Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

15 de mai de 2011

Deusa Jörd

(desconheço a autoria)

A MÃE TERRA

Nas antigas sociedades agrárias, a Terra, rapidamente divinizada, representava tanto o reino da morte, como o lugar onde surge a vida: a Mãe-Terra, a quem eram consagradas todas as crianças que nasciam. As mulheres nórdicas pariam seus filhos de joelho e o recém-nascido caía ritualmente no solo.
Na mitologia Universal a Deusa Terra era conhecida por vários nomes que reenviam a uma mesma e muito primitiva imagem. Assim, a Gaia grega encontrava seu equivalente em Jörd para os nórdicos Jörd é uma Asynjur que personifica a Terra (Midgard) primitiva, não cultivada e vazia. Também é chamada de Fjörgyn e Hlôdyn (1997:235 de Bellinger). É considerada a esposa ou amante de Odin (na Tetralogia, como Erda, terá de Wotan nove valquírias) e mãe de Thor.
Jörd é uma palavra usada também, para designar a Terra para os velhos nórdicos.
Como Deusa-Mãe Terra que se apresentava, as vezes, como pertencente a família dos Ases e, outras, à raça dos gigantes (esta última dá uma pista de sua antiguidade, já que os gigantes são os seres primordiais destas tradições).
Ela é filha de Nott ou Nat (A Noite) e Annar (deus da água) e irmã de Auð e de Dagr. Seu segundo marido é Ánar (o Outro). Com seu terceiro marido, pertencente a família dos Ases, terá um filho chamado Dia; não é de se estranhar já que, para as antigas sociedades, a noite precedi o dia. Já Tácito nos informou que os calendários germanos eram noturnos: as sociedades do Norte da Europa contavam o tempo por noites, como a imensa maioria dos povos pré-modernos.
E é precisamente o historiador latino o que nos fala do estendido culto à Deusa Terra-Mãe, que viaja em seu carro puxado por bois, pelos povos germanos-escandinavos e intervêm nos assuntos dos homens. Quando sai de seu santuário, em todos os lugares por onde passa reina a paz, o regozijo e o descanso.
Outras denominações de Jörd na mitologia nórdica serão Hlôdyn (provavelmente a mais antiga, foi encontrado ex-votos consagrados a ela nos séculos II e III) e Fjörgyn (significando a que "Concede a Vida"), que, segundo alguns poetas, representaria o poder da produção vegetal da Grande Deusa Terra. Se acredita que Fjörgyn represente um aspecto particular de Jörd, como figuração de vínculo entre a terra e o céu tempestuoso, pois ela era reverenciada no topo das montanhas de onde, segundo o mito, ela esperava para unir-se com o céu.
Jörd é portanto, uma Deusa tão antiga quanto a própria terra, já que é sua encarnação.
O mito narrado por Snorri, em Skáldskaparmal da a Edda Menor, nos apresenta Jörd como uma giganta.
Na memória do antigo Oriente Médio é uma Deusa da fertilidade e Mãe de toda a criação simbolizada pelo milho, pelas cobras, leões e a suástica. Não há qualquer evidência que Jörd tenha sido adorada na época dos Vikings, mas sua antiga importância e fortes ligações com o Deus Trovão são frequentemente narradas na poesia nórdica. A papoula e a romã são consagradas tanto a Jörd quanto a Thor. Cruzes feitas da árvore de romã eram cravadas no solo para invocar a Bênção do deus e da Deusa para tornar os campos férteis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário