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4 de mar de 2011

A Deusa e o Deus

Retirado do site: Old Religion

O Deus e sua representação: como caçador-coletor representado por um ser humano com chifres de Alce.

A Deusa e suas três faces: a Virgem ou donzela, a Mãe e a Velha Sábia.

"Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida."

O Deus

Um dos princípios da BRUXARIA é a harmonia tanto consigo quanto com o universo. Trabalham com energias masculinas e femininas mesmo sendo uma religião Matrifocal, a Deusa e seu Consorte vivem em total equilíbrio e igualdade, muitas das estatuetas e pinturas rupestres da antiguidade mostravam a Deusa rodeada por Animais completamente masculinos, como leões e veados, outras estatuetas tinham espécies de corpos mórficos, uma mistura do masculino e do feminino em um só ser.
Na maioria dos Mitos o Deus nasce da Deusa depois se torna seu consorte (marido), trazendo à tona a fertilidade, vive em harmonia com ela depois morre seguindo o ciclo da Vida, morte e renascimento. Não somente como o Sol o Deus esta representado em muitas faces na Natureza, principalmente na sua face indomável, que exemplifica a fase do homem como caçador-coletor representado por um ser com aspecto humano, porém com chifres, chifres esses de Alce, mostrando ainda um animal selvagem.
Conforme o Homem foi "domesticando" a
TERRA e os animais, esse Deus passou a ser apresentado por corpo Humano, mas com chifres de bode, um animal dócil e domesticável. Mesmo tendo chifres de Bode ainda mantinha em seu ser a força do Deus selvagem dos chifres de Alce, como atesta a natureza do Deus Pã.
Como a Deusa, o Deus também tem muitas faces e muitos nomes, Cernunos (kernunos) descreve bem a face deste Deus selvagem em que acreditavam os Celtas, Dionísio também tem chifres e representa a virilidade, em algumas ocasiões seus chifres são de bode outras de touro, essa imagem de touro como as representações em que Dionísio aparece com serpentes têm ligações com os ritos lunares da Antiga Europa. Sabemos que em algumas tradições Dionísio era consorte de Ártemis, confirmando a sua natureza silvestre. Ao chegar à Itália o culto a Dionísio foi adaptado à vida da nova terra. Quando esse Deus foi atribuído aos vinhedos teve o nome modificado para Baco muitas vezes o Deus Conífero na Itália também recebia um coroa de folhas de Uva, e atrás surgiam seus chifres.
Outra face do Deus é a do Senhor da Colheita - Green Man, aqui encontramos mais uma vez a figura de Dionísio, sendo o único Deus não indo-europeu da Antiga Europa, aqui ele aparece como o Senhor da colheita, tendo uma imagem mais madura, como as sementes depois que o sol brilhante e fervoroso as fez germinar, instiga o verdejar da
TERRA após o frio inverno.
As estrelas são pequenos sóis distantes, também associadas ao Deus, como os desertos escaldantes, e as altas montanhas.
Os Símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o Deus incluem a espada, chifres, a lança, a
VELA , a flecha, bastão mágico, o tridente, o punhal, faca ou ATHAME , as cores são o dourado, marrom, azul, verde e amarelo. Os principais Sabats ligados ao Deus é o Yule, que marca o nascimento da Criança da Promessa, em Ostara o Deus se torna um jovem que esta alcançando sua maturidade. A Deusa e o Deus são iguais e unidos.

A Deusa

A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna.
Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem ou donzela, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à
BRUXA na Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
A Deusa é a Mãe universal. É fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Segundo a Wicca, ela possui três aspectos: a Donzela, a Mãe e a Anciã, que simbolizam as Luas Crescente, Cheia e Minguante. Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a
TERRA dormente, coberta de neve. Ela dá à luz em abundância. Mas, uma vez que a vida é um presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.
Esta não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência humana entre duas encarnações. Uma vez que a Deusa é a natureza, toda a natureza, ela é tanto a tentadora como a velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo. Porém, apesar de ela ser feita de ambas as naturezas, a
WICCA a reverencia como a doadora da fertilidade, do AMOR e da abundância, se bem que seu lado obscuro também é reconhecido.
Nós a vemos na Lua, no silencioso e fluente oceano e no primeiro verdejar da primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor. A Deusa é conhecida como a rainha do paraíso, Mãe dos
DEUSES que criaram os Deuses, a Fonte Divina, A matriz Universal, A Grande Mãe e incontáveis outros títulos.
Muitos símbolos são utilizados na
WICCA para honrá-la, como o caldeirão, a TAÇA , o machado, flores de cinco pétalas, o ESPELHO , colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... Para citar uns poucos. Por governar a Terra, o mar e a Lua, muitas e variadas são suas criaturas. Algumas incluíram o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados a Deusa! A Deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça; uma deidade celestial caminhando pelos céus; a eterna mãe com o peso da criança; a tecelã de nossas vidas e mortes; uma Anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres. Mas independente de como a vemos, Ela é onipresente, imutável, eterna e assim como o Deus vive dentro e fora de nós.
“Honrai os DEUSES ó filhos da Terra! Honrai a si e aos seus irmãos! Honrai a Natureza que em abundância vos cria e lhes dá sustentação! Que assim seja pela eternidade”. (Dayne Anglius Dosken)

- * -

(autoria desconhecida)

A DEUSA:

A Mãe Primordial, que teria criado tudo e todos, até seu próprio complemento masculino, está na base filosófica e fundamental de todas as mitologias e Religiões Antigas.
Na compreensão humana primitiva a Mãe precedeu o nascimento do Pai. Percebemos isto em todos os mitos sagrados anteriores ao patriarcado e quanto mais antigos são estes mitos, mais isso se confirma.
o Culto à Deusa remonta a Era de Touro(4000 a.C. à 2000 a.C.), época em que o respeito ao feminino e ao culto aos mistérios da vida e procriação estavam em seu apogeu. Na Era de Touro o culto a Deusa teve seu apogeu, porém ele é muito mais antigo e suas origens são muito mais remotas, pois pesquisas realizadas recentemente por arqueólogos norte-americanos apontam que o culto matriarcal e à Deusa datam de mais ou menos 500.000 a.C.. Isto foi comprovado através de testes feitos com o carbono 14 em alguns objetos ritualísticos com desenhos de Deusas encontrados em sítios arqueológicos, que constatam suas origens no Paleolítico Inferior.
No final da Idade de Bronze (5000 à 2000 a.C.) também encontramos muitos indícios de culto à Deusa Mãe. Descobertas feitas por toda Europa, África, Escandinávia e diversas outras localidade, comprovam isso. Inúmeras estatuetas femininas esculpidas em marfim, barro, argila e pedra representando mulheres com seios e ventres grandes (Vênus de Willendorf) foram descobertas nas proximidades de lugares sagrados e sepulturas, o que simboliza algo respeitável e religioso.
Nas Eras que antecederam a agricultura, quando os homens viviam da caça e pesca, as mulheres eram a base do lar, das artes, arquitetura e também eram as transmissoras da cultura ancestral e religiosas. Enquanto os homens saiam para caçar, as mulheres realizavam os ritos sagrados para que a caça fosse bem sucedida e para que eles pudessem retornar em segurança. Elas eram as Grandes Sacerdotisas, Xamãs, curandeiras, parteiras e mantenedoras dos ritos e mistérios religiosos da Tribo. Homens e crianças dependiam de seus cuidados e conhecimentos, por isso eram veneradas e reconhecidas como Guardiãs dos Mistérios da Vida.
Mais tarde quando os povos indo-europeus se converteram em tribos conquistadoras e guerreiras e se expandiram em busca de melhores temperaturas, o culto ao Deus (O Sol) suplantou o culto à Deusa. Pouco a pouco instaurou-se o culto ao Sol com a chegada da Era de Áries (2000 a 0 a.C.) e nasceu assim o patriarcalismo. Até o início da Era de Peixes, Deusa e Deus eram cultuados juntos e seus cultos eram interligados, tolerantes entre si e estavam em perfeito equilíbrio.
A partir de 330 d.C. (quando o Catolicismo foi estabelecido como Religião Oficial) o culto à Deusa começou a declinar e aos poucos o Cristianismo foi irrompendo toda Europa e se converteu como a Religião da moda de Reis e Rainhas. Porém as pessoas comuns, os servos e servas, jamais abandonaram a Religião Antiga. O povo do campo ou os pagãos (paganus= povo do campo), devido ao seu contato direto com a natureza seguiram fiéis ao Paganismo e foi através deles que a Bruxaria passou de geração em geração e chegou até nós na atualidade .
Das origens primitivas do neolítico e paleolítico surgiram todas as formas de magia e Religião, inclusive e principalmente a Wicca.

O DEUS CORNÍFERO:
O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do circulo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma , nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.
Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em sí os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.
Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Além disso simbolismo do Mito deve ser observado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe inclusive o próprio Deus e por isso para Ela Ele deve voltar.
O culto aos Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, por isso Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres sempre representaram a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos. Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriam com extremada abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação.
Com a crescimento do Cristianismo e com a intensão do Clero em derrubar Bruxaria, a figura atribuída ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil.
O Deus Cornífero representa a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção a continuidade. Cernunos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o amante e filho da Deusa, o senhor dos cães selvagens e dos animais. É ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Representa o Sol, eternamente em busca da Lua. Seus chifres na realidade representam as meias-luas, a honraria e a vitalidade e não uma ligação com o Diabo.
Ainda hoje existe muito confusão a cerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os Bruxos antigos em Feiticeiros do Demônio, por conveniência.
O culto à Deusa Mãe e aos Deus Conífero é pré-cristão, surgiu milênios antes do catolicismo e do conceito de Demônio, o qual jamais foi adorado, invocado, cultuado e reverenciado nas práticas pagãs ou como deidade da Bruxaria.
A Arte Wiccaniana remonta os homens das cavernas e para entendermos o porque uma divindade com chifres foi reverenciada pelos Bruxos de antigamente e é reverenciada até hoje pelos Bruxos modernos temos que pensar como nossos antepassados.
Os chifres sempre foram tidos como símbolo de honra e respeito entre os povos do neolítico. Os chifres exprimem a força e a agressividade do touro, do cervo, do búfalo e de todos animais portadores dos mesmos. Entre os povos do período glacial uma divindade era representada com chifres para demonstrar claramente o poder da divindade que o possuía.
Quando o homem saia em busca de caça, ao retornar à sua tribo colocava os chifres do animal capturado sobre a sua cabeça, com a finalidade de demonstrar a todos da comunidade que ele vencera os obstáculos. Graças a ele todo clã seria nutrido, ele era o "Rei". O capacete com chifres acabou por se tornar em uma coroa real estilizada.
Muitos Deuses antigos como Baco, Pã, Dionísio e Quíron foram representados com chifres. Até mesmo Moisés foi homenageado com chifres pelos seus seguidores, em sinal de respeito aos seus feitos e favores divinos.
Os chifres sempre foram representações da luz, sabedoria e conhecimento entre os povos antigos. Portanto como podemos perceber, os chifres desde tempos imemoráveis foram considerados símbolos de realeza, divindade, fartura e não símbolo do mal como muitos associaram e ainda associam-nos.
O Deus Cornífero é então o mais alto símbolo de realeza, prosperidade, divindade, luz sabedoria e fartura. É o poder que fertiliza todas as coisas existentes na terra.
A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais do Universo.

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