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14 de mar de 2011

Deuses Greco-Romanos Menores

AURORA (Eos)
Eos (Aurora) era filha de Titã e da Terra ou segundo Hesíodo de Téia ou de Hiperion.
Aurora era a deusa romana do amanhecer, equivalente à grega Eos . Aurora é a palavra latina para amanhecer. Aurora renovava-se toda manhã ao amanhecer e voava pelo céu anunciando a chegada da manhã.
Tinha como parentes um irmão, o Sol, e uma irmã, a Lua. Também tinha muitos maridos e quatro filhos, os ventos Norte, Leste, Oeste e Sul, um dos quais foi morto. Um de seus maridos era Tithonus, a quem ela havia inicialmente tomado como amante.
Aurora pediu a Júpiter para conceder a imortalidade a Tithonus, no entanto, deixou de pedir-lhe a juventude eterna. Como resultado, Tithonus acabou envelhecendo eternamente.William Shakespeare faz referência a ela em Romeu e Julieta.
Filho de Urano, irmão de Saturno casou-se com Téia, segundo Hesíodo e foi o pai do Sol e da Lua. Segundo outros poetas casou com Basiléia, sua irmã. Homero e outros poetas o tomam como o próprio
Sol.
Hiperião ou Hipérion, na mitologia grega, é um deus solar primitivo, que ao se unir com a titânide Téia gerou Selene (a Lua), Hélios (o Sol) e Eos (a Aurora).
Era um dos 12 filhos de Urano (o Céu) e de Gaia (a Terra). Seu nome quer dizer: "o que está no alto". É também o Titã da visão.
SOL (HÉLIOS)
Hélios ou Hélio (do grego Ἥλιος, Hêlios), também encontrado nas formas gregas Êelios, Aélios (dórico e eólio), Hálios (cretense) e Abélios (panfílico), é o deus grego do Sol, cujo nome deriva do proto-indo-europeu *swol, "sol". As ilhas de Rodes e Trinácria (Sicília) lhe eram particularmente consagradas.
Filho do titã Hipérion (com o qual às vezes se confunde) e da titânida Téia, Hélios era considerado um dos titãs, mas não participou de sua rebelião contra Zeus, escapando de ser lançado ao Tártaro. Tinha duas irmãs: Eos, a Aurora e Selene, a Lua.
De sua relação com Perseis (Persa), filha de Oceano e Tétis, nasceram a maga Circe; Eetes, rei da Cólquida; Pasífae, feiticeira e mulher de Minos; e Perses (Perseu), que destronou a Eetes, mas acabou sendo morto pela sobrinha Medéia, quando esta retornou da Cólquida.
Com a ninfa Rodos, Hélios teve os sete Helíadas: Óquimo, Cércafo, Macareu ou Macar, Áctis, Tânages, Tríopas e Cândalo.
Com Clímene, filha de Oceano e Tétis, foi pai de Fáeton e das cinco Helíades: Mérope, Hélie, Febe, Etéria e Dioxipe ou Lampécia.
Com a ninfa Neera foi pai das ninfas Lampécia e Faetusa, que guardavam o rebanho paterno na ilha de Trinácria.
Com a náiade Aegle foi pai, segundo uma versão, das três Cárites.
Segundo uma variante, com a irmã Selene, Hélios foi pai das Horas.
Mitos de Hélios:
Hélios era representado como um jovem de grande beleza, com a cabeça cercada de raios, como se fora uma cabeleira de ouro. Percorria o cosmo num carro de fogo ou numa taça gigantesca de incrível velocidade, porque tirada por quatro fogosos corcéis: Pírois, Eóo, Éton e Flégon.
A cada manhã, precedido pelo carro de Eos, avançava impetuosamente, derramando a luz sobre o mundo dos vivos. Chegava à tardinha, ao Oceano, no poente, onde banhava seus fatigados cavalos. Repousava num palácio de ouro e, pela manhã, recomeçava seu trajeto diário.
Na Odisséia, Hélio aparece como senhor, em sua ilha sagrada, de rebanhos de vacas e ovelhas que, de tão gordas, já não se reproduziam. Os companheiros de Odisseu, apesar da proibição do herói, devoraram algumas dessas vacas. As vaqueiras Lampécia e Faetusa, filhas de Hélios, avisaram o pai. Hélios pediu então a Zeus que os punisse, ameaçando deixar de ser "o servidor e a luminária" dos deuses e de espargir sua luz sobre os homens. Hélios e Zeus destruíram o navio e todos os homens, exceto Odisseu.
Considerado, no mito, como o olho do mundo, aquele que tudo vê, tinha o poder, quando emergia do Oceano, de curar a cegueira, como o fez com Órion, mas sobretudo de observar de cima tudo quanto se passava na Terra e no Olimpo. Usando dessa prerrogativa, denunciou a Hefesto o adultério de sua esposa Afrodite com o deus Ares, quando o guardião Aléctrion cochilou e esqueceu-se de avisá-los do nascer do Sol.
Na mitologia grega tardia e na mitologia romana, Hélios foi progressivamente substituído por Febo Apolo, que Ésquilo (séculos VI-V a.C.) põe, em seu lugar, dirigindo o carro do Sol. Continuou, porém, a ser o deus protetor de Rodes, que em sua homenagem construiu o Colosso de Rodes, uma das Sete Maravilhas do mundo antigo.
Referências:
Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000
Commelin, P. - Mitologia Grega e Romana, Ediouro.
FAETONTE e as HELÍADES
Faetonte na mitologia grega era o filho de Hélios e da ninfa Climene. Um dia seu pai entregou-lhe as rédeas do carro do Sol e ele aproximou-se tanto da Terra que originou um enorme e pavoroso incêndio e deu o fogo ao homem. Zeus fulminou-o com um raio e Faetonte precipitou-se sobre o rio Erídano (rio Pó).
As helíades eram filhas de Hélios (deus do Sol) e de Clímene ("a que ouve", uma das oceânidas) e irmãs de Fáeton ou Faetonte. Alguns dizem que eram três, Lampécia, Faetusa e Febe. Outros contam sete, acrescentando Mérope, Hélie, Etéria e Dioxipe.
Inicialmente, foi-lhes atribuído o papel - típico de epimélides - de pastoras dos rebanhos do pai Hélios na Trinácria, atual Sicília. Porém, a morte do irmão Faetonte, fulminado por Zeus, encheu-as de tão grande dor que choraram quatro meses sem interrupção. Os deuses metamorfosearam-nas em álamos-negros ou choupos-negros e suas lágrimas em gotas de âmbar - a seiva endurecida do álamo (e de algumas outras árvores resinosas) que, endurecida, torna-se uma jóia dourada associada ao Sol.
Uma variante do mito diz que a metamorfose se deveu ao fato de terem emprestado ao irmão o carro do Sol sem permissão do pai, o que quase provocou uma catástrofe cósmica.

A LENDA DE FAETONTE:
Esta é uma dos melhores histórias de Ovídio, que a conta com grande vivacidade. Os detalhes não são introduzidos apenas a título de decoração; seu objetivo é, fundamentalmente, uma maior intensificação dos efeitos.
"O palácio do Sol era um lugar fulgurante. Tinha o brilho do ouro, o lampejo do marfim e a cintilação das joias. Por dentro e por fora, tudo era resplendor e luminescência. Era sempre meio-dia, e a penumbra sombria nunca vinha turvar a claridade. A escuridão e a noite eram ali desconhecidas. Poucos dentre os mortais teriam resistido por muito tempo àquela luminosidade imutável, mas também poucos tinham descoberto o caminho que levava até lá. Não obstante, um dia ousou aproximar-se desse lugar um jovem que, de parte de mãe, era mortal. Teve que parar muitas vezes para esfregar os olhos ofuscados por tanta luz, mas o propósito que o trouxera até ali era tão urgente que ele se manteve firme e apressou ainda mais os passos ao entrar no palácio, atravessando as portas polidas que conduziam à sala do trono, onde estava o Deus-Sol, envolto por um brilho resplandecente e ofuscante.
Ali o jovem parou, incapaz de dar mais um só passo. Nada escapa aos olhos do Sol, que imediatamente se deu conta da presença do jovem e para ele olhou com grande amabilidade. "O que te trouxe aqui?", perguntou, "Aqui estou", respondeu com grande ousadia o outro, "para descobrir se és ou não meu pai. Minha mãe disse que sim, mas meus amigos riem de mim quando lhes digo que sou teu filho, já que em nada disso acreditam. Contei tudo isto à minha mãe, e sua resposta foi que eu viesse pessoalmente procurar-te." Sorridente, o Sol tirou sua coroa de luz ofuscante, para que o jovem pudesse olhá-lo sem maltratar os olhos. "Aproxima-te, Faetonte!", ordenou-lhe. "Clímene te disse a verdade. És meu filho, e espero que também não duvides da minha palavra. Pretendo, porém, dar-te uma prova de que não minto. Pede-me qualquer coisa que quiseres e serás atendido. Como testemunha da minha promessa, vou invocar o Estige, o rio do juramento dos deuses."
Sem dúvida, Faetonte já observara muitas vezes o Sol a percorrer os caminhos do Céu, dizendo para si mesmo com um sentimento misto de respeito e admiração: É meu pai que por ali passa!" Em seguida, punha-se a imaginar como seria estar também naquele carro, dirigindo os corcéis ao longo daquela vertiginosa trajetória com a finalidade de levar a luz ao mundo. Agora, depois de ouvir as palavras do pai, esse sonho louco estava prestes a concretizar-se. Num instante, exclamou: "Deixa-me tomar o teu lugar, pai! Não há coisa que eu mais queira. Só por um dia, por um único dia, deixa-me conduzir o teu carro."
O Sol então deu-se conta da sua própria loucura. Por que fizera aquele juramento fatal, comprometendo-se a satisfazer qualquer desejo que passasse pela cabeça jovem e imprudente do filho? "Meu caro menino", disse ele, "eis aí a única coisa que eu lhe teria recusado. Sei que não posso fazê-lo, pois jurei pelo Estige. Caso insistas, tenho que ceder, mas não creio que o faças. Ouve bem os esclarecimentos que tenho a fazer sobre o teu pedido. És filho meu e de Clímene. Assim, és também mortal, e a mortal algum é dado dirigir o meu carro. Na verdade, nenhum outro deus pode dirigi-lo, nem mesmo o Rei dos Deuses. Reflete sobre a trajetória que é preciso seguir. Subindo a partir do mar, o caminho é tão íngreme que os cavalos mal conseguem avançar, por mais descansados que estejam pela manhã. Ao chegar a metade do percurso, a altura é tão vertiginosa que nem eu mesmo gosto de olhar para baixo. Mas ainda muito pior é a descida, e esta se precipita de tal forma que os Deuses do Mar, à espera de minha chegada, ficam admirados ao ver que não me lanço de cabeça para baixo. Guiar os cavalos é também uma luta infindável. Sua natureza de fogo vai tornando-os mais impetuosos à medida que sobem, e só com muita dificuldade consigo mantê-los sob meu controle. O que não fariam eles contigo?
"Deves imaginar que lá em cima existem todas as espécies de maravilhas, cidades divinas cheias de coisas belas, mas nada disso existe. Terás de passar por feras e terríveis animais de rapina, que serão tudo o que terás para ver. O Touro, o Leão, o Escorpião, o grande Câncer, todos eles tentarão fazer-te algum mal, e não duvides por um só instante que assim será. Olha ao teu redor e vê quantas coisas belas existem no mundo. Escolhe uma que seja o mais profundo desejo de teu coração, e ela será tua. Se desejas uma prova de que sou teu pai, que prova melhor posso dar-te do que meus receios pela tua vida?"
Para o jovem, porém, toda a sabedoria contida nessa conversa não surtiu melhor efeito. Uma perspectiva gloriosa abria-se diante dele, que já se via orgulhosamente em pé naquele carro maravilhoso, guiando os corcéis que nem o próprio Jovem era capaz de controlar. Não ligou a mínima para os perigos que seu pai lhe descrevera. Não se deixou perturbar um só instante pelo medo, nem pela dúvida sobre sua própria capacidade. Por fim, o Sol desistiu de tentar convencê-lo. Viu que toda tentativa seria inútil e, além disso, já não havia mais tempo para nada: o momento da partida aproximava-se. As portas do Leste já se tingiam de seu brilho purpúreo, e a Aurora já vinha abrindo o seu caminho cheio de luz rósea. As estrelas abandonavam o Céu, e até mesmo a retardatária estrela da manhã já se apagava.
Era preciso apressar-se, mas tudo estava pronto. As estações do ano, as guardiãs do Olimpo, aguardavam o momento de abrir as portas de par em par. Os cavalos tinham sidos preparados e estavam emparelhados ao carro. Com grande júbilo e orgulho, Faetonte subiu para o mesmo e partiu. Tinha feito sua escolha, e só lhe restava agora arcar com as consequências. Não que desejasse mudar alguma coisa naquela primeira corrida magnífica pelos ares. O próprio Vento Leste foi ultrapassado e deixado muito por trás. As velozes patas dos cavalos passavam pelas nuvens baixas, mais próximas do oceano, como se estivessem atravessando uma fina névoa marítima, e depois se elevavam rumo aos ares translúcidos das grandes alturas do Céu. Durante alguns momentos de puro êxtase, Faetonte sentiu-se o próprio Senhor do Firmamento. De repente, porém, algo se modificou. O carro começou a oscilar fortemente de um lado para o outro; a velocidade se tornou muito maior, e Faetonte percebeu que não tinha mais o controle de nada. A corrida não era mais dirigida por ele, mas pelos cavalos. Eram senhores da situação, e nada havia como controlá-los. Saíram do caminho habitual e se lançaram para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita. Por pouco não lançaram o carro contra o Escorpião; depois, em uma vertiginosa escalada, quase se arrebentam contra o Câncer. A esta altura, o pobre condutor estava quase desmaiado de terror, e então deixou cair as rédeas.
Foi o sinal para que a corrida se tornasse mais louca e avassaladora. Os cavalos voaram para o ponto mais alto do Céu, e em seguida, mergulhando de cabeça para baixo, incendiando o mundo. As mais altas montanhas foram as primeiras a queimar – Ida e Helicon, onde vivem as Musas, o Parnaso e o Olimpo, que se eleva para além dos Céus. Através de suas encostas, as chamas desceram para os vales mais baixos e planos e para as terras cobertas de florestas escuras, até que tudo passou a ser consumido pelas chamas. As fontes evaporaram-se, e os rios foram transformados em regatos. Diz-se que foi aí que o Nilo fugiu e escondeu sua nascente, que ainda hoje continua escondida.
Faetonte, que mal conseguia manter-se no carro, foi envolto por um calor infernal e uma fumaça espessa que parecia saída de uma fornalha. A única coisa que agora queria era acabar o mais rápido possível com todo aquele tormento e terror. Teria saudado alegremente a própria morte. A situação também se tornou insuportável para a Mãe terra. Lançou um grito avassalador que foi ecoar junto aos deuses. Estes, ao olharem lá do Olimpo para baixo, viram que a salvação do mundo dependia de uma ação muito rápida de sua parte. Zeus (Jove) pegou o raio e lançou-o contra o condutor imprudente e arrependido. Faetonte caiu morto, o carro foi destroçado e os cavalos enlouquecidos foram lançados nas profundezas do mar. (Outros autores falam do Rio Eridano)
Através dos ares, Faetonte caiu como uma bola de fogo sobre a Terra. O misterioso rio Eridano, nunca visto por qualquer mortal, recebeu-o, extinguiu o fogo e esfriou-lhe o corpo. As Náiades, com pena de vê-lo morrer tão jovem e cheio de coragem, sepultaram-no e gravaram em seu túmulo:
Aqui jaz Faetonte, que dirigiu o carro do Deus-Sol.
Foi grande o seu fracasso, mas grande também sua ousadia.
As irmãs dele, as Helíades (filhas de Hélio, o Sol), vieram chorá-lo em sua sepultura, e foram transformadas em álamos ali mesmo, junto às margens do Eridano,
Onde, pesarosas, vertem lágrimas eternas no leito do rio.
E cada uma delas, ao cair, cintila em suas águas
Como reluzente gota de âmbar."

Referencias:
A LUA (Selene)
Na mitologia romana, Lua era o nome de uma deusa a quem os soldados ofereciam, em sacrifício, as armas capturadas do inimigo.
Selene é a deusa grega da lua, era filha de Hipérion e Tea, tendo como irmãos, a deusa Eos , e o deus Hélios.
Um de seus melhores mitos sabidos envolve um simples, mas belo pastor, cujo nome era Endymion. A deusa da lua se apaixonou por este mortal, um caso que, consequentemente resultou no nascimento de cinquenta filhas. Mas Endymion era, aliás, ser humano, e assim suscetível ao envelhecimento e eventualmente à morte.
Selene não podia carregar o pensamento deste fato cruel. Então, assegurando que Endymion permanecesse eternamente jovem, fez com que o belo jovem dormisse para sempre. Desta maneira, Endymion viveria sempre, dormindo com a mesma aparente idade.
Selene é muito associada á Ártemis (Diana), ou Hécate, assim como APOLO é associado ao Sol mas vale lembrar, que esta deusa representa todas as fases da Lua, e é a pura personificação deste astro sendo seu nome romano Lua ou Luna.
Os astros esses fogos,  luzes da abóboda celeste receberam atenção especial dos povos antigos, deste o tempo das cavernas o homem olha para o céu sem compreender o que são essas luzes. Daí surge a admiração, o culto, o temor, a veneração e a criação de mitos, representados em arquétipos. Diziam que os astros eram filhos do Titã ASTREO (Astreu) com Heribéia e Aurora. Com seu pai os Astros queriam escalar o Olimpo, e Zeus com seus raios os espalhou-os prendendo-os ao céu. 
LÚCIFER (Eósforos ou Fósforos)
Na Mitologia Grega Eósforo (Do antigo grego: Eosphoros) ou Fósforo (Do antigo grego:  Phosphorus), a Estrela d’Alva ou Estrela da Manhã[1], é filho de Eos, deusa da aurora, e irmão de Hésperos (Do antigo grego: Hesperus), a Estrela Vésper. Outros autores dizem ser filho de Zeus com Aurora e ele era responsável pelo tratamento e cuidado dos corcéis da carruagem do Sol, outros até dizem que ele era o condutor da carruagem.
Sendo como o seu equivalente aos romanos Lúcifer (Do latim: Lucis, Lux= “Luz”; Ferres= “Portar”,”Levar”)[2]. Eósforo ou Fósforo na Septuaginta grega e Lúcifer na Vulgata latina de Jerônimo foram usados para traduzir o hebraico Heilel (significa “Vênus” ou “brilhante”), Ben-Shachar (significa “Filho da Alvorada" ou “Filho da Manhã”) na versão hebraica de Isaías 14:12.
Mito
Heósforo ou Fósforo, a "Estrela d’Alva", é o deus menor da luz e da manhã na mitologia grega, que é representado como um cavaleiro armado alçando uma tocha de fogo. É citado como filho de Astreo (Astreu) e Eos [3], outras versões (Segundo Higino) é filho de Céfalo e Eos [4], ou até de Atlas [5].
Eósforo, assim como seu irmão Hésperos, é tido como sendo pai de Ceix, por Quione [6], e Dedalion [7]. Outras fontes o citam como pai de Héspera, que junto de Atlas se tornou a mãe das Hesperides [8].
Variação de Nomes
Eósforo/Fósforo é constantemente confundido com seu irmão Héspero, pois ambos representavam o Planeta Vênus (Estrela do Pastor)  respectivamente em seus estados matutino e vespertino. Mais tarde os gregos perceberam que Vênus se tratava de um mesmo corpo celeste, passando a identificá-lo com a deusa do amor, Afrodite, divindade esta que equivalia a mesma divindade que o representava para os babilônios, ou seja, Ishtar.
Com o advento do Cristianismo, Heósforo foi identificado com Lúcifer, o anjo caído portador da luz, que segundo a Bíblia, devido a sua grande vaidade, quis ser superior a Deus.
LÚCIFER:
Lúcifer é uma palavra latina que significa "portador da luz" (Vem do latim, lux, lucis = luz; ferre = carregar) cuja correspondente em grego é "phosphoros", significa "o portador do archote" ou "o portador da luz", sendo ele mesmo, como indica o seu nome, aquele que traz a luz onde ela se faz necessária.
Além disso, Lúcifer foi um nome dado pelos latinos ao planeta Vênus. (Nesta acepção leva inicial maiúscula.) Todos sabem que Vênus, por sua proximidade ao sol, "aparece" quando este se encontra ao horizonte, durante os crepúsculos, seja esse matutino ou vespertino. Dai ele ser conhecido como a estrela da manhã, e também a estrela vespertina. Durante o amanhecer, a "estrela" Vênus aparece ao horizonte antes do "nascimento" do sol. Na observação dos antigos, é como se fizesse o papel de arauto do sol, puxando o astro rei de seu sono nas regiões abissais. Ele, nas manhãs, anunciava a chegada do sol, como se o carregasse. No entardecer, Vênus "empurrava" o Sol de volta para as regiões obscuras. Dai se dizer que Vênus ou Lúcifer, estrela da manhã "porta" o archote, ou, o sol... Esta é a razão pela qual um dos primeiros papas foi chamado de Lúcifer, como provam Yonge e registros eclesiásticos. (O termo "Lúcifer" não aparece no Novo Testamento como nome de demônio.

Referências:
1. Hom. Il. xxiii. 226; Virg. Gerg. i. 288; Ov. Met. ii. 115, Trist. i. 3. 72.
2. Do latim lucĭfer (Luz no Diccionario Crítico Etimológico Castellano e Hispánico, volume III, Joan Corominas, José A. Pascual, 1989, Editorial Gredos, ISBN 84-249-1365-5).
3. Hesíodo | Teogonia381
4. Higino Poet. Astr. ii. 42
5. Tzetz. ad Lyc. 879
6. Hyg. Fab. 65
7. Ovid. Metamorphoses. Book XI, 295.
8. Servius. ad Aen. 4,484.
Fonte: Commelin, P. - Mitologia Grega e Romana, Ediouro.
Wikipedia
VÉSPER (Héspero)
Héspero ou Vésper Na Mitologia Greco-Romana é filho de Japeto e irmão de Atlas. Foi convertido em estrela, e teve três filhas que denominaram hespérides. É o mesmo que Vesper, brilha à noite no Ocidente, com todo o esplendor. Na Grécia o monte Oeta lhe é consagrado.
Órion ou Orionte, na mitologia grega, foi um gigante caçador, um dos melhores a serviço de Ártemis. Ele foi colocado por Zeus entre as estrelas na forma da constelação de Órion.
Família
Órion era filho de Poseidon (Netuno), o Deus dos mares, com uma mortal, sendo assim tinha grandes habilidades para a caça e um vasto conhecimento, porém não era considerado um Deus.Após ser morto foi colocado como constelação no céu, a conhecida constelação de Orion.

Lenda
Diz-se a lenda que Órion era um gigante caçador, amado por Ártemis, com quem quase se casou. O irmão de Ártemis, Apolo, por sua vez, se aborrecia com tal aproximação entre os dois, chegando a censurar diversas vezes sem nunca obter resultado. Certo dia Apolo teve a oportunidade de se ver livre de seus aborrecimentos, percebendo que Órion vadeava pelo mar apenas com a cabeça fora d’água desafiou sua irmã, outra exímia caçadora, a acertar o alvo que distante se movia.
Impecável em sua pontaria ela atingiu em cheio seu amado, que estava fugindo de um escorpião que Apolo enviou para matar Orion, cujo corpo já moribundo foi conduzido à praia pelas ondas do mar. Percebendo a fatalidade que havia cometido, Ártemis, em meio às lágrimas, pediu para Zeus colocar Órion e o escorpião entre as estrelas: o gigante trajado com um cinto, uma pele de leão, armado de uma espada e de sua clava, acompanhado por Sírius, seu cão, fugindo de seu inimigo escorpião.(Sírius ou Sírio é a estrela mais brilhante do céu e encontra-se na constelação Cão Maior, perto da constelação Oríon ou Orionte).
Outra versão e que Órion tentou violar a deusa Ártemis. A fim de castigá-lo, Ártemis mandou um escorpião gigantesco morder-lhe o calcanhar, matando-o. Pelo serviço prestado à deusa, o escorpião foi transformado em constelação, simbolizando a raiva de Artemis por ter sido ameaçada de estupro, ou, segundo algumas versões, por ter tido sua oferta afetiva e sexual rejeitada.
Fonte: Wikipedia
SÍRIUS OU CANÍCULA
Sírius, na mitologia grega, era o cão de Órion, caçador que Diana matou acidentalmente com uma flechada. No antigo Egito o deus Sírius era representado pela figura de um cão raivoso.
A constelação do Cão ou da Canícula, acha-se no ocidente do hemisfério boreal, próximo a Orion. A mais brilhante estrela dessa constelação se chama Sírius, que na mitologia era ocão de Órion.
Fonte: Commelin, P. - Mitologia Grega e Romana, Ediouro.
Calisto, na mitologia grega, teria sido uma bela jovem, que deu origem à constelação da Ursa Maior.
Era uma ninfa, adorada por Zeus e odiada por Hera. Hera transformou-a em um urso e Zeus então a colocou no céu como a constelação da Ursa Maior.

Mito
Calisto provocava ciúme em Hera, pois sua beleza cativara seu marido, Zeus. Hera então castigou-a transformando-a num urso. Calisto, no entanto, tentava ao máximo lutar contra seu destino mantendo-se o mais ereta possível, tentando assim conquistar a piedade dos deuses. Mas a indiferença de Zeus a fazia crer ser este deus cruel, apesar de nada poder dizer, pois agora só sabia rugir.
Sua vida agora era de medo. Tinha medo dos caçadores que rodeavam sua antiga casa, pois tinha sido ela também uma caçadora. Temia as noites que passava sozinha. Temia as feras, mesmo que agora ela mesma fosse uma.
Um dia, no entanto, em uma de suas caminhadas pelo bosque, reconheceu seu filho, Arcas, agora um homem, um caçador. Calisto, mesmo assim, quis abraçá-lo e, ao aproximar-se, provocou o medo do filho que lhe ergueu a lança e, quando estava para deferir o golpe, Zeus, compadecido com o trágico acontecimento que estava por vir, afastou os dois colocando-os no céu. Calisto transformou-se na Ursa Maior e Arcas em Arctofilax, a Ursa Menor, o guardião da ursa.
Na mitologia grega, as plêiades eram filhas de Atlas e Pleione. Cansadas de serem perseguidas pelo caçador Órion, pediram a Zeus que as transformasse em uma constelação.
Em grego: [Πλειάδες]. As plêiades são um pequena constelação composta de sete estrelas, das quais a principal é Alcione, estrela de 3ª grandeza, está a 500 anos-luz de nós. Seu nome significa a paz, e diversos astrólogos antigos e modernos consideraram como o Sol central de nossa galáxia.
 
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As plêiades são:
Electra, Celeno, Taigete, Maia, Mérope, Asterope e Dríope.
 
 
 
As Híades eram ninfas filhas de Atlas e de uma oceânida, Etra ou Plêione, na mitologia grega.
Geralmente são chamadas Ambrosia, Eudora, Ésile (ou Fésile), Corônis, Dione, Pólixo e Féio. Antes de sua metamorfose em constelação, foram amas de Dioniso, sendo por isso denominadas ninfas do monte Nisa. Por temor à vingativa Hera, no entanto, confiaram o deus a Ino e refugiaram-se junto a Tétis, sua avó. Zeus, para compensar-lhes os serviços prestados a seu filho Dioniso, fê-las rejuvenescer por Medéia e as transformou em constelação.
Seu nome foi associado pelos gregos à chuva (hýein é chover, em grego), pois na Grécia o aparecimento das estrelas híades coincide com a estação das chuvas da primavera.
Aglomerado estelar das Híades, junto a Aldebarã. Entretanto, é possível que o nome do aglomerado estelar esteja relacionado com hys, "porco", pois esse aglomerado de estrelas pouco brilhantes parece muito próximo de Aldebarã, uma estrela bem mais brilhante, o que dá a idéia de uma porca cercada por seus leitõezinhos - nome que, aliás, é dado a esse asterismo nos folclores de alguns países europeus.
Na verdade, Aldebarã não pertence às Híades, embora esteja na mesma linha de visão: está a apenas 80 anos-luz, enquanto o centro do aglomerado (que contém 200 estrelas espalhadas por um raio de 40 anos-luz) está a uma distância de 150 anos-luz.
GALÁXIA OU VIA LACTA
Uma galáxia é um grande aglomerado de bilhões de estrelas e outros objetos astronômicos (nebulosas de vários tipos, aglomerados estelares, etc.), unidos por forças gravitacionais e girando em torno de um centro de massa comum.
Etimologia
A palavra galáxia deriva do termo grego para a nossa galáxia, galáxias (γαλαξίας), ou kyklos galaktikos, que significa "círculo leitoso", devido à sua aparência no céu.
Na mitologia grega, Zeus colocou seu filho concebido com uma mortal, o pequeno Hércules, no seio de Hera (Juno)enquanto ela dormia, para que, bebendo o leite divino, o garoto se tornasse imortal. Hera acordou enquanto amamentava e notou que estava alimentando um bebê desconhecido: a deusa empurrou o bebê e um jato de seu leite se espalhou pelo céu noturno, produzindo a faixa apagada de luz conhecida como Via Láctea.
Na literatura astronômica, a palavra Galáxia (com letra maiúscula) é usava para se referir à nossa galáxia, em distinção das bilhões de outras galáxias.
Quando William Herschel elaborou o seu catálogo de objetos do céu profundo, ele utilizou o nome nébula espiral para objetos como a M31. Quando a verdadeira distância de tais objetos foi compreendida, eles foram reconhecidos como imensos conglomerados de estrelas, sendo denominados universos-ilhas. Entretanto, como o termo universo carregava a ideia de totalidade de tudo que existe, essa expressão caiu em desuso e os objetos acabaram conhecidos como galáxias.
Povos antigos
Na mitologia grega, a Via Láctea, galáxia onde o sistema solar orbita, originou-se após Hércules apertar com força o seio de Hera, enquanto era amamentado. Já os seguidores de Pitágoras imaginavam-na constituída por fogos. Outras escolas antigas, consideravam a Via Láctea o antigo caminho do Sol, tal qual os rios deixam suas marcas ao mudar seu rumo, sua marcha permanecia comprovada por um sem-fim de ardentes pegadas.
OS SIGNOS DO ZODÍACO
Áries
Áries é o carneiro de lã de ouro (tosão de ouro) imolado por Zeus e transportado para o firmamento.
Touro
Touro é o animal sob cuja forma Zeus raptou Europa, bela princesa, que Zeus arrebatou ao céu e depois de transformá-la em ovelha.

Gêmeos
Gêmeos representa Castor e Pólux.

Câncer
Câncer (o caranguejo) foi o animal que Hera enviou contra Hércules, quando este combateu a hidra de Lerna e foi mordido no pé. Hércules, porém o matou, e Hera o colocou no número do signo do zodíaco.

Leão
A constelação de Leão representa o leão estrangulado na floresta de Neméia por Hércules.

Virgem
A Virgem representa, segundo alguns Erígona, filha de Ícario, modelo de piedade filial.

Libra
A Balança, símbolo de equidade, representa a própria balança da justiça ou de Astréia.

Escorpião
Escorpião, por ordem de Diana picou vivamente no calcanhar o orgulhoso Órion.

Sagitário
Sagitário, metade homem, metade cavalo, empunhando um arco é Quírion, o centauro. Ela era conhecido como o caçador de Parmaso.

Capricórnio
Capricórnio é a famosa cabra Amaltéia, que amamentou Zeus.

Aquário
Aquário é Aristeu, filho de Apolo e de Cirene, pai de Actéon, devorado pelos seus cães.

Peixes
Peixes são os que trouxeram em seu dorso Afrodite e o Amor.
Fonte: COMMELIN. P. Nova Mitologia Grega e Romana
PROMETEU, EPIMETEU E PANDORA
PROMETEU:
Prometeu, em mitologia grega, (em grego, Προμηθεύς — "premeditação") é um titã grego, filho do titã Jápeto e de Ásia, também chamada de Clímene, (filha de Oceanus) (segundo alguns autores, sua mãe seria Themis) e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio.
É pai de Deucalião. Segundo uma outra tradição minoritária, Prometeu nasceu da união de Hera e de seu amante, o gigante Eurimedon.
Foi o titã que criou os homens, com seu irmão Epimeteu, e que também roubou o fogo dos deuses para presentear às suas criações.
História:
A Prometeu e seu irmão Epimeteu foi dada a tarefa de criar os homens e todos os animais. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu encarregou-se de supervisioná-la depois de pronta, assim Epimeteu atribuiu a cada animal seus dons variados, de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Porém, quando chegou a vez do homem, que deveria ser superior a todos os animais, Epimeteu gastara todos os recursos, assim, recorre a seu irmão Prometeu que roubou o fogo que assegurou a superioridade dos homens sobre os outros animais. Todavia o fogo era exclusivo dos deuses. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto acorrentá-lo ao cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) ia dilacerar o seu fígado que, por ser Prometeu imortal, regenerava-se. Esse castigo devia durar 30.000 anos.
Prometeu foi libertado do seu sofrimento por Hércules que, havendo concluído os seus doze trabalhos dedicou-se a aventuras. No lugar de Prometeu, o centauro Quíron deixou-se acorrentar no Cáucaso, pois a substituição de Prometeu era uma exigência para assegurar a sua libertação.
A história foi teatralizada pela primeira vez por Ésquilo no século V a.C. com o título de Prometeus desmotes (Prometeu Agrilhoado/Acorrentado).
Simbolismo:
Prometeu representa a vontade humana por conhecimento, sua captura do fogo é a audácia humana pela busca de conhecimento e de compartilhá-lo.
Astronomia
Em homenagem ao personagem mitológico, deu-se o nome de Prometeu a um dos 56 satélites de Saturno.
EPIMETEU:
Na mitologia grega, Epimeteu é um titã, filho do titã Jápeto e da ninfa ou oceânide Ásia, filha de Oceanus, também chamada de Clímene (segundo alguns autores, a mãe seria Témis) e irmão de Atlas, Prometeu, Hésperos e Menoécio.
Epimeteu criou os animais e deu-lhes os atributos. Quando chegou ao homem, não havia mais nenhuma qualidade para dar-lhe. Pediu socorro ao seu irmão Prometeu, que então roubou o fogo dos deuses e o ofertou aos homens, ensinando-lhe também como trabalhar com ele.
Foi esposo de Pandora, que em grego significa a que possui todos os dons, um presente de Zeus para ele. Na verdade Zeus queria se vingar de Prometeu, Epimeteu e da humanidade, que possuía o fogo que fora roubado dos céus.
Epimeteu foi enganado por sua esposa, que abriu uma caixa que ele guardava a mando de seu irmão, Prometeu. Ela abre a caixa a qual continha todos os males que viriam para tornar a vida do homem em um caos, mas fecha rapidamente esta, restando dentro apenas o mal que acabaria com a esperança.
Após este desastre, Epimeteu e Pandora geram Pirra, que mais tarde desposa Deucalião (filho de Prometeu e sobrevivente do Dilúvio).

PANDORA:
Na mitologia grega, Pandora ("a que possui todos os dons", ou "a que é o dom de todos os deuses") foi a primeira mulher, criada por Zeus como punição aos homens pela ousadia do titã Prometeu em roubar aos céus o segredo do fogo.
Origem
Pandora era a filha primogênita de Zeus que, aos 9 anos de idade, recebeu de presente de seu pai o colar usado por Prometeu que foi retirado dele ao pagar a sua pena por roubar o fogo dos deuses. Pandora, então, arranjou uma caixa para pôr seu colar, a mesma caixa em que ela guardou a sua mente e as lembranças de seu primeiro namorado, cujo nome era Narciso. A caixa podia apenas guardar bens de todo o tipo, com exceção de bens materiais. Como o colar era um bem material, ele se auto-destruiu. Para Pandora o colar tinha valor sentimental, o que a fez chorar por muitos dias seguidos sem parar. Como a caixa guardava lembranças com a intenção de sempre recordar-las ao "dono", Pandora sempre se sentia triste. Tentou destruir a caixa para ver se ela se esquecia do fato, mas não funcionou, a caixa era fruto de um grande feitiço, que a impedia de ser destruída. Pandora então, aos 36 anos, se matou. Não aguentou viver mais de 27 anos com aquela "maldição".
Caixa de Pandora
A caixa de Pandora é uma expressão muito utilizada quando se quer fazer referência a algo que gera curiosidade, mas que é melhor não ser revelado ou estudado, sob pena de se vir a mostrar algo terrível, que possa fugir de controle. Esta expressão vem do mito grego, que conta sobre a caixa que foi enviada com Pandora a Epimeteu.
Pandora foi enviada a Epimeteu, irmão de Prometeu, como um presente de Zeus. Prometeu, antes de ser condenado a ficar 30.000 anos acorrentado no Monte Cáucaso, tendo seu fígado comido pelo abutre Éton todos os dias,alertou o irmão quanto ao perigo de se aceitar presentes de Zeus.
Epimeteu, no entanto, ignorou a advertência do irmão e aceitou o presente do rei dos deuses, tomando Pandora como esposa. Pandora trouxe uma caixa (uma jarra ou ânfora, de acordo com diferentes traduções), enviada por Zeus em sua bagagem. Epimeteu acabou abrindo a caixa, e liberando os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. No fundo da caixa, restou a Esperança (ou segundo algumas interpretações, a Crença irracional ou Credulidade). Com os males liberados da caixa, teve fim a idade de ouro da humanidade

Interpretação
Pode-se perguntar quanto ao sentido desta lenda: por que uma caixa, ou jarra, contendo todos os males da humanidade conteria também a Esperança? Na Ilíada, Homero conta que, na mansão de Zeus, haveria duas jarras, uma que guardaria os bens, outra os males. A Teogonia de Hesíodo não as menciona, contentando-se em dizer que sem a mulher, a vida do homem não é viável, e com ela, mais segura. Hesíodo descreve Pandora como um "mal belo" (kalòn kakòn).
O nome "Pandora" possui vários significados: panta dôra, a que possui todos os dons, ou pantôn dôra, a que é o dom de todos (dos deuses).
A razão da presença da Esperança com os males deve ser procurada através de uma tradução mais acurada do texto grego. A palavra em grego é ἐλπίς/elpís, que é definida como a espera de alguma coisa; pode ser traduzida como esperança, mas essa tradução seguramente é arbitrária. Uma tradução melhor poderia ser "antecipação", ou até o temor irracional. Graças ao fechamento por Pandora da jarra no momento certo, os homens sofreriam somente dos males, mas não o conhecimento antecipado deles, o que provavelmente seria pior.
Eles não viveriam o temor perpétuo dos males por vir, tornando suas vidas possíveis. Prometeu se felicita assim de ter livrado os homens da obsessão com a própria morte. Uma outra interpretação ainda sugere que este último mal é o de conhecer a hora de sua própria morte e a depressão que se seguiria por faltar a esperança.
Um outro símbolo está inserido neste mito. A jarra (pithos) nada mais é que uma simples ânfora: um vaso muito grande, que serve para guardar grãos. Este vaso só fica cheio através do esforço, do trabalho no campo, seu conteúdo então simboliza a condição humana. Por consequência, será a mulher que a abrirá e a servirá, para alimentar a família.
Uma aproximação deste mito pode ser feita com a Queda de Adão e Eva, relatada no livro do Gênesis. Em ambos os mitos é a mulher, previamente avisada (por Deus, na Bíblia, ou, aqui, por Prometeu e por Zeus), que comete um erro irremediável (comendo o fruto proibido, na Bíblia, ou, aqui, abrindo a caixa, ou jarra, de Pandora), condenando assim a humanidade a uma vida repleta de males e sofrimentos. Todavia, a versão bíblica pode ser interpretada como mais indulgente com a mulher, que é levada ao erro pela serpente, mas que divide a culpa com o homem.
A mentalidade politeísta vê Pandora como a que deu ao homem a possibilidade de se aperfeiçoar através das provas e da adversidade (o que os monoteístas chamam de males). Ela lhe dá assim a força de enfrentar estas provas com a Esperança. Na filosofia pagã, Pandora não é a fonte do mal; ela é a fonte da força, da dignidade e da beleza, portanto, sem adversidade o ser humano não poderia melhorar.
Fonte: COMMELIN. P. Nova Mitologia Grega e Romana
Wikipédia
Na mitologia grega, os ventos (em grego, Άνεμοι — "Anemoi") eram 9 deuses responsáveis pelo vento. Éolo, deus dos ventos, comandava todos os ventos; tanto as brisas leves quanto as piores tempestades. A cada um dos outros deuses era atribuído uma direção cardinal. Em especial a genealogia dos Quatro Grandes Ventos é controversa, por vezes são colocados como titãs, portanto filhos de Urano, o céu e Gaia, a terra. Entretanto existem outras descrições.
Quatro Grandes Ventos
Por vezes 4 deuses do vento aparecem como sendo os principais, sendo eles:
Bóreas (N), o vento norte, frio e violento;
Zéfiro (O), o vento oeste, suave e agradável;
Eurus (L), o vento leste, criador de tempestades;
Nótus (S), o vento sul, quente e formador de nuvens;
Deuses do vento menores
Kaikias (NE), o vento nordeste;
Apeliotes (SE), o vento sudeste;
Lips (SO), o vento sudoeste;
Siroco (NO), o vento noroeste;
ÉOLO:
Éolo era o deus dos ventos na mitologia grega, sendo o senhor dos outros deuses do vento (Bóreas, Nótus, Eurus e Zéfiro). Era Filho de Poseidon, e vivia na ilha flutuante de Eólia com seus seis filhos e suas seis filhas.
Durante sua jornada de volta da Guerra de Tróia, Odisseu foi lançado em sua ilha por Poseidon, que estava irado com o herói que cegara seu filho Polifemo.
Éolo resolveu ajudar Odisseu, prendendo os ventos em um saco de couro de boi. Prendeu todos, exceto Zéfiro, o vento oeste, que o levaria para Ítaca. Odisseu não poderia abrir o saco até que chegasse em Ítaca. No final da viagem, no entanto, seus homens, curiosos, o abriram, libertando todos os ventos, o que os afastou de Ítaca. A tripulação acabou retornando a Eólia, mas Éolo, irritado, expulsou-os de lá.
Outro Éolo da mitologia grega foi o rei de Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos helenos, os antigos habitantes da Grécia. Éolo e Enarete tiveram vários filhos: Creteu, Sísifo, Deioneu, Salmoneu, Atamante, Perieres, Cercafas e, talvez, Magnes, e filhas, Calice, Peisidice, Perimele e Alcione. Uma das filhas de Éolo é a mãe do deus Éolo.
Fonte: COMMELIN. P. Nova Mitologia Grega e Romana
Wikipédia
Os romanos dedicaram a tempestade o que pode ser considerado uma ninfa do ar. Em alguns relatos antigos, encontram-se registros de sacrifícios feito a Tempestade, representam-na como uma figura com um ar irritado, sentada em uma nuvem impaciente e furibunda. Seu sacrifício predileto era um Touro Negro.
Foi construído em Roma um templo nas portas de Capena.
Fonte: COMMELIN. P. Nova Mitologia Grega e Romana.

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