Pesquisar neste blog

A principal fonte dos textos postados aqui é da Internet, meio de informação pública e muita coisa é publicada sem informações de Copyright, fonte, autor etc. Caso algum texto postado ou imagem não tenha sua devida informação ou indicação, será escrito (autoria desconhecida). Caso souberem, por favor, deixe um comentário indicando o ou no texto, ou caso reconheçam algum conteúdo protegido pelas leis de direitos autorais, por favor, avisar para que se possa retirá-lo do blog ou dar-lhe os devidos créditos. Se forem utilizar qualquer texto postado aqui, por favor, deem os devidos créditos aos seus autores. Obrigada!

Abençoados sejam todos!

16 de mar de 2011

Divindades Indianas

 
Brahma, O criador
Para os Hindus, o universo vive sendo destruído para ser reconstruído novamente por Brahma, eternamente.
Sem ele nada existiria. É o primeiro deus da Trindade Hindu: Brahma, Vishnu e Shiva.
O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a Ascenção de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos.
Brahma, além de Criador, é o principio de harmonia e equilíbrio entre Vishnu (Deus da Preservação) e Shiva (associado à destruição). Cada um representando um aspecto do Universo. Em relação ao nascimento de Brahma, deve-se registrar que a história do “Ovo Cósmico” é apenas uma dentre várias outras que narram a origem e o papel desse deus. Noutra versão, ele teria nascido de uma flor de lótus que brotou do umbigo de Vishnu, para só então dar inicio ao seu trabalho de criação, o que implica em certa subordinação de Brahma em relação a Vishnu. Também se diz que Brahma criou uma filha do próprio corpo (a Eva judaico/cristã?), por quem se apaixonou e se uniu dando origem ao primeiro homem, chamado de MANU (Adão?). O Deus Brahma é descrito como um homem de pele vermelha, dotado de quatro braços e de quatro cabeças, as quais ficam voltadas para os quatro pontos (cardeais) do Universo. Com seus oito olhos, mantém-se atento à sua Criação e montado num “Ganso Sagrado” percorre o Céu para observar o Mundo.
Nas mãos carrega vários objetos:
1°) um rosário que serve para manter a ordem no Universo;
2°) um pote de água que utiliza para criar vidas;
3°) uma flor de lótus e os VEDAS (aliás, geralmente, seu trono é representado por esta flor).
Sentado nela, Brahma irradia a energia da Criação, enquanto cada uma das quatro cabeças recita um dos vedas. Esta forma de representação ocorre, porque durante sucessivas gerações os ensinamentos ali contidos foram transmitidos oralmente e, segundo a tradição, esta forma de transmissão teve, no inicio, o auxilio de Brahma. Segundo alguns teólogos, os vedas originaram-se do sopro de Vishnu e Brahma foi o primeiro a recebê-los com a incumbência de transmiti-los para o mundo dos deuses e para o mundo dos homens. Ainda segundo a tradição, os sacerdotes brâmanes nasceram da boca do deus Brahma e foram os únicos a receber (dele) os ensinamentos contidos nos vedas. Estes sacerdotes eram considerados os intermediários entre os humanos e os deuses (aproximadamente como padres, pastores e rabinos) e, destarte, cabia-lhes difundir estes ensinamentos ao povo. Esta importância culminou na formação do chamado “HINDUISMO BRAMÂNICO”, onde os Brâmanes ocupavam a casta mais elevada e Brahma era tido como o deus principal. Apenas no século XIX DC. é que esta crença passou a ser chamada de hinduísmo atualmente o deus Brahma não é mais objeto de uma adoração tão profunda. Com a ascensão de Shiva e de Vishnu, ele foi relegado a um segundo plano.
Porém, uma lenda protagonizada pelo sábio BRAHMARISHI BHIRGU propõe outra versão para o fato de não serem comuns as homenagens a Brahma: conta-se que, certa vez, os Seres Humanos decidiram organizar um grande ritual que deveria ser presidido pelo mais importante dos deuses e o escolhido foi Brahma. Porém, quando o sábio tentou convidá-lo, o deus estava atento à música cantada por sua esposa Saravasti e não ouviu os chamados. Revoltado, Bhirgu amaldiçoou Brahma a nunca mais ser venerado. Lendas e maldições à parte, o fato de ser um “deus criador” não lhe garantiu o posto mais alto na hierarquia celeste; porque assim como os outros, ele representa apenas um dos aspectos de Brahman (o Ser Supremo). Neste caso, seria a manifestação masculina e criadora de uma Entidade Abstrata, neutra, sem forma. Quando comparado aos outros deuses da Trimurti, Brahma assume uma posição secundária (numa referência à pouca importância da matéria que criou) e a própria grafia de seu título “deus criador” sofre restrições.
Na Índia, as palavras “criador” e “deus” são escritas em letras minúsculas o que significa que aquele que “cria” não é uma divindade que detenha o poder total. Ele “cria” apenas pela graça de Vishnu ou de Shiva. É, portanto, um mero cumpridor de ordens superiores. Brahama também não é um deus eterno. Os hindus calculam que ele existirá durante “cem anos celestiais” (aproximadamente quatro milhões de anos da Terra) e quando ele findar, o Universo que criou acabará. Então, outro Universo nascerá e outro deus demiurgo ocupará o posto de Criador.
Igualmente, um aspecto que deve ser mencionado relaciona-se com o fato de Brahma sempre ser representado com as “Quatro Cabeças”: Uma história de amor e de incesto explica a origem destas “Quatro Cabeças”. Sentindo-se sozinho, criou de seu próprio corpo uma deusa chamada de Saravasti (deusa da sabedoria). Ao perceber os olhares maliciosos de Brahma, ela se moveu para a direita e com isso fez nascer uma cabeça no mesmo lado do corpo do deus. Depois, correu para a esquerda e para trás e mais duas cabeças emergiram em Brahma; quando. Saravasti fugiu para o céu uma quinta cabeça brotou, mas esta última foi queimada por INDRA como castigo pelo desejo incestuoso. (Sodoma?)
Por fim, Saravasti aceitou casar-se com Brahma e dessa união é que se originaram as criaturas vivas.
Vishnu, o conservador
Para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatar ou reencarnação.“Aquele que toma muitas formas”, não era proeminente nos Vedas, mas tornou-se uma importante divindade e um membro da trindade Hindu. Ele preserva o universo.
VISHNU é o deus principal da trindade hindu, representa SATTVAGUNA, o modo da bondade, e é responsável pela sustentação, proteção, e manutenção do universo. VISHNU é a fonte original de todos os Avatares e deuses. Ele está Presente em cada átomo da criação, bem como no coração de todos os seres.
A palavra Vishnu significa "aquele que tudo penetra", ou "aquele que tudo impregna".
É apresentado de duas formas principais:
Deitado em uma serpente de mil cabeças, flutuando num oceano de leite. Neste caso é chamado de Narayana, aquele que mora nas águas cósmicas. De seu umbigo sai um lótus onde está Brahma, o criador. A seus pés está Lakshmi, representando a beleza e a riqueza que devem se curvar diante do Absoluto. Envolvendo o lótus está uma serpente, Shesha, ou Ananta, que simboliza a eternidade. Ela possui mil cabeças voltadas para o Senhor Vishnu, representando o ego
com seus mil desejos e pensamentos que reconhecem o Absoluto.
Vishnu é representado também em pé, sobre um lótus ou uma serpente. Representa o sábio indicando a busca do conhecimento. Apresenta quatro braços, tendo em cada mão um lótus (o conhecimento que sustenta a pureza da mente), um disco (a destruição da ignorância e dos apegos), uma concha (a origem da existência, os cinco elementos) e uma arma, a massa (o poder do conhecimento, o poder do tempo).
Vishnu é tido como o preservador do universo, enquanto os dois outros deuses maiores, Brahma e Shiva, são considerados os criadores e destruidores do universo, respectivamente. Os seguidores de Vishnu são chamados Vaishnavites.
Como preservador do cosmos, Vishnu mantém as leis do universo. Ao contrário de Shiva, que frequentemente busca refúgio na floresta para meditar, Vishnu constantemente participa de conquistas amorosas.
Enquanto a ordem prevalece no universo, Vishnu dorme. Assim como Shesha flutua através do oceano cósmico dando sustentação à Vishnu, o universo surge do sonho de Vishnu. Mas quando há desequilíbrio no universo, Vishnu se utiliza de seu veículo, Garuda, e guerreia com as forças do caos, ou ele envia um de seus avatares (ou encarnações) para salvar o mundo.
Acredita-se que Vishnu teria dez avatares, sendo os mais populares Rama e Krishna. A lista completa dos dez avatares é a seguinte:
1. O peixe Matsya
2. A tartaruga Kurma
3. O urso Varaha
4. O homem-leão Narasimha
5. O anão Vamana
6. O padre guerreiro Parashurama
7. O príncipe Rama
8. O pastor de animais Krishna
9. Buddha-Mayamoha
10. O cavaleiro Kalki
Sua Shakti, ou seja, seu aspecto feminino, sua consorte é Lakshmi, deusa da prosperidade, riqueza e da beleza.
Shiva, O destruidor

Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia.
Shiva ou Xiva é um deus ("Deva") hindu, o Destruidor (ou o Transformador), participante da Trimurti juntamente com Brama (Brahma), o Criador, e Vixnu (Vishnu), o Preservador.
Uma das duas principais linhas gerais do hinduísmo é chamada de xivaísmo, em referência ao deus.
Na tradição hindu, Shiva é o destruidor, que destrói para construir algo novo, motivo pelo qual muitos o chamam de "renovador" ou "transformador". As primeiras representações surgiram no período Neolítico (em torno de 4.000 a.C.) na forma de Pashupati, o "Senhor dos Animais". A criação da ioga, prática que produz transformação física, mental e emocional, portanto, intimamente ligada à transformação, é atribuída a ele.
Shiva é o deus supremo (Mahadeva), o meditante (Shankara) e o benevolente, onde reside toda a alegria (Shambo ou Shambhu).
O trishula
O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam as três qualidades dos fenômenos: tamas (a inércia), rajas (o movimento) e sattva (o equilíbrio)
A serpente
A naja é a mais mortal das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço, simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Na tradição da ioga, ela também representa kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo um estado de hiperconsciência (samádhi), um estado de consciência expandida.
Ganga
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d'água. Na verdade é o rio Ganges (Ganga) que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma lenda que diz que Ganges era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranquilo, corresse pela Terra.
Lingam
Lingam ("emblema", "distintivo", "signo"), também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.
O lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.
É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa yoni, a vagina, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.
Damaru
O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do universo. No hinduísmo, o universo brota da sílaba /ôm/. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo do Evangelho de São João: "No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."
É com o som do damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.
Fogo
Shiva está intimamente associado ao fogo, pois esse elemento representa a transformação. Nada que tenha passado pelo fogo, permanecerá o mesmo: o alimento vai ao fogo e se transforma, a água se evapora, os corpos cremados viram cinzas. Assim, Shiva nos convida a nos transformarmos através do fogo da ioga. O calor físico e psíquico que essa prática produz nos auxilia a transcender nossos próprios limites.
Nandi
Nandi ("aquele que dá a alegria") é o touro branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o touro branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.
Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está deitado, guardando o portão principal.
A lua crescente
A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas.
Nataraja
Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Vayu, O vento
Váyu significa vento porem é traduzido como “ar vital”, o elemento ar. Inicialmente nos Vêdas, Váyu representava o deus do vento, o senhor da vida e ultrapassava os limites biológicos abarcando todo o universo material, ou seja, tudo tem vida. Posteriormente o conceito de váyu foi substituído por prána e a partir de então o termo váyu passou a designar os sub-pránas (upa-pránas) que circulam pelo corpo todo através das nádís, canais fisiológicos sutis. Os váyus nágadis são levados para alimentar o nosso corpo exterior (bahirakarana) que controlam os movimentos dos músculos e algumas reações físicas eles são cinco: nága váyu, kúrma váyu, krikára váyu, devadatta váyu, dhananjaya váyu.
Já os váyus pránadis pertencem ao corpo interior (antahkarana) e controlam atividades sutis e demais funções orgânicas, estes também são cinco ao todo: prána váyu, apána váyu, samána váyu, udána váyu, vyána váyu. Os cinco nágadis desempenham as seguintes funções: nága (serpente) provoca a eructação e soluço, e é a causa da consciência; Kúrma (tartaruga) provoca o pestanejar e é a causa da visão; krikára (o que faz kri) provoca a tosse, o espirro, e é a causa da fome e da sede; devadatta (dádiva divina) é a causa do bocejo; dhanamjaya (conquistador de riquezas) é o que mantém a saúde, impregna por inteiro o corpo material, não o abandona nem depois da morte e se decompõe junto com o corpo, e é a causa do som.
Os cinco pránadis também realizam tarefas: prána um dos mais importantes sub-pránas está localizado no tórax na altura do coração e tem a função absorvente e atrativa de controlar a inspiração tirando do ambiente os nutrientes necessários à vida; apána localizado no baixo ventre e na parte inferior do tronco ânus, responsável pelos processos de excreção (fezes urina e emissão de sêmen) expelindo os elementos que não necessita, de ação propulsora e desintegradora é o alento vital descendente; samána localizado na parte média do tronco (umbigo), facilita a assimilação do prána e regula a digestão; udána localizado na cabeça e garganta, tem a função de controlar a deglutição e a força muscular; vyána permeia tudo e move-se por todo o corpo controla a circulação do sangue e regula a distribuição dos outros quatro váyus no organismo e a tonificação do sistema nervoso.
Indra, Deus da Guerra
Indra é o deus das tempestades e da guerra no hinduísmo, filho de Aditi com o sábio Kashyapa. Rei de todos os deuses no passado, perdeu importância no período pós-védico. A lenda relata sua fúria quando seus seguidores abandonaram seu culto e passaram a venerar Krishna. Quando Indra enviou uma tempestade para puni-los, eles oraram a Krishna, que ergueu uma montanha para protegê-los da força da tormenta.
Diz-se que Indra não é propriamente um indivíduo, mas o nome genérico para o rei dos céus. Ao executar certos sacrifícios e penitências, um mortal pode ascender ao paraíso e tornar-se o rei dos céus.
Seu reino deve durar até que outra pessoa torne-se elegível para sua posição. Diz-se que, ao executar mil sacrifícios de Ashwamedha, uma pessoa torna-se elegível para ser Indra.
Assim sendo, o Indra em exercício sempre teme por sua posição e permanece atento aos mortais que realizam sacrifícios e penitências, cuidando para que eles não cumpram as condições para destroná-lo.
Agni, o Deus do Fogo
Agni é uma divindade Hindu. A palavra agni é Sânscrito para "fogo" (nome), com a mesma origem do Latim ignis.
No Hinduísmo, ele é um deva, segundo no poder e importância atribuída na mitologia védica , apenas ultrapassado por Indra. Ele é gémeo de Indra, e assim, filho de Dyaus Pita e Prthivi. Noutra versão, ele é filho de Kasyapa e Aditi ou de uma rainha que escondeu a sua gravidez do marido. Ele possui dez mães, ou dez irmãs, ou dez criadas, que representam os dez dedos do homem que inicia o fogo. Ele possui dois pais: estes representam os dois paus que, quando ambos friccionados de modo intenso, criam fogo. Alguns dizem que destruiu os seus pais quando nasceu, porque não poderiam tomar conta dele. É casado com Svaha e pai de Karttikeya através de Svaha ou Ganga. Ele é um dos Ashta-Dikpalas, encarregado de guardar e representar o Sudeste.
Os sacrifícios a Agni vão para as divindades porque Agni é um mensageiro dos deus e para os deuses. Ele é eternamente jovem, porque o fogo é re-aceso todos os dias; mas, ele também é imortal.
Em algumas histórias acerca dos deuses hindus, Agni é aquele enviado para a frente nas situações perigosas.
O Rigveda frequentemente diz que Agni eleva-se das águas ou que reside nas águas. Ele poderá ter sido originalmente o mesmo que Apam Napat.
Embora os sacrifícios védicos de fogo (yagya) tenham desaparecido largamente na maioria do Hinduísmo, Agni e o sacrifício de fogo ainda é parte do ritual de qualquer casamento Hindu moderno, onde Agni é tido como o chefe sakshi ou testemunha do casamento e guardião da santidade do casamento. De facto, sem as tradicionais 7 voltas em redor do fogo sagrado, perante a actual Lei Matrimonial Hindu, o casamento é considerado nulo.
Agni em outras religiões
No Zoroastrismo, ele é Atar, literalmente, fogo, que simbolicamente representa a força radiante e criadora de vida de Ahura Mazda. No Budismo Indo-Tibetano, ele é um lokapala, guardando o Sudeste. (Veja-se, por exemplo jigten lugs kyi bstan bcos: = "Faz o teu coração no canto Sudeste da casa, que é o local de Agni"). Ele também possui um papel central na maioria dos ritos homa (fogo puja).
Surya, o Deus Sol
Deus Sol hindu, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia. Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses. Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual). Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam. Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya em sânscrito सूर्य (sūrya) é o Deus do Sol, adorado nos Vedas, as Escrituras Sagradas da Índia.
Filho de Aditi (Espaço), a Mãe de todos os deuses.
Esposo de Sañjñā (Consciência Espiritual).
Seus seguidores eram conhecidos como Sūryabhaktas.
Habitava a esfera solar(Sūryaloka) e seu Reino se estendia até Sūryamaṇḍala, a extensão do espaço até onde os raios do Sol alcançam.
Segundo a lenda Surya banha-se todo pôr do sol nos sagrados rios Ganges e Yamuna.
Surya é a Deidade Solar-Chefe. Na literatura hindu, Surya é notadamente mensionado como sendo o aspecto visível de Deus, aquele que a pessoa pode ver todos os dias. O Deus Surya é conhecido pelos shaivites e pelos vaisnavas como sendo um aspecto de Shiva e Visnu. O deus Sol era louvado na Índia antiga como o símbolo da vida eterna e da saúde. Surya, para os vedas, tinha a tradução de "alma que habita todos os seres, animados ou inanimados". Surya, o deus do Sol, é um entre os poucos Devas que goza alguma popularidade entre o Hinduismo moderno. Nos tempos antigos, ele foi considerado uma outra deidade criadora, e muitos templos foram devotados a ele. Também conhecido como Savita. Ele é o pai de Yama e Yami, os primeiros seres humanos. Eventualmente, sua posição predominante é eclipsada por Vishnu, que por si mesmo é identificado como o Sol, sendo agora adorado entre as deidades planetárias.
Surya viaja através do céu na sua carruagem puxada por sete cavalos ou, alternadamente, um cavalo com sete cabeças, que é conduzida por Arum. Ele leva em suas mãos um Chakra (roda) da luz do sol, um Padma (lótus), e um Sankha (concha); sua mão erguida é um sinal de proteção. É dito que Surya é uma das oito formas de Shiva, cujo nome é Astamurti . Surya também é chamado de Surya Narayana.

Suástica é o simbolo do Deus do Sol:
O símbolo sagrado do Senhor Surya é o Swástica, o qual representa as quatro fontes da vida e do conhecimento. Os primeiros Aryanos olharam para o Sol como sendo a origem da energia da vida. De fato, tudo o que vive na Terra deve-se a presença do Sol. Eles esculpiram, de modo primoroso, templos para venerá-lo. Um símbolo especial para visualizá-lo, e que representa a energia do Sol e munificência, é o Swástika. Os Hindus desenham a Swástika em vermelho sobre documentos de negócios e nas roupas da noiva para uma boa sorte. Eles também a desenham nos muros e soleira da porta de suas casas para dar energia ao ambiente. Naturalmente ligada com o brilho do ouro, a Swátika é como um medalhão esperando uma corrente de ouro - um talismã que protege da escuridão, do desespero e do perigo. A palavra Swástika significa “tudo-bem”. Na sua forma curta “swásti”, é comumente usada em todos os sacramentos e cantos cerimoniais. A figura deste símbolo foi criada a partir dos quatro pontos cardeais, nos quais as varinhas são colocadas para dar início aos sacrifícios de fogo védicos. Quando a Swástika gira no sentido horário, ela absorve energia do Universo no sentido de auto-salvação de quem a usa. No sentido anti-horário ela emite energia, oferecendo salvação ao próximo. A Swástika original é um símbolo muito bom pois representa o macro e o microcosmos. As galáxias são estruturas dessa forma (sentido de pás que giram no sentido horário e anti-horário). Nossos centros de força – chacras – também possuem esse desenho da Swástika. . .

A LENDA DE SURYA E O REI PRIYAVATA:
Enquanto governava o Universo, o rei Priyavata certa vez ficou insatisfeito com a maneira como o poderosíssimo Deus do Sol fazia sua iluminação: circundando o monte Sumero, montado em sua quadriga, o Deus do Sol iluminava todos os sistemas planetários. Contudo, quando o Sol encontrava-se do lado setentrional do Monte, o sul recebia menos luz, e quando o Sol encontrava-se ao sul, o norte recebia menos luz. Então o rei Priyavata, não gostando dessa situação, decidiu ele mesmo iluminar a parte do universo onde estivesse escuro. Montado em uma brilhante quadriga, Priyavata seguiu a órbita do Deus do Sol satisfazendo seu desejo. . .
OS DOZE MESES DO TRAJETO DO DEUS DO SOL:
O Sol viaja entre todos os planetas e assim rege o movimento deles. O Senhor Visnu, a Alma Suprema de todos os seres corporificados, foi quem o criou através de sua energia material sem princípio.
Surya, por não ser diferente do Senhor Hari, é a única alma de todos os mundos e seu criador original. A Suprema Personalidade de Deus, manifestando sua potência do tempo, com o Deus do Sol, viaja em cada um dos doze meses, para reger o movimento planetário dentro do Universo. Um conjunto diferente de seus companheiros viaja com o Deus do Sol em cada um dos doze meses. .
1) Dhata como o Deus do Sol, Krtasthah como a apsara, Heti como o raksasa, Vasuki como o naga, Rathakrt como o yaksa, Pulastya como o sábio e Tumburu como o gandharva, regem o mês de “Madhu”.
2) Aryama como o Deus do Sol, Pulaha como o sábio, Athauja como o yaksa, Praheti como o raksasa, Punjikathali como a apsara, Narada como o gandharva e Kacchnira como o naga, regem o mês de “Madhava”. .
3) Mitra como o Deus do Sol, Atri como o sábio, Pauruseya como o raksasa, Taksaka como o naga, Menaka como a apsara, Haha como o gandharva e Rathasvana como o yaksa, regem o mês de “Sukra”. .
4) Vashita como o sábio, Varuna como o Deus do Sol, Rambha como a apsara, Sahajanya como o raksasa, Huhu como o gandharva, Surya como o naga e Cistrasvana como o yaksa, regem o mês de “Suci”. .
5) Indra como o Deus do Sol, Visvavasu como o gandharva, Srota como o yaksa, Elapatra como o naga, Angira como o sábio, Pramloca como a apsara e Varya como o raksasa, regem o mês de “Nabhas”. .
6) Visvasvan como o Deus do Sol. Ugrasena como o gandharva, Uyaghra como o raksasa, Asarana como o yaksa, Bhrgu como o sábio, Anunloca como a apsara e Sankhapala como naga, regem o mês de “Nabhasya”. .
7) Puds como o Deus do Sol, Dhananjaya como naga, Vata como o raksasa, Susena como o Gandharva, Suruci como o yaksa, Ghrtaci como a apsara e Gautama como o sábio, regem o mês de “Tapas”. .
8) Rtu como o yaksa, Varca como o raksasa, Bharadvaja como o sábio, Parjanya como o Deus do Sol, Senakit como a apsara, Visva como o gandharva e Avavata como o naga, regem o mês de “Tapasya”. .
9) Amsu como o Deus do Sol, Kadyspa como o sábio, Taksaya como o yaksa, Rtsena como o gandharva, Vrsasi como a apsara, Vidyucchatru como o raksasa e Mahasankha como naga, regem o mês de “Sahas”. .
10) Bhaga como o Deus do Sol, Spurja como raksasa, Aristameni como o gandharva, Urna como o yaksa, Ayur como o sábio, Karkotaka como o naga e Purvacitti como a apsara, regem o mês de “Pusya”.
11) Tvasta como o Deus do Sol, Jamadagni, o filho de Rcika, como o sábio, Kambalasva como o naga, Tilottama como a apsara, Brahmapeta como o raksasa, Satajit como o yaksa e Dhrtarastra como o gandharva, regem o mês de “Isa”.
12) Visnu como o Deus do Sol, Asvatara como o naga, Rambha como a apsara, Suryavarca como o gandharva, Satyajit como o yaksa, Visvamitra como o sábio e Makhapeta como o raksasa, regem o mês de “Urja”.
Todas essas personalidades são expansões opulentas da Suprema Personalidade de Deus, Visnu, sob a forma do Deus do Sol. Esses deuses afastam todas as reações pecaminosas daqueles que se lembram deles todos os dias na “aurora” e no “por do Sol”. . Desse modo, durante os doze meses, o Senhor do Sol viaja em todas as direções com suas seis espécies de companheiros, disseminando entre os habitantes deste Universo a pureza para a consciência para esta vida e a próxima. . Enquanto os sábios glorificam o Deus do Sol com os hinos dos sama, Rg e Yajur Vedas, que revelam sua identidade os gandharvas cantam seus louvores e as apsaras dançam diante de sua Quadriga Dourada. Os nagas amarram as cordas da Quadriga e os yaksas atrelam os cavalos à Quadriga, enquanto os poderosos raksasas empurram de trás. . De frente para a Quadriga, os sessenta mil brahmanas sábios conhecidos como valakhilias viajam na dianteira e, com mantras védicos, oferecem orações ao Onipotente Deus do Sol.
Durga, aquela que nasceu adulta
Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios.
No Hinduísmo, Durgha (sânscrito: a inacessível"[1] ou "a invencível"[2]) ou Maa Durga (Mãe Durga) é uma forma de Devi, a deusa suprema. A Deusa Durgha é considerada pelos hindus como a mãe de Ganesha, Kartikeya, assim como de Saraswati e Lakshmi.[3] Ela é considerada a forma da esposa de Shiva, a deusa Parvati, como caçadora de demônios.
Durgha é descrita como um aspecto guerreiro da Devi Parvati com 10 braços, que cavalga um leão ou um tigre, carrega armas e assume mudras, ou gestos simbólicos com a mão. Esta forma da Deusa é a encarnação do feminino e da energia criativa (Shakti).
A Grande Deusa Durgha é dita ser requintadamente bela. Sua imagem é extremamente brilhante (devi), com três olhos como lótus, dez poderosas mãos, cabelos exuberantes com formosos anelados, um vermelho-dourado brilhante de sua pele e um quarto crescente em sua testa. Ela usa um brilhante traje azul marinho que emite raios. Seus ornamentos foram lindamente esculpidos em ouro, cravejados de pérolas e pedras preciosas.
Cada deus também lhe deu a sua arma mais poderosa, o tridente de Rudra, o disco de Vishnu, o raio de Indra, kamandal de Brahma, gada de Kuber, etc. Himalaia presenteou-lhe com um feroz leão dourado. Sobre o fim do 8 º e início do 9 º dia de lua, Chanda e Munda vieram para lutar contra a deusa. Ela virou azul de raiva e a deusa Chamunda saltou para fora do seu terceiro olho. Esta forma é uma das mais poderosas, com 3 olhos vermelhos, preenchidos de sangue, língua e pele escura, que finalmente matou os demônios gêmeos com sua espada. Esta forma da divina deusa é adorada durante o sandhikshan do festival de Durga Puja, como sandhi / chandi puja. Finalmente no décimo dia da lua, a deusa Durgha matou Mahishasura com o seu tridente.
A palavra Shakti, significa a força sagrada feminina, e Durga, reflete o aspecto guerreiro da deusa, encarnando um papel tradicionalmente masculino. Ela também é muito bela, e inicialmente Mahishasura tenta casar com ela! Outras versões incluem Annapurna e Karunamayi (karuna = bondade).
De acordo com a narrativa do Devi Mahatmya do Markandeya Purana, a forma de Durgha foi criada como uma deusa guerreira para combater um demônio. O pai do demônio, Rambha, o rei dos demônios, se apaixonou por um búfalo, e Mahish Asur (o demônio Mahish) nasceu desta união. Ele é, portanto, capaz de mudar de forma de humano a búfalo de acordo com sua vontade (mahish significa "búfalo"). Através de intensa oração para Brahma, Mahishasur tinha a vantagem que ele não poderia ser derrotado por qualquer homem ou deus. Ele desencadeou um reinado de terror sobre a terra, céu e os mundos inferiores.
Uma vez que só uma mulher poderia matá-lo, a Santíssima Trindade Masculina desceu até o rio Ganges e rezou o mantra, "Om Namo Devaye", implorando a grande deusa Devi para salvar seu domínio da ruína. Eles foram abençoados com a sua compaixão quando a deusa Durga nasceu do rio.
Referências:
1. "Durgha." Encyclopædia Britannica. 2007. Encyclopædia Britannica Online. 25 Feb. 2007 <http://www.britannica.com/ebc/article-9363243/Durga">.
2. "Durgha" Sanatan Society <http://www.sanatansociety.org/hindu_gods_and_goddesses/durga.htm>.
3. Offering Flowers, Feeding Skulls: Popular Goddess Worship in West Bengal By June McDaniel p.225
Mahadevi, A deusa mãe
Manifesta-se tanto como consorte das principais divindades masculinas hindus como de uma forma genérica, várias deuses e mulheres, que podem ser benignas e frutuosas, como Laskshmi ou Parvati, ou poderosas e destrutivas, como kali e Durga. Por toda a India há muitos templos erguidos a essas deusas.


Saraswati, a mulher de Brahma

Ela é a esposa de Brahma, o deus da criação universal e a mãe dos principais sábios, ascetas e vários deuses do universo. Ela é conhecida por sua refulgente beleza e seu corpo é branco como o leite. Ela é conhecida também por outros nomes como VANI, BHARATI, GIRA, BRAHMANI, SHARADA, e VIDHATRI. Na Índia existe um rio sagrado com o nome de SARASWATI, por isso ela é conhecida como a deusa dos rios. Os sábios orientais, antes de começar qualquer leitura, sempre invocam o nome de SARASWATI para que ela conceda a perspicácia e o discernimento necessários para o aprendizado, pois dizem que a chave para os planos superiores é o conhecimento. Diz a lenda que as pessoas que buscam sabedoria devem orar para SARASWATI.
Ganesh, o deus elefante
Muito cultuado entre os deuses hindus. Filho de Shiva, com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. Deus da inteligência e fortuna. Seu veículo, normalmente retratado, é um rato. Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho. Ganesh era muito devoto de sua mãe, Parvati, onde ele dizia: Se ouver mulher mais bela e encantadora do que minha mãe, traga-me para casar-me comigo. Ele era tão devoto a sua mãe, que não quis casar. Mas a indícios de que ele tenha se casado com as filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).

Skanda, seis cabeças, doze braços

SKANDA substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido.




Parvati, a mulher de Shiva
É uma deusa hindu e nominalmente a segunda consorte de Shiva. Era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. Às vezes, Parvati é considerado como a suprema Mãe Divina e todas as outras deusas são referidas como encarnações ou manifestações dela. Ela também é a mãe de Ganesha, Skanda (Kartikeya). Geralmente considerada uma deusa benigna, mas também tem aspectos temerosa como Durga, Kali, Chandi e os Mahavidyas bem como benevolente formas como Mahagauri, Shailputri e Lalita.

Kali, a negra
Uma das divindades mais cultuadas no hinduismo, é a deusa da morte. Pela história, eram feitos antigamente para ela, sacrifícios de animais, e humanos. Mas nem por isso ela é uma deusa do mal. Ela é o equilibrio da vida e da morte, assim sendo a imagem da natureza. Kali é a destruidora do demônio Raktabija. Ela é também uma das formas da deusa Parvati, esposa de Shiva e irmã de Vishnu. Seus devotos são recompensados com poderes paranormais e uma morte sem dor.



Krishna, aquele que tem muitos nomes

O avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do "Bagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes: árias, dravídicas e talvez cristãs.
Ele tem mais de 180 nomes. Os principais são:
Adidev: O Senhor dos senhores.
Balgopal: O “Todo Atrativo”; o menino Krishna.
Chaturbhuj: O Senhor dos quatro braços.
Dayalu: Depósito de toda a compaixão.
Govinda: Aquele que agrada as vacas, a Terra e a natureza inteira.
Gyaneshwar: Senhor do Conhecimento.
Hari: O Senhor da Natureza.
Jagadisha: O Protetor de todos.
Kamalnayan: O Senhor que tem os olhos como o lótus.
Manohar: Senhor da beleza.
Murali: Senhor de toda a doçura; Senhor da flauta.
Narayana: O refúgio de todos.
Prabrahmana: A Suprema e Absoluta Verdade.
Ravilochana: Aquele cujos olhos são o Sol.
Trivikrama: Vencedor de todos os três mundos.
Upendra: Irmão de Indra.
Vishwatma: Alma do universo.
Yogi: O Mestre Supremo.
Lacshimi, Mulher de Vishnu
Mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa.






Sita, a mulher de Rama
Ela é a reencarnações de Lacshimi. Sita foi a esposa de Rama, na realidade filha da deusa Terra e surgida num lago de dentro de uma flor de lótus. Foi encontrada pelo piedoso rei de Mitila, Janaka Maharaja, que a criou como uma filha. A narrativa purânica (ancestral) conta que o Maharaja Janaka era o guardião do famoso arco de Shiva, tão grande e pesado que era transportado por uma junta de dez bois enormes. Ela foi seduzida pelo demônio Ravana, quando acompanha seu marido, Rama no exílio na floresta. Mas permaneceu devotada ao seu marido, Rama. Além do povo ter a jugado impura, ela foi abandonada por ordem de Rama, e abrigada na floresta por um sábio, Valmiki. Depois de um tempo de tristezas, ela se entregou a terra. A foto representa o casamento de Rama e Sita.
Rama, o grande homem

Na mitologia hinduísta, ele é um avatar ou reencarnação de Vishnu. O símbolo do grande homem, filho perfeito, o perfeito marido, irmão, amigo e governante. Casou-se com Sita, e lutou contra o demônio Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Para isso teve ajuda de Hanuman.






Hanuman, o rei dos macacos
http://www.hanuman.com/Hanuman.jpg
Deus macaco no Hinduísmo. Na comunidade hindú ele é cultuado como encarnação de Shiva, e reverenciado por sua devoção a Rama. Na astrologia Hindú é dito que a meditação sobre o nome ou a figura de Hanuman afasta os malefícios trazidos por Shani(saturno). Ele é uma das encarnações de Shiva e vem ajudar Rama, uma das encarnações de Vishnu.
 
 
 
Fontes:
Deusas e Deuses do Hinduísmo – versão condensada -Fabio Renato Villela
Wikipédia
Dicionário prático ilustrado Lello de 1964 de José Lello e Edgar Lello editado por LELLO & IRMÂOS. vol. III pag. 1376. OS DEZENOVE LIVROS DO SRIMAD BHAGAVATAM - traduzidos DOS 18 CANTOS, primeiramente para o Inglês, por sripad Baktivedanta Swami Prabhupada, e depois para o Português.

Nenhum comentário:

Postar um comentário