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12 de mar de 2011

Guerreiro Cú Chulainn

O Guerreiro de Ulster

clip_image001Cú Chulainn significa o "cachorro da casa de Cullan". Quando era menino seu nome era "Setanta" que significa ‘o pequeno’. Converteu-se em Cú Chulainn quando matou o cachorro guardião do ferreiro Cullan, e assim prometeu guardar a casa do ferreiro no lugar do cachorro. Cú Chulainn é um dos grandes heróis irlandeses. Os feitos mais famosos deste herói encontram-se na saga Táin Bó Cualgne (O roubo do gado de Cooley).

Cú Chulainn, o Aquiles irlandês, realizou grandes proezas em sua curta vida.
Os sonhadores olhos do herói refletem seu idealismo, expressado na inscrição que há abaixo do seu retrato retrato: "Não me importa viver um só dia se minha fama e poder são imperecíveis".
Cú Chulainn, herói irlandês de características sobrenaturais, era o guerreiro campeão de Ulster, o personagem mais famoso dos relatos que compõem o Ciclo do Uladh. Seu nome significa "o sabujo de Cullan", porém normalmente o apelidavam Sabujo de Ulster.
Seu nascimento já tem características mágicas, pois tem um pai divino e outro mortal. A mãe de Cu Chulainn era Dechtire, filha do druida Cathbad que era, por sua vez, conselheiro do rei Conchobar. Foi Cathbad quem predisse que Cu Chulainn seria um grande guerreiro, porém que morreria jovem. Pouco antes de Dechtire casar-se com Sualtam, irmão do deposto líder de Ulster Fergus, fugiu para o Mais Além com suas cinquenta damas todas transformadas em um bando de pássaros. Durante o banquete das bodas ela engoliu uma mosca que a fez sonhar com o deus solar Lugh, que foi quem lhe disse que empreenderia essa viagem. Cathbad tranquilizou seu genro dizendo que Dechtire só fora visitar seus parentes, já que seu avô materno era Aenghus. O certo é que Lugh manteve Dechtire distante durante três anos.

Quando Dechtire e suas damas regressaram para Emain Macha – a fortaleza dos reis de Ulster – na forma de pássaros de brilhantes cores, ela esperava um filho de Lugh, Setanta. Porém Sualtam estava tão feliz em ter sua esposa de volta que aceitou o menino como se fosse seu próprio filho.

Desde jovem Setanta aprendeu as artes da guerra, porém ninguém tinha consciência de sua força e bravura até que ele matou um enorme cão com as sua mãos nuas. O bom ferreiro Cullan vivia só, totalmente entregue ao seu trabalho. Para cuidar de suas coisas e rebanhos tinha como guardião um enorme cão. Em certa ocasião, o Rei Conchobar recebeu convite de seu artesão para que compartilhasse da mesa de um simples forjador. O soberano, que conhecia o estilo de vida do ferreiro, procurou apresentar-se com uma pequena comitiva. Quando se dirigia para a casa de Cullan, viu que seu sobrinho Setanta estava vencendo a uns cinquenta moços no jogo de competição. Ficou tão maravilhado com a força e destreza do menino, que o convidou para que o acompanhasse, como se ele já fosse um dos seus guerreiros. Porém Setanta quis terminar as provas.

Quando Conchobar chegou a casa do ferreiro já não lembrava que seu sobrinho também chegaria. O ferreiro fechou as portas do muro que rodeava a sua casa e deixou o cão solto como guardião diante da porta. Quando o menino chega, entra no cercado e o cão atira-se contra ele. Porém no momento em que o cão abre a boca, Setanta coloca em sua garganta uma bola das que se utilizava nas competições. Não termina aqui a coisa: estrangula-o e joga-o contra a parede, estilhaçando sua cabeça contra um dos pilares da entrada.

Os convidados saem da casa para ver o que está acontecendo e veem um menino de seis anos junto ao cachorro destroçado. Ao ver aquilo, Cullan se entristece demais. Aquele cachorro era seu companheiro inestimável, seu colaborador mais fiel. Setanta insiste em consolá-lo: Não te aflijas. Presentearei-te com um cachorro que, quando crescer, te prestará o mesmo serviço que até hoje te prestou teu cachorro guardião. Enquanto o cachorro cresce eu farei às vezes de guardião como se fosse o teu cachorro.

Cullan agradeceu o gesto, porém recusou a oferta. E por aquela bela ação, o druida Cathbad deu a Setanta um novo nome: “O cachorro de Cullan”, com o qual, desde então, ficou conhecido por todas as pessoas de Ulster e também pelas pessoas vizinhas àquelas terras.

Sendo ainda um rapaz, Setanta inicia um complexo processo ritual que o conduzirá à aquisição final da condição de guerreiro, momento que acontece quando escuta os bons augúrios do druida para quem nesse determinado dia tomara as armas, coisa que ele exige e consegue das mãos do rei, não sem antes haver vencido vários jogos até encontrar os mais apropriados à sua força.

Cú Chulain era muito admirado por todas as mulheres. Enamorou-se de Emer, filha de Fogall, um astuto chefe de clã cujo castelo estava próximo de Dublin. Cú Chulain pediu a mão da moça, mas seu pai, que era contra a união, exigiu que Cú Chulain consolidasse sua reputação de guerreiro sugerindo que ele aprendera as suas técnicas de luta com o campeão escocês Domhall.
Cú Chulain concluiu por Domhall que o melhor mestre de armas era Scathach, uma princesa guerreira da Terra das Sombras. Partiu para o misterioso lugar e pôs-se a sua disposição. Scathach ensinou-lhe a sua famosa estratégia de combate. O jovem herói foi treinado por ela durante um ano e um dia e fez-se amante de sua filha Uathach.
Aparentemente Scathach temia pela segurança de Cú Chulain, e tentou impedir sem êxito o seu confronto com a amazona Aoifa, inimiga declarada de Scathach. No entanto ele o fez e consegui vencê-la valendo-se da sua astúcia, fez-se amante e teve um filho com ela, o infortunado Conlai. Mais tarde Conlai foi morto pelo pai, pois saindo da Terra das Sombras para visitar Ulster, lá eles não se reconheceram e o enfrentamento foi inevitável.
Desgraçadamente o anel de ouro que Conlai portava denunciou sua identidade quando já era tarde demais.

fonte: Árvore Sagrada

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