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15/03/2011

Panteão Nórdico

O panteão nórdico ou germânico é composto por duas famílias principais de deuses, os Aesir e os Vanir, sendo que os primeiros tornaram-se durante a era viking, as divindades mais importantes, suplantando os antigos deuses Vanir, que são de origem mais antiga que os primeiros. Uma peculiaridade que é comum entre todas as crenças de origem indo-europeia, é que os deuses possuem as mesmas fraquezas dos humanos (Em relação aos sentimentos), mas possuem por outro lado grandes poderes (imortalidade) e habitam em seus próprios mundos, fora da Terra, ou melhor, Miðgarðr (Midgard).

1. Na literatura nórdica

Segundo, os poemas islandeses da Edda, e a prosa de Snorri Sturluson, no Skáldskaparmál ("A Linguagem Poética") há doze deuses principais, que costumam ser os juízes nas assembleias, sentando-se em seus grandes tronos: Þórr (Thor), Njörðr (Niord), Freyr, Týr, Heimdall, Bragi, Víðár (Vidar), Váli, Ullr, Haenir, Forseti eLoki, presididos pelo maior de todos, Óðinn (Odin); e as suas companheiras são:Frigg, Frejya, Gefion, Iðun (Idun), Gerðr (Gerd), Sigyn, Fulla e Nanna. Porém há outros deuses e deusas, não menos importantes, mas que são pouco descritos pela mitologia.

Apresenta três livros:

  • Gylfagining

  • Skáldskaparmál

  • Thula

A mitologia nórdica é tão rica ou até mais em personagens se comparada com a mitologia greco-romana. São também muitas suas lendas e seus personagens, que, aliás, são ricos em parentescos, casais, filhos, etc. Há vários seres, tais como elfos, anões e gigantes que também foram objeto de cultos diversos.

Lista das divindades nórdicas e correlatos
  • Adgir - Senhor do Mar – Esposa: Ran

  • AesirRaça e Terra dos Deuses Guerreiros – Odin, Thor e Tyr

  • Alcis - Gêmeos, Deuses do Céu

  • Andhrímnir - Cozinheiro dos Deuses

  • Aurvandil - Personagem menor do Skáldskaparmál

  • AsgaardCapital de Aesir

  • Balder - Deus do Brilho, da Paz, do Renascer - Esposa: Nanna

  • Borr - Pai de Odin, Vili e Ve - Esposa: Bestla

  • Bragi - Deus da Poesia - Esposa: Iðunn

  • Búri - Mais antigo dos Deuses, pai de Borr

  • Dagr - Deus do Dia – filho de Delling (aurora) e Nótt (noite)

  • Delling - Deus do Alvorecer – Pai de Dagr, com Nott

  • EirDeusa da Cura, da Medicina

  • Elli - Personificação da Velhice

  • FjorynnAlguma coisa, algo ou alguém de Thor

  • Forseti - Deus da Justiça, Paz, Verdade – filho de Balder, com Nanna

  • Freya - Deusa da Fertilidade, Bem estar, Amor, Beleza, Mágica, Profecia, Guerra, Batalha, Morte – Marido: Óðr

  • Freyr - Deus da Virilidade, Sol e Chuva - Esposa: Gerd

  • Frigg - Deusa do Casamento e da Maternidade – Marido: Odin

  • Fulla - Aia de Frigg

  • Fenrir- Filho de Loki com a Gigante Angrboda Destinado a crescer e devorar Odin durante Ragnarök

  • GefjunDeusa da Fertilidade, dos Arados, recebe as Virgens mortas

  • Hela - Rainha do “Hel ou Niflhiem, o mundo dos Mortos

  • Heimdallr (Rígr) - um dos Æsir e Guardião do Reino de Asgard

  • Hermódr - Filho de Odin

  • Hlín - Deusa da Consolação

  • Höder - Deus do Inverno, cego, matou Balder

  • Hœnir - Deus Silencioso, companheiro de Odin e de Loki

  • Iðunn - Deusa guardiã das Maças douradas da Juventude – Marido: Bragi

  • Jörð - Deusa da Terra – Mãe de Thot, com Odin

  • JötnarRaça de Gigantes

  • Kvasir - Deus da Inspiração, da Eloquência sábia

  • Lofn - Deusa do Amor

  • Loki - Deus enganador, do Engodo, Mentira, Discórdia, Fogo - Esposa: Sigyn ou Saeter

  • Máni - Deusa da Lua

  • Mímir - Tio de Odin; da Sabedoria

  • Magni - Filho de Thor e Járnsaxa.

  • Meili - Irmão de Thor

  • MimingTroll das Florestas; Hoder matou Balder com a espada de Miming

  • Móbi ou Magni - Filho de Thor

  • Nanna - Uma Ásynja, esposa de Balder, mãe de Foresti

  • NehalleniaDeusa da Abundância

  • Nerthus - Deusa da Terra, ligada a Njord

  • Njörd - Deus do Mar, Vento, Peixes, Navios, Saúde

  • NornsAs três Deusas do Destino: Urd (Fado), Skuld (Futuro), Verdandi (Presente)

  • Nótt - Deusa da Noite, filha de Narvi, mãe de Auð (com Naglfari), Jörð (com Annar) e Dagr (com Delling)

  • Odin (Wotan) - Senhor de Æsir. Deus da Guerra, sabedoria, Poesia, Estudo – Esposa: Frigg.

  • Óttar – “Deus das Focas”

  • Ran - Deusa do Mar. dos Agogados – Marido: Adgir

  • Saga - Divindade obscura, talvez a mesma

  • Sif - Esposa de Thor

  • Sjöfn - Deusa do Amor

  • Skadi - Deusa do Inverno – Marido: Njord

  • Skirnir- Escudeiro de Frey

  • Skuld - (Futuro) uma das Norns, fica em Yggdrasill( a àrvore do Mundo).

  • Snotra - Deusa da Prudência

  • Sol (Sunna) - Deusa do Sol

  • Thor (Donar) - Deus do Trovão, Céu, Batalha, Colheitas – Esposa: Sif

  • Týr (Ziu, Saxnot) - Deus da Guerra, da Justiça

  • Ullr - Deus das Habilidades, Caça, Duelo, filho de Sif e Thor

  • Urd - (Fado) uma das Norns, fica em Yggdrasill (a àrvore do Mundo)

  • ValquíriasMulheres aliadas dos Deuses Guerreiros

  • Váli - Deus da Vingança, filho de Odin

  • VanirRaça de Deuses benevolentes e da fertilidade - Njörðr, Freyja, Freyr

  • Var - Deus a do Contrato

  • - Um dos Deuses da Criação, com Odin e Vili, seus irmãos

  • Verdandi - (Presente) uma das Norns, fica em Yggdrasill (a àrvore do Mundo)

  • Vidar Filho de Odin com a Gigante Gríðr, Matador de Lobo Fenvir.

  • Vili - Um dos Deuses da Criação, com Odin e Vé, seus irmãos

  • Vör - Deusa da Sabedoria, da Verdade

  • Thrúd - Filha de Thor e Sif

Pseudo-divindades nórdicas

Não presentes nas fontes mais antigas:

  • Astrild - Deusa do Amor – confunde-se com Freyja

  • Esli - Deus da Discordia – confunde-se com Amos

  • Jofur - Algo como Júpiter Romano confunde-se com Thor

  • Bronosuposto filho de Balder - confunde-se com Dagr ou Forseti

  • Geirrendour -suposto Pai das Sereias - confunde-se com Adgir

  • Glúm - suposto auxiliary de Frigg

  • Laga - suposta Deusa dos Poços e Fontes – possível origem em Laha (mitol. Celta)

AESIR

Æsir, segundo a mitologia nórdica, é um clã de deuses que residem em Ásgarðr (Asgard), ou seja, o País dos Æsir. Suas contrapartes e uma vez inimigos, com os quais guerrearam, são os Vanir. Os Vanir são deidades mais da natureza e fertilidade. Enquanto os Æsir são mais guerreiros que seus rivais. Quando as duas raças guerrearam, Æsir e Vanir, fizeram as pazes, as deidades Vanir entregaram Njörðr (Niord), Freyr e Freyja para os Æsir.

Os Æsir formam o panteão principal dos deuses na mitologia nórdica. Incluem muitas das figuras principais, tais como Odin, Frigga, Thor, Balder e Týr. Existem outros clãs de deuses nórdicos, sendo segundo principal o clã dos Vanir, também mencionado na mitologia nórdica. Além destes clãs também há o clã das Nornas, o clã dos Iotnar e o clã dos "Dragões".

O deus Njörðr e seus filhos, Frey e Freyja são os deuses mais importantes dos Vanir, e acabaram se reunindo aos Æsir como reféns após a Guerra dos Deuses, que envolveu ambos os clãs. Enquanto os Vanir eram lembrados principalmente em relação à fertilidade, o Æsir eram os deuses do poder e das guerras.

Os 'áss' da palavra aparentemente é derivada do proto-indo-europeu *ansu-'respiração, deus' relacionado ao sânscrito asura e ao avestan ahura, com o mesmo significado; apesar de que a palavra em sânscrito asura veio a significar demônio. O cognato em inglês arcaico de 'áss' é os, que significa 'deus, divindade' (como no sobrenome atual Osgood). A palavra 'áss' ainda pode significar 'feixe' ou 'correio' na língua nórdica arcaica, mas não há nenhuma demonstração da conexão etimológica entre as duas palavras. Schefferus, um proto-etnologista do Século XVII, afirmou que o Æsir se referencia aos imperadores da Ásia, isto é, uma liderança pseudo-feudal (de hereditariedade xamanista), que saíra das estepes asiáticas para a Europa em tempos ancestrais. Nenhum outro estudioso nos séculos seguintes encontrou qualquer evidência para suportar esta afirmação.

A interação entre os Æsir e os Vanir é um aspecto interessante da mitologia nórdica. Enquanto outras culturas desenvolveram famílias antigas e novas dos deuses, como os Titãscontra os Olímpicos da Grécia antiga, o Æsir e o Vanir se portavam de forma mais contemporânea. Os dois clãs de deuses lutavam batalhas, realizavam tratados e trocavam reféns (Frey e Freya são mencionados como reféns). Uma especulação comum interpreta as interações ocorrendo entre os Æsir e os Vanir como reflexo dos tipos de interação que ocorriam entre os vários clãs dos nórdicos naquele tempo. De acordo com outra teoria, o clã Vanir (cujos deuses são mais relacionados principalmente com a fertilidade e de comportamento mais calmo) pode ter se originado primeiramente na mitologia. Mais tarde, os deuses da guerra, representados pelos Æsir, surgiram nas lendas através da guerra mítica que, possivelmente, poderia espelhar um conflito religioso ocorrido naquele tempo. Desta forma, a Guerra dos Deuses pode ser um paralelo ao histórico conflito entre os romanos e os sabinos. O estudioso Mircea Eliade especula que ambos os conflitos são, na verdade, versões diferentes de um mito indo-Europeu mais antigo sobre um conflito que integrou as divindades do céu e da ordem contra as divindades da terra e da fertilidade, sem nenhum antecedente histórico estrito.

Os Æsir eram agraciados com a juventude eterna enquanto comessem as maçãs de Iðunn, embora ainda pudessem ser assassinados. Além disso, quase todos estavam predestinados a morrerem durante o Ragnarok.

Somente quatro das deidades Aesir são comuns as outras tribos germânicas fora da Escandinávia: Óðinn (Odin) como Wotan, Þórr (Thor) como Donar, Tyr como Tiw ou Tiwaz, e Friggacomo Freia.

'Áss' é o singular de Aesir. O feminino de 'Áss' é chamado 'Asynja' (plural 'Asynjor'). Note que aqui separamos em uma outra página as Asynjor.

Lista de Æsir e Vanir
  • Sjöfn

  • Balder -- deus da inocência e da beleza

  • Bragi -- o bardo

  • Forsetes -- deus da justiça

  • Freya (refém dos Vanir) -- deusa do amor e do sexo

  • Frey (refém dos Vanir) -- deus da fertilidade e do amor

  • Frigga -- deusa principal

  • Heimdall -- guardião da ponte do arco-íris

  • Hoder -- deus cego da escuridão e do inverno

  • Hoenir -- o deus indeciso

  • Iðunn -- deusa da juventude, fertilidade e da morte

  • Loki -- o embusteiro

  • Nana -- esposa de Balder

  • Njord (refém dos Vanir) -- deus dos mares

  • Odin (também conhecido como Wotan) -- deus principal, da guerra e da sabedoria

  • Sif -- deusa de cabelos dourados e esposa de Thor

  • Thor (também conhecido como Donar) -- deus do trovão e da batalha

  • Tyr -- deus da guerra, com somente uma mão

  • Ull -- o caçador, rastreador e arqueiro

  • Vali -- o vingador

  • Ve -- irmão de Odin, que deu aos homens o dom da palavra

  • Vidar -- deus do silêncio, discrição e da vingança

  • Vili -- irmão de Odin, que deu aos homens o sentimento e o pensamento

BALDER

Balder (Baldr no original, ou também Baldur, como costuma ser chamado) é uma divindade do panteão nórdico. Segundo algumas fontes, este deus seria filho de Odin e Frigga, segundo outras seria apenas um "protegido" destes. Era, em qualquer dos casos, uma divindade da justiça e da sabedoria, e embora não pertencesse ao núcleo de deuses superiores, Aesir, era-lhe permitida a permanência em Asgard.

Balder disseminou a boa vontade e a paz em todos os lugares que visitou, o que fez dele um dos deuses mais amados. Sua popularidade e bondade inata atraíram a ira de Loki, um filho de gigantes que tramava o mal. Um dia, Balder passou a ser atormentado por estranhos pesadelos, um sinal da morte iminente, e isso acabou perturbando todos os deuses. Depois de muitos problemas, Odin determinou o destino de Balder e tomou algumas precauções para evitá-lo, enviando Frigga com a missão de obter um juramento de todos os seres vivos e não vivos de que não iriam fazer mal a Balder. Porém, Loki se disfarçou de mulher e teve uma conversa com Frigga, descobrindo que uma pequena planta, o visco, não prestara o juramento, pois Frigga a julgara inofensiva a Balder por ser muito jovem.

A morte de Balder, de Eckersberg (1783-1853).

Aconteceu, então, uma festa em que todos os deuses atiravam toda sorte de coisas em Balder, as quais sempre se desviavam de seu alvo. Havia um, porém, que não participava da brincadeira,Hodr (ou Hod), irmão cego de Balder. Loki, disfarçado, perguntou a Hod por que ele também não participava, e este respondeu que não sabia em que direção atirar. Aceitando a sugestão de Loki, Hod atira uma flecha feita de um ramo de visco no coração de Balder, que no mesmo instante cai morto.

Frigga pede para Hermodr ir ao submundo trazê-lo de volta. Hel concorda, com a condição de que todos os seres derramassem uma lágrima por Balder. Todos os seres então choram a morte de Balder, mas a tentativa é novamente frustrada por Loki, que disse que não o faria.

Não obstante, esperava-se que Balder retornasse após uma grande catástrofe mundial (o Ragnarok) e governasse um mundo novo. A semelhança dessas expectativas pode ter ajudado na difusão inicial do cristianismo entre os nórdicos.

Balder é marido da bela Nanna, uma deusa benevolente e bela, que se atirou em sua pira funerária para habitar em Hel com seu marido. São pais de Forseti, uma divindade da justiça, que alguns dizem presidir as Things (assembleias dos homens livres).

BORR

Borr ou Burr era o filho de Búri e o pai de Odin, Vili e Ve na mitologia nórdica. Ele é mencionado na Gylfaginning da Edda em prosa de Snorri Sturluson.

Búri gat son þann er Borr er nefndr. Hann fekk þeirar konu er Bestla er nefnd, dóttir Bölþorns jötuns, ok gátu þau þrjá sonu. Hét einn Óðinn, annarr Vili, þriði Vé.Texto normalizado de W

Buri teve um filho chamado Borr, que se casou com a mulher chamada Bestla, filha de Bölthorn, o gigante; e tiveram três filhos: um foi Odin, o segundo Vili, e o terceiro Ve. —Tradução de Brodeur

Borr não é mencionado de novo na Edda prosaica. Odín ocasionalmente se refere como Filho de Borr, mas não se dá mais informações sobre ele.

O roll de Borr na mitologia nórdica não é claro e não há indicações de que tenha sido adorado na religião nórdica.

BRAGI

Bragi, de Carl Wahlbom (1810-1858)

Bragi, filho de Odin e deus da sabedoria e da poesia. É o protetor dos trovadores. Casado com Iduna, deusa da que concede juventude eterna aos deuses.

Na Lokassena, uma saga que conta como Lokiinvadiu um banquete dos deuses e os acusou com calúnias e verdades dolorosas; Bragi foi acusado por Loki de ser um deus efeminado, e ao defender o esposo, a deusa Idunna foi acusada de ser uma deusa lasciva.

BÚRI

Búri foi o primeiro deus na mitologia nórdica. Foi o pai de Borr e avô de Odin. Foi criado pola vaca Audumla que lambia o gelo salgado de Ginnungagap. A única fonte existente deste mito é a Edda em prosa de Snorri Sturluson.

Búri é lambido para fora do salgado bloco de gelo pola vaca Audumla nesta ilustração do século XVIII, de um manuscrito islandês.

Hon sleikti hrímsteinana er saltir váru. Ok hinn fyrsta <dag> er hon sleikti steina, kom ór steininum at kveldi manns hár, annan dag manns höfuð, þriðja dag var þar allr maðr. Sá er nefndr Búri. Hann var fagr álitum, mikill ok máttugr. Hann gat son þann er Borr hét.[1]

Ela lambeu os blocos de gelo, que eram salgados; e o primeiro dia que ela lambeu os blocos, surgiu dos blocos na noite o cabelo de um homem; no segundo dia, a cabeça de um homem; no terceiro dia todo o homem estava ali. Ele se chamava Búri: tinha facções delicadas, grande e poderoso. Dele surgiu um filho chamado Borr[.] —Tradução de Brodeur

Búri não é mencionado em nenhum lugar na Edda poética. Na Skáldskaparmál, Snorri Sturluson cita o seguinte verso do poeta Þórvaldr blönduskáld pertencente ao século XII.

Nú hefk mart
í miði greipat
burar Bors,
Búra arfa.
Edición de Finnur Jónsson

Agora arrebatou
Muita hidromiel [muita poesia]
Do enredo de Búri
O filho de Borr [Odin]. — Traducción de Faulkes

EIR

Eir é uma deusa da mitologia nórdica ou escandinava, mais conhecida por sua habilidade de cura (principalmente com ervas), inclusive conhecedora da ressurreição. Seu nome está ligado a socorro ou piedade no nórdico antigo. Ela é uma das deusas da montanha Lifia ("que cura através da magia"). Também era boa amiga de Frigg e considerada como uma das vinte criadas dela. Eir também é o nome de uma das nove criadas que servem o gigante Menglöd no poema Svipdagsmál.

Como uma mestre no medicamento, Eir é a protetora dos trabalhadores saudáveis. Ela é tida como na medicina moderna não apenas como médica física, mas também mental, emocional e espiritual. Dizem que Eir entrega suas curas a todas as mulheres que já a viram, e ela apenas ensina as mulheres seus segredos das artes medicinais. De acordo com a lenda, apenas as mulheres podiam aprender as artes de curas escandinavas.

ELLI

Na mitologia nórdica, Elli ou Elle é a deusa da velhice. Durante uma visita a Jotunheim, Thor luta contra ela e quase a vence, o que demonstra o quão extraordinário é o poder deste deus.

FORSETI

Wägner, Wilhelm. 1882. Nordisch-germanische Götter und Helden

Forseti (que significa "o anfitrião") é o deus Nórdico da justiça, meditação e conhecimento interior. É também uma força de paz. Ele é filho dos deuses Balder e Nanna. Sua casa é o palácio Glitnir, que significa "brilhante". Forseti se sentava em sua sala distribuindo justiça e resolvendo as disputas de deuses e homens. Forseti prometera que, em todas as decisões em seu tribunal, ambas as partes estariam sempre em acordo.

Fosite é um deus dos frísios frequentemente identificado como um deus escandinavo. Então, Jacob Grimm, ao pesquisar da Mitologia Teutônica, observa que o santuário de Forseti, na ilha de Helgoland, teria feito dele um candidato ideal para uma divindade conhecida por frísios e escandinavos, mas tem que admitir que é surpreendente que ele nunca seja mencionado por Saxo Grammaticus.

De acordo com a lenda, ele nunca contou nem contaria nenhuma mentira, e, sempre conseguia fazer com que os envolvidos em disputas chegassem a um acordo ou realizava um julgamento considerado justo por todos. Ele também é referido como Fosite. Acreditava-se que Forseti era imparcial em relação a tudo, pois só assim a verdadeira justiça seria alcançada.

FREYA

A deusa Freya, por Carl Frederick

Freya é a Deusa-Mãe da dinastia de Vanir na mitologia nórdica. Filha de Njord e Skade (Skadi), o deus do mar, e irmã de Frey, ela é a deusa do sexo e da sensualidade, fertilidade, do amor da beleza e da atração, da luxúria, da música e das flores.

É também a deusa da magia e da adivinhação, da riqueza (as suas lágrimas transformavam-se em ouro) e líder das Valquírias (condutoras das almas dos mortos em combate).

De carácter arrebatador, teve vários deuses como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos claros, baixa estatura, sardas, trazendo consigo um colar mágico, emblema da deusa da terra.

Diz a lenda que ela estava sempre procurando, no céu e na terra, por Odur, seu marido perdido, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar.

Na tradição germânica, Freya e dois outros vanirs (deuses de fertilidade) se mudaram para Asgard para viver com os aesirs (deuses de guerra) como símbolo da amizade criada depois de uma guerra. Ela usava o colar de Brisingamen, um tesouro de grande valor e beleza que obteve dormindo com os quatro anões que o fizeram.

Ela compartilhava os mortos de guerra com Odin. Metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para seu salão Sessrumnir.

O seu nome tem várias representações (Freia, Freja, Froya, etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Frigga, mas ela também foi uma grande fiandeira na antiguidade.

Freya também tinha uma suposta paixão pelo deus Loki, o deus do fogo.

FREYR

Frey, Frei ou Freyr é filho de Njord e irmão de Freya, e está casado com a gigante Gerda. É um deus representado como belo e forte que comanda o tempo e a prosperidade, a fertilidade, a alegria e a paz. É o deus chefe da agricultura.

É o patrono da fertilidade, o soberano dum país chamado Álflheimr, reino dos elfos da luz (ljósálfar), que são os responsáveis pelo crescimento da vegetação. O Skirnismál (“A Balada de Skirnir”) nos informa que Frey é filho de Njörðr (Njord), o deus da fertilidade. É portanto um deus dos Vanir. Seu cavalo salta qualquer obstáculo e a sua espada mágica, forjada por anões, move-se sozinha nos ares desferindo golpes mortais, mesmo se for perdida em combate. É senhor de um javali de ouro chamado Gulinbursti, criação dos anões Brokk e Sindri, que conduz um carro como se fosse puxado por cavalos, e cujo brilho reluz na noite. Tem também um navio,Skidbladnir (Skidbladnir), que é tão grande que nele cabem todos os deuses, mas pode ser dobrado e guardado na algibeira. É uma das mais antigas divindades germânicas junto com Freyja e Njörðr, e seu nome significa “senhor".

Apesar de ser um deus pacífico, Frey está destinado a lutar contra Surtur na batalha de Ragnarok. Nesta luta não poderá utilizar a sua espada mágica, porque a deu ao seu escudeiro, Skirnir.

Cultuação

Parece que ele inspirou particularmente devoção na Suécia, como evidenciado por estátuas eróticas e amuletos, e pela tradição de procissões de carruagem no estilo de Nerthus, a deusa descrita por Tacitus em sua Germânia, de grande devoção desde a Idade do Bronze no Oeste Germânico. Na Islândia, Frey era ocasionalmente chamado de Síagoð ("o deus sueco"). Ele era aparentemente popular também na própria Islândia, em Trondelag, e na Dinamarca. O culto de Frey deve ter alcançado a Noruega e a Islândia indo a Jutlândia (Dinamarca), em cujo lago central, o lago Stor (Störsjön), ficam as ilhas de Norderön e Frösön (ilha de Njörðr e ilha de Freyr respectivamente).

FRIGGA

Frigga enrolando as nuvens

Frigga, ou Friga, é a Deusa-Mãe da dinastia de Aesir na mitologia nórdica. Esposa de Odin e mãe (ou madrasta) de Thor, ela é a deusa da fertilidade, do amor e da união. É também a protetora da família, das mães e das donas-de-casa, símbolo da doçura.

Na Mitologia nórdica, era conhecida como a mais formosa entre as deusas, a primeira esposa de Odin, rainha do Æsir e deusas do céu. Deusa do clã do Ásynjur, é uma deusa da união, do matrimônio, da fertilidade, do amor, da gerência da casa e das artes domésticas. Suas funções preliminares nas histórias mitológicas dos nórdicos são como a esposa e a mãe, mas estas não são somente suas funções. Tem o poder da profecia embora não diga o que conhece, e seja única, à exceção de Odin, a quem é permitido se sentar em seu elevado trono Hlidskjalf e olhar para fora sobre o universo. Participa também na Caça Selvagem (Asgardreid) junto com seu marido. As crianças de Frigga são Balder, Höðr e, a partir de uma fonte inglesa, Wecta; seus enteados são Hermóðr, Heimdall, Tyr, Vidar, Váli, e Skjoldr. Thor é seu irmão ou um enteado. O companheiro de Frigga é Eir, a médico dos deuses da cura. Os assistentes de Frigg são Hlín (a deusa da proteção), Gná (a deusa dos mensageiros), e Fulla (deusa da fertilidade). Não é claro se os companheiros e os assistentes de Frigga são os aspectos simplesmente diferentes da própria Frigga. De acordo com o poema Lokasenna Frigga é a filha de Fjorgyn (versão masculina da “terra,” cf. versão feminina da “mãe terra,” de Thor), sua mãe não é identificada nas histórias que sobreviveram.

Acreditava-se que era detentora de uma enorme sabedoria, conhecendo o destino dos Homens, sem, no entanto, alguma vez o revelar.

É representada como uma mulher alta e majestosa vestida de penas de falcão e gavião, trazendo um molho de chaves no cinturão.

O seu nome tem várias representações (Frige, Frija, Fricka etc.) sendo também, por vezes, relacionada ou confundida com a deusa Freya.

Atributos

Na Escandinávia, a constelação conhecida como "Constelação de Órion" é denominada "Frigga Distaff" (Fuso de Frigga). Como a constelação está no equador celestial, vários intérpretes sugerem que as estrelas que giram no céu da noite podem ter sido associadas com a roda girando de Frigga. Em diversas passagens ela é representada fiando tecidos ou girando as nuvens.

O nome Frigga pode ser traduzido como "amor" ou "apaixonado" e traz inúmeras variações entre as muitas culturas européias do norte, tanto de local como de tempo. Por exemplo,Frea no Alemão Sulista, Frija ou Friia no Alto Alemão Arcaico,Friggja em Sueco, Frīg (genitivo Frīge) no Inglês Arcaico e Frika que apareceu nas óperas de Wagner. Também é sugerido por alguns autores que o "Frau Holle" da cultura folclórica alemã refere-se a deusa.

O salão de Frigga em Asgard é Fensalir, que significa "salões do pântano". Isto pode significar que as terras alagadiças ou pantanosas eram consideradas especialmente sagradas à deusa, mas tal afirmação não pode ser considerada definitiva. A deusa Saga, que foi descrita bebendo com Odin em copos dourados em seu salão de "assentos submersos" pode ser que represente Frigga com um nome diferente.

Os símbolos normalmente associados com Frigga são:

Chaves

Fuso

Eixo da roca (roda girando)

Visco

Histórias sobre a Deusa Saga
1. A Morte de Balder

"A história mais famosa sobre a Deusa Saga"

"Baldr ou Baldur" tinha grande pesadelos indicando que a sua vida corria perigo e quando ele comentou isto com os Aesir eles se reuniram em conselho, e juntos decidiram requerer imunidade de Balder para todo o tipo de perigo, e Frigg recebeu o solene juramento de todas as coisas, de que nada iria atingir Balder. Quando isso foi confirmado, criou-se um entretenimento colocaram Balder centro de cada reunião e os Aesir, que ali se reuniam atiravam-lhe objetos, pedras e o golpeavam, já que a Balder nada lhe acontecia. Balder, em cada ocasião, saía ileso. Porem quando Loki viu isto, se sentiu atingido. Transformou-se numa mulher, e então dirigiu-se a Fensalir, morada de Frigg. A Deusa, ao ver a esta mulher, perguntou se ela sabia se os Aesir estavam em assembleia. A mulher respondeu que todos atacavam Baldr e que este sempre saia ileso. Então Frigg disse: "Armas e madeiras não o matam. Pois todos haviam jurados não o fazer ". Então, perguntou a mulher: "Pegastes juramento de todas as coisas para estas não machucassem Balder?". Frigg contestou: "Exceto um broto que cresce ao oeste de Vahalla. Se chama muérdago, achei-o demasiadamente jovem para exigir que prestasse juramento". Então a mulher desapareceu. Porem Loki procurou o muérdago o arrancou e dirigiu-se a Assembleia. Encontrando lá o Deuses Hodur "Hoder ou Hod", o deus cego, que estava parado na borda do circulo de concorrentes. Loki aproximou-se e perguntou: "Por que não esta disparando objetos contra Balder?". Hodur contestou: " Porque não posso ver onde Balder está e além do mais não tenho armas". Contudo disse-lhe Loki: "Se queres seguir os exemplos dos outros eu mostro-te onde esta Balder e arranjo-lhe uma lança". Hodur pegou a lança com muérdago e com a ajuda de Loki colocou-a em direção a Balder. Esta foi arremessada diretamente para ele e atingiu o seu coração, Balder caiu morto. Os Deuses, profundamente tristes, reuniram-se em torno de Frigg, mãe de Balder. Frigg Falou: "Quem, entre todos os Aesir, ira a Hel para tratar da devolução de Balder, oferecendo-lhe alguma recompensa para que esta o devolva a Asgard?". Hermod o valente, filho de Odin, tomou Sleipnir, o corcel de oito patas de seu pai, e empreendeu-se nesta travessia, muitos Deuses colocaram o corpo de Balder num barco chamado Hringhorni "Ringhorn", o maior barco de todos, para iniciar o funeral do Deus morto. No funeral estavam Odin, seus corvos Hugin e Munin, as Valkyrias, Frigg, Frey conduzindo seu carro puxado pelo javali Gullinbursti. Heimdall e o corcel Gulltopp, Freya e os gatos. Também compareceram os Gigantes Helados e os Gigantes das Montanhas. O barco foi elegantemente decorado com coroas de flores, armas e objetos de cada um dos Deuses. Depois os Aesir, um a um passaram a dar um ultimo adeus a Balder. Quando chegou a fez de Nanna, mulher de Balder, uma dor muito forte partiu o seu coração e ela caiu morta ao lado de seus esposo. Os Deuses colocaram Nanna junto a Balder, para que ela o acompanhasse ate mesmo na morte. Acto seguido, como símbolo do sonho eterno, rodearam os defuntos Deuses com espinhos. Quando Odin se aproximou para dar o ultimo adeus deixou como oferenda o seu precioso anel Draupnir, sussurrando misteriosas palavras nos ouvidos de Balder. Então o Gigante Hyrrokin, o único com força suficiente para empurrar o barco, empurra o barco com um impulso tão forte que os troncos que estavam encostados cederam sobre a pira funerária. Thor, acertou com o seu martelo Mjolnir para consagrar a pira. Hermod, durante nove dias e noites, cavalgou os vales obscuros e profundos, para chegar onde estava Hel. Disse então a Hel que desse a Balder a possibilidade de retornar a Asgard junto com ele, dada a grande dor e luto entre os reinantes de Aesir. Disse-lhe Hel: "Para provar que Balder é um ser amado, todas cada uma das criaturas e objetos, vivos ou mortos, devem proclamar sua dor e pena. Só assim Balder poderá voltar a Asgard. Porém se uma só criatura ou objeto não o fizer Balder permanecera aqui comigo". Hermod regressou esperançado a Asgard, para comunicar a noticia a Frigg. Ao tomar conhecimento a Deusa tratou de obter lágrimas de penas de todas as criaturas e coisa, vivas e mortas porém uma Giganta de nome Thok, que era Loki disfarçado novamente, não correspondeu às suas expectativas e não mostrou pena alguma. A tarefa de devolver Balder a Asgard havia fracassado....

FULLA

Fulla com sua serva

Fulla é uma deusa da mitologia germânica, irmã deFrigga que cuida de sua caixa mágica. Pode ser que seja uma das Asynjor.

FENRIS

Fenris, Fenrir, ou ainda Fenrisulfr, é um lobo monstruoso da mitologia nórdica. Filho de Loki (filho de criação de Odin) com a giganta Angrboda, tem como irmãos Jormungand (a serpente deMidgard) eHel (a Morte).

O lobo Fenrir

Acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok(O Destino Final dos Deuses), Fenrir se solta e causa grande devastação, antes de devorar o próprio Odin (O Supremo deus Guerreiro), sendo morto, posteriormente, pelo filho do grande deus, Vidar, que enfiará uma faca em seu coração (ou rasgará seus peitos até o maxilar, de acordo com um diferente autor).

A fonte mais importante de informação sobre Fenriraparece na seção de Gylfaginning no édico deSnorri Sturluson, embora haja outros, frequentemente contraditórios. Por exemplo, em Lokasenna, Loki ameaça Thor com a destruição por Fenrir durante o Ragnarök, uma vez que Fenrir pode destruir Odin.

Fenrir devorando Odin

Fenrir tem dois filhos, Hati ("Odioso") e Skoll. Os dois filhos perseguem os cavalos Árvakr eAlsviðr, que conduzem a carruagem que contém o sol. Hati também persegue Mani, a lua. Deve-se notar que Skoll, em determinadas circunstâncias, é usado como um heiti(palavra que descreve uma espécie de kenning, frase poética que é utilizada substituindo o nome usual de um personagem ou de uma coisa) referenciando, indiretamente, ao pai (Fenrir) e não ao filho (esta ambiguidade também existe no outro sentido. Por exemplo, no poema épico Vafthruthnismal, existe uma confusão na estrofe 46, onde a Fenrir é dado os atributos do perseguidor do sol, o que na verdade seria seu filho Skoll).

De acordo com Eddas, Fenrir arranca fora a mão de Týr

De acordo com Eddas, Fenrir arranca fora a mão deTýr

A partir da "A profecia dos Völva" ou "A profecia de Sybil",(Völuspá) e de sua luta com Vafthruthnir(também relatado no Vafthruthnismal ), Odinpercebe que as crianças de Loki e de Angrboda trariam problemas aos deuses. Logo, o poderoso deus traz a sua presença o lobo Fenrir, junto com seu irmão Jormungand e sua irmã, Hela. Após lançar Jörmungandr nas profundezas do mar e enviar Hel para baixo, na terra dos mortos (Niflheim), Odin mandou que o lobo fosse levado pelos Æsir.

No entanto, somente o deus Týr era audaz o bastante para alimentar o monstro crescente. Os deuses temiam pela força crescente do lobo e pelas profecias de que o lobo seria sua destruição. Duas vezes, Fenrir concordou em ser acorrentado e, pelas duas vezes, ele estourou facilmente os elos que o prendiam. A primeira corrente, feita do ferro, foi chamada Loeðingr. A segunda, também de ferro, mas duas vezes mais forte, foi chamada Drómi. Finalmente, Odin pediu ajuda aos anões, e eles fizeram um grilhão chamado Gleipnir, era macio como a seda e foi feito com ingredientes muito especiais.

Os deuses então, levaram Fenris-lobo para uma ilha deserta e o desafiaram a quebrar Gleipnir. Percebendo a armadilha, o lobo concorda, mas com a condição de que um dos deuses pusesse a mão em sua boca, como sinal de "boa fé".

Assim, o bravo Tyr enfiou a mão direita entre as mandíbulas do terrível monstro.

Eles amarraram o lobo com os grilhões macios, mas, dessa vez, quanto mais Fenris-lobo puxava, mais Gleipnir apertava-se em seu pescoço. Furioso, ele fechou vigorosamente suas enormes mandíbulas e decepou a mão do deus.

Tyr ainda teve a oportunidade de se vingar colocando uma espada na boca do lobo para que ele não fizesse tanto barulho.

Mesmo sabendo que chegaria um dia em que Fenrir se libertaria e traria morte e destruição a todos eles, os deuses não o mataram. "O que tem de ser, será", disseram.

Passagens
1. Poetic Edda

"Fenrir and Odin" (1895) por Lorenz Frølich.

 

 

 

Uma ilustração de Víðarr apunhalando Fenris enquanto segurava suas mandíbulas. (1908) por W. G. Collingwood, inspirado pelo Gosforth Cross.

Fenrir é mencionado em três estrofes do poema Völuspá, e em duas estrofes do poema Vafþrúðnismál. Na estrofe 40 do poema Völuspá, uma völva divulga paraOdin que, no leste, uma velha mulher sentou na floresta Járnviðr, e pariu lá a ninhada de Fenris. "Virá um, em meio de todos eles, um apanhador da lua em pele de troll."[1] Mais à frente no poema, a völva prediz que Odin seria consumido por Fenris no Ragnarok:

Então é completo o pesar de Hlín, quando Óðinn vai à lutar com o lobo, e  o matador de Beli, resplandecer contra Surtr.

Então deverá, o amigo de Frigg cair.

Na strofe que segue, a völva descreve que "uma criança alta da Prógenie Triunfante" de Odin (o filho de Odin, Vidar) virá então para "lutar com a besta da carnificina," e que com suas mãos, ele enfincará uma espada no filho de "Hveðrungr," vingando a morte de seu pai.[2]

Nas primeiras duas estrofes mencionando Fenrir em Vafþrúðnismál, Odin pôsa uma questão à sábia jötunn Vafþrúðnir:

"Muito eu tenho viajado, muito eu tenho tentado, muito eu tenho testado os Poderes; de onde um sol tem entrado no céu amaciado quando Fenris assaltará este aqui?"

Na estrofe que se segue, Vafþrúðnir responde que Sól (aqui referido como Álfröðull, referindo-se ao Sol),carregará uma filha antes que Fenrir a ataque, e que essa filha continuará os caminhos de sua falecida mãe pelos céus.[3]

2. Prose Edda

"Loki's Brood" (1905) por Emil Doepler.

"Loki's Children" (1906) por Lorenz Frølich.

"Týr and Fenrir" (1911) porJohn Bauer.

Na Prose Edda, Fenrir é mencionado em três livros: Gylfaginning, Skáldskaparmál and Háttatal.

a) Gylfaginning capítulos 13 e 25

No capítulo 13 do livro da Prose Edda, Gylfaginning, Fenrir é primeiro mencionado na estrofe indicada deVöluspá.[4] Fenrir é primeiramente mencionado na prosa no capítulo 25, onde a figura entronada de High conta a Gangleri (descrito como o rei Gylfi disfarçado) sobre o deus Týr. High diz que um exemplo da bravura de Týr's é que quando o Æsir estrava atraindo Fenrir (referido aqui como Fenrisúlfr) para colocar os grilhões Gleipnir no lobo. Fenrir não confiou que eles iriam deixá-lo ir até que o Æsir colocasse sua mão em sua boca como garantia. Como resultado, quando o Æsir recusou em libertá-lo, ele arrancou fora a mão de Tyr num lugar agora chamado "wolf-joint" ou "Articulação do Lobo" (referindo-se ao encaixe da mordida), fazendo Týr ficar maneta, algo "não considerado como sendo um apaziguador de assuntos e coisas entre pessoas e povos."[5]

b) Gylfaginning capítulo 34

No capítulo 34, High descreve Loki, e diz que o deus teve 3 filhos com uma fêmea jötunn chamada Angrboða, localizado na terra de Jötunheimr; Fenrisúlfr, a serpente Jörmungandr, e uma fêmea Hel. High continua, que assim que os deuses soubessem que essas três crianças estariam sendo trazidas para Jötunheimr, e que quando os deus "traçassem profecias que desses irmãos, grandes infortúnios e desgraças originariam-se para eles" eles esperaram grandes problemas vindo delas, parcialmente devido a natureza da mãe das crianças. Ainda pior, devido à natureza de seu pai.[6]

High diz que Odin enviou os deuses para coletarem as crianças e trazê-las a ele. Assim que chegaram, Odin jogou Jörmungandr em "aquele mar profundo que cobre todas as terras", e então jogou Hel em Niflheim, e deu a ela a autoridade sobre os Nove Mundos. No entanto, o Æsir olhou para o lobo e pensou na profecia e ficou com medo do "lobo à sua porta", e só Týr teve coragem de se aproximar de Fenrir e dar-lhe comida. Os deuses notaram que Fenrir estava crescendo rapidamente todo dia, e desde que todas as profecias predizeram que Fenrir estava destinado a causá-los dano, os deuses formaram um plano. Os deuses prepararam três grilhões: O primeiro, altamente forte, foi chamado de Leyding. Eles trouxeram Leyding a Fenrir e sugeriram que o lobo testasse sua força com ela. Fenrir julgou que ela não estava além de sua força, e então deixou que os deuses fizessem o que quisessem com ela. No primeiro chute de Fenris a corrente estraçalhou, e Fenrir se soltou de Leyding. Os deuses fizeram um segundo grilhão, duas vezes mais forte, e o chamaram de Dromi. Eles pediram a Fenrir que testasse o novo grilhão, e que se ele quebrasse essa nova forma de engenharia, Fenrir alcançaria grande fama pela sua força. Fenrir considerou que o grilhão era muito forte, porém que sua força também havia aumentado desde que ele quebrou Leyding, e ainda que ele haveria de tomar alguns riscos se fosse para ficar famoso. Fenrir permitiu que eles colocassem o grilhão.[7]

Quando os Æsir se afastaram e exclamaram que eles estavam prontos, Fenrir se chacoalhou e quebrou o grilhão jogando-o no chão, se esforçando, e chutando-o com os pés – quebrando-a em pedaços que voaram a distância. High diz que, como resultado de "libertar-se de Leyding" ou "estraçalhar Dromi" vem os ditos de quando alguma façanha é adquirida devido a tamanho esforço. Os Æsir começaram a temer que eles não conseguiriam acorrentar Fenris, e então Odin enviou o mensageiro de Freyr, Skírnir à terra de Svartálfaheimr para "alguns anões" e os fizeram fazer um grilhão chamado Gleipnir. Os anões construíram Gleipnir de seis míticos ingredientes. Depois de uma troca entre Gangleri e High, High continua dizendo que o grilhão era liso e macio, como uma fita de seda, ainda assim, forte e firme. Os mensageiros então trouxeram o grilhão aos Æsir, e eles agradeceram-no cordialmente por completar a tarefa.[8]

Os Æsir foram então para o lago Amsvartnir (Nórdico Antigo "Preto breu"[9]), pediu a Fenrir para acompanhá-los, e continuaram para a ilha Lyngvi (Nórdico Antigo "um lugar coberto por urze"[10]). os deuses então mostraram a Fenrir o grilhão sedoso Gleipnir, e disseram a ele para rasgá-lo, dizendo que era muito mais forte do que aparentava, passaram entre si, usaram suas mãos para puxá-lo, e mesmo assim ele não se rasgou. No entanto, eles disseram que Fenris seria capaz de despedaçá-lo, ao qual Fenrir replicou:

"The Binding of Fenrir" (1908) por George Wright.

"Aparenta para mim, que com essa faixa contudo, eu não ganharei nenhuma fama se despedaçar tão delgada atadura, mas se é feita com arte e astúcia, aí mesmo que aparente fina, essa faixa não irá em minhas pernas."[8]

Os Æsir disseram que Fenrir iria rapidamente rasgar a fina tira de seda, notando que o grande lobo antes, teria quebrado grandes pulseiras de ferro, e adicionaram que se Fenris não fosse hábil de quebrar a fina Gleipnir então Fenrir não era nada para os deuses temerem, e como resultado disso, seria libertado. Fenrir respondeu:

"Se vocês me prenderem de forma que eu não consiga me soltar, então vocês estariam em uma situação em que eu haveria de esperar um longo tempo antes de conseguir alguma ajuda de vocês. Eu estou relutante de ter essa faixa em mim. Mas antes de questionarem minha coragem, deixe alguém por sua mão em minha boca como uma forma de garantia de que isso é feito de boa fé."[11]

Com esse atestado, todos os Æsir olharam um para o outro, vendo a si mesmos em um dilema. Todos recusaram pôr as suas mãos na boca de Fenrir, até Týr aparecer colocando sua mão direita entre as mandíbulas do lobo. Quando Fenrir puxou, Gleipnir agarrou-lhe firme, e quanto mais Fenrir se debatia, mais forte a atadura se tornava. Vendo isso, todos riram, exceto Týr, que ali perdeu sua mão direita. Quando os deuses souberam que Fenris estava completamente preso, eles pegaram uma coleira chamada Gelgja (do Nórdico Antigo "grilhão"[12]) pendendo de Gleipnir, inseriram a fina corda por entre uma grande rocha chata chamada Gjöll(Nórdico Antigo "Grito"[13]), e os deuses asseguraram a rocha chata fundo no chão. Depois, os deuses pegaram outra grande rocha chamada Thviti (Nórdico Antigo para "batedor"[14]), e confiaram-na ainda mais fundo no chão como uma âncora cavilhada. Fenrir reagiu violentamente; ele abriu suas mandíbulas até o máximo, e tentou mutilar os deuses com suas mandíbulas. Os deuses firmaram "uma certa espada" na boca de Fenris, a bainha da espada em suas gengivas inferiores e a ponta em suas superiores. Fenrir uivou horrivelmente" e saliva correu de sua boca, e essa saliva formou o rio Ván (Nórdico Antigo "esperança"[15]). Ali Fenrir ficará até o Ragnarök. Gangleri comenta que Loki criou uma "família muito terrível" contudo importante, e pergunta por que os Æsir simplesmente não mataram Fenrir lá mesmo já que esperavam grande mal a si vindo dele. High replica que "tão fortemente os deuses respeitavam os seus holy places e lugares de santuário que eles não queriam definhá-los com o sangue do lobo, mesmo as profecias dizendo que ele seria a morte de Odin."[16]

"Odin and Fenriswolf, Freyr and Surt" (1905) por Emil Doepler.

c) Gylfaginning capítulos 38 e 51

No capitulo 38, High diz que há Einherjar emValhalla, e muitos mais que iriam chegar, e ainda assim, que eles "seriam muito poucos quando o lobo viesse."[17] No capítulo 51, High prediz que como parte dos eventos do Ragnarök, depois do filho de Fenris Sköll ter engolido Sól(Sol) e seu outro filho Hati Hróðvitnisson ter engolido Mani (Lua), as estrelas desaparecerão dos céus, a terra chacoalhará violentamente, árvores serão arrancadas, montanhas desmoronarão, e todas as correntes despedaçarão – Fenrisúlfr então será liberto. Fenrisúlfr disparará àfrente com sua boca completamente aberta, sua mandíbula superior tocando os céus e sua mandíbula inferior a terra, e chamas ascenderão e queimaram de seus olhos e narinas.[18]Depois, Fenrisúlfr chegará ao campo de batalha Vígríðr com seu irmão, a serpente de Midgard Jörmungandr. Com suas forças combinadas, uma imensa batalha tomará vez. Durante isso, Odin cavalgará para enfrentar Fenrisúlfr. Durante a batalha, Fenrisúlfr irá por fim, engolir Odin, matando-o, e seu filho Víðarr avançará e colocará um pé na mandíbula inferior do lobo. Essa pegada carregará uma marca lendária "pois o material teria sido coletado durante todos os tempos." Com uma mão, Víðarr segurará a mandíbula superior do lobo e rasgará a sua boca com a outra, matando Fenrisúlfr.[19] High continua a descrição dessa prosa citando várias notas de Völuspá. Em adição, algumas das quais citam Fenris.[20]

"Fenrir" (1874) por A. Fleming.

d) Skáldskaparmál e Háttatal

Na seção Epílogo do livro Prose Edda Skáldskaparmál, um eufêmero monólogo equipara Fenrisúlfr a Pyrrhus, numa tentativa de racionalizar "ele matou Odin, e Pyrrhus poderia-se dizer ser um lobo de acordo com a crença deles, pois ele não prestava nenhum respeito por lugares de santuário quando ele matou o rei no templo na frente do altar de Thor."[21] No capítulo 2, "Inimigo do Lobo" é citado como uma kenning por Odin assim como é usado no século 10 pelo skald Egill Skallagrímsson.[22] No capítulo 9, "Alimentador do Lobo" é dado como um kenning para Týr e, no capítulo 11, "Matador de Fenrisúlfr" é apresentado como um kenning para Víðarr.[23] No capítulo 50, uma seção de Ragnarsdrápa pelo skald do século 9 Bragi Boddason, há uma citação que se refere Hel, como "A Irmã do Monstruoso Lobo."[24] No capítulo 75, os nomes wargs e lobos são listados, incluindo ambos "Hróðvitnir" e "Fenrir."[25] "Fenrir" aparece duas vezes em versos como um pronome comum para um "lobo" ou "warg", no capítulo 58 de Skáldskaparmál, e no capítulo 56 do livro Háttatal.[26] Adicionalmente, o nome "Fenrir" pode ser visto entre uma lista dejötnar no capítulo 55 de Skáldskaparmál.[27]

3. Heimskringla

No fim da Heimskringla saga Hákonar saga góða, o poema Hákonarmál pelo skalddo século 10 Eyvindr skáldaspillir é apresentado. O poema fala sobre a queda do Rei Haakon I da Noruega; que apesar de ser cristão, é levado por duas valquírias ao Valhalla, e lá é recebido como um dos Einherjar. No fim do poema, uma estrofe relata que antes iriam as correntes de Fenrir se quebrarem do que um tão bom rei como Haakon sentar em seu trono:

Desprendido será Fenris Lobo e destruirá o reino dos homens, antes que  venha um príncipe real tão bom quanto, para ficar em seu lugar.[28]

O rio Ván fluindo por entre as mandíbulas de Fenrir, encadernado nesta ilustração de um manuscrito islândico do século XVII.

GERFJUR

Detalhe da Fonte de Gefjun (1908) por Anders Bundgaard

Na mitologia nórdica, Gefjun (ou Gefjon, ou ainda a grafia alternativa Gefion) é uma deusa associada à arada, a ilha dinamarquesa Zelândia, a o rei sueco lendário Gylfi, o reiSkjöldr e a virgindade. Ela é citada no Edda em verso, compilado no século XIII a partir de fontes tradicionais; no Edda em prosa e no Heimskringla, escrito também no século XIII por Snorri Sturluson. Também, nas obras dos escaldos.

Tanto o Edda em prosa quanto o Heimskringla citam que ela desapareceu onde hoje é o lago Mälaren, Suécia, e naquela terra foi formada a ilha de Zelândia. No Edda também é descrito que ela era não somente virgem, mas que todos que morressem virgens seriam seus assistentes. Já o Heimskringla cita que ela era casada com o reiSkjöldr.

Etimologia

A etimologia de Gefjun é incerta entre os especialistas. De acordo com estudos modernos, Gef- é geralmente relacionado ao nome Gef-n, que por sua vez é um dos diversos nomes para a deusa Freya, e que provavelmente significa "aquela que provê (prosperidade ou felicidade)."[1]

Influência

Gefjun aparece em diversas fontes como a mãe alegórica da Noruega, Suécia e Dinamarca no poema sueco Gefion, a Poem in Four Cantos de Eleonora Charlotta d'Albedyhll (1770-1835).[2] Uma fonte mostrando a deusa dirigindo seus bois para puxar seu arado é obra de Anders Bundgaard (1908), presente em Copenhage, na ilha de Zelândia, assim como no mito.[3] Toda uma família de asteroides, Gefion,[4] e o asteroide 1272 Gefion (descoberto em 1931 por Karl Wilhelm Reinmuth[5]) também estão associados ao nome da deusa.

HELA

Na mitologia nórdica, Hel, Hela ou Hell é filha de Loki e da gigante Angrboda, irmã mais nova de Fenrir e da serpente de Midgard. A serpente de Midgard foi banida por Odin para o mar que cerca a Terra, mas a fera cresceu tanto que podia se colocar à volta do mundo e tocar na própria cauda. Lobo Fenris foi preso com uma corrente feita pelos espíritos da montanha, chamada Gleipnir.

Hel foi banida por Odin para o mundo inferior que recebeu seu nome, Helheim, que fica nas profundezas de Niflheim. Helheim fica às margens do rio Nastronol, que equivale ao rio Aqueronte da mitologia grega. Lá, recebeu o poder de dominar nove mundos ou regiões, onde distribui aqueles que lhe são enviados, isto é, aqueles que morrem por velhice ou doença. Seu palácio chama-se Elvidner, sua mesa era a Fome, sua faca, a Inanição, o Atraso, seu criado, a Vagareza, sua criada, o Precipício, sua porta, a Preocupação sua cama, e os Sofrimentos formavam as paredes de seus aposentos. Hela podia ser facilmente reconhecida, uma metade de seu corpo era de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrível em decomposição.

A personalidade de Hel difere das dos deuses do mundo inferior das demais mitologias: Ela não é boa e nem má, simplesmente justa.

O termo inglês Hell (Inferno em português) origina-se do nome desta deusa.

HEIMDALL

Heimdall tocando a corneta Giallarhorn, avisando que o perigo surgiu

Na Mitologia Nórdica, Heindall ou Heimdallr era o vigia e guardião da "Bifrost", ponte do arco-íris (a ponte que conduzia a Asgard) e dos deuses. Não se sabe ao certo de quem ele é filho, alguns acreditam que seja filho de Gigantes, e outros, que seja filho das nove filhas de Aegir com Ran. Tinha a visão e a audição extremamente apuradas, sendo até capaz de escutar o crescer da da ovelha e o das ervas. Nunca dormia. Era seu dever avisar quando os inimigos dos deuses atacassem soprando a corneta Giallarhorn, que podia ser ouvida em todo o mundo. De acordo com o Canto d e Rig, ele se tornou o pai da humanidade ao criar as três classes sociais: Karl, Jarle Thrall. É o deus das estratégias, possuía um olhar mais aguçado do que o de um falcão e uma visão noturna melhor do que a da coruja. Estava destinado a defrontar e matar Loki na batalha de Ragnarok, morrendo depois por causa dos seus graves ferimentos

HLIN

Na mitologia nórdica, Hlin é uma das três sirventes de Frigg, junto com Fulla e Gná. Seu nome significa "protetora", e Frigg o da tarefa de proteger aos homens e consolar aos mortais apenados. Na Völuspá, Hlin aparece como un nome de Frigg.

IDUNA

John Bauer: Iduna e Loki (1911)

Iduna (também conhecida como Idun ou Iðunn) era, n a mitologia nórdica, esposa de Bragi e deusa da poesia. De acordo com o Edda em prosa ela era a guardiã do pomar sagrado cujas maçãs permitem aos Aesir restaurarem a sua juventude pela eternidade. Ela é responsável pela imortalidade dos deuses, fornecendo uma maçã por dia, vinda de seu cofre de madeira de freixo, que mantêm a juventude e força. Na "Altercação de Loki", das baladas éticas, ela é acusada de adultério pelo perverso Loki: "Idun aperta em seus braços o assassino de seu irmão". Em outras fontes da Mitologia Nórdica temos o episódio no qual o gigante Tiazi por ela se apaixona, sequestrando-a metamorfoseado em uma águia. Ao que parece, Idun não tinha culto regular entre os nórdicos, era deusa mais figurativa.

JÖRO

Jörð é a deusa de Midgard (a Terra) na mitologia nórdica. Jord é a mãe de Thor e irmã de Njord, alguns historiadores dizem que ela seria não uma irmã, mas sim uma amante de Njord. De Jord provém Midjungard, outro sinônimo para Midgard. Ao invés de permanecer em Asgard, Jord cuida de Midgard.

LOKI

Loki com sua invenção, a rede de pesca; figura de ummanuscrito islandês do século XVIII

Loki (também conhecido como Loke ou possivelmente Lothur) é um deus ou um gigante da mitologia nórdica. Deus do fogo, da trapaça e da travessura, também está ligado à magia e pode assumir formas de vários animais - exceto de aves - e de ambos os sexos. Ele não pertence aos Aesir, embora viva com eles. É frequentemente considerado um símbolo da maldade, traiçoeiro, de pouca confiança; e, embora suas artimanhas geralmente causem problemas a curto prazo aos deuses, estes frequentemente se beneficiam, no fim, das travessuras de Loki. Ele está entre as figuras mais complexas da mitologia nórdica.

Ele possui um grande senso de estratégia e usa suas habilidades para seus interesses, envolvendo intriga e mentiras complexas. Sendo um misto de deus e gigante, sua relação com os outros deuses é conturbada.Segundo as lendas nórdicas ele ira liderar um exercito no RAGNAROK. Entretanto, ele é respeitado por Odin, de quem é irmão de sangue. Ele também ajuda Thor a recuperar seu martelo Mjölnir, roubado pelos gigantes, obtém alguns dos artefatos mais preciosos dos deuses - como a própria Mjölnir, a lança de Odin, Grugnir, os cabelos de ouro de Sif e o navio mágico de Freyr, Skidbladnir.

As referências a Loki estão no Edda em verso, compilado no século XIII a partir de fontes tradicionais, no Edda em prosa e no Heimskringla, escrito no século XIII por Snorri Sturluson. Ele também aparece nos Poemas rúnicos, a poesia dos escaldos, e no folclore escandinavo. Há teorias que conectam o personagem com o ar ou o fogo, e que ele pode ser a mesma figura do deus Lóðurr, um dos irmãos de Odin. O compositor Richard Wagner apresentou o personagem com o nome germânico Loge em sua tetralogia de óperas Der Ring des Nibelungen. Entretanto, essa variação do nome na realidade diz respeito a outro personagem nórdico, o gigante de fogo Logi, o que reforça sua relação com o fogo.

Edda em verso

No Edda em verso, Loki aparece nos poemas Völuspá, Lokasenna, Þrymskviða,Reginsmál, Baldrs draumar e Hyndluljóð, seja apenas citado ou parte relevante do texto.

"Loki zomba Bragi" (1908) por W. G. Collingwood.

1. Lokasenna

O poema começa com uma prosa introdutória detalhando que Aegir promovia um evento em seu salão para alguns deuses e elfos. No local, os deuses elogiam os serventes Fimafeng e Eldir, e Loki mata Fimafeng por não suportar ouvir aquilo. Em resposta, os deuses pegam seus escudos e atacam Loki, o perseguindo do salão até a floresta. Por fim, os deuses retornam ao salão e continuam a beber.[1]

O fugitivo volta ao local, e encontrar Eldir fora do salão. Começando o poema, Loki o saúda e pede que ele conte o que os deuses discutem desde sua ausência. Eldir responde que eles discutem suas armas e suas qualidades bélicas, e que nada amigável se dizia sobre Loki. O deus do fogo diz que entrará no evento, e que até o fim ele induziria discussão entre os deuses. Ele entra no salão, e todos se emudecem com sua presença.[2]

Sedento, Loki clama que havia retornado de uma longa jornada para pedir aos deuses uma dose de hidromel. Chamando-os de arrogantes, ele questiona porque eles se calam, e exige que o encontrem uma cadeira, ou o expulsem do local. O deus escaldo Bragi é o primeiro a responder, dizendo que Loki não teria uma cadeira. Loki não o responde diretamente, mas direciona sua atenção a Odin, lembrando que nos velhos tempos Odin dizia que nunca beberia se a bebida não fosse trazida a ambos.

"Loke e Sigyn" (1863) por Mårten Eskil Winge.

Odin então pede a seu filho Vidar que se levante, para que Loki possa sentar e parar de culpar os deuses presentes. O jovem se levanta e serve bebida ao convidado. Antes de beber, ele pede um brinde aos deuses, exceto a Bragi, que responde que forneceria um cavalo, uma espada e um anel de suas posses para que não fosse mal visto pelos outros deuses. Ao acusar o argumentador, Loki ouve que, fora do salão Bragi teria a cabeça do inimigo como prêmio por suas mentiras. Ele responde que Bragi era bravo somente sentado, e que correria ao enfrentar um homem de espírito.[3]

A deusa Iduna interrompe, pedindo que Bragi pare de argumentar com Loki naquele salão, em respeito à sua família. Loki pede que ela se cale, acusando-a, sendo respondido que ela não gostaria de vê-los duelando. A deusa Gefjun questiona o motivo dos dois duelarem, e é respondida por Loki com mais acusações.[4]

Odin diz que Loki seria insano ao tornar Gefjun sua inimiga, tendo em vista que sua sabedoria com o destino dos homens seria tão grande quanto a do próprio Odin. Os dois então passam a trocar insultos sobre fatos do passado.[5] Frigg, deusa e esposa de Odin, argumenta que o passado dos dois não deveria ser dito em frente aos outros, e Loki passa a insultá-la também, o que também acontece com Freya eNjord, entre outros.

Eventualmente, Thor chega ao local e manda Loki se calar, chamando-o de criatura maléfica e dizendo que com seu martelo Mjölnir o silenciaria. Os dois também começam a discutir, terminando o poema de Lokasenna. Por fim, há uma prosa detalhando Loki saindo do salão, transformando-se em salmão e se escondendo nas cascatas de Franangrsfors, onde os Aesir o capturaram. Loki é preso, e Skadi coloca um a cobra sobre sua cabeça, de onde passar a cair veneno. Esposa de Loki, Sigyn senta-se junto a ele e começa a coletar o veneno em defesa de seu esposo. Com o enchimento da vasilha, ela constantemente deixa o local para despejar o líquido, e durante esse período o líquido tóxico cai sobre ele, causando-o tamanha dor que toda a terra treme com o seu grito, gerando, assim, os terremotos.[6]

"Voo de Loki para Jötunheim" (1908) por W. G. Collingwood.

2. Þrymskviða

Thor acorda e percebe a perda de seu martelo Mjölnir. Ele vai ao encontro direto de Loki, e os dois vão à corte de Freya. A deusa tinha uma capa de penas de falcão que lhe dava a habilidade de se transformar em pássaro e voar pelos diversos mundos. Loki pede-lhe emprestado sua capa para poder procurar seu objeto perdido, sendo atendido. Ele pega a capa e sai à procura.

Em Jotunheim, o gigante Þrymr está sentado numa mamoa e vê Loki chegando. Ele pergunta o que estaria acontecendo entre os deuses e os elfos para Loki estar sozinho naquele local. Loki responde que ele tinha más notícias para deuses e elfos, o martelo de Thor havia sumido. O gigante responde que havia escondido o Mjölnir debaixo da terra, e que o devolveria somente se Freya fosse trazida para se tornar sua esposa. Loki então deixa o local, e volta à presença dos deuses.[7]

Thor questiona o sucesso da busca de Loki, e recebe resposta positiva. Loki conta que o martelo está com Þrymr, mas que só seria devolvido se Freya fosse levada a ele para se tornar sua esposa. Os dois vão ao encontro da deusa e a mandam se vestir de noiva, para que fosse a Jotunheim. Indignada, ela protesta com ódio, fazendo com que seu colar Brisingamencaia, e recusando-se a fazer tal coisa.[8]Como resultado, os deuses se reúnem para discutir o assunto. Heimdall sugere que Thor se vista de noiva e vá ao local, o que é rejeitado por Thor. Mas Loki apóia a ideia, dizendo que essa seria a única forma de recuperar o martelo. Ele argumenta que, sem aquele martelo, os gigantes poderiam invadir e se estabelecer em Asgard. Os deuses então vestem Thor como uma noiva, Loki se disfarça de mulher para acompanhá-lo como ajudante, e os dois então partem para Jotunheim.[9]

Cavalgando juntos na biga levada por cabras, os dois chegam ao local. Þrymr comanda os gigantes em seu salão para prepará-lo para a cerimônia. No começo da noite, Loki e Thor encontram-se com Þrymr; Thor come e bebe ferozmente, consumindo animais inteiros e muito hidromel. Þrymr estranha tal comportamento, mas Loki, sentado ao lado e percebendo a situação, desculpa-se e alega que "Freya" não havia comido por oito dias, tão ansiosa estava com o casamento. Þrymr levanta o véu e deseja beijar a noiva, mas nota os olhos raivosos encarando-o. Loki novamente se desculpa, dizendo que "ela" não havia dormido por oito noites ansiosa com o casamento.[10]

Pede-se o presente de casamento, e os gigantes trazem o Mjölnir para santificar a noiva, e casar os noivos sob benção da deusa Vár. Thor exulta quando vê o martelo: finalmente recuperando-o, ele mata todos os gigantes presentes na cerimônia, e mais alguns no caminho de volta a Asgard .[11]

3. Reginsmál

Loki aparece na prosa e no começo do poema de Reginsmál. A introdução em prosa detalha que enquanto o herói Sigurd era cuidado por Regin, filho de Hreidmar. Regin o conta que certa vez os deuses Odin, Hoenir e Loki foram às cascatas de Andvara, que tinha muitos peixes. Lá encontraram o Anão Regin, que tinha dois irmãos: Andvari, que se alimentava ao ficar em Andvara sob forma de peixe, e Ótr, que frequentemente ia ao local sob forma de lontra.[12]

Enquanto os três deuses estão nas cascatas, Ótr (sob forma de lontra) pega um salmão e o come na beira do rio; ele morre quando Loki o acerta com uma pedra. Os deuses saúdam o ato, e pegam a pele da lontra para fazer uma bolsa. Na mesma noite, eles se encontram com Hreidmar (pai de Ótr) e o mostram suas capturas, incluindo a pela da lontra. Regin e seu pai identificam o ente que havia morrido, e Hreidmar exige que eles preencham a bolsa com ouro em troca da perda do filho.

Loki é enviado para essa tarefa, e se encontra com a deusa Rán, que o empresta uma rede. Ele volta à Andvara, onde captura Andvari com a rede – Loki é considerado o inventor darede de pesca. Loki exige que o anão transformado em peixe conte onde seu ouro está, e vai a procura do tesouro. Ao obtê-lo, ainda falta mais uma peça. Apesar de perder tudo, Andvari ainda tenta ficar com seu anel, o Andvarinaut, mas Loki também o pega. Agora sob forma de anão, Andvari vai até uma pedra e amaldiçoa o tesouro perdido.[13]

Loki retorna, e os três deuses dão o tesouro a Hreidmar, preenchendo a bolsa. Hreidmar olha o resultado, e nota que há uma minúscula parte não preenchida, o que força Odin a acrescentar o Andvarinaut.[13] Loki diz que eles agora tinham posse do ouro, e que ele estava amaldiçoado, o que causaria a morte de Hreidmar e Regin. Hreidmar responde que se soubesse antes, ele os teria matado, mas age com desdém quanto à maldição. Por fim, o rei anão os expulsa e o poema continua sem qualquer menção a Loki.[14]

Edda em prosa

No Edda em prosa, Loki aparece principalmente em Gylfaginning e Skáldskaparmál.

1. Gylfaginning

"os filhos de Loki" (1920) por Willy Pogany

A primeira referência a Loki no Edda em prosa está no vigésimo capítulo do livro Gylfaginning. Posteriormente, há uma descrição sobre o personagem. Ele é chamado "caluniador dos deuses", "origem da enganação" e "desgraça dos deuses e homens". Diz-se que seu nome alternativo é Lopt, que ele é filho dos gigantes Fárbauti e Laufey, e irmão de Helblindi e Býleistr. Ele possui boa aparência, amigável, mas sua natureza é maligna. Ele é calculista e malicioso, mas também heroico. Muitas das suas proezas causam grandes danos ou ferimentos, mas geralmente ele é rápido o bastante para restaurar a ordem e evitar o desastre completo.

Sua esposa é Sigyn, com quem teve os filhos Nari e Narfi. Em outra época, foi casado com a giganta Angrboda, com quem gerou três criaturas monstruosas, assustadoras e maléficas: o lobo Fenrir, a grande serpente Jormungand e Hel, a deusa parcialmente decomposta do mundo dos mortos. Os deuses sabiam que que os filhos eram criados em Jotunheim, e esperavam problemas deles devido à natureza de Angrboda, e principalmente a de Loki.[15]

O construtor e Svadilfari (1919) por Robert Engels

No capítulo 42, conta-se a história acontecida no começo da era dos deuses, quando eles se estabeleceram em Asgard e construíram a Valhala. Um construtor não identificado se oferece para construir uma fortificação aos deuses em troca da deusa Freya, oSol e a Lua. Após algum debate, os deuses aceitam as condições, mas impõem algumas restrições ao construtor, incluindo completar o trabalho dentro das três temporadas seguintes sem a ajuda de qualquer homem. Eles era fortemente contra as condições, ceder Freya estava fora de cogitação, mas Loki argumenta que o construtor não conseguiria tal feito, e, assim, o contrato seria quebrado. Em contrapartida, o construtor pede que possa ter a ajuda do seu cavalo Svadilfari. O animal consegue rende extraordinariamente bem, carregando blocos enormes de rochas, o que surpreende os deuses. Os dois avançam rapidamente com os muros, e três dias antes do prazo do verão, o construtor está quase na entrada da fortificação. Os deuses se reúnem para discutir esse desempenho inesperado, que colocava em risco a própria natureza dos deuses, entrando em consenso que a culpa era de Loki.[16]

Os deuses declaram que Loki merece uma morte horrível se ele não encontrar um plano para forçar o construtor a falhar no cumprimento do prazo, e o ameaçam. Com medo, ele jura que encontraria um meio para tal, custe o que custasse. Durante a noite, o construtor e seu cavalo se dirigem a outro local em busca de rochas, e da floresta surge uma égua, que começa a chorar. Devido a sua natureza, Svadilfari a segue, mas ela foge floresta a dentro. Essa busca continua por toda a noite, e o construtor é forçado a interromper o trabalho naquela noite, indignado.

Quando os deuses percebem que aquele construtor era um gigante da tribo dos hrímthurs, chamam Thor, que o mata com um golpe do martelo Mjölnir. A égua da floresta era o próprio Loki transformado, e algum tempo depois ele dá a luz a um cavalo cinza de oito patas. Era Sleipnir, considerado o melhor cavalo dos nove mundos.[17] Loki oferece o animal à Odin para redimir sua culpa no caso.

No capítulo 44, relata-se o conto em que Thor e Loki estão cavalgando na biga de Thor levada por cabras. Eles param na casa de um camponês, onde são hospedados pela noite. Thor mata suas cabras, e as prepara para o jantar. Ele convida a família do camponês para compartilhar o alimento preparado. Durante a refeição, o filho Þjálfi chupa a medula óssea de uma das cabras, e quando Thor ressuscita seus animais, descobre que uma das cabras esta manca. Aterrorizada, a família camponesa compensa Thor o dando seus filhos Þjálfi a Röskva.[18]

"Eu sou o gigante Skrymir" porElmer Boyd Smith

Com exceção das cabras, Thor, Loki e as crianças continuam a jornada até chegar na floresta de Jotunheim, onde continuam pela escuridão procurando por abrigo para a noite. Eles encontram uma construção imensa, e ficam por lá. Durante a noite, eles sentem abalos sísmicos no local, o que os amedronta, com exceção de Thor. Na realidade, a construção era a grande luva de Skrymir, que roncava durante a noite, causando os tremores. Ao saberem disso, os quatro fogem para uma árvore próxima.[19]

Thor acorda durante a noite, e uma série de eventos ocorre em que Thor tenta destruir o gigante com seu martelo, mas Skrymir acorda a cada tentativa. Após a segunda tentativa, Skrymir o alerta que se ele agisse assim no castelo de Útgarðar, era melhor voltar naquele momento, pois os soldados do rei não aturariam aquela atitude. Eventualmente, Skrymir sai pela floresta, e os quatro viajantes continuam sua jornada até o meio-dia. Eles encontram um grande castelo e uma área aberta. O castelo é tão grande que eles devem se curvar completamente para ver o topo da construção. Na entrada há um portão, e Thor percebe que não consegue abri-lo. Juntos, os quatro conseguem abrir o portão, seguem pelo salão de entrada e observam dois grandes bancos onde sentam pessoas gigantescas.

Entre os gigantes eles identificam Útgarða-Loki, o rei do castelo, que se vira aos visitantes e os saúda, gracejando Thor. O rei desafia os visitantes a alguns desafios, e Loki toma a iniciativa. Ele diz que nenhum dos presentes consegue comer sua comida tão rápido quanto ele, e nisso, um dos servos de Utgarda-Loki se apresenta. Inesperadamente, Loki perde. Em seguida, Thor é desafiado a um teste de bebida, e ele perde também. Em seguida, Utgarda-Loki desafia Thor a erguer a pata de seu gato, e Thor falha novamente. Por último, a velha ama do rei gigante, Eli, desafia Thor a uma luta, e vence. Thor e Loki saem do reino dos gigantes humilhados, porém são confortados mais tarde por um mensageiro, que diz a verdade sobre os desafios: Loki perdera para fogo selvagem, algo que a tudo devora; o chifre de hidromel de Thor havia sido conectado ao oceano, por isso ele nunca o terminava - embora o deus do trovão tenha bebido tanto que o mar sofreu um notável desnível; a pata de gato que Thor não pudera levantar era a imensa cauda da Jörmungard disfarçada por magia, enquanto Eli era, na verdade, a velhice, algo que nada nem ninguém pode vencer.[20]

Noutro momento de Gylfaginning, há a descrição da morte de Balder, a primeira duma série de eventos que levaria ao Ragnarök. A história possui um desfecho análogo ao destino de Loki no fim da Lokasenna, do Edda em verso. Balder era conhecido por disseminar boa vontade e a paz, o que, junto com sua popularidade, irava Loki. Balder, então, começa a ter pesadelos com sua própria morte. O sonho é considerado profético, e ele se deprime com seu destino, fazendo com que sua mãe exija que todos os objetos do mundo nunca façam mal ao filho. Todos exceto por um visco:[21] Frigga o considerava muito irrelevante para tal, além de jovem demais para fazer qualquer juramento.

"A morte de Balder" (1817) porChristoffer Wilhelm Eckersberg

Loki se transforma em mulher e acaba tomando conhecimento dessa exceção conversando com Frigga, o que o motiva fazer uma flecha mágica de visco, e vai ao encontro dos deuses, que se divertem ao jogar objetos em Baldr e vê-los rebatendo ou desviando sem causar qualquer dano ao jovem. Loki dá sua lança ao irmão de Baldr, o deus cego Höðr, que acidentalmente mata seu irmão. Outras versões sugerem que Höðr não participava da brincadeira por sua condição. Disfarçado, Loki chega e oferece ajuda, lhe fornecendo a flecha e o levando-o a mirá-la no irmão. Por este ato, Odin e a gigante Rindr geram o filho Váli, que cresceria para punir Höðr.[22]

Segundo as tradições, Baldr foi cremado em seu navio, Hringhorni. Todos pesam a morte do ente próximo. Após pedido de Frigga, os presentes são avisados através do mensageiro Hermod que Hela promete libertar Baldr do submundo se todos os objetos vivos pesarem sua morte. Todos atendem o pedido, exceto a giganta Þökk, que se recusa a lamentar a perda desse deus. Por isso, Baldr deveria permanecer no submundo até o Ragnarök.

Quando os deuses descobrem que a giganta era ninguém mais que Loki sob disfarce, eles o perseguem e o prendem a três rochas. Eles prendem uma cobra sobre sua cabeça, que pinga veneno sobre seu rosto. A esposa de Loki, Sigyn evita que isso aconteça armazenando o veneno numa vasilha, mas de tempos em tempos ela era obrigada a retirar o objeto para esvaziá-lo. O líquido tóxico, ao cair sobre o rosto de Loki, causava-lhe tanta dor que a terra inteira tremia com seu grito, o que passou a se chamar terremoto. Eventualmente, Loki consegue se libertar a tempo de lutar contra os deuses no Ragnarök.

2. Skáldskaparmál

O Skáldskaparmál descreve que os filhos de Ivaldi são anões que, desafiados por Loki, construíram o navio mágico de Frey (Skidbladnir), a lança invencível de Odin (Gungnir) e os cabelos de ouro de Sif, substituindo, assim, os cabelos cortados por Loki (esse sendo o principal objetivo do desafio; após cortar os cabelos de Sif durante uma travessura, Loki fora obrigado pelo marido dela, Thor, a compensá-la por aquilo). Tais objetos era muito apreciados pelos deuses, e certa vez Loki apostou com o anão Brokk a própria cabeça que seu irmão Eitri não conseguiria construir objetos com a mesma qualidade. Para atrapalhá-los, Loki se transforma em abelha, picando-os constantemente. Entretanto, mesmo com as dificuldades, essa competição resultou na criação do javali de Frey (Gullinbursti), o anel de Odin (Draupnir) e o martelo de Thor (Mjölnir).

Os deuses julgaram todos os objetos e consideraram as obras de Brokk ainda mais grandiosas que as dos filhos de Ivaldi, e ele ganhou a aposta. Perdendo, Loki foge após estar à mercê dos anões. Entretanto, a pedido dos anões ele é capturado por Thor e entregado aos irmãos. Mas Loki é astuto, e argumenta que, se sua cabeça for cortada, o seu pescoço seria danificado, e isso não fazia parte da aposta. Mas os anões se contentam em costurar seus lábios, pois eles julgavam que Loki falava demais. Ele consegue retirar o fio e fugir.

Teorias sobre o personagem

As ações de Loki mostra seu lado maléfico por boas causas, estas geralmente contra sua intenção original. Entretanto, ele não é considerado perigoso; sua criatividade é usada pelos outros deuses para lidar com situações sem esperança. Uma das teorias sobre o personagem argumenta que seu lado demoníaco e destrutivo é exclusivo duma perspectiva cristã. Muitos os consideram um trapaceiro que, apesar de seu indubitável lado mau, acaba se tornando um dos principais aliados dos deuses; além disso, ele representa o toque de caos necessário para que possa haver evolução. Conceitos cristãos introduzidos mais tarde na Escandinávia acabaram por destacar apenas suas piores características.

Apesar de diversas investigações, a figura deste deus continua obscura. Não há seu traços de religião em seu nome, e ele não aparece em toponímia alguma. Algumas fontes o relacionam com os deuses,[23] mas se supõe que isso se deve ao seu relacionamento fraterno com Odin, a quantidade que passam juntos.

MÍMIR

O mais sábio dos deuses nórdicos, Mímir teve sua cabeça decepada, mas Odin a manteve viva e a consultava a fim de se tornar onisciente.

É um dos deuses gigantes antigos. Obteve todo o seu conhecimento ao beber do poço da Grande Sabedoria nas raízes de Yggdrasil. Não confundir com Ymir, outro gigante da mitologia nórdica.

MAGNI

Magni é o filho de Thor (deus do trovão na mitologia nórdica e germânica) e da giganta Jarnsaxa. Magni cujo nome significa “Força”, era irmão de Modi e Thrud. Magni era famoso por sua extraordinária força desde quando era muito jovem. AEdda em Prosa relata que Thor, certa vez, enfrentou e derrotou o gigante Hrungnir, mas o gigante havia caido sobre o deus. Todos os deuses haviam tentado libertar Thor, mas nada conseguiram fazer, então, chamaram por Magni, que tinha três noites de vida, e ele libertou seu pai da perna do gigante. Thor muito feliz presenteou seu filho com um cavalo mágico chamado Gullfaxi, que pertencia a Hrungnir e disse que ele seria poderoso. Segundo as Eddas, Magni e Modi receberão o martelo Mjöllnir depois que o Ragnarök acontecer. Depois de Thor, Magni é o mais forte dos deuses sendo seguido por Vidar.

NANNA

Nanna (Sumério: DŠEŠ.KI, DNANNA) era o deus (dingir) sumério da Lua. Era geralmente representado com símbolos lunares (como um crescente sobre a cabeça). Era sobretudo cultuado em Ur. Na Acádia, foi adoptado como Sin ou Sinnu(Acádio: Su'en, Sîn).

Filho do deus Enlil e da deusa Ninlil. Quando Ereshkigal permitiu o retorno de Ninlil e Enlil para a morada do Anunnaki, pediu que Ninlil consagrasse um de seus filhos a ela. Esse filho foi Nanna que permanecia 27 dias no mundo dos vivos e depois descia para ter com Ereshkigal e retornar ao céu. Foi assim que desposou Ningal, filha de Ereshkigal e gerou os gêmeos: Shamash e Inanna (Isthar).

Embora, mais tarde, na Antiguidade Clássica a Lua fosse associada a deusas (Selenae Ártemis na Grécia; Luna e Diana em Roma), na Antiguidade Oriental era geralmente uma divindade masculina: Nanna na Suméria; Sin na Acádia; Tot eKhonsu no Egipto.

NERTHUS

Nerthus (1905) por Emil Doeper

Nerthus é uma deidade da mitologia nórdica.

Seu nome vem da tradução ao latim de Njörðrpor Tácito, em sua obra De origine et situ Germanorum. Tácito descreve o culto e os sacrifícios praticados em um lago, que posteriormente se identificou como a ilhadinamarquesa de Fiônia.[1]

Origens

A obra de Tácito foi uma recompilação de relatos, pelo que provavelmente por não estar muito relacionado com os deuses germânicos tenha modificado o nome original de Njörðr para Nerthus, o qual foi logo empregado pelos teutões. Outros nomes que Nerthus recebe são Hlodin, Eartha e Hertha. Ela é a mãe terra, representando a fertilidade da terra cultivada. Possuía um carro que era puxado por duas vacas, o qual se pode relacionar com a vaca primogênita da criação, Audumbla. Nerthus é uma das primeiras deusas dos povos germânicos.[2]

Culto

Nerthus era uma divindade muito popular em algumas dos povos germânicos principalmente no que se converteria na Alemanha. Sua festividade se realizava na primavera na qual se fazia uma procissão com um carro, ao qual só tinha acesso o sacerdote principal do culto.[2] Deve-se destacar que este culto pode ser originado na idade da pedra. Nas localidades saxãs também era adorada como mãe terra, mas na realidade não era uma deusa saxã, pela qual se relacionaria com Tuisto (deus nascido da terra). O papel de Nerthus na mitologia nórdica tem sido muito limitado, pois como deusa pertence aos Vanir e de forma paradoxal toma o papel de mãe, irmã e amante de Njord, o qual tem muitas características dela, sendo substituída por ele como deus da terra fértil. Seu cargo de mãe terra é ocupado por Jord.

Teorias

H.R. Ellis Davidson propõe que provavelmente houvesse um par masculino e feminino de deidades, de Njord e Nerthus, sendo esta última substituída mais tarde por Freya. Também diz que haviam várias deidades masculinas com sua contraparte feminina entre os deuses dos nórdicos dos quais se sabe muito pouco e em alguns casos somente seus nomes, e.g. Ullr e Ullin.[3]

Assim Nerthus pode ter sido irmã de Njord e mãe de seus filhos, Frey e Freya; que também tinham uma relação segundo Loki em Lokasenna.[4] Esta pode ser a razão pela qual Snorri Sturluson escreveu na "saga dos Ynglings" que as uniões dentro de uma mesma família eram comuns e aceitas entre os Vanir, mas não entre os Æsir.[5]

Ela pode ter sido a contraparte de seu irmão Njord, em uma sociedade de pescadores e fazendeiros, onde teria se associado às safras, e seu irmão à pesca.

A adoração de Freyr e de Freyja sugere que o culto às grandes deidades associadas à fertilidade era comum na idade viking escandinava; ainda mais do que as Eddaspodem sugerir. Não é impossível pensar então que Frey e Freya são os descendentes mitológicos de Nerthus e Njord, existindo também a semelhança entre os carros de Nerthus e Freya, só que o desta última era puxado por gatos.

A afirmação de que Njord também seja Vanir pode indicar que junto com Nerthus conformaram as deidades principais do panteão de uma religião escandinava mais velha, possivelmente com origem na idade do bronze nórdica e que mais adiante foi ofuscado pela introdução de uma nova religião.

NJORD

Njord em uma ilustração à Edda em Prosade 1893.

Njord da Raça do Vanir, contraposto a dos primitivosAesir, dos quais Odin era o líder. Njord era o Pai deFreya a deusa do amor, e de Freyrdeus da fertilidade; e Njord era o deus do Mar. É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construíam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico. Njord casou com  Skadi, deusa do Inverno e da caça, que o escolheu devido aos seus pés. Skadi escolheu o seu marido observando os pés dos deuses, sem lhes ver a cara, e começou a procurar os pés mais limpos e bonitos, e escolheu os de Njord, porque seus pés sempre estão limpos por causa da água do mar. Njord e Skadi não tiveram um casamento feliz, e logo se separaram, pois Skadi como uma deusa das montanhas não conseguia viver nas costas oceanicas assim como Njord não conseguia viver nas montanhas, com a constante mudança foram criadas as estações do ano.

NORNAS

As Nornas são um clã de deuses da mitologia nórdica. A sua função é controlar a sorte, o azar e a providência, quer dos homens quer dos deuses, e zelar pelo cumprimento e conservação das leis que regem as realidades dos homens, dos deuses, dos elfos/duendes, dos anões, dos dragões, etc...

Diz-se que nasceram da fonte de Urð, fonte da vida, onde cresce o grande freixo Yggdrasill, que guardam. Todas as manhãs fazem chover hidromel sobre suas raízes, para que as folhas permaneçam verdes. São representadas pela virgem, a mãe e a anciã. Urð (passado) é muito velha e vive olhando para trás, por sobre os ombros. Verðandi (presente) é uma jovem e olha sempre para o presente e finalmente Skuld (futuro), vive encarapuçada e possui um pergaminho fechado sobre seu regaço, que contém os segredos do futuro.

Vivem protegidas por um dos ramos da árvore Yggdrasil, junto a um lago. O clã possuí apenas três integrantes, todas entidades femininas que a saber são:

Urd

Urd é a guardiã do Passado, é representada por uma criatura da raça humana de idade extremamente avançada. Dentro de suas obrigações está guardar os mistérios do passado e não metaforicamente não fornecer as chaves dos segredos antigos;

Verdandi

Verdandi é a vigia do Presente, encarna-se na forma de uma mãe e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos. Ela representa o movimento, a continuidade.

Skuld

Skuld ou Skald é a guardiã do futuro, representada por uma virgem. Profecias e adivinhações estão relacionadas a ela. Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino.

NÓTT

Nótt monta seu cavalo. Pintura de Peter Nicolai Arbo.

Na mitologia nórdica, Nótt é a personificação da noite e filha de gigante Nörfi (também Narfi ou Nörr). Foi esposa de Naglfari com quem teve um filho chamado Aud, logo com Annar teve uma filha chamada Jörd e finalmente se casou com Delling que era um dosdeuses com quem teve um filho chamado Dagr.

Sua origem e natureza são descritas por Snorri Sturluson no primeiro capítulo da Edda prosaica, em Gylfaginning.

ODIN

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Odin (Wotan, ou Woden) era o maior dos deuses germânicos, governante de Asgard e senhor da magia. Possuía a lança Gungnir, que nunca errava o alvo e em cujo cabo havia runas que ditavam a preservação da lei. Possuía também um cavalo de oito patas chamado Sleipnir.

Odin também era o deus da sabedoria. Ele atirou um de seus olhos no poço de Mimir em troca de um gole de sabedoria. Ele se enforcou no freixo cósmico, Yggdrasil, para obter o conhecimento das Runas e foi revivido por magia em seguida. Do alto de seu salão Valaskjálf, o ponto mais alto de Asgard, ele se sabia de tudo o que acontecia nos nove mundos, sendo constantemente informado pelos seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), que vigiavam o mundo e contavam tudo o que se passa e o que já se passou.

Odin se tornou proeminente no panteão devido ao seu gosto pela batalha. Essa qualidade lhe conferiu popularidade entre os vikings quando eles começaram a atacar objetivos fora da Escandinávia. No salão de sua grande fortaleza, Valhala, ele reunia os abatidos em batalhas. Chamados de einherjar (mortos gloriosos), esses guerreiros eram preservados por Odin para ajudar os deuses na batalha final contra os gigantes no Ragnarok.

Já teve diversas amantes e concubinas, mas a sua esposa é Frigga.

Odin não era um guerreiro por natureza, mas inspirava os guerreiros a se lançarem freneticamente na batalha, sem nenhum sentimento e nenhum temor. Os rituais de enforcamento faziam parte da veneração a Odin, sendo que o suicídio por enforcamento era considerado um atalho para o Valhala.

Odin é a figura central do panteão germânico, o rei dos deuses; os germânicos viam nele o protótipo da bravura, da altivez e do valor, assim como da sabedoria; os escandinavos dos últimos séculos pagãos, os Vikings aventureiros, terror do ocidente cristão, foram os derradeiros a combater invocando o nome de Óðinn (Odin). Ao lado do deus Loki, é a personagem de mais complexa personalidade dentro do panteão germânico, o que fez com que, embora seu nome fosse exaltado por muitos poetas, permanecesse obscuro para o camponês simples, mais identificados com Þórr (Thor) e Freyr devido a suas características de deuses agrários e defensores do povo.

Odin era tido em alta consideração pelos jarls e outros membros da nobreza nórdica, embora as pessoas comuns o temessem e venerassem Thor.

Odin seria morto durante o Ragnarok por Fenrir, o lobo gerado por Loki. A veneração a Odin diminuiu à medida que os vikings desistiram de atacar e optaram por ocupações mais pacíficas.

Origens do nome

O deus Odin, no seu cavalo Sleipnir.

Os nomes do deus são encontrados em nórdico arcaico(ou Old Norse) Óðinn (Saxo Grammaticus, latinizando escreve Othinus), no germano Wotan e no primitivo germânico sob a forma de Wodanaz, no gótico, Vôdans, no dialeto das ilhas Feroé ( nas costas da Noruega), Ouvin, no antigo saxão, Wuodan, no alto alemão,Wuotan, enquanto que entre os lombardos e na região da Vestefália aparece Guodan ou Gudan, e na Frísia, Wêda. Nos dialetos dos alamanos e borgundos temos a expressão Vut, usada até hoje no sentido de ídolo. Essas denominações estão ligadas pela raiz, no nórdico arcaico, às palavras vada eod, e, no antigo alto alemão, a Watan e Wuot, que significavam a princípio razão,memória ou sabedoria. Mais tarde tornaram-se equivalentes a tempestuoso ou violento, sentido que os cristãos faziam empenho de acentuar, procurando depreciar a figura do deus pagão.

Georg von Rosen - Oden som vandringsman (Odin, o Viajante), 1886

Dia da semana de dedicação

A quarta-feira, dia que era dedicado ao deus, tomou as denominações, no inglês, wednesday (antigo saxão, wôdanes dag, anglo-saxão, vôdnes dag), no holandês, woensdag (médio-neerlandês, woensdach), no sueco e dinamarquês, onsdag (Old Norse, odinsdagr), e no dialeto da Vestefália, godenstag ou gunstag..

Citações na Edda Poética

Na Edda Poética, o maior ciclo é naturalmente o do deus supremo, compreendendo as seguintes baladas: Baldrs Draumar (Os Sonhos de Baldr), Hárbarzljóð (A Balada de Harbard), Vafþrúðnismál (A Balada de Vafthrudnir), Grímnismál (A Balada de Grimnir) e Hávamál (As Máximas de Hár).

Odin se apresenta sob diversos nomes nas baladas édicas, de acordo com as exigências da situação. Sabemos, pela Völúspa (A Profecia da Vidente) e Hyndluljóð (A Balada de Hyndla), que ele era filho de Bur. As elevadas designações de velho criador e pai dos homens, que o poeta anônimo lhe deu em Baldrs Draumar e no Vafþrúðnismál, bem como a informação de que Odin dera o fôlego (Völuspá) a um casal inanimado, não deixa dúvidas sobre uma interferência na criação da humanidade. No Grímnismál há o cognome de príncipe dos homens, na Lokassena (A Altercação de Loki) de pai das batalhas, na Völuspá, de pai dos exércitos, e no Grípisspá (A Profecia de Gripir), de pai da escolha ou pai dos mortos em batalha.

Personalidade

Odin cavalgando Sleipnir.

Em linguagem corrente nos países escandinavos e no norte da Alemanha, conforme observa-se entre pessoas cultas, são usadas as expressões zu Odin fahren ou hei Odin zu Gast sein, e far þu til Odin ou Odins eigo þik, citadas também por Jacob Grimm, para imprecações equivalentes a vá para o diabo, ou o diabo que o carregue. É uma tendência malévola que se explica, não só pela ação do cristianismo, mas ainda pelas atitudes violentas e sombrias que o deus tomava, infligindo castigos inflexíveis, como o sono imposto à (valquíria) Brynhild por esta tê-lo desobedecido, e atravessando os ares com seu exército de maus espíritos, nas noites de tempestades, nas chamadas Caçadas Selvagens.

As baladas édicas nos apresentam Odin com várias falhas de caráter, tendo ou procurando ter aventuras amorosas, que ele próprio narra no Hávalmál (parte II) e na balada Hárbarzljóð, além das relações simultâneas com Jörd, a Mãe-Terra, que lhe deu o filho Thor, com Rind, que lhe deu o filho Váli, e uma giganta, que lhe deu o filho Víðar (Vidar), sem contar sua esposa, a deusa Frigg, mãe de Baldr, Hödr, Bragr e Hermóðr (Hermod). Outras ações menos dignas são o roubo da razão ao gigante Hlebard, descrito também na balada Hárbarzljóð, e a sedução de Gunnlod no Hávamál (parte III) afim de conseguir furtar o Hidromel da Poesia, que desperta dons poéticos em que o bebe. O fato de a Edda Poética não ter sido escrita numa época exclusivamente pagã, explica, suficientemente, os defeitos do deus supremo, embora estes se verifiquem com deuses superiores de outras mitologias.

Virtudes

Odin.

Cabe-nos mencionar, finalmente, o aposto de “pai da magia”, constante do Baldrs Draumar, confirmado no seu próprio depoimento do Hávamál (parte IV), em que nos descreve seu próprio sacrifício: feriu-se com a lança e suspendeu-se numa árvore, onde permaneceu nove dias agitado pelos ventos; esta árvore é Yggdrasill, o freixo do mundo. Tudo isso visando à iniciação na sabedoria das runas, tendo até criado algumas delas, tornando-se senhor do hidromel dos poetas, licor mágico que profere vaticínios.

Quanto ao elevado saber de Odin, relata-se que nem sempre foi assim, sábio e mágico poderoso; ávido por conhecer todas as coisas, quis beber da fonte da Sabedoria, onde o freixo Yggdrasill mergulha uma das raízes; mas Mímir, seu tio, o guardião da fonte, sábio e prudente, só lhe concedeu o favor com a condição de que Óðinn lhe desse um de seus olhos. Ele então encontrou na água da fonte milagrosa tanta sabedoria e poderes secretos que pôde, logo que Mímir foi morto na guerra entre os Æsir e os Vanir, lhe conferir a faculdade de renascer pela sabedoria: sua cabeça, embalsamada graças aos cuidados dos deuses, é capaz de responder a todas as perguntas que lhe dirigem. Após adquirir tantos conhecimentos, procurava depois revelá-los em duelos de palavras, em que aposta a vida e sai sempre ganhado. Além do mais, por várias vezes se dirige a profetisas e visionárias, pedindo informações estranhas, dando-lhes em paga ricos presentes.

Cultuação

Desse modo, vemos que Óðinn, na concepção do poeta édico, é criador da humanidade, detentor supremo do conhecimento, das fórmulas mágicas e das runas, invocado por ocasião das batalhas, durante os naufrágios e as doenças, na defesa contra o inimigo, e afinal em qualquer situação desesperadora. Altares se elevavam em sua honra; o missionário Adam de Bremen relata que sacrifícios humanos lhes eram feitos, e em mais de uma saga aparecem relatos de outros sacrifícios humanos feitos ao deus.

Símbolos

Nas baladas da Edda, o deus supremo está em ligação com símbolos, emblemas e certos elementos adequados às diversas circunstâncias em que aparece. Assim, no Valhöll (Valhalla), tem o seu grande palácio onde recebe e aloja os guerreiros mais valorosos, e em outro dos seus três salões em Ásgarðr (Asgard), o alto Valaskjalf, senta-se no trono Hliðskjalf (Hlidskialf), de onde é possível enxergar o mundo inteiro e acompanhar todos os acontecimentos da vida. A seus pés, deitam-se os dois lobos Geri e Freki, símbolos da gulodice, que o acompanham em suas caçadas e lutas, alimentando-se dos cadáveres dos guerreiros. Nos seus ombros estão os dois corvos Munin e Hugin, a sussurrar-lhe o que viram e ouviram por todos os cantos. Quando se encaminha a uma batalha, o que é freqüente, usa armadura e elmo de ouro, trazendo nas mãos o escudo e a lança Gungnir, que tem runas gravadas no cabo, montando seu famoso corcel de oito patas, Sleipnir, que tem a faculdade de cavalgar no espaço, por cima das terras e águas.

Disfarces

Em muitas passagens, descrevem-se as andanças de Odin, em que se apresenta sob o disfarce de um viajante, envolvido numa enorme capa azul ou cinza, com um chapéu de abas largas, quebradas acima do olho perdido, como nas baladas édicas Vafþrúðnismál e no Grímnismál, e com os nomes significativos de Gagnrad (o que determina a vitória), Grimnir (o disfarçado), além do Hávalmál (parte III) e nos Baldrs Draumar, respectivamente com os nomes Hár (o elevado, o eminente, o sublime) e Vegtam (o acostumado aos caminhos).

RAN

Esposa de Aegir, Ran governa o mar. Temida pelos marinheiros por ser uma deusa maligna que os arrastava para o fundo do mar se tivesse a oportunidade. Deusa do Submundo e dos Elfos Escuros, Senhora dos Mortos.

Ran costuma afogar os marinheiros que não aceitam ser maridos de suas filhas ou dela mesma. As pessoas que morrem afogadas não vão parar no Valhala por isso Ran tem responsabilidade por alguns mortos.

SAGA

Saga é uma palavra de origem germânica que se refere a um relato literário de caráter épico, associado aos povos do norte da Europa. Nesse contexto a palavra pode referir-se a:

SIF

Sif é esposa do deus Thor e mãe de Uller e Thrud. Seu cabelo dourado foi feito pelos anões (trolls) de forma a enraizar e crescer na sua cabeça depois que Loki o cortara numa brincadeira. Sif é a deusa da excelência e habilidade em combate. Ela aprecia os guerreiros leves e habilidosos, que não dependem só da força bruta.

Sif foi adaptada para banda desenhada pela Marvel Comics, e aparece nas histórias de Thor.

SJÖFN

Sjöfn é uma das Asynjur na mitologia nórdica. Se menciona brevemente em Edda em prosa de Snorri Sturluson.

SKADI

Skadi (Skaði) é a esposa do deus vanir Njord. Enquanto seu esposo prefere viver nas praias e perto do mar, ela prefere habitar as montanhas e os lugares altos.

Ela é a linda filha do gigante Þjazi, na mitologia nórdica ela era a deusa do inverno. Depois da morte de Þjazi, assassinado devido a mais uma peripécia de Loki, Skadi decide vingar-se dos Ases, que não sendo capazes de se defenderem batendo numa Mulher, resolvem reparar o mal pedindo a Skadi que casasse com um deles.

Tendo em conta, unicamente os seus pés, já que o resto do corpo estava tapado, para que a sua escolha fosse aleatória, Skadi escolhe os pés mais bonitos, pensando ser os de Balder. É o Deus Njörðr que é escolhido e com quem vai viver para as montanhas gélidas e ruidosas. no entanto Njord fosse o Deus da Água das praias ele não conseguiu coabitar com o gelo de Skadi.

O casamento não deu certo, pois enquanto seu esposo preferia viver nas praias e perto do mar, em Nóatún, ela preferia habitar as montanhas e os lugares altos, em Þrymheimr, antigo palácio de seu pai.

Do casamento de Skadi e Njord nasceram Freya e Frey.

Em outras fontes da mitologia, diz-se que ela casou-se mais tarde com outro deus, o Æsir Ull.

SKULD

Vide Nornas

THOR

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Thor (nórdico antigo: Þórr, inglês antigo:Þunor, alto alemão antigo: Donar) é o mais forte dentre deuses e homens, é um deus de cabelos vermelhos e barba, de grande estatura, representando a força da natureza (trovão) no paganismo germânico, disparando raios com o seu poderoso martelo  Mjolnir. Ele é o filho de Odin, o deus supremo de Asgard, e de Jord (Fjorgyn) a deusa de Midgard (a Terra). Durante o Ragnarök, Thor matará e será morto por Jörmungandr. Thor também é chamado de Ásaþórr, Ökuþórr, Hlórriði e Véurr.

Ele era grande para um deus, extremamente forte (podendo comer uma vaca em uma "refeição"). Thor adorava disputas de poder e era o principal campeão dos deuses contra seus inimigos, os gigantes de gelo. Os fazendeiros, que apreciavam sua honestidade simplória e repugnância contra o mal, veneravam Thor em vez de Odin, que era mais atraente para os que eram dotados de um espírito de ataque, ou que valorizavam a sabedoria. A arma de Thor era um martelo de guerra mágico, chamado Mjolnir com uma enorme cabeça e um cabo curto e que nunca errava o alvo e sempre retornava às suas mãos. Ele usava luvasde ferro mágicas para segurar o cabo do martelo e o cinturão Megingjard que dobrava sua força. Sua esposa era Sif, a deusa da colheita, com quem teve uma filha Thrud (Força), e de sua união com a giganta Jarnsaxa, teve os filhos Magni (Força) e Modi(Coragem). Os antigos escritores (Saxo, Adam de Bremen, Aelfric, Snorri) identificaram Thor com o deus Greco-Romano Júpiter porque ambos são filhos da Mãe-Terra, comandante das chuvas, dos raios e trovões, são protetores do mundo e da comunidade cujo símbolo era o carvalho, representando o tronco da família. Os animais de ambos deuses era o carneiro, o bode e a águia. Thor era sempre apresentado com seu martelo e Júpiter com seu cetro. Thor matou a serpente Jormungand e Júpiter o dragão Tifão.O historiador Tácito identificou Thor com Hercules, por causa de seu aspecto, força, arma e função de protetor do mundo.

Thor lutando contra a serpenteJormungard, filha de Loki.

Thor gostava da companhia de Loki, apesar do talento desse embusteiro para colocar ambos em confusões. As histórias de suas aventuras estão entre as mais ricas da mitologia nórdica. No panteão nórdico, Thor era o destruidor do mal e o segundo maior expoente dos deuses Aesir. A imagem de Thor aparece em muitas estelas rúnicas assim como seu nome ou seu martelo. Thor é um excelente guerreiro e já derrotou muitos gigantes, trolls, monstros, berserker e feras, segundo o Edda em Prosa. Thor percorria o mundo numa carruagem puxada por dois bodes chamados Tanngrísnir e Tanngnjóstr. Conta-se que quando Thor percorria o céu nessa carruagem as montanhas ruiam, e o barulho provocado pelas rodas do veículo originavam os trovões. Thor habita em Thrudheimr (ou Thrudvangr) no salão Bilskirnir onde ele recebia os pobres depois que haviam morrido. Esse salão possui 540 acomodações e é considerada a maior de todas as construções. O mensageiro de Thor era o veloz Thjalfi e sua criada era Röskva, irmã de Thjalfi. Quando Thor estava longe de seu lar ele matava seus bodes e os comia, e depois os ressuscitava com martelo mágico. Thor é o criador da constelação conhecida pelos vikings como Dedo de Aurvandill. Era Thor o deus que mais possuia templos na Escandinavia.

No Ragnarok, a tarefa de Thor era matar a cruel Jormungand ou Serpente Midgard(uma serpente tão grande que envolve a Terra), cria de Loki, mas ele morreu nabatalha.

Os anglo-saxões deram o nome de Thor ao quinto dia da semana, Thursday, ou "Thor's day" (quinta-feira, em inglês); o mesmo aconteceu entre os escandinavos que chamaram a quinta-feira de "Torsdag".

TÝR

Týr ou Ziu ou ainda "Tyrr" é o deus germânico original do combate (Aesir), do céu, da luz, dos juramentos e por isso patrono da justiça, precursor de Odin. Ao tempo dos vikings, Týr abriu caminho para Odin, que se tornou ele próprio o deus da Guerra; filho do gigante do mar do inverno Hymir, passou a ser considerado filho de Odin, devido a sua coragem e heroísmo em batalha, representado por um homem sem a mão direita, arrancada pelo deus-lobo Fenrir. Seu símbolo é a lança, na mitologia nórdica tanto uma arma como um símbolo de justiça. É também identificado com Tîwaz.

ULLER

Na mitologia nórdica, Uller (antigo nórdico: Ullr; em português: Glória) é o deus da justiça e do julgamento, assim como o deus patrono da agricultura. Vive em Ydalir e é um excelente arqueiro e esquiador. É o filho de Sif e Thor. A sua mulher é a gigante Skadi, que se divorciou de Njord.

URD

Segundo a mitologia Viking ou Germânica, Urd é a deusa do passado e vive olhando para trás.

VALQUÍRIAS

Estátua de uma valqíria com uma lança -Copenhagen,Dinamarca; Feita em 1908 pelo escultor norueguês Stephan Sinding(1846-1922).

Na mitologia nórdica, as valquírias eram deidadesmenores, servas de Odin. O termo deriva do nórdico antigo valkyrja (em tradução literal significa "as que escolhem os que vão morrer"). Nos séculos VIII e IX o termo usado era wælcyrge.

As valquírias eram belas jovens mulheres que montadas em cavalos alados e armadas com elmos e lanças, sobrevoavam os campos de batalha escolhendo quais guerreiros, os mais bravos, recém-abatidos entrariam no Valhala. Elas o faziam por ordem e benefício de Odin, que precisava de muitos guerreiros corajosos para a batalha vindoura do Ragnarok.

As valquírias escoltavam esses heróis, que eram conhecidos como Einherjar, paraValhala, o salão de Odin. Lá, os escolhidos lutariam todos os dias e festejariam todas as noites em preparação ao Ragnarok, quando ajudariam a defender Asgard na batalha final, em que os deuses morreriam. Devido a um acordo de Odin com a deusa Freya, que chefiava as valquírias, metade desses guerreiros e todas as mulheres mortas em batalha eram levadas para o palácio da deusa.

As valquírias cavalgavam nos céus com armaduras brilhantes e ajudavam a determinar o vitorioso das batalhas e o curso das guerras. Elas também serviam a Odin como mensageiras e quando cavalgavam como tais, suas armaduras faiscavam causando o estranho fenômeno atmosférico chamado de Aurora Boreal.

The Valkyrie's Vigil ("A Vigília da valquíria"), de Edward Robert Hughes.

As valquírias originais eram Brynhild ou Brynhildr("correspondente de batalha", muitas vezes confundida Brunhilde, da Saga dos Nibelungos), Sigrun ("runa da vitória"), Kara, Mist, Skogul("batalha"), Prour("força"), Herfjotur ("grilhão de guerra"), Raogrior ("paz do deus"), Gunnr ("lança da batalha"), Skuld ("aquela que se torna"), Sigrdrifa ("nevasca da vitória"), Svana, Hrist ("a agitadora"), Skeggjold ("usando um machado de guerra"), Hildr ("batalha"), Hlokk ("estrondo de guerra"), Goll ou Göll ("choro da batalha"), Randgrior ("escudo de paz"), Reginleif ("herança dos deuses"), Rota ("aquela que causa tumulto") e Gondul ou Göndul ("varinha encantada" ou "lobisomem").

Richard Wagner compôs uma imponente ópera chamada "As Valquírias" (Die Walküre).

UALE

O uale, uáli ou váli[1] (em árabe ﻭﺍﻟﻲ, transl. wāli) é o nome dado ao governador de um vilaiete (província) em alguns países árabes e no antigo Império Otomano.

VANIR

Vanir é o nome do que é geralmente reconhecido como um dos dois panteões dos deuses na Mitologia nórdica, sendo que o outro é conhecido como os Æsir. Os Vanir lutaram com os Æsir na Guerra dos Deuses.

Membros

Os membros do panteão Vanir incluem Njorðr, Frey e Freyja, que viveram entre o Æsir desde o fim do conflito entre os dois clãs de deuses (negociados para Mimir e Hoenir). A classificação como Vanir de Skaði, de Lýtir, de Gerðr e de Óðr pode ser debatida. Skaði era uma giganta casada com Vanir (Njorðr); Gerðr também era uma giganta, por quem Frey ficou apaixonado, vendendo sua espada como pagamento para sua união com a deusa. No entanto, não está bem certo se esta união atingiu mais do que uma única reunião. Óðr é mencionado no Eddas muito rapidamente como o marido de Freya, mas nada mais é sabido realmente sobre quem era ele (embora se observe frequentemente que este era um de nomes de Odin). Os deuses Njord e Frey aparecem na saga de Ynglinga de Snorri como reis da Suécia. Seus descendentes no trono sueco são reconhecidos como Vanir:

  • Fjölnir, filho de Frey e da giganta Gerda

  • Sveigder, que casou com Vanes de Vanaheim e teve o filho Vanlade

  • Vanlade, cujo nome o conecta aos Vanir, e que casou com uma filha do gigante Snær.

Características

São deuses da fertilidade e da prosperidade, enquando os Æsir eram deuses da guerra. Os Vanir possuíam um conhecimento profundo das artes mágicas, de modo que sabiam também sobre o futuro. A lenda conta que Freya ensinou a mágica aos Æsir. Praticavam também a endogamia e mesmo o incesto, ambos proibidos entre o Æsir; como um exemplo,Frey e Freya eram filhos de Njord e de sua irmã, Nerto.

Localização

Os Vanir viviam em Vanaheim, chamado também de Vanaland; Snorri Sturluson chama sua terra Tanakvísl ou Vanakvísl.

Vanir e os Elfos

O Eddas identifica uma possível interrelação entre os Vanir e os elfos (Alfes), frequentemente intercambiando o Æsir e os Vanir e o Æsir e os Alfes para significar "todos os deuses". Como os Vanir e os Alfes representavam os deuses da fertilidade, o intercâmbio entre os dois nomes sugere que os Vanir e os elfos podem ter sido utilizados como sinônimos. É também possível que os dois nomes reflitam uma diferença no status do panteão, onde os elfos eram considerados deuses menores da fertilidade, visto que os Vanir eram os deuses principais da fertilidade. Frey seria, neste caso, um comandante dos Vanir sobre os elfos em Álfheim.

A reconstrução contemporânea da religião nórdica mais focada nos Vanir os nomeia, às vezes, como Vanatrú.

Vanir e seus convidados

Há também uma possível conexão entre Heimdall e os Vanir, notada por H.R.Ellis Davidson.

VERDANDI

Beldandi é a deusa do presente na Mitologia Nórdica, é uma jovem que olha sempre para o presente.

VIDAR

Na mitologia nórdica, Vidar é um dos filhos de Odin, deus associado à vingança. Sua única participação efetiva na mitologia nórdica é na batalha do Ragnarök. Depois de ver seu pai devorado pelo lobo Fenrir se enfia na boca do lupino gigante, apoia as pernas na língua da besta e as mãos na mandíbula superior e rasga-o ao meio. Vidar foi um dos poucos deuses que sobreviveu ao Ragnarök, e por seus feitos foi considerado o sucessor de seu falecido pai.

VILI

Vili, ou Willio para os germânicos, era um dos Aesir, filho de Bestla e Borr na mitologia nórdica. Seus irmãos eram Ve e Odin. Ele era conhecido por ter dado à humanidade os dons da emoção, sentimentos e pensamentos.

No poema Völuspá, Hoenir e Lóðurr auxiliaram Odin a criar Ask e Embla, respectivamente o primeiro homem e mulher. Mas no poema Gylfaginning, afirma-se que os auxiliares na criação foram Vili e Ve. Como Snorri Sturluson, autor de Gylfaginning conhecia Völuspá, é possível que Hoenir fosse um outro nome de Vili.

Fonte: Wikipédia, enciclopédia livre

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