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12 de mar de 2011

Quem foram os Maoris?

A Palavra Maori significa “Normal” era a palavra utilizada para distinguir os mortais de divindades e espíritos, se eu pudesse definir o que seria o povo Maori diria que foi o povo mais animista de toda a Oceania, precisamente Nova Zelândia, terra essa onde viviam os Nativos Maori e onde vivem seus descendentes. Foi Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos na zona da Oceania, ele definiu o povo Maori da seguinte maneira:  “Aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.”

Assim as tatuagens começam a se entrelaçar com a historia desse povo, na ótica que dentro dessa cultura os Tohunga (Tatuadores) eram vistos como sacerdotes que tinham o poder de sarar o individuo, como doutores prescreviam a receita para a cura dos males, no caso a cura do espírito e da alma, as tatuagens para esse povo tinha o poder de curar e de precaver do que poderia vir, de proteger, a afastar, de atrair, reverenciar, saudar e de lembrar, era seu amuleto de sorte seu Patuá nas muitas batalhas de um povo genuinamente guerreiro, talvez na tatuagem é que podemos conotar a forma mais expressiva de magia utilizadas pelos Maoris e relatada pelo estudioso Sir James G. Fraser.

O animismo tem duas notas peculiares: o particularismo e o cerimonialismo. Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja atuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão daí a maneira que os elementos dos desenhos empregados na tatuagem Maori atuavam. Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimônia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção no caso aqui abordamos o Tohunga ou “Tatuador”.
Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador, de sacerdote, porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente. O espírito da coisa, do animal, ou do fenômeno em questão, é uma alma concreta e o praticante também o é; portanto, a cerimônia animista é uma conversa, um contato pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu com seus ancestrais ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta e a receita formas a serem utilizadas para cura de seus problemas.

Se transpuséssemos esse feito na contemporaneidade diria que é aquela pessoa que chega e me diz vi esse desenho (elementos) e me identifiquei com ele, ele conta exatamente o que gostaria de expressar e perpetuar, relata o que é importante na vida dessa pessoa, demonstra seus valores e subconscientemente ela esta praticando uma forma de animismo quando da utilização dessa simbologia que é totalmente voltada as causas Animistas.  


Fonte Wikipedia:

“O termo Animismo foi criado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva).

Pelo termo Animismo, Tylor designou a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de "ânima", o qual apresenta significados variados:

•          cosmocêntrica significa energia

•          antropocêntrica significa espírito

•          teocêntrica significa alma

Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuírem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: "Todas as coisas são Vivas", "Todas as coisas são Conscientes", ou "Todas as coisas têm ânima".

O Animismo possui três simples regras:

•          Tudo no cosmo tem "ânima";

•          Todo o "ânima" é transferível;

•          Tudo ou todo que transfere "ânima" não perde a totalidade de seu "ânima", mas quem ou que recebe perde parte ou a totalidade de seu "ânima", o qual será tomado pelo "ânima" doador.”


"Isso tudo é muito louco (Animismo) não vou focar no assunto, só postei para dar  uma base no entendimento o que seria o Animismo, e que ao longo de meus estudos sobre essa Cultura pude perceber quanto o Animismo era presente na vida desse povo, sintetizar tudo isso ao momento em que vivemos (contemporaneidade), é um trabalho árduo e delicado, pois transpor isso na pele das pessoas significa eternizar emoções e sentimentos. Tudo o que fazemos em vida ecoa pela eternidade, se eu de alguma maneira faço parte disso, que minha participação seja impecável" "Janser Tattoo"


Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceania. Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo, digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, desta forma os desenhos de tatuagem também se perderam com o tempo, e em meus estudos busco da tradução dos seus significados a compreensão para uma adaptação contemporânea dos mesmo para nosso povo ocidental precisamente o povo Brasileiro que tem o misticismo como um forte atrativo.

As formas dos desenhos Polinésios que comumente são chamados de Maori, porem não são precisamente desenhos Maori, são desenhos de tribos da Oceania, podendo ser Samoano, Marquesan, existe muita confusão por parte de leigos e até mesmo por parte de tatuadores desinformados que executam um trabalho muitas vezes sem sentido algum (um mero Kiri) e a chamam de um trabalho Maori, para se ter noção da complexidade dessa cultura vou dar um exemplo.

O Tiki é um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior frequência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador. Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo e, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não atuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.
Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos em algumas zonas da Polinésia e Micronésia. Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu; nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão, enquanto nas ilhas Tonga, ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local.
Na Nova Zelândia e no Havaí e Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar. Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havaí.

Tamanha é a complexidade desse povo e prova disso nada é encontrado na Web sobre o assunto, tudo foi se perdendo com o tempo e nem mesmos os Nativos Maori se interessam pelo assunto, fruto da intervenção radical que os colonizadores exerceram sobre esse povo. Alguns dos ritos importante na cultura Maori por decisão dos Sacerdotes que possuíam maior hierarquia inclusive foram trancadas dado a decepção de verem os membros de seu clã se integrarem com tanta volúpia ao costumes do homem branco, esquecendo-se de sua própria cultura, trazendo vergonha aos seus, e a vergonha para os Maori era pior do que a morte. Eles acreditavam quem seus descendentes não eram dignos de tal conhecimento. Um dos ritos que ficou perdido no tempo ao qual era a base de ensinamento aos mais jovens, quando passavam e se integrar como membros ativos da sociedade Maori era contada  inclusive nos rituais de Tatuagem (Seções), cantarolada em verso e proza dizia-se da seguinte maneira; que suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu. A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.

                          Rangi                                                                                                         Tangaroa

No paraíso reina Higuleo e é Hne-Nui-Te-Po quem se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva.

Hne-Nui-Te-Po

Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme.

http://www.tatuagem.com.br/maori/cultura-maori/745--quem-foram-os-maoris-.html

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