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16 de mar de 2011

Mitologia Hindu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Hindu Swastika: Simboliza harmonia. Lord Ganesh possuía em sua mão direita.

A mitologia hindu é provavelmente uma das mais antigas do mundo. Seus primeiros mitos remontam a, talvez, 8000 anos e nasceram numa região conhecida como Vale do Indo (no atual Paquistão).

Estatua de Shiva

Desde que os primeiros tempos em que os humanos se sentiam protegidos dentro de uma caverna e sentavam em volta de uma fogueira, à vontade de contar os seus feitos para os demais, fez surgir a mitologia. Contar histórias sempre foi um dos principais passatempos dos seres humanos. Ainda hoje o cinema e os jogos de computador (RPG) são reflexos destas práticas.

Joseph Campbell, o conhecido estudioso da mitologia mundial, nos ensina que "o mito é a abertura secreta através da qual as energias inesgotáveis dos cosmos são lançadas nas manifestações culturais humanas" e "a função primordial da mitologia e do mito sempre foi oferecer símbolos que fazem progredir o espírito humano."

O panteão hindu constitui uma tentativa formidável de criar máscaras pelas quais o ser humano tenta falar dos seus sonhos e medos.

A mitologia hindu inicia com o imanifestado (Adhinatha), que se manifesta na trimurti Brahma,Vishnu e Shiva, unidade na pluralidade.

Na mitologia hindu incluem-se todas as possibilidades: deuses, semi-deuses, seres celestiais, anjos, demônios e vampiros cujas sagas e peripécias serviram desde antiguidade para alimentar o imaginário e os ideais do ser humano.

Apesar desta inegável multiplicidade, o hinduísmo não é tão politeísta quanto aparenta; tirar essa conclusão seria tão leviano como concluir, olhando para o santoral cristão, que o cristianismo é politeísta.

O hinduísmo, tem uma base filosófica dividida em dharshanas (pontos de vista), mas até certo ponto termina a lógica e começa o imaginário de difícil determinação. Vale apenas ressaltar que, para os indianos não é mitologia, é . A fé cristã é também vista como mito para eles.

Cquote1.svg Armas não conseguem cortá-lo, fogo não pode queimá-lo, água não consegue molhá-lo, ventos não podem secá-lo... Ele é eterno e tudo permeia, sutil, imóvel e sempre o mesmo. Cquote2.svgBhagavad Gítá, II:23-24

DEIDADES
Aditya
Aditya são personagens da mitologia hindu.

No Hinduísmo, os Adityas são um grupo de deidades solares, filhos de Aditi e Kasyapa. No Rigveda, eles são as sete deidades do céu. O chefe deles é Varuna, seguido por Mitra, Aryaman, Bhaga, Daksha, e Ansa. O sétimo Aditya é provavelmente o Sol, Surya ou Savitar. Como uma classe de deuses, os Adityas Rigvêdicos são diferentes dos Vishvedeva. NoYajurveda (TS), seu número é oito. No Brahmanas, seu número foi aumentado para doze, correspondendo aos doze meses do ano:

  1. Ansa

  2. Aryman

  3. Bhaga

  4. Daksha

  5. Dhatri

  6. Indra

  7. Mitra

  8. Ravi

  9. Savita

  10. Surya

  11. Varuna

  12. Yama

No início dos tempos, os Adityas eram seis, ou mais frequentemente sete, deidades celestiais, cujo chefe é Varuna, consequentemente ele foi o Aditya. Eles são filhos de Aditi, que teve oito filhos, mas ela mantinha relações apenas com sete, mantendo distância do oitavo, Marttanda (o sol). ID após algumas eras, seus números aumentaram para doze, como uma representação dos doze meses do ano. Aditya é também um dos nomes do sol. Dr. Muir cita o Professor Roth: -" Ali (no mais alto dos céus) moram e reinam estes deuses que se denominam Adityas. Nós devemos, entretanto, se nós quisermos descobrir as suas reais características, abandonar as concepções, feitas na era mais antiga, e mesmo os poemas heroicos, vamos observar estas deidades. De acordo com esta concepção, eles são os doze deuses do sol, com evidentes referências aos doze meses do ano. Mas, no período antigo, quais eram o real significado do seu nome. Eles eram os invioláveis, imperecíveis, seres eternos. Aditi, eternidade, ou o eterno, é o elemento, que suporta ou que os suportou. O eterno é o elemento inviolável nos quais os Adityas moram, e que formam a sua essência, a luz celestial. Os Adityas, os deuses desta luz, portanto, não têm qualquer conexão com qualquer forma que a luz se manifesta no universo. Eles não são nem sol, nem lua, nem as estrelas, nem o amanhecer, mas aqueles que sustentam esta forma luminosa, eles são o que existe, além deste fenômenos."

Aditya no (Chāndogya-Upanishad) é também o nome de Vishnu, em seu Vamana (anão) Avatar.

Mitra

Escultura de Mitra e um touro no Museu Britãnico

     Fresco de Mitra, em Malino, Itália

Mitra pertence às mitologias persa, indiana e romana. Na Índia e Pérsia representava a luz (deus solar). Representava também o bem e a libertação da matéria. Chamavam-na de "Sol Vencedor".

Entre os persas, apareceu como filho de Aúra-Masda, deus do bem, segundo as imagens dos templos e os escassos testemunhos escritos, o deus Mitra nasceu perto de uma fonte sagrada, debaixo de uma árvore sagrada, a partir de uma rocha (a petra generatrix; Mitra é por isso denominado de petra natus).

O culto de Mitra chegou à Europa onde se manteve até o século III. Em Roma, foi culto de alguns imperadores, denominado Protetor do Império.

O símbolo de Mitra era o touro, usado nos sacrifícios à divindade. A morte do touro, que representaria a Lua, era característica desse mistério que se espalhou pelo mundo helênico e romano por meio do exército. A partir do século II o culto a Mitra era dos mais importantes no Império romano e numerosos santuários (Mithraea, singular Mithraeum) foram construídos. A maior parte eram câmaras subterrâneas, com bancos em cada lado, raras vezes eram grutas artificiais. Imagens do culto eram pintadas nas paredes, e numa delas aparecia quase sempre Mithras que matava o touro sacrificial.

Algumas peculiaridades do mitraísmo foram agregadas a outras religiões, como o cristianismo. Por exemplo, desde a antiguidade, o nascimento de Mitra era celebrado em 25 de dezembro.

O mitraísmo entrou em decadência a partir da formação da Igreja Católica como instituição, sob Constantino.

A principal razão para a decadência do mitraísmo frente ao cristianismo, foi o mitraísmo não ser tão inclusivo quanto a religião cristã. O culto a Mitra era permitido apenas aos homens, e ainda assim apenas aos homens iniciados em um ritual que acontecia somente em algumas épocas do ano.

O ritual de iniciação na religião mitraica consistia em levar o neófito até o altar de Mitra, amarrado e vendado, onde o sacerdote oferecia a ele a Coroa do Mundo, colocando-a sobre sua cabeça. O neófito deveria recusar a coroa e responder: "Mitra é minha única coroa".

1. Ligações com o cristianismo

O culto a Mitra passou por diversas transformações difundindo-se gradualmente até alcançar um lugar proeminente na Pérsia e representar o principal oponente do cristianismo no mundo romano, nas primeiras etapas de sua expansão.

Sua primeira menção é de aproximadamente 1400 a.C. onde é descrito como o deus do equilíbrio e da ordem do cosmo. Por volta do século V a.C. passou a integrar o panteão do Zoroastrismo Persa, a princípio como senhor dos elementos e depois sob a forma definitiva do deus solar.

Após a vitória de Alexandre, o Grande, sobre os persas, o culto a Mitra se propagou por todo Mundo Helenístico. Nos séculos III e IV da era cristã as religiões romanas, identificando-se com o caráter viril e luminoso do deus, transformaram o culto a mitra no mitraísmo.

A religião mitraica tinha raízes no dualismo zoroástrico (oposição entre bem e mal, espírito e matéria) e nos cultos helenísticos mitra passou a ser um deus do bem criador da luz e em luta constante contra a divindade obscura do mal. Seu culto estava associado a uma existência futura e espiritual, completamente libertada da matéria.

O culto era celebrado em grutas sagradas onde o principal acontecimento era o sacrifício de um touro, cujo sangue brotava a vida, propiciando a imortalidade.

Com a adoção do cristianismo como religião oficial do império romano o mitrianismo entrou em declínio, mas o dualismo do perpétuo conflito entre o bem e o mal, luz e as trevas ainda sobreviveu sob a forma de doutrina maniqueísta.

2. Natal e Mitra

A celebração do Natal Cristão em 25 de dezembro surgiu por paralelo com as solenidades do Deus Mitra, cujo nascimento era comemorado no Solstício (de inverno no hemisfério norte e de verão no hemisfério sul). No calendário romano este solstício acontecia erroneamente no dia 25, em vez de 21 ou 22.

Os romanos comemoravam na madrugada de 24 de dezembro o "Nascimento do Invicto" como alusão do alvorecer de um novo sol, com o nascimento do Menino Mitra.

Já foram encontradas figuras do pequeno Mitra em Treveris e a semelhança com as representações cristãs do Menino Jesus são incontestáveis. Isso demonstra um claro sincretismo, onde o mitraismo foi fonte e o cristianismo o destino.

Esta foi a razão que levou algumas religiões,como por exemplo as Testemunhas de Jeová, a não participarem de festividades natalinas.

3. Cristianismo e Mitraísmo

Com o cristianismo permitido no Império Romano, pelo Edito de Milão, expedido por Constantino, os cristãos rapidamente tomaram os postos dos sacerdotes pagãos na sociedade, inclusive mantendo as festas, rituais, vestimentas e indumentárias pagãs. Em Roma o papa cristão passou a ser o Pontífice, substituindo de maneira pomposa o anterior chefe religioso pagão.

Muitos dos conceitos hoje tidos como eminentementes cristãos foram, na verdade, absorvidos do mitraísmo. O mitraísmo subesistia muito antes do nascimento de Cristo. No entanto, pregava que Mitra nascera de uma virgem, morrera assassinado e havia ressuscitado de corpo e alma. Era costume também nos cultos a Mitra haver a refeição mitráica, composta por pão e vinho, representando o corpo e o sangue de Mitra. Seu nascimento era celebrado na noite do dia 24 de dezembro de cada ano. Todos estes conceitos foram posteriormente absorvidos pela religião cristã que estava nascendo em Roma. Estas conceituações foram realizadas pelos primeiros cristãos, não somente por causa da facilidade com que estas alegorias se aplicam a Deus, mas ainda porque os cristãos já as encontraram prontas nos cultos em seu entorno, e as mantiveram por interesse, como forma de conseguir mais adeptos e convertidos dentro dos cultos a Mitra.

Aryaman

Aryaman é um personagem da mitologia hindu, em sânscrito (अर्यमन्).

Ele é um das deidades védicas mais antigas do panteão Hindu. Seu nome literalmente significa um amigo do peito, mas é frequentemente confundido como "o protetor dos Arianos". Ele é um Aditya, uma deidade solar. Ele é considerado ser o chefe Pitris e a Via Láctea é considerada seu caminho.

Bhaga

No Hinduísmo, Bhaga é um antigo deus da saúde e casamento, e um dos Adityas. Virabhadra, um grande poderoso heroí criado por Shiva, certa vez cegou-o.

Varuna

 

Varuna é um deus indiano da criação. Possivelmente é a mais augusta divindade do panteão védico.

1. Teogonia

Varuna era um deus arquiteto e ferreiro, devido a isso possuía um conhecimento infinito. Organizou os ciclos do Sol, colocou cada rio em seu caminho, ordenou as fases da Lua, estruturou o relevo da Terra e se encarregou de nunca deixar o oceano cheio demais. Por tudo isso ele tornou-se o rei dos deuses e assim pôde dominar também sobre o destino dos homens; sustentando a vida e a protegendo do mal. Porém um grande monstro desafiou os deuses e também à Varuna. E uma profecia revelou que Varuna não poderia vencê-lo. O único capaz de vencer o monstro seria Indra, que ainda nasceria, e após vencer, tomaria o lugar de Varuna. Varuna tentou impedir o nascimento de Indra, mas foi impossível, o jovem deus nasceu e tendo poder sobre os raios e tempestades venceu o monstro e se tornou o novo rei dos deuses. Varuna então se tornou o rei dos oceanos e senhor da Noite, dividindo o céu com Surya, o deus do Dia.

2. Senhor do nós

Varuna é chamado de Passabrit "senhor do nó corrediço", esse epíteto revela uma das mais relevantes características do deus. Os nós simbolizam a capacidade de prender ou libertar, de dar vida ou de tirâ-la. Laços e nós, segundo o pensamento antigo podem dar vida coisas inaminadas por meio de magia. Assim, Varuna é um deus ferreiro e mago. O que em parte o relaciona profundamente com o Hesfeto dos gregos e Vulcano dos romanos, ambos deuses ferreiros e magos. Com os laços e nós Varuna prendia e castigava os homens ímpios. Mas o deus também era célebre por sua delicadeza e polidez, estando pronto a perdoar os arrependidos; inclusive os inimigos declarados.

Embora exista um evidente paralelismo com Urano, deus grego do céu, Varuna não estabelece uma relação especial com a Terra, como faz Urano com Gaia. Os poderes de Varuna sobre o oceano e os rios, assim como sobre todos os répteis (crocodilos e serpentes principalmente), também revela um paralelismo com o titã Oceano, deus aquático da mitologia grega.

É possível que seja um dos filho do deus Shiva, de cujo sopro e suor nasceu, e foi um dos oito vasús (deuses benfeitores criados por um dos dez espíritos celestes que, por sua vez, foram criados por Brahma; coube-lhes a tarefa de defender as oito regiões do mundo contra os Asuras).

Daksha

No Hinduísmo, Daksha, "o hábil", é um deus criador ancião, um dos Prajapatis, Rishis e Adityas, e é filho de Aditi e Brahma.

Com sua esposa, Prasuti, ele é o pai treze filhas: Aditi, Diti, Dānu, Kala, Danāyū, Sinhika, Krodha, Pradha, Viswa, Vinata, Kapila, Muni, e Kadru. Muitas delas foram casadas com Soma. Daksha notou que Soma priorizava os favores de Rohini, uma de suas mulheres, e que, por tanto, negligenciava as necessidades das outras, assim faltando com suas obrigações. Por isso, Daksha o amaldiçoou para que morresse, mas suas filhas intervieram e fizeram com que sua morte se tornasse periódica, simbolizada pelas fases da lua.

Savita

Na mitologia hindu, Savita é o nome de uma divindade que representa o Sol em seu triplo aspecto de deidade benfeitora que assombra, vivifica e alimenta.

Savita é descrita nos Vedas com braços, mãos e cabelos de ouro. Em certas tradições é identificada (e em outras, é totalmente distinta) com a principal deidade do sol chamada Surya. Em seu louvor se invocam hinos védicos, sendo considerado o rei do sol, da aurora e do ocaso.

Ainda tem Ansa e Indra.

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