benta e os Vedas.

O veículo de Brama é o cisne Hans-Vahana, o símbolo do conhecimento.

A esposa de Brama é Sarasvati, a Deusa da Sabedoria.

Na Índia em si, o deus é pouco cultuado, pois na visão hindu, sua função já se acabou depois que o universo foi criado. As lendas sobre Brama não são tantas nem tão ricas quanto as de Vixnu e Shiva. Para estes deuses existem incontáveis templos de adoração, mas para Brama, apenas um, que fica no lago Pushkar em Ajmer.

[editar]Dia de Brama

Brama vive cem anos, mas não são anos humanos, são "anos de Brama". O período do dia ou da noite da vida do deus é chamado de Kalpa, quando a noite de Brama chega, o universo é reabsorvido (Pralaya) no seu sono divino. Um Kalpa corresponde a 4.320.000.000 anos terrestres. A idade da Terra é medida em quatro Yugas ou "Eras", que são:

A cada Yuga que se passa, a virtude no mundo vai caindo progressivamente. Na Satya-Yuga a virtude prevalece e o mal é desconhecido. Na Treta-Yuga a virtude cai para três quartos. Na Dwapara-Yuga a virtude já caiu pela metade. Na Kali-Yuga, só resta um quarto de virtude. As quatro Yugas juntas formam a Mahayuga.

Vixnu

Vixnu, o Preservador

Na mitologia hindu, Vixnu (em hindi विष्णु, transl. Vishnu, da raiz sânscrita vishva, "tudo"), juntamente com Shiva e Brahma formam a trimúrti, a trindade hindu, na qual Vixnu é o deus responsável pela manutenção do universo.

Nas duas representações comuns de Vixnu, ele aparece flutuando sobre ondas em cima das costas de um deus-serpente chamado Shesh Nag, ou flutuando sobre as ondas com seus quatro braços, cada mão segurando um de seus atributos divinos, uma concha, um disco de energia, um lótus e um cajado.

A concha se chama Pantchdjanya, que têm nela todos os cinco elementos da criação: ar, fogo, água, terra e éter. Quando se assopra nessa concha, pode se ouvir o som que deu origem à todo o universo, o Om.

O disco, ou roda de energia de Vixnu, se chama Sudarshana, e representa o controle dos seis sentimentos, servindo de arma para cortar a cabeça de qualquer demônio.

O Lótus de Vixnu, se chama Padma, e é o símbolo da pureza e representa a Verdade por trás da ilusão.

O cajado de Vixnu, se chama Kaumodaki, ele representa a força da qual toda a força física e mental do universo são derivadas.

Segundo o hinduísmo, Vixnu vem ao mundo de diversas formas, chamadas avatares, que podem ser humanas, animais ou uma combinação dos dois. Todos esses avatares aparecem ao mundo, quando um grande mal ameaça a Terra; no total, existem dez avatares de Vixnu, dos quais nove já se manifestaram no nosso mundo - sendo Rama e Críxena (Krishna) os mais conhecidos - e outro ainda está por vir. São eles:

A esposa de Vixnu é a deusa Lakshmi, deusa da prosperidade e sorte, que o acompanha, encarnado na terra, como esposa de seus avatares. Seu veículo é Garuda, a águia gigante. Vixnu tem uma forte relação com a água (Nara), tanto que um de seus nomes éNarayana, aquele que flutua sobre as águas. Ele é representado ao lado de uma Serpente com muitas cabeças, já mencionada anteriormente. Do seu umbigo, nasce uma flor de Lótus da qual emerge Brama, o deus criador do universo.

1. Outros nomes de Vixnu

Há uma famosa prece hindu denominada Vishnusahastanama-stotra, ou "Os mil nomes de Vixnu". Os nomes derivam dos atributos do deus. Esses são alguns dos principais:

  • Acyutah (firme, permanente)

  • Ananta (sem fim, eterno, infinito)

  • Kesava (de cabelo abundante e belo)

  • Narayana (o que está sobre a água)

  • Madhava (relacionado à primavera)

  • Govinda (chefe dos pastores: um nome de Krishna)

  • Madhusudanah (aquele que destrói o demônio Madhu)

  • Trivikrama

  • Vamana (anão)

  • Aridhara

  • Hrsikeshah

  • Padmanabha (de cujo umbigo brota o lótus que contém Brama)

  • Damodara (um nome de Krishna)

  • Gopala (pastor: refere-se a Krishna)

  • Janardanah

  • Vāsudeva (filho de Vasudeva: refere-se a Krishna)

  • Anantasayana

  • Sriman

  • Srinivasa

Shiva

Shiva Estátua de Shiva meditando no Bangalore, Karnataka.

Nascimento Primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de4.000 a.C.).

Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama(Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.

Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.

1. Yôga

Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador". As primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". A criação da ioga, prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, intimamente ligada à transformação, é atribuída a ele.

Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o meditante (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).

2. O trishula

Shiva segurando o trishula

O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio)

3. A serpente

A naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Na tradição da ioga, ela também representa kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo um estado de hiperconsciência (samádhi), um estado de consciência expandida.

4. Ganga

No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d'água. Na verdade é o rio Ganges (Ganga) que nasce nos pés do Senhor Vishnu, e jorra na cabeça de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganges era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio tão logo saísse do Mundo Espiritual, caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranquilo, corresse pela Terra.

5. Lingam

Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.

O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.

É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yoni, a vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.

6. Damaru

Shiva, como Nataraja.

O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba /ôm/. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."

É com o som do damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.

7. Fogo

Shiva está intimamente associado ao fogo, pois esse elemento representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo da ioga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.

8. Nandi

Nandi ("aquele que dá a alegria") é o touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.

Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.

9. A lua crescente

A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.

10. Nataraja

Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.

Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.

Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.

A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."

11. Pashupati

Pashupati ("senhor dos animais", de pashu, "animais", "feras", "bestas", e pati, "senhor", "mestre") é uma das primeiras representações de Shiva e surgiu no neolítico, por volta de 4.000 a.C.. É representado com três faces, olhando o passar do tempo (passado-presente-futuro). A coroa em forma de cornos de búfalo evidencia a proximidade de Shiva com esse animal que representa as forças da terra e da virilidade. Pashupati está sentado em posição de meditação, o que nos faz pensar que as técnicas meditativas já existiam naquele período. Os quatro animais ao seu redor são o tigre, o elefante, o rinoceronte e o búfalo. Por ser o Senhor das Feras, Pashupati podia meditar entre elas sem ser atacado. Mas, há um outro simbolismo. Esses animais podem representar nossas emoções e instintos mais básicos como o orgulho, a força bruta, o ódio e a sexualidade desenfreada. Pashupati, então, é também aquele que domou suas feras interiores, suas emoções e convive sabiamente com elas. O Shiva Purana, conta que os deuses estavam em luta com os demônios e, como não estavam conseguindo vencê-los, foram pedir auxílio a Shiva. Shiva lhes disse: "Eu sou o Senhor dos Animais (Pashupati). Os corajosos titãs só poderão ser vencidos se todos os deuses e outros seres assumirem sua natureza de animal." Os deuses hesitaram pois achavam que isso seria uma humilhação. E Shiva falou novamente: "Não é uma perda reconhecer seu animal ( a espécie que corresponde no mundo animal ao princípio que cada deus encarna no plano universal). Apenas aqueles que praticam os ritos dos irmãos dos animais (Pashupatas) podem ultrapassar sua animalidade." Assim, todos os deuses e titãs reconheceram que eram o rebanho do Senhor e que ele é conhecido pelo nome de Pashupati, O Senhor dos animais. Esse textos nos mostra a ligação do Yoga primitivo com o Xamanismo.

12. Ardhanaríshvara

O lado direito da estátua é claramente masculino, apresentando os atributos de Shiva: a serpente, o tridente, etc. Do lado esquerdo, vemos uma figura feminina, com os trajes típicos, o brinco feminino, etc. Esse aspecto de Shiva representa a união cósmica entre o princípio masculino (Shiva) e o feminino (Parvati), entre a consciência (Shiva) e a matéria (Parvati).

As cobras que Shiva usa como colares e braceletes simbolizam o seu triunfo sobre a morte, a sua imortalidade.

O filete de água que se vê jorrar de seus cabelos é o rio Ganges. Conta a lenda que o Ganges era um rio muito revolto que corria na morada dos deuses. Os homens pediram para que o rio corresse também na terra. Porém, devido à violência do rio, seu impacto com a terra seria muito violento, terminando por aniquilá-la. Para resolver o problema, Shiva permitiu que o rio primeiro passasse por sua cabeça para amenizar o impacto com a terra, em seguida escorresse suavemente pelos seus longos cabelos.

Sendo o asceta eremita da Trimurti, Shiva é considerado o criador do Yôga, que teria ensinado pela primeira vez a sua esposa Parvati.

Origem: Wikipédia – enciclopédia livre

Deuses Auxiliares

Ganesha

Representação das quatro principais castas do hinduísmo em torno do deus Ganesha.

No hinduísmo, Ganexa ou Ganesha (sânscrito: गणेश ou श्रीगणेश (quando usado para distinguir status de Senhor) (ou "senhor dos obstáculos," seu nome é também escrito como Ganesa ou Ganesh e algumas vezes referido como Ganapati) é uma das mais conhecidas e veneradas representações de deus. Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o esposo de Buddhi (também chamada Riddhi) e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar (em tâmil), e Vinayakudu em Telugu. 'Ga' simboliza Buddhi (intelecto) e 'Na' simboliza Vijnana (sabedoria). Ganesha é então considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra. Em geral, antepõe-se ao seu nome o título Hindu de respeito 'Shri' ou Sri.

Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou "Destruidor de Obstáculos". Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.

O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora da Índia. Seus devotos são chamados Ganapatyas.

1. Iconografia

Assim como acontece com todas as outras formas externas nas quais o Hinduísmo representa deus, no sentido da aparência pessoal de Brahman (também chamada de Ishvara, o Senhor), a figura de Ganesha é também um arquétipo cheio de múltiplos sentidos e simbolismo que expressa um estado de perfeição assim como os meios de obtê-la. Ganesha, de facto, é o símbolo daquele que descobriu a Divindade dentro de si mesmo.

Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram. Quando Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram, ambos o Som (Ganesha) e a Luz (Skanda) nascem. Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza. Ele também simboliza as capacidades discriminativas que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.

Uma descrição de todas as características e atributos de Ganesha podem ser encontradas no Ganapati Upanishad (um Upanishad dedicado a Ganesha) do rishi Atharva, no qual Ganesha é identificado com Brahman e Atman. [1] Este Hino Védico também contém um dos mais famosos mantras associados com esta divindade: Om Gam Ganapataye Namah(literalmente: "eu Te saúdo, Senhor das tropas").

Nos Vedas pode-se encontrar uma das mais importantes e comuns orações a Ganesha, na parte que constitui o início do Ganapati Prarthana:

”Om ganaman tva ganapatigm havamahe kavim kavinamupamashravastanam

jyestharajam brahmanam brahmanaspata a nah shrunvannutibhih sida sadanam”

(Rig Veda 2.23.1)

De acordo às estritas regras da iconografia Hindu, as figuras de Ganesha com somente duas mãos são tabu. Por isso, as figuras de Ganesha são vistas habitualmente com quatro mãos que significam sua divindade. Algumas figuras podem ter seis, outras oito, algumas dez, algumas doze e outras catorze mãos, cada uma carregando um símbolo que difere dos símbolos nas outras mãos, havendo aproximadamente cinquenta e sete símbolos no total, segundo alguns estudiosos.

A imagem de Ganesha é composta de quatro animais, homem, elefante, serpente e o rato. Eles contribuem para formar a imagem. Todos eles individualmente e coletivamente tem profunda significância simbólica.

2. O deus da boa fortuna

Em termos gerais, Ganesha é uma divindade muito amada e frequentemente invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna quem proporciona prosperidade e fortuna e também o Destruidor de Obstáculos de ordem material ou espiritual. É por este motivo que sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa (por exemplo, viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma entrevista de trabalho, realizar uma cerimônia) com Mantras como: Aum Shri Ganeshaya Namah (salve o nome de ganesha), ou similares. É também por esse motivo, que tradicionalmente, todas as sessões de bhajan (cântico devocional) iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos "bons inícios". Por toda a Índia de cultura hindu, o Senhor Ganesha é o primeiro ídolo colocado em qualquer nova casa ou templo.

Além disso, Ganesha é associado com o primeiro chakra, que representa o instinto de conservação e sobrevivência e de procriação. O nome desse chakra é muladhara.

3. Atributos Corporais

Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e seu próprio significado:

  • A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;

  • O fato dele ter apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo;

  • As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar ideias. Orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também é;

  • A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;

  • Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele;

  • A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Ela simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;

  • A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo.

  • Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência condicionada (Chitta). O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós;

    • A mão segurando uma machadinha, é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com esta machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;

    • A segunda mão segura um chicote, símbolo da força que leva o devoto para a eterna beatitude de Deus. O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;

    • A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);

    • A quarta mão segura uma flor de lótus (padma), e ela simboliza o mais alto objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu.

4. O Senhor cuja forma é Om

Om ou Aum.

Ganesha é também definido como Omkara ou Aumkara, que significa "tendo a forma de Om (ou Aum) (veja a seção Os nomes de Ganesha). De fato, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra Devanagari que indica este grande Bija Mantra. Por causa disso, Ganesha é considerado a encarnação corporal do Cosmosinteiro, Ele que está na base de todo o mundo fenomenal (Vishvadhara,Jagadoddhara). Além disso, na língua tâmil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que relembra o formato da cabeça de Ganesha.

5. A presa quebrada

Estátua de Ganesha do Distrito de Andra Pradesh, Índia.

A presa quebrada de Ganesha, como descrita acima, simboliza inicialmente sua habilidade de superar ou "quebrar" as ilusões da dualidade. Porém, existem muitos outros sentidos que têm sido associados a este símbolo.

Um elefante normalmente tem duas presas. A mente também frequentemente propõe duas alternativas: o bom e o mau, o excelente e o expediente, fato e fantasia. A cabeça de elefante do Senhor Ganesha porém tem apenas uma presa por isso ele é chamado "Ekadantha," que significa "Ele que tem apenas uma presa", para lembrar a todos que é necessário possuir determinação mental.

(Sathya Sai Baba)

Existem várias anedotas que explicam as origens deste atributo particular (veja seção Como Ganesha quebrou uma de suas presas?)

6. Ganesha e o rato

Ganesha montado em seu rato. Note as flores oferecidas pelos devotos. Uma escultura do Templo de Vaidyeshwara emTalakkadu, Karnataka, Índia

De acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. Como veículo do Senhor Ganesha, o rato nos ensina a estar sempre alerta e iluminar nosso eu interior com a luz do conhecimento.

Ambos Ganesha e Mushika amam modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido para os dois durante cerimônias de adoração. OMushika é normalmente representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para as representações dos veículos das outras divindades. Porém, já foi tradicional na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.

Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente. O rato (extremamente voraz por natureza) é habitualmente representado próximo a uma bandeja dedoces com seus olhos virados em direção de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre suas patas, como se esperando uma ordem de Ganesha. Isto representa a mente que foi completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da comida sem sua permissão.

7. Casado ou Celibatário?

É interessante notar como, de acordo com a tradição, Ganesha foi gerado por sua mãe Parvati sem a intervenção de Shiva, seu marido. Shiva, de fato, sendo eterno (Sadashiva), não sentia nenhuma necessidade de ter filhos. Consequentemente, o relacionamento entre Ganesha e sua mãe é único e especial.

Essa devoção é o motivo pelo qual as tradições do sul da Índia o representam como celibatário (veja o conto Devoção por sua mãe). É dito que Ganesha, acreditando ser sua mãe a mais bela e perfeita mulher no universo, exclamou: "Traga-me uma mulher tão bonita quanto minha mãe e eu me casarei com ela".

No Norte da Índia, por outro lado, Ganesha é frequentemente representado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual). Popularmente no norte da Índia Ganesha é representado acompanhado por Sarasvati (deusa da cultura e da arte) e Lakshmi (deusa da sorte e prosperidade), simbolizando que essas características sempre acompanham aquele que descobre sua própria divindade interior. Simbolicamente isso representa o fato de que a abundância, prosperidade e sucesso acompanham aqueles que possuem as qualidades da sabedoria, prudência, paciência, etc. que Ganesha simboliza.

Histórias Mitológicas
1. Como ele obteve sua cabeça de elefante?

A mitologia altamente articulada do Hinduísmo apresenta muitas histórias na qual é explicada a maneira que Ganesha obteve sua cabeça de elefante; frequentemente a origem desse atributo particular é encontrado nas mesmas histórias que narram seu nascimento. E muitas dessas mesmas histórias revelam as origens da enorme popularidade do culto a Ganesha.

2. Decapitado e reanimado por Shiva

A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana. Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. Dali a pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o Deus. Shiva se enfureceu com esse garotinho estranho que tentava desafiá-lo. Ele disse a Ganesha que ele era o esposo de Parvati e disse que Ganesha poderia deixá-lo entrar. Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua querida mãe. Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha. No fim, ele decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. Todas as tentativas de encontrar a cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha com o primeiro ser vivo que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção norte. Shiva então mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte. Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneira e após sua morte, tomaram sua cabeça, e colocaram a cabeça do elefante no corpo de Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele é chamado de Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que deve ser adorado antes de iniciar qualquer atividade.

3. Shiva e Gajasura

Essa estátua de Ganesha foi criada no Distrito de Mysore de Karnataka no século XIII.

Outra história a respeito da origem de Ganesha e sua cabeça de elefante narra que, uma vez, existiu um Asura (demônio) com todas as características de um elefante, chamado Gajasura, que estava praticando austeridades (ou tapas). Shiva, satisfeito por esta austeridade, decidiu dar-lhe, como recompensa, qualquer coisa que ele pedisse. O demônio desejou emanar fogo continuamente do seu próprio corpo. Desse modo, ninguém poderia se aproximar dele. Shiva concedeu o que foi pedido. Gajasura continuou sua penitência e Shiva, que aparecia a ele de tempos em tempos, perguntou, mais uma vez, o que desejava. O demônio respondeu: "desejo que você habite meu estômago."

Shiva atendeu até mesmo a este pedido e, então, passou a residir no estômago do demônio. De fato, Shiva também é conhecido como Bhola Shankara porque é uma deidade facilmente agradada; quando está satisfeito com um devoto, concede-lhe o que for pedido e, isso, de tempos em tempos, gera situações particularmente intrincadas. Por esse motivo Parvati, sua esposa, procurou por ele em todos os lugares sem obter resultado algum. Como último recurso, foi ao seu irmão, Vishnu, pedir a ele que encontrasse seu marido. Vishnu, que conhece a tudo, respondeu: "Não se preocupe minha irmã; seu marido é Bhola Shankara e prontamente garante aos seus devotos tudo o que eles pedem, sem se preocupar com as consequências; acho que ele se meteu em algum problema. Vou procurar saber o que aconteceu."

Então Vishnu, o onisciente diretor do jogo cósmico, elaborou uma pequena encenação: transformou Nandi (o touro de Shiva) em um touro dançarino e o conduziu à frente de Gajasura, assumindo, ao mesmo tempo, a aparência de um flautista. A encantadora performance do touro fez o demônio entrar em êxtase e perguntar ao flautista o que ele desejava. O músico respondeu: "Você pode mesmo me dar qualquer coisa que eu pedir?" Gajasura respondeu: "Por quem me tomas? Eu posso lhe dar qualquer coisa que você pedir imediatamente!" O flautista então respondeu: "Se é assim, libere Shiva do seu estômago." Gajasura entendeu, então, que este não poderia ser outro senão o próprio Vishnu, o único que poderia saber desse segredo. Nesse momento, o demônio se jogou aos pés de Vishnu e, tendo liberado Shiva, pediu a este um último presente: "Tenho sido abençoado por você muitas vezes; meu último pedido é que todo mundo se lembre de mim adorando minha cabeça quando eu estiver morto." Shiva, então, trouxe seu próprio filho até ali e substituiu sua cabeça pela de Gajasura. Desde então, na Índia, é tradição que qualquer ação, para poder prosperar, deva ser iniciada com a adoração de Ganesha. Este é o resultado do presente que Shiva deu à Gajasura.

4. O Olhar de Shani

Uma história menos conhecida do Brahma Vaivarta Purana narra uma versão diferente do nascimento de Ganesha. Pela insistência de Shiva,Parvati jejuou por um ano (punyaka vrata) para propiciar Vishnu para que lhe desse um filho. O Senhor Krishna, após o fim do sacrifício, anunciou que ele mesmo encarnaria como seu filho em cada kalpa (era). Então, Krishna nasceu para Parvati como uma charmosa criança. Esse evento foi celebrado com grande entusiasmo e todos os deuses foram convidados para olhar o bebê. Porém Shani, o filho deSurya, hesitou em olhar ao bebê pois é dito que o olhar de Shani é prejudicial. Porém Parvati insistiu que ele olhasse para o bebê, então Shani o fez, e imediatamente a cabeça da criança caiu e voou para Goloka. Vendo Shiva e Parvati feridos de aflição, Vishnu montou em Garuda, sua águia divina, e apressou-se para a ribeira do rio Pushpa-Bhadra, donde ele trouxe a cabeça de um jovem elefante. A cabeça do elefante se juntou com o corpo do filho de Parvati, revivendo-o. A criança foi chamada Ganesha e todos os Deuses abençoaram Ganesha e desejaram a ele poder e prosperidade.

5. Outras versões

Outro conto do nascimento de Ganesha relata um incidente no qual Shiva matou Aditya, o filho de um sábio. Porém Shiva restaurou a vida ao corpo da criança morta, mas isso não conseguiu pacificar o sábio enfurecido Kashyapa, que era um dos sete grandes Rishis. Kashyap amaldiçoou Shiva e declarou que o filho de Shiva perderia sua cabeça. Quando isto aconteceu, a cabeça do elefante de Indra foi colocada em seu lugar.

Outra versão diz que em uma ocasião, a água de banho usada de Parvati foi jogada no Ganges e esta água foi bebida por Malini, a Deusa com cabeça de elefante, que logo após deu à luz um bebê de quatro braços e cinco cabeças de elefante. Ganga, a Deusa do rio o reivindicou como seu filho, mas Shiva declarou que ele era filho de Parvati, reduziu suas cinco cabeças a uma e o empossou como o Controlador de obstáculos (Vigneshwara).

6. Ganesha o escrivão

Na primeira parte do poema épico Mahabharata, está escrito que o sábio Vyasa pediu para Ganesha que transcrevesse o poema enquanto ele ditava. Ganesha concordou, mas somente na condição de que o sábio Vyasa recitasse o poema sem interrupções ou pausas. O sábio, por sua vez, colocou a condição que Ganesha não teria somente que escrever, mas também entender tudo o que ele escutasse antes de escrever. Dessa forma, Vyasa se recuperaria um pouco de seu falatório cansativo ao simplesmente recitando um verso bem difícil que Ganesha não conseguisse entender rapidamente. Começou o ditado, mas no corre-corre de escrever, a caneta de Ganesha se quebrou. Então ele quebrou uma de suas presas e a usou como caneta, só assim a transcrição pôde prosseguir sem interrupções, permitindo a ele manter sua palavra.

7. Ganesha e Parashurama

Um dia Parashurama, um avatar de Vishnu, foi fazer uma visita a Shiva, mas no caminho ele foi bloqueado por Ganesha. Parashurama lançou seu machado em direção a Ganesha, e Ganesha (sabendo que esse machado foi dado a ele por Shiva) se deixou golpear e perdeu sua presa como resultado.

8. Ganesha e a Lua

Dizem que certa vez, Ganesha após ter recebido de muitos de seus devotos uma enorme quantidade de doces (Modak), para poder digerir melhor essa incrível quantidade de comida, decidiu ir passear. Ele montou em seu rato, que utiliza como veículo, e foi adiante. Foi uma noite magnífica e a lua estava resplandecente. De repente uma cobra apareceu do nada e assustou o rato, que pulou e tirou Ganesha de sua montaria. O grande estômago de Ganesha foi empurrado contra o chão com tanta força que sua barriga abriu e todos os doces que ele comeu foram espalhados a seu redor. No entanto, ele era muito inteligente para se enraivecer por causa deste pequeno acidente e, sem perder tempo em lamentações inúteis, ele tentou remediar a situação da melhor maneira possível. Ele pegou a cobra que causou o acidente e a usou como cinturão para manter seu estômago fechado e reparar o dano. Satisfeito com essa solução, ele remontou em seu rato e continuou sua excursão. Chandradev (O Deus da Lua) observou toda aquela cena e caiu na gargalhada. Ganesha, sendo de temperamento curto, amaldiçoou Chandradev por sua arrogância e quebrando uma de suas presas, a atirou contra a lua, partindo em duas sua luminosa face. Então ele a amaldiçoou, decretando que qualquer um que olhasse para a lua teria má sorte. Escutando isso, Chandradev percebeu sua loucura e pediu perdão para Ganesha. Ganesha cedeu e como uma maldição não pode ser revocada, ele apenas a abrandou. A maldição então ficou sendo de que a lua iria minguar em intensidade a cada quinze dias e qualquer um que olhar para a lua durante o Ganesh Chaturthi teria má-sorte. Isto explica porque, em certos momentos, a luz da Lua diminui, e então começa gradualmente a reaparecer; mas sua face só aparece por completo somente por um curto período de tempo.

Ganesha, chefe do exército celestial

Estátua de Ganesha com uma flor.

Uma vez ocorreu uma grande competição entre os Devas para decidir quem entre eles seria o chefe do Gana (tropas de semideuses à serviço de Shiva). Foi pedido aos competidores que eles dessem a volta ao mundo o mais rápido possível e retornassem para os pés de Shiva. Os deuses foram, cada um em seu próprio veículo, e mesmo Ganesha participou com entusiasmo desta corrida; mas ele era extremamente pesado e seu veículo era um rato! Consequentemente, seu passo era muito devagar e isso foi uma grande desvantagem. Dali a pouco apareceu a sua frente o sábio Narada (filho de Brahma), que perguntou a ele aonde estava indo. Ganesha estava muito aborrecido e entrou em fúria porque é considerado um sinal de má-sorte encontrar um Brahmin solitário no começo de uma viagem. Mesmo que Narada seja o maior dos Brahmins, filho do próprio Brahma, isso ainda era um mau presságio. Além disso, não é considerado um bom sinal ser perguntado aonde está indo quando já se está no caminho; então, Ganesha se sentiu duplamente infeliz. No entanto, o grande Brahmin conseguiu acalmar sua fúria. O filho de Shiva explicou a ele os motivos de sua tristeza e seu terrível desejo de vencer. Narada o consolou, o exortando a não entrar em desespero, e deu a ele um conselho:

"Assim como uma grande árvore nasce de uma única semente, o nome de Rama é a semente da qual emergiu aquela grande árvore chamada Universo. Então, escreva no chão o nome "Rama", ande ao seu redor uma vez, e corra para Shiva para pedir seu prêmio."

Ganesha retornou a seu pai, que perguntou a ele como conseguiu terminar a corrida tão rapidamente. Ganesha contou a ele de seu encontro com Narada e do conselho do Brahmin. Shiva, satisfeito com essa resposta, declarou seu filho como vencedor e, daquele momento em diante, ele foi aclamado com o nome de Ganapati (Condutor do exército celestial) e Vinayaka (Senhor de todos os seres).

O apetite de Ganesha

Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho.

Um conto, retirado dos Puranas, narra que Kubera, o tesoureiro do Svarga (paraíso) e deus da riqueza, foi ao monte Kailasa para receber o darshan (visão) de Shiva. Como ele era extremamente vaidoso, ele convidou Shiva para um banquete na sua fabulosa cidade, Alakapuri, assim ele poderia demonstrar a ele toda sua riqueza. Shiva sorriu e disse para ele: "eu não poderei ir, mas você pode convidar meu filho Ganesha. Mas eu o advirto que ele é um comilão voraz." Inalterado, Kubera sentiu-se confiante que ele poderia satisfazer mesmo tal insaciável apetite de Ganesha, com suas opulências. Ele levou o pequeno filho de Shiva com ele para sua grande cidade. Lá, ele lhe ofereceu um banho cerimonial e o vestiu em roupas suntuosas. Após esses ritos iniciais, o grande banquete começou. Enquanto os serventes de Kubera estavam trabalhando duramente para trazer as porções de comida, o pequeno Ganesha apenas continuava a comer e comer.... Seu apetite não diminuiu mesmo quando devorou até a comida destinada aos outros convidados. Não havia tempo para substituir um prato por outro porque Ganesha já havia devorado tudo, e com gestos de impaciência, continuava esperando por mais comida. Tendo devorado tudo o que havia sido preparado, Ganesha começou a comer as decorações, os talheres, a mobília, o lustre.... Apavorado, Kubera se prostrou diante do pequeno onívoro e suplicou para que deixasse para ele pelo menos, o resto do palácio. "Eu estou com fome. Se você não me der mais nada pra comer, eu comerei até você!", ele disse a Kubera. Desesperado, Kubera correu para o monte Kailasa para pedir a Shiva que remediasse a situação. O Senhor então deu a ele um punhado de arroz tostado, dizendo que somente aquilo poderia satisfazer Ganesha. Ganesha já tinha sugado quase toda a cidade quando Kubera retornou e deu a ele o arroz. Com isto, finalmente Ganesha se satisfez e se acalmou.

O respeito de Ganesha por seus pais

Uma vez ocorreu uma competição entre Ganesha e seu irmão Kartikeya para saber quem conseguiria dar a volta aos três mundos mais rápido, e então ganhar o fruto do conhecimento. Karthikeya foi em uma jornada pelos três mundos, enquanto que Ganesha apenas andou ao redor de seus pais. Quando perguntado porque fez isso, ele respondeu que para ele, seus pais representam todos os três mundos, e então foi dado a ele o fruto do conhecimento.

Devoção à sua mãe

Uma vez, enquanto brincava, Ganesha machucou uma gata. Quando ele voltou pra casa ele encontrou uma ferida no corpo de sua mãe. Ele perguntou como ela se machucou. Parvati, sua mãe, respondeu que isso foi causado pelo próprio Ganesha! Surpreso Ganesha quis saber quando ele a machucou. Parvati respondeu que Ela como o divino poder está imanente em todos os seres. Quando ele machucou a gata, machucava a sua mãe também. Ganesha percebeu que todas as mulheres são realmente as manifestações de sua Mãe. Deciciu não casar e permaneceu um brahmachari, um celibatário, seguindo as regras estritas do Brahmacharya. Porém, em algumas imagens e escrituras Ganesha é frequentemente relatado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).

Festivais e adorações a Ganesha

Na Índia, existe um importante festival em honra ao Senhor Ganesha. Mesmo sendo mais popular no estado de Maharashtra, ele é festejado por toda a Índia. Ele é celebrado por dez dias começando pelo Ganesh Chaturthi. Isto foi introduzido por Balgangadhar Tilak como uma maneira de promover o sentimento nacionalista quando a Índia era governada pelos Ingleses. Esse festival é celebrado e sua culminação é no dia de Ananta Chaturdashi quando a murti do Senhor Ganesha é imergida na água. Em Mumbai (antes conhecida como Bombaim), a murti é imergida no Arabian Sea e em Pune no rio Mula-Mutha. Em várias cidades do Norte e Leste da Índia, como Calcutá, eles são imergidos no sagrado rio Ganges.

Celebrações de Ganexa pela comunidade indiana em Paris em 2004.

As representações de Shri Ganesh são baseadas em milhares de anos de simbolismo religioso que resultaram na figura de um deus com cabeça de elefante. Na Índia, as estátuas são expressões de significado simbólico e que por isso nunca foram reivindicadas como réplicas exatas da entidade original. Ganesha não é visto como um entidade física, mas como um alto ser espiritual, e murtis, ou representações em estátua, atuam como notificação dele como um ideal. Por isso, referir-se às murtis como ídolos trai os entendimentos Ocidentais Judaico-Cristãos de veneração insubstancial de um objeto ao considerar que na Índia, as deidades Hindus são vistas como acessíveis através de pontos simbólicos de concentração conhecidos como murtis. Por esse motivo, a imersão das murtis de Ganesh em rios sagrados próximos é compreensível pois as murtis são entendidas como sendo apenas apreensões temporais de um ser superior ao invés de serem 'ídolos,' que são tradicionalmente vistos como objetos adorados por causa de sua divindade própria.

A adoração de Ganexa no Japão vem desde o ano 806.

1. Ressurgimento da popularidade

Recentemente, houve um ressurgimento da adoração a Ganesha e um aumento do interesse no "Mundo Ocidental" devido a inundação de supostos milagres em Setembro de 1995. No dia de 21 de setembro de 1995, de acordo com a revista Hinduism Today (www.hinduismtoday.com), as estátuas de Ganesha (e de alguns outros deuses da família de Shiva) na Índia começaram a beber leite espontaneamente quando uma colher cheia era posta perto da boca das estátuas em honra ao deus elefante. Os fenômenos propagaram-se de Nova Délhi a Nova York, Canadá, Ilhas Maurício, Quênia, Austrália, Bangladesh, Malásia, Reino Unido, Dinamarca, Sri Lanka, Nepal, Hong Kong, Trinidad e Tobago, Grenada e Itália entre outros lugares. Isso foi visto como um milagre por muitos, mas muitos céticos afirmaram que isso foi outro exemplo de histeria coletiva. Alguns experimentos científicos conduzidos naquela época sugeriram a ação capilar como uma explicação para este fenômeno. Permanecia um mistério o porquê do fenômeno não haver se repetido até que o mesmo ocorresse novamente em 21 de agosto de 2006. Agora a questão é por que o fenômeno se repetiu.

O livro Ganesha, Remover of Obstacles de Manuela Dunn Mascetti é outra de muitas fontes que testemunham o Milagre hindu do leite.

Popularidade de Ganesha

Ganesha possui duas Siddhis (simbolicamente representadas como esposas ou consortes): Siddhi (sucesso) e Riddhi (prosperidade). É amplamente acreditado que "onde quer que esteja Ganesh, lá existe Sucesso e Prosperidade" e "onde quer que haja Sucesso e Prosperidade, lá está Ganesh". É por isso que Ganesha é considerado como aquele que traz boa sorte, e a razão pela qual ele é invocado primeiro antes de qualquer ritual ou cerimônia. Seja ela o Diwali Puja, ou uma nova casa, novo transporte, antes de uma prova estudantil, antes de entrevistas para emprego, é para Ganesha que se ora, porque acredita-se que ele irá vir para ajudar e garantir sucesso em qualquer empreitada.

Ganesha é venerado como Vinayak (culto) e Vighneshvar (removedor de obstáculos). Acredita-se que ele abençoa aqueles que meditam sobre ele. Ganesha, na astrologia, ajuda as pessoas a saber o que pode ser alcançado e o que não pode.

Os nomes de Ganesha

Estátua de Ganesha fotografada em Londres durante o dia santo de Dipavali.

Assim como outras Murtis hindus (ou deuses e deusas), Ganesh tem muitos outros títulos de respeito ou nomes simbólicos, e é frequentemente venerado através do canto dos sahasranama, ou mil nomes. Cada um é diferente e carrega um sentido diferente, representando um aspecto diferente do deus em questão. Quase todos os deuses Hindus têm uma ou duas versões aceitas de suas próprias liturgias dos mil nomes (sahasranam).

Alguns dos outros nomes de Ganesha são:

  • Ameya (Sânscrito: अमेय), sem limites (em Marathi)

  • Anangapujita (Sânscrito: आनंगपूजीता), O Sem-Forma, ou Sem-corpo

  • Aumkara (Sânscrito: ॐ कार), com o corpo na forma do Aum

  • Balachandra (Sânscrito: बालचंदृ), aquele que carrega a lua em sua cabeça

  • Chintamani (Sânscrito:????), aquele que retira as preocupações

  • Dhumraketu (Sânscrito: धुम्रकेतू), ou Ardente

  • Gajakarna (Sânscrito: गजकर्ण), aquele com orelhas de elefante

  • Gajanana (Sânscrito: गजानन्), aquele que possui a face de um elefante

  • Gajavadana, aquele que tem a cabeça de elefante

  • Ganadhyaksha (Sânscrito: गणध्यक्शमा), o líder das massas

  • Ganapati (Sânscrito: गणपती), Condutor dos Ganas, uma raça de seres anões do exército de Shiva

  • Gananatha, Senhor dos Ganas

  • Gananayaka, Senhor de todos os seres

  • Ekadanta (Sânscrito: एकदंत), Com somente uma presa

  • Kapila (Sânscrito: कपिल), o nome de uma vaca celestial. Ganesha representa as características de "doação" que simboliza a vaca, por isso o nome.

  • Lambodara (Sânscrito: लंबोदर), de grande barriga

  • Mushika Vahana, Aquele que conduz o rato

  • Pillaiyar, tâmil para "Filho Nobre"

  • Shupakarna, Grandes e Auspiciosas orelhas

  • Sumukh (Sânscrito: सुमूख), aquele que tem uma bela face: Ganesha é dito possuir todas as qualidades da Lua, que também é chamado o Deus da beleza, e por isso ele é conhecido como Sumukh.

  • Vakratunda (Sânscrito: वक्रतुंड), Tromba curvada

  • Vighnaharta (Sânscrito: विघ्नहर्त), Removedor de obstáculos

  • Vighna Vinashaka, remover of obstacles

  • Vighnesh ou Vighneshvara (Sânscrito: विग्णेशवर), controlador dos obstáculos (Vighna = obstáculos, eeshwara=senhor)

  • Vikat (Sânscrito: विकट), o feroz

  • Vinayaka, (Sânscrito विनायक), um líder distinto (Vi significa vishesha Especial e nayaka da raiz ni liderar, por isso, Líder

  • Vishvadhara ou Jagadoddhara, Aquele que mantém o universo

  • Vishvanata ou Jagannatha, Senhor do Universo

Outra murti muito amada é a Bala Gajanana ou Bala Ganesha (literalmente, pequeno Ganesha ou bebê Ganesha), na qual um Ganesha bem jovem com uma pequena tromba e grandes olhos é representado nos braços de seus Pais Divinos, ou enquanto ele docemente abraça o Lingam, o símbolo de Shiva.

1. Os doze nomes de Ganesha

O Ganesha Purâna, um importante texto dos Gânapatyas, nos dá uma lista dos doze principais nomes do deus-elefante. Esses nomes devem ser pronunciados antes de qualquer ritual. Eles são o seguinte:

1. Sumukha  : "O Senhor cheio de graça"

2. Ekadanta  : "O Senhor que só possui uma presa"

3. Kapila  : "O Senhor de cor fulva"

4. Gajakarna  : "O Senhor com orelhas de elefante"

5. Lambodara  : "O Senhor com uma barriga proeminente"

6. Vikata  : "O Deformado"

7. Vighnanâsaka : "O Senhor destruidor dos obstáculos"

8. Ganâdhipa  : "O Senhor protetor do Gana"

9. Dhûmraketu  : "O Senhor de cor esfumaçada" com dois braços cavalgando um cavalo azul, o Governante da Kali Yuga

10.Ganâdhyaksha : "O Ministro dos Gana"

11.Bhâlachandra : "O Senhor que usa a lua crescente em sua cabeça"

12.Gajânana  : "O Senhor com uma face de elefante".

Além desses, existem mais nomes que constituem os 21 nomes de Ganesha, utilizados durante o Puja. Oferenda de flores e arroz acompanham os 21 nomes de Ganesha (eka vishanti nama).

  • Vighnarâja  : "O Rei dos obstáculos"

  • Gajânana  : "O Senhor que possui face de elefante"

  • Lambodara  : "O Senhor com uma barriga proeminente"

  • Shivatmaja  : "O Filho de Shiva"

  • Vakratunda  : "O Senhor de tromba torcida"

  • Supakarna

  • Ganeshvara  : "O Senhor do Gana"

  • Vighnanashin : "O Destruidor de Obstáculos"

  • Vikata  : "O Deformado"

  • Vamana  : "O Anão"

  • Sarvadeva

  • Sarvadukhavinâshi

  • Vighnarhartr : "O Senhor que cancela os obstáculos"

  • Dhûmrâja

  • Sarvadevâdhideva

  • Ekadanta  : "O Senhor que tem apenas uma presa"

  • Krishnapingala : "O Senhor Azul e Escuro"

  • Bhâlachandra : "O Senhor que carrega a lua crescente na cabeça"

  • Gananâtha  : "O comandante supremo do Gana"

  • Shankarasunav: "O filho de Shankara"

  • Anangapujita : "O Senhor sem forma"

Parvati

Parvati (sânscrito: Pārvatī, पार्वती), às vezes escritas Parvathi ou Parvathy, é uma deusa hindu e nominalmente a segunda consorte de Shiva, o deus hindu da destruição e renovação. No entanto, ela não é diferente de Sáti, sendo a reencarnação da ex-consorte de Shiva. Ela também é a mãe de Ganesha, Skanda (Kartikeya). Algumas comunidades também acreditam que ela é a irmã de Vishnu e Shaktas. Ela é considerada como a derradeira Divina Shakti - a encarnação da energia total do Universo. Em muitas interpretações das escrituras, Parvati é também considerada como uma representação de Shakti, embora com aspecto mais suave do que a deusa mãe, porque ela é uma deusa. Ela é considerada a filha do Himalaia.

Parvati quando retratada junto com Shiva aparece com duas armas, mas, quando sozinha, ela é mostrada com quatro braços, e astride um tigre ou leão. Geralmente considerada uma deusa benigna, mas também tem aspectos temerosa como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas bem como benevolente formas como Mahagauri, Shailputri e Lalita. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina e todas as outras deusas são referidas como encarnações ou manifestações dela. Em Shavias, Parvati e Durga são iguais, mas seguidores de Shakti e Vishnu consideram Durga, Kali e Chandi como aspectos temerosos de Parvati, considerando-se ela como Deusa Suprema.

Sarasvati

Sarasvati é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa, de Brahma, o criador do mundo. Ela é representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar (um instrumento musical).

Ela é a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência. Seus símbolos são um Cisne e um Lótus Branco.

Sarasvati também é o nome de um rio extinto da Índia, do vale do rio Indo, onde se desenvolveu a civilização Sarasvati-Sindhu, por volta de 3000 a.C.. O rio foi redescoberto por satélite no fim do século XX.

Lakshmi

Lakshmi ou Laxmi é uma divindade do hinduísmo, esposa do deus Vishnu, o sustentador do universo na religião hindu. É personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna. A deusa é sempre invocada para amor, fartura, riqueza e poder. É o principal símbolo da potência feminina, sendo reconhecida por sua eterna juventude e formosura.

Pode ser vista sentada sobre uma flor de lótus, ou segurando flores de lótus nas mãos, e um cântaro que jorra moedas de ouro.

Geralmente atribui-se a Lakshmi o símbolo da suástica, que representa vitória e sucesso. Apadma é o nome dado a Lakshmi, quando representada sem o lótus, ao sair do Oceano.

Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas.

REENCARNAÇÕES DA DEUSA

A Deusa-Mãe Lakshmi é consultada pela população hindu, buscando algum tipo de riqueza. Há oito modalidades de se adorar Lakshmi, levando em conta o resultado desejado. A imagem abaixo também ilustra as oito reencarnações da Deusa Lakshmi:

  • Santhana lakshmi

Ela protege toda a Riqueza da Família, principalmente as crianças.

  • Gaja laksmi

Ela surge como Rainha Universal com seus dois elefantes que atendem todas as preces e orações..

  • Aishwarya lakshmi

Só Ela encerra a totalidade do conhecimento, tanto material quanto espiritual.

  • Dhanya lakshmi

É Ela que alimenta o mundo nos concedendo a Riqueza da boa colheita dos grãos.

  • Adhi lakshmi

Ela é a Mãe Divina e fonte de todo o poder de Vishnu.

  • Vijaya lakshmi

É Ela que nos concede a vitória sobre obstáculos e problemas (vitória também no trabalho e aspectos legais)

  • Dhana lakshmi

Ela é a doadora do todo tipo de riqueza

  • Veera lakhsmi ou Dhairyalakshmi

É Ela que nos dá força e coragem para enfrentarmos qualquer sacrifício.

A esta deusa era consagrado o chamado dia de Savitu-Vrta, normalmente comemorado no dia 16 de maio.

Outros nomes

Kali

Altar celebrando a deusa Kali, que paira, como é tradicional, sobre o corpo dominado de Shiva.

Kali, do sânscrito Kālī काली (que significa, literalmente, A Negra), é uma das divindades mais cultuadas do Hinduísmo. Apresenta-se com aspecto terrível e a tradição inclui sacrifícios animais e antigamente humanos -- segundo observado ainda pelos colonizadores ingleses no século XIX.

No entanto, no paganismo ela é a verdadeira representação da natureza e é também considerada por muitas pessoas a essência de tudo o que é realidade e a fonte da existência do ser. Deusa da morte e da sexualidade, Kali - cujo nome, em sânscrito, significa "negra" - é a esposa do deus Shiva, segundo o tântrismo é a divina Mãe do universo, destruidora de toda a maldade. É representada como uma mulher exuberante, de pele escura, que traz um colar de crânios em volta do pescoço e uma saia de braços decepados - expressando, assim, a implacabilidade da morte.

A lenda conta que, numa luta entre Durga e o demônio Raktabija, este fez o desespero de Durga com um maléfico poder: cada gota do sangues e transformava em um demônio. Durga e Shiva, ao tentar matar os vários demônios que surgiam a cada gota de sangue, cortavam a cabeça (e daí nasciam mais e mais demônios). Já em desespero, surge Kali, que cortava as cabeças e lambia o sangue (daí representado pelo colar de cabeças, pela adaga e a língua de fora). Assim, dizimou os demônios-clones de Raktabija.

Mas Kali não é uma deusa do mal pois, na verdade, o papel de ceifadora de vidas é absolutamente indispensável para a manutenção do mundo. Os devotos são recompensados com poderes paranormais e com uma morte sem sofrimentos.

Kali é a destruidora do demônio Raktabija. Ela é também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva.

A figura da deusa tem quatro braços, pele azul, os olhos ferozmente arregalados, os cabelos revoltos, a língua pendente, os lábios tintos de hena e bétele. No pescoço traz um colar de cabeças humanas, e nos flancos uma faixa de mãos decepadas. Sempre é representada em pé sobre o corpo caído do esposo Shiva.

Apesar da aparência malvada, Kali é só mal compreendida pelas pessoas. Ela mostra o lado escuro da mulher e a verdadeira força feminina. Kali é venerada na Índia como uma mãe.

Fonte: wikipédia

ABHASWARAS

Abhaswaras é uma classe de sessenta e quatro deidades da mitologia hindu. Sua natureza é pouco conhecida.

ABHIMANI

Abhimani é um Deva da mitologia hindu, filho mais velho de Brahma, conhecido também por Agni (fogo). Desposou Swaha e teve três filhos, Pavaka, Pavamana, e Suchi, personificando os três fogos que produziram a Terra e a humanidade.[1]

Abhimanin, seus três filhos e seus 45 netos constituem os 49 fogos místicos das Puranas.

Abhimanin representa o princípio cósmico, a força primordial na evolução do universo, o fogo é representado com desejo de criar. Seus três filhos, por sua vez, de acordo com a Vayu-Purana, representam os três aspectos diferentes de Agni (fogo): Pavaka é o fogo eletro-magnético, Pavamana é o fogo produzido pela fricção, e Suchi é o fogo solar. Interpretado no plano humano, eles são o "Espírito, Alma e o corpo"..[2]

Outra lenda diz que eles foram amaldiçoados pelo sábio Vasishtha, por isso são obrigados a nascer e renascer pela eternidade.

ADITI

Aditi é uma personagem da mitologia hindu, em sânscrito significa 'Livre, desimpedido.' Infinito.

Ela é a deusa do céu, inconsciente, o passado, o futuro e a fertilidade. Ela é amais antiga das deusas, mãe de Agni e de Adityas com Kasyapa. Ela é associada com as vacas, um animal sagrado nas crenças Hindus. Aditi é a filha de Daksha e Veern. Ele concebeu oito Devas que eram lindos, inteligentes e devotos do todo poderoso. Definida como a área ilimitada acima dos céus comparado com que existe abaixo dele; ou, de acordo com M. Muller, "o infinito visível, visível aos olhos nus; o que existe no espaço sem fim acima da terra, além das nuvens, acima dos céus." No Rig-veda ela é frequentemente adorada "para abençoar todas as crianças e castelos, para proteger e para perdoar.

"Aditi é chamada de Deva-matri, `mãe dos deuses,' e é representada como sendo a mãe de Daksha e a filha de Daksha. Mas a complexidade dos mitos hindu faz a compreensão desta divindade mais complexa ainda, pois sobre esta afirmação Yaska escreve no Nirukta :-" Como pode isto ser possível? Eles podem ter a mesma origem; ou, de acordo com a natureza dois deuses, eles podem nascer um do outro, teriam dividido a sua substancia entre eles." "Oito filhos nasceram do corpo de Aditi; ela acerca os deues com sete mas se mantém longe do oitavo, Marttanda (o sol)." Estes sete foram os Adityas. No Yajur-veda Aditi é intitulada como aquela que "Suporta o céu, sustém a terra, soberana deste mundo, esposa de Vishnu; "mas no Maha-bharata e no Ramayana, como nos puranas, Vishnu é conhecido como filho de Aditi. Na Vishnu purana ele é definida como a filha de Daksha e a esposa de Kasyapa, com quem ela foi a mãe de Vishnu, na sua eclipsada encarnação (em consequência do que ele éas vezes chamada Aditya), e também de Indra, e ela é chamada " a mãe dos deuses " e "a mãe do mundo . " Indra a conheceu com sua mãe, e Vishnu, após receber a adoração de Aditi, endereçou a ela estas 13 palavras: " Mãe, deusa, tu se mostrou consideração por mim e concedeu me a sua bênção." Acordo como o Matsya Purana um par de brincos foram produzidos pela espuma dos oceanos, que Indra deu para Aditi, e em vários Puranas falam da história destes brincos sendo roubados e levados para a cidade de Prag-jyotisha pelo Asura reiNaraka, de onde eles forma recuperados e trazidos de volta para ela por Krishna.Devaki, a mãe de Krishna, e representada como sendo nascida ou uma das manifestações de Aditi. Veja o rig veda de Max Muller, i. 23O; texto de Muir, iv. II, v. 35.

AGNI

Agni é uma divindade Hindu. A palavra agni é Sânscrito para "fogo" (nome), com a mesma origem do Latim ignis.

No Hinduísmo, ele é um deva, segundo no poder e importância atribuída na mitologia védica , apenas ultrapassado por Indra. Ele é gémeo de Indra, e assim, filho de Dyaus Pita e Prthivi. Noutra versão, ele é filho de Kasyapa e Aditi ou de uma rainha que escondeu a sua gravidez do marido. Ele possui dez mães, ou dez irmãs, ou dez criadas, que representam os dez dedos do homem que inicia o fogo. Ele possui dois pais: estes representam os dois paus que, quando ambos friccionados de modo intenso, criam fogo. Alguns dizem que destruiu os seus pais quando nasceu, porque não poderiam tomar conta dele. É casado com Svaha e pai de Karttikeya através de Svaha ou Ganga. Ele é um dos Ashta-Dikpalas, encarregado de guardar e representar o Sudeste.

O seu nome é a primeira palavra do primeiro hino do Rigveda:
अि॒ग्नम् ई॑ळे पुरो॒िह॑तं यज्ञ॒स्य॑ देव॒म् ऋि॒त्वज॑म् ।
होता॑रं रत्नधा॒त॑मम् ॥
agnim īļe purohitam / yajñasya devam ŗtvijam / hotāraM ratnadhātamam.
(As vogais sublinhadas possuem o acento de altura védico udātta.)
"Eu louvo Agni, o sacerdote da casa, o ministro divino do sacrifício, o invocador, o melhor presenteador do tesouro."

Os sacrifícios a Agni vão para as divindades porque Agni é um mensageiro dos deus e para os deuses. Ele é eternamente jovem, porque o fogo é re-aceso todos os dias; mas, ele também é imortal.

Em algumas histórias acerca dos deuses hindus, Agni é aquele enviado para a frente nas situações perigosas.

O Rigveda frequentemente diz que Agni eleva-se das águas ou que reside nas águas. Ele poderá ter sido originalmente o mesmo que Apam Napat.

Embora os sacrifícios védicos de fogo (yagya) tenham desaparecido largamente na maioria do Hinduísmo, Agni e o sacrifício de fogo ainda é parte do ritual de qualquer casamento Hindu moderno, onde Agni é tido como o chefe sakshi ou testemunha do casamento e guardião da santidade do casamento. De facto, sem as tradicionais 7 voltas em redor do fogo sagrado, perante a actual Lei Matrimonial Hindu, o casamento é considerado nulo.

1. Agni em outras religiões

No Zoroastrismo, ele é Atar, literalmente, fogo, que simbolicamente representa a força radiante e criadora de vida de Ahura Mazda. No Budismo Indo-Tibetano, ele é um lokapala, guardando o Sudeste. (Veja-se, por exemplo jigten lugs kyi bstan bcos: = "Faz o teu coração no canto Sudeste da casa, que é o local de Agni"). Ele também possui um papel central na maioria dos ritos homa (fogo puja).

AIRÂVATA

Airâvata é um personagem da mitologia hindu.

O deus elefante e montaria de Indra. Este elefante surgiu das águas quando os deuses agitaram o oceano, é por esta razão que seu nome é derivado de Iravat que significa produzido pelas águas. O elefante é a montaria de cada uma das oito deidades que presidem os oito pontos cardeais.

Lista das deidades

  • (1) - Leste - INDRA

  • (2) - Sudeste - AGNI

  • (3) - Sul - YAMA

  • (4) - Sudoueste - SURYA

  • (5) - Oueste - VARUNA

  • (6) - Noroeste - VAYU

  • (7) - Norte - KUBERA

  • (8) - Nordeste - SOMA

Cada uma destas deidades tem um elefante que defende e à protege. O chefe deles é o Airâvata de Indra. Ele é chamado de ARDH-MATANGA (elefante das nuvens), ARKASODARA(irmão do sol) e NAGA-MALLA (elefante combatente). O nome da companheira elefanta de Airâvata é Abharamu.

Airâvata tem quatro pressas e tem um branco imaculado. Prithu, de acordo com a "vishnu purana", fez dele rei de todos os elefantes. Como parte da lenda, Brahma segurou em suas mãos duas metades de um casca de ovo enquanto ele lia os hinos sagrados. Da metade da casca segurada pela mão direita surgiram os oitos elefantes incluindo Airâvata e da casca da mão esquerda oito vacas-elefantes.

Outro mito interessante diz que inicialmente todos os elefantes tinham asas, eles podiam voar pelos céus. Uma vez um destes elefantes voadores pousou pesadamente sobre uma árvore abaixo da qual um sábio estava fazendo um puja. Os ramos da árvore se quebraram e o som perturbou o sábio. A lenda fala que ele amaldiçoou todos os elefantes e eles perderam as suas asas. Mas, entretanto eles não perderam a capacidade de fazer nuvens.

O culto dos elefantes brancos como deidades é amplamente praticado em algumas partes da Ásia como também na Tailândia e Burma.

AKILANDESWARI

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AKILANDESWARI

Akilandeswari é uma das principais personificações da deusa hindu Parvati. A famosa morada de Akilandeswari é o templo deThiruvanaikaval[1]. Outras importantes personificações de Parvati são Minakshi de Madurai, Kamakshi de Kanchipuram e Vishalakshi deVaranasi.

AMRITA

Amrita é um liquido da mitologia hindu e na mitologia budista.

É a água da vida. O termo é conhecido nos Vedas, e parece se aplicar em varias coisas oferecidas em sacrifício, mas mais especialmente como suco Soma. Ele é também chamado de Nir-jara e Piyusha. Nos tempo remotos ele era água da vida produzida peça agitação do oceano por deuses e demônios, a lenda diz com algumas variações no Ramayana, o Maha-bharata, e as puranas. E por este liquido que os deuses, adquirem a imortalidade. A palavra significa literalmente "sem morte".

É também um nome comum na Índia e Nepal, "Amrit"(masculino) e "Amrita" (feminino).

1. História

Os deuses, sentindo sua fraqueza, tendo sido derrotados por demônios, ou de acordo com as escrituras, sob a interdição de um santo sábio, pediram ajuda a Vishnu, implorando a ele que revelasse o vigor e a dadiva da imortalidade. A história é contada na Vishnu Purana tendo sido resumida como:

Os deuses endereçaram o poderoso Vishnu assim-'Os aquele que conquistou por batalha os demônios malignos, Nós aclamamos o teu socorro, alma de todos; Piedade, e ao vosso poder nós nos entregamos!' Hari, o senhor, criador do mundo, Assim aos deuses imploramos, o todo poderoso respondeu-' Sua força será restaurada, deuses de ye; Só façam o que eu mandar agora. Unam se em união pacífica com seus inimigos, colham todas as plantas e as ervas das mais diversas espécies de todo o lugar; as misturando em um mar de leitoso. levam Mandara, A montanha, com uma vara, e tornem Vasuki, A serpente em uma corda; no oceano juntem tudo para produzir a bebida- Fonte de toda força e imortalidade-então contem com minha ajuda; cuidarei para que seus inimigos ajudem em seu trabalho duro, mas não tomem parte da recompensa, nem bebam da fonte da imortalidade.'

2. Na filosofia yogi

Amrita é um fluido que sai da glândula pineal e desce até a garganta quando o yogi em estado de profunda meditação, algumas lendas dizem que basta uma gota para conquistar a morte.

Amrita é um néctar, um liquido que tem uma relação como soma (liquido da vida eterna),

A) Pratica

Para o Amrita aparecer na boca faça a prática do jíhva bandha, ou seja a contração da ponta da língua contra a parte posterior da úvula (no palato mole no céu da boca). Esse ponto é chamado sanga ou trivêni, confluência das três principais nádís na altura da garganta. A contração da língua massageia indiretamente a glândula pineal no cérebro e produz diferentes sensações nas papilas gustativas, os gostos podem ser alcalinos, amargos e lácteos até aparecer um gosto de dificil exatidão (conhecido como elixir lunar). O jíhva bandha impede que o amrita, que se concentra no soma chakra, entre o ájña e o sahásrara, escoe para os chakras inferiores.

O praticante deve deixar a língua contraída desta forma e o olhar para o intercílio, fazendo bhrúmadhya drishti.

No início pode ser difícil manter a contração durante muito tempo, por causa da grande salivação e pequenas dores na musculatura da garganta; não obstante, com a prática o bandha fica mais agradável e fácil de manter por um bom tempo.

Algumas pessoas chegam ao extremo de cortar o freio da língua, algo totalmente desaconselhado.

APSÁRAS

Apsarás (Sânscrito: अप्सरा, apsarā) são os espíritos femininos das nuvens e das águas na mitologia Hindu e Budista.

No Rig-Veda há apenas uma Apsará, a esposa de Gandharva; em escrituras posteriores há muitas Apsarás, criadas por Brahma, que agem como criadagem de Indra ou como donzelas celestiais da sua corte que dançavam diante do seu trono.

Natya Shatra lista as seguintes apsarás: Manjukesi, Sukesi, Misrakesi, Sulochana, Saudamini, Devadatta, Devasena, Manorama, Sudati, Sundari, Vigagdha, Vividha, Budha, Sumala, Santati, Sunanda, Sumukhi, Magadhi, Arjuni, Sarala, Kerala, Dhrti, Nanda, Supuskala, Supuspamala e Kalabha.

Os Apsarás são ninfas do paraíso de Indra. O nome, significa 'movendo-se na água,' tem analogia com Afrodite. Elas não são provenientes dos Vedas, mas Urvasi e outras poucas mencionadas. No Manu elas são chamadas as criações dos sete Manus. Nos poemas épicos elas são proeminentes, e o Ramayana e os Puranas atribuem sua origem ao movimento dos oceanos(Veja em Amrita). Elas são ditas saídas das águas, os deuses as tomaram por esposas, assim elas tornar-se comuns a todos. Elas foram apelidadas de Suranganas, 'esposas dos deuses,' e Sumad atmajas, filhas do prazer.'

"Então das profundezas agitadas surgiram às legiões das Apsarás, assim chamadas por saírem do elemento água que lhes era próprio. Destes seres. Miríades nasceram, e todas trajadas com vestes celestiais, e jóias celestes: Ainda mais divinos são os seus semblantes celestiais, enriquecidos com todas as dádivas da graça, da juventude e da beleza. Um séquito numeroso a seguem ; Mesmo deste modo belas, Nem deuses nem demônios buscam seu legítimo amor: De fato Raghava! Elas ainda mantém seu encanto. Os tesouros dos céus"

Apsarás dizem ser capazes de mudam suas formas de acordo com a sua vontade, e especialmente governam a fortuna do jogo e da jogatina. Urvasi, Menaka, Rambha e Tilottama são as mais famosas entre as Apsarás que são bem versadas nas artes da música e da dança. O número total de Apsarás na corte de Indra é 26, cada uma representando um distinto aspecto de uma das artes. Elas podem ser comparadas com as musas da Grécia antiga ou ninfas, dríadas, náiades etc.

Um dos seus deveres é guiar ao paraíso os guerreiros que caem em combate, se tornando suas esposas. Elas são divididas em daivika ("divinas") ou laukika ("mundanas").

Nas Puranas vários ganas ou classes delas são mencionadas com nomes distintos. O Vayu Purana enumera quatorze, o Hari-vansa sete classes. Elas são novamente distinguidas como seres daivika, 'divinos,' ou laukika, 'ordinários.' A principio diz serem dez e mais tarde trinta e quatro, e elas são as encantadoras (feiticeiras) celestes que fascinam os heróis, como Urvasi, e persuadem os austeros sábios em sua devoção e penitências, como Menaka e Rambha.

O Kasi-khanda menciona "Há trinta e cinco milhões delas, mas somente umas mil e sessenta são as principais." As Apsarás, então, são seres do mundo das fadas, lindas e voluptuosas. Elas são as esposas ou as amantes amantes Gandharvas, e não é prudente dispensar seus favores. Seus namoros na Terra foram numerosos, e elas são as recompensas do paraíso de Indra para os heróis que caíram em batalha. Elas tem a força de mudar as suas formas; they are afeiçoadas aos jogos de dados, e dão sorte aqueles que as favorecem. No Atharva-veda elas não são tão amáveis; que podem produzir a loucura, e por isso há encantos e encantamentos para se usar contra elas. Há um longo artigos sobre elas no dicionário de Goldstucker, do qual muito do que há acima foi adaptado.

1. observações

"Originalmente estas divindades parecem ter sido personificações de vapores que são atraídos pelo sol e formam a névoa e neblina; estes personagens parecem ser vagamente mencionados nos hinos do Rig-veda. Em um período subsequente... (seus atributos foram expandidos com a sua associação com os Gandharvas), elas tornaram-se divindades que representam fenômenos ou objetos físicos ou etéricos associados com a vida" (a vida elementar do céu).

As Apsarás estão associadas aos ritos de fertilidade. No Hinduísmo, as menores Apsarás (também Vrikshaka, fadas) são às vezes referidas como espíritos da natureza, que enganam os homens os levando até a morte.

Apsarás são frequentemente citadas nas artes budistas do Camboja até China. Elas são motivos de decorações dos templos de Angkor.

ARDJUNA

Ardjuna é uma personagem da mitologia hindu.

Filho do deus Indra é um dos cinco heróis da epopeia hindu.

Seu feitos estão documentados em Mahabharata

ARIAMAN

Ariaman é um personagem da mitologia hindu. Pode-se referir a:

A energia solar na mitologia védica, usado como expressão tem um significado aproximado do termo "amigo do peito" em português.

ASURAS

Asuras é uma categoria de personagem da mitologia hindu. A palavra significa antideuses (Sânscrito: असुर).

Pela mitologia esses personagens são os antagonistas dos suras ou devas ou deidades. Ambos os grupos são filhos de Kashyapa. O nome é um cognato de Ahura do Zoroastrianismo, onde "Ahura" é um sinônimo de Æsir.

Na tradição semita-cristã, eles poderiam ser caracterizados como anjos caídos.

Inicialmente eles são considerados seres poderosos regentes dos princípios morais e do fenômeno social (Varuna, os guardiões de rta, ou Bhaga, o patrono dos casamentos) e os devas regentes dos fenômenos naturais (Ushas, que quer dizer amanhecer, ou Indra, um deus do tempo).

Mitra, Varuna e Vritra são conhecidos Asuras.

Mais tarde a tradição hindu os considera demônios, possivelmente pelos períodos de secas que assolaram a região.

Com o surgimento dos arquétipos das forças do bem e do mal nos sutis ou invisíveis reinos da existência humana, o mundo ficou dividido entre divino(daiva) e o demoníaco(asura). Como guia das ações humanas que levariam a ação (pravrittri) e a renuncia (nirvrittri).

De acordo com a tradição hindu a renuncia levaria pureza, bondade e a verdade, por outro lado a ação levaria ao sofrimento tornando o ser insaciável pelo: desejo, hipocrisia, orgulho, arrogância e desilusão.

AVATAR

Os dez avatares de Vishnu (em sentido horário, a partir do canto superior esquerdo): Matsya, Kurma, Varaha,Vamana, Krishna, Kalki, Buda, Parshurama, Rama eNarasimha, (no centro) Krishna

Avatar é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes até do Ser Supremo. Deriva do sânscrito Avatāra, que significa "descida", normalmente denotando uma (religião) encarnações de Vishnu (tais como Krishna), que muitos hinduístas reverenciam como divindade.

Muitos não-hindus, por extensão, usam o termo para denotar as encarnações de divindades em outras religiões.

1. Definição

Avatar vem do sânscrito Aval, que significa "Aquele que descende de Deus", ou simplesmente "Encarnação". Qualquer espírito que ocupe um corpo de carne, representando assim uma manifestação divina na Terra.

A melhor definição vem de um antigo escrito indiano, Vedas:

"Avatara, ou a encarnação da Divindade, descende do reinado de Deus pela criação e manutenção da manifestação em um corpo material. E essa forma singular da Personalidade da Divindade que então se apresenta é chamada de encarnação ou Avatara. Tais Personalidades estão situadas no mundo espiritual, o reinado de Deus. Quando Eles transcendem para a criação material, Eles assumem então o nome Avatara." - Chantajar-caritativa 2.20.263 - 264.

Um avatar é uma forma encarnada de um Ser Supremo, e tais incontáveis formas divinas residem em um plano espiritual.

Quando essa forma despersonalizada de Deus transcende daquela dimensão elevada para o plano material do mundo, Ele - ou Ela - é conhecido então como a encarnação ou Avatara.

Em uma concepção mais abrangente, a encarnação poderia ser descrita como o corpo de carne. Mas essa concepção seria talvez errada, conquanto tais formas divinas não se tornam reais seres de carne e osso, ou assumem corpos materiais. Uma alma comum assume corpos matérias de carne e osso, mas no caso dessa manifestação divina, Seu corpo e Sua alma transcendem a matéria e embora apareçam como impersonalizações, aquele corpo também pertence a Sua essência espiritual.

Essa palavra Avatar se tornou popular entre os meios de comunicação e informática devido às figuras que são criadas à imagem e semelhança do usuário, permitindo sua "personalização" no interior das máquinas e telas de computador. Tal criação assemelha-se a um avatar por ser uma transcendência da imagem da pessoa, que ganha um corpo virtual, desde os anos 80, quando o nome foi usado pela primeira vez em um jogo de computador.

Mas a primeira concepção de Avatar vem primariamente dos textos Hindus, que citam Krishna como o oitavo avatar - ou encarnação - de Vishnu, a quem muitos Hindus adoravam como um Deus.

DARMA

Darma ou Dharma (em sânscrito: धर्म, transl. Dharma; em páli Dhamma) significa "Lei Natural" ou "Realidade". Com respeito ao seu significado espiritual, pode ser considerado como o "Caminho para a Verdade Superior". O darma é a base das filosofias, crenças e práticas que se originaram na Índia.

A mais antiga dessas, conhecida como Hinduísmo, é a Sanatana Dharma (ou Dharma Eterno). No Budismo, no jainismo e no sikhismo, o darma também tem um papel axial. Nessas tradições, seres que vivem em harmonia com o darma alcançam mais rapidamente o mocsa, o Dharma Yukam, o nirvana ou libertação da roda das samsaras, ou ciclo de reencarnações.

O darma também se refere aos ensinamentos e doutrinas de diversos fundadores de tradições, como Siddhartha Gautama no budismo e Mahavira no jainismo. Como doutrina moral sobre os direitos e deveres de cada um, o Dharma se refere geralmente ao exercício de uma tarefa espiritual, mas também significa ordem social, conduta reta ou, simplesmente,virtude.

DEVAS

Devas são espíritos intimamente ligados e integrados à natureza, trabalhando nela sem questionar. Não são bons nem maus, mas podem ser manipulados pelos humanos para finalidades boas ou ruins. Em um certo ponto de evolução, eles se individualizam, e podem ser confundidos com anjos, ou fadas. Em um certo estado de consciência, algumas pessoas podem vê-los. Podem se apresentar como gnomos, duendes, fadas, sereias, sílfides e outros.

Na mitologia Hindu, os devas equivalem aos anjos do Cristianismo. O nome deriva da raiz sânscrita div, que significa resplandecente, aludido à sua aparência autoluminosa. Como adjetivo significa algo divino, celeste, glorioso.

GARUDA

GARUDA

Garuda é uma figura mitológica presente nos mitos do hinduísmo, originariamente uma águia. Pássaro solar brilhante como o fogo, é a montaria do deus Vishnu, que é ele próprio de natureza solar. Garuda é Nagari, inimigo das serpentes ou Nagantaka, destruidor de serpentes.

É o emblema dos soberanos de raça solar e Naga o dos soberanos de raça lunar. Garuda é também a palavra alada, o triplo Veda, um símbolo do verbo, ou seja, o mesmo que a águia representa na iconografia cristã.

Garuda possuía cabeça humana com bico e três olhos, asas, braços e pernas, e era inimiga das serpentes Nagas.

1. Garuda Purana

O Garuda Purana é um dos dezoito Mahapuranas e é considerado o principal texto hindu a respeito da transmigração da alma, vida após vida. É uma espécie de códice do samsara, ou ciclo eterno de nascimentos e mortes.

O Purana narra um diálogo entre Garuda e Vixnu a respeito de como ocorre a transmigração e explicando detalhadamente o processo conforme é apresentado nos diversos outros textos védicos.

2. A lenda de Garuda

Um dia a mãe de Garuda e a mãe dos Nagas fizeram uma aposta de qual seria a cor do cavalo divino que estava saindo da batedura do oceano e quem perdesse se tornaria prisioneira da outra, a mãe dos Nagas ganhou a aposta.Querendo a liberdade de sua mãe, Garuda foi até os Nagas e perguntou o que ele poderia fazer para libertá-la, os Nagas disseram que ele teria que roubar e entregar para eles a água da imortalidade dos deuses. Garuda voou até à montanha na qual a água estava guardada, mas para consegui-la ele teve que enfrentar um exército de deuses e dois dragões que guardavam a água. Feito isso, Garuda entregou a água da imortalidade para os Nagas e estes libertaram sua mãe, mas, antes que os Nagas pudessem beber da água, os deuses vieram e a tiraram deles.

Garuda é o emblema nacional da Tailândia e da Indonésia.

KALA

Kala é o deus hindu da morte e da destruição.

KALKI

Representação do Deus Kalki

Kalki é uma figura da religião hindu. Trata-se do décimo e último grande avatar de Vishnu. Seu nome é frequentemente tomado como metáfora para "eternidade","tempo" ou "a morte" relacionado ao futuro e a morte. Segundo os preceitos do hinduísmo, Kalki virá montado em um cavalo branco e desembainhando uma espada flamejante no fim da idade da escuridão, ou Era de Ferro (Kali Yuga) para eliminar o mal e fazer a restauração do dharma. Podendo assim se iniciar um novo ciclo, o começo de uma Satya Yuga.

A tradição hindu permite interpretações diversas do que avatares são e como eles agem. Avatar significa "descida" e indica uma descida da consciência divina em uma manifestações de forma mundana. O Garuda Purana enumera dez avatares, sendo Kalki o décimo. O Bhagavata Purana inicialmente lista vinte e dois avatares, mas cita um adicional de três para um total de vinte e cinco avatares. Ele é apresentado como o vigésimo segundo avatar na lista.

Kalki representado como Vajimukha

Imagens populares mostram Kalki montado num cavalo branco com asas. Nestas imagens, Kalki aparece brandindo uma espada na mão direita e está empenhada em erradicar a miséria, corrupção e deboche de Kali Yuga. As vezes, é representado como a forma de um homem com uma cabeça de cavalo, chamado de Vajimukha.

KAMADEVA

Kamadeva (em sânscrito: कामदेव, Kāmadeva) é o deus hindu do amor.[1] Também é conhecido pelos nomes de Ragavrinta ("ramo de paixão"), Ananga ("incorpóreo"), Kandarpa ("deus do amor"), Manmatha ("batedor de corações"), Manosij ("aquele que sobe da mente", contração da frase sânscrita Sah Manasah Jāta), Madana ("intoxicante"), Ratikānta ("senhor das estações"), Pushpavān ou Pushpadhanva("aquele com o arco deflores") ou simplesmente Kāma ("desejo").

Imagem hindu alusiva ao deus Kamadeva

Kamadeva é representado como um jovem bonito e alado que carrega um arco e flechas. Seu arco é feito de cana-de-açúcar, com uma corda feita de mel de abelhas, e suas flechas são decoradas com cinco tipos de flores de diversas fragrâncias.

Seus companheiros são um cuco, um papagaio, abelhas zunido, a personificação da estação da primavera e a brisa suave (todos símbolos da estação).

De acordo com a purana de Xiva, Kamadeva é um filho (na realidade uma criação) de Brama, o criador do universo. De acordo com outras fontes, incluindo a purana de Skanda, Kamadeva é irmão de Prasuti; ambos seriam filhos de Shatarupa, uma das criações de Brama. Acréscimos posteriores o consideram filho de Vixnu.[2] Todas as fontes concordam que Kamadeva é marido de Rati (Ratī), filha de Prasuti eDaksha (outro filho/criação de Brama). De acordo com algumas crenças, Kamadeva teria reencarnado certa vez como Pradyumna, filho deCríxena e Rukminī.

KANÇA

Kança é um Deus da Mitologia Hindu.

MANU

Manu (da raiz verbal homem em sânscrito) na mitologia Hindu é o filho de Svayambhuva, pai e marido de Ila. Na Teosofia os Manus não são homens, mas um coletivo. Eles são considerados os "pais da humanidade". São um nome genérico para os Pitris, os progenitores da humanidade.

NANDI

Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da alma.

PÂRANA

Pârana é o deus dos ventos.

PUCHAN

Puchan (também referenciado como Pusan) é o deus hindu da criação e adestramento dos animais domésticos.

RAMA

Sita-Rama, herói e heroína do Ramáiana. Rama (ao centro) com a sua parceira Sita, seu irmão Lakshmana e seu antropoide devoto Hanuman. Rama e Lakshmana estavam sempre prontos para a batalha (arcos e flechas), dado o fato de que o seu dharma os obriga a lutar. Rama se exibe em pele azulada, indicando a sua proveniência divina e eternidade como avatar de Vishnu.

Rama (Devanagari: राम), na mitologia hindu, é considerado um dos avatares do deus Vishnu[1]. A ele é dedicado o poema sagrado Ramáiana, que juntamente com o Maabárata compõem as mais respeitadas narrativas históricas (Itihasas) da culturavédica.

Rama ou Ramachandra significa a fonte do todo o prazer, que é comparado a Chandra, a lua encantadora, ou aquele que brilha na Terra.

A vida e a jornada de Rama são baseadas na aderência perfeita ao dharma. Pela honra do seu pai, Rama abandona a sua pretensão ao trono de Kosala para ficar em exílio por catorze anos na floresta[2].

É o símbolo do grande homem, o perfeito filho, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Sua saga está descrita na epopeia literário-religiosa do Ramáiana, onde é relatado com detalhes seu casamento com Sita, e sua luta contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Recebeu ajuda de Hanuman nesta empreitada.

O conceito da conversão não pertence a este sistema religioso.

RATI

Rati é a deusa hindu da volúpia, esposa de Kama ou Kamadeva, o deus do amor.

RUDRA

Rudra é o deus da tempestade e dos trovões na mitologia hindu. Um dos lokas de Shiva.

SHASHTI

Shashti, na mitologia hindu antiga era o deus das florestas e se assemelhava ao deus cultuado na mitologia grega e romana.

Este deus era normalmente celebrado com um festival no dia 12 de maio, ocasião em que se queima incenso de ervas e se atira cinzas em jardins, o que simboliza o encontro dele com a mãe natureza.

SAVITRI

Na mitologia hindu, Savita é o nome de uma divindade que representa o Sol em seu triplo aspecto de deidade benfeitora que assombra, vivifica e alimenta.

Savita é descrita nos Vedas com braços, mãos e cabelos de ouro. Em certas tradições é identificada (e em outras, é totalmente distinta) com a principal deidade do sol chamada Surya. Em seu louvor se invocam hinos védicos, sendo considerado o rei do sol, da aurora e do ocaso.

SITA

Sita Marhi.jpg

Sita é uma personagem da Mitologia hindu.

1. História

Sita foi a esposa de Rama, na realidade filha da deusa Terra e surgida num lago de dentro de uma flor de lótus. Foi encontrada pelo piedoso rei de Mitila, Janaka Maharaja, que a criou como uma filha. A narrativa purânica (ancestral) conta que o Maharaja Janaka era o guardião do famoso arco de Xiva (Shiva), tão grande e pesado que era transportado por uma junta de dez bois enormes.

O rei editou um édito, onde Sita seria dada em casamento ao xátria (kshatyia) que conseguisse armar o arco de Xiva. Anualmente havia um torneio onde se reuniam os xátrias mais poderosos para tentar a proeza, mas nenhum deles jamais conseguira sequer erguer o arco.

Rama surgiu no palácio do Maharaja conduzido por um sábio que o apresentou como um sério pretendente à mão de Sita. Rama possuía compleição delicada e era apenas um adolescente de pouco mais de 14 anos.

Meio que relutante o rei permitiu que Rama se apresentasse no torneio como pretendente à mão de Sita, e na tentativa de armar o arco, Rama foi tão poderoso que fraturou o arco ao vergá-lo.

Rama e Sita se casaram numa cerimônia magnífica e depois disso foi levada a Ayodhya, a capital de Rama para ali residir com o esposo.

Por intrigas palacianas, Rama foi condenado ao exílio na floresta por 14 anos e Sita o acompanhou no exílio.

Na floresta o demônio Ravana abduziu Sita e a levou para Sri Lanka, a sua capital na ilha do Ceilão. Rama, auxiliado pelo rei dos macacos, Sugriva e pelo ministro do rei, Hanuman, organizaram um exército fantástico para resgatar Sita em Lanka.

A epopéia militar (Yuddha Kanda – Livro da Guerra) do Ramayana é incrivelmente bela e detalhada, e o episódio mais marcante é a construção da ponte entre o sul da Índia (Setubhanda) e a ilha de Lanka, realizada pelo exército de macacos, ursos e com a participação de todas as demais entidades vivas, para a assédio final à capital de Ravana.

SURYA

Surya em sânscrito सूर्य (sūrya) é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia.

Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses.

Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual).

Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.

Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam.

Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.

URE

Ure, no hinduísmo, é um princípio criado por Ormazd, origem do mundo material.

VAMANA

Vamana (Devanagari: वामन) é uma personalidade descrita na Quinta Avatara de Vishnu, sendo a primeira encarnação da Segunda Geração, ou Treta yuga. Também é o primeiro Avatara que aparece sob a forma humana. Por vezes é conhecido como Upendra.

Numa guerra Purânica (ancestral) o rei dos deuses, Indra, perdeu o seu império para o rei dos demônios, Bali e foi invocar Vixnu para recuperar o império.

Vixnu se encarnou como um anão, no ventre da mãe de Indra (Aditi) e tendo um brâmane como pai (Kashyapa). Para todos os efeitos era considerado um brâmane anão, um mestiço híbrido de casta e além do mais, deficiente físico (um anão) e portanto um brâmane insignificante.

Bali era um demônio extremamente virtuoso e seguidor de todos os princípios religiosos e jamais poderia deixar de atender a um pedido de um brâmane, por mais insignificante que ele fosse.

Ardilosamente, Vamana conseguiu uma audiência com Bali e foi solicitar-lhe um pedaço de terra para viver. Bali era dono de todo o sistema galáctico e desejou satisfazer esse humilde desejo do pequeno Vamana; afinal, qual a relevância da extensão de terra que caberia em três passinhos de um anão?

Mas Vixnu com o primeiro passo envolveu toda a Galáxia, com o segundo todo o Universo e indagou onde iria colocar o para o terceiro passo.

Inteligentemente Bali respondeu: “Sobre a minha cabeça, meu Senhor”

Seguindo os princípios morais de conduta estabelecidos, o conquistador que concordar em colocar a sola de seu pé sobre a cabeça de um conquistado, deverá exercer suserania sobre o derrotado, podendo dispor de seus bens e até sobre a sua vida, devendo-lhe proteção.

Na verdade Bali, o demônio era o predileto de Vixnu, mas Indra era seu irmão mais velho a quem Vamana deveria obedecer. Vamana recuperou o império para Indra e concedeu as suas bênçãos eternas e um planeta especial e indestrutível para Bali. Vixnu.

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