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14 de mar de 2011

Divindades Aquáticas

OCEANO

Na mitologia grega, Oceano (grego Οκεανος, "okeanos","oceanus"), era o imenso rio que rodearia a Terra, personificado pelo titã de mesmo nome, filho de Urano e Gaia que tinha um corpo formado por um torso de um homem, com garras de caranguejo tal qual chifres na cabeça e grande barba, terminando com a cauda de uma serpente.
Alguns estudiosos consideram que Oceano representava originalmente todas as massas de água salgada, incluindo o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, as duas maiores massas conhecidas pelos antigos gregos. Contudo, com a evolução dos conhecimentos geográficos, Oceano passou a representar apenas as águas desconhecidas do Atlântico (também chamado de "Mar Oceano"), enquanto Poseidon reinava no Mediterrâneo.
Da união com sua irmã Tétis, foram originadas as ninfas dos mares ou Oceânidas, dentre as quais Anfitrite, mãe de Tritão, as Nereidas, os rios, além de todos os seres marinhos, que tomavam parte ativa nas aventuras dos deuses, como os golfinhos.
Na maioria das variantes do mito da guerra entre os Titãs e os Deuses Olímpicos, ou Titanomaquia, Oceano, tal como Prometeu e Themis, não se juntaram aos seus irmãos titãs contra os Olímpicos, tendo se mantido afastados do conflito. Oceano também teria recusado aliar com Cronos na sua revolta contra seu pai Urano.

TÉTIS E AS OCEÂNICAS

TÉTIS:

Tétis do pé prateado (do Grego antigo Θέτις), é uma ninfa do mar, uma das cinquenta Nereidas filhas do antigo deus marinho nos vestígios históricos da maior parte da mitologia grega. Quando descrita como uma Nereida, Tétis era a filha de Nereus e Doris[1], e neta de Tétis, a titânide. É possível que ela fosse uma das primeiras Deidades, adorada na Grécia antiga, e cuja registros não existem, com exceção de um fragmento, um primitivo hino álcman que identifica Tétis como a criadora do universo e a adoração de Tetis como uma deusa é documentado como tendo persistido em algumas regiões. Teve vários filhos, entre eles, Aquiles.

Outros autores afirmam que Tétis, é filha do Céu e da Terra, casou com o Oceano e foi mãe de três mil ninfas chamada oceânidas.[2]

A lenda

Foi criada por Hera, a quem dedicava grande amizade. Recolheu Hefesto quando o deus foi precipitado do Olimpo por Zeus. Amada pelo soberano dos deuses, resistiu-lhe, temendo magoar Hera. De acordo com outra versão, foi o próprio Zeus que a repudiou. O senhor olímpico temia a realização de um oráculo segundo o qual Tétis conceberia dele um filho que o destronaria. Numa variante da lenda, tal oráculo referia-se a Zeus e a Poseidon, ambos enamorados da nereida.

Para que a profecia não se cumprisse, o rei dos deuses apressou-se em casar a amada com o mortal Peleu, rei da Fítia (Tessália), filho de Éaco e neto de Zeus, por parte de pai, e grande amigo de Héracles. Tétis, entretanto, fugia à corte do noivo, transformando-se em diversos elementos. Aconselhado pelo centauro Quíron, Peleu segurou-a violentamente, até que a nereida voltou à forma natural. O casamento foi celebrado na presença dos deuses e das Musas. Da união nasceram sete filhos. Para purificar as crianças dos elementos mortais herdados do pai, Tétis expunha-as ao fogo, acarretando sua morte. Segundo uma tradição, quando tentava purificar seu sétimo filho, Aquiles, Peleu interferiu, salvando a criança. Irritada, Tétis abandonou o marido e retornou ao fundo do mar. Protegeu o filho durante toda a vida do herói, tentando afastá-lo dos perigos e consolando-o nas tristezas. Não pôde, entretanto, evitar que ele morresse na guerra de Tróia, pois assim havia decretado o Destino. Depois da morte do herói, tomou sob sua proteção Neoptólemo.

Fonte: Wikipédia.

Commelin, P - Mitologia Grega e Romana.

AS OCEÂNIDAS:

As oceânidas ou oceânides (Ωκεανιδες, ôkeanides, em grego) são as ninfas filhas de Oceano, o deus do rio mítico que circundava o mundo, e de Tétis, sua irmã, a deusa que alimentava as correntes dos seus filhos e filhas extraindo água de Oceano por meio de aquíferos subterrâneos.

Originalmente, eram descritas como personificações das fontes de água doce, incluindo os riachos, fontes e nuvens. Em seu número, eram incluídas as néfelas (das nuvens), auras (das brisas), náiades (das nascentes), limoníadas (dos pastos) e antusas (das flores).

Algumas das oceânidas personificavam bênçãos divinas, tais como Métis (Sabedoria), Clímene (Fama), Pluto (Riqueza), Tique (Boa Sorte), Telesto (Sucesso) e Peito (Persuasão). A deusa Nêmesis (Retribuição) às vezes também é incluída, como a que providencia equilíbrio aos dons de suas irmãs punindo a boa sorte não merecida. Esses bons daimones (Daimones Agathoi) eram mortais, assim como os filhos sombrios de Nix - a Noite, os maus daimones (Daimones Kakoi).

Outro grupo de oceânidas eram descritas como assistentes das deusas olímpicas, das quais as mais conhecidas eram as sessenta companheiras de Ártemis; Peito, a criada de Afrodite; e Clímene, a aia de Hera.

No início, as oceânidas raramente eram descritas como ninfas do mar. Foi só mais tarde, quando Oceano, o mítico rio de água doce que circundava a Terra foi identificado com as águas salgadas do Atlântico (e dos outros oceanos) que sua irmã e esposa Tétis foi vista como deusa do mar e suas filhas ninfas vieram a ser descritas como ninfas marinhas[1]. Passaram então a ser freqüentemente representadas, coroadas de flores, a acompanhar a concha de sua mãe Tétis, em cortejos marítimos.

As Oceânidas na Teogonia

Na Teogonia, Hesíodo diz que elas são três mil, tantas quantas seus irmãos, os deuses-rios, e dá o nome de 41 das oceânidas de "áureos tornozelos". Seguem os nomes na ordem em que aparecem na Teogonia, bem como as adaptações dadas aos nomes gregos pela tradução de Jaa Torrano:

1.Peito (Peitho) ou Persuasiva;

2.Admete ou Virgínea;

3.Iante ou Violeta;

4.Electra ou Ambarina; foi desposada por Taumas e veio a ser mãe de Íris, de Arce, das Harpias e, segundo a Dionisíaca de Nonnus, também do deus-rio Hidaspes (atual Jhelum);

5.Dóris ou Dádiva; foi desposada por Nereu e concebeu as 50 Nereidas e Nérites;

6.Primno (Prymno), ou Popa;

7.Urânia ou Celeste; chamada por Hesíodo "divina em forma";

8.Hipo (Hippo) ou Equina;

9.Clímene (Klymene); desposada pelo titã Jápeto, concebeu Epimeteu, Prometeu, Atlas, Menécio e Héspero, às vezes também chamada Ásia, embora a lista de Hesíodo contenha outra oceânida com esse nome;

10.Ródea ou Rósea;

11.Calírroe (Kallirrhoe) ou Belaflui;

12.Zeuxo ou Núpcia;

13.Clítia (Klytie);

14.Idia (Eidyia, "Visão") ou Sábia;

15.Pasítoe (Pasithoe) ou Persuasora;

16.Plexaura ("Vagalhões dos Ventos");

17.Galaxaura ("Calmaria");

18.Dione ("Divina"); chamada "amável" por Hesíodo; desposada por Zeus, foi mãe de Afrodite segundo Homero;

19.Melobósis ou Pecuária;

20.Toe ou Veloz;

21.Polidora (Polydora, "de muitos dons"); chamada "formosa" por Hesíodo;

22.Cerceis ou Tecelã; chamada "de amável talhe" por Hesíodo;

23.Pluto ou Riqueza; chamada "de olhos bovinos" por Hesíodo;

24.Perseis ou Perseida; amada por Hélios, teve com ele Pasífae, Circe e os reis-magos Eetes e Perses;

25.Ianeira;

26.Acaste ("Instável");

27.Xante ou Loira;

28.Petraia ou Pétrea; chamada "amorosa" por Hesíodo;

29.Menesto (Menestho) ou Resistência;

30.Europa; aparentemente não a mesma princesa fenícia Europa amada por Zeus e mãe de Minos;

31.Métis ou Astúcia; primeira esposa de Zeus, foi engolida por este ao conceber Atena;

32.Eurínome (Eurynome, "Amplo Pasto"), terceira esposa de Zeus, com o qual concebeu as Cárites;

33.Telesto ou Concludente; dita "de véu açafrão" por Hesíodo;

34.Criseis ou Áurea;

35.Ásia; aparentemente diferente da sua irmã Clímene, às vezes também chamada Ásia;

36.Calipso (Kalypso, "Ocultadora"); dita "amorosa" por Hesíodo, reteve Odisseu por sete anos na ilha Ogígia, segundo a Odisseia de Homero;

37.Eudora ou Doadora;

38.Tique ou Acaso; mais tarde considerada a deusa da Fortuna;

39.Anfiro (Amphirho) ou Circunflui;

40.Ocírroe (Okyrrhoe) ou Velozflui;

41.Estige (Styx); que "dentre todas vem à frente", segundo Hesíodo.

Fonte: 1 - Fantasia - Wikia - http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Oce%C3%A2nidas

2 - Commelin, P - Mitologia Grega e Romana

 

NEREU DORIS E AS NEREIDAS

Ponto: Que significa "Mar Profundo", era filho da Mãe Terra e pai de Nereu, um deus do mar muito mais importante que ele próprio.

Nereu: Na mitologia grega, Nereu (ou Nereus) era filho de Pontos. Desposou Dóris, foi pai de cinquenta filhas – as Neréiades (Nereidas). O seu reino era o Mediterrâneo, e mais particularmente, o Egeu. Era conhecido por ser de confiança e pelas suas virtudes, podia mudar de aparência e, como outras divindades marinhas, tinha o dom da profecia.

Ajudou vários heróis, como Hércules, que o apanhava sempre, mesmo mudando de forma. É representado em obras de arte, como outros deuses dos mares, com um tridente e algas a representarem o seu cabelo e a sua barba. Parece ser a personificação do deus do mar antes de Poseidon, quando Zeus destronou Cronos.

NEREIDAS:

Na mitologia grega, as Nereidas (em grego Νηρείς, Νηρείδες ou Νηρηίδες, ‘filha de Nereu’) eram as cinquenta filhas (ou cem, segundo outros relatos) de Nereu e de Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do mar Egeu.
Nereu, um deus marinho mais antigo que Netuno, filho de Oceanus, era descrito como um velho pacato, justo, benévolo e sábio que representava a calma e serenidade do mar. As Nereidas eram veneradas como ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros em perigo. Por sua beleza, as Nereidas também costumavam dominar os corações dos homens.
São representadas com longos cabelos, entrelaçados com pérolas. Caminham sobre golfinhos ou cavalos-marinhos. Trazem à mão ora um tridente, ora uma coroa, ora um galho de coral. Algumas vezes representam-nas metade mulheres, metade peixes.
O único relato onde elas prejudicam os mortais consta do mito de Andrômeda. Segundo o mito, elas exigiram o sacrifício de Andrômeda como punição pelo fato de Cassiopéia, mãe da jovem, ter alegado ser mais bela que as Nereidas.

Bibliografia:

  • Thomas Bulfinch, Livro de Ouro da Mitologia: Histórias de Deuses e Heróis

  • Pierre Grimal, Dicionário da mitologia grega e romana

  • Marguerite Yourcenar, O homem que amou as Nereidas, em Contos Orientais

NETUNO (POSEIDON)

Na mitologia grega, Poseidon (em grego antigo Ποσειδῶν, transl. Poseidon), também conhecido como Poseidon ou Possêidon, assumiu o estatuto de deus supremo do mar, conhecido pelos romanos como Neptuno (português europeu) ou Netuno (português brasileiro) e pelos etruscos por Nethuns. Também era conhecido como o deus dos terremotos e dos cavalos. Os símbolos associados a Poseidon com mais frequência eram o tridente e o golfinho. A origem de Poseidon é cretense,[1] como atesta seu papel no mito do Minotauro. Na civilização minoica era o deus supremo, senhor do raio, atributo de Zeus no panteão grego, daí o acordo da divisão de poderes entre eles, cabendo o mar ao antigo rei dos deuses minoicos. Mito Como primeiro filho de Cronos e Réia era um dos principais deuses do Olimpo e, de acordo com certas tradições, é irmão mais velho de Zeus. Primordialmente Zeus terá obrigado seu pai Cronos a regurgitar e restabelecer a vida aos filhos que este sistematicamente engolia, e entre os salvos está Poseidon, explicando assim Zeus como o irmão mais novo. Poseidon fora criado entre os Telquines, os demónios de Rodes. Quando atinge a maturidade, ter-se-á apaixonado por Hália, uma das irmãs dos Telquines, e desse romance nascem seis filhos e uma filha, de nome Rodo, daí o nome da ilha de Rodes. Em uma famosa disputa entre Poseidon e Atena para decidir qual dos dois seria o padroeiro de Atenas, ele atirou uma lança ao chão para criar a fonte da Acrópole. Entretanto, Atena conseguiu superá-lo criando a oliveira. Na Ilíada, Poseidon aparece-nos como o deus supremo dos mares, comandando não apenas as ondas, correntes e marés, mas também as tempestades marinhas e costeiras, provocando nascentes e desmoronamentos costeiros com o seu tridente. Embora seu poder pareça ter se estendido às nascentes e lagos, os rios, por sua vez, têm as suas próprias deidades, não obstante o facto de que Poseidon fosse dono da magnífica ilha de Atlântida. Geralmente, Poseidon usava a água e os terremotos para exercer vingança, mas também podia apresentar um caráter cooperativo. Ele auxiliou bastante os gregos na Guerra de Tróia, mas levou anos se vingando de Odisseu, que havia ferido a cria de um de seus ciclopes. Os navegantes oravam a ele por ventos favoráveis e viagens seguras, mas seu humor era imprevisível. Apesar dos sacrifícios, que incluíam o afogamento de cavalos, ele podia provocar tempestades, maus ventos e terremotos por capricho. Como Zeus, projetava seu poder e a sua masculinidade sobre as mulheres, tendo muitos filhos homens pois não podia ter filhas mulheres. Considerando que as inúmeras aventuras amorosas de Poseidon foram todas frutíferas em descendentes, é de notar que, ao contrário dos descendentes de seu irmão Zeus, os filhos do deus dos mares, tal como os de seu irmão Hades, são todos maléficos e de temperamentos violentos. Alguns exemplos: de Teosa nasce o ciclope Polifemo; de Medusa nasce o gigante Crisaor e o cavalo alado, Pégaso; de Amimone nasce Náuplio; com Ifimedia, nascem os irmãos gigantes Oto e Efialtes (os Aloídas), que chegaram mesmo a declarar guerra aos deuses. Por sua vez, os filhos que teve com Halia cometeram tantas atrocidades que o pai teve de os enterrar para evitar-lhes maior castigo. Casou ainda com Anfitrite, de quem nasceu o seu filho Tritão, o deus dos abismos oceânicos, que ajudou Jasão e os seus argonautas a recuperar o Velo de ouro.

Referências 1. Campbell, Joseph: As máscaras de Deus, vol. 3 - Mitologia ocidental, Editora Palas Athena

ANFITRITE

Na mitologia grega, Anfitrite é filha da ninfa Dóris e de Nereu, irmã da deusa Tétis, portanto, tia de Aquiles. É esposa de Posídon (Poseidon, Netuno romano) e deusa dos mares. A princípio, se recusou a unir-se ao deus, se escondendo nas profundezas dos oceanos, em um lugar conhecido apenas por sua mãe. Acabou cedendo às investidas de Posídon (Poseidon), se tornando rainha dos oceanos. É representada portando um tridente, símbolo de sua soberania sobre os mares. Na mitologia romana, é conhecida como Salácia.

LENDA:

Netuno, o senhor dos mares, numa manhã de muito sol, percorre as Ilha de Naxos, no seu coche, quando avista uma cena, que o faz parar os cavalos: nas areias da praia, dançam despreocupadas as ninfas Nereidas, filhas de Nereu. Mas a atenção do deus foi prontamente voltada para a mais formosa de todas, Anfitrite, que se destacava entre as irmãs por sua beleza e sorriso. Netuno se aproxima do grupo e tenta tomar Anfitrite, mas ela, com excessivo pudor, se esquiva graciosamente e salta no mar. O deus nada atrás da ninfa, mas não consegue encontrá-la, tendo ela se refugiado nos domínios do pai, o velho do mar. Assim, Netuno envia um delfim para encontrá-la. O ágil animal rapidamente encontra a nereida e a convence a seguí-lo e aceitar a proposta de casamento do deus e tornar-se rainha dos mares. A ninfa acaba por convencer-se e concorda em acompanhar o animal. Montada num touro com cauda de peixe e guiada pelo delfim, Anfitrite parte ao encontro de Netuno acompanhada por um enorme cortejo, formado por todas as divindades marinhas. No palácio de ouro, Anfitrite se casa com Poseidon e torna-se a rainha dos mares. Em agradecimento e celebração do ato, o delfim que levou a ninfa ao deus foi catasterizado na constelação de Peixes

TRITÃO

Na mitologia grega, Tritão era um deus marinho, filho de Poseidon (Neptuno na mitologia romana) e Anfitrite (Salácia); é geralmente representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe. Era um fiel servidor de seus pais, atuando como seu mensageiro e acalmando as águas do mar pra que a carruagem de Poseidon deslizasse com segurança. Para tal ele se utilizava de búzios como instrumento, produzindo assim uma música apaziguadora.

PROTEU

Proteu aparece na mitologia grega como filho dos titãs Tétis e Oceanus (que outrora reinava sobre o mar, porém perdeu seu posto para Poseidon (Netuno). Tinha o dom da premonição e assim atraía o interesse de muitos que queriam saber as artimanhas do poderoso destino. Porém, ele não gosta de contar os acontecimentos vindouros; então, quando algum humano se aproxima, ele foge ou assume aparências monstruosas e assustadoras. Porém, se o homem for corajoso o bastante para passar por isso, ele lhe conta a verdade. Um desses homens foi Menelau, rei de Esparta, que queria saber se seria possível voltar a ela após a guerra de Tróia. Um outro Proteu é mencionado por Heródoto como rei do Egito, durante a Guerra de Tróia. Este pode ser identificado com o Faraó Setenáquete, fundador da XX dinastia egípcia.

GLAUCO, CILA e SARON

GLAUCO:

DEUS: Glauco era uma divindade marinha cujas origens divergem em diferentes fontes. A sua história mais conhecida é aquela contada por Ovídio. Segundo essa versão, Glauco nasceu um pescador mortal. Descobrindo acidentalmente uma erva mágica que conseguia trazer os peixes que apanhava de volta à vida, decidiu experimentá-la em si mesmo. Após comer da erva, Glauco tornou-se imortal, mas também criou barbatanas e cauda de peixe, o que o forçaria a viver o resto da sua existência na água. Apesar de insatisfeito com esse efeito colateral, Glauco foi recebido por Oceano e Tétis com as honras das divindades, das quais aprenderia a arte da profecia. Glauco apaixonou-se por Cila, uma bela ninfa, mas não foi correspondido: a ninfa sempre se afastava da água quando ele tentava aproximar-se, assustada pela aparência dele. O deus recorreu então ajuda à feiticeira Circe, pedindo-lhe que preparasse uma poção que fizesse que Cila o amasse. Porém, estando a própria bruxa já apaixonada por ele, tentou dissuadi-lo com palavras afetuosas. Ele, contudo, afirmou que árvores cresceriam no fundo do mar e algas no cimo das montanhas antes que ele deixasse de amar Cila. Enfurecida, Circe enfeitiçou a fonte em que Cila se banhava, para que esta se tornasse um monstro de doze pés e seis cabeças. Então, quando Cila finalmente entrou na fonte, viu serpentes na água. Tentando fugir, deu-se conta de que as serpentes eram na verdade o seu próprio corpo. A ninfa foi chorar a Glauco, que a recusou devido à sua aparência terrível. Circe esperou a visita do deus, mas ele, sabendo ter sido obra dela, não a perdoou pela crueldade. Rei de Corinto: Glauco, rei de Corinto, era filho de Sísifo e Merope, e pai de Belerofonte.

Soldado da Lícia: Glauco, filho de Hipóloco, era um dos melhores guerreiros dentre os lícios, e lutava sempre ao lado de Sarpédon, rei dos lícios e filho de Zeus. Depois da morte deste, passou a comandar as hostes lícias, até a derrota final de Tróia. Filho de Minos: Glauco era filho de Minos e Pasiphae. Glauco de Creta é filho de Minos e Pasífae, morreu afogado num pote de mel e foi ressuscitado por Poliido que o esfregou com certas ervas raras.

Glaucos: Glaucos era apaixonado por Cila, uma ninfa que não lhe correspondia, o deus pediu ajuda a Circe, mas a feiticeira apaixonou-se pela criatura, não pela aparência, e sim pelo seu interior. Circe para ter o amor de Glaucos joga um "veneno" na fonte que Scilla se banha, quando esta se banhou, viu que tinha serpentes na água, ela foge, mas as serpentes também, e fica claro, as serpentes são partes dela. A ninfa (que agora é um monstro horrível) foi chorar a Glaucos, que a recusou. Circe esperou a visita do deus, mas este, não perdoou a deusa por tal crueldade.

GLAUCO e CILA

"Glauco era um pescador que se transformou em deus e em "tritão" (metade homem, metade peixe) ao comer umas ervas mágicas que tinham a propriedade de ressuscitar peixes mortos. Ficou com o cabelo verde e a cauda de peixe característica do grupo. Mal visto inicialmente na comunidade dos deuses, o casal Oceanus e Tethys fez com que acabasse por ser aceite, ensinando-lhe ainda a arte da profecia. Glaucus apaixonou-se depois por uma ninfa, Cila, mas esta rejeitou-o por ele ser meio-peixe. A coisa complicou-se quando Circe, a quem Glauco foi pedir uma poção para atrair a sua amada, se apaixonou por ele e, ao ser por sua vez rejeitada, se vingou em Cila. Tranformou-a num monstro, com uma cauda de peixe e uma fiada de cabeças de cães raivosos e incontroláveis em torno da cintura. Desgostosa, Cila foi viver numa gruta submersa, num dos lados de um famoso estreito. Há várias versões desta história, como é natural em tradições orais da antiguidade. Para além das ligações da Wikipedia que deixei acima, pode ler-se a história de Glauco nas páginas de mitologia grega de Michael Lahanas (incluindo uma transcrição do capítulo correspondente de Bullfinch). " - por José Manuel N. Azevedo

SARON:

Rei de Trezene, Saron amava a caça, perseguiu um veado fugiu para as proximidades do mar, num penhasco, Saron havia encurralado o animal que acoçado, atirou-se ao mar, Saron no sua ânsia de caçador, atirou-se ao mar, era uma questão de honra dar cabo a caça,  o veado se afastava da costa, Saron dava braçadas longas, até que se deu conta que não pegaria o animal que leve era levado pelas ondas para o alto mar, já cansado, olhou para trás e notou que não teria forças para retornar, tentou, mas as caibras, o levaram a morte. As águas do mar levaram o corpo até a praia e Diana, que o transformou no Deus dos Marinheiros. Hoje um braço do mar onde supostamente se sucedeu o ocorrido chama-se Golfo Sarônico.

TAUMAS, ELECTRA E AS HÁRPIAS

Thaumas (filho da Terra),casado com Electra (filha do Oceano), de cuja ligação nasceram Isis, a mensageira de Hera(Juno), e as harpias, monstros repelentes que assombravam e infectavam o mundo.

OBS: Existe a Electra humana.

HARPIAS:

As harpias, na mitologia grega frequentemente representados como aves de rapina com rosto de mulher e seios. Na história de Jasão, as harpias foram enviadas para punir o cego rei trácio Fineu, roubando-lhe a comida em todas as refeições. Muitas pessoas também acreditam que as harpias eram mulheres com asas, bico e pés de pássaros. Mas não há nenhuma afirmação científica neste caso. As Harpias eram irmãs de Íris, Filhas de Tifão e Equídina. Seus nomes eram: "Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros, as Harpias traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação. Na mitologia grega, as Harpias (do grego hárpyia, "arrebatadora") eram filhas de Taumas e Electra. Procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem sempre representadas nos túmulos, como se estivessem à espera do morto, sobretudo quando jovem, para arrebatá-lo. Parcelas diabólicas das energias cósmicas, representam a provocação dos vícios e das maldades, e só podem ser afugentadas pelo sopro do espírito. A princípio duas : Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo) , passaram depois a três com Celeno (a obscura). O mito principal das Harpias relaciona-se ao rei da Trácia, Fineu, sobre quem pesava a seguinte maldição: tudo que fosse colocado a sua frente, sobretudo iguarias, seria carregado pelas Harpias, que inutilizavam com seus excrementos o que não pudessem carregar. Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo. A partir de então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta." Aelo Aelo (Ἀελλώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a borrasca". Ocípite Ocípete (Οκύπητη) é uma harpia cujo nome em grego significa "a rápida no vôo". Celeno Celeno (Κελαινώ) é uma harpia cujo nome em grego significa "a obscura". Também é chamada de Podarge (Ροδαργε). Em outras versões em vez de harpia, Celeno uma das sete plêiades, filha de Atlas e Pleione.

Outras Representações:

Representadas ora como mulheres sedutoras, ora como horríveis monstros, as Harpias traduzem as paixões obsessivas bem como o remorso que se segue a sua satisfação.

Na mitologia grega, as Harpias (do grego hárpyia, "arrebatadora") eram filhas de Taumas e Electra e, portanto, anteriores aos olímpicos. Procuravam sempre raptar o corpo dos mortos, para usufruir de seu amor. Por isso, aparecem sempre representadas nos túmulos, como se estivessem à espera do morto, sobretudo quando jovem, para arrebatá-lo. Parcelas diabólicas das energias cósmicas representam a provocação dos vícios e das maldades, e só podem ser afugentadas pelo sopro do espírito.

A princípio duas - Aelo (a borrasca) e Ocípite (a rápida no vôo) - passaram depois a três com Celeno (a obscura). O mito principal das Harpias relaciona-se ao rei da Trácia, Fineu, sobre quem pesava a seguinte maldição: tudo que fosse colocado a sua frente, sobretudo iguarias, seria carregado pelas Harpias, que inutilizavam com seus excrementos o que não pudessem carregar.

Perseguidas pelos argonautas, a pedido de Fineu, obtiveram em troca da vida a promessa de não mais atormentá-lo. A partir de então, refugiaram-se numa caverna da ilha de Creta.

CIRCE

Circe ou Kírkē (em grego, Κίρκη — falcão) era uma deusa grega cuja característica principal era a capacidade para a ciência da feitiçaria.

Feiticeira Filha da deusa Hécate, era capaz de criar filtros e venenos que transformavam homens em animais. Por esse motivo morava num palácio encantado, cercado por lobos e leões (seres humanos enfeitiçados). Crê-se que essa ilha se encontra no que é hoje o monte Circeu. Existe, igualmente, a versão de que é filha de Hélios com a oceânide Perséia. Perséia também pode significar Hécate, filha de Perses ("destruição"). Circe, figura mítica, é retratada como filha de Hélio, deus-sol e da deusa Hécate. Por ter envenenado seu marido, o rei dos sármatas, que morava no Cáucaso, foi obrigada a exilar-se na ilha de Ea ou Eana, localizada no litoral oeste da Itália. O nome da ilha "Ea" ou "Eana" é traduzido como "prantear" e dela emanava uma luz tênue e fúnebre. Essa luz identificava Circe como a "deusa da Morte horrenda e de terror". Era também associada aos vôos mortais dos falcões, pois, assim como estes, ela rodeava suas vítimas para depois enfeitiçá-las. O grito do falcão é "circ-circ" e é considerado a canção mágica de Circe, que controla tanto a criação quanto a dissolução. Sua identificação com os pássaros é importante, pois eles têm a capacidade de viajar livremente entre os reinos do céu e da terra, possuidores dos segredos mais ocultos, mensageiros angélicos e portadores do espírito e da alma. Escritores gregos antigos a citavam como "Circe das Madeixas Trançadas", pois podia manipular as forças da criação e destruição através de nós e tranças em seus cabelos. Como o círculo, ela era também a tecelã dos destinos. Circe era considerada a Deusa da Lua Nova, do amor físico, feitiçaria, encantamentos, sonhos precógnitos, maldições, vinganças, magia negra, bruxaria, caldeirões. Com o auxílio de sua varinha, poções, ervas e feitiços, transformava homens em animais, fazia florestas se moverem e o dia virar noite. Os escritores antigos Homero, Hesíodo, Ovídio e Plutarco relataram suas proezas, garantindo para ela um lugar nas lendas.

Na Odisseia No decurso de suas perambulações, o herói Ulisses (Odisseu) (personagem épico da Odisseia de Homero,também conhecido como Odisseu) e sua tripulação desesperada desembarcam na praia da ilha de Eana, onde vivia Circe, filha do Sol. Ao desembarcar, Ulisses subiu a um morro e, olhando em torno, não viu sinais de habitação, a não ser um ponto no centro da ilha, onde avistou um palácio rodeado de árvores. Ulisses enviou à terra 23 homens, chefiados por Euríloco, para verificar com que hospitalidade poderiam contar. Ao se aproximarem do palácio, os gregos viram-se rodeados de leões, tigres e lobos, não ferozes mas domados pela arte de Circe, que era uma feiticeira poderosa. Todos esses animais tinham sido homens e haviam sido transformados em feras por seus encantamentos. Do lado de dentro do palácio vinham sons de uma música suave e de uma bela voz de mulher que cantava. Euríloco a chamou em voz alta, e a deusa apareceu e convidou os recém-chegados a entrar, o que fizeram de boa vontade, exceto Euríloco, que desconfiou do perigo. A deusa fez seus convivas se assentarem e serviu-lhes vinho e iguarias. Quando haviam se divertido à farta, tocou-os com uma varinha de condão e eles se transformaram imediatamente em porcos, com "a cabeça, o corpo, a voz e as cerdas" de porco, embora conservando a inteligência de homens. Euríloco se apressou a voltar ao navio e contar o que vira. Ulisses, então, resolveu ir ele próprio tentar a libertação dos companheiros. Enquanto se encaminhava para o palácio encontrou-se com um jovem que se dirigiu a ele familiarmente, mostrando que estava a par de suas aventuras. Revelou que era Hermes e informou Ulisses acerca das artes de Circe e do perigo de aproximar-se dela. Como Ulisses não desistiu de seu intento, Hermes (Mercúrio para os romanos) deu-lhe o broto de uma planta chamada Moli, dotada de poder enorme para resistir às bruxarias, e ensinou-lhe o que deveria fazer. Ulisses prosseguiu seu caminho e, ao chegar ao palácio, foi recebido cortesmente por Circe, que o obsequiou como fizera com seus companheiros. Depois que ele havia comido e bebido, tocou-o com sua varinha de condão, dizendo: - Ei! procura teu chiqueiro e vá espojar-se com teus amigos. Em vez de obedecer, Ulisses desembainhou a espada e investiu furioso contra a deusa, que caiu de joelhos, implorando clemência. Ulisses ditou-lhe uma fórmula de juramento solene de que libertaria seus companheiros e não cometeria novas atrocidades contra eles ou contra o próprio Ulisses. Circe repetiu o juramento, prometendo, ao mesmo tempo, deixar que todos partissem são e salvos, depois de os haver entretido hospitaleiramente. Cumpriu a palavra. Os homens readquiriram suas formas, o resto da tripulação foi chamado da praia e todos foram tratados magnificamente durante vários dias, a tal ponto que Ulisses pareceu ter-se esquecido da pátria e se resignado àquela vida inglória de ócio e prazer. Por fim seus companheiros apelaram para seus sentimentos mais nobres, e ele recebeu a censura de boa vontade. Circe ajudou nos preparativos para a partida e ensinou aos marinheiros o que deveriam fazer para passar sãos e salvos pela costa da Ilha das Sereias. As sereias eram ninfas marinhas que tinham o poder de enfeitiçar com seu canto todos que o ouvissem, de modo que os infortunados marinheiros sentiam-se irresistivelmente impelidos a se atirar ao mar, onde encontravam a morte. Circe aconselhou Ulisses a cobrir com cera os ouvidos de seus marinheiros, de modo que não pudessem ouvir o canto, e a amarrar-se a si mesmo no mastro dando instruções a seus homens para não libertá-lo, fosse o que fosse que ele dissesse ou fizesse, até terem passado pela Ilha das Sereias. No poema "Endimião", do poeta Keats, podemos ter uma ideia do que se passava no pensamento dos homens que eram transformados em animais pela feiticeira Circe. Os versos abaixo teriam sido ditos por um monarca transformado em elefante pela deusa: Não lamento a coroa que perdi, / A falange que outrora comandei / E a esposa, ou viúva, que deixei. / Não lamento, saudoso, minha vida. / Filhos e filhas, na mansão querida, / Tudo isso esqueci, as alegrias / Terrenas dos velhos dias olvidei. / Outro desejo vem, muito mais forte. / Só aspiro, só peço a própria morte. / Livrai-me deste corpo abominável. / Libertai-me da vida miserável. / Piedade, Circe! Morrer e tão-somente! / Sede, deusa gentil, sede clemente!

AS SEREIAS (SIRENAS)

Sirenas, sirenes ou sereias (Σειρήν, Seirến, em grego, sirens, em inglês) são seres da mitologia grega descritos como parte mulher, parte pássaro. O grego Σειρήν pode estar relacionado ao proto-indo-europeu *twer-, "encadear", presente na palavra grega seirá, "liame", "corda", "laço", "armadilha" - seria aquela que encadeia, atrai os homens, principalmente no mar. Durante a Idade Média, a evolução do mito a transformou e mulheres-peixe e lhe deu outras características, mas este verbete trata apenas da concepção grega. Para a concepção medieval e moderna, veja sereias. Conforme a versão, as sirenas são ditas filhas do deus-rio Aquelôo e da musa Melpômene, ou de Aquelôo e Estérope, ou da ninfa Fórcis e do monstro marinho Ceto, ou de Eagro e da musa Calíope. Há duas versões sobre sua origem: Eram belas jovens do séquito de Coré-Perséfone. Quando Hades raptou Coré, elas suplicaram aos deuses que lhes concedessem asas para procurá-la na terra, no céu e no mar. Deméter, irritada por não terem impedido o rapto da filha, as transformou em almas-pássaros.

Afrodite as transformou em aves por elas desprezarem os prazeres do amor, tornando-as frígidas da cintura para baixo. Desejavam o prazer, mas, não podendo usufruí-lo, atraíam e prendiam os homens para devorá-los [1].

Mais tarde, elas desafiaram as Musas, que venceram e exigiram uma coroa feita com as plumas das sirenas. Retiraram-se então para as costas do sul da Itália, perto dos estreitos onde viviam Caríbdis e Cila. Encantavam os marinheiros com sua música harmoniosa, sentadas em uma pradaria sobre a ilha de Antemoessa, junto a uma pilha de esqueletos humanos e corpos em putrefação. Elas não os devoravam, deixavam isso a outras aves que as acompanhavam. Atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali e os navios, abandonados, colidiam com os rochedos e afundavam. Odisseu escapou de seu encanto colocando cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrando-se ao mastro para poder ouvi-las sem atirar-se n'água para alcançá-las. Segundo a versão mais antiga, eram duas: Lígia (A Melodiosa) Partênope (A Aparência de Jovem) Mais tarde, foi acrescentado um terceiro nome: Leucósia (A Branca) Dizia-se então que Partênope dedilhava a lira, Leucósia cantava e Lígia tocava flauta [2]. Uma versã do mito diz que as sereias deixariam de viver se alguém escapasse a seu encanto. Com o truque de Odisseu, atiraram-se ao mar e transformaram-se nas ilhas Sirenusas, hoje ilhas de Galli, ao norte do golfo de Pestum, nas costas da Campânia. O corpo de uma delas, Partênope, foi lançado à costa, onde lhe ergueram um túmulo. Lá se construiu, mais tarde, a cidade de Nápoles, também chamada Partênope [3]. Outros nomes de sirenas ou sereias citados na literatura clássica são: Aglaófone (A Bela Voz) Aglaope (A Bela Aparência) Himéropa (A Doce) Pisínoe (A Persuasiva) Telxiépie/Telxínoe (A Encantadora) Telxíope (A Perturbadora) Molpe (O Estranho Canto) Raidné (O Progresso) Em fins do século V a.C., as sirenas substituíram as efígies tradicionais das Esfinges nas lápides funerárias, por possuírem o dom da música e a faculdade de tocar flauta, indispensáveis nos rituais das lamentações pelos mortos.

Referências: 1.Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000 2.Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000 3.Tassilo Orpheu Spalding, Dicionário da Mitologia Greco-Latina, Itatiaia, 1965 Fonte: http://pt.fantasia.wikia.com/wiki/Sirenas

FORCÍADES, GRÉIAS E GORGONAS

Fórcis desposou sua irmã Ceto e gerou muitos monstros: as Gréias, as Górgonas, Equidna e a serpente Ládon. As Gréias (Penfredo, Ênio e Dino) são descritas como cinzentas e em forma de cisne, tendo um olho e um dente para repartir entre elas. Vivem no longínquo leste, onde protegem suas irmãs, as Górgonas. Duas destas são imortais, Esteno e Euríale, mas a terceira, Medusa, não era. Após deitar-se com Poseidon ela não gerou filhos da maneira usual. Depois de sua decapitação por Perseu, seus filhos, Pégaso e Crisaor, saíram de seu pescoço. Crisaor casou-se com outra Oceanide, Calírroe, que lhe deu Gerião de três cabeças. Equidna era metade linda mulher, metade serpente. Desposou Tifon, filho de Gaia e Tártaro. Esse tinha cem cabeças de cobra, barulhentas e lançadoras de chamas, nos ombros. Seus filhos eram: Ortos, cão de guarda de Gerião; Cérbero; hidra; a Quimera e a águia (ou abutre) de Prometeu.

As gréias e as górgonas eram monstros da mitologia grega. As gréias eram um pouco mais pacíficas, trata-se de três irmãs que tinham cabelos grisalhos desde o nascimento. Já as górgonas eram mais assustadoras, possuíam dentes de javali, garras de bronze e cabelos de serpente, a górgona mais famosa de toda mitologia foi Medusa.

GRÉIAS:

Na mitologia grega, as gréias eram três irmãs que tinham apenas um dente e um olho, que compartilhavam. Eram irmãs mais velhas das górgonas. Seus nomes são: Ênio, Péfredo e Dino. Perseu teria roubado o olho e o dente e devolvido a elas em troca de informações que lhe ajudariam a encontrar e matar Medusa.

Chamadas de "As Velhas Mulheres" quando vieram ao mundo já eram velhas. Na origem, era duas: Ênio e Péfredo, às quais, mais tarde juntou-se Deino. Possuíam um só olho e um só dente, comum as três, dos quais se serviam alternadamente. Viviam no extremo Ocidente, no País da noite, onde o Sol nunca resplandecia.

Então, pela velhice císnea associam-se às Graias lembranças da morte ritual da realeza. E, mais especialmente, a velhice monstruosa das Graias é composta pelo singular modo que bem as define: elas são as Velhas enquanto grisalhas de nascença. Nelas a velhice, que o encanecimento manifesta, provêm de, ou vêm com o nascimento. E, na fórmula similar de Ésquilo, elas são as Velhas enquanto vetustas virgens, de modo que a potência juvenil de virgindade procriadora é dada pelo definhamento vetusto infértil. Assim, o ser e a natureza monstruosa das Graias bem se define por essa singular velhice, justamente composta pela união de vida e morte, porque se (con)fundem, indissociados, o que é nascimento e, pois, princípio, com o que é morte e, pois, fim do existir humano. Da (con)fusão de Princípio (Passado) e Fim (Futuro), então referida à concepção da temporalidade que a História compõe enquanto memória do existir humano, diz similarmente a recriação do mito das Graias por Barth.

GORGONAS:

A Górgona (em grego: Γοργών ou Γοργώ, transl. Gorgón ou Gorgó) é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino, e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem utilizadas como uma forma de amuleto. A górgona também vestia um cinto de serpentes entrelaçadas. Na mitologia grega tardia, diziam-se que existiam três górgonas: as três filhas de Fórcis e Ceto. Seus nomes eram Medusa, "a impetuosa", Esteno, "a que oprime" e Euríale, "a que está ao largo". Como a mãe, as górgonas eram extremamente belas e seus cabelos eram invejáveis; todavia, eram desregradas e sem escrúpulos. Isso causou a irritação dos demais deuses, principalmente de Atena, a deusa da sabedoria, que admirou-se de ver que a beleza das górgonas as fazia exatamente idênticas a ela. Atena então, para não permitir que deusas iguais a ela mostrassem um comportamento maligno, tão diferente do seu, deformou-lhes a aparência, determinada a diferenciar-se. Atena transformou os belos cachos das irmãs em ninhos de serpentes letais e violentas, que picavam suas faces. Transformou seus belos dentes em presas de javalis, e fez com que seus pés e mãos macias se tornassem em bronze frio e pesado. Cobrindo suas peles com escamas douradas e para terminar, Atena condenou-as a transformar em pedra tudo aquilo que pudesse contemplar seus olhos. Assim, o belo olhar das górgonas se transformou em algo perigoso. Em outras versões, somente Medusa tinha os cabelos de serpentes, suas irmãs eram cegas e para enxergar, partilhavam o mesmo olho. Envergonhadas e desesperadas por seu infortúnio, as górgonas fugiram para o Ocidente, e se esconderem na Ciméria, conhecido como "o país da noite eterna". Mesmo monstruosa, Medusa foi assediada por Poseidon, que amava Atena. Para vingar-se, Medusa cedeu e Posseidon desposou-a. Após isso, Posseidon fez com que Atena soubesse que ele tivera aquela que era sua semelhante. Atena sentiu-se tão ultrajada que tomou de Medusa sua imortalidade, fazendo-a a única mortal entre as górgonas. Em outras versões, Atena amaldiçoou as górgonas justamente porque quando Medusa ainda era bela, ela e Posseidon se uniram em um templo de Atena, a deusa ficou ultrajada e as amaldiçoou. Mais tarde, Perseu, filho de Zeus e da princesa Dânae, contou com a ajuda de Atena para encontrar Medusa e cortar a sua cabeça, com a qual realizou prodígios. Pois mesmo depois de morta, a cabeça continuava viva e aquele que a olhasse nos olhos se tornava pedra.

Simbolismo Medusa seria a personificação da corrupção do próprio ego que ao encontrar diante de si mesmo não resiste e sucumbe a própria monstruosidade antes oculta. Esteno personifica a opressão e a dúvida que assolam o espírito ignorante, isto é, sem a Sabedoria (Atena). Euríale personifica aquilo que é desconhecido e sempre é colocado à margem da vida, porque o próprio espírito não aceita.

MEDUSA:

Medusa é uma das três Górgonas, divindades da mitologia grega, filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto e irmãs das velhas Gréias. Ao contrário de suas irmãs Górgonas, Esteno e Euríale, Medusa era mortal Medusa era portadora de extrema beleza juntamente com suas duas irmãs. Quando estava sentada num campo cercada de flores de Primavera, o deus do Oceano, Poseidon, une-se a ela e gera os seus dois únicos filhos, mas estes só nascem no momento da morte de Medusa. A vida das três irmãs, vidas debochadas e dissolutas, aborrecia os demais deuses, principalmente à deusa Afrodite. Para castigá-las, Afrodite as transformou em monstros com serpentes em vez dos seus belos cabelos, presas pontiagudas, mãos de bronze, asas de ouro, e seu olhar petrificava quem olhasse diretamente em seus olhos. Temidas pelos homens e pelos deuses, as três habitavam o extremo Ocidente, junto ao país das Hespérides e vizinhas de Nix (a deusa da Noite).

Morte Perseu foi encarregado pelo rei de Sérifo, Polidectes, de decepar e lhe dar de presente a cabeça da Medusa para, em sua vez, Polidectes oferecer como prenda a Énomao, rei de Pisa, com fim de desposar a sua filha Hipodâmia. Para isso, o herói Perseu encontrou-se com umas certas ninfas africanas que gentilmente lhe ofereceram objetos mágicos para o ajudarem no combate a Medusa, tais como: um alforge, um par de sandálias aladas, que lhe permitiam elevar-se como uma pena e escapar velozmente dos monstros, um escudo de bronze bem polido cujo reflexo neutralizava o olhar petrificante das irmãs de Medusa e um capacete que, uma vez colocado, o convertia numa figura invisível, possibilitando-o de se aproximar de Medusa sem este ser descoberto. Quando Perseu a decapitou usando uma foice com uma rigidez de diamante e bem afiada, uma oferta do deus Hermes, as grandes figuras mitológicas Pégaso (o cavalo alado) e Crisaor, com a sua espada dourada, nasceram do pescoço de Medusa. Perseu recolheu a cabeça decapitada de Medusa e colocou-a no alforge que as ninfas lhe tinham entregue para manter a cabeça bem tapada de todos os olhares, pois Medusa, mesmo depois de morta, seria ainda capaz de petrificar quem a fitasse nos olhos tal era a dimensão do seu poder.

Simbolismo Aegis é o nome do escudo da deusa Atena, o qual tem a Górgona [2], e que viria originar o nome em português de Égide, que significa precisamente “escudo”. As gravuras da Górgona Medusa que decoravam os telhados dos templos gregos tinham como objetivo assustar os maus espíritos. As mais famosas dessas gravuras encontravam-se nos frontões do Templo de Ártemis (a quarta maravilha do Mundo Antigo) na ilha de Éfeso [3]. Algumas das taças de vinho atenienses nos meados do século VI a.C. apresentavam o seguinte aspecto: cerca da berma, no interior da taça, desenhavam-se cachos de uvas, não deixando dúvidas que naquela taça se servia apenas vinho; já perto do fundo, estão desenhadas em todo o contorno umas figuras negras de rapazes nus a servirem vinho aos convidados, enquanto que na base da taça, estava estampado o símbolo da Górgona, ou seja, quem bebesse por essas taças, no momento em que o vinho chegasse a um nível onde que era permitido poder-se ver as figuras negras, os servidores desnudados, significava que a taça necessitava de ser enchida; a cabeça da Górgona depositada no fundo, seria uma mensagem humorística que indicava ao convidado manter a taça do vinho sempre cheia durante a festa, caso contrário, viria a figura da Górgona desvendada e seria transformado em pedra [1].

Referências 1. 1,0 1,1 Mitologia Grega, de David Birllingham. 2. Escudo de Atenas: Athena 3. Górgona: Temple of Artemis

OS CICLOPES

OS CICLOPES:

Os ciclopes (do grego Κύκλωψ), que quer dizer "olho redondo",[1] eram gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus.[2] Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração).[3] Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia,[4] os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os construtores, que provêm do território da Lícia.[3]

Os urânios Arges, Brontes e Estéropes são considerados os ciclopes mais antigos, descendendo de Urano e Gaia.[5] Diz a lenda que, ao nascerem e por causa de seus enormes poderes, seu pai Urano, senhor dos céus, trancou-os no interior da Terra com seus irmãos, os hecatônquiros[2] [6], gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Gaia, encolerizada por ter os filhos presos no Tártaro, incita-os a apoiar a guerra travada por cinco dos seis titãs, também seus filhos com Urano, a fim de tomar o trono do pai que, à época, governava o céu. Os titãs vencem, porém os ciclopes são enviados novamente para o abismo do Tártaro.[7] Por vezes, Zeus, assim como seus irmãos Poseidon e Hades, libertava os ciclopes com a intenção de tê-los como aliados na guerra contra Cronos e os titãs. Os ciclopes, como bons ferreiros, forjaram armas mágicas e poderosas para os irmãos: Zeus recebera raios e relâmpagos, Poseidon, um tridente capaz de provocar terríveis tempestades, e Hades, um capacete da invisibilidade.[2][8] Tempos depois, quando os ciclopes já eram considerados ministros de Zeus e seus ferreiros permanentes, o grande deus percebeu uma ameaça no médico Asclépio, filho do deus Apolo. Asclépio, por meio de muito estudo, conseguiu fazer ressuscitar os mortos. Então, para que isso não causasse qualquer impacto com a ordem do mundo, Zeus decidiu exterminá-lo.[3] Transtornado e ofendido com a ira de Zeus sobre seu filho, Apolo decidiu matar os ciclopes que fabricavam os seus raios.[7][9] Há indícios de que não foram os ciclopes que morreram pelas mãos de Apolo, mas sim seus filhos.[10]

Os sicilianos Essa raça é retratada nos poemas homéricos como gigantescos e insolentes pastores fora da lei, os quais habitavam a parte sudoeste da Sicília. Não se importavam muito com a agricultura e todos os pomares cultivados naquelas terras eram invadidos por eles, quando procuravam por comida. Registra-se que, por vezes, comiam até mesmo carne humana.[7] Por este motivo, eram considerados como seres que não possuíam leis ou moral, morando em cavernas, cada um deles, com sua esposa e filhos, os quais eram disciplinados de forma bastante arbitrária pelos mesmos.[11] Ainda segundo Homero, nem todos os ciclopes possuíam apenas um olho no centro da testa, entretanto Polifemo, que era considerado o principal dentre todos os outros, tinha apenas um olho em sua testa. [12] Homero ressalta, ainda, que os ciclopes descritos em seus poemas não serviam mais a Zeus e desrespeitavam o grande deus.[13][14]

Outro mito sobre os sicilianos Segundo Virgílio e Eurípedes, os ciclopes eram assistentes de Hefesto e trabalhavam dentro dos vulcões junto com o deus, tanto no Monte Etna, na Sicília, como em outras ilhas mais próximas. Os dois filósofos não os descreviam mais como pastores, mas como ferreiros que trabalhavam para os deuses e heróis, forjando suas armas.[7] O poder dos ciclopes era tão grande que a Sicília, e outros locais mais próximos, conseguiam ouvir o som de suas marteladas quando trabalhavam na forja. Acredita-se que o número de ciclopes tenha aumentado, segundo os poetas, e que sua moradia tenha sido remanejada para a parte sudeste da Sicília.[15][16] Há, ainda, um mito sobre os ciclopes mais jovens, ou nova geração. Tais ciclopes eram, também gigantes e tinham um olho em suas testas, porém, diferentemente das raças anteriores, eram pastores e viviam em uma ilha chamada Hypereia, conhecida entre os romanos como a Sicília. Foi exatamente um desses ciclopes, Polifemo, que Ulisses encontrou quando de sua viagem de regresso à Ítaca, seu lar.[17] Diz-se que essa nova raça de ciclopes nasceu do sangue do deus Urano que espirrou sobre a Terra, Gaia. Entretanto, Polifemo não era filho de Urano e Gaia, mas de Poseidon com a ninfa Teosa.[18]

Terceira espécie Diz-se que há, ainda, uma terceira raça de ciclopes, denominados construtores, provenientes do território da Lícia. Esses possuíam grande poder físico e não eram violentos. Seus trabalhos eram muito pesados e nenhum humano conseguiria realizá-lo tão facilmente. Suspeita-se de que esses ciclopes sejam os responsáveis pela construção das muralhas das cidades de Tirinto e Micenas.[3]

Referências 1. Etimologia de "Ciclope" (em inglês) 2. 2,0 2,1 2,2 Atsma, Aaron. Cyclopes. Theoi Greek Mythology. Página visitada em 25/2/2009 (em inglês). 3. 3,0 3,1 3,2 3,3 Sousa, Rainer. Ciclopes. Brasil Escola: Mitologia Grega. Página visitada em 25/2/2009. 4. Hesíodo. Teogonia, 139. 5. Apolodoro de Atenas. 1.1 Callimachus Hymn to Artemis. 6. Atsma, Aaron. Hecatônquiros. Theoi Greek Mythology. Página visitada em 25/2/2009 (em inglês). 7. 7,0 7,1 7,2 7,3 Smith, William. Urânios. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology. Página visitada em 25/2/2009 (em inglês). 8. Hesíodo. Op. cit., 503. 9. Apolodoro de Atenas. Bibliotheca iii., 118-122. 10. Eurípedes. Alcestis 1. 11. Homero. Odisseia, vi. 5, ix. 106, &c., 190, 240, x. 200. 12. Ibidem, i. 69, ix. 383. 13. Ibidem, ix. 275. 14. Virgílio. Eneida, vi. 636. 15. Ibidem, viii. 433 16. Eurípedes. Cyclopes, 599. 17. Atsma, Aaron. Ciclopes: nova geração. Theoi Greek Mythology. Página visitada em 2/3/2009 (em inglês). 18. Homero. Op. cit., 70.

AS NÁIADES

As náiades ou efidríades são as ninfas das águas doces. Seu primeiro nome provém do verbo grego nân, "escorrer", "correr". Normalmente, as nascentes e cursos d'água possuem uma só, mas por vezes, são muitas e, neste caso, todas se consideram irmãs e com os mesmos direitos. Homero, na Ilíada, dá-lhes como pai a Zeus, mas outros consideram-nas filhas de Oceano ou do Deus-rio onde residem. As filhas do deus-rio Asopo, por exemplo, são náiades. Toda fonte ou curso d'água possui uma delas como protetora, com um mito próprio. É o caso, entre outros, de Aretusa, que fazia parte do cortejo de Ártemis. Após uma caçada, a ninfa banhava-se nas águas de uma fonte, quando o deus-rio Alfeu, repelido por Ártemis, tentou conquistá-la. Aretusa fugiu, mas o deus-rio continuou a persegui-la e ela apelou para a deusa, que a envolveu numa nuvem e a transformou em fonte.

Para evitar que as águas de Alfeu se misturassem às de Aretusa, a mãe Terra se entreabriu para que as águas da fonte, ali penetrando, pudessem evitar o encontro indesejável. Orientada por Ártemis em seu percurso subterrâneo, Aretusa chegou a Siracusa e instalou-se na ilha de Ortígia, consagrada a Ártemis. Daí haverem duas fontes com esse mesmo nome, uma na Élida, outra na Sicília. Certas águas tinham a reputação de milagrosas, graças às suas ninfas. Banhar-se nelas, porém, se não fosse por ordem expressa de um deus, era um sacrilégio que podia causar doenças incuráveis ou a morte. Outro risco em violar a sacralidade das águas habitadas pelas náiades era "ser tomado pelas ninfas" e enlouquecer. Quem as visse, tornava-se nympholeptos, isto é, possuído pelas ninfas, entrando em delírio[1]. Os latinos chamavam esse estado de lymphaticus, referindo-se às suas próprias divindades nativas da água, as linfas (lymphae, lumpae ou limpae).

Eram extremamente belas; tinham pele clara ou até azulada e olhos extremamente azuis e profundos. As Náiades se dividem em cinco tipos diferentes: Crinéias: Náiades que habitam fontes; Limneidas (ou Limnátides): Náiades que habitam os lagos; Pegéias: Náiades que habitam nascentes; Potâmides: Náiades que habitam os rios; Eleionomae: Náiades que habitam os pântanos.

Referencia:

1. Junito de Souza Brandão, Dicionário Mítico-Etimológico da Mitologia Grega, Vozes, Petrópolis 2000.

Wikipédia; Fantasia.Wikia

ALFEU E ARETUSA

Alfeu (Alpheios, em grego: Αλφειός) é um nome da mitologia grega.

Um intrépido caçador, exímio na arte de buscar com seus olhos de lince, preparado, avistou ARETUSA, filha de Nereu e Dóris, ninfa predileta de Diana, ele apaixonou-se perdidamente pela bela jovem. Mas assustou-se ao ver Alfeu espionando-a, correu e Alfeu correu atrás, gritando que apenas queria falar-lhe, mas ela correu, e Alfeu a perseguiu implacavelmente até Sicilia, exausta acossada e sem saída, clamou por Diana

Alfeu apaixonou-se pela ninfa Aretusa e a perseguiu até à Sicília, por dentro da terra, acabando pro unir-se a ela, metamorfoseada em uma fonte. Diana metamorfoseou em um rio e ela numa fonte, mesmo transformado ele continuou a persegui-la ora por cima da terra, ora por baixo desparece numa ponta aparece em outra buscando unir-se a ela

Na íntegra, esta história só é contada por Ovídio, que não deu ao tema tratamento notável. O versos da parte final são extraídos do poeta alexandrino Mosco: "Na Ortígia, uma das ilhas de Siracusa, a maior cidade da Silícia, existe uma fonte sagrada chamada Aretusa. Num passado remoto, porém, Aretusa não era água e nem mesmo ninfa das águas, mas apenas uma bela e jovem caçadora e seguidora de Ártemis. A exemplo desta, não queria saber dos homens e só gostava da caça e da liberdade das florestas. Um dia, cansada e acalorada pelo esforço da caça, Aretusa chegou a um rio de águas cristalinas sobre cujas águas os chorões prateados lançavam uma sombra de grande frescor. Não havia lugar mais delicioso para um banho. Aretusa despiu-se e mergulhou nas águas frescas e serenas. Durante algum tempo, nadou tranquilamente de um lado para o outro, na mais perfeita paz; depois, teve a impressão de que alguma coisa se agitava logo abaixo dela, e, assustada, saltou para a margem. Ouviu então uma voz que lhe dizia: "Por que tanta pressa, ó bela jovem?" Sem olhar para trás, afastou-se do rio e embrenhou na floresta, correndo a uma velocidade que o medo multiplicava muitas vezes. Em seu encalço ia uma criatura muito mais forte do que ela, quando não muito mais rápido também. O desconhecido pediu-lhe que parasse, pois era Alfeu, o deus do rio, e só a estava perseguindo porque a amava. Aretusa, porém, não queria saber dele, e só pensava em fugir. Foi uma longa corrida, mas nunca se colocou em dúvida quem seria o vencedor, já que ele era capaz de correr por muito mais tempo do que ela. Quando já estava sem forças de tanto correr, Aretusa invocou a sua deusa, e não o fez em vão: Ártemis transformou-a em uma fonte, e, fendendo a terra, fez com que se formasse um túnel que, sob o mar, unia a Grécia e a Silícia. Aretusa mergulhou e foi emergir na Ortígia, onde o local em que sua fonte gorgoleja é chão sagrado e consagrado por Ártemis. Conta-se, porém, que nem assim Aretusa conseguiu ver-se livre de Alfeu. De acordo com os relatos, o deus assumiu novamente a forma de um rio e seguiu-a pelo túnel, fazendo com que suas águas se fundissem com as dela na fonte. Conta-se também que, muitas vezes, flores gregas brotam de seu fundo, e que basta jogar uma taça de madeira no rio Alfeu, na Grécia, para que a mesma vá aparecer na fonte de Aretusa na Silícia. Com suas águas, Alfeu abre caminho nas profundezas do abismo, indo em busca de Aretusa com belas folhas e flores, presentes nupciais. Estranhos são os caminhos do Amor, esse menino travesso e perturbador que, com seus encantamentos, ensinou um rio a mergulhar num amor imortal. É por isso que as águas doces de Alfeu passam por cima do mar, sem misturar-se e chegar até a fonte de Aretusa."

AS FONTES, ÁGUAS ESTAGNADAS

AS FONTES:

As fontes comos as ribeiras eram filhas de Tetis e do Oceano, protegidas das Ninfas e dos gênios, com os quais eram identificadas. As águas sempre exerceram um fascínio, pela sua grande importância, principalmente por representarem a própria vida. Águas curadoras, fonte da juventude, poço dos desejos, eram veneradas em todas partes do mundo.

Segundo Raïssa Cavalcanti em seu livro Mitos da Água: “Aganipo nasce aos pés do monte Hélíoon, na Beôcia. Dizia-se que as suas águas tinham a virtude de inspirar os poetas e ela era consagrada às Musas. Perto desta fonte ficava a fonte Hipocrene, "a fonte do cavalo", assim chamada porque nasceu de uma patada que o cavalo Pégaso deu no monte Hélicon. As suas águas também favoreciam a inspiração poética. As Musas se reuniam em torno desta fonte para cantar e dançar. Muitas vezes, as duas fontes, por sua proximidade, são confundidas como se fossem uma só.

A fonte Castália, cujo nome quer dizer "aquela que brilha", ficava ao pé do monte Pamasso. Contava-se que Cestalia, anteriormente uma jovem de Delfos que, perseguida por Apolo, lançou-se numa fonte que recebeu seu nome e foi consagrada ao deus. Quem quer que bebesse de suas águas sentia-se poeticamente inspirado. A Pítia de Delfos, antes de proferir os oráculos e sentar na trípode, ia frequentemente beber de suas águas, que dizia facilitar a sua inspiração.

A fonte de Pirene, que quer dizer "a borbulhante", era uma célebre fonte de Corínto. Foi perto das águas desta fonte que Belerofonte encontrou e se apoderou de Pégaso para se elevar nos ares e voar. Consoante Junito de Souza Brandão, existem duas versões para a sua origem: "Numa primeira versão, a heroína era uma das filhas do deus-rio Asopo. Unindo-se a Poseidon, foi mãe de Leques e Quêncrias, heróis epônimos dos dois portos da grande cidade marítima do Istmo. Mas como Ártemis, acidentalmente, matara a Quêncrias, Pirene chorou tanto que suas lágrimas formaram a fonte de seu nome. Existe uma outra variante: a fonte de Pirene teria sido um presente de Asopo a Sísifo, como recompensa de um grande beneficio que este lhe prestara."

Nas civilizações mais antigas, os cultos religiosos se concentravam em tomo das fontes e os lugares de peregrinação possuíam sempre uma nascente ou fonte, que eram vistas como lugares essencialmente sagrados, pois era aí onde ocorriam as hierofanias, a manifestação do poder divino. Por isso, as fontes recebiam o nome de um santo ou de uma ninfa. Por ser um lugar santo, isto é, puro, a fonte jorra uma água pura que atrai as ninfas; assim, toda fonte possuía a sua ninfa. "O diabo raramente está em relação com as fontes e muito poucas trazem o seu nome, ao passo que um grande número delas recebe a denominação de um santo e muitas a de uma fada (mitologia nórdica)."

O caráter sagrado das fontes determinava então a proibição de algumas atividades em suas proximidades. Em algumas culturas como a maia, por exemplo, é proibido pescar nas águas das fontes ou cortar árvores a sua volta. Banhar-se em algumas fontes também era considerado proibido, a não ser com a permissão de um deus. Aquele que cometesse tal infração podia contrair doenças incuráveis ou mesmo ser punido com a morte. "Outro risco que se poderia incorrer com a violação da sacralidade das águas habitadas pelas ninfas das Quem as visse tomava-se nympholeptos, isto é, 'possuído pelas ninfas, entrando em delírio. Os latinos usavam para caracterizar este estado o adjetivo lymphalicus.''

São inúmeras as descrições, nas lendas e no folclore, dos castigos infligidos àqueles que ousaram macular a sacralidade das fontes.

A fonte é considerada sagrada porque simboliza o lugar de onde flui a energia universal divina que dá origem à vida e o lugar de onde emana e flui toda a fecundidade. A fonte representa a generosidade e o amor de Deus com os homens. Para as mais diversas concepções religiosas, Deus é considerado a única, a última e verdadeira fonte real de onde surgem todas as coisas. No Egito antigo, o deus Hapi, considerado o deus do Nilo, era a Fonte da vida, tanto agrícola quanto espiritual. “

Fonte: Cavalcanti, Raïssa – MITOS DA ÁGUA

LAGOS, TANQUES E PÂNTANOS:

Eram objetos misteriosos, para cultuar toda a mistificação, a poesia, as lendas, colocando entre os juncos, águas profundas, escuras toda a imaginação mítica, como ninfas, serpentes, objetos mágicos, mistério, cavernas e grutas, passagens abissais sub-aquáticas.

Diana era venerada as margens do Lago Estínfale, na Arcádia. O lago Averno era consagrado a Plutão, acreditava-se que esse lago tinha ligações estreitas com o inferno, conhecido como o lago das sombras.

Outro lugar que diziam ser uma entrada do inferno devido sua grande profundidade, era o Pântano de Lerna, cuja morada de um monstro tornou o lugar famoso.

OS RIOS

OS RIOS:

Os rios são filhos do Oceano e de Tétis. Pela importância os rios tinham grandes cultos entre os povos antigos, participavam de honras e possuíam templos, entre as vítimas imoladas, o cavalo, o touro. A nascente era o local mais sagrado de um rio.

Os rios são representados como velhos, com barba e cabeleira longa, também representados como serpentes.

Rio Aqueló:

Rio celebrado, O Aqueló, rio do Épiro, que corria entre a Etólia e a Acamânia é considerado o rio mais antigo da Grécia. Entre as façanhas de Hércules, conta-se ainda haver ele separado os montes Calpe (da Espanha) e Ábilia (da África), abrindo assim o estreito de Gibraltar. Depois disso, ele disputou com o terrível Aquelos a posse de Dejanira, filha de Eneu, rei da Etólia.

Como a princesa a Hércules preferia, Aquelós, furioso, tranformou-se em serpente, e investiu contra ele; repelido, transformou-se em touro, e de novo arremeteu; mas o herói enfrentou-o, pela segunda vez, quebrando-lhe os chifres, e desposou Dejanira.

Rio Asopo:

Na mitologia grega Asopo é um deus-rio da Grécia. É pai de Egina, jovem raptada por Zeus (Júpiter, na mitologia romana). Asopo tentou reaver a filha, mas foi fulminado por um dos temíveis raios do raptor. Sísifo, que também o ajudara na busca, foi parar nos infernos. Egina, por sua vez, deu nome a uma famosa ilha.

Rio Césifo:

Passa ao norte de Atenas, vai desaguar no porto de Palermo, Narciso era filho desse deus-rio Cesifo e da ninfa Liríope. Plutão usou o rio para raptar Proserpina, também Teseu venceu e matou o célebre bandido salteador de Ática chamado Procusto nas margens desse rio.

Rio Peneu:

Celebrado por suas sombras, sua árvores, suas águas, é um rio tranquilo, procurado por Deuses, apreciado pelos mortais, Apolo e Dafne tem sua história nas margens desse rio, no qual foi transformada em um loureiro.

Conta que Dafne fugia, cada vez mais apavorada. Se fosse realmente Apolo que estava a perseguí-la, sabia que estava perdida, mas estava decidida a lutar até o último momento. Quando o fim já lhe parecia próximo, pois sentia a respiração de Apolo em sua nuca, avistou por entre as árvores o rio Peneu seu pai. Em desespero, gritou-lhe que viesse em seu auxílio, e no mesmo instante sentiu uma espécie de entorpecimento, como se os pés estivessem enraizados na terra sobre a qual corria tão velozmente há pouco. Sua pele começou a transformar-se em casca de árvore, e de todo o seu corpo brotavam folhas: tinha sido transformada em árvore, um loureiro.

Apolo presenciou a transformação com grande tristeza e pesar. "Ó mais bela de todas as virgens, estás perdida para mim!", lamentava-se ele. "Mas, pelo menos, serás a minha árvore a partir de agora, e tuas folhas irão adornar as cabeças de todos os vencedores dos torneios realizados durante as festividades a mim dedicadas. Participarás, portanto, de todos os meus triunfos. Apolo e o seu loureiro estarão juntos para todo o sempre, onde quer que se cantem canções e se contem histórias."

Apolo proferiu: -Já que não podes ser minha esposa - exclamou o deus - serás a minha planta preferida. Usarei tuas folhas como coroa; com elas enfeitarei minha lira e minha aljava; e quando os grandes conquistadores romanos caminharem para o Capitólio, à frente dos cortejos triunfais, serás usada como coroa para suas frontes. E, tão eternamente jovem quanto eu próprio, também hás de ser sempre verde e tuas folhas não envelhecerão.

Outro Rios:

ILISSO: - Um riacho sagrado para os gregos antigos do sudeste de Atenas. Dizia que foi em suas margens que a bela Orítia foi raptada pelo impetuoso Bóreas.

ESPÉRQUIO: - Rio considerado sagrado, esteve envolvido na Odisseia de Ulisses, no qual foi-lhe prometido a cabeleira de Ulisses pelo seu pai, se o trouxesse são e salvo da guerra de Tróia.

EUROTAS: - Filho de Lelex, para não entregar-se aos inimigos, jogou-se no rio que recebeu seu nome.

INACHO: - Na Argólia, era o pai da Ninfa Io. Foi escolhido Juiz entre uma disputa pelo posse do país e se pronunciou em favor de Hera, Netuno o metamorfoseou em rio seco, que só teria água em época de chuva.

PAMISA: - Rio de Messênia.

Ladon, afluente de Alfeu, Neda pequeno ribeiro, Estrimon, na Macedônea; Hebro da Trácia; o Fase da Colchida; o Caístro da Misia; Sanfraris na Frígia; Escamandro, Xanto e oSimonis; o ou Eridano e o Tibre na Itália, são rios importantes, mas pobres em lendas por isso não se destacam com grande importância na mitologia. Os Rios do Inferno:

O Hades possuía 6 rios: Aqueronte (rio das dores), Cócito (rio das lamentações), Erídano, Estige (rio da imortalidade), Flegetonte (rio do fogo) e Lete (rio do esquecimento).

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