Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

4 de mar de 2011

Deusa Hathor

OS LOCAIS DE CULTO

Desde a primeira dinastia (3100-2890) que existe evidencia de Hathor no culto real. Há vestígios de um culto anterior, à Deusa Bast, que apresentava chifres e orelhas de vaca que esteve na origem do culto a Hathor.
O templo mais importante dedicado a Hathor situava-se em Dendera. Aqui era vista como a deusa do amor, da fertilidade e dos nascimentos.
Edfu era o outro local onde Hathor era cultuada, associada a Hórus , seu marido e filho. Hórus era o Deus Falcão, associado ao Ceú. Hathor passa então a ser vista como a “Senhora do Céu” . Como o Faraó era associado a Hórus, Hathor passou a ser considerada como a mãe divina. Um dos títulos do Faraó era “O Filho de Hathor”. Como mãe de Hórus, também a rainha do Egito se identificava com ela. A rainha era a mãe do Faraó, o Horus vivente.

 

OS ATRIBUTOS DA DEUSA HATHOR
A Deusa Hathor era uma divindade objeto dos mais diversos atributos. Era uma das deusas mais veneradas em todo o Egito e ao longo de toda a sua história. Como deusa, era objeto de devoção, não somente dos nobres, mas também dos mais humildes.
Hathor aparece como uma deusa ligada ao amor, ao erotismo, à fecundidade, à maternidade e aos nascimentos. Acreditava-se que quando uma criança nascia sete Hathores vinham à sua beira anunciar o fato. As sete Hathores conheciam o destino da criança e inclusive o momento da sua morte. Acreditava-se que no caso de um príncipe nascer com um mau destino, as Hathores trocavam-no por outra criança mais afortunada, protegendo assim a dinastia da nação.
Hathor também aparece associada à alegria, ao vinho, à dança e à música. Um dos símbolos da deusa Hathor era um instrumento musical, o sistro.
Hathor também era uma deusa com forte ligação ao faraó. Daí o seu culto ter sido fortemente incentivado. Como Senhora do Céu, era a esposa e mãe de Hórus e por isso a identificação do casal real com a deidade divina (Hathor e Horus).
Noutro contexto, Hathor era a senhora do ocidente. A zeladora da vida que em contexto funerário recebia os faraós no além. Era ela que acolhia o morto no dia do funeral e assistia à passagem do cortejo fúnebre, deixando o morto penetrar no além. Daí ser a senhora da necrópole de Tebas, a protetora dos defuntos.
A crescente popularidade do culto à Isis e Osíris levou a que esta deidade detivesse algumas funções de Hathor, acabando estas por fundir-se numa única divindade. É frequente Isís exibir uma simbologia própria de Hathor.


AS REPRESENTAÇÕES DA DEUSA
Hathor, tal como a maioria das divindades egípcias, pode adoptar diferentes formas de representação, mas aparece geralmente associada à figura de uma vaca. Pode aparecer como uma vaca com um disco solar entre os chifres; uma mulher com orelhas de vaca; uma mulher com orelhas de vaca e um disco solar; uma mulher com chifres e um disco solar. Também é frequente que a sua representação se identifique com o sistro, um instrumento musical, cujo som era semelhante à brisa nos papiros e que se acreditava que acalmava a ira dos deuses. Hathor era a deusa da dança e da alegria e o sistro era um instrumento indispensável nas suas festas, pelo que a representação deste instrumento aludia à deusa. Também os espelhos cosméticos se apresentavam com o cabo em forma de um sistro já que Hathor era também a deusa da beleza e das mulheres.

 

AS FESTAS RELIGIOSAS
Na festa mais popular em honra de Hathor, esta reunia-se temporariamente com o seu marido, Horus e produziam um filho, Horsontus, dando origem à festa da “Boa Reunião”. Nesta festa, Hathor viajava através do Nilo e consumava o casamento divino com Horus, que a aguardava em Edfu. Durante três semanas, Hathor ficava afastada de Dendera. Os egípcios participavam alegremente nestas festividades. A procissão descia o Nilo, ao longo de sessenta quilômetros e a barca, “A Bela de Amor”, transportava a estátua da deusa. Em Edfu, os sacerdotes preparavam o encontro no exterior do santuário. Este encontro ocorria à oitava hora do dia da lua nova do 11º mês do ano. Durante as festividades a deusa era saudada e aclamada com música tocada em sua honra. Seguidamente, dirigiam-se para o santuário onde os sacerdotes colocavam as barcas fora da água. Aí, Hathor saudava Ré, o sol, em companhia de Horus. No dia seguinte iniciava –se a festa de 14 dias, onde se realizavam rituais, sacrifícios, celebrações, etc. No final do banquete, Hathor e Horus separavam-se e declarava-se o fim das festividades.


OS CONTOS MITOLÓGICOS
Segundo uma das lendas mais populares do antigo Egito, A Lenda da Destruição da Humanidade, Ré, o grande Rei dos deuses e dos homens, pai de Hathor, envelheceu. Os homens aproveitaram-se da sua fraqueza e começaram a conspirar contra ele. Ré, sem saber como proceder, convocou os outros deuses. Estes aconselharam-no a mandar o seu olho, sob a forma de Hathor ao deserto, onde os homens com medo de Ré se haviam refugiado. Hathor dirigiu-se ao deserto e massacrou muitos homens, o que preocupou Ré, que temia que a humanidade inteira ficasse destruída. Ré apenas queria dar uma lição aos homens. Então Ré lembrou-se de misturar cerveja com ocre, para que parecesse sangue e espalhou esta mistura sobre os campos. Hathor pensou tratar-se de sangue e sorveu avidamente a mistura ficando embriagada. Quando ficou sóbria, a sua fúria havia desaparecido e Ré recebeu-a como o seu olho, o Sol. Desde aí, as servas passaram a preparar bebidas à Deusa. Assim Hathor passou a ser venerada como a Deusa do Vinho.
Este conto pertence ao Vale dos Reis, ao Império Novo e tem o título de “Livro da Vaca do Céu”.
A Deusa Hathor passa a ser venerada como duas faces da mesma natureza:
A irada, cheia de ódio e violência, adorada na sua transfiguração em Sekhmet; e a doce e satisfeita Hathor.
Noutro conto onde intervém Hathor, relatam-se as lutas de Hórus e Set.
Ambos queriam ser sucessores de Osíris e por isso compareceram perante Ré, o Senhor do Universo. Chu, Isis e Thot achavam que Hórus deveria ser o sucessor, mas Ré não estava convencido. Acusou Hórus de ser fraco. Os outros deuses ficaram zangados e Babai insultou Ré dizendo-lhe que o seu santuário estava a ser desprezado. Ré encolerizado atirou-se ao chão cheio de raiva. Foi Hathor quem salvou a situação. Como bela deusa que era, conhecedora das fraquezas do pai, foi para o jardim, tirou as roupas e exibiu os seus encantos. Ré riu-se e recuperou o bom humor. Saiu do jardim, convocou mais uma vez o Conselho dos Deuses e ordenou a Horus e Set que se defendessem. No final Hórus triunfou e derrotou Set. Esta vitória significou o triunfo do bem sobre o mal.
Hathor aparece-nos neste conto como uma deusa sedutora, cheia de lascívia, mas cujo contributo foi fundamental para acalmar a ira de um deus colérico. Ré acabou por se distrair, refletir e agir de forma ponderada.


(pt.wikipedia.org/ wwwhistoriaecultura.blogspot.com)

Nenhum comentário:

Postar um comentário