Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

4 de mar de 2011

Deusa Brighid

Deusa Briga, Brigit, Brígida, Brigantia …

(autoria desconhecida)

- Filha de Dagda , Briga é conhecida por diversos nomes e em diversas localidades da Europa :Bride (Noiva), Bridey, Brighid, Brigit ("A Exaltada", "A Luminosa", "Raça Pronunciada"), briggidda e Brigid."
Sendo uma divindade solar, seus atributos são a Luz, a inspiração e todas as habilidades associadas ao fogo, ela é a benfeitora da cura interna, fertilidade e da energia vital.
Briga também é retratada com três faces e isso reflete a trindade de ofício ou três poderes, sendo:

* A sabedoria, poesia e inspiração divina (Awen).
* A Cura, as artes divinatórias e a profecia.
* O ofício dos ferreiros e atividades ligadas ao sagrado fogo da forja.

Um dos seus nomes mais antigos é Breo-Saighead (que significa "Flecha de Fogo", "Flecha Certeira", "Seta Brilhante", "Seta Impetuosa") e nisso está contido o seu atributo de Justiça Divina, pois Brigit também está ligada às Leis.
Ela também está relacionada à União, pois se casou com um Fomorian (Tribo inimiga da Tribo de Dannan) e por algum tempo a paz foi presente entre esses povos. Quando seu filho foi morto em batalha, ela foi até o campo lamentar a sua morte. Este fato ficou conhecido como o primeiro caoine (keening = grito desesperador) que segundo as tradições foi um lamento terrível ouvido por toda a Irlanda, algo carregado de tamanha tristeza que seu som era por demais doloroso e assustador para ser ouvido. Seu culto é conhecido em toda a Europa, unindo várias tribos que muitas vezes eram inimigas em adoração a ela.
Como patrona da poesia, filidhecht, ela é a fonte da inspiração e sabedoria ao qual os bardos acessam. Ela é a própria Chama (fogo inspirador), que acende a luz na alma para que a centelha divina se manifeste, e dessa forma as Artes se manifestavam, tanto para a arte artesanal como para a arte poética, as tão temidas poesias que detinham poder, como encantamentos. Sabiam como, quando e de que forma usar as palavras e as moldavam, como uma escultura, uma essência que ganhava forma e tanto poderia ser uma forma de afago ou uma arma. É a mantenedora da cultura, do aprendizado e da sabedoria.
O Festival que presta honrarias a ela é Imbolc (oi-melc: lactação ou leite de cabra), estando associado à Lactação das ovelhas e cabras (alimento sagrado para os celtas, pois representa a pureza), a purificação por água de fonte (os poços, nascentes e rios também lhe são sagrados), ao nascer, ao início e à chegada da primavera. Portanto ela também é reconhecida como uma Deusa Iniciadora, pois esse é o período em que o inverno se vai e a vida novamente começa a brotar. Apesar dela ser uma deidade extremamente abrangente, nesse festival ela é honrada enquanto Mãe, aquela que provê o alimento para a Tribo.
Existem inúmeras histórias que citam poemas escritos pelo Bardo Taliesin e inspirados por Briga, inclusive uma história do século XII sobre uma Cosmologia Tradicional.
Hoje ela é vista na Bretanha como uma Guerreira, e seus soldados são chamados de Brigantes.
Existem inúmeros textos sobre ela, mas a grande maioria com dados católicos, e que tornam obscuros os abrangentes aspectos que ela possui.

fonte: Árvore Sagrada

- * -

(autoria desconhecida)

Abriga nos ventres a vida

Abriga o lar e o berço

Abriga e nunca é vencida

Senhora que é una em terço

Rútila face, semblante d'alvor

Brilho que o espírito acende

Eleva o olhar ao Singelo Fulgor

Cintila no Alto e entende

Láctea corrente virtude

À pala, grei e saúde

Visão de cristal rompe o véu

Do tempo debaixo do céu

Brigit
com uma auréola na qual se vê o Seu símbolo, em forma de suástica

Ouve, Brigit,

Sopro de luz hiperbórea

Vibrante chama marmórea

Primeira nos baluartes

Rainha da Forja e das Artes

Do Castro Celeste que guarda tesouros

Riquezas da alma mais ferros e oiros

Mestria do verso e do aço

Conduz aquilo que faço...

- * -

Brighid

Funções: Deusa da poesia, guardiã do caldeirão do conhecimento

Responsabilidade: Conhecimento

Pais: Dagda

Foi adaptada pela Igreja como Santa Brigida de Kildare e ainda hoje é uma das entidades mais veneradas pelos religiosos irlandeses. Inicialmente, ela era uma filha do deus Dagda, especialista em poesia, que possuía conhecimentos secretos e relacionada com a soberania. Suas vacas produziam um lago de leite e proporcionavam alimentos inesgotáveis. Com uma só medida de malte Brighid era capaz de produzir cerveja a todos os que a pedissem. Suas duas irmãs estavam relacionadas com o dom da cura e com o artesanato. Muitas vezes, as três eram tratadas como uma única divindade.

Sua festa em 1º de fevereiro, conhecida como Imbolc, estava ligada ao período de amamentação das ovelhas. Hoje, Santa Brigida é considerada protetora dos rebanhos, das casas de família e dos partos, além de gozar da categoria de mãe adotiva de Cristo.

Foi considerada pelos celtas como a protetora das artes declamatórias e líricas. Encomendou-se-lhe o patrocínio da cidade e, entre os galos, era a que guardava o caldeirão do conhecimento, a sabedoria e a ciência.

fonte: Templo de Apolo (não consta autoria)

- * -

O nome
Brigid também conhecida por Brigit, Bríde, Briget, Briid é uma Deusa muito popular na Irlanda, cultuada em todos os territórios onde os celtas se instalaram.
A palavra "Brig", em irlandês arcaico, significa força, poder. Segundo, alguns filósofos, tal correlação pode estar por detrás da existência de guerreiros chamados Brigands ou "soldados de Brigid".
Os brigantes, uma confederação de tribos celtas que se instalou em pontos tão diversos quanto a Armórica (França), a Grã-Bretanha e o sul da Irlanda, derivam seu nome da Deusa Brigantia, aparentemente mais uma variação de Brigid. Na Gália, a Deusa Brigindo é outra faceta desta deidade, enquanto que Brigantia é o nome original das cidades de Bragança em Portugal e de La Coruña na Galícia (Espanha). Mas é na Irlanda que encontraremos os elementos dessa Deusa melhor preservados.

Deusa Tríplice
Brigid, que significa "luminosa" é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação. Isto é, as funções que lhe atribuem são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-européia:
- Deusa da inspiração e da poesia - Classe Sacerdotal.
- Protetora dos reis e dos guerreiros - Classe Guerreira
- Deusa das técnicas - Classe de artesãos, pastores e agricultores.

Brigid como Deusa
Brigid é filha de Dagda, o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Dagda é o líder e o Grande Pai conhecido como o Poderoso do Conhecimento. Um rei da sabedoria Dagda é a Boa Mão, um mestre da vida e da morte, e aquele que traz prosperidade e abundância. Gêmeo de Sucellos como o regente da luz durante a metade do ano. O poder e o conhecimento de Dagda é dado por um sopro, chamado "AWEN" através de um beijo no escolhido como sucessor para Chefe Trovador dos Duidas. O "AWEN" é o sopro de Deus (Dagda) que guia e instrui, tornando um trovador diferente dos outros.
Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.
Uma outra versão, nos diz que Brigid tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura. Ao encontrá-lo sem vida, lamenta sua morte em uma tradição que viria a ser conhecida como "keening" (irlandês-caoineach), e que ainda hoje é preservada nas áreas rurais da Irlanda. os "keenings" eram lamentos emitidos por mulheres face ao falecimento de um membro da família ou da comunidade. Se constituíam em choros pungentes, quase bestiais, descritos por observadores como o som de "um grande número de demônios infernais".
Como Deusa, Brigid, é uma entidade fortemente vinculada com a inspiração e a criatividade, tanto que na tradição Britânica dos Druidas foi assimilada como a "Deusa dos Bardos", por ser a "musa" que inspirava àqueles grandes sacerdotes similares aos Brahamanes da Índia. Atualmente se diz que Brigid é o veículo e guardiã do "Awen", o sopro de seu pai (Dagda), ou a "consciência da inspiração", um estado muito variado de magnitude e cujos mistérios mais profundos parecem indicar um estado elevadíssimo de consciência, parecido ao ao Shamadi ou transe Yóguico. "AWEN" é a força mental que inspira à criatividade.
Brigid também foi uma Deusa muito vinculada à curas (com ervas) e lhe eram atribuídos mágicos conhecimentos das propriedades curativas das plantas. Como conhecedora desses mistérios é uma Divindade vinculada à Bruxaria, já que as bruxas sempre foram, na antiguidade, mulheres de avançada idade que possuíam um vasto conhecimento sobre as propriedades naturais e intrínsecas das plantas para todo o tipo de uso medicinal.
A Deusa era ainda uma grande guerreira que afugentava as tropas inimigas de qualquer exército quando era invocada, e também, infundia valor ao exército que apadrinhava. Brigid aparecia frequentemente de maneira imensa e feroz lançando gritos de raiva frente aos exércitos que pretendia afugentar. Desse mesmo modo, os Celtas antes das batalhas lançavam gritos selvagens e ininteligíveis com o único propósito de amedrontar à seus adversários.
Algumas vezes, Brigid é identificada com Danann (Deusa principal, Mãe dos Deuses da Tradição Celta) e é considerada como a Mãe de todas as coisas.
Lady Gregogy, em "Gods an Fighting Men", diz dela:
" Brigid...era uma poetisa, e os poetas a adoravam, pois seu domínio era muito grande e muito nobre. E, era assim mesmo, uma curadora, e realiza trabalhos de ferreiro, fui ela quem deu o primeiro assobio para chamar-se uns aos outros no meio da noite. E, um lado de seu rosto era feio, porém o outro muito belo. E, o significado de seu nome era Breo-saighit, flecha de fogo".
Brigid assumiu inúmeros aspectos e atributos através dos tempos. Suas cores sagradas são o vermelho, o laranja e o verde. Cada uma dessas cores representa um atributo de Brigid. O vermelho simboliza o fogo da forja, da lareira que aquece e alimenta. O laranja representa a luz solar, pois antes da ascensão patriarcal de Deuses como Bel e Lugh o patamar de Deuses solares, era a Brigid que o Sol era consagrado. O verde representa as fontes e ervas que curam, no papel de Brigid como Curandeira.

(Por Rosane Volpatto)

- * -

QUEM SÃO AS DEUSAS?

A palavra "Deusa"se refere ao Divino Feminino. Durante milênios, no mundo todo, nossos ancestrais veneraram uma Divina e Poderosa Mãe-Deusa. Ela foi honrada e celebrada como a Mãe de Toda a Vida. Mas de onde provêm a ideia de Deusa? Em tempos longínquos, o homem dependia da Terra para todas as coisas: como o seu sustento, assim como para abrigo e proteção. Ela era provedora de tudo que era necessário para perpetuar a vida e também era a vida em si mesma.

Estes povos observavam que toda vida era concebida a partir dos corpos femininos (tanto animais, quanto mulheres), de modo que era totalmente natural que acreditassem que deveria existir uma Toda Poderosa Criadora Feminina também.

Hoje apreciamos o ressurgir da cultura da Deusa que tem sido reverenciada por homens e mulheres, que celebram e respeitam as energias femininas dela emanadas.

A TRÍPLICE DEUSA CELTA

A água era considerada princípio e fonte de toda a vida para aqueles que habitam a terra e dependiam de sua generosidade para conseguir seu alimento. Isto se reflete no fato de os celtas terem dedicado os principais rios da Europa Ocidental à deusa da fertilidade. O rio Marne deve seu nome às Matronas, as três Mães Divinas e o Sena, a Sequana, deusa de seu manancial. O nome do Reno é celta e seus afluentes também têm nomes celtas: Necjar, Main, Ruhr e Lippe. Na Grã-Bretanha, o Severn deve-se a Sabrina e o Clyde, à deusa Clota, recordando a lenda da Divina Lavadeira, Bruxa do Rio e Deusa da Morte que, conta-se, encontrava o guerreiro predestinado, que ficava sabendo que seu fim se aproximava ao vê-la lavar suas roupas de guerra manchadas de sangue.

O rio ou o arroio são expressões vivas da Mãe-Terra, o que os santifica e os dota de poderes curativos, que são emanados a certas horas do dia ou em dados momentos da fase lunar. Todos os lugares sagrados , para os celtas, tinham um espírito guardião, que podia transformar-se em gato, pássaro ou peixe, segundo as preferências da deusa. Tais lugares eram considerados partes do útero da Terra Mãe, a qual se invocava sob diversos vocativos e aparências. Existem numerosas inscrições galo-romanas da deusa Matronae, a Mãe representada como uma tríade levando crianças, cornucópias e cestas de frutas.

Outra conhecida manifestação era Epona, que em geral mostrava-se a cavalo, por vezes com um potro, o que poderia ter dado origem à história da lady Godiva e outras lendas populares relacionadas a cavalos.

A deusa é generosa, mas também desapiedada. A Lua controladora das marés e do fluxo menstrual, é o centro de um conjunto de símbolos universais: ele preside os rituais noturnos relacionados com animais tais como gato, a serpente e o lobo. Os emblemas de animais rodeando a deusa e seus santuários serviam para lembrar seus aspectos selvagens.

A característica representação da deusa como Mãe-devoradora no simbolismo celta, análoga à sanguinária Kali dos hindus ou Cihuateteo dos astecas, tem sua encarnação nas esfinges de pedra conhecidas com o nome de Sheela-na-gig, que se encontram em igrejas e castelos medievais. Ela apresenta rosto horrível com faces cadavéricas, boca enorme de semblante mau humorado, peito esquelético, um grande órgão genital à mostra e braços e mãos dobrados.

Em dias bastantes primitivos, o instinto feminino era percebido como intensamente animal. Com o avanço da civilização a deusa vai gradualmente erigindo-se desta natureza.

A complexidade das deusas Célticas é realmente explicada quando nós entendemos que para ser uma Deusa nesta tradição antiga deve ser uma Mãe, para ser uma Mãe, deve ser uma protetora e para ser uma protetora deve ser preocupada com a soberania da sua tribo.

É, diferente das Deusas dos Romanos e Gregos, as Deusas dos Celtas são todas as coisas: elas são a terra, a vida, a morte, o trigo que nós comemos e a água que nós bebemos; a água que vem do céu.

BRIGHID, SANTA E DEUSA

Gostaria de esclarecer inicialmente que na mitologia celta, não existem deuses lunares ou solares, o que existe é deidades protetoras de certas artes. Os deuses celtas são uma raça divina, uma série de indivíduos "angélicos" e portadores de variadas capacidades e conhecimentos, mas que se comportam como os mortais e vivem junto com eles. Podemos encontrar grandes arquétipos à nos encorajar e alguns destes personagens são míticos, reis, druidas e heróis.

Brighid, que significa "luminosa"é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação. Isto é, as funções que lhe atribuem são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-europeia:

- Deusa da inspiração e da poesia - Classe Sacerdotal.

- Protetora dos reis e dos guerreiros - Classe Guerreira

- Deusa das técnicas - Classe de artesãos, pastores e agricultores.

A lenda diz que ela nasceu com uma chama que saía do alto de sua cabeça, ligando-a com o universo.

Pesquisando fontes mitológicas remotas, encontramos Brighid como sendo filha de Dagda, o Bom Deus, pertencendo assim, aos Tuatha De Danann. Há lendas que alegam ser ela a esposa de Tuireann, com quem teve três filhos (Brian, Iuchar e Iucharba), que posteriormente matam Cían, o pai de Lugh.

Já outra lenda, nos diz que Brighid tinha como marido Bres, o malfadado líder dos Tuatha De Danann. Dessa união nasce Rúadan, o qual morre em combate na Segunda Batalha de Moytura. Ao encontrá-lo sem vida, lamenta sua morte em uma tradição que viria a ser conhecida como "keening) (irlandês-caoineach), e que ainda hoje é preservada nas áreas rurais da Irlanda. os "keenings' eram lamentos emitidos por mulheres face ao falecimento de um membro da família ou da comunidade. Se constituíam em choros pungentes, quase bestiais, descritos por observadores como o som de "um grande número de demônios infernais".

A Nova Cristã e Antiga Pagã, Brighid, fundiram-se na figura de Santa Brígida no ano de 450. Em algumas histórias, foi o próprio São Patrício que a batizou e ela foi elevada à condição da figura galesa de Maria, sendo muitas vezes considerada como a parteira de Maria ou até como a ama do Menino Jesus. Aqui reconhecemos a deusa como protetora do parto. E, Brighid como santa, possui até biografia, que é de autoria de Cogitosus. Segundo ele, ela teria nascido em 452, no vilarejo de Faughart (próximo a Dundalk, Co. Lough), ao romper da aurora, hora de máxima importância para a filosofia celta. Era filha do nobre Dubhtach, chfe da Província de Leinster, e Broicsech, uma escrava. Em uma das versões da lenda, conta-se que, ao nascer, a casa em que estava ficou totalmente envolta por um fogo mágico, que assustou à todos que presenciaram à cena. Entretanto, ninguém queimou-se. Vários textos afirmam que tal fogo surgiu do centro da cabeça da criança, talvez para identificá-la como uma santa portadora de um poder criador.

Brigida foi educada por um druida e desde muito cedo manifestou o dom da profecia. Mas certo dia ela adoece gravemente e, o druida consegue salvá-la alimentando-a com o leite de uma vaca branca de orelhas vermelhas.

Os cristãos, gerando uma estranha contradição, afirmam que apesar de muito bela, Brigida permanece virgem. Contam, que para não casar, ela vasou seu próprio olho, tornando-se desinteressante para seus pretendentes.

Cogitosus nos esclarece, que no ano de 490, ela funda um convento na localidade de Kildare, local de perigrinação dos seguidores da religião celta pré-cristã.

Neste convento havia uma chama sagrada que devia sempre arder. Dezenove sacerdotisas-freiras guardavam a sua pira sagrada, alimentando o fogo. Conta-se que, no vigésimo dia de cada mês, ela aparece e vigia o fogo pessoalmente. Aos homens não eram permitida a entrada. Segundo as lendas, aqueles que tentassem se aproximar da fogueira eram acometidos de estranhos surtos de loucura e podiam até perder a vida.

Além de estar diretamente ligada ao elemento fogo, associa-se também a água e à cura. Muitas fontes da Irlanda são a ela dedicadas. A absorção deste elemento pela fé cristã, só comprova a sobrevivência de Brighid, na forma de deusa e não tão somente como santa.

Suas vacas produziam um lago de leite e proporcionavam alimentos inesgotáveis. Mas ela punia com muito rigor quem as roubasse, geralmente através de afogamento ou escaldamento. Através da magia, Brigida multiplicava anualmente a sua produção de manteiga.

Ela também estava ligada à produção e consumo da cerveja.

Reza a lenda que, com uma só medida de malte, Brígida era capaz de produzir cerveja a todos os que a pedissem. Um milagre associado à Cristo, aqui vemos adaptado à realidade celta.

A "Vita Brigitae" afirma que a Santa Brigida morreu em 1 de fevereiro de 525, dia de celebração da Deusa Brighid.

DIA DE BRIGHID - "IMBOLC"

BRIGID também foi vista como uma deusa ligada ao ciclo anual. Ela presidia o começo da primavera, que, no ciclo dos antigos festivais do fogo, começava na véspera de primeiro de fevereiro, Imbolc, ou o Dia de Brigid.

A palavra Imbolc significa literalmente "dentro do ventre" (da Mãe). A semente que foi plantada no Solstício de Inverno está se desenvolvendo. Esta festa é chamada de "Dia de Brigid" em honra a Deusa irlandesa Brigid.

Suas festas eram repletas de fogos sagrados, simbolizando o fogo do nascimento e da cura, o fogo da força e o fogo da inspiração poética.

Brigid é a noiva sagrada, e seu templo é o santuário do fogo divino, o qual representa o fogo do sol. Seguindo a tradição celta, deixe o fogo de sua lareira queimar completamente na véspera do dia de Brigid. Na manhã seguinte, prepare uma fogueira com cuidado especial. Pegue nove (ou sete) pequenos galhos, tradicionalmente de tipos diferentes de árvores e os acenda. Então, prepare a fogueira com os galhos acesos, enquanto decama três vezes:

Brigid, Brigid, Brigid, a chama mais brilhante!

Brigid, Brigid, Brigid, nome sagrado!

Um outro costume do dia de Brigid é plantar uma árvore frutífera.

A Igreja incorporou este o dia de Brigid como sendo a Festa da Purificação da Virgem Maria.

No paganismo esta é a época em que a Grande Mãe volta a ser novamente a Jovem Deusa Solteira.

Uma lenda escocesa, relaciona Brighid com Caileach. Esta última, era também conhecida como a Carline ou Mag-Moullach e era o aspecto da velha deusa no ciclo anual. Estava ligada às trevas e ao frio do inverno e assumia a direção no ciclo das estações em Samhaim, a véspera do primeiro de novembro. Ela portava o bastão negro do inverno e castigava a terra com frias forças contrativas que ressecavam a vegetação.

Com o fim do inverno, ela passava o bastão do poder para Brighid, em cujas mãos ele se tornava um bastão branco que estimulava a germinação das sementes plantadas na terra negra. As forças expansivas da natureza começavam então a se manifestar. Por vezes, essas duas deusas eram retratadas em batalha pelo controle das forças da natureza. Dizia-se até que Cailleach aprisionava Brighid sob as montanhas no inverno. Mas o melhor modo de reconhecê-las é vê-las e considerá-las como duas facetas de uma deusa tríplice das estações: a Velha Cailleach do Inverno, a Donzela Brighid da Primavera e a Mãe-deusa do viço do Verão e da frutificação do Outono.

No Festival de Imbolc é costume, no final da tarde de véspera, se colocar velas (laranja), em todas as janelas da casa e deixá-las acesas até o amanhecer. Também deve anteceder às festividades, um ritual de purificação e limpeza da casa. A celebração também envolvia a feitura de uma Boneca Noiva com as últimas gavelas de milho do ano anterior. Podemos conceber aqui a deusa Brigid com atributos da deusa do milho.

Por meio do ciclo dos Festivais do Fogo (Samhain, Imbolc, Beltane e Lammas), os antigos povos celtas celebravam as diferentes energias da roda do ano. Isso era vivido especialmente como o poder do fogo manifestando-se em diferentes níveis.

Brigid chega em nossas vidas portando a chama da inspiração. Você está sem energia? Falta-lhe motivação? Está tão perdido que não sabe que rumo tomar? Você sonha com algo, mas não se sente com coragem de realizá-lo? Esta é a hora e a vez de alimentar sua totalidade e interioridade com a centelha energética da Deusa Brigid.

Ela nos diz que uma vida sem o calor de sua chama de inspiração é totalmente insípida. Abra seu coração e permita que a inspiração seja o alimento de sua alma, para que você possa se tornar mais segura(o) e energética.

Ritual para Brigit e a família.

Precisará de:
Uma vela vermelha.
(Deve ser nova e feita de cera vermelha pura. Não use uma vela
branca coberta por cera vermelha. Use esta vela somente para Brigid)
Quatro pães.
Um copo grande de leite.
Um xale branco, feito de lã
Dois copos. Um com o leite, o outro vazio.
Dois pratos. Um com os quatro pães.
Fósforos.

Este ritual deve ser feito pela mulher da casa, mas pode ser feito por qualquer um que é o "chefe" da sua casa. Se você sente-se confortável, tente falar as palavras em Irlandês. Estas invocações e rezas foram escritas por Robert Kaucher mas são baseadas em rezas e poemas tradicionais e fazem parte da tradição celta desde a época pagã.

Ajoelhe-se em frente a vela com suas mão abertas no gesto de invocação. Imagine o espirito brilhante de Brigid em seu aspecto triplo. A Brigid no centro é uma guerreira. Ela é a defensora da casa e a lareira. Está escrito que na batalha de Allen (Irlanda - 772) ela apareceu sobre os guerreiros de Linster como uma Deusa da Guerra e destruiu as forças inimigas. Em sua mão esquerda ela está segurando uma lança, na outra ela tem uma chama. Fale:
Tógfaidh mé mo thinne inniu
i láthair na nDéithe naofa neimhe,
i láthair Bríd is áille cruth,
i láthair Lugh na n-uile scéimh,
gan fuath, gan tnúth gan formad,
gan eagla gan uamhan neach faoin ngréin,
agus NaohmMháthair dom thearmann.
A Dhéithe, adaígí féin i mo chroí istigh aibhleog an
ghrá
Dom namhaid, do mo ghaol, dom chairde,
don saoi, don daoi, don tráill,
ón ní ísle crannchuire
go dtí an t-ainm is airde.

Tradução:
Eu construo meu fogo hoje na presença dos Deuses Sagrados do Céu. na presença de Brigid da forma bonita na presença de Lugh de todas as belezas sem ódio, sem inveja, sem ciúmes, sem medo ou horror de ninguém sob o sol porque meu refugio é a Mãe Sagrada.
Ó Deuses, acendam o fogo de amor dentro do meu coração, por meus inimigos, por meus parentes, por meus amigos pelo sábio, o ignorante, e o escravo da coisa mais humilde até o nome mais alto.
(Baseado num poema tradicional; é possível achar o original em An Duanaire)

Acenda o fogo, levante o fósforo, como se fosse o fogo divino dos Deuses, baixe o fósforo e acenda a vela.
Invocação de Brigid:
O povo fala:
A Bhríd bheannaithe
's a Mháthair Déithe
's a Mháthair Daoine.
Go sábhála tú mé
ar gach uile olc,
Go sábhál tú mé
idir anam is chorp.

Tradução:
Ó Brigid abençoada,
Mãe de Deuses,
Mãe dos Homens,
Me salva de cada mal,
Me salva, alma e corpo.

A sacerdotisa coloca seu xale sobre a cabeça e fala:
A Bríd bhuach, Glaoim (Glaomaid) thú, a Bhandia Mhór, ó
do áit leis
na Tuatha Dé Dannan.
Banfhile na nDéithe,
Cosantóir an Teallaigh,
Banbhreitheamh na bheatha

Tradução:
Ó Brigid vitoriosa, Chamo (Chamamos) você, Grande Deusa, de seu lugar com as Tuatha Dé Dannan.
Poetisa dos Deuses
Defensora da Lareira
Juíza da Vida
A sacerdotisa oferece o leite, colocando-o no copo vazio perto da vela.

Agora ela coloca três pães no prato para o pão e coloca o prato perto da vela. Ela fala uma simples reza pedindo à Deusa a aceitar a oferta do leite e pão. Depois ela fala uma reza para abençoar o resto do pão e leite que os participantes vão dividir. Com seus braços cruzados sobre o peito ela fala:
Ó Deusa Brigid,
Prepara nossas corações
Para que amor possa viver.
No mundo escuro
Deixa-nos sempre ter tua Luz.
Deixa tua capa
cobrir essa família,
No meio do inverno
Deixa teu fogo esquentar.
Nossas vidas são uma vida
Nossos sonhos, um sonho só.
Deixa meu povo dividir na vida
e sempre conhecer tua bondade.
(Ó Mãe de Deuses)
Defenda-nos com teu escudo
Vigia-nos com teu olhos.
Deixa meu povo ser teu povo,
Seja no mar ou na terra.
O cordeiro sempre correrá para a ovelha,
O passarinho sempre chorará por comida,
O bezerro sempre procurará a vaca,
A Brigid sempre será conosco.

A sacerdote toma um pouco do leite e pão, e passa-o para os outros participantes. Eles bebem e comem o pão. Deixe a vela acesa por algum tempo. Depois, a sacerdotisa ajoelha-se em frente a vela com as mão abertas. Ela faz uma reza de agradecimento para Brigid. Depois fala assim:
Coiglím an tine seo leis na fearta a fuair na Draoithe.
Na Déithe á conlach, nár spiúna aon námhaid í.
Go ndéana Bríd díon dár dtigh,
dá bhfuil ann istigh,
dá bhfuil as amuigh.
Claímh Nuadha ar an doras
go dtí solas an lae amárach.

Eu apago este fogo com os poderes dos Druidas
Os deuses guardam-no, nenhum inimigo disperse-o.
Brigid seja o teto sobre nossa casa
Para todos dentro
E para todos fora.
A espada de Nuadha na porta,
Até a luz da manha.
Extinga o fogo.

Todos falam:
Slán leat, a Bhríd!

O ritual acabou. Todos se abraçam e falam:
na Déithe dhuit ou Beannacht na nDéithe ort.
Retirado de Creideamh- um caminho Celta

TEXTO PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR ROSANE VOLPATTO

Bibliografia consultada (Para todas as deusas celtas postadas neste site)

Explorando o Druidismo Celta - Sirona Knight

Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May

O Livro da Mitologia Celta - Claudio Crow Quintino

O Livro Mágico da Lua - D. J.Conway

O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky

Os Mistérios Wiccanos - Raven Grimassi

Todas as Deusas do Mundo - Claudiney Prieto

O Anuário da Grande Mãe - Mirella Fauer

A Grande Mãe - Eric Neumann

Nenhum comentário:

Postar um comentário