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19 de abr de 2011

Deuses da Gália Céltica

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 

Atepomarus

Atepomarus na Gália céltica foi um deus curandeiro. Mauvières (Indre), Apolo era associado com este deus na forma Apolo Atepomarus.

Em alguns dos santuários de cura de Apolo (como em Sainte-Sabine, na Borgonha) pequenos manequins de cavalos eram associados a ele.

A raiz "epo" se refere à palavra "cavalo", e o epíteto é às vezes traduzido como "Grande Cavaleiro" ou "possuindo um grande cavalo".

 

Bricta

Na religião galo-romana, Bricta ou Brixta foi uma deusa gaulesa que era uma consorte do deus Luxovius, deus das águas de Luxeuil-les-Bains (na antiguidade, Luxovium). Nicholson (1999) sugeriu entretanto que se "Bricta é um título incorporando Bríg, pode na verdade ser um título atribuído à Sirona mais do que a uma deusa separada".

 

Icaunis

Na religião gálico-romana, Dea Icaunis era a deusa do rio Yonne na Gália. É conhecida por uma única inscrição, encontrada em Auxerre em Borgonha.[1

 

Luxovius

Na religião galo-romana, Luxovios, latinizado como Luxovius era o deus das águas de Luxeuil, cultuado na Gália. Foi um consorte de Bricta. O santuário de nascente termal em Lexeuil produziu evidência de culto de outras deidades, incluindo o cavaleiro-do-céu que carrega uma roda solar, e Sirona, uma outra deidade associada a nascentes de cura.

 

Inscrições

Luxovius está gravado nas duas seguintes inscrições, ambas de Luxeuil-les-Bains:

[Lus]soio / et Brictae / Divixti/us Cons/tans / v(otum) s(olvit) <l=T>(ibens) m(erito)

"Para Lusso(v)ios e Bricta, Divixtius Constans livre e merecidamente cumpriu seu voto." (CIL 13, 05425)

Luxovio / et Brixtae / G(aius) Iul(ius) Fir/manus / v(otum) s(olvit) l(ibens) m(erito)

"Para Luxovios e Brixta, Gaius Julius Firmans livre e merecidamente cumpriu seu voto." (AE 1951, 00231; CIL 13, 05426)

 

Etimologia

O nome Luxovios implica leve simbolismo. Este pode indicar que o deus é uma deidade tanto da luz como das águas de primavera curativa, dois elementos que eram fortemente ligados ao mundo céltico.

 

Nemetona

Nemetona é uma deusa da religião céltica antiga cultuada na Gália oriental. É pensada ter sido a deidade epônima do povo Céltico-germânico - conhecido como Nemetes; evidência de sua veneração é encontrada por todo território anterior deles dentro e em torno do que agora é Trier, Alemanha.[1] É também atestada em Bath, Inglaterra, onde um altar a ela foi dedicado por um homem do povo Treveri gálico .[1] O nome dela é derivado da raiz céltica nemeto-, se referindo à áreas sagradas, e é relativa a nemeton, um termo designando espaços religiosos.[1]

Inscrições sobreviventes frequentemente associam Nemetona a Marte. Ela está em dupla com "Marte Loucetios" na inscrição em Bath, e com Marte em Trier e Altrip.[1] Inscrições individuais a Nemetona e Loucetios têm sido recuperadas do mesmo sítio em Klein-Winternheim.[2] O sítio Altrip foi bem mais notável por ceder um retrato em terracota da deusa.[1]

 

Moritasgus

Moritasgus é um epíteto céltico para um deus de cura encontrado em quatro inscrições em Alesia.[1] Em duas inscrições, está identificado com o deus greco-romano Apolo.[2] Suaconsorte era a deusa Damona.

Alesia era um oppidum dos Mandubii célticos nos dias atuais Borgonha. Uma dedicatória ao deus alude à presença de um santuário na nascente curativa, onde peregrinos doentes poderiam se banhar em uma piscina sagrada. O próprio santuário, localizado próximo ao portão oriental do povoado, justamente fora dos muros da cidade,[3] era impressionante, com banhos e um templo. Além disso, havia pórticos, onde possivelmente os doentes dormiam, esperando por visões e curas divinas.

Numerosos objetos votivos [4] foram dedicados a Moritasgus. Estes eram modelos dos peregrinos e partes afligidas de seus corpos: estas incluíam membros, orgãos internos, genitais, peitos e olhos. Ferramentas de cirurgiões também foram encontradas, sugerindo que padres[5] também agiam como cirurgiões.

O nome Moritasgus, compartilhado por um governador do século I a.C. de Senones,[6] foi analisado variadamente. Provavelmente significa "Texugo Grande" ou "Texugo do Mar." Otexugo europeu produzia uma secreção usada em medicamentos gauleses, daí uma conexão possível com um deus de cura.[7]

 

Mullo

Pedra dedicada a Marte Mullo (Rennes, Museu da Bretanha).

Mullo é um deus céltico. É conhecido por inscrições e está associado ao deus Marte na forma de Marte Mullo.

O culto ao deus era popular na Gália do Norte e do Norte ocidental, particularmente na Britânia e Normandia. A palavra mullo pode denotar uma associação com cavalos ou mulas (é a palavra latina para "mula").

Marte Mullo teve um templo circular em Craon na Mayenne, situado em um outeiro dominando uma confluência de dois rios. A inscrição em Nantes reflete a presença de um santuário na localidade. Um centro importante de culto deve ter existido em Rennes, a capital tribal dos Redones: aqui as inscrições se referem à presença no passado de estátuas e à existência de um culto público oficial. Magistrados da cidade foram de vital importância na abertura de santuários urbanos dedicados a Mullo no 2o. século D.C. Em Allonnes, Sarthe um santuário foi aberto para Marte Mullo, como sendo um curandeiro de aflições oculares. Sua importância é sugerida por seu vínculo com Augusto, em uma inscrição dedicatória. Peregrinos que visitaram o santuário ofereceram numerosas moedas ao deus, junto com imagens votivas das partes de seus corpos afligidas, os problemas oculares claramente manifestos.

 

Naria

A estatueta de Naria do grupo de estatuetas Muri.

Naria foi uma deusa na religião galo-romana que parece ter sido venerada apenas no que agora é a parte ocidental da Suíça. Sua natureza e responsabilidades permanecem obscuras.[1]

Ela é mencionada apenas duas vezes em inscrições conhecidas da era galo-romana. Uma, em uma pedra de altar de Cressier, diz Nariae Novsantiae T. Frontin. Hibernvs V.S.L.M,[2] isto é: "À Naria Nousantia, Titus Frontinius Hibernus de boa vontade e merecidamente cumpriu seu voto". O epíteto 'Nousantia', diferentemente, é desconhecido.[3] A outra inscrição está na base de uma estatueta do grupo de estatuetas Muri. Esta inscrição, Deae Nariae Reg(io) Arvre(nsis) Cvr(ante) Feroc(e) L(iberto),[4] se traduz como: "A associação de área Aar dedicou este à deusa Naria; o homem liberto Ferox serviu como curador."

A estatueta Muri é também a única representação conhecida de Naria. Ela a mostra em um vestido com mangas longas e com um diademaem seu cabelo. As mãos que detinham seus atributos divinos estão faltando. A representação de Naria segue um estilo genérico então usado na Itália, geralmente para representações da deusa da sorte, Fortuna. Isto indica que Naria poderia também ter sido concebida como uma deusa da boa sorte e bençãos.

 

Robor

Na religião galo-romana, Robor ou Roboris era um deus invocado lado a lado com o genius loci em uma única inscrição encontrada em Angoulême.[1]

 

Sequana

Na religião galo-romana, Sequana era a deusa do rio Sena, particularmente das nascentes na origem do Sena, e da tribo gaulesa, os Sequani. As nascentes, chamadas Fontes Sequanae ("As nascentes de Sequana") estão localizadas em um vale no Châtillon Plateau, no noroeste de Dijon na Borgonha, e é aqui, que no 2o. ou 1o. século A.C., que um santuário de cura foi estabelecido. O santuário foi mais tarde assumido pelos romanos, que construíram dois templos, com uma zona de colunata e outras estruturas relacionadas centralizadas na nascente e na piscina. Muitas dedicatórias foram feitas à Sequana em seu templo, incluindo um vaso grande inscrito com seu nome, e preenchido com modelos de parte do corpo humano em bronze e prata, a ser curados por ela. Imagens de madeira e pedra de membros, órgãos internos, cabeças e corpos completos, eram oferecidos a ela, na esperança de uma cura, tão bem quanto numerosas moedas e itens de joalheria. Doenças respiratórias e oculares eram comuns. Peregrinos eram frequentemente retratados carregando ofertas à deusa, incluindo dinheiro, fruta, ou um cão ou pássaro de estimação favorito.

 

Representações

Uma grande estátua de bronze de uma mulher, envolta em um longo vestido de solenidade e com um diadema sobre sua cabeça, é acreditada representar Sequana (Deyts p. 74). Está de pé em um barco, a proa na qual é moldada como a cabeça de um pato. A estátua agora está no Musée archéologique de Dijon.

 

Inscrições

Oito inscrições à Sequana são conhecidas, todas vindas das fontes do Sena. As seguintes são típicas (CIL 13, 02858):

Au(gusto) sac(rum) d(eae) Sequan(ae) e[x] / moni[tu]

e (CIL 13, 02862):

Aug(usto) sac(rum) / d(e)ae Seq(uanae) / Fl(avius) Flav(i)n(us) / pro sal(ute) / Fl(avi) Luna(ris) / nep(otis) sui / ex voto / v(otum) s(olvit) l(ibens) m(erito)

Algumas inscrições contém erros de escrita que podem dar uma dica para a pronúncia de Sequana em gaulês (CIL 13, 02863):

Aug(usto) sac(rum) d<e=O>a(e?) / <p=B>ro(!) / Se<q=C>uan(ae) / pro(!) / C(aius) M[3] / v(otum) s(olvit) l(ibens) m(erito)

Como o gaulês está na classificação no céltico-P, q não pode representar o kw indo-europeu. Algo como Sek-ooana é mais provável, a não ser que o dialeto local fosse céltico-Q (o que não é impossível).

 

Souconna

Souconna é uma deusa céltica, a deidade do rio Saône em Chalon-sur-Saône, a quem a invocação epigráfica foi feita.

 

Smertrios

Auxílio de Smertrius do Pilar dos barqueiros, Paris.

Na religião galo-romana, Smertrios ou Smertrius foi um deus da guerra cultuado na Gália e em Noricum.[1] Nos tempos dos romanos era igualado a Marte. Seu nome contém a mesma raiz que a da deusa Rosmerta e pode significar "O Abastecedor" ou "O Provedor", um título, mais do que um nome verdadeiro. Smertulitanus pode ser um nome variante para o mesmo deus.

Smertrius é um dos deuses gauleses retratados em Pilar dos barqueiros, descoberto em Paris. Aqui está retratado como um homem barbudo bem musculoso confrontando uma cobra que empina-se em frente a ele. O deus ostenta um objeto que usualmente tem sido interpretado como uma clava mas que preferencialmente se assemelha a uma tocha ou tição.

A interpretação normal do atributo do deus como uma clava levou à identificação, por acadêmicos modernos, de Smertrius e Hércules. Outra evidência liga Smertrius à versão céltica de Marte: em Mohn próximo a Trier, um santuário de nascente foi dedicado a Marte Smertrius e sua consorte Ancamna. Moedas encontradas indicam que aqui havia um santuário antes do período romano. Uma outra inscrição treverana liga Marte e Smertrius. O próprio Smertrius é conhecido fora da Gália, por exemplo, de uma inscrição fragmentária em Grossbach na Áustria.

 

Telo

Telo é uma deusa céltica, o espírito epônimo de Toulon na Dordogne. Era a deidade da nascente sagrada em torno da qual o assentamento antigo brotou. Uma série de dedicatórias a Telo vieram da próxima Périgueux: em três destas Telo é invocada com outra deusa, Stanna.

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