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7 de mar de 2011

Níobe

Níobe é uma personagem da Mitologia Grega, filha de Tântalo e Dione e esposa de Anfião, rei de Tebas. Diz a mitologia que por ser muito fértil, teve catorze filhos (sete homens e sete mulheres), que ficaram conhecidos como "nióbidas"
O povo de Tebas se reuniu para render tributo a Leto. Eis que Níobe aparece insultando a deusa, que só teve dois filhos, Apolo e Ártemis,sendo estes tios de Níobe, já que a rainha era neta de Zeus e seu pai filho deste. A rainha disse:
"Que loucura é esta?Preferir seres que nunca vistes àqueles que tendes diante dos olhos!Por que Latona deve ser cultuada, e eu não?[...]Se eu perdesse alguns de meus filhos, dificilmente ficaria tão pobre como Latona, com seus dois únicos.Suspendei esta solenidade...tirai o louro de vossas frontes...Não prossigais este culto!"
E o povo obedeceu
Latona indignou-se com a audácia da mortal, e implorou vingança a seus filhos, que eram arqueiros. Apolo e Ártemis, então, mataram todos os sete filhos de Níobe. Quando soube, pranteando os filhos junto com as irmãs deles, exclamou:
"Cruel Latona! Sacia todo teu ódio em minha angústia! Que teu duro coração se regozije, enquanto levo ao túmulo meus sete filhos. Mas onde está o teu triunfo? Despojada como estou, ainda assim sou mais rica que tu, que me venceste."
Mal acabou de dizer essas palaveras, novas flechascaíram, matando todas as filhas moças, menos a caçulaClóris. A desesperada mãe implorou:
"Poupai-me esta, a mais moça! Poupai-me uma, entre tantas!"
Mas a seta fatal já havia sido disparada.
O fato deixou Zeus compadecido com a dor de Níobe e a transformou numa rocha, mas ela ainda chorava a perda dos filhos, vertendo água constantemente numa nascente.
Se procura a filha de Tântalo e esposa de Anfião, veja Níobe.
Níobe é uma filha de Foroneu, rei de Argos, e a ninfaTeledice Ela foi a primeira mortal a ser possuída por Zeus, e desta união nasceu Argos e, segundo Acusilau eDionísio de Halicarnasso, Pelasgo
 
Niobe e Thoas
Níobe era filha de Tântalo e Dione, e era casada com Anfião, rei de Tebas. Rainha Niobe pai de seis filhos e seis filhas, apesar de algumas histórias dizem que ele tinha sete filhos e sete filhas. Niobe foi tolo o suficiente para provocar Leto, que havia sido amante de Zeus, e tinha tomado apenas duas crianças, os deuses Apolo e Ártemis. Leto reclamaram os seus filhos a partir dos comentários inaceitáveis este insolente mortal se atreveu a fazer contra ele. No mesmo momento, Apolo e Ártemis teve seus arcos e flechas, com o qual ambos procuraram uma morte fácil para os mortais que morreram da doença. Nesta ocasião, dispararam tiros e feriram todos os filhos de Niobe no palácio real. O marido não pôde suportar a dor e acabou tirando sua própria vida.
Como resultado, ninguém foi deixado vivo Niobe para ajudar a enterrar seus mortos, e ela estava muito perturbada fazer nada além de sentar e chorar. dia sentada e chorando, após dia, seu corpo transformado em pedra, mas até mesmo chorar uma pedra de dor.Ainda pode estar em algum lugar nas montanhas da Grécia, o rosto sulcado por uma torrente de lágrimas.
Leto pediu ajuda aos seus filhos, quando sofreu o ataque do gigante Thoas filho da deusa Terra, Gaia, que havia tentado estuprá-la. Novamente, ambos estavam armados com arcos, matou o gigante e enviou para o submundo, onde ela vive ainda hoje, assombrado por seu crime. Seu corpo enorme é seguro em terra, e ocupa uma área semelhante à de uma cidade pequena. Sua punição foi a mesma que Prometeu tinha sofrido na época, mas duas vezes mais cruel. Prometeu bicando um mutilador urubu no fígado, que noite após noite, pelo menos foi tranquila durante o dia e seu corpo pode se regenerar. Thoas sofre ataque vicioso de dois abutres que pegar no fígado de dia e noite sem descanso.

Suplício de Tântalo Pai de Níobe
http://1.bp.blogspot.com/_iOxKcpodICo/Sl0lMyPqp9I/AAAAAAAAAUM/m53PQiaZpNE/s400/tantalo2%5B1%5D.jpg
Tântalo foi filho de Zeus e rei da Frígia (ou da Lícia), casado com Dione, da qual teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélops.
Muito querido entre os deuses, era frequentemente convidado a partilhar das suas refeições, no Olimpo. Durante um desses banquetes, Tântalo teria abusado da confiança dos deuses, roubando-lhes o néctar e a ambrosia, alimentos que davam a imortalidade, um privilégio do Olimpo. Deuses e heróis alimentavam-se destes elementos e chegavam a dá-los aos seus cavalos. Tântalo, julgando-se muito poderoso, convidou os deuses para um jantar em sua casa e teve a audácia de lhes oferecer, como refeição, o seu próprio filho, Pélops, desmembrado, para testar a divindade dos deuses. Os convidados deram conta do crime de Tântalo, mas Demétrio, mais distraído, comeu o ombro de Pélops. Zeus, para remediar a situação, fez com que o corpo de Pélops fosse atirado a um caldeirão mágico, onde Cloto lhe devolveu a vida e lhe substituiu o ombro, comido por Demétrio, por um de marfim. Os Deuses como castigo lançaram Tântalo ao Tártaro (a região mais profunda do Hades), no qual sofreu enormes suplícios..
O castigo de Tântalo ficou memorável: um suplício de fome e de sede eternas. Assim, mergulhado em água até ao pescoço, quando Tântalo se debruçava para beber água, esta desaparecia. Para além disso, por cima da sua cabeça pendiam ramos de árvores com frutos saborosos, o vento retirava do seu alcance sempre que tentava chegar-lhes.
A família de Tântalo teve também um destino nefasto. A sua filha Níobe perdeu todos os filhos e foi transformada em pedra. Os netos Atreus e Tiestes lutaram um contra o outro pelo poder. Atreu atentou contra a vida dos filhos de Tiestes. O bisneto Agamémnon foi assassinado por outro bisneto, Egisto, que, por sua vez, foi morto pelo trineto Orestes, filho de Agamémnon. A partir de então, o aviso dos deuses ficou na memória de todos: ai do ser humano que provar da ambrosia sem ter sido convidado, pois será condenado ao suplício de Tântalo!
Em suma a expressão suplício de Tântalo, refere-se ao sofrimento de quem, desejando muito uma coisa, sempre a vê escapar quando está prestes a alcançá-la.
Palavras Niobe quando seus filhos estavam mortos
Que tipo de sorte mudou por outro, privado de crianças que antes era considerado de sorte para os seus filhos? A diferença de riqueza tornou-se, e eu sou a mãe de uma criança que apareceu uma vez como a mãe de muitos.Como é necessário que teria sido a primeira não tê-los antes de eles choram! Aqueles que são privados de seus filhos são mais infelizes do que aqueles que não, porque o que vem a ser aflita quando pegos.
Mas ai de mim!, Sofrer um destino semelhante ao do meu pai. Eu sou a filha de Tântalo, que vivia com os deuses, mas após o banquete, foi expulso da companhia dos deuses, e desde que eu venho de Tântalo, eu confirmo o meu acordo com o infortúnio. Fiz amizade com Leto e por isso estou triste, e ter recebido o tratamento para me privado de meus filhos e como lidar com a deusa leva para mim na miséria. Antes de chegar a ele, eu era uma mãe Leto mais invejado, mas, depois de se tornar conhecido, é privado de uma prole que, antes da nossa reunião foi em abundância. E agora, meus filhos estão mortos ambos os sexos, e mais difícil de lamentar o que foi mais venerável.
Para onde eu vou Ele, que vai dedicar a mim mesmo, que tipo de funeral que eu preciso apenas a perda de todos os meus filhos mortos:?? Missing as honras de um tal número de infortúnios. Mas por que lamentar esses fatos, quando eu posso pedir a Deus para mudar a minha natureza para outra? Eu conheço uma única versão dos infortúnios, se transformar em algo que não sente nada.Mas temo que, ao contrário, que, ao revelar que a natureza, eu continuo a chorar.
A Mitologia Grega - Níobe.

O destino de Aracne tornou-se conhecido no país, servindo de advertência a todos os mortais presunçosos, para não se compararem com os deuses. Uma matrona, contudo, não aprendeu a lição de humildade. Foi Níobe, rainha de Tebas. Na verdade, tinha muita coisa de que se orgulhar; o que a envaidecia, no entanto, não era a fama de seu marido, nem sua própria beleza, nem a nobreza de sua ascendência, nem o poderio de seu reino: eram seus filhos. E, realmente Níobe teria sido a mais feliz das mães, se não se tivesse proclamado tal. Foi por ocasião das celebrações anuais em honra da Latona e sua prole, Apolo e Diana — quando o povo de Tebas se reunia, com as frontes coroadas de louro, levando incenso aos altares, rendendo seus tributos e cumprindo seus votos — que Níobe apareceu entre a multidão. Suas vestes eram esplêndidas, enfeitadas de ouro e pedras preciosas e seu aspecto belo, tanto quanto pode ser uma bela mulher enraivecida. Parando, ela contemplou a multidão, com ar altivo: — Que loucura é esta? — exclamou. — Preferir seres que nunca vistes àqueles que tendes diante dos olhos! Por que Latona deve ser cultuada, e eu não? Meu pai foi Tântalo, recebido como conviva na mesa dos deuses; minha mãe era deusa. Meu marido construiu e governa esta cidade, Tebas, e Frígia é minha herança paterna. Seja para onde for que eu volte os olhos, contemplo os elementos do meu poder. E meu aspecto não é indigno de uma deusa. Acrescentai a tudo isso o fato de que tenho sete filhos e sete filhas e procuro genros e noras à altura de minha aliança. Faltam-me motivos para ter orgulho? Preferis a mim essa Latona, filha do Titã, com seus dois filhos? Tenho sete vezes mais. Em verdade, sou feliz e feliz hei de ser! Poderá alguém duvidar disso? A abundância é minha garantia. Sinto-me demasiadamente forte para ser vencida pela Fortuna. Por mais que ela me tome, ainda me restará muito. Se eu perdesse alguns de meus filhos, dificilmente ficaria tão pobre como Latona, com seus dois únicos. Suspendei esta solenidade... tirai o louro de vossas frontes... Não prossigais este culto! O povo obedeceu, e não completou os serviços sagrados. A deusa ficou indignada. No cume da montanha cinfiana, onde morava, assim se dirigiu a seu filho e a sua filha: — Meus filhos, eu que sinto tanto orgulho convosco, e que me acostumara a considerar-me como a primeira das deusas, depois de Juno, começo agora a duvidar se sou realmente uma deusa. Deixarei de ser cultuada inteiramente, a não ser que me protejais.
Continuava a falar no mesmo tom, mas foi interrompida por Apolo. — Não digas mais nada — exclamou ele — As palavras apenas servirão para adiar o castigo. O mesmo disse Diana. Cortando o céu, escondidos nas nuvens, os dois desceram nas torres da cidade. Diante das portas, estendia-se uma planície, onde os jovens da cidade entregavam-se a exercícios bélicos. Os filhos de Níobe ali se encontravam com os demais, alguns cavalgando corcéis ricamente ajaezados, outros guiando aparatosos carros. Ismenos, o mais velho, quando dirigia seus fogosos cavalos, ferido com uma seta partida do alto, apenas teve tempo de exclamar "Ai de mim!", antes de largar as rédeas e cair sem vida. Outro, ouvindo o sibilo do arco — como o marinheiro que vê a tempestade aproximar-se e trata de virar as velas para o porto —, soltou as rédeas dos animais e tentou escapar. A inevitável seta atingiu-o enquanto fugia. Dois outros, mais jovens, terminados seus exercícios, haviam ido ao campo de recreação para divertirem-se com uma luta. Enquanto se entretinham de pé, peito contra peito, uma seta atravessou os dois. Deram um grito juntos, juntos olharam em torno surpresos e juntos exalaram o último suspiro. Alfenor, um irmão mais velho, vendo-os cair, correu para junto deles, a fim de socorrê-los, e caiu ferido enquanto cumpria seu dever fraternal. Restava apenas um, Ilioneus, que levantou os braços para o céu. — Poupai-me, deuses! — gritou, dirigindo-se a todos, sem saber que não precisava implorar a todos. Apolo o teria poupado, se a seta já não tivesse partido e já não fosse demasiadamente tarde. O terror do povo e o pesar dos circunstantes logo fizeram Níobe tomar conhecimento do que ocorrera. Custou-lhe acreditar; sentia-se indignada vendo que os deuses se atreviam a tanto e tinham capacidade de fazer aquilo. Seu marido, Anfíon, abalado com o golpe, suicidou-se. Ah! Quanto era diferente agora Níobe daquela que, tão pouco tempo antes, afastara o povo dos rituais sagrados, e caminhava triunfalmente pela cidade, despertando inveja em seus amigos, quanto agora causava compaixão aos próprios inimigos! Ajoelhou-se junto aos corpos sem vida e beijou ora um, ora outro de seus amados filhos.
— Cruel Latona! — exclamou, erguendo os pálidos braços para o céu. — Sacia todo o teu ódio em minha angústia! Que teu duro coração se regozije, enquanto levo ao túmulo meus sete filhos. Mas onde está o teu triunfo? Despojada como estou, ainda assim sou mais rica que tu, que me venceste. Mal falara, o arco vibrou, espalhando o terror em todos os corações, exceto no da própria Níobe, tornada corajosa pelo excesso de dor. Suas filhas, em vestes de luto, choravam junto aos corpos dos irmãos mortos. Uma delas, atingida por uma seta, caiu sobre o cadáver que pranteava. Outra, procurando consolar sua mãe, calou-se, de súbito, tombando em terra sem vida. Uma terceira tentou escapar escondendo-se, a quarta pela fuga e outra deixou-se ficar de pé, toda trêmula, sem saber o que fazer. Seis já estavam mortas e restava apenas uma, que a mãe apertou nos braços, como que para protegê-la com seu corpo. — Poupai-me esta, a mais moça! — gritou. — Poupai-me uma, entre tantas! E, enquanto falava, a filha caiu morta. Desolada, ela sentou-se entre os filhos, filhas e marido, todos mortos, apática com o sofrimento. A brisa não lhe agitava os cabelos, suas faces estavam inteiramente descoloridas, o olhar fixo e imóvel. Não havia nela sinal de vida. A própria língua prendeu-se ao céu da boca e as veias cessaram de transportar o fluido vital. O pescoço não se curvou, os braços não fizeram gesto algum, os pés não deram um só passo. Ela se transformara em pedra, por fora e por dentro. As lágrimas, no entanto, continuaram a correr. E, levada, por um redemoinho de vento, para sua montanha natal, ainda lá continua: um bloco de rochedo, do qual escorre um estreito regato, tributo de uma dor sem fim. A história de Níobe inspirou a Byron uma bela comparação com as tristes condições da Roma moderna:

A Níobe das nações!
Ei-la, indefesa,
Sem filhos, sem coroa, sem ao menos
Voz para lamentar as priscas glórias,
Tendo nas mãos inermes uma urna
Vazia já. As cinzas sacrossantas
No pó se dispersaram há longo tempo.
Dos Cipiões o túmulo jaz vazio.
Cada próprio sepulcro abandonado
Foi pelo morto ilustre, herói antigo.
Hás de correr, resignado, agora,
Num deserto de mármore, velho Tibre?
Sai de teu leito e, sob a água, esconde
A vergonha de Roma, velho Tibre!

Childe Harold, IV, 79,
Há na galeria imperial de Florença, uma famosa estátua, inspirada no episódio, e que se acredita ter pertencido, originalmente, ao frontão de um templo. A figura da mãe, abraçada pela filha horrorizada, é uma das mais admiradas da escultura antiga, colocando-se ao lado de Laocoonte e de Apolo, como uma obra-prima artística. Há um epigrama grego que se acredita referir-se a essa estátua e cuja tradução é a seguinte:
Em pedra a transformaram os deuses, mas em vão:
Fê-la viver de novo a arte do escultor.
Por mais trágica que seja a história de Níobe, não podemos deixar de sorrir diante da comparação que ela inspirou a Moore em seus Versos Escritos na Estrada ("Rhyme on the Road"):
Em sua carruagem, o orgulho da poesia,
Sir Richard Blackmore, seus versos escrevia.
E se não lhe faltava engenho nem tinteiro,
A morte e a epopéia ocupavam-lhe o dia,
Escrevia e matava, alegre, o dia inteiro.
E, como Apolo, assim, em seu carro corria,
Quer cantando, gentil, como deus da poesia,
Quer matando de Níobe o filho derradeiro.
http://amitologianahistoria.blogspot.com


O ORGULHO E O ROCHEDO QUE CHORA
Rangel Alves da Costa*
Segundo a mitologia grega, Níobe era uma lendária rainha frígia que personificava o orgulho, a soberbia, o amor-próprio em demasia. Pelo seu poder, riqueza e admiração de seus súditos, achava-se destemida e imortal. Por ser assim, cheia de presunção e de arrogância, desafiava a autoridade dos outros deuses e os desconsiderava, ultrapassando as medidas comportamentais de respeito que as divindades deveriam manter entre si.
Outro mito, contudo, diz que o orgulho demasiado de Níobe devia-se ao fato dela ter fecundado sete filhas e sete filhos, fato que a fazia escarnecer de outras mães que possuíam prole pequena. Para se vingar da mãe orgulhosa, que tratava as demais com zombaria, desprezo e desdém, mataram todos os seus quatorze filhos. De angústia e tristeza, Níobe se transformou num rochedo que chorava.
O mito de Níobe, como todos os demais mitos gregos, objetiva explicar determinada realidade, cuidando de problemas existenciais, morais e sociais que afligiam os deuses e continuam afligindo a humanidade. Neste caso específico, o que o mito evidencia é que o orgulho poderá ser castigado com lágrimas eternas naquele que vê o outro com insignificância, pequenez ou simplesmente como algo que não merece nenhuma atenção.
Tal qual o mito, a realidade presente tem por base a busca de explicações para tudo que acontece. Procurando nas raízes das coisas é que são encontradas as respostas para as condutas, as virtudes, a moral, a ética, o respeito, os comportamentos, os desvios, enfim, para tudo que caracteriza as situações da vida. Níobe era orgulhosa e pagou caro por isso, e quantas pessoas que estão ao nosso redor com ares de majestade, de preconceito e discriminação, de hipocrisia, de demagogia, de egoísmo, de total desrespeito ao próximo, também não terão sua hora de serem transformadas em rochedo que chora?
Os gestos, as condutas e as ações das pessoas num determinado instante não acabam ou são esquecidos nesse mesmo momento. Ora, o tempo tem o cuidado de guardar tudo no seu baú e ir buscar o que deseja no momento que as pessoas menos esperam. Se fizeram isto ou aquilo, com certeza que o espelho das ações reluzirá novamente. E não precisa esperar o julgamento bíblico e o seu juízo final para que as pessoas paguem com a devida moeda pelo mal que fizeram. Não precisa esperar tanto, pois quem faz aqui por aqui mesmo começará a carregar consigo seu cada vez mais pesado quinhão de sofrimento.
Na mitologia, o desrespeito aos deuses era certeza de castigo; no nosso mundo, o desrespeito às regras de conduta e às leis do comportamento, quando não é castigado pela própria sociedade com o desprezo e a repulsa, sofrerá certamente a punição merecida no além. Ao menos é isso que se espera para aquele que não que ver o outro como igual, como irmão de destino e como pessoa que merece consideração e respeito. Indo de encontro a tais princípios, sobre si recairá não o castigo de se transformar em rochedo que chora, pois longe de ser um deus ou semideus, mas sim de ter de suportar o suplício do esquecimento, que merecidamente dói muito mais.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito obrigado. Sua explanação sobre o conto de Níobe merece 10 estrelas. Me abriu e preencheu a alma sobre como nossas ações entram em contradições com vossas virtudes perante o Orgulho e a famosa frase : "é tarde demais"

    Para mim, este é o melhor conto de tantos outros contos gregos mitológicos.

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