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15 de fev de 2012

Morgana Le Fay

Morgaine Le Fay ou Morgana Le Fay, sendo conhecida na Grã-Bretanha como Morgana das Fadas, dentre outros nomes, aparece nas histórias do Rei Artur. O nome Morgaine tem origem celta e quer dizer mulher que veio do mar. Pode-se escrever Morgaine ou Morgan. Morgaine também é muito conhecida na Itália por um fenômeno chamado Fata Morgana, traduzindo Fada Morgana. As lendas baseadas nos contos do Rei Arthur acreditam que Morgana foi uma sacerdotisa da Ilha de Avalon, na Bretanha.
Filha de Igraine e Gorlois da Cornualha ,ela foi criada em Avalon como uma sacerdotisa, segundo as ambições de Viviane, sua tia, Morgana seria a próxima Senhora de Avalon, pois tinha a linhagem real e era muito aplicada à Deusa e aos seus ensinamentos.

Morgana passou apenas parte de sua infância na Cornualha, enquanto Igraine ainda era casada com Gorlois, casamento arranjado por Viviane, a Senhora do Lago, quando Igraineera ainda adolescente, e Gorloisjá estava em uma idade avançada. Morganaera a única filha deles, portanto. Após a morte de seus pais, passou a ter o título de Rainha da Cornualha.
Uma certa noite em Avalon, Morgana seguiu-o rapidamente, descalça, deixando a saia e a túnica na moita. Talvez uma das sacerdotisas mais jovens tivesse se perdido ali, embora elas não devessem deixar a área fechada em torno da Casa das Moças. Mas as jovens eram assim mesmo, e não se podia esperar que não infringissem as regras; certa vez uma das velhas sacerdotisas comentara que a Casa das Moças destinava-se a meninas cuja única obrigação na vida consistia em derramar coisas, esquecer coisas, inclusive as regras da vida diária, até que tivessem derramado, quebrado e esquecido tudo o que pudessem, abrindo com isso um espaço em suas vidas para um pouco de sabedoria.

Irmã de Artur e sacerdotisa de Avalon, Morgana abandona tudo após uma grande decepção; mesmo seguindo um caminho diferente na defesa da cultura matriarcal celta e contra o que percebia como dominação do patriarcado cristão, por fim percebe que não se pode fugir do destino e responsabilidade, e que somente aceitando o inevitável e em harmonia com a Natureza ela encontraria a paz.
Morgana numa posição de poder e conhecimento confere às mulheres uma importante retomada de sua posição forte no culto à Deusa, base do Druidismo Matriarcal.

Morgana era muito alegre e jovial, e cantava de forma muito agradável; seu rosto era moreno, mas bem metida em carnes, nem demasiadamente gorda nem demasiadamente magra, de belas mãos, de ombros perfeitos, a pele mais suave que a seda, de maneiras afáveis, alta esguia de corpo, em resumo, sedutora até o milagre; a mulher mais cálida e mais luxuriosa de toda a Grã Bretanha. Merlim havia lhe ensinado astronomia e muitas outras coisas, e havia se aplicado ao máximo, de maneira que havia se convertido em uma boa sacerdotisa, que mais tarde recebeu o nome de Morgana a Fada, em virtude das maravilhas que realizou. Se explicava com uma doçura e suavidade e era melhor e mais atrativa que tudo no mundo, embora tivesse sangue frio. Porém quando queria alguém, era difícil acalmá-la...

Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressurreição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa . Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal.
Ela também levou o Cálice Sagrado para Camelot , o castelo de Arthur, uns pensaram que eu um anjo outros que eu era uma visão, pois a Deusa fez com que não me reconhecessem.

Foi expulsa de Camelot depois de roubar a bainha mágica de Excalibur e jogá-la no lago sagrado. Morgana não concordava com a transformação de Camelot num reino cristão e lutou com todas as suas forças.
Morgana faz com que Lancelote seja forçado a se casar com Elaine e deixar a Corte, com o único objetivo de afastá-lo de Guinevere e Arthur e assim poder salvar o casamento e a reputação de Arthur.
Morgana se apaixona por Acolon, Guinever logo percebe esse amor entre os dois e vê uma oportunidade de se vingar .

Atrás de Guinevere estão as tradições das rainhas . Atrás de Morgana e da Dama do Lago, se ocultam tradições de sacerdotisas e Deusas. A rainha reinava por direito próprio, comandava exércitos como Boadicea Guinevere representa o cristianismo e Morgana representa a Velha Religião
Ajudou Artur a firmar o seu reino e agiu como uma guardiã da terra.
Depois da morte de Arthur a Ilha de Avalon se desliga quase por completo do mundo. E a Bretanha cai numa era negra nas mãos dos saxões.

Os padres cristão, acreditando no poder do seu Deus, que criou o mundo de uma vez por todas, para ser imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, que eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que viva nas trevas.
Na verdade, dizem eles, se aquele mundo algum dia existiu, era propriedade de Satã, e a porta do inferno, se não o próprio inferno. Não sei o que o Deus deles pode ter criado ou não.
Apesar das historias contadas, nunca soube muito sobre seus padres e jamais usei o negro de uma de suas monjas-escravas. Se os cortesãos de Arthur em Camelot fizeram de mim este juízo, quando fui lá (pois sempre usei as roupas negras da Grande Mãe em seu disfarce de maga), não os desiludi.

E na verdade, ao final do reinado de Arthur, teria sido perigoso agir assim, e inclinei a cabeça à conveniência, como nunca teria feito a minha grande Senhora, Viviane, Senhora do Lago, que depois de mim foi a maior amiga de Arthur, para se transformar mais tarde em sua maior inimiga, também depois de mim.
A luta, porém, terminou. Pude finalmente saudar Arthur, em sua agonia, não como meu inimigo e o inimigo de minha Deusa, mas apenas como meu irmão, e como um homem que ia morrer e precisava da ajuda da mãe, para a qual todos os homens finalmente se voltam.
Até mesmo os sacerdotes sabem disso, com sua Maria sempre-virgem em seu manto azul, pois ela, na hora da morte, também se transforma na Mãe do Mundo.

Existem documentos históricos do ano de 1100 – 1155 ,quando Morgana é apresentada como uma das nove irmãs que governavam um mágico lugar a que chamavam "ilha de maçãs" e que homens conheciam pelo nome de "A Ilha Afortunada" , e no ano de 1405-1471 ela é novamente citada por historiadores.
Evidências que comprovam esta ascendência mística sobre Morgana são inúmeras que vão desde sua descrição física , seus poderes e atitudes que são bem típicos daqueles vistos em Morrigan. Leia-se , por exemplo, o poema "Morgan le Fay" de autoria de Madison Julius Cawein (1865 -1914) .

Todos os deuses são um deus, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para as minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela.
Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury, a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.
Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, novo a cada dia.

A magia é um caminho desconhecido, assim como a escuridão da noite. E ao mesmo tempo assustadora, tornando-se um desafio para renunciarmos aos nossos medos e mergulharmos neste mundo secreto, que quanto mais se caminha, mais se descobre o que há por trás da penumbra. A bruxaria é um mundo oculto pelas sombras da noite, em que só a bruxa, por si própria, poderá descobrir o caminho certo, confiando na sua eterna aliada, a lua, que é a luz da Deusa. Uma bruxa acomodada jamais será sabia, porque o conhecimento oculto não é recebido e sim procurado. O segredo é confiarmos na luz interior que nos guiará adiante no caminho da procura, que começará neste momento.
Mas esta é a minha verdade; eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas, Morgana que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

fonte do texto e fotos: http://3fasesdalua.blogspot.com/2011/12/morgana-parte-ii.html

Um comentário:

  1. "A avó materna de Artur, Viviane I, foi da linhagem dinástica de Avalon, uma parenta dos reis merovíngios. Sua tia, Viviane II, foi a mantenedora oficial do Misticismo Celta e essa herança passou, no momento certo, para a filha de Ygema (Igraine), Morgana. Artur era casado com Guinevere, da Bretanha, mas ela não pôde ter filhos. Por outro lado, Artur gerou Modred, com Morgana. Registros antigos, como o Promptuary of Cromarty, sugerem que a meia-irmã de Artur, Morgana (também conhecida como Morgaine ou Morgan le Faye), foi casada com o rei Urien de Rheged e Gowrie, que nos romances arturianos é chamado de Urien de Gore.
    Por direito, Morgana era uma Sagrada Irmã de Avalon e alta sacerdotisa celta. Os textos da Real Academia Irlandesa se 
    referem a ela como "Muirgein, filha de Aedàn em Belach Gabráin".
    (...)
    Alguns autores consideram a relação sexual de Artur com sua meia-irmã, Morgana, incestuosa, mas a Grã-Bretanha celta não considerava a situação por esse ângulo. Naquela época, prevalecia o conceito da natureza dual de Deus, bem como o antigo conceito da sagrada irmã-noiva. Nesse sentido, a oração dos celtas começava: "Nosso Pai-Mãe nos céus" e, acompanhando-a, havia ritos especificamente definidos que denotavam a encarnação mortal da entidade dupla "macho/fêmea". Como a manifestação terrestre da deusa Ceridwin, Morgana representava o aspecto feminino, enquanto Artur, como seu meio-irmão por parte de mãe, era seu verdadeiro parceiro na tradição estabelecida desde os tempos dos faraós.
    No festival de Beltane, em maio, Artur foi pego como um deus em forma humana e obrigado a participar de um ritual de relação sagrada entre os aspectos gêmeos do Pai-Mãe encarnado. Considerando-se a presumida divindade de Artur e Morgana durante esse rito, qualquer criança do sexo masculino que nascesse dessa união seria considerada o Cristo celta, e ungido como tal. Por isso, embora Artur estivesse destinado a se tornar o tema proeminente da história romântica, seu filho Mordred era quem teria a mais alta posição espiritual; ele era o designado Cristo da Grã-Bretanha, o arcebispo ordenado da Sagrada Família e um rei pescador ungido.
    Em sua maturidade, Artur manteve a tradição romana, mas foi o arcebispo Mordred quem se esforçou para amalgamar os velhos ensinamentos celtas com os da Igreja Cristã, tratando os sacerdotes druidas e cristãos com igualdade. Foi essa diferença essencial entre pai e filho que os dispôs um contra o outro. Artur se tornara essencialmente romanizado, enquanto Mordred mantinha a tolerância religiosa na verdadeira natureza da tradição do Graal. Apesar do extraordinário sucesso da carreira inicial de Artur, sua eventual tendência católica o fez trair seu juramento celta de aliança. Como Grande Rei dos bretões, ele deveria ser o defensor da Fé, mas em vez disso impunha ao povo rituais específicos (mas Mordred é que é considerado traidor em todas as lendas...)
    Quando Artur e Mordred pereceram em 603, a morte de Artur não foi lamentada pela Igreja Celta, mas ele nunca será esquecido. Seu reino caiu porque ele ignorou os códigos de lealdade e serviço. Sua extrema negligência facilitou a conclusão da conquista saxônica, e seus cavaleiros vagarão pela terra devastada até que o Graal seja devolvido. Ao contrário do que se vê em todos os mitos e lendas, foi o arcebispo Mordred (não Artur), prestes a morrer, quem foi tirado do campo pelas Santas Irmãs de sua mãe, Morgana".
    ("A Linhagem do Santo Graal" - Laurence Gardner)

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