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22 de mar de 2011

Deusas da Criação, Fertilidade e do Nascimento

(autoria desconhecida)

Quando se fala de bem-estar e de fertilidade no Egito, fala-se também da reprodução, da procriação, dos homens e dos deuses. O nascimento é, aliás, um momento decisivo da existência humana. Várias são as divindades que presidiam à concepção, à gravidez, ao parto e à amamentação dos seres humanos, em particular se se tratava da criança real.

A seguir, apresento um conjunto de Deusas egípcias cuja função está diretamente relacionada com a fertilidade, a criação ou o nascimento, bem como os momentos de êxtase e de fertlidade da vida terrena, uma fase de passagem inevitável e marcante até à entrada do homem no eterno mundo do Além.

SHESMETET

Conhecida pelo exótico epíteto de "Senhora do Punt", numa clara alusão à região do incenso e das matérias preciosas do corno de África, Chesmetet, como Deusa leonina, é provavelmente uma manifestação da Deusa Sekhemet.

Segundo referência dos "Textos das Pirâmides", é ela que dá nascimento ao faraó reinante, assumindo assim, os caracteres de deidade relacionada com o nascimento. Em textos funerários é considerada a mãe do defunto, seja ele faraó ou um "osíris" justificado. Uma fórmula em seu nome, que devia ser recitada no último dia de cada ano, atestava também o seu poder como força mágica contra os seres sobrenaturais que provocam mortandades.

Os faraós Ptolomeu VIII Evergata II (170-163, 145-116 a.C.) e Ptolomeu IX Soter II (116-110, 109-107, 88-80 a.C.), construíram-lhe um santuário, um "Templo do Deserto" cavado na rocha, na entrada do Uadi Hellal, em El-Kab, ao norte de Edfu.

SATET

Denominada Satet ou Satjet, essa Deusa de Elefantina, Abu, "A Cidade do Elefante", a hedjet, flanqueada por dois grandes chifres liriformes (de vaca ou gazela), era esposa de Khnum e mãe de Anuket na tríade de Elefantina.

Como esposa de Khnum, Satet usurpou o lugar a Heket, a Deusa batracocéfala. No entanto, a sua incorporação na tríade elefantina e a sua relação com Khnum não é absolutamente clara. Daí que, muitas vezes, seja referida como filha de Khnum e de Anuket.

Por vezes, Satet é representada segurando um arco com flechas, o que lhe confere o título de "Aquela do arco" ou "Aquela que corre como uma flecha". Taís títulos e representações colocam-na em relação com os arqueiros núbios e parece fazer dela um Deusa originária dos países meridionais, da Núbia. Entretanto, esses epítetos podem também fazer alusão à fluidez da corrente do Nilo, que correria com a força e rapidez de uma flecha.

Os dois cornos de gazela de ladeiam a sua coroa distintiva, pode referirem-se a sua eventual origem sudanesa, região onde as gazelas abundam.

Por tudo isso, chega-se a conclusão que Satet era, uma Deusa local da caça, "Princesa do Alto Egito", que se tornou Deusa da Inundação. Aliás, o seu nome pode derivar de Seti, "tiro" (flecha de arco), como de seti, "puro" (água). Há uma representação que mostra a Deusa despejando/distribuindo as águas do Nilo sobre a terra, preparando os terrenos para a imprescindível prática da agricultura. Era ela "Aquela que dá a água fresca que vem de Elefantina".

A egipcianização da Deusa derivou da sua identificação com o Olho de Rá (Ré), a Deusa que se retirava furiosa para os territórios meridionais, onde os deuses egípcios da corte de Rá, enviados pelo seu soberano, a foram procurar. Em consequência, era chamada de "Filha de Rá".

Como Deusa das inundações benfazejas e da fertilidade, era também ela que, no Mundo Inferior, purificava com a sua água o faraó quando esse chegava ao Mundo dos Mortos.

Como arqueira, foi naturalmente associada com Neith, a Deusa de Sais que também tinha como insígnias as flechas e o arco, sendo a sua réplica do Sul. Talvez devido à sua similaridade fonética dos nomes Sate/Satis fundiu-se também com Sopdit (em grego Sotis), a "estrela-cão", Sirius, arauto do início das cheias nilóticas.

"Auqla da Ilha de Shel", Deusa da I catarata, era uma das divindades mais importantes do 1º sepat do Alto Egito.

No Império Novo, "A Senhora de Elefantina" chegou a ser chamada "Rainha dos Deuses". Maetkaré Hatchepsut (1496-1483 a.C.) ergue-lhe uma capela e dois obeliscos (consagrados às três figuras da tríade: Khnum, Anuket e Satet) e Menkheperré Tutmés III (1504-1450 a.C.) construí-lhe também uma capela, em Elefantina.

HEKET

Heket era uma Deusa da Água, diretamente associada à criação e ao nascimento. Os seus lugares de culto mais importantes situavam-se no Egito Médio, nomeadamente em Antinoé.

Nessa cidade, essa Deusa batracomorfa, representada, normalmente, ora como uma mulher como cabeça de rã, ora como rã, surgia, enquanto divindade criadora primordial, associada ao deus Khnum, sendo considerada sua esposa. Era ela que conferia o sopro da vida aos homens e às mulheres que Khnum modelava na sua roda de oleiro.

Heket tinha principalmente uma função benéfica junto das mulheres, no momento crucial do parto. A sua figura era representada em vários amuletos e escaravelhos, usados por motivos mágicos pelas mulheres grávidas e pelas parturientes para as protegerem durante o parto. Deusa do parto e do nascimento real, Heket era considerada a padroeira das parteiras que, compreensivelmente, eram apelidadas de "Servas de Heket". A tradição lendária propagava que, juntamente com Meskhenet, a Deusa Heket era uma das parteiras que, todas as manhãs, assistia ao nascer do Sol.

Todavia, Heket tanto presidia ao nascimento dos faraós e das rainhas como ajudava Osíris a ressuscitar de entre os mortos. A sua forma de rã era, aliás, extremamente elucidativa nesse particular, pois esse batráquio era um símbolo de ressurreição. A rã, pela sua capacidade reprodutora e pelo mistério ligado ao seu nascimento, era, efetivamente, associada às forças que davam vida ao morto.

Em Hermópolis, Heket estava ligada às quatro divindades-rãs que viviam no Nun antes da "Primeira Vez", antes da criação do Cosmos. Em Abidos, defendia-se que, simultaneamente com Shu, de quem fora esposa, nascera do deus-sol Rá. Em Kus, no Alto Egito, era encarada como esposa de Hor Uer, possuindo um templo próprio.

Ocasionalmente, Heket era vista como uma forma de Hathor e, em consequência, chamada mãe de Hórus, o Antigo (Hor Uer). Era também assimilada a Nekhebet, a Deusa-abutre do Alto Egito.

TAUERET ou TUÉRIS

Juntamente com Bes (considerado seu marido), Taueret, a Deusa-hipopótamo, apesar de seu aspecto repulsivo e até ameaçador, era uma divindade inofensiva, benevolente, desfrutando de enorme aceitação no lar egípcio, onde as suas imagens eram frequentes.

Tal como Bes, também Taueret era figurada em inúmeros amuletos, usados sobretudo pelas mulheres grávidas ou pelas mulheres em trabalho de parto, a quem assegurava uma eficaz proteção contra os maus espíritos. Como Deusa protetora das grávidas, a sua figura surge em camas e em vasos para guardar leite, na medida em que a sua atuação favorecia a abundância de leite materno. Seus amuletos eram, muitas vezes, colocados nos túmulos para proteger a ressurreição, o renascimento, dos defuntos no Reino dos Mortos.

Embora considerada uma divindade secundária na religião oficial, Taueret triunfou uma divindade de primeiro plano em termos de religião e de devoção popular.

Embora considerada uma divindade secundária na religião oficial, Taueret triunfou como divindade de primeiro plano em termos de religião e de devoção popular. Na verdade, granjeou grande popularidade entre o povo e a classe média dos tempos faraônicos, como divindade doméstica, presidindo à maternidade, ao nascimento e ao período inicial do aleitamento. Não raro, o seu nome era atribuído a muitas crianças, expressando a devoção pessoal dos pais.

Representada de pé, sobre as patas traseiras, apoiando-se no signo hieróglifo "sa" (sinal de proteção ou de proteção mágica), essa Deusa era uma divindade compósita: tinha cabeça em parte de crocodilo e em parte de hipopótamo, cauda de crocodilo, corpo de hipopótamo com largos flancos e ventre proeminente, seios de mulher, pendentes, patas de leão e mãos humanas, com as quais segura o signo "ankh", símbolo da "vida".

A sua íntima ligação com o parto, como protetora das mães e de crianças, parece ter sido sugerida pela aparência de gravidez que a sua figura de fêmea hipopótamo de enorme barriga, qual Deusa da fecundidade, apresenta. Aliás, o seu nome "A Grávida", "A Pesada" ou "A Grande", baseia-se na mesma concepção. Ao reunir características físicas de vários animais, a Deusa Taueret congregava os elementos mais aptos para assegurar uma eficaz defesa e proteção das mulheres grávidas.

Em um aspecto mais vingativo, a Deusa surge com o corpo de hipopótamo e com cabeça de leoa, brandindo ameaçadoramente um punhal e, segundo Plutarco, como hipopótamo fêmea, era esposa e concubina de Seth, o hipopótamo macho. Tal relação parece pressupor uma reputação meléfica, tanto mais que os hipopótamos eram uma força destruidora para os barcos do Nilo. No entanto, a mitologia retira-lhe os caracteres negativos quando toma o partido de Hórus na disputa pelo trono do Egito.

Além da sua representação como hipopótamo fêmea, Taueret podia ainda figurar como mulher, usando na cabeça o disco solar e uns chifres de vaca em tudo semelhantes aos usados por Hathor.

Aproximada de Apet, Deusa-hipopótomo da região tebana, A Deusa Taueret era venerada em Templos de Tebas e de Deir el-Bahari. Durante o Império Novo era adorada, sobretudo em Tebas, como protetora da vida doméstica. Na XVIII dinastia, era representada muitas vezes com Bes a dançar à volta da mulher grávida na câmara do nascimento. Segundo o relato mítico, Taueret foi uma das assistentes no importante nascimento de Hatchepsut.

Juntamente com Bes, Tauret era também uma deidade tutelar do sono, encarregada de afastar maus espíritos e influências perniciosas. Por vezes, usava o disco solar e os chifres de vaca, qual Deusa-Mãe, para lembrar que assistia o nascimento diário do Sol. Também era chamada de "Olho de Rá", sendo considerada sua filha e mãe de Osíris e de Ísis.

Com o título de "Senhora do horizonte", Taueret tornou-se uma Deusa-cósmica, estando relacionada com a constelação faraônica do hipopótamo, colocada pelos astrônomos egípcios no hemisfério norte do céu. Uma pintura do pael astronômico da Deusa surge no teto de uma câmara do túmulo de Menmaetré Seti I (1291-1278 a.C.), no Vale dos Reis, datado da XIX dinastia.

No dia 11 de setembro, ocorre a celebração dessa Deusa.

APET ou OPET

Deusa hipopótamo benigna da região tebana (Ipet ou Opet) mencionada pela primeira vez nos "Textos das Pirâmides" quando o monarca a chama de mãe e a requer para nela mamar o leite divino. Pode, por isso, afirmar-se que, desde muito cedo, que essa Deusa hipopótamo esteve associada à fecundidade e à amamentação.

Na teologia de Tebas, essa Deusa é assimilada quer a Taueret, cuja aparência é, aliás, muito semelhante, quer a Nut. Como divindade grávida, como sugere a sua representação de hipopótamo fêmea de ventre saliente, teria dado à luz o deus Osíris. Tal elaboração levou à sua assimilação com a mãe de Osíris, segundo a concepção heliopolitana Nut, na forma Apet-Nut.

Em Tebas, em Karnak, o templo da Deusa-hipopótamo Apet situa-se próximo do templo de Khonsu e foi construído em grande parte por ação do faraó-basileu Ptolomeu VIII Evergeta II (170-163, 145-116 a. C.). Vários soberanos posteriores completariam a decoração do santuário.

Descrita como "Senhora da Proteção Mágica", Apet, a exemplo de Taueret, usufruiu de grande força amulética. Foram os gregos que lhe chamaram Ipet.

MESKHENET

Mulher usando na cabeça duas altas plumas enroladas nas extremidades, interpretadas como pequenas folhas de palmeira ou plantas aquáticas, ou, então, representação dos dois tijolos do nascimento, do parto, sobre os quais a parturiente egípcias se acocorava ou ajoelhava para dar á luz ou que se colocavam sob a sua cabeça, Meskhenet presidia ao parto: Era uma Deusa do nascimento.

Meskhenet era a protetora dos recém-nascidos e a Deusa do Destino. Aparecendo à mãe no preciso momento em que a criança nascia, a quem imediatamente predizia o futuro, era naturalmente associado a Chai, o deus do Destino. Com efeito, dizia-se que Meskhenet era casada com Chai.

Essa Deusa do parto e do nascimento, por vezes, considerada como quatro divindades, Deusas da câmara do nascimento. Essas quatro Meskhenet eram representadas como dançarinas que festejavam com música o feliz acontecimento que era um nascimento.

Quando assistiu ao nascimento de Hatchepsut, Meskhenet prognosticou-lhe um brilhante e longo futuro dizendo:

"A criança é estabelecida na qualidade de rei do Alto e Baixo Egito. Assegurarei continuamente a tua proteção mágica, sob o comando de Rá (Ré). Dou-te vida e a força superior a todos os outros seres; confiro-te a vida, a prosperidade e a saúde, a eficácia, a ilustração e a alegria, os alimentos e todas as coisas belas e boas. Possas tu aparecer radiosa na qualidade de rei do Alto e do Baixo Egito, aquando de muitos jubileus, tu, vivente, durável, forte, o prazer do coração fica com o teu "ka", nesse Duplo País que é teu, no trono de Hórus, por tempo infinito".

Como outras divindades do nascimento, Meskhenet estava também relacionada com a ressurreição e com o julgamento dos mortos. Com efeito, ela estava presente na Sala das Duas Maet, onde o coração do morto era apuradamente examinado. Acompanhava o defunto e explicava aos deuses a existência terrena que levava, na esperança de o auxiliar a obter um veredicto satisfatório. Era como se assistisse a um renascimento. Nos ritos funerários, prestava assistência a Ísis e a Néftis.

RENENUTET

Também conhecida pelo nome de Renenet, a quem os gregos chamaram Termutis ou Ermutis, Renenutet era a Deusa-cobra da colheita, serpente benéfica venerada pelos camponeses, sobretudo, no Faium. Como "Senhora do Grão" e "Dama das colheitas", era a entidade divina agrícola que zelava pelo bom crescimento dos grãos dos cereais e das plantas, afastando as más influências. As primeiras gotas de água, de cerveja e de vinho, bem como o primeiro pão, eram-lhes dedicados.

Representada sob forma humana, como mulher, ou antropomorfa, com cabeça de uma serpente uraeus, sobre a qual possuía duas longas plumas, essa divindade agrícola podia ainda ser figurada simplesmente sob os traços de uma serpente sagrada, animal ctônico por excelência.

As suas representações antropomorfas ou herpetomorfas mostram-na aleitando Nepri, a personificação do trigo, deus do grão, considerado seu filho, ou o próprio faraó. Outras vezes, amamenta a alma dos mortos, assumindo o caráter de divindade necrópole tebana. De imediato, a mentalidade egípcia estabeleceu o óbvio paralelo entre Renenutet/Nepri e Ísis/Hórus criança. Tal paralelismo suscitou a sua assimilação a Ísis, na Época Baixa, e a adoração de uma nova divindade: Isermutis.

Essas representações fazem de Renenutet a divindade tutelar da amamentação das crianças e, por vezes, da criança real, justificando outro dos epítetos por que era comumente invocada: "A Alimentadora" ou "A serpente que alimenta". Como enorme serpente uraeus, usava o disco solar e os chifres de vaca, iguais aos de Hathor, na cabeça.

Deusa-ama que presidia à amamentação das crianças, rapidamente Renenutet suscitou a sua união com Chai e com Meskhenet. Tornou-se estreitamente associada à idéia de destino de boa sorte e de prosperidade e, como Deusa do destino, assistia e protegia todas as crianças durante os trabalhos de parto. Além do alimento, da Sorte, Renenutet conferia aos recém-nascidos a própria personalidade, os traços distintivos de cada ser.

AS SETE HATHORES

Como Deusa-Mãe que vivia na Árvore do Céu e alimentava a alma dos homens e dos mortos, Hathor adaptou 7 formas. As sete Hathores presidiam ao nascimento das crianças egípcias e realizam as suas funções a favor dos mortos e dos recém-nascidos ou recém-criados.

As sete Hathores eram uma espécie de fadas-madrinhas que, no momento do nascimento ou da criação de um ser, o visitavam para determinarem o seu destino. Como divindades do destino, as suas predições do futuro podiam ser favoráveis (nesse caso, identificavam-se com a Deusa Renenutet que presidia os destinos positivos) ou não (nesses casos, identificavam-se com Chai, o portador das desgraças), mas ninguém escapava ao destino por elas traçado.

Usualmente sete, podiam também ser nove. Eram normalmente representadas como um grupo de jovens mulheres tocando tamboris e usando o disco solar e chifres de Hathor. Por vezes, captando a forma da sua divindade-base, podiam ser representadas ainda como sete vacas, cada uma com o seu próprio nome:

1. Senhora do Universo;

2. Tempestade Celeste;

3. A Terra do Silêncio;

4. A de Khemmis;

5. Cabelo Vermelho;

6. Vermelho Resplandecente;

7. O Teu Nome Floresce no Céu.

Em papiros mitológicos surgem outros nomes alternativos:

1. Senhora da Casa de Jubilação;

2. e 3. Senhoras do Oeste;

4. e 5. Senhoras do Este;

6. e 7. Senhoras da Terra Sagrada.

O capítulo CXLVIII do "Livro dos Mortos", além de referir o nome das sete Hathores, é geralmente acompanhado de uma vinheta que apresenta sete vacas celestes, o seu touro, quatro lemes e quatro figuras mumificadas. As setes vacas são, as sete Hathores e o touro é, compreensivelmente, uma forma do deus sol, Rá (Ré). Os quatro lemes simbolizam os quatro pontos cardeais, ao passo que as quatro figuras mumificadas representam os Espíritos do Além que alimentam os defuntos.

Na Época Ptolomaica, as sete Hathores eram identificadas como as sete Plêiades, desde cedo consideradas filhas de Atlas.

MERIT

Deusa da música, o seu nome significa "A Amada". No âmbito da típica dualidade egípcia. Merit era vista como Merit do Baixo Egito e como Merit do Alto Egito. Ambas surgem no "naos" das barcas de Amon e na proa das barcas de outras divindades.

A Merit do Norte usa na cabeça uma cora feita de papiros (a planta simbólica do Baixo Egito, cujo hieróglifo surge na sua onomástica), ao passo que a do Sul tem um bouquet de lótus (a planta emblemática do Alto Egito, também presente na sua designação hieroglífica).

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