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4 de mar de 2011

Deusa Ishtar

Amplamente cultuada na antiguidade, conhecida sob vários nomes e títulos em diferentes países, Ishtar era uma deusa lunar, uma das manifestações de Magna Dea, a Grande Mãe do Oriente e uma versão mais tardia e complexa da deusa suméria Inanna. Foi venerada como Astarte em Canaã, Star na Mesopotâmia, Astar e Star na Arábia, Estar na Abissínia, Stargatis na Síria, Astarte na Grécia. No Egito sua equivalente era Ísis, cujo culto espalhou-se até a Grécia e Roma, florescendo até os primeiros séculos da era cristã.
Ishtar personificava a força criadora e destruidora da vida, representada pelas fases da Lua, crescente e a cheia que favorecem o desenvolvimento e a expansão, a minguante e a negra que enfraquecem e finalizam os ciclos anteriores. Como Deusa da fertilidade ela dava o poder de reprodução e crescimento aos campos, aos animais e aos seres humanos. Foi nesta qualidade que se tornou a Deusa do Amor, que teria descido do planeta Vênus, acompanhada de seu séquito de sacerdotisas Ishtaritu que ensinaram aos homens a sublime arte do êxtase: sensorial e espiritual. Como rainha do céu era a regente das estrelas, pois ela mesma tinha vindo de uma estrela que brilhava no amanhecer e no entardecer e era o ponto central de seu culto. As constelações zodiacais eram conhecidas pelos antigos como o “cinturão de Ishtar” e era ela quem percorria o céu todas as noites em uma carruagem puxada por leões, controlando o movimento dos astros e as mudanças do tempo. Muitos eram os títulos que lhe foram atribuídos – “Mãe dos Deuses, A Brilhante, Criadora da Vida, Condutora da Humanidade, Guardiã das Leis e da Ordem, Luz do Céu, Senhora da Luta e da Vitória, Produtora de Sementes, Senhora das Montanhas, Rainha da Terra”.
As suas representações a mostram como a mãe que segura os seios fartos, a virgem guerreira, a insinuante sedutora, a sábia conselheira, a juíza imparcial. Mas Ishtar tinha também um aspecto escuro, que surgia quando ela descia ao mundo subterrâneo e uma época de terrível depressão e desespero caia sobre a terra. Na sua ausência, nada podia ser concebido, nenhum ser podia procriar, a Natureza inteira mergulhava na inércia e inação, chorando por sua volta. Era então chamada de “Mãe Terrível, Deusa da Tempestade e da Guerra, Destruidora da vida, Senhora dos Terrores Noturnos e dos Medos”. Porém, era nessa manifestação que ela podia ensinar os mistérios, revelar as coisas ocultas, propiciar presságios e sonhos, permitir o uso da magia, o alcance da sabedoria e a compreensão dos ciclos da vida e da natureza.
Em suas formas variadas e mutantes Ishtar desempenha as múltiplas possibilidades da essência feminina, sendo a personificação do princípio feminino – seja o da natureza Yin, seja o da anima. Nas celebrações de lua cheia dedicada ao seu culto (chamadas Shapattu) as mulheres da Babilônia, Suméria, Anatólia, Mesopotâmia e Levante levavam oferendas de velas, flores, perfumes, mel e vinho para seus templos, cantavam-lhe hinos, dançavam em sua homenagem e invocavam suas bênçãos para suas vidas, suas famílias e sua comunidade.



Deusa Babilônica do Amor

Ishtar é a deusa babilônica do amor, da fertilidade e da guerra. Como Inanna antes dela, Ishtar era a deusa do amor sexual, e os seus parceiros eram muitos.
Como Inanna, Ishtar descia ao submundo para ver sua irmã Ereshkigal, e tinha que remover um artigo de vestuário em cada um dos sete portões.
Ishtar não é morta por Ereshkigal, mas é presa no submundo, de forma que toda a atividade sexual em todo o mundo para.
Ea, o rei dos deuses, em seguida, envia um emissário a Ereshkigal para fazer uma barganha para a liberação de Ishtar, e como Inanna, Ishtar deve escolher alguém para tomar seu lugar no submundo. Sua escolha recai sobre o seu amante, o pastor Tammuz (correspondente a Dumuzi de Inanna).
Ishtar tem um papel proeminente na Epopéia de Gilgamesh. Depois de Gilgamesh e seu amigo Enkidu terem matado o demônio Humbaba, Ishtar aparece a Gilgamesh e lhe pede para ser seu marido.
Gilgamesh rejeita oferta de Ishtar, alegando que ela maltrata os seus ex-amantes e perguntando por que com ele seria diferente.
Em fúria, Ishtar pede para seu pai Anu, Deus do céu, para liberar o Touro do Céu para que ele pudesse atacar Gilgamesh e vinga-la.
Anu hesita, mas quando Ishtar ameaça para levantar todos os mortos do submundo, ele atende o seu pedido. O Touro é solto, e depois de uma batalha feroz, Gilgamesh e Enkidu conseguem matá-lo.
Ishtar fica em frente as paredes da cidade lamentando, o que leva Enkidu a jogar a perna do touro para ela, ameaçando fazer o mesmo com ela se ela se aproximar mais.
Isso é demais para os deuses, que já estavam com raiva de Gilgamesh e Enkidu pela morte de Humbaba. Eles decidem que Enkidu deve morrer, e Gilgamesh com a perda do amigo aprende o que significa rejeitar os avanços de Ishtar.
A hostilidade de Enkidu para com Ishtar tem outra raiz. No começo do Épico, Enkidu, que é originalmente um homem selvagem, é "civilizado" por uma Hieródula do Templo (prostituta sagrada).
Estas prostitutas sagradas, chamadas ishtaritu, habitavam os templos de Ishtar, oferecendo-se a qualquer adorador do sexo masculino que pagasse a contribuição exigida como oferenda a Deusa.
Na verdade, cada mulher da Babilônia devia ir a um templo de Ishtar e realizar o rito com um estranho, pelo menos uma vez na vida, após realizar este ritual as mulheres que optavam pelo casamento jamais voltariam a repeti-lo novamente por mais que lhes fossem oferecido algum pagamento.
Como Inanna, Ishtar era conhecida como a Deusa das prostitutas, pelas culturas patriarcais, em particular pelos hebreus, e seu nome alternativo de Har Hora deu origem ao termo "prostituta ou meretriz"( para os profetas hebreus do Deus Único todos os cultos à fertilidade eram considerados prostituição).
Nome Ishtar significa "estrela", e ela também era conhecida como Istar, Estar, Ishara, Ishhara, Astar, Atar, Attar, Athar, Athtar, Irnini, Absusu (em seu papel como uma deusa da fertilidade), Abtagigi ("Ela Quem envia Mensagens do Desejo "), Dilbah (como Vênus a estrela da manhã), Hanata (como divindade guerreira), Kilili (como símbolo da mulher independente), Nanab (" A Rainha "), Nin Si Anna (" Senhora dos olhos do Céu "), Sharrat Shame (" Rainha do Céu "), Ulsiga (um título de reverência que significa" Ishtar do Céu e da Terra "), Zanaru (" Senhora da Terra "), e Zib (como Vênus-noite estrela).
Seus epítetos incluem Rainha da Beleza, Amada de Enki, Doadora de Força, Luz Brilhante das noites, Filha da Lua, Perdoadora de pecados, Senhora de todos os Decretos, Doadora da Justiça e das Leis, Deusa das Deusas, Deusa dos Suspiros, Grande Deusa do Amor e da Guerra, Grande Hieródula, Grande Amante, Grande Mãe, Grande Hieródula da Babilônia, Soberana dos Céus, Ishtar de Arbela, Ishtar da Babilônia, Ishtar Senhora de Nínive, Senhora de Ur, Senhora da Batalha, Senhora do Parto, Senhora do Céu, A Senhora das Águas, A senhora do Palácio, a Senhora da paixão e do desejo, Senhora das Dores, Senhora da Vitória, Legisladora , líder dos exércitos, Luz do Mundo, Leoa dos Igigi, Senhora dos Deuses, Mãe da mama frutífera, Abridora do Ventre, Protetora dos fracos, a Rainha do ataque e mão de luta , Rainha do Céu, Rainha do Céu e da Terra, Rainha do Sol nascente, Juíza justa, Soberana do Céu, Dona do mundo, Ela que segura as coroas da Realeza, e Estrela do Céu.

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