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27 de mar de 2011

Vedismo

É a religião que antecede o Bramanismo e que se encontra nos Vedas. Pode-se considerar como uma etapa da evolução religiosa dos indo-arianos, pois ao invadirem a Índia, sofrem naturalmente a influência dos costumes da nova religião. Entre as escritas de Harappa e o Vedas existe um hiato de 2000 anos, e não se sabe ao certo se possuíam algum modo de grafar as tradições literárias oralmente conservadas através de numerosas gerações.

Vedas, que significa saber, é um conjunto de textos divididos em 4 volumes, nos quais se encontram os mais antigos testemunhos de seu passado, escritos em sânscrito, seu primeiro volume data do século XX a.C..

(vedas)

*O Rig-Veda – Coleção de lendas antigas, cantos épicos, encantamentos, poesias líricas, tudo adaptado a fins religiosos.

*O Sama-Veda – Repete em parte a obra precedente e contém indicações para os cantores durante os sacrifícios solenes.

*O Yajur-Veda – Contém formulas litúrgicas para os sacerdotes. Alguns elementos profanos contidos no texto, servem de preciosas indicações sobre a organização social.

*O Atharva-Veda – Repositório das mais antigas superstições.

Os deuses mais importantes e venerados no Vedas são Agni, Indra, Varuma.
Agni – (o fogo, ignis), é o deus ao qual se dirige a maior parte dos hinos do Rig-Veda. É o deus do lar, que se encontra próximo dos homens, é o pai destes, o deus do sacrifício que leva as oferendas aos outros deuses.
“É o deus do fogo que queima no altar do sacrifício, do fogo do qual a família se reúne ao cair da noite, do fogo que possibilita a cocção dos alimentos e expulsa as trevas...”
Indra – É um dos deuses mais expressivos do panteão védico. É um deus guerreiro que auxilia os arianos combatentes em luta contra as deidades maléficas inimigas dos homens. É o soberano do céu, animador de todas as coisas, dispensador dos benefícios. Dele dependem a fecundidade, a chuva e o raio.
Varuma – É o deus do universo, dos deuses e dos homens. É um deus majestoso, o deus celeste, a fonte de toda a vida e de todo bem. Rege a ordem moral e jurídica, tudo vê, tudo escuta. Os hinos que lhe são dedicados caracterizam-se por significativa elevação moral.

Deuses védicos:

*Surya - Deus do sol;
*Ushas - A aurora,
*Visnú - Outro deus solar que ganha importância maior no Bamanismo e Hinduísmo.
*Rudra – Deus da tempestade, que dominará no Hinduísmo com o nome de Shiva.

Todos esses deuses são venerados e invocados. O sacrifício possui um lugar proeminente no culto védico. O mais simples compõe-se de alimentos como leite e é oferecido em casa pelo chefe da família. O mais solene é o sacrifício do cavalo de batalhas dos reis. Famosa é a libação do “Soma”, bebida embriagante feita de uma planta chamada asclepias acida. Por ocasião dos sacrifícios ardiam três fogos:

*O fogo do dono da casa, que lembra o fogo purificador do lar;
*O fogo do sacrifício para os deuses;
*O fogo do sul para proteção contra os espíritos malignos.

Sacrifica-se pela manhã e pela tarde, por ocasião da lua cheia e da lua nova, no início da estação das chuvas, no interior e exterior das casas. O sacrifício foi elevado pelos teóricos sacerdotais ao ponto de constituir o sentido próprio e único do mundo.

A incineração dos cadáveres fazia parte dos ritos funerários. Agni era o intermediário entre a vida presente e a vida futura. O destino dos mortos é obscuro, ora aparecem como unidos às águas e às plantas, ora como vivendo no reino de Yama, apresentado nos Vedas como o deus dos mortos, o senhor dos infernos.
Um dos aspectos mais interessantes da mitologia da Índia é o seu conceito cíclico da criação, a crença numa forma constante, um modelo ideológico do Universo fechado, no qual a criação e a morte do Universo se sucedem indefinidamente durante eras que duram milhares de séculos, não movidas pela física celeste, mas sujeitas à respiração de um deus, de Visnú, que no seu sonho e a sua vigília, cria e destrói nosso mundo. Ao princípio de cada uma dessas eras, em cada um dos ciclos, vem à Terra para dar as mesmas oportunidades às novas humanidades às quais dá vida.

O Rig Veda, com mais de 1.000 hinos e 10.000 estrofes, nos fala de um Universo composto por duas partes: Sat e Asat.

Sat é o mundo existente, a parte destinada às divindades e à humanidade; Asat, o mundo não existente, é o território da escuridão.

Em Sat está a luz, o calor e a água; em Asat só há noite.

O Sat está composto por três esferas: a superior do firmamento, o ar que está sobre as nossas cabeças e o solo do planeta onde vivemos.
Os três deuses encarregados de velar pelo Sat desde o momento da sua criação são Dyaus, Indra e Varuma.

Dyaus está a cargo da primeira esfera cósmica, a concavidade do firmamento, o Céu Pai é o esposo do fecundador de Prtivi Matr, a Terra Mãe, é o espírito benfeitor supremo do dia e da luz.
Indra está encarregado da segunda esfera cósmica, do ar da atmosfera e de tudo que a contém; libertou as águas e construiu o mundo.

Varuma encarrega-se da terceira esfera, da qual a ordem cósmica estabelecida rege na terra. É o deus que está em todos os lados e também o chefe dos adityas, os filhos de Aditi, a deusa virgem do ar. Varuma cuida do rito da verdade divina, e o faz zelosamente da Terra e da Lua, isto é, mantém-se vigilante no dia e na noite, ajudado na sua constante missão pelas estrelas como zelador que é da ordem sagrada no Universo visível, do Sat, embora o deus solar Mitra siga substituindo-o nas tarefas diurnas, de um modo auxiliar. Varuma é o deus sábio que conhece tudo o que já aconteceu e tudo o que tem de suceder. Da sua garganta brotam as águas das sete fontes do céu, de onde vêm à terra para formar os grandes rios do planeta.

Outras divindades védicas

Entre os aditya estavam também Mitra, Baga, Amsa, Daksa e Aryaman, junto de Indra e Varuma, formando o septeto básico; também se costumava pôr um oitavo aditya, o errante Martanda, que, com o seu contínuo andar pelo céu, era simplesmente uma divindade astral, o Sol, Surya, desposado com a deusa da Aurora, Uchas, uma deusa bondosa e benfeitora.
A serviço dos adityas estavam os cavaleiros ou Asvins, divindades menores que tinham os seus domínios na escuridão de cada noite, dispensadores do orvalho no seu correr celestial e outorgadores de bens espirituais e corporais.

Os centauros Gandharva vigiavam o sumo sagrado do Soma, que era, além disso, outro deus de importância nas cerimônias sagradas. Estes centauros Gandharva eram também divindades tutelares das almas emigrantes na metempsicose e estavam unidos às mais belas divindades, as perturbadoras Apsara, ninfas da água e concubinas dos deuses maiores. Um Gandharva, Visvavat, foi o pai do primeiro mortal. Visvavat era casado com Saranya, a filha do ferreiro dos deuses, Tvachtar e deste casamento nasceram Yama e a sua irmã gêmea, e esposa, Yami.
Os Gandharva ainda se ocupavam da escolta do deva Kama, deus do amor e esposo de Rati, deusa da paixão amorosa.

Os Marut, os deuses dos ventos, filhos do deus Rudra e da deusa Prasni, tinham grande poder, tanto dos temporais devastadores que vinham das montanhas, como dos ventos carregados de água benéfica que apareciam na época das chuvas. Mas os Marut não estavam sozinhos no reino dos ares, pois o deus Savitar era quem fazia com que se levantasse o vento, se pusessem em movimento os raios do sol e fluíssem as águas dos rios, porque ele próprio era o movimento e até o próprio Sol, embora então tomasse o nome de Surya.

O deva Puchan, armado com uma lança de ouro, encarregava-se de unir o destino dos seres vivos e de cuidar deles em todo o necessário para o seu sustento, assim como de guiá-los nas suas viagens pelo melhor caminho.Porém, o culto mais popular, o que atraía os mais abundantes sacrifícios dos fiéis, foi Agni, o deus vermelho do fogo, de sete braços e três pernas, o que estava em todos os lugares onde se fizesse fogo.

Agni era filho da união entre o Céu e a Terra e, posteriormente, da união entre o Céu e Brama. Agni estava casado com Svaha, que o fez pai de três filhos: Pavaka, Pavamana e Suc.

texto: Lara Moncay

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